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O País – A verdade como notícia

Nazir Salé regressa ao comando da selecção sénior feminina de basquetebol com missão de comandar as “samurais” no Afrobasket dos Camarões. Na sua apresentação esta quarta-feira, Salé anunciou as atletas pré-convocadas para a prova. O destaque vai para a chamada, pela primeira vez, da Yolanda Cossa, atleta com pai moçambicano e mãe búlgara, que está a jogar na Bulgária.

Again: é de facto, outra vez de “Coach Nelito” para os mais aficionados pelo basquetebol ou Nazir Salé, que, em 2017, comandou o destino do combinado nacional, no Afrobasket de 2017, prova na qual Moçambique não foi além de quarto lugar.

Conhecedor de basquetebol africano e com créditos firmados, Nelito já levou ao pódio africano as equipas seniores femininas de Desportivo e extinta Liga Muçulmana de Maputo.

Estes e mais dados animaram a Federação Moçambicana de Basquetebol a convidar o técnico para assumir o comando das “Samurais”. Com ele, vão trabalhar, como adjuntos, Carlos Dezanove e Nilton Manheira, do Ferroviário de Maputo e o da Beira, respectivamente.

“Achamos que Nazir Sale é um técnico com perfil que se encaixa nos objectivos da Federação Moçambicana de Basquetebol”, explicou a razão da contratação o Presidente da FMB, Roque Sebastião.

Nelito tem acordo com a Federação Moçambicana de Basquetebol para orientar a selecção durante o Afrobasket do próximo mês, em Yaoundé, no entanto pode ser estendido em função dos objectivos do órgão máximo que superintende o basquetebol nacional.

No seu regresso, Nazir Salé assume um Moçambique com constelação de estrelas e que terminou a ultima edição na quarta posição. Tem como objectivo melhorar a classificação anterior, mas realça a necessidade de se terem sempre os pés assentes ao chão.

“Vamos trabalhar no sentido de melhorarmos a classificação da edição. Sabemos que não será tarefa fácil, mas não vamos desistir”.

A vontade de vencer há, mas muita coisa pode atrapalhar o processo. O tempo de treino será o primeiro entrave, porque, no dia 20, data do arranque da preparação até à realização da competição nos Camarões, terá, a selecção, realizado apenas 21 sessões de treino, o que é muito pouco.

“Tínhamos planificado começar a trabalhar no dia 1 de Julho, mas não aconteceu. Essa não foi vontade minha, nem da federação, as condições não permitiram. Até agora, não temos campo de treino, o único sítio que existe para treinar é o Parque dos Continuadores. Conjugando estes factores, partimos em desvantagem em relação aos nossos adversários que trabalham faz tempo. A Nigéria vem dos Jogos Olímpicos e Angola trabalha há duas semanas”, disse Nelito e lembrou que não há espaço para lamentações e justificações.

“Em nenhum momento vamos desistir de fazer melhor. Vamos lutar até ao limite”.

SALÉ RESGATA ONÉLIA E INTRODUZ IOLANDA

Na lista das 17 atletas convocadas, dominada pelo Ferroviário de Maputo, com seis atletas, o destaque vai para a chamada de Iolanda Cossa, atleta de 1.72m, que milita na Bulgária Basket. Filha de pai moçambicano e mãe Búlgara, Iolanda mereceu a chamada ao conjunto nacional, porque há muito vem demonstrando vontade de representar a Nação. Também, foi chamada a base do Ferroviário da Beira, Sílvia Veloso, que experimentou o basquetebol norte-americano.

Não só há novas caras, mas há também regressos. Onélia Mutombene e Vilma Covane voltam a fazer parte das escolhas da selecção. Contra todas as expectativas, Shanaya Pinto, uma das atletas consideradas promissoras do continente, ficou de fora. Quem também não foi chamada e a base Delma Zita.

Com isto, não é o fim da linha, avisa Nazir Salé: “não fechamos a convocatória, com o passar do tempo, mais atletas poderão ser chamadas a integrar o grupo”.

