O País – A verdade como notícia

Depois do 4º lugar conquistado na estreia na Fórmula 4 (F4), o piloto internacional moçambicano, Ghazi Motlekar, começou da melhor forma a luta pelos seus objectivos no seu primeiro ano de estreia na competição, ao conquistar o 2º lugar na 2ª corrida disputada no último sábado, no Madras International Circuit.
No segundo desafio do Campeonato Indiano da F4, o piloto moçambicano enfrentou vários desafios na sessão de qualificação, devido a falta de aderência dos pneus escolhidos para o efeito. Apesar deste constrangimento, ao longo da corrida de sábado o piloto conseguiu superar a forte concorrência dos seus adversários directos e conquistou o 2º lugar para Moçambique.
A 2ª corrida do Indian Racing Festival da F4 foi muito competitiva, e Ghazi Motlekar mostrou-se focado nos lugares do pódio em todos os desafios que têm pela frente. Na 3ª corrida, Ghazi Motlekar voltou a notabilizar-se em pista, teve uma excelente prestação e conquistou o 3º lugar para o país.
O foco e a determinação na luta pelos seus objectivos no primeiro ano de estreia na F4, foi fundamental para o piloto destacar-se ao longo das quatro corridas que fez no último fim-de-semana. Nas quatro (4) corridas disputadas no Madras International circuito, Ghazi Motlekar enfrentou vários desafios, sobretudo na corrida 4 e 5, e mesmo assim mostrou mais uma vez em pista que têm créditos firmados no desporto Motorizado e um futuro promissor na F4.
Moçambique destacou-se na 1ª edição do Festival ATCM de corrida de velocidade ao conquistar 9 troféus, mais 2 que a África do Sul que terminou a competição com 7 troféus conquistados. Os pilotos nacionais e sul-africanos apresentaram-se na sua máxima força e cada um deu o seu melhor em pista na luta pelos lugares do pódio.
A 1ª edição do Festival ATCM contou com a participação de 29 pilotos em pista divididos em seis categorias. A grelha de partida do Festival ATCM podia ter sido muito mais alargada, mas muitos pilotos nacionais e sul-africanos acabaram por falhar a corrida devido a problemas mecânicos durante os treinos livres e oficiais de competição.
Na classe A, Moçambique e o ATCM conquistaram o pódio, e o destaque vai para o trio dos pilotos da Sphere Motorsport, composto por Marco da Cunha, Sérgio Álvares e do sul-africano Peter. Na classe B, o destaque vai para o piloto Vic Dias que conquistou o 1º lugar para Moçambique, e o piloto sul-africano Rodney Kruilis que terminou a corrida em 2º lugar.
Por seu turno, o internacional moçambicano Zein Hussein também destacou-se e teve uma excelente estreia no Festival ATCM e conquistou o 3º lugar para Moçambique. Já o moçambicano Tiaz de Matos terminou as quatro mangas em 4º lugar na geral.
Na classe C, o sul-africano Frederick Watkins foi o grande vencedor, e os restantes lugares do pódio, 2º e 3º lugar, foram ocupados por Gareth Neil e Marthunes Lensley.
No final da competição todos os pilotos, moçambicanos e sul-africanos, atribuíram nota positiva à organização da 1ª edição do Festival ATCM, e enalteceram a iniciativa da Direcção do ATCM por ter conseguido juntar os pilotos dos dois países vizinhos na promoção do festival em referência.
Como forma de apoiar a brilhante iniciativa da Direcção do ATCM, o departamento de velocidade, o Director de Corridas, bem como os pilotos Nico Banze, Faudo Sidique e Zein Hussein, que tiveram um papel preponderante para a participação dos pilotos sul-africanos do Silver Cup, prometem estar em peso na próxima edição do Festival ATCM.

A selecção nacional de Angola derrotou a de Mali, por 70 a 43, na Kilamba Arena, omntem, conquistando o FIBA ​​AfroBasket de 2025, consolidando seu status como a nação mais bem-sucedida na história do torneio, com um décimo segundo título.

Segundo o Jornal de Angola, a vitória é o ápice de uma campanha impecável dos “palancas”, que encerra uma seca de 12 anos, marcando seu primeiro campeonato africano desde o torneio de 2013 em Abidjan, Costa do Marfim. Desde o início da final, a intensidade defensiva e a coesão ofensiva de Angola dominaram a talentosa seleção malinesa.

A equipa angolana, que jogava em casa, construiu metodicamente a sua vantagem, não deixando dúvidas sobre o resultado final. A vitória foi uma prova do desempenho completo da equipe, coroando um torneio em que eles se estabeleceram como a classe mais forte do torneio, adianta o Jornal de Angola.

Ora, ainda que a noite tenha pertencido a Angola, a jornada do Mali até a final foi uma conquista histórica por si só, terminando com um recorde de 4-3, a selecção garantiu o segundo lugar pela primeira vez na história do país, sinalizando sua chegada como uma nova potência no basquete africano.

Mais cedo, o Senegal conquistou uma confortável vitória por 98-72 sobre Camarões e conquistou a medalha de bronze. Este é o terceiro torneio consecutivo em que o Senegal termina em terceiro lugar.

Os prémios individuais do torneio foram entregues após a final, com o armador angolano Childe Dundao liderando a lista como o Jogador Mais Valioso do AfroBasket de 2025. Dundao também foi nomeado para o All-Tournament Team, ao lado de seu companheiro de equipe Bruno Fernando. Ambos foram acompanhados na equipa do All-Tournament por duas estrelas malianas, Mahamane Coulibaly e Aliou Diarra, e pelo armador senegalês Brancou Badio.

 

O Sunderland, conjunto onde evolui o moçambicano Reinildo Mandava, perdeu, sábado, com o Burnley por 2-0, em duelo da segunda jornada da Liga Inglesa.

Golos de Josh Cullen e Jaidon Anthony, no segundo tempo, valeram aos “Clarets” seus primeiros pontos na  Premier League. Cullen marcou o golo apenas 98 segundos após o reinício,  e Anthony aumentou a vantagem numa jogada de contra-ataque nos últimos cinco minutos do encontro.

Os dados indicam que o Burnley terminou 24 pontos à frente do Sunderland,  na “Championship”,  na temporada passada, mas a diferença entre as duas equipas parece estar bem mais próxima, desta vez. O técnico do Burnley, Scott Parker, comemorou sua primeira vitória na Premier League em quase três anos. O Sunderland voltou à realidade após um retorno memorável à Premier League, no último fim de semana, quando derrotou o West Ham, por 3-0,  e pode ter visto este triunfo como um factor galvanizador, após desperdiçar algumas oportunidades desperdiçadas no início da partida.

O Sunderland até  teve a oportunidade de marcar aos quatro minutos, com um cabeceamento de Dan Ballard, num lance de bola parada, no qual  Reinildo Mandava não conseguiu finalizar no segundo poste, rematando directo para Martin Dúbravka, que agradeceu.

Os visitantes tiveram outra boa oportunidade quando, numa jogada rápida,  Chemsdine Talbi foi lançado por Simon Adingra, mas este rematou para fora.

E viria a ser o Burnley a colocar a bola no fundo das redes, aos 19 minutos, quando Lyle Foster marcou um golo na cobrança de uma  de falta, mas a comemoração durou pouco, depois que o árbitro Michael Salisbury considerou que o avançado cometeu falta sobre  Jenson Seelt.

A acção na área reduziu,  significativamente,  no prosseguimento do primeiro tempo, mas o Burnley abriu o  marcador quando estavam jogados apenas 98 segundos após o reinício da partida.

O toque inteligente de Anthony abriu o placar para Cullen, que chutou de 16 jardas no canto inferior.

O remate de Cullen iluminou o Turf Moor, mas logo depois houve outro “show de luzes” que interrompeu o jogo, com os holofotes piscando em padrões aleatórios, causando um atraso de quatro minutos.

 

Morreu, hoje, o presidente da Associação Moçambicana de Futebol da Cidade de Maputo, Amílcar Jussub, vítima de doença.  A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol “inclinam-se” perante a sua memória e o recordam com respeito, em reconhecimento ao contributo que prestou para o desenvolvimento do futebol moçambicano.

É um luto para o  desporto moçambicano, pois, calou-se a voz de Amílcar Jussub, esta sexta-feira, vítima de doença, na Cidade de Maputo. 

O então Presidente da Associação Moçambicana de Futebol na Cidade de Maputo é recordado como um homem que dedicou parte da sua vida ao futebol, tendo contribuído para a profissionalização e massificação da modalidade. 

 E por tratar-se de uma figura incontornável no desporto moçambicano, várias individualidades desportivas ficaram consternadas pela sua morte.

“A Direcção da Liga Moçambicana de Futebol, órgãos sociais e clubes associados e todos os adeptos do futebol profissional de Moçambique manifestam, neste momento de dor e luto, o seu profundo respeito à memória de Amílcar Jussub. Que a sua alma descanse em paz”, lê-se no comunicado da Liga Moçambicana de Futebol.

Por sua vez, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) recorda-o com respeito e reconhecimento ao contributo inestimável que sempre prestou ao desenvolvimento do futebol moçambicano.

Amílcar Jussub encontrava-se a cumprir o seu terceiro mandato consecutivo à frente da AFCM, após ter sido reeleito em 2023. O seu mandato actual terminaria em 2027.

As cerimónias fúnebres de Amílcar Jussub tiveram lugar esta sexta-feira , na Cidade  de Maputo.  

De Acordo com A Bola, Geny Catamo está na montra de Alvalade e caminha para a porta de saída. O extremo de 24 anos, revelação no Sporting nas últimas duas épocas, tem o Fenerbahçe à perna, uma vez que era o plano B para o caso de os turcos não conseguirem a contratação de Akturkoglu — e o Benfica deu o caso por encerrado —.

José Mourinho, no entanto, tem concorrência pelo moçambicano. Sobretudo da Premier League, onde o Aston Villa sempre se posicionou muito bem para poder avançar. Nos últimos dias intensificaram-se as abordagens inglesas.

Geny Catamo despertou a atenção do mercado. Sobretudo o inglês. O Aston Villa sempre se mostrou muito atento e com a janela de transferências perto de fechar é da Premier League que chegam abordagens e possibilidades de negócio. Concorrência forte para o Fenerbahçe, de quem se diz na Turquia que pode avançar com proposta de 25 milhões mais 5 milhões por objectivos. Não anda longe os 25/30 que os verdes e brancos têm em mente.

Enquanto isso, Catamo continua a contar para Rui Borges. O treinador utilizou-o a titular nos três jogos oficiais esta temporada e vai voltar a fazê-lo este sábado na Madeira, com o Nacional na jornada 3. Mas até 1 de Setembro, dia de encerramento do mercado, a saída é cenário que começa a ganhar cada vez mais forma, adianta a A Bola.

 

Organizações de defesa dos direitos humanos pediram à Argentina que cancele o jogo amigável com Angola, previsto para Novembro deste ano, em Luanda, no âmbito do 50.º aniversário da independência nacional

A carta aberta, dirigida à Federação Argentina de Futebol e à sua selecção nacional, é subscrita pela Comissão Episcopal de Justiça e Paz e Integridade da Criação da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé), Pro Bono Angola, Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) e Friends of Angola (FoA).

As quatro organizações angolanas sublinham que o seu apelo “não se opõe ao desporto nem aos laços de amizade entre povos”, mas significa “um grito de consciência diante da dolorosa realidade vivida por milhões de angolanos – uma realidade que contrasta de forma chocante com a ostentação e os gastos milionários envolvidos na organização deste evento”.

Os subscritores do documento citam o relatório SOFI 2025 – O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo. Neste, indica-se que mais de 27 milhões de angolanos (cerca de 71,4% da população) não tiveram acesso a uma dieta saudável em 2024 e que a subnutrição afeta 22,5% da população, aproximadamente 8,3 milhões de pessoas.

“Enquanto recursos públicos são canalizados para eventos desportivos de grande porte, milhares de crianças e adultos enfrentam fome crónica, anemia severa e insegurança alimentar generalizada”, realçam na carta.

Segundo estas organizações, “a grave crise social ocorre num ambiente político marcado pela repressão sistemática contra cidadãos que expressam pensamento crítico”.

“Embora Angola se apresenta como uma democracia de economia livre, apenas um grupo seleto de cidadãos, maioritariamente ligados ao MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) – partido que sustenta o Governo – usufruem dos negócios e têm acesso às linhas de crédito”, enfatizam.

Descrevem igualmente que, “apesar de o país possuir uma enorme quantidade de riquezas naturais – petróleo, minerais, biodiversidade, recursos hídricos e mais de 11 milhões de hectares de terras aráveis – a esmagadora maioria da população vive em extrema pobreza”.

Na carta, os subscritores recordaram que o país viveu três dias de protestos, entre 28 e 30 de Julho deste ano, período em que, segundo a Polícia Nacional, foram registados “pelo menos 30 mortos, mais de 277 feridos e cerca de 1515 detenções”.

“Esse cenário inclui: prisões arbitrárias de jornalistas, ativistas e manifestantes pacíficos; uso excessivo da força policial, com relatos de execuções sumárias e criminalização da liberdade de expressão e da mobilização cívica, sobretudo entre os jovens”, refere-se no documento.

“Tais abusos são amplamente documentados por organizações como Human Rights Watch, Amnistia Internacional e relatores especiais das Nações Unidas”, acrescentam, sublinhando que este cenário revela “um Estado que silencia vozes dissidentes em vez de ouvi-las – uma lógica de controlo político, não de compromisso com a justiça e a dignidade”.

Para estas organizações, o amigável com a Argentina, promovido como parte das celebrações dos 50 anos de independência, está a ser utilizado como “um instrumento de propaganda” e “não representa uma comemoração inclusiva para o povo angolano”.

“[É] usado para encobrir violações e desviar a atenção da grave crise social”, acusam, considerando que “investir milhões de dólares num evento desportivo, enquanto milhares passam fome, hospitais colapsam e a repressão se intensifica, não é uma prioridade legítima – é um insulto à dignidade humana”.

Num apelo directo ao jogador argentino Messi, à Associação de Futebol Argentino e jogadores da selecção argentina, as organizações disseram que o cancelamento seria “um acto corajoso, ético e profundamente humanitário – uma mensagem clara ao mundo de que a justiça, a dignidade e a igualdade valem mais do que qualquer espetáculo desportivo financiado com o sofrimento de um povo”.

A Liga Moçambicana de Futebol já definiu as datas em que a Associação Desportiva de Vilankulo irá realizar os três jogos em atraso do Moçambola, após o acidente de viação ocorrido há duas semanas. 

Assim, os “hidrocarbonetos”, que retornam à prova no próximo domingo, diante do Costa do Sol, vão defrontar, no dia 3 do próximo mês, o Textáfrica de Chimoio, em jogo da sétima jornada. 

Uma semana depois, ou seja, no dia 10 de Setembro, a Associação Desportiva de Vilankulo medirá forças com o Ferroviário da Beira, devendo fechar o ciclo de jogos em atraso no dia 17 de Setembro frente ao Baía de Pemba. 

 

O presidente do Conselho Municipal da Maxixe em Inhambane admite que as receitas do campo municipal são insuficientes para cobrir os custos de manutenção do único campo que acolhe os jogos do Moçambola, naquela província. Para assegurar a continuidade do uso do campo, Issufo Francisco diz que a edilidade teve de investir 4 milhões de meticais na reabilitação do relvado e de várias infraestruturas de apoio.

O Estádio Municipal de Maxixe, também conhecido como Campo Municipal Valdemar de Oliveira Fernandes, reinaugurado a 11 de Março de 2023, após obras de requalificação financiadas pelo programa FIFA Forward, é o único campo de futebol homologado para receber jogos do Moçambola em Inhambane, mas enfrenta dificuldades financeiras.

A infraestrutura não gera receitas suficientes para cobrir os custos de manutenção, obrigando o município da Maxixe a recorrer a outras soluções para manter o recinto operacional e evitar a sua degradação, segundo deu a conhecer o respectivo edil.

“As receitas saindo daqui são insuficientes, são insignificantes e, sobretudo, quando são jogos provinciais, praticamente não há receita, salvo um e  outro jogo, quando é Moçambola”, começou por dizer Issufo Francisco, edil da Maxixe.

Para a manutenção do campo, existem despesas correntes ou fixas, dentre as quais o pagamento de água e de energia, além do pagamento dos salários dos funcionários do Conselho Municipal, “que são pintores e carpinteiros e serralheiros, que fazem a manutenção, no dia-a-dia do campo, sempre que existe uma situação”.

Mesmo diante das dificuldades, o edil da Maxixe afirma que a sobrevivência do campo depende de uma gestão racional e sustentável da infraestrutura, garantindo que continue apto a acolher competições nacionais sem comprometer a sua durabilidade.

“O uso deste campo será de forma racional e de forma sustentável. Dizemos racional, porque não permitimos que jogos do recreativo, jogos dos bairros, jogos amistosos venham a acontecer aqui, neste campo, só aceitamos jogos oficiais”, frisou o edil da Maxixe.

A cidade de Maxixe conta com duas equipas, que estão na competição oficial, no caso na segunda divisão, e Issufo Francisco diz que a estes só são permitidos “para fazer o jogo neste campo, treino e jogo oficial, assim como o ADV”. 

Entretanto, de acordo com Issufo Francisco, daquilo que se cobra nos dias de jogos, há uma percentagem que deve ficar para o Conselho Municipal.

O investimento mais recente na manutenção do campo rondou os 4 milhões de meticais, aplicados na melhoria do relvado, construção de um parque de estacionamento, reabilitação dos sanitários, pintura da vedação e intervenção em outras infraestruturas de apoio.

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