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O País – A verdade como notícia

Ferroviário da Beira deixa, esta quarta-feira, Maputo com destino a Joanesburgo, África do Sul, onde de 21 a 23 de Outubro corrente vai disputar as eliminatórias da zona VI de acesso à robusta Liga Africana de Basquetebol (BAL). William Perry, o extraordinário base americano, preocupa até porque está lesionado. As próximas horas serão decisivas para se aferir se pode ou não disputar esta prova qualificativa.

Estar na elite 12 do basquetebol africano é objectivo. Evoluir na monstruosa e emoldurada Arena de Kigali, no Ruanda, é de todo prestigiante! E, financeiramente, estimulante para equilibrar contas. A vida, escreveu o outro, constrói-se com o sonho e com a determinação de o realizar. O talento está nos genes. É preciso transformar agora em sucesso.

E, em Joanesburgo, pode-se dar um passo gigantesco e abrir mais uma página dourada no basquetebol moçambicano, no geral, e do Ferroviário da Beira, em particular. Luiz Hernandez, o Augusto espanhol que colocou os “locomotivas” no topo do basquetebol moçambicano com a conquista de dois títulos (2012 e 2014) já tem a fórmula mágica para empreender em África.

Primeiro passo? Vencer, quinta-feira, o Matero Magics da Zâmbia em desafios da 1ª jornada do grupo F, divisão Oeste, das eliminatórias de acesso à Basketball Africa League, primeira colaboração da NBA para operar uma liga fora da América do Norte.

É um adversário que sucede ao Unza Pacers, conjunto que em 2019 representou a Zâmbia nas eliminatórias da zona VI de acesso à BAL, tendo perdido com o Ferroviário de Maputo (84-69) com Alvaro Masa a arrancar um duplo-duplo: 22 pontos e 13 ressaltos.

Num “team” orientado por David Mussonda, realce para os internacionais zambianos Germain Mauwe, Douglas Kandulu,  Spoican Ngoma e Chongo Chona.

Mussonda inscreveu ainda Harrison Banda, Moonga Chipili, Chongo Chona, Antoine Josephe, Frederick Kaunda, Harrison Kafunda e Paul Kashishi. Facto curioso: Matero Magics não se vai reforçar com atletas estrangeiros no ataque a impactante e milionária BAL. O que temos, cá na paróquia, afinal, para fazer mossa aos adversários?

Os “Kamikazes”, designação do Ferroviário da Beira, contam com uma estrutura formada por jogadores de selecção nacional e, acima de tudo, com rodagem internacional.

Ismael “Timo” Nurmamad, extremo com excelente mudança de direcção, arranque, tiros curtos e longos, é dos nomes mais sonantes desta equipa.

Há, outrossim, Helton Ubisse, o poste desviado da natação para o basquetebol que tanto agradece.

“Power forwad”, Ubisse ajudou, e como, o Ferroviário de Maputo a se qualificar para a edição de estreia da BAL, quando chamado a reforçar esta formação. Ubisse é determinante debaixo da zona pintada, ganha ressaltos e desgasta adversários. Joga de cara e costas para o cesto, faz o “pick and roll” e melhorou bastante a sua percentagem na linha de lances livre. Elves Honwana, que já evoluiu na Venezuela, onde esteve a estudar, é um bom defensor. Com um poder atlético notável, notabiliza-se igualmente ao nível dos tiros exteriores e boa percentagem na linha de lances livres.

Ermelindo “Mindo” Novela e Orlando “Nando” Novela, ex-joias do rival de Maputo, são jogadores que acrescentam agressividade defensiva à equipa. Internacional e com estrada, “Mindo”, mesmo não sendo um atirador nato, destaca-se na zona dos 6, 75 metros. Sexto homem, tal como referem os americanos, Ayad Munguambe, “forward”, encaixou-se muito bem na estrutura do Ferroviário da Beira. É um jogador com boa capacidade de penetração, percentagem na linha de lances livres e ousado nos arranques.