É uma decisão que vai fazer correr muita tinta nos corredores do futebol moçambicano. O Moçambola-2022 terá 12 equipas (contra as actuais 14), em virtude da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) ter decidido que os três últimos classificados da presente edição do campeonato nacional descem de divisão e também pelo cancelamento dos Campeonatos Provinciais.

Neste capítulo, a FMF diz que os “provinciais”, provas que apuram os representantes das três regiões do país à elite do futebol moçambicano, retomam próximo ano.

Assim sendo, e de acordo com um comunicado da FMF, a décima segunda equipa a disputar o campeonato nacional (ndr: com a despromoção de três ficam 11) será encontrada numa liguilha que contará com a participação dos três últimos classificados do Moçambola-2021.

“Tratando-se de uma época atípica por não se poder cumprir a calendarização da época 2021, as descidas e subidas das equipas a integrar o Moçambola serão as que melhor se empenharem no campeonato que está a decorrer na presente época”, lê-se no comunicado da FMF.

A Federação Moçambicana de Futebol optou, ainda, por cancelar a disputa da edição 2021 da Taça Moçambique, segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano.

Uma vez que é preciso haver meritocracia, ou seja, resultados desportivos por detrás da indicação dos representantes moçambicanos nas competições africanas, a FMF diz que o critério de escolha será o seguinte: à Liga dos Campeões vai o vencedor do Moçambola e, à Taça CAF, o segundo classificado.

A Federação Moçambicana de Futebol sustenta esta decisão no cumprimento do decreto 56/2021, de 13 de Agosto, que declara a Situação de Calamidade Pública e o alerta vermelho, e com vigência por mais de 30 dias e que entra em vigor a partir da 0h00 do dia 16 de Agosto de 2021, devido à situação provocada pela pandemia da COVID-19.

O moçambicano Muhamad Sidat lidera o processo de inspecção, verificação e recomendação da decisão em relação as condições dos estádios africanos seleccionados para acolher jogos internacionais.

Esta equipa, liderada por Muhammad Sidat, foi responsável pelo banimento de oito estádios de igual número de países por não reunirem condições para acolher jogos das eliminatórias da zona africana para o Mundial Qatar 2022.

Trata-se do Burquina Faso, República Centro-Africana, Djibouti, Guiné-Bissau, Malawi, Mali, Namíbia e Níger cujos jogos foram transferidos para campos neutros no início da fase de grupos das eliminatórias para o Mundial.

Desta forma, a Namíbia vai jogar no Orlando Stadium (África do Sul), Malawi (Orlando Stadium, África do Sul), República Centro Africana (Estádio Doula, Camarões), Mali (Estádio Agadir, Marrocos), Níger (Estádio Marrakech, Marrocos), Djibouti (Estádio Prince Moulay, Marrocos), Guiné-Bissau (Estádio Olímpico, Mauritânia) e Burquina Faso (Estádio Marrakech (Marrocos).

As mudanças, confirmadas na lista de jogos divulgada pela FIFA para as duas primeiras jornadas agendadas para próximo mês, ocorre após uma extensa revisão no ano passado dos estádios e superfícies de jogo em África.

Os países foram avisados ​​para actualizar suas instalações desportivas ou correm o risco de serem proibidos de sediar jogos internacionais.

Os países proibidos de jogar em casa puderam negociar as suas próprias alternativas, disse o presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Mendes Teixeira.

São 40 equipas a competir em 10 grupos da zona africana de apuramento ao Mundial com os vencedores a seguirem para os “play-offs” a disputarem-se em Março próximo, que determinarão as cinco selecções africanas qualificadas ao Mundial Qatar 2022.

Entretanto, Sidat integrou, há dias, a equipa de inspecção da Confederação Africana de Futebol (CAF) ao Estádio Olembe, em Yaoundé, uma das seis infraestruturas seleccionadas para acolher o CAN Camarões 2021, prova agendada para Janeiro do próximo ano.

Durante a visita, a equipa de inspecção da CAF mostrou-se satisfeita com a qualidade deste complexo que inclui o estádio Paul Biya com capacidade para 60.000 lugares (todos cobertos), dois estádios de treinamento, com 1.000 lugares cada, um ginásio, campos de andebol, basquetebol, vólei, tênis, e piscina olímpica, hotel 5 estrelas com 70 quartos, centro comercial, museu e cinema.

