Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O antigo capitão dos Mambas e agora treinador dos sub-23 do Vitória do Setúbal de Portugal, Chiquinho Conde, pede aos moçambicanos para que não levem de ânimo leve esta pandemia do Coronavírus. O moçambicano a residir em Portugal diz ser difícil mudar de rotina diária, mas que é necessária para evitar a propagação da doença.

Chiquinho Conde está em Portugal há sensivelmente dois anos, depois de ter deixado a União Desportiva de Songo. Acompanha as notícias sobre Moçambique e o mundo e neste tempo de crise pandémica da Covid-19 está mais atento ainda.

Tão assustador que em Portugal, o treinador tem estado a cumprir com a quarentena decretada pelo governo local, o que mudou completamente o seu dia-a-dia e dos seus jogadores.

 

 

 

O Ferroviário da Beira informou, esta terça-feira, estar a tomar várias medidas preventivas face ao surto de Covid-19, como a "suspensão temporária de toda a actividade desportiva" do clube.

Na nota, o clube revela que, "no âmbito das medidas de prevenção e mitigação dos riscos decorrentes da propagação da pandemia do Coronavírus, e, em resposta aos apelos lançados pelas entidades governamentais bem como os recentes comunicados emitidos pelas diversas federações nacionais, a dirrecção do Clube Ferroviário da Beira suspende actividades desportivas”.

O Clube Ferroviário da Beira decidiu ainda encerrar o ginásio e realizar, de forma continua, palestras em grupos restritos e através de pessoas especializadas do sector da saúde relacionados com a prevenção da pandemia.

Outra medida tomada pelo Ferroviário da Beira é a alteração do período normal de trabalho do sector administrativo para 6 horas/diário ininterrupto, estabelecendo-se dois períodos.

As medidas do Clube Ferroviário da Beira entram em vigor com efeitos imediatos e por tempo indeterminado.

 

Os Jogadores moçambicanos que actuam na África do Sul e Portugal dizem estar a cumprir as recomendações das autoridades da saúde para prevenção do Covid-19. Edmilson Dove e Kamo-Kamo apelam à calma aos moçambicanos e ao cumprimento das medidas de prevenção.

 

Tudo está parado! Não se joga em grande parte dos campeonatos nacionais, incluindo na vizinha África do Sul e em Portugal, onde temos vários jogadores moçambicanos a representarem clubes locais. O momento é de tensão pela propagação do novo Coronavírus e os jogadores não ficam alheios à pandemia.

Edmilson Dove, a jogar no Cape Town City da África do Sul, começa por dizer que “se um dia já pensaste em jogar para o mundo, esta é a oportunidade certa. No entanto, é chagada a hora de pôr a mão à consciência, não pensarmos só em nós, mas pensarmos no mundo todo”, como forma de fazer perceber que esta é uma pandemia que ultrapassa os limites do futebol.

Por isso, pôr a mão na consciência e pensar nos outros é o que fazem os jogadores moçambicanos na diáspora, que neste período de pandemia tem estado em quarentena domiciliária. Edmilson Dove e Kamo Kamo, a jogarem na África do Sul e Portugal, dizem não ser fácil cumprir, mas necessário.

Dove diz mesmo estar ciente de que é difícil mudar de rotina, “deixar de fazer aquilo que fazíamos diariamente para ficar em casa”, mas que é um mal necessário.

O lateral esquerdo moçambicano, Edmilson Dove, diz mesmo que não tem outra alternativa senão cumprir com a quarentena obrigatória decretada pelo governo sul-africano, de permanecer 21 dias dentro de casa. “Aqui só sai para ir ao supermercado comprar produtos essenciais. Fora isso, só podemos ficar em casa, sem alternativa”, disse o internacional moçambicano a actuar na terra de Mandela.

Kamo Kamo diz que os dias tem sido praticamente os mesmos, algo que o deixa cansado. “Todos os dias é mesma coisa: acordar, treinar, tomar banho, dormir! Acordar de novo, treinar, jogar game, conversar com colegas, dormir, sempre a mesma rotina”, mas sem outra alternativa, pois está a preservar a sua saúde e dos demais.

Em Portugal, apesar de estar em quarentena, o médio moçambicano tem estado em contacto com outros compatriotas, e assegura estarem todos bem. “Tenho falado com Bruno e Amâncio sempre e eles também bem”, garante Kamo Kamo que tem recebido ainda chamadas e mensagens do seu treinador, Chiquinho Conde, e do seleccionador nacional, preocupados com a sua saúde.