Focado na prata da casa, garante o futuro, o Ferroviário da Beira leva a Joanesburgo os jovens Célio Chirombe e Alberto Senda, eles que fizeram parte do “12” que disputou o Torneio de Apuramento à BAL.

Reserva moral, Armando “Nino” Baptista revela longevidade assinalável. “Macurungo” é o cara que pode ser utilizado como segunda opção na posição cinco.

O “power forward” Carlos Marinze, há já alguns anos integrado no CFB após representar a A Politécnica, é também segunda opção. É um jogador com poucos minutos, combativo e que dá luta nas tabelas.

Michael Murray não renovou por estar já comprometido com outro clube. O jogador, nascido em Brooklim, EUA, foi uma das peças-chave no Torneio de Apuramento à BAL, no qual o Ferroviário da Beira venceu todos os jogos.

Tanto assim foi que, no jogo 2 dos “play-offs”, contabilizou 18 pontos em 28:39 minutos na quadra. Mas há sempre opções no mercado apetecível. É neste sentido que Luiz Lopez foi buscar o “small forward” Jermel Kennedy, extremo canadense que já evoluiu no TV Langen (Alemanha), AB Contern (Luxemburgo), Porvoon Tarmo (Finlândia), Club Atlético Marne (Uruguai), CB Clavijo (Espanha), Worcester Wolves (Inglaterra), Ovarense (Portugal), Kaysersberg Ammerschwihr BCA (França), Guelph Nighthawks (Canadá), Ferro (Argentina) e Toulouse (França).

Pela sua importância, o base William Pery tira sono a Luiz Hernandez. Perry contraiu uma lesão, recentemente, e vai ser avaliado para se aferir se estará em condições de disputar a prova qualificativa. É de todo expectante que recupere, porquanto dá muita qualidade nas transições, tiros exteriores e assistências. É um base com muita qualidade, podendo acelerar e pausar o jogo!

 

Costa do Sol e União Desportiva do Songo defrontam-se, esta quarta-feira, às 15h00, no relvado sintético dos “canarinhos”, em jogo em atraso da 20ª jornada do Moçambola-2021.

Inicialmente agendado o passado dia 19 de Setembro, este jogo foi adiado devido aos compromissos dos “hidroeléctricos” nas eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões Africanos em futebol. O Costa do Sol vem de uma derrota, domingo, diante da Associação Black Bulls por 1-0. Os “canarinhos” ocupam a 7ª posição com 36 pontos, numa temporada atípica marcada por exibições irregulares.

Sorte diferente teve a União Desportiva do Songo que na última ronda recebeu e goleou o Incomáti de Xinavane por 3-0, com os tentos a serem apontados por Tico, Kwali e Jhon Banda. Este resultado colocou os “hidroeléctricos” na 3ª posição com 41 pontos, menos seis que o Ferroviário da Beira, segundo classificado.

Na primeira volta, a União Desportiva do Songo venceu o Costa do Sol por um a zero com golo solitário de Lau King, aos 69 minutos.

Esta partida tem a particularidade de colocar frente a frente o campeão e vice-campeão nacional, sendo que os “canarinhos” asseguraram a conquista do título após vitória sobre os “hidroeléctricos” por 4-2, num jogo electrizante disputado no seu reduto.

Início de estação entusiasmante das “locomotivas” na marcha rumo à renovação dos títulos de campeão da cidade de basquetebol em seniores femininos. Havia, há e haverá sempre expectativas quanto ao seu desempenho, tendo, certamente, em conta o domínio avassalador ao nível de basquetebol nacional e internacional.

Ultrapassada a questão meramente burocrática de formação de elementos ligados ao processo de testagem, uma das premissas para a realização de competições desportivas, a bola foi ao ar nos pavilhões da capital.

