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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol de praia qualificou-se esta quinta-feira às meias-finais do torneio regional da Cosafa, após derrotar a Tanzânia na marca das grandes penalidades, por 4-3, depois do empate a quatro golos no final dos três períodos. As meias-finais terão lugar esta sexta-feira.

Abineiro Ussaca já tinha alertado que as selecções adversárias de Moçambique estariam com o trabalho de casa feito quando fossem para defrontar o combinado nacional. Diante das Comores, o seleccionador nacional trocou os papéis em vez do seu tradicional 1-2-1, que confundiu o adversário, chegando a vencer por 8-3.

Desta vez, o seleccionador nacional voltou a tentar enganar o adversário, mas a Tanzânia estava melhor preparada e forte estruturalmente, criando imensas dificuldades aos moçambicanos.

Arroz, que acabou por ser o herói da Pátria Amada, ainda abriu o marcador nos instantes iniciais, para depois Nelson aumentar a vantagem e dar uma indicação de que seria outra vitória fácil.

No entanto, a Tanzânia não queria ser pêra doce e soube reagir, aproveitando algum relaxamento do conjunto moçambicano. Jaruph marcou por duas vezes e reestabeleceu o empate ainda na primeira parte, tendo Amadou revirado o resultado, levando as duas selecções com 3-2 a prevalecer, a favor dos tanzanianos.

Abineiro Ussaca não gostava do que via, afinal o cinco inicial, composto por Anivaldo Mavie, Bachir Mussá, Ramossete Cumbe, Hermínio Marcelino e Júlio Arroz, não carburava como desejava.

Fez sucessivas alterações, com entrada de vários jogadores, incluindo o guarda-redes Manuel Tivane. Rachide, Figo e Mabomo foram outros que entraram e deram outra dinâmica e mais luta perante os aguerridos tanzanianos a contrariarem o favoritismo de Moçambique.

Arroz voltou a marcar, no arranque da segunda parte, reestabelecendo o empate a três golos e a justiça no marcador, até porque Moçambique era a selecção mais adulta em campo.

Terminou esse segundo período com o empate a prevalecer e, já na terceira e derradeira parte, Nelson colocou o combinado nacional a vencer, por 3-4. Nessa altura, a selecção nacional comandava e dominava o jogo dentro das quatro linhas.

Algumas lesões obrigaram o seleccionador a fazer mudanças que não estavam nos planos e a Tanzânia aproveitou para chegar ao empate quase no final do tempo regulamentar.

 

PROLONGAMENTO E GRANDES PENALIDADES

O empate levou as duas selecções ao tempo extra de três minutos, período em que Moçambique podia ter fechado as contas, com um remate para o travessão e dois outros remates que foram defendidos pelo guarda-redes tanzaniano.

Prevalecia o empate e foi-se à marca das grandes penalidades. A sorte esteve do lado de Moçambique, já que foi a primeira selecção a defender. O tanzaniano atirou por cima e na resposta Figo marcou. O segundo tanzaniano permitiu a defesa de Manuel e Rachide atirou por cima.

Dois penáltis marcados para cada lado e Moçambique estava em vantagem.

Depois, foram todos eles marcados, com Nelson, Dez e Arroz, o último a rematar com perfeição e a colocar o resultado em 3-4, nas grandes penalidades, a favor de Moçambique, que, assim, se qualifica às meias-finais, esta sexta-feira.

Depois da desistência da Madagáscar da prova, o que faz com que cada grupo tenha três selecções, a organização refez o sistema das eliminatórias, sendo que os terceiros lugares dos dois grupos vão defrontar-se esta sexta-feira, mesmo dia em que decorrem as meias-finais.

No sábado, será dia de descanso para os finalistas e os que vão disputar o terceiro lugar, enquanto os terceiros regressam à casa. O jogo de atribuição do terceiro e a final está marcado para domingo.

O D’Agosto, campeão angolano em título e vencedor da Taça de Angola, e Inter Clube, vice-campeão africano e angolano, serão adversários do Ferroviário de Maputo na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, prova a realizar-se em Dezembro próximo, em datas e país ainda por indicar.

Os dois clubes angolanos, curiosamente, beneficiaram-se de apuramento directo uma vez que nenhum representante da zona VI (Moçambique, ESwatini, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana) se fez a Luanda, local que devia acolher de 14 a 20 de Novembro as eliminatórias da zona VI.

O Costa do Sol, representante moçambicano na prova regional, desistiu da mesma alegando custos elevados da transferência da prova de Joanesburgo para Luanda. As “canarinhas” reclamaram o facto de a FIBA-Africa ter comunicado esta decisão em cima do joelho.

Estranhamente, o Costa do Sol investiu bastante este ano na contratação de jogadoras de nomeada: Ingvild Mucauro, Vilma Covane, Eleutéria Lhavanguane que se juntam a um leque de atletas de selecção nacional: Elizabeth Pereira, Nilza Chiziane, Shelsea Rafael, Deonilde Cuamba.

O Inter e D’Agosto são clubes que disputaram a final diante do Ferroviário.

O clube adstrito a “polícia” de Angola, Inter, perdeu nas finais de 2018 e 2019 com a formação moçambicana. No entanto, derrotou as “locomotivas” na final de 2016, em Maputo.