O Estádio Olembe é o maior de todos nos Camarões, o nono maior da África. Este recinto irá sediar as cerimónias de abertura e encerramento da 33ª edição da Copa das Nações Africanas em 2021.

A selecção nacional de futebol de praia defronta, esta quinta-feira, às 19h00 locais (18h00 de Moçambique) a Espanha em jogo da primeira jornada do grupo “B” do Campeonato do Mundo de futebol de Praia, prova a decorrer de 19 a 29 de Agosto próximo, na Rússia.

É a estreia absoluta de Moçambique na fina-flor do futebol de praia, depois de um prestigioso segundo lugar alcançado no Campeonato Africano de Dakar, Senegal, competição na qual espalhou o seu perfume com notáveis exibições.

O primeiro jogo de Moçambique (a ser transmitido no SS Máximo 360 da DStv e SS Football da GOtv) será diante da sua congénere da Espanha, com ambas selecções integradas no Grupo B, juntamente com os Emirados Árabes Unidos e o Taiti.

À estreia segue-se a um duelo de controlo diante do Uruguai, segunda-feira, no qual Moçambique venceu por 2-0.

Antes de rumar ao Complexo Olímpico Luzhniki, palco do Mundial, a selecção nacional de futebol de praia cumpriu um estágio pré-competitivo no Centro de Alto Rendimento de Nazaré, Portugal, onde efectuou quatro jogos de controlo.

“O balanço é positivo, olhando para aquilo que é a nossa trajectória. Primeiro chegamos a Portugal sem um jogo de rodagem sequer, íamos efectivamente avaliar o nosso potencial. Um dia depois da nossa chegada a Portugal fizemos o jogo com a selecção de Portugal, no qual perdemos por 8-3 e a partir daí começamos a trabalhar nos aspectos que mais nos preocupam e que foram notórios no próprio jogo”, frisou o seleccionador nacional de futebol de praia.

Os jogos de controlo permitiram ao combinado nacional ganhar ritmo competitivo para a atacar o Mundial sem sobressaltos. “No cômputo geral estou satisfeito porque a equipa melhorou bastante, os índices de confiança, os índices emocionais, a capacidade técnica, táctica, incluindo a componente física. Estamos todos felizes e acredito que no jogo inicial diante da Espanha entraremos em boas condições”, disse Abineiro Ussaca.

O talento dos jogadores moçambicanos será a grande arma a apresentar pela equipa da Pérola do Índico que conta com Nelson Manuel apresenta-se no Mundial como o Melhor Jogador do Campeonato Africano das Nações em futebol de praia, edição 2021, prova que decorreu em Dakar, capital senegalesa, na qual o atleta moçambicano também conquistou o título de melhor marcador, com um total de 10 golos, por isso será um dos jogadores que será alvo de muita atenção pelos adversários.

“Mais uma vez agradecemos os ensinamentos dos técnicos da casa assim como de Portugal, o aprendizado sobre uma nova forma de jogar futebol de praia, novos métodos de encarar o jogo. Para nós isso é um ganho, crescemos, melhoramos alguns aspectos tácticos, técnicos para aquilo que são as essências do futebol de praia e tudo se verá no mundial”, referiu Nelson Manuel sobre a preparação para estreia em Moscovo.

Por sua vez, Agnelo Laice, Director-geral da MultiChoice, acrescentou “Não podíamos estar mais satisfeitos com esta inestimável oportunidade de vermos a nossa selecção brilhar no Mundial de Futebol de Praia, proporcionando aos nossos telespectadores uma experiência única de transmissão dos jogos em primeira mão, com comentários totalmente em Português, fazendo-os viver todas as emoções deste grande campeonato.”

Para além do jogo entre Moçambique vs Espanha às 18h00, o jogo inaugural será entre os Emirados Árabes Unidos vs Taiti às 14h00, seguido do jogo Paraguai vs Japão às 15h30 Horas, encerrando o primeiro dia com embate entre a Rússia vs Estados Unidos da América, pelas 19h30.