Com os números de infectados a subir em Moçambique, os jogadores apelam a calma aos moçambicanos e ao cumprimento das medidas de prevenção. Dove foi pereptório em dizer que “é sabido que o vírus é facilmente transmissível pelo aperto das mãos e por isso apelo a responsabilidade de todos, pois todos juntos somos mais fortes”. Uma mensagem compartilhada por Kamo Kamo, que espera que os moçambicanos cumpram as medidas de prevenção divulgadas pelo governo.

Recorde-se que os dois jogadores tinham sido convocados para a dupla jornada de acesso ao CAN-2021, diante dos Camarões, ora cancelados devido a pandemia do COVID-19.

 

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, anunciou esta terça-feira que os Jogos Olímpicos Tóquio-2020, com início previsto para 24 de julho, vão ser adiados um ano, escreve o Notícias ao Minuto na sua edição “online” desta terça-feira.

"Propus o adiamento por cerca de um ano e o presidente [do Comité Olímpico Internacional] Thomas Bach concordou a 100 por cento", anunciou, em declarações aos jornalistas.

O COI, segundo ainda o Notícias ao Minuto, emitiu depois um comunicado conjunto com o Comité Paralímpico, dando conta da reunião, tendo ficado definido o adiamento por um ano, «mas não mais tarde que o verão de 2021»,  e que a competição ficará com o nome de Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020.

"Foi ponderado o efeito da pandemia na vida de todas as pessoas e o significativo impacto na preparação dos atletas para os Jogos", refere um comunicado, que cita o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que ontem sublinhou que a pandemia «está a acelerar».

"Concluímos assim que esta Olimpíada será remarcada para uma data para lá de 2020, mas não depois do verão de 2021, de modo a salvaguardar a saúde dos atletas e de todos os envolvidos na organização dos Jogos. A chama olímpica continuará no Japão de modo a ficar como um sinal de esperança ao fundo do túnel", lê-se na mensagem citada pelo Notícias ao Minuto.

Após uma reunião no domingo, tinha ficado decido que o COI ia esperar mais 4 semanas até tomar uma decisão final.

Comité Olímpico Internacional mantém a realização dos Jogos Olímpicos para Julho e Agosto próximo, mas alerta que caso a situação do Covid-19 piore a decisão pode ser alterada.

Numa reunião de emergência forçada pela pandemia Covid-19, os Comités Olímpicos reuniram de forma, no mínimo atípica para o que se via nas reuniões dos Comités.

Bloco de notas, caneta e um computador ligado a internet, Comités Olímpicos de África, a semelhança dos outros, debateram a velocidade da Internet, o adiamento ou não dos Jogos Olímpicos.

Das videoconferências o Comité Olímpico Internacional (COI) “bateu o pé no chão” e mesmo sob ameaça da pandemia do Covid-19, mantém forte esperança de uma melhoria situacional, e consequentemente mantém as datas da realização dos Jogos Olímpicos.      

“Até este momento, e até que se prove o contrário, até o anúncio em contrário, tudo indica que os Jogos vão ter nas datas previstas” garantiu o secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique, Penalva César.

O secretário-geral garantia, assim, que os Jogos Olímpicos vão mesmo se realizar de 24 de Julho a 8 de Agosto em Tóquio. Aliás, é no espaço temporal até a realização das Olimpíadas que reside parte da esperança de combate a pandemia do Covid-19.  
“É importante verificarmos que temos ainda quase cinco meses, e com todo engajamento de todas as forças desde a organização mundial da saúde, esta toda a gente comprometida para encontrar soluções” explicou César.  

Se as soluções não chegarem a tempo, as modalidades que não disputaram os jogos de qualificação poderão classificar-se de acordo com o actual ranking mundial e continental.  

“Neste momento nos temos 57% dos atletas qualificados, faltam-nos 43%, e estes ou vão completar as provas de qualificação se o tempo permitir, ou as federações internacionais vão tomar medidas que vão de encontro com aquilo que são as qualidades e o Ranking” disse explicando depois que trata-se do “posicionamento mundial e continental dos atletas que estão envolvidos” rematou.  

Moçambique tem cinco atletas que já garantiram o bilhete para aos Jogos Olímpicos nas modalidades de Vela e Box.

O surto de Covid-19, detetado em Dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou cerca de 8.957 mortos e infetou mais de 221.416 mil pessoas no mundo.

Das pessoas infetadas, cerca de 84 mil recuperaram.

Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

 

 

 

A Federação Moçambicana de Voleibol suspendeu a 2ª fase de qualificação africana aos Jogos Olímpicos em masculinos que iria ter lugar Maputo. A decisão surge na sequência da suspensão de todas actividades e competições pela Confederação Africana de Voleibol de 16 de Março até 30 de Abril devido à pandemia do COVID-19.    

