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O País – A verdade como notícia

O autocarro chegou, devagarinho, mas os Mambas foram rápidos a posicionar-se no topo do grupo F, ao bater o Ruanda por claros 2-0, por isso o selecionador, Luís Gonçalves, pede alguma calma na abordagem do próximo jogo.

"É verdade que a exibição da quinta-feira (dia 14 de Novembro) foi muito boa, faltou-nos mais um ou dois golos, mas Cabo Verde é uma equipa diferente do Ruanda, e tem características próprias" alertou.

Aliás, "ainda temos que saber com quem podemos contar para este jogo, pois neste momento ainda não consigo dizer se tenho todos jogadores operacionais " explicou Gonçalves.  
Pede-se calma, igualmente, para o facto das estrelas nacionais viajarem divididas para cidade da Praia, capital de Cabo Verde, o próximo adversário do combinado nacional.

"Infelizmente não conseguimos que todos viajassem juntos, portanto, alguns poucos jogadores não vão já, mas vamos estar todos juntos em Lisboa" garantiu o selecionador de Moçambique.

Telinho, que fez um grande jogo diante do Ruanda, tendo até marcado um dos golos da vitória, garante que apesar do pouco tempo de repouso, os Mambas vão a Cabo Verde para conquistar os três pontos.

"Sabemos que não será um jogo muito fácil, mas todos nós estamos cientes, tranquilos e com mentes limpas para fazer o nosso melhor, que é chegar lá impor o nosso futebol, e conquistar os três pontos" disse o artilheiro.

O avançado que pode jogar também a médio, Luís Miquissone, e o experiente defesa esquerdo, Edmilson, suplentes não utilizados contra o Ruanda, dizem estar prontos para responder quando chegar a sua vez.

O jogo contra o Cabo Verde está agendado para segunda-feira (dia 18) às 18 horas. 

Os Mambas receberam e venceram o Ruanda por duas bolas sem reposta, em partida da primeira jornada do grupo F de qualificação ao CAN-2021. O combinado nacional lidera o seu grupo com 3 pontos, mais dois que os Camarões e Cabo Verde, que na quarta-feira empataram sem abertura de contagem. Segunda-feira, os Mambas voltam aos relvados, diante do Cabo Verde, na cidade de Praia.

Os Mambas entraram em campo já conhecendo o resultado do outro jogo do grupo e sabendo que uma vitória colocava a equipa na primeira posição.
Luís Gonçalves montou uma equipa virada ao ataque e que tinha uma identidade própria. 

A defesa, sem surpresa, foi confiada ao mesmo quarteto, Sidique, Mexer, Zainadine e Reinildo, mas o meio campo já tinha algumas mexidas, onde Kambala fazia dupla com Dominguez, embora este mais "vagabundo", e as alas com Telinho e Witi, que tinham a responsabilidade de alimentar o ataque, neste início entregue a Clésio e Geny Catamo, relegando Ratifo e Reginaldo ao banco de suplentes.

Uma estrutura com cabeça, tronco e membros, que fazia todas transições possíveis, da defesa ao ataque, sem mácula e sem tremedeiras.

Não foi preciso esperar muito tempo para perceber que os Mambas estariam com o controlo do jogo, já que desde o início o Ruanda não fazia nada para merecer.

 

Vencer ainda antes dos 30 minutos

À passagem do minuto 26, Mexer ganha a bola na linha do fundo, depois de um pontapé de canto e tenta um remate directo, mas o guarda-redes do Ruanda defende para fora. No canto, a bola chega aos pés do mesmo Mexer, mas já na zona intermédia, que tenta o remate, mas desta, a bola embate na mão de um adversário e o árbitro apita para grande penalidade. 

Mexer, a querer o protagonismo, marcou denunciado, o guarda-redes ainda toca na bola, mas esta acaba por entrar mesmo.

Quando se pensava que Ruanda reagisse, os Mambas não deram espaço e foi Telinho a responder positivamente a um passe de grande nível de Dominguez e a desviar para o fundo das malhas. A chuva cedeu a uma imensa onda vermelha que se abateu sobre o ENZ, com os festejos a subirem de tom. Era ainda antes dos 30 minutos.

Depois foi esperar para ver qual era a reacção dos ruandeses, demostrada pelo capitão Haruna, nervoso, a maltratar a bola e a ver a cartolina amarela.

Não encontrava soluções o técnico ruandês e ais 44 minutos tirou Kevin e fez entrar Oliver. O que estaria procurando o Vicent?

Em tempo de compensação, Ruanda ganha um livre perigoso, á entrada da área e Haruna fez as honras do remate, mas Franque defendeu, só que para frente, quase a comprometer, mas quem tem Mexer e Zainadine está seguro e, estes, trataram de tirar o perigo dali.

Segunda parte de luxo mas sem golos
No início da segunda parte, os Mambas tiveram duas oportunidades de marcar, mas desta vez a defensiva estava mais atenta. Num lance na defensiva moçambicana, Reinildo é batido na esquerda, há um cruzamento para a área, do lado contrário Sidique também é batido, mas Franque estava atento e defendeu o cabeceamento de um contrário. 

Voltou à carga a selecção nacional e por diversas vezes esteve perto de marcar. 

Primeiro por Dominguez, à entrada da área, a proporcionar uma excelente defesa a Eric. Depois foi Geny Catamo a ganhar uma sobra à entrada da área, também a rematar, ao jeito de Cristiano Ronaldo, para defesa do guarda-redes ruandês, e por último foi Telinho a rematar com perigo, mas a bola a roçar a baliza contrária. Todas tentativas levantavam o público no ENZ.

Mesmo quando Mexer e Zainadine estiveram perto de marcar, com seus cabeceamentos a rasarem os postes da baliza adversária, o público vibrava e não parava de apoiar a selecção nacional.

Entregar iniciativa do jogo e sair em contra-ataque
Os Mambas chegaram a entregar a iniciativa do jogo aos ruandeses, mesmo porque precisavam dar uma pausa no acelerador, para poder explorar o contra-ataque, a aproveitar a velocidade de Dominguez e de Geny Catamo, este último que voltou a ter mais duas oportunidades de marcar, sendo que na primeira rematou por cima e na segunda permitiu mais uma defesa de Eric.

Teimavam em não entrar os golos, mas nada que enervasse os moçambicanos. Aliás, o domínio era total que o adversário não tinha espaço para pensar, fazendo com que o nervosismo fosse mais para o lado dos ruandeses. Pena do guarda-redes Eric que teve mais trabalho que os restantes colegas.

 

Geny Catamo, o mais rematador

Geny Catamo procurou de todas formas dar um presente a Dominguez, que completou mais um ano na quarta-feira, e voltou a ter mais oportunidades de marcar. Aliás, foi o jogador moçambicano que mais remates fez, mas a sorte não acompanhou o miúdo desta vez. 

Mas o capitão sabia quando parar, quando acelerar e por diversas vezes levantava o público com as suas maravilhas, afinal é o Puto Maravilha.

 

Apagão no ENZ

Parecia que Deus queria testar a fé dos moçambicanos já sofridos em momentos anteriores, e mandou um apagão no Estádio Nacional do Zimpeto, que durou cerca de cinco minutos, mas ninguém arredou o pé, porque faltavam ainda cinco minutos para o final. Todos queriam ver o final do jogo e o que aconteceria. Havia ainda expectativa de mais golos, mas nem mais um entrou até ao apito final. Um final do jogo que já não trouxe muita história, porque esta já havia sido feita na primeira parte.

Os Mambas entram a vencer na fase de qualificação ao CAN-2021 e está na liderança do grupo F, com três pontos, seguido dos Camarões e Cabo Verde, que emparam na quarta-feira, que somam um ponto.

Esta tarde, os Mambas seguem viagem a cidade de Praia, onde segunda-feira defrontam os cabo-verdianos, em partida da segunda jornada do grupo F.

Sai witi e entra Amâncio Neymar

Sai Reinildo e entra Kito

Sai Clésio entra Reginaldo

À saída do Aeroporto Internacional de Maputo, nas malas, Witness Quembo ou Witi como é conhecido, trazia roupas e outros utensílios, na mente ele carregava a certeza de que o hino moçambicano será entoado nos Camarões, mas para já o Ruanda é o foco.

Aliás "nós sabemos que o adversário vem aqui para nos tirar pontos, mas nós estamos preparados mentalmente para um jogo difícil" garantiu o defesa esquerdo que evolui no C.D Nacional de Portugal.

O atleta que tem sido vital naquele clube, assim como na seleção nacional, explica que até há algumas ideias para ultrapassar tais dificuldades e, assim, evitar danos maiores. "Temos de jogar o nosso futebol e focarmo-nos o máximo no nosso trabalho" explicou.

Witi garante que o sucesso poderá passar igualmente por boas exibições individuais que, por conseguinte, podem catapultar a prestação colectiva da selecção Nacional do país.

O jogador de 23 anos de idade reconhece que bater o Ruanda não serão "favas contadas" porque em jogo está apenas um lugar no grupo H para as três seleções (Moçambique, Ruanda e Cabo Verde), uma vez que o Camarões está automaticamente qualificado por ser a anfitriã.

"Na fase de grupos não há jogos fáceis, não há adversários fáceis porque são todos jogos importantes" começou por explicar Witi, tendo depois vaticinado que "se encararmos os jogos com a mesma sinceridade, com o mesmo objectivo que temos vindo a encarar, venceremos a partida".
 
Para ganhar será importante também o apoio da família moçambicana, ou seja, todos Moçambicanos, por isso é que Witi apela ao público a apoiar os Mambas se fazendo presentes no Estádio Nacional do Zimpeto na quinta-feira.

Depois do Jogo de domingo no Estádio Nacional do Zimpeto, os Mambas viajam para Praia, no dia 18, para defrontar o Cabo Verde.   

É já na noite desta quinta-feira que os Mambas iniciam a campanha de qualificação rumo ao CAN-2021, quando defrontarem o Ruanda, no Estádio Nacional do Zimpeto, para a primeira jornada do grupo F. Luís Gonçalves e os jogadores, estão cientes do adversário que vão enfrentar, mas o ambiente é favorável para iniciar com uma vitória.

Arrancar a fase de qualificação com uma vitória é sempre essencial para atingir as aspirações do combinado nacional, de regressar a fina-flor do futebol continental, nove anos depois da última participação, em Angola, em 2010. É com este espírito e determinação que os Mambas vão entrar em campo, mais logo, quando defrontarem o Ruanda, para a primeira jornada do grupo F de qualificação a fase final do CAN, Camarões-2021.

Uma partida que não se avizinha fácil, tal como os próprios assumiram, na antevisão, hoje, durante a conferência de imprensa conjunta. Reinildo, Zainadine Jr. e Luís Gonçalves assumem o desejo de vencer e iniciar da melhor maneira a fase, mas reconhecem que o adversário não será pera-doce.

“Jogamos no nosso meio, diante do nosso público, que será a nossa fonte para realizarmos um bom jogo e vencer o nosso adversário. Respeitamos o adversário, mas o que nós queremos é sair do campo com os três pontos. É sempre bom começar a vencer e é isso que vamos procurar fazer. O ambiente no balneário está bom, estamos mais coesos e unidos e vamos implementar em campo as orientações do treinador”, foram algumas das frases mais ditas por Reinildo e Zainadine Jr., dois dos principais maestros da defensiva moçambicana.

 

Jogos do passado ficaram no passado

Luís Gonçalves, o seleccionador nacional, conseguiu um facto histórico ao nível do combinado nacional. Venceu os primeiros três jogos a frente dos destinos dos Mambas, facto nunca antes conseguido, pelo menos nos últimos 20 anos, em que passaram pela selecção nacional mais de cinco treinadores.

Gonçalves foi peremptório na sua explanação! Os resultados do passado fazem parte do passado e agora há que iniciar tudo do zero, tanto mais que “estamos a iniciar uma nova campanha e, por isso, do zero”. Diz que as expectativas são elevadas no seio dos jogadores, mas que estão a ser geridas “de forma positiva e profissional”, por forma a “sermos fortes e competentes em campo”, para vencer.

 

Não se ganham jogos por antecipação

Os Mambas querem vencer o jogo desta noite, isto é um facto, mas ainda não venceu! Ou seja, não se ganham jogos por antecipação, tal como reconhecem os jogadores e a equipa técnica. O mais importante é entrar determinados e focados para chegar aos golos necessários para terminar com vitória e os três pontos “na sacola”.

 

Treinos à porta fechada

Depois de um primeiro treino em que os moçambicanos e a imprensa esteve presente, na segunda-feira, a equipa técnica nacional decidiu fechar as portas para os treinos da terça e quarta-feira, respectivamente, tanto para o público, bem como para a imprensa.

E o motivo para tal acção não surpreendeu a ninguém: “nos fechamos dentro do grupo para nos conhecermos melhor, nos concentrarmos e traçarmos estratégias, sem que ninguém nos atrapalhe”, mas também porque “o adversário chegou na segunda-feira e não queremos dar qualquer espaço para eles nos estudar. Qualquer informação nas mãos do adversário é vital e pode nos custar alto”. Foram os dois motivos que levaram Luís Gonçalves a preferir pelos treinos a porta fechada, terça e quarta-feira.

 

Vencer para presentear aniversariante Dominguez

Mas há ainda um outro factor determinante para os jogadores somarem um triunfo no jogo de amanhã: o aniversário de Dominguez. Tal como acontecera diante das Maurícias, em que nas vésperas Mexer completou anos e os Mambas venceram por duas bolas sem resposta, desta feita é o capitão que está na expectativa de ser presentado com uma vitória. O internacional e capitão da selecção nacional completou 36 anos de idade hoje, quarta-feira, e os jogadores querem vencer amanhã para darem um presente e molharem o jogador com champagne em sua homenagem.

Por isso pedem que o público esteja na máxima força nas bancadas do Estádio Nacional do Zimpeto, para ajudar a felicitar o capitão dos Mambas, o “puto maravilha”.

O embate entre os Mambas e os ruandeses vai iniciar quando forem 18H00, no ENZ, e os bilhetes já estão a venda nas lojas da Shoprite e no local do jogo, aos preços de 150 meticais para as bancadas sol e topos, e 250 meticais para a bancada central.

 

Os Mambas estão motivados para os jogos com o  Ruanda, quinta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, e Cabo Verde, segunda-feira,  na cidade da Praia, inseridos no grupo “F” de apuramento ao CAN-2021.
A corrida para o Campeonato Africano das Nações começou, praticamente, ontem no ENZ com o arranque dos trabalhos tendo em vista a dupla jornada, numa sessão de treinos na qual o seleccionador nacional, Luís Gonçalves, contou com metade dos atletas convocados.
 
16 ATLETAS NA PRIMEIRA SESSÃO
13 jogadores  de campo e três guarda-redes. É com condicionalismos que os Mambas deram início, ontem, no Estádio Nacional do Zimpeto, a preparação para a  recepção ao Ruanda e deslocação à Cabo Verde.
Nada que não estivesse nas contas de Luís Gonçalves, seleccionador nacional, até porque já havia indicações de alguns jogadores  convocados jogarem precisamente domingo e, tal situação, condicionar o” timing”de chegada ao local de concentração dos Mambas.

Seja como for,  o importante é a motivação que reina no seio de um grupo coeso e que quer manter a senda vitoriosa dos Mambas. Via-se, de resto, estampado no rosto dos jogadores um sentimento de motivação antes e no decorrer da primeira das três unidades de treinos programados pelo seleccionador nacional. Uma unidade que iniciou com exercícios físicos orientados por Florencio Tembe, novo preparador físico do combinado nacional.

Depois, uma pequena corrida e toques de bola. Os guarda-redes Victor, Guirrugo e Franque trabalharam, primeiramente, ao lado com Manuel Valói.

Participaram da primeira sessão de treinos Dominguez, Neymar, Geny Catamo, Reinildo, Mexer, Kito, Chico, Infren, Guirrugo, Franque, Luís Miquissone, Maninho, Salomão, Clésio e Telinho. Esta terça-feira, segundo foi dado a conhecer pelo seleccionador nacional, os Mambas irão cumprir uma sessão de treinos no mesmo palco às 18h00. Espera-se que sejam já integrados Kambala, que desembarcou esta segunda-feira, Sidique e ainda Reginaldo.  Zainadine Jr, Witi Quembo e Ratifo deverão se juntar apenas ao grupo de trabalho na quarta-feira.
 
Dominguez e Mexer acreditam em bons resultados
Ontem, antes do treino, os internacionais moçambicanos Dominguez e Mexer falaram à comunicação social.

Para Dominguez, “o mais importante é termos a mentalidade de querer ganhar, principalmente o primeiro jogo que traz mais moral à equipa. Sabemos que estes jogos não serão fáceis. Temos o primeiro jogo que será em casa. Estamos motivados. Somos obrigados a ganhar. Vamos para estes dois jogos com determinação e respeito pelo adversário. O segundo jogo em Cabo Verde também é importante para nós. Mas temos que pensar jogo a jogo”.

Já Mexer disse que “a nossa expectativa é de começar a ganhar em casa. É nosso direito. Estamos no nosso direito de querer ganhar. Ganhar em casa pode motivar-nos ainda mais para o jogo a seguir em Cabo Verde. Vamos dar o nosso melhor para começarmos da melhor forma esta fase de qualificação para o Campeonato Africano. Queremos apelar ao público para marcar presença no Estádio Nacional do Zimpeto”.
 

Mambas com novo equipamento
Os Mambas vão estrear novos equipamentos desportivos da Lacotoni esta quinta-feira, no Estádio Nacional, quando receberem o Ruanda.  Equipamento principal e dois alternativos foram apresentados ontem, em Maputo, numa cerimónia que contou com a presença de jogadores da selecção nacional, equipa técnica e parceiros da FMF.

Com a moçambicanidade reflectida no mapa e nos batuques estampados nas camisolas, a Lacatoni apresentou a nova colecção sendo que o equipamento principal é constituído por camisolas vermelhas e calções pretos e os alternativos totalmente amarelo e branco. Para além da apresentação dos equipamentos desportivos dos Mambas, foram dados a conhecer os das selecções de formação e feminina.

Na ocasião, o representante da Lacatoni em Moçambique, Luís Filipe Azevedo, disse que a ideia era aproximar o povo moçambicano aos Mambas.

A Federação Moçambicana de Futebol vê neste investimento uma forma de valorizar a marca Mambas. Aliás, considera que o momento é ideal até porque a selecção nacional inicia quinta-feira um ciclo importante que se espera seja glorioso.

A Galp irá financiar actividades da selecção nacional de futebol por um período de um ano renovável. O acordo, cujos valores envolvidos não foram revelado, foi assinado hoje entre a petrolífera portuguesa e a Federação Moçambicana de Futebol.
 
Há vinte anos como parceiro da selecção portuguesa de futebol, actual campeã europeia e vencedora da Liga das Nações, a Galp energia associou agora sua marca aos Mambas, no quadro das várias actividades de responsabilidade social que tem levado a cabo no país.
A empresa portuguesa de energia espera, com este passo, ajudar a transformar a selecção nacional de futebol de Moçambique cada vez mais numa referência e a afirmar-se ao nível internacional.
 
De forma simbólica, e como registo do início de uma parceria que se espera frutuosa e duradoura, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango, ofereceu a nova camisola dos Mambas ao CEO da Galp, Paulo Varela.
 
Na sua intervenção, Paulo Varela começou por recordar que esta empresa do sector de energia está baseada em Moçambique há 60 anos e, durante este período, tem actuado em diversos sectores da sociedade.

Mais: que a Galp tem actuado de forma relevante em vários sectores da sociedade moçambique e, por isso, o apoio ao desporto e um passo natural no desenvolvimento do país.
 
 “Temos uma actividade bastante relevante em termos de responsabilidade social. Nós estamos altamente comprometidos com as sociedades em que estamos inseridos. Temos desenvolvido diversos projectos nos sectores da educação e das energias renováveis, e, por isso o apoio ao desporto e em particular ao futebol, pareceu-nos ser um passo natural neste nosso desejo de juntar sinergias para energia da Galp a energia dos Mambas e, em conjunto, ajudarmos a transformar a selecção nacional cada vez mais numa referência para os moçambicanos”.
 
Este acordo enquadra-se na estratégia da Federação Moçambicana de Futebol de reforçar a capacidade financeira da agremiação para dinamizar as suas actividades.
 
Para o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., é um privilégio e satisfação celebrar este acordo que vai dinamizar as actividades da selecção nacional.
 
Simango prometeu ainda uma gestão criteriosa dos valores a serem alocados pela Galp no quadro deste acordo.

“Assumimos o compromisso de usar, de forma correcta, este valor em prol do futebol. Com a assinatura deste memorando, abre-se uma porta para alavancarmos o futebol moçambicano. Os Mambas e o futebol agradecem”.

Vinte e sete trabalhadores estrangeiros afectos à construção da fábrica de uma cervejeira, no distrito de Marracuene, província de Maputo, foram suspensos pela Inspecção do Trabalho, por falta de vistos e contratos de trabalho.

O inspector provincial do Trabalho, Alfredo Langa, disse que, dos cidadãos em causa, dois são oriundos da Malásia e 25 da África do Sul. Os seus salários eram pagos em moeda estrangeira e não contribuíam para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

A suspensão acontece depois de as empresas subcontratadas pela cervejeira terem alegadamente ignorado várias notificações das autoridades no sentido de regularizar a contratação dos mesmos cidadãos, conforme estabelece o Decreto número 37/2016, de 31 de Agosto, que aprova o Regulamento dos Mecanismos e Procedimentos para a Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira.

O número um do artigo oito do documento acima referido diz que “o empregador pode ter ao seu serviço cidadãos estrangeiros, bastando comunicar ao ministro que superentende a área do trabalho ou às entidades a quem este delegar, no prazo de quinze dias contados a partir da data da sua entrada em Moçambique”.

Alfredo Langa assegura que a norma em alusão não foi observada e tende a ser comum na província de Maputo.

O porta-voz dos Serviços Provinciais de Migração em Maputo, Juca Bata, explicou que os passaportes dos 27 trabalhadores foram confiscados. Constatou-se que os dois cidadãos malaios têm vistos de negócio múltiplo, o que permite que permaneçam no país por trinta dias. Entretanto, eles não tinham contrato com a entidade para a qual trabalhavam.

Em relação aos cidadãos sul-africanos, apesar de serem isentos de visto de entrada no país, a sua contração não obedecem a regras.

 

Os judocas moçambicanos Kevin Loforte, nos  66 kg, e Jacira Ferreira, 52 kg, conquistaram sábado medalhas de prata e bronze, respectivamente,  no torneio integrado “African Open ” de Yaoundé, nos Camarões.

Os judocas nacionais, que procuram pontuar para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, deram um passo rumo a este grande objectivo ao conseguirem bons resultados.

Ainda nos Camarões, Ayton Siquir ficou em sétimo lugar depois de vencer dois combates na categoria de 73kg.
A

no passado, Kevin Loforte esteve igualmente em bom plano em Dakar e Yaoundé, tendo caído apenas na final diante do argelino Houd Zourdani e o tswana  Gavin Magoba, respectivamente.

Segue-se, na luta pela presença no maior evento desportivo do planeta, a disputa de Open de Senegal, prova a decorrer de 14 a 18 de Novembro corrente.

O vice-presidente da Federação Moçambicana de Judo, Nilton Mujovo, manifestou a sua satisfação por estes resultados, tendo destacado o facto dos mesmos estarem a trabalhar arduamente para alcançarem os seus objectivos.

Mujovo disse ainda que os judocas nacionais “tem argumentos suficientes para contrariar os seus adversários”.

Pela primeira vez em nove anos de existência do Standard Bank Open de ténis, evento reconhecido ao nível mundial e cujos participantes pontuam para o “ranking” da associação profissional de tenistas, um  moçambicano atingiu a final.

A proeza foi cometida por Bruno Nhavene, o mais novo da prova e um dos mais talentosos tenistas da actualidade.

Nado numa família de craques,  com destaque para a tia Laura Nhavene, campeã africana de juniores, Bruno Nhavene está a evidenciar uma grande margem de progressão.

Sábado, nos “courts” do Jardim Tunduro, fez dupla com o australiano Jack Delaney na final de pares homens do “Future I”.

Diante dos zimbabweanos Benjamim e Courtney Lock, o moçambicano e o australiano ainda tentaram dar alguma réplica, mas sem sucesso.
Foram mais fortes os irmãos que não só jogam há muito tempo juntos. Evidenciaram-se com um bom serviço e jogo forte nas redes, vencendo por dois zero, parciais 6/4 e 6/3.

Ainda assim, Nhavene deixou ficar boas indicações na prova. “Foi uma boa final. Podia fazer melhor. Tenho que dar crédito porque eles têm muita qualidade. São bons jogadores. Faço uma boa avaliação desta competição. Irei continuar a trabalhar para melhorar cada vez mais”, prometeu Bruno Nhavene.

Actualmente a evoluir num centro de alto rendimento do Marrocos, através de uma bolsa da Federação Internacional de Ténis, Bruno Nhavene tem evoluído muito e representa o futuro da modalidade no país. Foi, aliás, o que destacou o vice-presidente da Federação Moçambicana de Ténis, Jonas Alberto.

“Nós fizemos questão de trazer o Bruno Nhavene porque sabíamos que ele constituía uma mais-valia. É pela primeira vez que a pontuar para o ranking mundial.  Não só pontuou pontuou no primeiro jogo como foi acumulando até chegar a final”, destacou Alberto.

Já o director de marketing e comunicação do Standard Bank, Alfredo Mucavela, disse que “é mais testemunho que vale a pena investir no ténis em Moçambique”.

Mucavela referiu ainda o facto de o Standard Bank ter “lançado uma semente que germinou” e, na final de sábado, “vimos um jogo muito bem disputado”.

Para o presidente honorário da Federação Moçambicana de Ténis, Arão Nhacale, esta competição é um grande espaço para os talentos nacionais se revelarem.

Nhacale mostrou-se satisfeito com a prestação do tenista moçambicano Bruno Nhavene, destacando o facto de representar o futuro desta modalidade.

O meu sentimento é de uma enorme satisfação porque o futuro do ténis esteve representado aqui ao longo destes últimos dias através destes torneios”.

Este torneio internacional de ténis conta com a participação de atletas de África, Europa e América.

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