O combinado nacional venceu, esta segunda-feira, a sua congénere do Uruguai, por duas bolas sem resposta, em partida de carácter particular, inserido na preparação para o Campeonato do Mundo da Rússia, de futebol de praia.

A selecção nacional, que cumpriu um estágio de cerca de 20 dias em Nazaré, Portugal, chegou a capital da Rússia, Moscovo, palco do mundial de futebol de praia, na madrugada desta segunda-feira, tendo realizado um treino de recuperação no período da manhã do mesmo dia, e um jogo de controlo no período da tarde.

O adversário foi o Uruguai, um dos representantes da América Latina na prova, tendo o conjunto moçambicano vencido por duas bolas sem resposta. Ângelo e Yuram foram os autores dos golos da selecção nacional, no segundo período, que deixam a equipa técnica e os jogadores esperançados numa boa prestação na competição russa.

Para o seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, a vitória diante do Uruguai foi de sacrifício dos jogadores, uma vez que “descansamos quase nada, já que só chegamos ao hotel a uma da madrugada e fomos a cama as 03H00”. Mesmo assim, “eles demonstraram que têm potencial para fazer o melhor, por isso tenho que felicitá-los por tudo que fizeram”, disse, orgulhoso, Ussaca.

Com a selecção a ter bons resultados desde o estágio em Portugal, onde somou três vitórias, dois empates e uma derrota, mais a vitória diante do Uruguai, já na Rússia, Abineiro Ussaca considera que a equipa está num bom caminho para alcançar bons resultados no mundial. “Notou-se hoje em termos defensivos e ofensivos que a equipa está muito forte. Claro que alguns detalhes que temíamos ainda são possíveis de solucionar, mas acredito que até ao dia do jogo estaremos ao nível que desejamos”, disse Ussaca.

“Temos estado a trabalhar muito na concentração, nos aspectos defensivos e vamos continuar a trabalhar para que possamos estar bem na competição. Estamos a melhorar em todos os apectos e vamos continuar a melhorar, tanto em termos técnicos, defensivos e ofensivos, assim como quando a equipa tem a bola”, concluiu o seleccionador nacional, sem avançar se haverá mais um jogo de controlo ou não antes da estreia, na quinta-feira, diante da Espanha.

 

“ORGULHA-NOS ESTARMOS NO MUNDIAL”, FEIZAL SIDAT

Para apoiar presencialmente a selecção nacional de futebol na sua estreia no Campeonato do Mundo, está em Moscovo o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, que disse estar satisfeito com o trabalho desenvolvido pelos jogadores moçambicanos.

“O trabalho foi bastante proveitoso em Portugal e a motivação é bastante grande. Temos estado a manter contacto com a selecção e os jovens estão bastante motivados”, começou por dizer Sidat para depois falar da vitória diante do Uruguai, que considera ser bastante motivadora. “O resultado diante do Uruguai foi bastante motivador para esta rapaziada e achamos que podemos fazer história e passar da fase de grupos”, disse.

Aliás, passar da fase de grupos seria um sinal de grandeza para o combinado nacional, tido como outsider desta compe tição. “Se passarmos para outra podemos dizer que demos um grande passo no futebol, de praia. Somos os únicos outsider que nunca tínhamos disputado um mundial e temos que surpreender porque pouco nos conhecem e há uma motivação e entrega desta juventude e merecem todo nosso apoio”, mostrou-se confiante Feizal Sidat.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol espera mesmo que estes bons resultados que são conquistados pela selecção de futebol de praia sirvam de motivação para os Mambas, que têm jogos de qualificação ao mundial do Qatar, a partir de Setembro próximo. “É motivador podermos disputar um mundial e esperamos que possa dar mais motivação a outras modalidades, casos de futebol de 11, que terá um jogo diante da Costa do Marfim dentro de alguns dias. Espero que os resultados que estamos a conseguir com esta selecção sejam um trampolim para os Mambas daqui a três semanas”, disse Sidat.

Entretanto, Feizal Sidat deixa um recado aos jogadores da selecção nacional: “que os rapazes joguem alegres, joguem o que sabem fazer e foram aprendendo durante o CAN e em Portugal e mostrem ao mundo que Moçambique está preparado para jogar de igual para igual e que, por fazermos parte dos 12 melhores, temos uma palavra a dizer. Temos que respeitar Portugal, Brasil, Taiti e a Espanha, que fazem parte do top-5 do ranking mundial, mas nós queremos fazer história nesta competição”.

Moçambique estreia-se no mundial da Rússia diante da Espanha, esta quinta-feira, quando forem 19H00 locais (18H00 de Maputo), mesma hora que vai defrontar sucessivamente Emirados Árabes Unidos e Taiti, no sábado e terça-feira da próxima semana, respectivamente.

A delegação moçambicana aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 despediu-se esta esta segunda-feira do Secretário de Estado do Desporto, que pediu aos atletas para defenderem o terceiro lugar alcançado nas olimpíadas de Rio de Janeiro-2016, no Brasil.

Edmilsa Governo, medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro 2016 e Hilário Chavela, campeão mundial de Atletismo, em 2015, e ainda os restantes membros da delegação moçambicana, que estarão de 24 de Agosto a 05 de Setembro, no maior palco planetário desportivo, com lugar em Tóquio, este ano, despediram-se do Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, esta segunda-feira, antes de partirem para o olimpo, de onde prometeram voltar com medalhas.

Apesar de a delegação moçambicana ser uma das comitivas mais pequenas de sempre, Carlos Gilberto Mendes pediu à Edmilsa Governo e Hilário Chavela para defenderem o bronze conquistado nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Honrem a bandeira nacional, temos uma medalha a defender, temos um terceiro lugar a honrar e a defender. Honrem esse espaço que nós conquistamos, que nos coloca entre as melhores selecções paralímpicas que participam dos Jogos Paralímpicos”, pediu o dirigente, acrescentando que não o Governo não colocaria pressão sobre os atletas, mas rogou que dessem alegria aos jovens que estão na província de Cabo Delgado a combater pelo povo.

Os atletas moçambicanos partiram para Tóquio esta terça-feira aos Jogos Paralímpicos, no primeiro grupo, junto dos treinadores, assistente sanitária e o chefe de missão.

O segundo grupo, no qual fazem parte o presidente do Comité Paralímpico de Moçambique e o representante do Governo, viaja próxima semana.

Durante a presença na Secretaria de Estado do Desporto, o presidente do Comité Paralímpico de Moçambique, Zeca Chaúque, fez um pedido e assegurou que os dois atletas vão dar o seu melhor.

“Nós gostávamos que os moçambicanos nos transmitissem o seu calor, de modo a nos motivarem a trazermos esta bênção para o povo. Nós estamos preparados para os Paralímpicos, senão não estaríamos aqui motivados para avançar, preparamo-nos condignamente e estamos aí, preparadíssimos para trazer, pelo menos, duas medalhas”, vincou Zeca Chaúque.

Depois de uma medalha de bronze conquistada nos jogos do Rio de Janeiro em 2016, a atleta que irá competi competir nos 400 e de 100 metros, da classe T-12, aponta à revalidação do título dentro de dias.

“Preparei-me devidamente bem até aqui, tenho tido bons resultados nos treinos e estou tranquila. Penso que com muito trabalho, muito foco, vou melhor o meu tempo, vou aproveitar que as adversárias são fortes e desejo chegar à final” apontou a atleta que tem como melhores tempos 57.08 segundos nos 400 metros e 12.35 segundos nos 100 metros.

Na sua primeira presença nos Jogos Paralímpicos, Hilário Chavela, que vai competir na especialidade de 400 metros e de salto em comprimento T-13, para deficientes visuais, garante que vai para Tóquio para fazer história.

“Eu estou muito motivado, e tenho a certeza que vou para os Jogos Paralímpicos para fazer história. Eu acho que a selecção paralímpica é uma das selecções que mais traz vitórias para o país, portanto, nós prometemos bons resultados”, garantiu o atleta que conquistou uma outra medalha de ouro, na prova dos 800 metros rasos na categoria T-12, no Campeonato do Mundo de Atletismo, de Seul, em 2015.

A delegação paralímpica moçambicana é constituída por oito pessoas, nomeadamente dois atletas, igual número de treinadores, um chefe de missão, uma assistente de saúde, o presidente do Comité Paralímpico de Moçambique e um representante do Governo moçambicano, afecto à Secretaria de Estado do Desporto.

Uff! Finalmente, esta quarta-feira, será divulgada a convocatória da selecção nacional de basquetebol sénior feminino, tendo em vista a sua participação no “Afrobasket” 2021, prova a realizar-se de 17 a 27 de Setembro, em Yaoundè, Camarões.

Numa  verdadeira corrida contra o relógio, habitué cá no burgo, é oficializada amanhã a equipa técnica  da selecção sénior feminino de basquetebol  que tem a missão hercúlea de manter Moçambique no top 4 de África.

Ou melhor, fazer  das “tripas o coração” em curto espaço de tempo que nos separa do Campeonato Africano de Yaoundè.

Pois, sem competições internas e necessidade de se fazer  um exercício financeiro para assegurar o cumprimento do protocolo sanitário (testes de despiste da COVID-19 a todos elementos da selecção), há que fintar a falta de ritmo competitivo e  desenhar-se um plano de preparação que permita um  número aceitável de unidades de treino.

Nada que não tenha acontecido nas anteriores campanhas, mas desta vez  o cenário é ainda crítico pelas limitações impostas pela pandemia da COVID-19.

Certo, certo mesmo, é que o treinador principal vem do estrangeiro e terá como adjuntos dois nacionais, segundo apurou o “O País”.

Já assim foi em 2019, no “Afrobasket” de Dakar, Senegal, com o espanhol  Julian Martinez à cabeça  da selecção nacional e Deolinda Carmen Ngulela e Simão Mataveia como adjuntos.

Desconhecido para alguns e nem tanto para outros, Martinez tinha uma folha de serviço na qual se destaca passagens pelo Fenerbahce da Turquia (2011/2012) e selecção sénior feminina da Letónia (2008/2009 a 2010/2011) como treinador-adjunto e Campus Promete da Espanha.

Em Dakar, levou Moçambique ao quarto lugar no “Afrobasket” depois de ter perdido com o Mali (66-54) em jogo de atribuição do terceiro lugar.

Feitas as contas, a selecção nacional de basquetebol teve um saldo de três vitórias (Quénia,  por 55-39, Cabo Verde, por 60-51, e Egipto, por  80-66) e duas derrotas (Senegal, por 60-57 e Mali, por 66-54).

Como resultado do quarto lugar, Moçambique não só se qualificou para o torneio pré-olímpico como também assegurou o apuramento directo para o “Afrobasket” 2021.
Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, campeão e vice-campeão, respectivamente, deverão voltar a dominar a convocatória da selecção nacional de basquetebol sénior feminino.

Aliás, são as equipas que  mais investiram nos últimos anos na contratação de atletas de treinadores.

O grande “dilema” prende-se com  as internacionais  Ingvild Mucauro e Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, duas atletas que  não têm estado a jogar depois de  se transferirem do Ferroviário de Maputo para o Costa do Sol.

O Ferroviário de Maputo reclama que as internacionais basquetebolistas moçambicanas ainda têm mais um ano de contrato, mas estas defendem que o mesmo já cessou.

O “caso” está agora sob alçada da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) que, certamente, deverá se pronunciar sobre o “braço-de-ferro” na conferência de imprensa desta quarta-feira.

Esta poderá ser a última aparição (em “Afrobasket’s) de um leque de atletas que têm representando Moçambique há cinco/seis edições da prova.

MAIS DÚVIDAS QUE CERTEZAS

Com o arranque da Liga Endesa marcado para o próximo dia 25 de Setembro, pairam no ar algumas dúvidas sobre a disponibilidade de Tamara Seda para representar Moçambique no “Afrobasket” 2021.

Uma das mais preponderantes atletas da equipa espanhola, tendo sido nomeada  MVP da mesma na temporada 2020-2021, Tamara Seda tem a sua estreia diante do Spar Girona no “Polideportivo Mendizorrotza”.

Seda campeou recentemente em Angola ao serviço do D’Agosto, para além de ter sido considerada MVP da prova. Há dois anos, “saiu com o estatuto de melhor ressaltadora do Afrobasket”

E é precisamente dia das Forças Armadas e Defesa de Moçambique que Leia “Tanucha” Dongue inicia também a época 2021-2022 no Nantes Rezé Basket.  Tanucha joga no “Salle Sportive Métropolitaine de la Trocardière” diante do USO Mondeville Basket!

ANGOLA JÁ PROJECTA “AFROBASKET”

À atenção de Moçambique: Angola, bicampeã africana  e adversária de “MOZ” no grupo B juntamente com a Nigéria, já está a fazer jogos de controlo tendo em vista o “Afrobasket” 2021.

Sob comando de Walter Costa, “coach” que tirou protagonismo ao Inter Clube com o suporte das moçambicanas Onélia Peróla Mutombene e Tamara Seda, as  angolanas contabilizavam, até esta terça-feira, 10 unidades de treino.

Aliás, há perspectiva de se baterem já na quinta-feira com a equipa de cadetes do Petro de Luanda e, no sábado, testarem-se com o Núcleo de atletas da centralidade do Kilambo.

O adversário de Moçambique trabalha com 20 jogadoras, nomeadamente Fineza Eusébio, Regina Pequeno, Cácia António, Rosa Gala, Rosemira Daniel, Denise Pascoal, Eizabeth Mateus, Ana Gonçalves, Edvânia Pascoal, Avelina Peso, Joana António, Eduarda Gabriel, Nadir Manuel, Jéssica Malage, Cristina Matiquite, Angelina Golome, Nazaré Lopes, Whitney Miguel, Clarice Mpaka e Márcia Carvalho.

Campeã africana em 2011 (Bamako, Mali) e 2013 (Maputo, Moçambique), Nacissela Maurício é agora vice-presidente da Federação Angolana de Basquetebol. E, em entrevista ao Jornal de Angola, deixou claro que dificilmente haverá estágio pré-competitvo fora do país.

“Tem sido um esforço grande colocar as condições de trabalho na selecção nacional de basquetebol feminino. Retiramos um pouco das verbas alocadas para a selecção masculina para acudir a feminina. Faltam apoios para as senhoras, por isso, estamos abertos para quem quiser prestar qualquer tipo de apoio à nossa selecção”, apelou Nacissela, citada pelo Jornal de Desporto.

Por sua vez, Walter Costa, seleccionador de Angola, referiu que um estágio seria ouro sobre azul até para poder “rodar as atletas”.

Sem estágio fora, resta agora testar-se com equipas de cadetes.

Moçambique prepara participação no Afrobasket numa corrida contra o relógio.

O Simba, da Tanzânia, anunciou a venda do internacional moçambicano a um clube africano, sem mencionar o seu nome e agradeceu a contribuição do jogador durante o tempo em que esteve na colectividade.

Foi através de um comunicado datado de 16 de Agosto de 2021 que o Simba, da Tanzânia, anunciou a venda de Luís Miquissone. O bicampeão tanzaniano escreve que durante a presente janela de transferência recebeu várias propostas de clubes africanos interessados na contratação dos seus jogadores, destacando apenas dois: Luís Miquissone e Clatous Chama.

De acordo com o clube, as recentes boas campanhas africanas nos últimos anos, na Liga dos Campeões, onde a colectividade chegou aos quartos-de-final da última edição, abrirão portas para os dois jogadores se mostrarem ao mundo do futebol.

Mesmo sem anunciar o clube interessado na contratação do internacional moçambicano, o Simba agradece a boa prestação de Luís Miquissone na conquista de dois títulos de campeão tanzaniano e outros dois de vencedor da Taça local, para além de uma supertaça.

Escreve ainda o Simba que o prodígio de Angónia será sempre parte do clube, desejando sucessos na sua nova aventura pelo futebol africano.

Entretanto, esta venda de Miquissone alimenta a informação da sua contratação pelo Al Ahly do Egipto, que terá chegado a um acordo com o Simba, a troco de um milhão de euros.

Mas a contratação de Miquissone pelo campeão africano de clubes só será confirmada após o término do campeonato egípcio, que segue na 30ª jornada, a quatro do seu final.

O jogador da União Desportiva de Songo, Henriques, que trocou os “alvi-negros” pelos “hidroeléctricos”, apontou o seu oitavo golo na edição 2021 do Moçambola e entra na perseguição ao grupo do pelotão dos artilheiros da prova. Fidel, da Black Bulls, que fez um bis, passou a somar quatro golos na competição

Henriques pode estar a ser “persona non grata” no ninho da águia. Depois de ter trocado o Desportivo Maputo pela União Desportiva de Songo no mercado de transferência de inverno, o jogador foi o autor do golo dos “hidroeléctricos” no empate a um golo diante dos “alvi-negros”, este domingo, aos cinco minutos.

Um golo que pode não ter sido bem visto pelos adeptos e massa associativa do Desportivo Maputo, por vir de um jogador que foi projectado por esta colectividade até chegar a turma de Songo, e num ninho onde também foi feliz e saiu com seis golos apontados.

Aliás, o jogador devolveu aos “alvi-negros” o golo que apontou na primeira volta à União Desportiva de Songo, no empate a dois golos, em Tete, fazendo o mesmo gesto, desta vez ao serviço dos “hidroeléctricos”, clube pelo qual faz o segundo golo, depois de balançado as redes do Ferroviário de Maputo, na 14ª jornada.

Ao serviço do Desportivo Maputo, para além de ter marcado diante da União Desportiva de Songo, Henrique apontou ainda contra Matchedje de Mocuba (2-2), na 1ª jornada, onde fez um bis, tal como o fez na vitória diante do Textáfrica do Chimoio (2-1). Outra vítima foi o Ferroviário de Nacala, no empate a um golo.

Entretanto, com mais este golo apontado ao serviço dos “hidroeléctricos”, Henrique chega aos oito golos e entra na perseguição ao pelotão da frente, onde nenhum dos jogadores acima conseguiu marcar.

Ejaita, melhor marcador com 11 golos, saiu lesionado no embate em que a sua equipa venceu o Matchedje de Mocuba por 3-0, enquanto Dayo e Dje, dos Ferroviários da Beira e de Lichinga, deixaram-se colar por Henrique, na segunda posição, com oito golos apontados.

 

MARCEL EM DESTAQUE, CADRE BISA E CHEGA AOS QUATRO GOLOS

Mas a jornada 16 do Moçambola 2021, que produziu 13 golos, teve outros destaques. Marcel, médio ofensivo do Ferroviário de Maputo, voltou a facturar, no empate da sua equipa diante do homónimo de Nacala e chegou aos cinco golos, aproximando-se ainda mais de Telinho, do Costa do Sol, que soma seis golos e ficou em branco, tal como Melque (Black Bulls) e Lau King (UD Songo), que somam sete golos cada um.

Com quatro golos entram agora na lista dos melhores marcadores quatro jogadores. Salas, do Ferroviário de Nampula, Jongwé, da Associaçao Desportiva de Vilankulo, Turras, que trocou o Ferroviário de Maputo pelo homónimo de Nacala, e Fidel, da Black Bulls.

Jongwé apontou um dos dois golos da sua equipa na vitória diante do Textáfrica do Chimoio, na nova era pós-Victor Mayamba, enquanto Turras marcou à sua anterior equipa, que o tirou da Liga Desportiva de Maputo.

Já Fidel, que tinha dois golos, bisou na vitória dos “touros” por 3-0 diante do Matchedje de Mocuba.

Nesta jornada estrearam-se a marcar os jogadores Magaba e Caiocaio, ambos do Ferroviário de Lichinga), Andro (Incomati), Ali (Fer. Beira), enquanto Fopa (Desportivo Maputo) e Cadre (Black Bulls), apontaram o segundo golo na presente temporada futebolística.

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