De 19 a 23 de Março Moçambique, Tunísia, Nigéria, Congo Brazavile e Zâmbia disputariam a 2ª fase de qualificação aos Jogos Olímpicos de voleibol de praia, mas o Covid-19 forçou o adiamento para 30 de Abril.

Quem também vai ter de esperar são os candidatos a árbitros internacionais que iriam começar a praticar nesta prova.   

Para além da 2ª fase de qualificação aos Jogos Olímpicos, está igualmente suspensa a participação da equipa sénior feminina da Universidade Pedagógica no Campeonato  Africano que deveria ter lugar n Cairo, no Egipto. 

 

Veni, vidi, vici. Meritocracia, pois claro, a ditar uma estreia estrondosa na National Junior College Athletic Association- NJCAA- com a conquista do título na “Pahandle Conference” e nomeação como melhor jogadora da semana da região VIII, em Fevereiro. Para o efeito, concorreu o duplo-duplo (22 pontos e 11 ressaltos) arrancado na vitória do Northwest Florida State College sobre Pensacola State College (82-62).

Mais: Chanaya Pinto é uma das 13 melhores jogadoras da região, a maior forte dos EUA com 396 pontos por jogo e média de 8.1 ressaltos.

“Rookie” no “Afrobasket” de 2017, no Mali, Chanaya Pinto falhou em Fevereiro o torneio pré-olímpico da Sérvia, prova na qual Moçambique averbou derrotas diante da Nigéria (85-51), EUA (124-49) e Sérvia (76-48).

Fica a margem temporal para, no futuro, arrasar e atingir grandes patamares! Mesmo, mesmo que ninguém tenha capacidade para prever o futuro!

 

A 11 de Fevereiro, Chanaya Pinto foi nomeada jogadora da semana na  National Junior College Athletic Association- NJCAA- devido as excelentes exibições no Northwest Florida State College.  Qual o significado desta distinção, num ano de estreia no basquetebol colegial norte-americano?

Esta distinção significou e provou-me, uma vez mais, que o trabalho compensa, pois, na verdade, ser eleita jogadora da semana numa liga com um leque de jovens jogadoras de fortes potências é de se louvar e erguer a cabeça para continuar a pisar os freios a fundo.

 

Chanaya Pinto foi, igualmente, indicada para equipa ideal da “All Phahandle Conference”, destacando-se com a 13.º melhor atleta com média de 396 pontos e 8,1 ressaltos por jogo…

É verdade. O meu sentimento é de trabalho e missão cumprida, pois para além de ser campeã do Pahandle Conference e do “State Championship”, sou também uma das melhores jogadoras da região, sendo ela a maior forte dos EUA.

 

Os targets, ou se quisermos, os dados estatísticos indicam que apresenta média de 13.9 pontos, 8.3 ressaltos, 2.8 assistências, e 25 % de aproveitamento nos tiros exteriores e 687%  na linha de lances livres. Estes números vão ao encontro daquilo que eram as suas previsões, em termos de actuações na época de estreia?

Sim! O meu principal foco era chegar, ver e vencer. Foi o que eu fiz e, como podemos ver, os números e títulos não mentem. Graças a Deus, consegui mais uma vez cumprir o meu foco e objectivo.

 

Chanaya Pinto evoluiu, durante seis anos, no basquetebol português tendo sido distinguida várias vezes como melhor jogadora e constado do cinco ideal da Liga Portuguesa Feminina de Basquetebol ao nível dos sub-19 e equipa principal. Este ano, transferiu-se para o Northwest Florida State College. Como é que foi a sua integração nas Raiders?

Não muito difícil, visto que já tinha passado pela mesma experiência em Portugal pois, para além de jogar na equipa sénior, evoluía também nos escalões de formação sub-19. Acredito que a integração é sempre mais fácil quando estamos perante pessoas da nossa faixa etária.

 

Quais são as metas que definiu nesta época de estreia nos EUA?

Estar e vencer todos os pontos altos do campeonato.

 

“Rookie” no “Afrobasket” de 2017, no Mali, Chanaya Pinto falhou o torneio pré-olímpico da Sérvia, prova na qual Moçambique averbou derrotas diante da Nigéria (85-51), EUA (124-49) e Sérvia (76-48) falhando, desta forma, a qualificação aos Jogos Olímpicos. O que ditou, de facto, a sua ausência nesta prova?