Em modo heptacampeão accionado, e na ressaca das festividades do 97° aniversário do clube, o Ferroviário de Maputo “A” atingiu a “chapa 100” no duelo com o seu homónimo “B”: 104-26. As bicampeãs africanas de clube preparam-se, nesta altura, para atacar o “tri” na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, prova a realizar-se em Dezembro, em Luanda, Angola.

Nasir “Nelito” Salé agradece a retoma das provas, até porque poderá conferir algum ritmo competitivo às suas jogadoras que terão, certamente, o Inter Clube, vice-campeão, como principal oponente na Taça dos Campeões Africanos.

Adversário de peso no Campeonato da Cidade, não fosse vice-campeão, o reforçadíssimo Costa do Sol ficou de fora devido ao número ímpar de equipas (7). Destaque, nesta ronda, para a A Politécnica que venceu a estreante Lazio, por 47-27.

No embate entre vizinhos e históricos, sensaborão até pelo facto de não apresentarem formações renovadas face a razia que sofreram após conquistar África e ganharem tudo no país, o Maxaquene bateu o Desportivo Maputo por 45-26.

Pressionada pelos clubes, filiados que exigiram mais jogos dados o investimento que fizeram, a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo optou por uma prova disputada num sistema de todos contra todos em três voltas, seguindo-se os “play-offs” até a final.

 

FERROVIÁRIO E COSTA DO SOL NÃO FACILITAM

E o Ferroviário de Maputo, vice-campeão em título, não teve dificuldades para derrotar o seu “irmão” Ferroviário “B” por 79-39.

Os campeões nacionais controlaram todos os quartos do jogo diante de um conjunto que apenas participa na prova para rodar jogadores. Ou seja, não entra nas contas das formações que vão lutar por uma vaga na “poule” de apuramento da zona sul à Liga Moçambicana de Basquetebol.

Com dose maior de mérito, o Costa do Sol, vice-campeão da cidade, derrotou o Desportivo Maputo, que se fez à quadra sem treinador. Não tem culpa o conjunto de Miguel Guambe da falta de pagamento de salários a Horácio Joaquim Martins, treinador do GDM.

Vencedora da prova em 2019, ano em que bateu o Ferroviário de Maputo por 3-1 no “play-off” da final a melhor de cinco, a A Politécnica iniciou a defesa do título com vitória diante da Universidade Pedagógica, por 78-51. O outrora gigante Maxaquene “despachou” o Aeroporto com “chapa 100”: 102

Uma inesperada doença “sacou-lhe”, do nada, do seu “habitat”: quadras!  Cerca de 400 dias de incertezas e provação não chegaram, nem tão pouco, para matar a esperança de voltar a fazer o que mais gosta: apitar partidas de basquetebol.

Sábado, em dia de retoma das provas da modalidade da bola ao cesto na capital do país, havia que assinalar também um regresso: Marques da Conceição Abdala, antigo árbitro internacional, voltava a fazer soar o apito num pavilhão.

Onde, desde 1994, jurou fidelidade e amor a uma das modalidades que tem colocado Moçambique no olimpo, mas nem por isso valorizada como se recomendaria num país com agenda desportiva séria.

A Politécnica vs Universidade Pedagógica, jogo corrido inserido na 1ª jornada do Campeonato da Cidade, assinalou a reaparição do “baixinho” nas lides do basquetebol indígena.

Com várias nomeações para dirigir finais da Liga Moçambicana de Basquetebol, Campeonato Nacional de seniores femininos e da Cidade em ambos sexos, Marques da Conceição Abdala atingiu o ponto mais alto da sua carreira ao marcar presença nos Jogos da Lusofonia, em Goa, Índia, em 2014. E não podia sair de lá tão orgulhoso: internacionalizou-se e testemunhou a conquista da medalha de ouro pela selecção sénior feminina. Tempos outros!

Um ar orgulhoso, mas também enternecido denunciavam o seu semblante antes mesmo do duelo A Politécnica vs Universidade Pedagógica.

“Sinto-me feliz e emocionado. É uma sensação ímpar voltar a fazer o que gosto”. Palavras de quem, mesmo estando fora das quadras, nunca se sentiu abandonado pelos colegas de profissão. Pelo contrário, Marques da Conceição Abdala diz ter sido “amparado” e, acima de tudo, a classe deu-lhe muita “força”.

Pois bem. O Campeonato da Cidade é a prova “must” do calendário da Associação de Basquetebol da capital, a que movimenta mais atletas no país.

Outrossim, é a porta de entrada para a “poule” de apuramento da zona sul à Liga Moçambicana de Basquetebol, pelo que atractiva e motivo de grande interesse dos clubes (mesmo os que têm assegurada a qualificação para a LMB).

Jogos de grande intensidade e luta nas quadras estão em perspectiva. Com larga experiência, Marquito não se sente pressionado. Antes isso: motivadíssimo. “Estou preparado para apitar os jogos. Sempre treinei para estar em forma”, assegura.

Há que manter a forma. Há que provar, a cada jogo, que qualidade é algo que habita em si. Sobretudo, numa prova em que se prevê uma luta renhida pelo estatuto de rei da Cidade de Maputo na modalidade da bola ao cesto. “Em nenhum momento me sinto pressionado. Preparei-me física e psicologicamente, até porque aprendi a encarar os jogos da mesma forma e a dar sempre o meu melhor”.

Hoje por hoje, já não ostenta a carteira de internacional que lhe foi “conferida” em Julho de 2013 na acção de formação orientada por Ludomir Kotleba, então director de competições da FIBA-Africa. O sonho de engordar a curta lista de árbitros internacionais de basquetebol não morreu. O céu é o limite, aliás.

“Claramente que ainda posso apitar jogos internacionais até porque a idade me permite. Estou dentro dos limites exigidos pela FIBA”.

Marques da Conceição Abdala já apitou o Campeonato Africano de Basquetebol sub-18, prova realizada em 2016, no Cairo, Egipto. Abdala marcou presença em três edições dos Jogos do SCSA.

A delegação moçambicana conquistou o terceiro lugar na classificação geral de juniores masculinos, para além de ter quebrado oito recordes nacionais, nomeadamente cinco recordes individuais e três recordes de estafetas. Kaio Lobo foi o nadador completo, com três recordes individuais.

A delegação moçambicana que disputou o Campeonato Africano de Juniores, Seniores e Águas Abertas da CANA 2021, que decorreu em Acra, no Gana, de 11 a 17 deste mês, terminou a sua participação com resultados animadores.

Na prova de águas abertas, Kaio Faftine participou na prova dos 3km na piscina, tendo terminado em 4º lugar, com tempo que permitiu bater o recorde nacional da categoria e absoluto.

Nas provas de seniores, Moçambique terminou na 7ª posição, em femininos, ao conquistar 29 pontos, enquanto em masculinos, arrecadou 15 pontos, que custaram o 9º lugar. No geral, em seniores, o país terminou na 6ª posição, com 52 pontos.

Já em juniores, onde Moçambique terminou na 4ª posição na classificação geral, com 479 pontos, em femininos terminou no 5º posto com 141 pontos, enquanto em masculinos fechou o pódio, ou seja, a terceira posição, com a medalha de bronze, ao somar 298 pontos.

No que aos recordes diz respeito, os nadadores moçambicanos bateram cinco de nível individual e outros três de estafetas. É de realçar que a delegação moçambicana tinha somente 3 nadadores seniores, nomeadamente duas raparigas e um rapaz, o que sempre obrigava que as provas de estafetas de seniores fossem solicitadas nadadores de juniores para reforçarem.

Kaio Lobo foi o nadador mais completo da delegação moçambicana ao participar, de forma individual, para a quebra de cinco recordes, nomeadamente nos 100 e 200 metros bruços e 200 metros estilos masculinos, todos em juniores, para além da estafeta dos 4×200 metros e 4×100 metros livres, em seniores. Matthew Lawrence também bateu o recorde de 100 metros mariposa, em juniores, tal como Kaio Faftine, nas águas abertas, na prova dos 3km.

Em femininos, Alícia Mateus, Sophie Fernandes, Filipa Xavier e Yusra Ribeiro quebraram o recorde dos 4×200 metros livres em juniores.

É de realçar que participaram neste Campeonato Africano de Juniores, Seniores e Águas Abertas cerca de 500 nadadores de 42 países africanos.

Moçambique participou com uma delegação de 15 nadadores, sendo sete em seniores e oito em juniores, em ambos sexos.

A Juventus venceu, domingo, em casa, por 1-0 a Roma, em partida da oitava jornada da liga italiana de futebol, liderada pelo totalista Nápoles.

O único golo do encontro foi marcado por Moise Kean, aos 16 minutos, e com os três pontos conquistados a Juventus passa a somar 14 na sétima posição, a dez do líder Nápoles. A Roma, que desperdiçou uma grande penalidade aos 44 minutos, por Veretout, ocupa o quarto lugar da tabela, com 15.

O Nápoles, por seu turno, venceu em casa por 1-0 o Torino e manteve o registo imaculado de oito triunfos em oito jogos realizados na Liga italiana, que lidera com dois pontos de vantagem sobre o AC Milan.

O golo que desatou o nulo frente à aguerrida equipa do Torino foi alcançado pelo nigeriano Victor Osimhen, aos 81 minutos, quinto da sua conta pessoal na Série A, depois de Lorenzo Insigne ter desperdiçado uma grande penalidade, aos 26 minutos.

O Nápoles lidera a liga italiana com 24 pontos, mais dois do que o AC Milan, segundo, enquanto o Torino, que somou o quarto jogo sem vencer (dois empates e duas derrotas), segue no 12.º lugar, com oito.

Noutra partida da jornada, o português Beto (ex-Portimonense) marcou o golo do empate da Udinese (1-1), aos 89 minutos, e evitou a derrota em casa frente ao Bolonha, que chegou à vantagem por Musa Barrow, aos 67.

O Cagliari venceu por 3-1 na recepção à Sampdoria com dois golos do brasileiro João Pedro, aos 04 e 90+4 minutos, e do uruguaio Martin Cáceres, aos 74. O norueguês Morten Thorsby marcou para a Sampdoria, aos 82 minutos.

Com a primeira vitória na presente edição da Série A, o Cagliari segue na 18.ª posição, em zona de despromoção, com os mesmos seis pontos da Sampdoria (16.ª) – que somou o quarto jogo sem vencer (três derrotas e um empate) – e do Génova (17.º).

 

TOTTENHAM SOMA TERCEIRA VITÓRIA CONSECUTIVA

O Tottenham, de Nuno Espírito Santo, somou um precioso triunfo no terreno do Newcastle (3-2), num encontro da oitava jornada da Liga inglesa de futebol, que ficou marcado por uma longa interrupção devido a questões de saúde.

Na primeira parte, numa altura em que os ‘spurs’ já venciam por 2-1, um dos adeptos do Newcastle sentiu-se mal nas bancadas do St. James Park e teve que receber assistência médica, situação que levou a uma paragem de 20 minutos, com os jogadores das duas equipas a regressarem aos balneários.

A situação foi mesmo alertada pelos jogadores do Tottenham, primeiro com o espanhol Sergio Reguilón a chamar à atenção o árbitro da partida e depois com Eric Dier (ex-Sporting) a pedir às equipas médicas dos dois emblemas para actuarem.

Isto aconteceu ao minuto 40 e o jogo acabou por ser reatado quando o adepto do Newcastle já tinha sido transportado para um hospital da zona.

Quanto ao jogo, logo aos dois minutos, o avançado Callum Wilson deu vantagem ao Newcastle, no jogo 1.000 da carreira do técnico Steve Bruce, mas o médio francês Tanguy Ndombele, aos 17, e Harry Kane, aos 22, protagonizaram a reviravolta.

Já depois da paragem, o sul-coreano Son Heung-Min, aos 45+3 minutos, levou os ‘spurs’ para o intervalo com maior vantagem.

Na segunda parte, mesmo reduzido a 10 unidades, devido à expulsão de Jonjo Shelvey, Newcastle reduziu num lance infeliz de Eric Dier, que marcou na própria baliza.

Com este triunfo, o segundo consecutivo na Premier League, o Tottenham subiu ao quinto lugar, com 15 pontos, igualando o Brighton, quarto, e ultrapassando o Manchester United, de Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Diogo Dalot, agora sexto classificado.

Por seu lado, o Newcastle, recentemente adquirido por um fundo saudita, é penúltimo com apenas três pontos.

No outro jogo do dia, o West Ham foi vencer por 1-0 ao campo do Everton, que não contou com André Gomes, lesionado.

Depois de conquistar o título de Vice-Campeão Africano no Senegal, em Maio, e uma vitória no Mundial da Rússia, em Agosto, em ambas as provas como estreante, a selecção nacional de futebol de praia regressou esta semana ao trabalho, desta feita para preparar a sua participação na primeira edição do torneio regional COSAFA em futebol de praia a decorrer de 8 a 14 de Novembro, em Durban, na África do Sul.

Para efeito, o seleccionador nacional Abineiro Ussaca escolheu vinte jogadores, quatro dos quais, são caras novas no grupo, os restantes fizeram parte das operações Senegal e Rússia.

O foco definido para esta participação é representar condignamente o país, na primeira edição deste torneio, com aposta em fazer valer o prestígio de ser o único país da região que se estreou no CAN e no Mundial, num espaço de três meses.

O programa de preparação compreende três fases: A 1ª de dez dias, de 12 a 22 do mês em curso, para trabalhos de ordem física e táctica. A 2ª a decorrer de 23 de Outubro a 5 de Novembro vai consistir em trabalhos táctico-técnicos e manutenção física, enquanto que a 3ª e última vai ser de 6 a 14 de Novembro focada na manutenção e competição.

 

Eis a pré- convocatória

Guarda-redes (3): Anivaldo Mavie (Vulcano FC), Manuel Tivane (Ferroviário de Maputo) e Assane Amade Marde (CAP)

Defesas (6): Gerson Chivale Big Ro” (Vulcano FC), Bachir Mussa (CAP), Ângelo Tomás “Dino” (Time Loyal), Hermínio Marcelino “Neto” (Vulcano FC), Lote Nhovotso (Polana Caniço) e Ramossete  Cumbe “Dez” (CAP).

Médios (6): Nelson Manuel (Textáfrica), Yuran Malate (Polana Caniço), Hélio Mahota (Desportivo de Maputo), António Namape “Figo” (CAP), Júlio Manjate “Arroz” (CAP) e Paulo Novela (Pescas).

Pivôs (5): Rachid Smith (CAP), Hélder Mahumana (CAP), Nélio Chongo (Tau-Tau), Trezenta Eduardo (BFC Mahota) e Helton Langa (Vulcano FC).

Black Bulls vence Costa do Sol por uma bola sem resposta e está com uma mão na taça de campeão nacional de futebol da temporada 2021. Os “touros” precisam apenas vencer, na próxima jornada, na deslocação à Lichinga, para festejarem o seu primeiro na alta roda do futebol moçambicano. O Ferroviário da Beira, seu directo perseguidor, empatou com o modesto Desportivo Maputo e está a sete pontos da liderança, quando faltam apenas três jornadas para o final da época.

Victor estará, a esta altura, a ser o herói dos “touros”, ao dar a vitória, aos 87 minutos, à sua equipa diante do Costa do Sol, em jogo mais importante da 23ª jornada do Moçambola 2021. Uma vitória importantíssima para as aspirações da Black Bulls, que já pode começar a encomendar as faixas de campeão, uma vez que beneficia do empate do mais directo perseguidor, o Ferroviário da Beira, na deslocação a Maputo.

O facto é que a turma de Tchumene entrou sabendo que uma vitória seria o mesmo que tocar com a taça de campeão nacional com uma mão, uma vez que os “locomotivas” de Chiveve tinham jogado no dia anterior e empatado sem abertura de contagem diante do Desportivo Maputo, no Estádio da Machava.

Por isso mesmo, diante do Costa do Sol, que ainda sonhava com um lugar no pódio, os “touros” tiveram imensas dificuldades para colocar em prática o seu perfume futebolístico, com os “canarinhos” a serem um osso duro de roer, e a impor-se em campo, qual um campeão em título, a querer ainda se mostrar, perante o líder e, agora, grande candidato a conquista do título.

Só mesmo aos 87 minutos é que se festejou no relvado, no banco e nas bancadas, com o golo apontado por Victor, que deu uma vitória importantíssima aos “touros”, na luta pelo título.

Por seu turno, o Ferroviário da Beira deixou escapar a oportunidade de continuar a lutar de igual para igual pelo título, uma vez que com o nulo diante do Desportivo Maputo ficou a sete pontos do líder. Um empate que sabe a derrota para as bandas de Chivve, para a vitória para os “alvi-negros”, que não só acalentam a esperança da manutenção, mas dão outra vida a equipa, que mesmo não conseguindo a manutenção directa estará melhor rodada e traquejada para a liguilha.

Os “alvi-negros” reduziram a desvantagem pontual com o Incomáti de Xinavane, agora para sete pontos e, na próxima jornada, no canavial, pode ainda reduzir ainda mais a desvantagem, e levar a decisão da descida até às últimas consequências. Mas precisará vencer, claramente, nessa partida.

 

TEXTÁFRICA PRIMEIRA A CONFIRMAR PRESENÇA NA LIGUILHA

Com a decisão do título a depender da próxima jornada para ficar definida, na luta pela despromoção as coisas começam a ficar claras. O Textáfrica do Chimoio é a primeira equipa a confirmar a participação na liguilha, onde as três últimas equipas vão disputar a vaga de permanência no Moçambola do próximo ano.

Ou seja, já sem condições de lutar para a manutenção directa, os “fabris” começam a olhar para a liguilha como a única oportunidade, contrariamente ao Desportivo Maputo e Matchedje de Mocuba, que vão “rezar” bastante pelos desaires do Incomáti de Xinavane e Ferroviário de Nampula, para sonharem com a não necessidade de ir a liguilha.

Mas para tal, os “açucareiros” e “locomotivas” de Nampula precisariam perder todos os três jogos e os “militares” e “alvi-negros” vencerem todos. Um ponto dos treinados de Nelson Santos garante a manutenção, enquanto os treinados de Tiago Machaisse precisam vencer um jogo.

Uma luta que pode ser definida na próxima jornada, caso o Incomáti vença o Desportivo Maputo e o Ferroviário de Nampula vença a União Desportiva de Songo.

 

UD SONGO FOI O GRANDE VENCEDOR NA LUTA PELO PÓDIO

No que à luta pelo pódio diz respeito, nomeadamente a terceira posição, a Uniao Desportiva de Songo foi a grande vencedora na luta com os Ferroviário de Lichinga, de Maputo, Associacao Desportiva de Vilankulo e Costa do Sol.

É que os “hidroeléctricos” despacharam o Incomáti de Xinavane no sábado, por 3-0, e mesmo com um jogo a menos, isolaram-se na terceira posição, com 41 pontos, ainda assim a sonharem com o segundo lugar. A turma de Songo, que joga quarta-feira com o Costa do Sol em partida de atraso, está a seis pontos do segundo classificado e pode reduzir ainda mais este fosso, em caso de vitória no Matchiki Tchiki.

Dos directos adversários pelo pódio, o Ferroviário de Lichinga perdeu na deslocação a Nacala, diante do homónimo local, que assim garantiu a manutenção directa no Moçambola, enquanto o Ferroviário de Maputo não conseguiu “guardar” a vantagem de 2-0 que tinha diante do homónimo de Nampula, acabando por permitir o empate a dois golos.

Empate que também foi alcançado pelos “hidrocarbonetos” na deslocação a Quelimane onde jogaram com o Matchedje de Mocuba, a um golo.

Assim, os “hidroeléctricos” estão em grande vantagem de terminar no pódio, uma vez que somam 41 pontos, mais três que os “locomotivas” de Lichinga, e mais cinco pontos que o Ferroviário de Maputo.

Vilankulo e Costa do Sol ficaram mais atrasado e quase que sem possibilidades de ainda chegarem ao top-5.

As decisões do Moçambola 2021 poderao ser definidas na próxima jornada, nomeadamente em Lichinga, na Beira e em Xinavane.

Um dos mais promissores e internacionalizados pilotos moçambicanos da actualidade, Rodrigo Almeida, fez brilharete na sua primeira aparição na prestigiada prova internacional BMW M2 CUP, ocupando o 2º lugar e erguendo bem alto a bandeira de Moçambique no circuito de Zolder. Na hora do rescaldo, sente-se “orgulhoso pelos excelentes resultados” por si alcançados.

 

Que avaliação faz da sua participação inédita na BMW M2, evento internacional que comportou, no total, seis provas?

O evento M2 Cup foi uma participação muito importante para a minha carreira, porque é um campeonato inserido na sede da BMW. Eu acho que a minha participação foi boa, uma vez que obtive bons resultados em quase todas as provas com excepção de alguns incidentes no meio das mesmas.

Esteve em destaque, em Agosto, ao terminar na 2ª posição na segunda prova da BMW M2 CUP, prova realizada no circuito de Zolder. O que foi determinante para alcançar os lugares de pódio?

A prova de Zolder, na Bélgica, foi muito difícil, mas tive um final feliz. Comecei os treinos com chuva em primeiro lugar. Tive uma decisão de mudar os pneus para “slicks” que me fez ganhar uma vantagem perante os outros adversários e arrancar em frente nas provas. No final da corrida, consegui alcançar o 2º lugar e lutar pelo 1º.

Em termos práticos, o que ganhou com a sua participação nesta prova de grande dimensão?

Esta prova trouxe-me muita experiência em conduzir em várias condições de pista (chuva e sol), tal como ultrapassagens.

Que diferenças encontra entre esta e outras tantas provas internacionais nas quais tem representado condignamente Moçambique?

As provas do M2 Cup são diferentes de quaisquer outras, porque estão inseridas no DTM (o maior campeonato de GT’s do mundo) e o ambiente é muito importante, porque encontramos lá as pessoas mais importantes de cada marca.

No dia 23 de Outubro, vai participar na prova regional da Picanto CUP, na pista de Zwartkops, em Pretória, na África do Sul. O que podemos esperar da sua prestação?

A prova do Picanto CUP será divertida e competitiva, porque será disputada numa pista nova para quase todos os pilotos. Então, haverá igualdade de circunstâncias. Vou dar o meu máximo como sempre dou em todas as provas e lutar pelo 1º lugar.

Em termos de provas internacionais, o que está ainda previsto para este ano?
Em termos de provas internacionais, este ano, não tenho a certeza de nenhuma. Se calhar, em breve, poderão aparecer alguns convites e aí terei novidades.

Ao nível nacional, ainda vai participar com a sua equipa no 6º Grande Prémio Picanto CUP. Quais são as expectativas?

O 6º Grande Prémio Picanto CUP será importante para a minha equipa, porque estamos na luta pelo 2º lugar. Teremos de lutar forte na última prova para obter os melhores resultados.

A terminar, que mensagem deixa ficar a todos aqueles que o têm acompanhado?
Quero deixar uma mensagem de agradecimento. Quero agradecer a toda a minha família que me apoio e aos meus patrocinadores por me permitirem ter a época que tive.

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