Já o D’Agosto venceu o Ferroviário de Maputo nas finais de 2006, no Gabão, e 2017, em Angola.

Serve de referência dizer que o Inter é o clube com mais títulos conquistados: 5. O D’ Agosto já conquistou quatro campeonatos africanos de clubes.

Na terceira e última fase do apuramento africano ao Mundial do Qatar vão sair os cinco apurados que vão representar o continente na maior prova mundial de futebol.

Está concluída a fase de grupos do apuramento africano para o Mundial-2022, com os vencedores dos 10 grupos da segunda fase encontrados, após disputa da última jornada. Essas 10 selecções seguem agora para o play-off, que terá lugar em Março próximo em duas mãos, onde sairão os cinco representantes do continente africano.

Assim, para a terceira e última fase do apuramento africano seguem os seguintes vencedores dos grupos: Argélia (grupo A, com 14 pontos), Tunísia (B, 13 pontos), Nigéria (C, 13), Camarões (D, 15), Mali (E, 16), Egipto (F, 14), Gana (G, 13), Senegal (H, 16), Marrocos (I, 18) e República Democrática do Congo (J, 11 pontos).

Os Camarões, treinados pelo português António Conceição, e a Tunísia foram as últimas selecções a garantirem as duas últimas vagas para a terceira e última fase da qualificação africana para o Mundial-2022 de futebol.

O conjunto de António Conceição partia para a última jornada no segundo lugar do Grupo D, o mesmo dos Mambas, a um ponto da Costa do Marfim, equipa que os Camarões derrotaram por 1-0, para seguir em frente.

No Grupo B, a Tunísia terminou na liderança, com 13 pontos, mais dois do que a Guiné, depois de vencer em casa a Zâmbia, por 3-1.

O Marrocos foi a única selecção invicta nesta fase de apuramento, tendo vencido todos os jogos disputados, tanto em casa como fora de portas.

O sorteio para a fase do play-off ainda não tem data marcada.


CABO VERDE EMPATA COM NIGÉRIA E FALHA APURAMENTO PARA O PLAY-OFF

No último jogo da fase de grupos disputado em Lagos, só a vitória interessava a Cabo Verde para garantir o apuramento para o play-off de acesso ao Mundial Qatar-2022, já que tinha 10 pontos, enquanto o adversário tinha 12.

Mas foi a Nigéria a marcar primeiro, logo no primeiro minuto de jogo, por intermédio de Victor Osimhen, avançado dos italianos do Nápoles, que finalizou da melhor forma um mau alívio da defesa cabo-verdiana na sequência de um pontapé de canto.

Mas cinco minutos depois, os Tubarões Azuis empataram a partida, também na sequência de um pontapé de canto, por Stopira, que foi o autor do golo da vitória de Cabo Verde por 2–1 no sábado frente à República Centro Africana.

Depois dos golos, apenas a Nigéria criou lances de perigo na primeira parte, e num segundo tempo mais equilibrado, ninguém conseguiu marcar, mantendo o resultado final em 1-1.

Os primeiros classificados dos 10 grupos africanos vão disputar um play-off em Março e os vencedores dos cinco jogos vão representar o continente no Mundial, que se realiza entre Novembro e Dezembro de 2022.

 

ÁFRICA DO SUL CONTESTA DERROTA CONTRA GANA EM ELIMINATÓRIAS DO MUNDIAL DE 2022

A Federação Sul-Africana de Futebol (SAFA, sigla em inglês) confirmou que introduziu uma queixa oficial junto da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e da Confederação Africana de Futebol (CAF) contra a equipa de arbitragem do jogo de Domingo passado contra o Gana, que os Bafana Bafana perderam por 0-1, resultado que qualificou o Gana para a terceira e última fase de qualificação.

O controverso golo decisivo foi marcado na cobrança de uma grande penalidade depois de o defesa sul-africano Rushine De Reuck ter sido julgado culpado de uma falta contra Daniel Amartey, mas as imagens mostram que não houve um contacto irregular.

Porém o árbitro senegalês, Maguette Ndiaye, apitou o penálti contra a selecção da África do Sul.

O director-geral da SAFA, Tebogo Motlanthe, declarou que o caso deve ser examinado de perto pela FIFA e pela CAF.

A África do Sul não consegue qualificar-se para um Mundial desde 2002, quando disputou a prova que decorreu na Coreia do Sul e no Japão.

 

CAF ENCERRA MAIOR ESTÁDIO DE FUTEBOL EM ANGOLA

A Confederação Africana de Futebol (CAF) ordenou o encerramento do Estádio 11 de Novembro, em Luanda, a maior infraestrutura desportiva de Angola, devido à sua degradação por falta de manutenção.

Segundo a agência angolana de notícias (ANGOP), o Estádio inaugurado, em  Dezembro de 2009, para albergar o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2010, está encerrado desde sábado, 13, para obras.

O último jogo realizado no recinto com a autorização da CAF foi entre as selecções de futebol de Angola e do Egito, a 12 de  Novembro deste ano, para a quinta jornada do Grupo F de qualificação ao Mundial de 2022, no Qatar.

Antes dessa partida, que terminou empatada por 2-2, a CAF tinha orientado o cancelamento dos jogos do campeonato nacional (Girabola), após a partida de 27 de outubro, entre o Petro de Luanda e o GD da Lunda-Sul para a quarta jornada.

A infraestrutura deverá reabrir depois da conclusão das obras e do cumprimento das orientações do órgão reitor do futebol continental.

Trata-se do terceiro estádio encerrado, no país, até agora, por decisão da CAF, depois dos da Tundavala, na província da Huíla (sul), e de Ombaka, em Benguela (centro-litoral), pelas mesmas razões.

Durante o CAN-2010, os três imponentes espaços multiusos chegaram a ser  “cartão-de-visita até para a comunidade internacional”, lembra a mesma fonte.

Mas a CAF considera-os hoje inaptos para a prática do futebol, devido a uma “degradação progressiva por falta de manutenção”, tarefa inicialmente a cargo da empresa chinesa Shanghai Urban Construction Group Corporation (SUCGC).

O 11 de Novembro, um estádio multiuso com capacidade para cerca de 50 mil espectadores, é o mais afectado com fissuras nos pilares de sustentação e outras situações a nível das bancadas, dos elevadores, dos balneários, dos placards eletrónicos e da relva.

O seu nome homenageia a data da Independência nacional, em 1975, e a sua construção durou 18 meses e custou 227 milhões de dólares americanos.

Outra falha identificada na obra é a colocação de uma pista que não serve o atletismo, pois, a sua qualidade é considerada “tão duvidosa” que nunca albergou uma única prova, pelo risco de provocar lesões aos utentes.

Nos outros dois estádios, também com os mesmos problemas estruturais, este elemento fundamental para a prática e desenvolvimento da modalidade nunca foi colocado, apesar de fazer parte do plano inicial.

O Estádio Nacional da Tundavala, com capacidade para 20 a 25 mil espectadores, custou 69 milhões de dólares americanos, numa obra realizada em nove meses e inaugurada, também, em 2009.

Desde então, já foi obrigado a fechar as portas por três vezes, para a recuperação da relva e outras reparações, sendo que o seu último interregno demorou seis anos (2015-2021).

O estádio herdou o nome de um dos maiores destinos turísticos da província, a sétima Maravilha da Fenda da Tundavala, após um concurso público para atribuição de uma designação em que concorreram 112 propostas.

Por seu turno, o Estádio Nacional de Ombaka já foi alvo de obras de requalificação, mas carece de melhorias nas estruturas metálicas do primeiro e segundo piso, para além da recuperação da área de imprensa e da rede eléctrica, entre outros trabalhos.

Orçado em 100 milhões de dólares americanos, o Ombaka, também inaugurado em 2009, pode acolher até 35 mil espectadores.

Está concluída a primeira fase da qualificação europeia para o Mundial-2022. 10 Equipas já garantiram o bilhete para o Catar enquanto outras 12 a lutarem pelas três vagas restantes.

Na noite desta terça-feira, os Países Baixos tornaram-se no mais recente país a garantir um lugar na principal competição de seleções ao baterem a Noruega (2-0), em Roterdão, garantindo o primeiro lugar do Grupo G. No Grupo D, a Ucrânia conseguiu um lugar no play-off com uma ajuda da França, que venceu a Finlândia (2-0).

 

CONFIRA ENTÃO TODAS AS EQUIPAS APURADAS E OS CONJUNTOS QUE VÃO LUTAR PELOS PLAY-OFFS

Apurados diretamente: Sérvia, Espanha, Suíça, França, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, Croácia, Inglaterra e Alemanha.

Seleções no play-off: Portugal, Suécia, Itália, Ucrânia, Gales, Escócia, Turquia, Rússia, Polónia, Macedónia do Norte, Áustria e República Checa (estas últimas via Liga das Nações).

São já 12 as selecções com bilhete garantido para o Mundial do Qatar, a ser disputado entre 21 de Novembro e 18 de Dezembro de 2022, neste que é o primeiro campeonato do mundo da história a realizar-se durante o inverno e no Médio Oriente.

Grande parte do lote de países já apurados são provenientes da Europa: Sérvia, Espanha, Suíça, França, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, Croácia, Inglaterra e Alemanha, Brasil e Qatar (anfitrião).

Portugal foi uma das selecções que não conseguiu esse bilhete e por isso terá de jogar um play-off, em duas partidas com duas seleções diferentes. Conheça os adversários.

Argentina e Países Baixos foram os mais recentes a carimbar o passaporte: Eis as seleções já apuradas para o Qatar

A pouco mais de um ano do arranque do Campeonato do Mundo de 2022, que se vai realizar no Qatar e decorrerá, excepcionalmente, em Novembro/Dezembro desse ano e não em Junho/Julho, como é hábito, o elenco de selecções apuradas começa a ganhar forma.

Terça-feira foi a vez de dois países com grande história na competição selarem o seu apuramento: a Argentina, duas vezes vencedora da prova (1978 e 1986), que vai assim estar pela 13.ª vez consecutiva em fases finais de mundiais, e os Países Baixos, três vezes finalistas vencidos (1974, 1978 e 2010), que assim regressam ao torneio final depois da surpreendente ausência de 2018.

Ao todo, são já 13 as selecções apuradas, pelo que falta ainda conhecer 19 apurados (três países europeus, cinco países africanos, dois ou três países da América do Sul, três ou quatro países da América Central e do Norte, quatro ou cinco países asiáticos e zero ou um países da Oceânia).

 

PASSAPORTE CARIMBADO: AS 13 SELEÇÕES JÁ QUALIFICADAS PARA O MUNDIAL’2022

O Mundial’2022 acontece dentro de um ano e cinco dias e já são 13 as selecções com lugar assegurado no Qatar. Países Baixos e Argentina foram as últimas duas selecções a carimbar o passaporte para a grande competição mundial, mas ainda há muito por decidir.

Feitas as contas, a laranja mecânica e a seleção albiceleste juntam-se a Qatar, Alemanha, Bélgica, Brasil, Croácia, Dinamarca, Espanha, França, Inglaterra, Sérvia e Suíça.

São, assim, 10 selecções europeias, mais duas americanas e o Qatar, país que acolhe a prova e que entra na competição na condição de anfitriã.

Recorde-se que o Mundial’2022 será disputado entre Novembro e Dezembro do próximo ano e que contará com um total de 32 seleções. No entanto, já há alguns craques que não vão marcar presença no Campeonato do Mundo.

 

PLAYOFF ESPERA POR PORTUGAL 

A selecção nacional complicou e perdeu a possibilidade de se qualificar diretamente para o Mundial. Resta, agora, à formação das quinas vencer dois jogos no playoff para marcar presença no Qatar. O sorteio do playoff será realizado no dia 26 de Novembro, em Zurique, e há nomes… fortes.

Além de Portugal, também estão neste playoff as selecções de Itália, Macedónia do Norte, Polónia, Rússia, Escócia, Suécia, Ucrânia, Turquia, País de Gales, Áustria e República Checa.

Era já de se esperar! Moçambique não deixou os seus créditos em mãos alheias e no arranque do torneio regional da Cosafa, que decorre em Durban, África do Sul.

Diante das Comores, selecção técnica e teoricamente mais fraca em relação aos moçambicanos, a vitória começou a ser desenhada ainda nos instantes iniciais, com o primeiro período a terminar com a selecção nacional a vencer por 5-0, com um póquer de Rachide e um auto-golo de Asmane.

A selecção nacional não estava tranquila e queria mais, por isso não tirou o pé do acelerador e depois do descanso voltou ainda mais forte, chegando a fazer o 8-2, a seis minutos do final do jogo. Nelson, Bachir e Manuel aumentaram o marcador para o conjunto moçambicano, enquanto Said e Moussa reduziram para os comorianos.

Só mesmo nos instantes finais é que Madi, das Comores, fixou o resultado final em 8-3, que dá a primeira vitória de Moçambique na competição, prova que chega como candidato a conquista, não fosse o vice-campeão africano e um dos representantes do continente do Mundial da Rússia que teve lugar em Agosto.

O maior destaque desta jornada inaugural de Moçambique foi a indicação de dois jogadores para receberem o prémio de melhor em campo, nomeadamente o goleador Nelson Manuel e o guarda-redes Anivaldo Mavie. Os dois receberam com entusiasmo o prémio.

Moçambique volta a entrar em cena esta quinta-feira, para a segunda jornada da prova, diante da Tanzânia, quando forem 10h00. Moçambique tem um pé e meio nas meias-finais da prova, bastando apenas um empate para confirmar presença no sábado.

Na sexta-feira, o combinado nacional descansa e pelo grupo B jogarão Comores e Tanzânia.

Refira-se que o Grupo A é composto pela anfitriã África do Sul, Angola, Madagáscar e Seychelles.

Nas meias-finais, a serem disputadas no sábado, o primeiro do grupo A joga com o segundo do grupo B, enquanto o primeiro do grupo B mede forças com o segundo do A. A final está agendada para domingo.

A selecção nacional de futebol, Mambas, venceu hoje a sua similar do Malawi (0-1), em jogo da 6ª e última jornada do grupo “D” da zona africana de qualificação ao Mundial Qatar 2022. Com este resultado, os Mambas fecharam a sua participação na prova no 3º lugar com quatro pontos, resultantes de uma vitória e um empate.

À entrada da última ronda da primeira fase de apuramento ao Campeonato do Mundo, a selecção nacional de futebol jogava apenas para cumprir o calendário.

Aliás, e para ser preciso, ficou fora da corrida ao Mundial depois das derrotas diante dos Camarões (3-1, a 8 de Outubro, e 0-1, três dias depois). Era, por isso, uma questão de jogar pela honra na derradeira jornada de qualificação ao Mundial 2022.

A jogar, uma vez mais, em casa “emprestada”, Benin, o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, promoveu algumas alterações em relação ao onze que apostara no confronto com a Costa do Marfim, no qual os Mambas foram goleados (3-0).

Conde apostou em Ernani, Sidique, Zainadine Jr, Edmilson Dove, Reinildo Mandava, Kambala, Shaquile, Dominguez, Witi Quembo, Clésio e Reginaldo. Sairam, portanto, do onze escaldo para partida contra a Costa do Marfim Gildo, Martinho, Genny Catamo e Luís Miquissone. Com o objectivo de fecharem a fase de apuramento com uma vitória, os Mambas assumiram as rédeas do jogo. Tiveram maior domínio territorial e jogaram em posse. Mas, no último reduto do adversário, não conseguiram ter critério. Os malawianos, que igualmente partiram para esta ronda sem possibilidades de seguirem para a fase dos “play-offs”, não fizeram muito para merecer a vitória.

E, na segunda metade, ou seja, aos 51 minutos, na sequência de um mau atraso de Limbikani Mzava e com culpas também para o guarda-redes Ernest Kakhobwe, chegaram à vantagem. Depois, foi só gerir o resultado até ao final da partida. Única vitória dos Mambas na fase de qualificação ao Mundial, primeira vitória na nova era Chiquinho Conde. Os Mambas fecharam a sua participação no grupo “D” na 3ª posição com quatro pontos. Nesta fase, a selecção nacional começou por empatar em casa com a Costa do Marfim (0-0). Depois, na 2ª e 3ª jornada, respectivamente, perderam diante do Malawi (0-1) e Camarões (3-1). Novos desaires, a confirmarem o afastamento dos “play-offs”, vieram diante dos Camarões (0-1) e Costa do Marfim (3-0).

O histórico, emblemático e clube mais titulado do basquetebol moçambicano está vivo. E recomenda-se! Salve as devidas e, porquê não dizê-lo (?), gritantes diferenças, o Maxaquene dá sinais de vida e futuro risonho com paciência e investimento na juventude, tal como em tempos de ouro de Khaimane de Deus (ai, “granda” jogador), Felisberto “Beto” Macuácua, Domingos “Tcheize” Monjane, Victor “Tototi” Tamele. E malta Gerson “Gone”Novela, Fernando “Nandinho” Manjate, Sílvio “Nelinho” Letela, o “homem-bomba”, entre outros craques!

Após um período negro, nos últimos anos, com a razia sofrida (e, consequentemente, abalada dos melhores jogadores para clubes mais competitivo) e crise financeira sem precedentes que ditaram o bater no fundo, o Maxaquene está a fazer uma campanha irrepreensível no Campeonato da Cidade. E, feitas as contas, o conjunto comandado por Hermínio Changule fecharam a primeira volta com na primeira posição com 15 pontos, resultantes de 7 vitórias e uma derrota. E está bem posicionado para ocupar uma das duas vagas de acesso à “poule” de apuramento à edição 2021 da Liga Moçambicana de Basquetebol.

Paredes-meias com a “catedral” do basquetebol moçambicano, o pavilhão do Desportivo Maputo foi o recinto que testemunhou a única derrota dos “tricolores” nesta fase regular da maior prova do calendário de basquetebol da capital, precisamente, diante do rival de tempos outros, Desportivo Maputo. 51-48 Foi o resultado registado neste duelo. Em dia de feriado na crítica capital do país, com Maputo a assinalar 134 anos de elevação à categoria de cidade, o Maxaquene batia a renovada Universidade Pedagógica, já apurada para a Liga Moçambicana de Basquetebol por 73-46.

48 Horas depois, ou melhor, na sexta-feira, fez mais uma vítima: Atlético. Os “tricolores” venceram a partida por 68-45, controlando praticamente todos os quartos da mesma. Dupla jornada, dupla vitória. Mas havia mais uma por contabilizar: 82-67, sábado, diante do Ferroviário de Maputo B.

Reforçadíssimo, mas ainda longe do trilho dos grandes resultados e exibições regulares, o Costa do Sol, segundo classificado com 14 pontos, começou por perder por sete pontos na passada quarta-feira diante do Ferroviário de Maputo: 68-62.

Veio, na sexta-feira, a redenção com uma vitória por dez pontos sobre A Politécnica, campeã da cidade em título, por 62-52.

 

Miguel Guambe tem matéria-prima, certo, mas tem que acertar a linha na agulha! E não ficar numa situação de muita uva, pouca parra.

Os “politécnicos” vestiram a “toga” e, dia seguinte, deram aulas ao Aeroporto a quem venceram por 76-57, num duelo em que condicionaram bastante o seu adversário. Destaque ainda para o Ferroviário de Maputo “A”, vice-campeão da cidade, que parece ter dado um safanão na “crise de resultados”.

Pressionadíssimo, o conjunto de MiIagre “Mila” Macome arrancou, na quarta-feira, uma vitória sobre o Costa do Sol (68-62) vingando-se, desta forma, da derrota sofrida na final do Torneio Nutrição. Já na sexta-feira, nova vitória desta feita diante do Desportivo Maputo de Horácio Joaquim Martins, por 95-49. A fechar em beleza a ronda do fim-de-semana, o Ferroviário de Maputo não teve dificuldades para superiorizar-se diante da Universidade Pedagógica, de Lourenço Buque, por 74-39.

 

COSTA DO SOL DOMINADOR

Venceu o Torneio Nutrição (bateu o Ferroviário de Maputo, por 62-53), quarta-feira última, e está praticamente com as contas fechadas na 1ª volta do Campeonato da Cidade em seniores femininos. O Costa do Sol, que igualmente reforçou o seu plantel com atletas de peso, mas, incompreensivelmente, somente vai duelar ao nível interno (falhou a Taça dos Clubes Campeões Africanos), está na segunda posição com 12 pontos, menos um que o Ferroviário de Maputo “A”, mas com um jogo ainda por realizar. Se tivermos em conta a qualidade de um plantel que tem a melhor jogadora da Taça dos Clubes Campeões de África (Ingvild Mucauro) e outras de selecção nacional, o CDS irá certamente vencer na última ronda e fechar a 1ª volta em primeiro lugar com 14 pontos. Isto, diga-se, mesmo respeitando o princípio de que não há vencedores antecipados!

As campeãs em título, Ferroviário de Maputo “A”, estiveram muito perto de atingir a “chapa 100” no confronto com o satélite “B”, tendo vencido por 91-43 no passado sábado. Sem ser colocado em causa, até tem uma estrutura mais equilibrada, o conjunto de Nasir “Nelito” Salé

Na véspera, na dupla jornada do CC, o Ferroviário de Maputo “B” alcançara a primeira vitória no Campeonato da Cidade batendo o Desportivo por 15-59.

Nesta ronda, a A Politécnica derrotou a estreante Lázio, por 53-31, enquanto o duelo Maxaquene vs Desportivo foi adiado.

 

QUADRO DE RESULTADOS:

Seniores Femininos

Ferroviário B 50 Lázio 42

Taça a Nutrição

Costa do Sol 62 Ferroviário A 53

Sexta-feira, 12 de Novembro

Desportivo 15 Ferroviário B 59

Sábado, 13 de Novembro

A Politécnica 53 Lázio 31

Maxaquene vs Desportivo (jogo adiado)

Ferroviário A 91 Ferroviário B 43

 

Seniores Masculinos

Quarta-feira, 10 de Novembro

Ferroviário A 68 Costa do Sol 62

Maxaquene 73 UP 46

Sexta-feira, 12 de Novembro

A Politécnica 52 Costa do Sol 62

Desportivo 49 Ferroviário A 95

Maxaquene 68 Atlético 45

Sábado, 13 de Novembro

A Politécnica 76 Aeroporto 57

Desportivo 75 Atlético 53

Maxaquene 82 Ferroviário B 67

Ferroviário A 74 UP 39

Aeroporto 47 Ferroviário B 59

É uma boa nova para o desporto moçambicano, no geral, e futebol, em particular. Moçambique abriu novas frentes de formação de treinadores, após ter recebido “luz verde” da Confederação Africana de Futebol (CAF) para orientar cursos de nível “A” e “B” do órgão que tutela a modalidade rei no continente africano.

Esta aprovação tem como base o preenchimento, por parte da Federação Moçambicana de Futebol, de todos os requisitos exigidos pela Confederação Africana de Futebol, ou seja, cumprimento de todas as condições de adesão à nova Convenção da CAF (CAF Coaching Convention).

Seis anos depois, refira-se, Moçambique volta a ministrar cursos do nível A e B, uma vez que antes o país podia apenas orientar acções dos níveis “D” e “C”.

Para que Moçambique passasse a ter esta licença, em muito contou o trabalho desenvolvido pelo Departamento Técnico da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) que apresentou à Confederação Africana de Futebol (CAF) os passos reais dados para organizar também os cursos de treinadores para os níveis “B” e “A” CAF.

A Confederação Africana de Futebol deverá enviar, nos próximos tempos, ao país dois especialistas, ou melhor, instrutores, para se inteirarem das condições técnicas e administrativas de que Moçambique dispõe.

Lembre-se que, para ministrar cursos do nível A e B, são fundamentais a assinatura do requerimento à convenção, o envio dos documentos exigidos, nos oito critérios da Convenção, a solicitação de curso de nível mais alto e organização do curso após aprovação CAF.

O sítio da Federação Moçambicana de Futebol explica que a avaliação da CAF ao dossier submetido pela FMF incidiu sobre o cumprimento dos critérios e princípios mencionados na convenção quanto ao número de horas, os conteúdos teóricos e práticos, o perfil dos formadores e participantes e a metodologia de ensino baseada na interactividade e ensino em condições reais de trabalho.

Moçambique, escreve a plataforma digital, junta-se, assim, a países como a Tunísia, Marrocos e Argélia que já aderiram à nova convenção de treinadores da CAF.

Recentemente, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) promoveu um curso de treinadores CAF nível “D”, acção de formação que contou com a participação de 34 participantes.

Havido na sede social da Federação Moçambicana de Futebol, este curso envolveu antigos praticantes de futebol e professores de educação física, dos quais duas mulheres, oriundos da província e da cidade de Maputo.

Realce para os antigos jogadores da selecção nacional de futebol, Mambas, quais Muandro,  Carlos “Carlitos” Chimomole, Gabriel “Gabito” Mucavele, Wisky, Nelinho, Leonel Pindula, entre outros.

O curso teve como instrutores Saidate Moveia, da FMF, e Hilário Manjate, secretário técnico da Associação de Futebol da Província de Maputo. Dário Monteiro, seleccionador nacional de futebol sub-20 e antigo jogador dos Mambas, e Abineiro Ussaca, seleccionador nacional de futebol de praia, foram outros intervenientes neste curso na qualidade de palestrantes.

A selecção nacional de futebol defronta amanhã, quando forem 15h00 de Maputo, o Malawi, em partida da última jornada do grupo D de qualificação ao Mundial 2022, numa partida em que somente a honra conta. Os Mambas procuram não terminar em último lugar no grupo e precisam vencer os malawianos para alcançar seu objectivo.

Será no Stade d’Almitié, em Cotonou, Benim, como anfitriões, que os Mambas vão receber o Malawi para a derradeira partida da fase de grupos de apuramento ao Mundial do Qatar. Não se joga pela qualificação à terceira e última fase da zona africana, mas pela honra, pelo menos para não terminar na última posição do grupo.

Com apenas um ponto, há esta possibilidade de não terminar na cauda, bastando para tal vencer os malawianos na partida desta tarde, para passar a somar quatro pontos, contra os três do seu adversário.

Em termos anímicos os Mambas estão melhores, tendo em conta os últimos acontecimentos, nomeadamente a chegada da nova equipa técnica e a integração de jogadores preponderantes, algo que não existia em Setembro, quando defrontaram este mesmo adversário, com o qual perderam à tangente, na África do Sul, também casa emprestada dos malawianos.

Chiquinho Conde está ciente da responsabilidade deste jogo e assume que é imperioso vencer, como forma de responder aos anseios dos moçambicanos, depois de não ter conseguido um bom resultado diante da Costa do Marfim.

“Temos que saber que o Malawi também tem legitimidade de querer terminar em terceiro”, disse Chiquinho Conde no final do jogo com os “Elefantes”, a justificar o facto de se pensar que será uma vitória assegurada diante do Malawi.

Outrossim, segundo Chiquinho Conde, “Malawi é outra equipa, com outra forma de jogar”. Ainda assim, o seleccionador nacional diz reconhecer que a nível individual os Mambas tem melhores jogadores que os Flames, mas “a equipa deles está melhor estruturada”, até porque não mudaram a equipa técnica e os Mambas trocaram recentemente.

Apesar do pouco tempo de trabalho, estar a implementar novas ideias de jogo, nova dinâmica de jogar e perceber o jogo, há algo que tranquiliza Chiquinho Conde e que espera que assim seja na partida desta terça-feira: “que os jogadores não tenham medo de errar, que joguem com prazer e determinação, porque assim as coisas vão funcionar”.

 

MOTIVAÇÃO DE 1997 DEVE CONTAR ESTA TARDE

No confronto directo com o Malawi, o equilíbrio tem sido a nota dominante, olhando para os resultados entre ambos. Moçambique venceu por 11 ocasiões, perdeu 10 jogos e ainda há registo de nove empates.

Das 11 vitórias alcançadas pelos Mambas diante dos Flames a maior delas foi em 1997, no Estádio da Machava, quando venceu por duas bolas a uma e garantiu a qualificação ao CAN de 1998, na Burquina Faso. Os malawianos estavam a vencer desde à entrada da segunda parte, antes de Adelino empatar a quatro minutos do final. Malawi precisava de um empate para se qualificar, mas Tico-Tico, aos 91 minutos, revirou o resultado e colocou os Mambas na fase final do CAN.

Mas mais do que essa vitória memorável, nos últimos cinco jogos entre as duas selecções, os Mambas venceram três, empataram um e perderam um, o último deles, em Setembro deste ano.

Há que frisar que a maior parte dos jogos entre Moçambique e Malawi foram amigáveis e do torneio regional da Cosafa.

 

“ONZE” DOS MAMBAS PODE SOFRER ALTERAÇÕES

No que à equipa principal diz respeito e em função do adversário desta tarde, Chiquinho Conde pode promover alterações, tendo em conta a acção ofensiva que vai querer adoptar.

Se diante da Costa do Marfim era preciso povoar o sector defensivo para travar o pendor ofensivo do adversário, por isso ter utilizado um sistema de 4-2-3-1, com dois médios defensivos, desta vez Conde pode usar o sistema tradicional de 4-4-2 ou mesmo o 3-4-3.

Ernan pode continuar a merecer a confiança do seleccionador, mas com possibilidades de entrar Ivan de início.

No sector defensivo, Zainadine poderá formar dupla com Martinho e na esquerda Edmilson, sendo Sidique ou Fidel na direita. Reinildo poderá subir para o meio campo na esquerda, deixando Kambala como único homem do centro do campo, enquanto Domingues seria o municiador e Witi na direita.

O ataque poderá estar entregue a dois Mambas, sendo Clésio e Luís Miquissone elegíveis, mas podendo ser ainda um dos dois acompanhados de Telinho ou Reginaldo.

O facto é que a equipa técnica dos Mambas conta com todos jogadores disponíveis para o embate desta tarde, onde a vitória é a palavra de ordem.

Ainda hoje, para o mesmo grupo dos Mambas, mas quando forem 21h00 de Maputo, os Camarões recebem a Costa do Marfim para a decisão de qual delas se apura para a última fase, de play-off, de qualificação ao Mundial do Qatar, em Novembro e Dezembro de 2022.

Ao nível do continente africano, já são conhecidas seis das 10 equipas que vão disputar o play-off de acesso à fase final do Mundial do Qatar, depois da disputa da última jornada de alguns grupos. Faltam apenas quatro selecções garantirem a passagem.

Gana, República Democrática do Congo, Senegal, Mali, Egipto e Marrocos são as selecções que asseguraram a presença na terceira e última fase de qualificação ao campeonato do mundo do Qatar. Estas selecções venceram os respectivos grupos e estão na luta pelas cinco vagas reservadas à África na fase final do Mundial de futebol do próximo ano.

Para já, faltam quatro vagas serem preenchidas, com os jogos todos marcados para esta terça-feira. Um dos jogos decisivos é do grupo de Moçambique, no qual Camarões e Costa do Marfim, separadas por apenas um ponto a maior para os “Elefantes” (13 contra 12), jogam entre si para se encontrar o vencedor do grupo.

No grupo “A”, Argélia, com 13 pontos, e Burquina Fasso, com 11, também disputam a vaga do grupo para a terceira fase. O mesmo sucede no grupo “C”, no qual a Nigéria (12 pontos) recebe Cabo Verde (10) para a decisão final.

O último grupo, que ainda quer apurar o seu vencedor é o “B”, no qual Tunísia e Guiné Equatorial somam 10 pontos cada. Os tunisianos têm a tarefa mais complicada quando defrontarem a Zâmbia, terceiro com sete pontos e já sem hipóteses de qualificação, enquanto os equatorianos se deslocam a Nouackchott, onde medem forças com a Mauritânia, último classificado com apenas um ponto.

Caso as duas selecções (Tunísia e Guiné Equatorial) vençam os seus jogos, os magrebinos qualificam-se à última fase, uma vez que, no confronto directo, venceram em casa por 3-0 e perderam fora por 0-1, para além de que têm mais golos marcados do que os equatorianos.

 

GANA SEGUE NA CORRIDA À FASE FINAL AO VENCER ÁFRICA DO SUL

O Gana assegurou a presença na terceira fase da qualificação africana para o campeonato do mundo de futebol de 2022, ao vencer na recepção à África do Sul, por 1-0, na “final” do grupo “G”.

Andre Ayew, aos 31 minutos, na conversão de uma grande penalidade, marcou o golo do triunfo ganês, que afastou os sul-africanos da fase final do Mundial, que será disputado no Qatar.

O Gana garantiu o primeiro lugar, com os mesmos 13 pontos de África do Sul, tendo vantagem na diferença de golos (7-3 contra 6-2).

No outro jogo do grupo, a Etiópia assegurou o terceiro lugar, com cinco pontos, ao empatar 1-1 na visita ao Zimbabwe, quarto, com dois.

A República Democrática do Congo, por seu turno, impôs-se ao Benim por 2-0, conquistando o grupo “J”, e juntou-se no play-off a Mali e Senegal, que já tinham assegurado as vitórias nos agrupamentos “E” e “H” e bateram o Uganda por 1-0 e o Congo por 2-0, respectivamente.

O Egipto, comandado por Carlos Queiroz, e Marrocos já tinham assegurado a presença no play-off. Os 10 vencedores dos grupos vão disputar as cinco vagas continentais para o Mundial-2022, a disputar no Qatar, no play-off, a duas mãos, em Março de 2022.

 

ESPANHA VENCE SUÉCIA E GARANTE APURAMENTO PARA O MUNDIAL-2022

A Espanha assegurou a sua 16.ª presença em campeonatos do mundo de futebol, a 11.ª consecutiva, ao vencer por 1-0, na recepção, a Suécia, na oitava e última jornada do grupo “B” de qualificação europeia.

A selecção espanhola assegurou a vitória no agrupamento, ao somar 19 pontos, mais quatro do que os suecos, que foram relegados para o play-off.

Campeã do mundo em 2010, na África do Sul, a Espanha conta com 15 presenças em fases finais do Mundial, sem falhar nenhuma edição desde 1978. Em 2018, não foi além dos oitavos-de-final, fase em que foi eliminada pela Rússia, no desempate através de grandes penalidades.

A Espanha juntou-se ao anfitrião Qatar, ao sul-americano Brasil e às europeias Alemanha, Dinamarca, Bélgica, França, Croácia e Sérvia, como já qualificadas para o Mundial, que será disputado entre 21 de Novembro e 18 de Dezembro de 2022.

 

PORTUGAL PERDE DIANTE DA SÉRVIA E VAI AO PLAY-OFF

A selecção portuguesa de futebol será cabeça-de-série no sorteio do play-offs europeu de apuramento para o Mundial-2022, depois de ter fechado o grupo “A” no segundo lugar, após derrota caseira diante da Sérvia (1-2).

Com os 17 pontos somados, o conjunto das “quinas” já sabe que vai partilhar esse estatuto com a Rússia, segunda classificada do grupo “H”, com 22 pontos – 16 nas contas dos segundos colocados, que não incluem os resultados com os sextos.

Além de Portugal e da Rússia, já há mais seis selecções garantidas no play-off, sendo que duas delas já estão certas na “rota” lusa, mais precisamente a Áustria, qualificada via Liga das Nações, e a Macedónia do Norte, segunda do grupo “J”.

Estas duas formações estão certas no Pote 2, enquanto a República Checa e País de Gales, uma pelo segundo posto do grupo “E” e a outra via Liga das Nações, Escócia, segunda do grupo “F”, e Suécia, segunda do grupo “B”, tanto podem cair nos potes 1 como no 2.

No sorteio do play-off, marcado para 26 de Novembro, as selecções serão divididas em três “caminhos”, e em cada qual serão jogadas meias-finais e final, com o vencedor de cada um a qualificar-se para a fase final – três, de 12 selecções.

Nas meias-finais, em 24 e 25 de Março de 2022, os cabeças-de-séries vão jogar em casa, numa eliminatória a um só jogo e, nas finais, também em jogo único, em 28 e 29 de Março, o anfitrião será sorteado.

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