Infelizmente, o campeonato ocorreu no decorrer do meu período académico e desportivo. Este é o meu primeiro ano cá (EUA) e é um período de adaptação a muitas coisas, dentre as quais a língua, a cultura, a nova equipa. Perder aulas e jogos por um período de 15/20 dias não seria bom para mim. Acredito que a maior parte das jogadoras que estiveram em Belgrado, na Sérvia, actuam em ligas profissionais.

 

O mundo vive, hoje, uma incerteza com o alastramento do Covid-19, uma pandemia que não só está a causar luto mas também a impactar nas esferas económica, desportiva e social. Como atleta, qual a mensagem que deixa ficar?
Estejamos unidos e sejamos humanos, cumprindo as medidas de prevenção e ficando de quarentena. Já já estaremos alegres a fazer o que mais gostamos.

Clubes disseram “sim” ao adiamento do Moçambola-2020, prova cujo arranque estava agendado para próximo dia 4 de Abril, em Vilankulo, com o embate entre a ENH e Ferroviário de Maputo.

Os associados da Liga Moçambicana de Futebol entendem que o tempo está para tudo menos para brincadeiras, face à propagação da pandemia do novo Coronavírus. Por isso, segundo defenderam, a vida humana deve estar acima de tudo face a actual situação sem precedentes em todo o mundo

Os clubes filiados à LMF dizem ainda estar solidários e prometem a agir de forma responsável e seguir as recomendações das autoridades de saúde.

“A situação que estamos a viver é muito delicada e antes de tudo temos que respeitar as vidas humanas. Não há nada que esteja acima disto”, disse Inácio Bernardo, presidente do Desportivo Maputo, que falava em nome dos clubes que estiveram reunidos terça-feira para discutir o futuro do campeonato nacional de futebol.

O coronavírus entrou em campo com efeitos devastadores em toda a sociedade e o futebol não ressente-se, hoje por hoje, desta pandemia. Com o adiamento do campeonato nacional de futebol, e já numa situação de crise financeira com a qual se debatem, os clubes nacionais reconhecem que irão somar prejuízos.

“É lógico que esta situação vai causar alguns transtornos, por isso precisamos de mais duas semanas para avaliar o que até lá poderá acontecer. Depois disso é que poderemos dispensar os jogadores caso esta situação continue porque não é possível nós mantermos os planteis por muito tempo e a pagar salários porque os clubes estão com dificuldades”.

E, porque a decisão sobre o arranque do campeonato nacional depende da evolução do coronavírus, os clubes já estudaram o que irão fazer caso a situação se agrave.

 “Os clubes são de opinião de que quando se for a ver a questão do período que durar o adiamento devemos ver junto da FMF a questão da extensão dos contratos dos jogadores, pois se o adiamento for longo poderá obrigar a que o campeonato ocorra até meados do próximo ano, o que forçará a alteração da época”, frisou o dirigente.

 

Momento pode ser aproveitado para ajustar a época

Há muito que o país vem discutindo a mudança da temporada, um processo coordenado pela Federação Moçambicana de Futebol. Com o adiamento do arranque do Moçambola e, acima de tudo, com incertezas quanto à normalização da situação, esta pode ser uma oportunidade para se ajustar a época com outros países, tal como admitiu Ananias Couna, presidente da Liga Moçambicana de Futebol.  “É uma oportunidade para reflectirmos em relação ao ajuste do calendário futebolístico, em relação aos outros países, mas este é um trabalho que está a  ser feito pela Federação Moçambicana de Futebol que através de uma circular sei a conhecer que há uma equipa que já está a fazer este estudo, tem mais aqui um elemento para o estudo que está a fazer sobre a alteração da época desportiva”.

 

 

A Secretaria de Estado de Desportos adiou a Gala Nacional do Desporto, evento que estava agendado para o próximo dia 10 de Abril, como medida de prevenção ao Coronavírus. Carlos Gilberto Mendes apela ainda a todas associações e federações a observarem estritamente as recomendações do Chefe de Estado e das autoridades de saúde.

A pandemia do novo Coronavírus entrou em campo com efeitos nefastos em todo mundo, e o desporto não é excepção.

Cancelamentos e adiamentos de provas tornaram-se inevitáveis, até para se evitar o alastramento e propagação da doença. Em Moçambique, vários eventos foram cancelados ou até mesmo adiados desde que o presidente da República, Filipe Nyusi, fez uma comunicação à Nação na qual recomendou aos moçambicanos a evitarem eventos com mais de 300 pessoas.

Em resposta ao apelo do Chefe de Estado, e em resultado da sua reunião consultiva, a Secretaria de Desportos adiou a Gala Nacional do Desporto, evento anual que premeia os atletas que se destacaram em várias modalidades e frentes.

“É uma gala que movimenta mais de 300 pessoas, logo não reúne as condições que são pedidas pelo Governo através do Chefe de Estado para que não haja aglomerações de mais de 300 pessoas”, clarificou Carlos Gilberto Mendes, Secretário de Estado de Desporto.

Atenta à evolução do coronavírus, a Secretaria de Estado de Desporto apela a todas às associações e federações desportivas nacionais a observarem as recomendações das autoridades de saúde em todos recintos desportivos.

De resto, Carlos Gilberto Mendes sugere que, as associações provinciais cujas provas não foram adiadas e irão cumprir com as recomendações de não terem mais de 300 pessoas nos seus eventos desportivos a disponibilizarem álcool nos recintos onde decorrem provas como medida de higienização.

“As orientações sobre higiene continuam as mesmas: lavar as mãos pelo menos vinte segundos, esfregá-las de forma circular, entre os dedos, manter as unhas cortadas e lavar intensamente no interior das unhas e ter sempre álcool, de preferência líquido, que é mais eficaz que o gel. Se não tiverem sabão ou sabonete, podem lavar também com cinza. Seria também importante que os organizadores de provas colocassem à disposição, nos recintos, álcool para as pessoas desinfetarem as mãos”.

Neste momento, não há uma imposição para se cancelar os eventos desportivos. Há, isso sim, recomendações para que todos os eventos desportivos não concentrem mais de 300 pessoas como medida de prevenção. “A imposição, quando chegar, será com a força de lei e de cumprimento obrigatório. O que estamos a fazer, neste momento e porque não há nenhum caso, é porque esta actividade desportiva envolve uma série de condicionalismos e de aspectos financeiros tanto na preparação, concepção e calendarização dos eventos. A orientação não é de cancelar. A orientação que temos é para procurarem controlar as entradas até 300 pessoas e, se conseguirem ter menos que isso, melhor. Este é o apelo que a gente continua a fazer”, explicou Mendes.

Mesmo sem nenhum caso positivo diagnosticado no país, e reconhecendo as dificuldades de controlo de entradas nos recintos desportivos, o Secretário de Estado de Desporto quer que os adeptos tenham maior consciência das suas responsabilidades atitudes perante a ameaça do Covid-19.

“Quando se fala que temos muitas dificuldades de controlo de entradas, mais uma razão para mostrarmos o nosso grau de civismo e consciência para não irmos a sítios com mais de 300 pessoas. É uma questão de consciência”, advertiu.  

Monitorar a evolução da pandemia e, caso a situação o exija, as autoridades desportivas nacionais, em coordenação com o sector de saúde, poderão tomar novas medidas para evitar a propagação do Coronavírus.

“Que as pessoas tenham consciência de que não é um apelo do Chefe de Estado para fora só. É um apelo para cada um de nós se proteger e também proteger a sua família”.  

Fica também o apelo para que se evite entrar em pânico e guiar-se por mensagens das redes sociais, até é fundamental a responsabilidade no combate à pandemia.

“Temos que seguir estritamente as indicações ou orientações que o Governo passa e não nos basearmos nas redes sociais para tirar ilações ou acreditar em tudo que se diz, até porque muitas vezes servem para desinformar e criar alguma agitação. Nada de pânico também. Quando houverem orientações, é segui-las sem pânico mas com sentido de responsabilidade”, apelou.

“A prevenção é a melhor arma”

“Até agora não há nenhuma orientação para o cancelamento de jogos. Se associações ou organizadores de diversos eventos desportivos acharem prudente cancelar provas, ate apoiamos. A prevenção é a melhor arma que temos neste momento. Ainda não há registo de nenhum caso em Moçambique. Todas as informações sobre a existência ou não de algum caso, devera sempre ser dada pelos órgãos oficiais do Estado, particularmente pela equipa do Governo a monitorar e a cuidar de todo o processo. Houve alguns jogos realizados este fim-de-semana, depois da comunicação do Chefe de Estado onde, contrariamente aquilo que foi o apelo do Presidente da República, tivemos mais de 300 pessoas nos recintos desportivos. Queria alertar que este apelo é para a protecção de todos nós. Quando nos próprios, sendo adultos, temos consciência de cedemos o número de 300 pessoas,  o mais prudente é cada um de nós proteger a sua própria saúde porque o vírus não escolhe. O vírus não vai saber se eu sou o 215 ou 202. O vírus vai apanhar qualquer um. Dai que, se nos sentirmos que estamos num sítio que é propenso ou que mais facilmente se possa contrair a doença, o melhor é se retirar”.

 

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE