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O País – A verdade como notícia

O Interclube perdeu, ontem, por 0-2, em Abidjan, diante do Asec Mimosa, em jogo da primeira mão da última eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Os golos foram apontados na segunda parte, por Karim Konaté, aos 48 e 90 minutos. A jogar em casa, a equipa do Asec Mimosa entrou para o desafio com intenção de marcar nos primeiros 15 minutos e transmitir tranquilidade ao plantel. Porém, os polícias com uma defesa bem organizada conseguiram anular as investidas do adversário.

Com um meio campo pouco produtivo, os comandados de Beto Bianchi limitavam-se a defender para manter o nulo.

Na  segunda parte o Asec Mimosa entrou com a mesma disposição, ou seja, remeter o opositor a acções defensivas. Fruto dessa postura surgiu o primeiro golo por intermédio de Karim Konaté.

Galvanizados, os marfinenses partiram para cima do adversário e não deram hipóteses ao Inter que se revelou uma equipa sem argumentos para contrapor a avalanche ofensiva dos anfitriões. Sem grandes argumentos, os polícias pouco ou quase nada faziam para contrariar o ataque da equipa da casa, e foi assim que ao minuto 90´ Karim Konaté bisou na partida.

A formação do Rocha Pinto chegou à última eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF, face à desistência da equipa do CFFA do Madagáscar.

Na primeira eliminatória, os polícias venceram o Mafunzo SC da Tanzânia, por 1-0, fora de casa, e na segunda mão, no Estádio 22 de Junho, ganharam por 3-0, terminando com o agregado de 4-0.

Com a  derrota ontem, o Inter é obrigado a vencer o Asec Mimosa, em Luanda, no próximo dia 6, em desafio marcado para o Estádio 22 de Junho.

A Associação Black Bulls, campeã nacional de futebol da temporada 2021, pretende receber em sua casa os jogos da Liga dos Campeões, edição 2022/23. Para o efeito, pretende concluir o quanto antes a construção do campo principal do Complexo Desportivo de Tchumene, para que possa ser aprovado pela Confederação Africana de Futebol para jogos internacionais, depois de cumpridos todos os requisitos.

A intenção foi apresentada pelo respectivo presidente da colectividade, Junaid Lalgy, em entrevista ao semanário Desafio, tendo frisado que o campo principal terá a capacidade exigida para que seja aprovado para jogos sob égide da CAF.

“Em termos de infraestruturas, sabemos que é necessário que o campo tenha um mínimo de 8000 lugares. No nosso campo principal, que é aquele que queremos usar na ‘Champions’, vai ser construída uma bancada oposta à central. Depois disso, acreditamos que já podemos preencher este requisito. Contando que agora vamos para um período de festas, acredito que até Março podemos ter a bancada erguida e ter 8000 lugares”, garantiu Junaid Lalgy ao Desafio.

Relativamente à sua participação nas competições africanas, Lalgy disse que a sua direcção já está em contacto com a Federação Moçambicana de Futebol para ter mais informações sobre a participação da sua equipa na liga milionária Africana. “Queremos saber quando é que começaremos a jogar, tendo em conta o “ranking” do nosso país. Quantas eliminatórias devemos fazer”, disse Lalgy.

O presidente dos “touros” não quer somente fazer uma estreia na Liga dos campeões, mas acima de tudo, garantir uma boa participação, que poderá passar por disputa de um lugar na fase de grupos. Por isso estão sendo envidados esforços para reforçar a equipa de modo a ter uma boa prestação na frente continental.

“Desde Junho estamos atentos a possíveis reforços. Posso garantir que alguns já assinaram, sendo que na sua maioria são moçambicanos. A contratação de estrangeiros dependerá de alguns dos nossos actuais. Temos manifestação de interesse de alguns dos nossos jogadores, principalmente de Ejaita e Melque, mas ninguém sairá a título de empréstimo ou experiência. Ainda que menor, qualquer saída de um jogador deve representar um encaixe financeiro para o clube. Se não saírem agora, na ‘Champions’ estaremos numa montra maior e a sua saída será uma questão de tempo”, concluiu Junaid Lalgy.

A Black Bulls conquistou o Moçambola 2021 no ano de estreia no principal campeonato nacional de futebol e pretende a mesma experiência nas competições africanas.

O Clube Barracudas de Maputo é o vencedor absoluto do Campeonato da Cidade de Maputo em Natação, com um total de 2,453 pontos, numa prova que contou com a participação de quatro equipas. Tubarões e Golfinhos ficaram nas posições que fecham o pódio, enquanto o Ferroviário foi o último.

Para muitos um ilustre desconhecido. A verdade, porém, é que o Clube Barracudas de Maputo já estava a escrever a sua história. De um simples “outsider”, provou o contrário na Piscina Raimundo Franice, vencendo a competição da capital do país.

Na classificação em femininos, o Clube Barracudas terminou com 1.157.50 pontos, seguido do Clube dos Desportos Tubarões de Maputo, com 798.50 pontos e o Clube de Natação Golfinhos de Maputo, com 236 pontos, a fechar o pódio. As meninas do Ferroviário de Maputo terminaram em quarto e último lugar.

Já em masculinos, o novo clube de natação não conseguiu superar a grandeza do Clube Tubarões, que levaram o troféu, com 1.344.50 pontos. O Barracudas terminou em segundo com 1.199.50 pontos, fechando o pódio os Golfinhos de Maputo, com 306 pontos. Neste escalão, os “locomotivas” da capital terminaram fora do pódio, com apenas 25 pontos.

Estes resultados de ambos sexos deram uma vitória segura do Barracudas, na classificação geral, com 2.453 pontos, mais 228 pontos em relação aos Tubarões de Maputo, que ficaram na segunda posição, com 2.225 pontos. Os Golfinhos de Maputo terminaram em terceiro, com 566 pontos, enquanto o Ferroviário de Maputo confirmou a perda da hegemonia nesta modalidade, ao somar apenas 34 pontos e fora do pódio.

Os vencedores destacaram o trabalho que vêm realizando ao longo deste tempo em que se firmaram como clube, bem como o esforço feito pelos nadadores para que o objetivo do resultado chegasse.

Vale lembrar que esta prova decorre ainda no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19 e, por isso mesmo, muitos clubes não tenham participado, pelo facto de não estarem ainda a trabalhar.

 

BATIDOS 22 RECORDES NACIONAIS E DA CIDADE

A competição da Cidade de Maputo, que decorreu de 19 a 28 de Novembro corrente, teve 20 recordes batidos, entre nacionais e da cidade, com destaque para Matthew Lawrence, que sozinho bateu cinco recordes.

Cleyton Munguambe também esteve em evidência ao bater quatro recordes nacionais e da cidade, enquanto Justino Pale bateu três recordes, sendo um nacional e dois da cidade.

Hugo Bardas, Abdul dos Santos e Ahllan Bique bateram um recorda nacional cada um deles, perfazendo 15 recordes individuais batidos.

No que às provas colectivas diz respeito, sete recordes caíram, entre nacionais e da cidade. Na estafeta infantil, os Tubarões bateram quatro recordes nacionais e da cidade, sendo que na estafeta sénior o mesmo clube bateu dois recordes nacionais.

O Barracudas de Maputo bateu o recorde de estafeta júnior.

A competição serviu também para a preparação do nacional, que terá lugar no próximo mês. Serviu ainda de preparação para os atletas que no próximo mês irão participar numa competição internacional, na vizinha África do Sul.

A intenção foi apresentada pela delegação moçambicana da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) que se encontra no Cairo, Egipto, onde participou, sexta-feira passada, na Assembleia-Geral extraordinária da Confederação Africana de Futebol. A delegação tem estado a manter encontros que visam o desenvolvimento do futebol moçambicano.

Moçambique poderá acolher o Campeonato Africano das Nações de Futsal, em 2024, segundo pretensão apresentada este domingo por Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, durante um encontro com membros do Departamento de Competições da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Segundo escreve a FMF no seu sítio de internet, Moçambique quer aproveitar a abertura do processo de submissão de candidatura prevista para os próximos meses para concorrer e ser a sede do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Salão (Futsal), tendo recebido uma resposta positiva da parte do Departamento de Competições.

Aliás, o interesse de Moçambique para acolher o CAN de Futsal-2024 foi acolhido pela CAF tendo em conta o desafio e prestígio para o país bem como da projecção do futsal moçambicano ao nível continental, escreve a FMF.

Para além desta intenção apresentada junto dos peritos do organismo que gere o futebol africano, a Federação Moçambicana de Futebol apresentou os passos que estão a ser dados na organização do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, previsto para o próximo ano na vila turística de Vilankulo.

Sobre esta matéria em específico, ficou na agenda a realização de uma visita de inspecção por oficiais da CAF a Moçambique em finais de Fevereiro de 2022, para acompanhar de perto os trabalhos da construção da Arena de Vilankulo, bem como as restantes condições exigidas para a realização da prova.

 

OUTRAS MATÉRIAS ESTIVERAM NA MESA DA CAF

Para além do CAN de Futsal e do CAN de Futebol de Praia, as partes falaram ainda sobre o projecto do Campeonato Pan Africano de Futebol Escolar da CAF, e ficou acordado que Moçambique será um dos países que irá implementar o projecto já em 2022 na sua fase nacional, com envolvimento de escolas públicas e privadas nos escalões de sub-16, em ambos os sexos. A escola vencedora irá representar Moçambique ao nível internacional.

Já com o Departamento de Desenvolvimento da CAF, a delegação da FMF falou da organização dos próximos cursos de treinadores em Moçambique, tendo ficado definidos os passos subsequentes para a organização de cursos de nível “A”, “B” e “C”, bem como cursos de reciclagem de nível “A” nos próximos meses.

Com o Departamento de Licenciamento de Clubes da CAF, abordou-se o estado de implementação do sistema de Licenciamento de Clubes nas competições nacionais em Moçambique. A CAF reiterou a obrigatoriedade de implementação do sistema no Campeonato Nacional da I Divisão, o Moçambola, sublinhando que em caso de incumprimento, as federações nacionais poderão sofrer as sanções previstas.

A Federação Moçambicana de Futebol foi representada por Feizal Sidat e Hilário Madeira, presidente da Direcção Executiva e secretário-geral, respectivamente, na Assembleia-Geral Extraordinária da Confederação Africana de Futebol (CAF), no Cairo, Egipto.

Após o cancelamento da premiação em 2020, a Bola de Ouro está de volta, com vários candidatos à espera de receber a maior honraria individual do futebol actual. Seguindo a mesma linha, a FIFA também já divulgou a lista final do Prémio The Best, com vários jogadores a figurarem na lista, casos de Neymar, Messi, Ronaldo e Lewansdowski, que figuram entre os principais concorrentes.

O The Best considera o desempenho dos jogadores durante a temporada europeia (Agosto de ano anterior a Julho do ano vigente), já a Bola de Ouro os destaques ano-calendário (ou seja, de Janeiro a Dezembro)

Por mais que o prémio não seja distribuído até Dezembro, as performances na final da Liga dos Campeões (vencida pelo Chelsea), no Euro 2020 (vencido pela Itália)  e na Copa América 2021 (vencida pela Argentina)  devem ser fundamentais para decidir o sucessor de Lionel Messi, campeão em 2019 – isso se o próprio argentino não levar a sua sétima Bola de Ouro.

Agora, a France Football, entidade organizadora da premiação, divulgou os 20 indicados para a final da honraria: quem será o grande vencedor?

Veja então as performances de cada um dos jogadores nomeados para o prémio da Bola de Ouro 2021, pela ordem de candidatos a receber.

 

Lionel Messi (Paris Saint-Germain)

Em 2021: 41 golos e 14 assistências.

Títulos: Copa América e Copa do Rei.

Bola de Ouro número sete está, agora, perto de Lionel Messi, mesmo que seu início relativamente lento no Paris Saint-Germain tenha atrapalhado essa corrida.

O vencedor da GOAL50 quase sozinho levou o Barcelona a um improvável título da La Liga durante os primeiros meses de 2021, antes de vencer os títulos de Melhor Jogador e a Bota de Ouro na Copa América, quando o argentino finalmente conquistou seu primeiro grande troféu internacional.

Seu recorde de golos pode não corresponder ao de Lewandowski, mas os jurados da Bola de Ouro apreciam jogadores como Messi. Por isso, Messi só tem a vantagem em uma das lutas mais acirradas dos últimos anos.

 

Robert Lewandowski (Bayern de Munique)

Em 2021: 63 golos, 10 assistências.

Títulos: Bundesliga, Mundial de Clubes e Supertaça da Alemanha.

Não há dúvidas de que Robert Lewandowski teria ganho a Bola de Ouro em 2020 se ela não tivesse sido cancelada na temporada passada.

Por isso, não seria uma surpresa vê-lo no palco recebendo o prémio individual mais cobiçado do desporto esta segunda-feira.

 

Jorginho (Chelsea)

Em 2021: Oito golos, três assistências.

Título: Euro 2020, Liga dos Campeões e Supertaça da UEFA.

Certo ou errado, Jorginho entra na cerimónia da Bola de Ouro como um dos favoritos ao título.

Eleito Jogador do Ano da UEFA depois dessa conquista, seria justo salientar que a estrela do Chelsea jogou bem tanto no clube quanto na selecção, apesar de não ter sido protagonista.

É por esta última razão, porém, que ele provavelmente ficará um pouco aquém nesta corrida.

 

N’Golo Kanté (Chelsea)

Em 2021: Dois golos, uma assistência.

Títulos: Liga dos Campeões e Supertaça da UEFA.

Melhor em campo na final da Liga dos Campeões, assim como nas meias-finais contra o Real Madrid, N’Golo Kante terminou sua temporada em lágrimas na final da campanha de 2020/21.

Lesões têm perturbado o jogador da França nos últimos anos, mas quando ele está em campo ainda não há ninguém melhor do que ele.

 

Karim Benzema (Real Madrid)

Em 2021: 41 golos, 14 assistências.

Título: Liga das Nações.

Karim Benzema continua crescendo após a saída de Cristiano Ronaldo no Real Madrid, e 2021 foi sem dúvida o melhor ano individual de sua carreira.

Um atacante versátil que pode criar golos e dar passes para seus companheiros, Benzema também fez um retorno triunfante ao futebol internacional com a França, garantindo sua presença na próxima Copa do Mundo de 2022.

 

Kylian Mbappé (PSG)

Em 2021: 44 golos, 22 assistências.

Títulos: Supertaça da França, Taça da França e Liga das Nações.

Quando este ranking começou a acompanhar a corrida da Bola de Ouro em Março, Kylian Mbappé saiu na frente depois do seu memorável hat-trick pelo Paris Saint-Germain contra o Barcelona.

Sua campanha com a França, porém, gerou um título da Liga das Nações e uma vaga para a próxima Copa do Mundo.

Mbappé parece estar entre os primeiros colocados na Bola de Ouro, principalmente pelos golos marcados na temporada.

 

Romelu Lukaku (Chelsea)

Em 2021: 30 golos, oito assistências.

Título: Série A.

O início lento de Romelu Lukaku no Chelsea não deve prejudicar a forma como o belga foi determinante na Série A Italiana com a Inter na temporada passada. E, por isso, não pode ser descartado da lista.

 

Erling Haaland (Borussia Dortmund)

Em 2021: 43 golos e 13 assistências.

Título: Copa da Alemanha.

Apesar de uma lesão acabar com o ano de Erling Haaland, a estrela norueguesa ainda conseguiu causar um grande impacto quando esteve em campo.

Suas actuações na Liga dos Campeões são grandes destaques, enquanto ele também foi protagonista na vitória do Borussia Dortmund na Taça da Alemanha.

Um futuro vencedor da Bola de Ouro? Parece quase inevitável este ponto.

 

Cristiano Ronaldo (Manchester United)

Em 2021: 42 golos, seis assistências.

Títulos: Taça da Itália e Supertaça da Itália.

Artilheiro da Série A Italiana, vencedor da Bota de Ouro do Euro 2020 e maior artilheiro da história do futebol, Cristiano Ronaldo protagonizou um 2021 de sucesso.

O facto de dois dos seus três treinadores terem sido despedidos ao longo do ano e o terceiro, o português Fernando Santos, estar por um fio sugere que suas equipas não tiveram tanto sucesso, mas o cinco vezes Bola de Ouro ainda tem a capacidade de definir em golos suas partidas.

 

Kevin De Bruyne (Manchester City)

Em 2021: 14 golos, 16 assistências.

Títulos: Premier League e Carabao Cup.

Eleito o Jogador do Ano da Inglaterra pela segunda temporada consecutiva, depois de mais um ano fascinante no meio-campo do Manchester City, Kevin De Bruyne continua sendo o jogador mais criativo do futebol inglês, e talvez europeu.

De facto, lesões prejudicaram sua participação no Euro 2020, já que a “Geração de Ouro” da Bélgica perdeu indiscutivelmente sua última oportunidade de ganhar alguns prémios importantes, mas ele ainda produziu alguns momentos memoráveis que certamente chamarão a atenção dos jurados da Bola de Ouro.

 

Gianluigi Donnarumma (PSG)

Em 2021: 21 jogos sem sofrer golos.

Título: Euro 2020.

Eleito o melhor jogador da Euro 2020, Gianluigi Donnarumma foi excelente para a Itália na disputa das grandes penalidades contra a Inglaterra.

Sua mudança nesta temporada para o Paris Saint-Germain ainda não saiu como planejado, já que divide a posição com Keylor Navas, mas o tempo está do lado do jogador de 22 anos.

Mohamed Salah (Liverpool)

Última colocação: 18º

Em 2021: 33 golos, 11 assistências.

As últimas partidas de Mohamed Salah parecem, de facto, colocar o jogador do Liverpool na disputa por uma vaga entre os 10 primeiros.

Na verdade, Salah foi um dos jogadores do Liverpool que melhoram de nível e, com isso, tem protagonizado uma das melhores temporadas da carreira.

Por isso, Salah se torna o primeiro favorito para levar o prémio de 2022 – se manter esse desempenho.

 

Ruben Dias (Manchester City)

Em 2021: Um golo, duas assistências.

Títulos: Premier League e Carabao Cup.

Capitão do Manchester City, poucos imaginavam uma ascensão tão rápida do defesa português. Questionado na época de sua contratação e longe de ser unanimidade até no Benfica, se transformou em um dos principais defensas da Premier League.

Ainda que seja um vencedor improvável em uma premiação que pouco valoriza defensores – veja o caso de Virgil van Dijk -, é outro que deve marcar época durante bastante tempo na Inglaterra.

 

Giorgio Chiellini (Juventus)

Em 2021: Duas assistências e 10 jogos sem sofrer golo.

Títulos: Euro 2020, Taça da Itália e Supertaça da Itália.

A Euro 2020 provou, mais uma vez, como Giorgio Chiellini é um defesa de alto nível no futebol mundial.

O veterano foi imenso ao longo do Euro, embora desde então tenha caído de produção na Juventus, ninguém pode tirar aquele momento dele com a Itália.

 

Mason Mount (Chelsea)

Em 2021: 12 golos, oito assistências.

Títulos: Champions League e Supertaça da UEFA.

O início discreto de Mason Mount nesta temporada, provavelmente, afectará sua posição final no ranking. Porém, isso não muda o facto de ser um dos melhores meio-campistas do mundo em 2020/21.

Suas actuações, especialmente na corrida final do Chelsea na Liga dos Campeões, desmentiram sua falta de experiência. Esta pode ser sua primeira indicação ao prémio, mas é improvável que seja a última.

 

Phil Foden (Manchester City)

Em 2021: 16 golos, 14 assistências.

Títulos: Premier League e Carabao Cup.

Outro jovem meio-campista da Inglaterra que concorre ao prémio pela primeira vez, Phil Foden passou o ano inteiro mostrando suas habilidades no Manchester City.

Com apenas 21 anos, Foden tem o mundo aos seus pés, independentemente da posição em campo que finalmente decidir, seria uma surpresa se não estivesse a lutar por um lugar no pódio da Bola de Ouro durante os próximos 10 anos.

 

Harry Kane (Tottenham)

Em 2021: 40 golos, sete assistências.

Tem sido um ano engraçado para Harry Kane, que terminou como o jogador com mais golos e assistências na temporada 2020/21 da Premier League. Capitaneou a Inglaterra na final da Euro 2020 e foi um dos jogadores mais cobiçados no mercado de transferência.

E, no entanto, após seu início lento na actual campanha e ainda sem um grande troféu neste caminho, parece que sua carreira está, pela primeira vez, a começar a estagnar.

 

Neymar (Paris Saint-Germain)

Em 2021: 17 golos, 18 assistências. 

Títulos: Taça da França e Supertaça da França.

O sonho de Neymar de ganhar uma Bola de Ouro parece estar cada vez mais longe. O craque brasileiro costuma combinar algumas actuações brilhantes, com lesões e decepções.

Ganhar duas taças nacionais em um ano não condiz com o jogador mais caro do mundo e, por isso, Neymar deve andar longe dos primeiros colocados dessa lista.

 

Nicolo Barella (Inter de Milão)

Em 2021: Seis golos, 13 assistências.

Títulos: Serie A e Euro 2020.

Outro que levantou uma taça pelo seu clube e sua selecção foi Nicolo Barella, que com um nome mais conhecido em todo o mundo poderia ter encontrado posições mais altas neste ranking.

O astro da Itália foi um dos jogadores mais consistentes da selecção no Euro 2020 e, se for capaz de adicionar mais golos no futuro, poderá se tornar o meio-campista completo.

 

Lautaro Martínez (Inter de Milão)

Em 2021: 24 golos, sete assistências.

Títulos: Copa América e Série A.

Em termos de títulos, Lautaro Martínez não poderia ter esperado um 2021 melhor, já que marcou golos cruciais para ajudar a Inter e a Argentina a conquistar a Série A e a Copa América, respectivamente.

Apesar de não ter sido o rosto principal de nenhuma das duas campanhas, não há dúvidas de que o jogador de 24 anos merece um lugar na lista de finalistas da Bola de Ouro.

Ao longo da semana houve uma troca de palavras, espécie bate-boca, entre alguns sócios do Desportivo Maputo, que amotinaram-se na sede do clube, a exigir a demissão do presidente Paulo Ratilal, e a direcção da colectividade, com o respectivo presidente a dizer que não se demite por causa de 20 “arruaceiros”. Os sócios voltaram à carga com uma carta que esclarece que são sócios e não desordeiros e nem arruaceiros.

A crise do Desportivo Maputo começou na passada quarta-feira, quando cerca de 20 sócios invadiram as instalações da colectividade reivindicando as decisões da direcção, nomeadamente o facto de não ter aceitado disputar a liguilha que iria definir a 12ª equipa para completar o lote das que vão disputar o Moçambola 2022, com o Matchedje de Mocuba e o Textáfrica do Chimoio. Os mesmos diziam que “por orgulho de quem acha que entende de direito, quando na verdade é porque não conseguiram fundos para viabilizar a ida à Liguilha. Por isso devem sair”.

Os manifestantes entendiam que a direcção liderada por Paulo Ratilal devia cessar imediatamente as funções de modo a permitir que sejam convocadas, até 31 de Dezembro, eleições para a escolha de novos órgãos sociais, mesmo tendo em conta que o presidente dos “alvi-negros” foi eleito em Março deste ano.

Durante as referidas manifestações, alguns sócios diziam que “o Desportivo só piorou este ano. Os atletas estão com cerca de dez meses de salários em atraso. Os funcionários e os treinadores também. Não pagam e este clube tem direcção. Se é para não fazerem nada, convém mesmo saírem”.

Entretanto, o presidente da direcção convocou a imprensa um dia depois, na quinta-feira, e chamou os manifestantes de “arruaceiros”, olhando para a forma como chegaram ao clube e fizeram a sua manifestação. Paulo Ratilal disse ainda que não se iria demitir, já que “não podem ser 20 pessoas que chegam aqui, ameaçam o presidente, ameaçam as instalações, perturbam a ordem pública e a direcção é que tem de se demitir porque estes indivíduos assim o querem”.

Ratilal falou do Direito Democrático que todos têm e que, pois isso mesmo, “nós estamos a tratar com as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia da República de Moçambique, a Procuradoria-Geral da República, a Direcção Nacional da Justiça e o Ministério do Trabalho. É que não podem ser 20 pessoas a pedir a minha demissão, ameaçando partir o Desportivo”, até porque “criar bagunça é fácil, ao contrário de organizar as coisas”, segundo o presidente dos “alvi-negros”.

Os sócios não gostaram da forma como o presidente do Desportivo Maputo dirigiu-se a eles, via comunicação social e, através de uma carta procuram esclarecer que “somos sócios devidamente identificados, com quotas em dia o que nos conferiu o direito de votar nesta direcção e, por sinal até somos a maioria, estando por conseguinte em pleno gozo dos nossos direitos”.

Os mesmos negam ter protagonizado actos de vandalismo e violência e por isso considerarem de “total e tamanha falta de respeito” afirmar que foram agitados por pessoas alheias.

Os sócios, em carta, dizem estar conscientes de estarem numa crise de gestão, tendo em conta que a direcção “nunca se reuniu e, particularmente, o presidente desde o seu acto de tomada de posse ocorrido em Março, apenas esteve no clube 4 vezes.

Na mesma carta dizem ainda que a reivindicação visa “que se respeitem os estatutos que têm sido atropelados de forma recorrente tanto pelo presidente da direcção, Paulo Ratilal, bem como pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Figueiredo”.

É nesta crise que o Desportivo Maputo está afundado, mesmo depois da confirmação da sua despromoção do Moçambola do próximo ano, em virtude de ter terminado o campeonato nacional deste ano na última posição.

Está assim instalada a crise com o braço-de-ferro entre os (poucos) sócios e a direcção do Desportivo Maputo. Caso para dizer que a procissão ainda vai no adro no ninho da águia.

O presidente do Desportivo Maputo, Paulo Ratilal, afirma que, apesar da pressão que tem sofrido, não se irá demitir “por causa de 20 arruaceiros”, os quais, segundo ele, não representam a vontade nem o sentimento dos 2.700 sócios do clube em relação à sua gestão.

 Procura-se pela ordem depois do caos no Desportivo Maputo. Mas antes recuemos a fita. Um grupo de adeptos invadiu as instalações do clube empunhando dísticos, como aliás, lhe têm sido peculiares, nos últimos anos. Mais do que exigirem o pagamento de salários em atraso aos jogadores e o pessoal de apoio, os manifestantes exigem mudanças. Como se não bastasse, no seu estilo característico, exigem a demissão da direcção do clube, encabeçada por Paulo Ratilal.

Vivem-se momentos de fel no emblema ˝alvi-negro˝. As águas poderiam até estar mais turvas, mas Ratilal trata de desanuviá-las e dissipar equívocos. E foi nessa perspectiva que ele convocou a imprensa para esclarecer algumas zonas de penumbra. No lugar de manifestação, esclarece que o enquadramento correcto seria “invasão”. Justifica!

“Julgo que as pessoas que invadiram as instalações do clube não devem perceber como é que funciona o associativismo e muito menos devem respeitar os estatutos do clube”, explica Paulo Ratilal. É que, segundo ele, independentemente das reivindicações que os mesmos tenham a fazer, num estado democrático qualquer inquietação não é feita à força, nem com a obstrução do património. Não só os rostos dos ˝invasores˝ são invisíveis, mas os motivos por detrás da confusão também são, até qui, desconhecidos.

Aliás, sobre esse aspecto, Paulo Ratilal recusa-se terminantemente a aceitar que a invasão tenha sido levada a cabo pelos sócios ou adeptos.

˝Não posso acreditar que haja sócios do Desportivo que sejam capazes de trancar a secretaria, impedindo, por isso, o normal funcionamento da instituição. Portanto, gostaria eu que, realmente, parte daquelas pessoas fossem sócios do clube˝, observa Ratilal.

Há, neste momento, um trabalho minucioso para identificação das pessoas que invadiram o clube. Ainda assim, Ratilal afirma categoricamente que os mesmos não passam de vândalos e arruaceiros. Exige-se disciplina. Por isso, a direcção do clube já remeteu o caso aos órgãos da administração da justiça.

˝Nós somos pessoas sérias. Fazer bagunça é fácil, mas organizar as coisas é difícil. Desde que assumi os destinos do clube tenho estado a organizar muita coisa que não estava no devido lugar ̋, disse.

Por estar a mexer em alguns sectores nevrálgicos, Ratilal afirma que tem sido alvo de perseguições por algumas pessoas mal-intencionadas do clube.

˝A minha postura está a incomodar muitas pessoas. Elas sentem-se incomodadas porque estamos a eliminar ˝esquemas˝ e custos exagerados que temos estado a cortar. Portanto, essas pessoas que se aproveitavam do clube estão desagradas por isso˝, explica Paulo Ratilal.

 

NUNCA DESVIEI DINHEIRO DO CLUBE

Recentemente algumas pessoas ligadas ao Desportivo vieram a terreiro acusar a direcção, mormente o seu presidente de ter desviado mais de três milhões de meticais destinados à equipa sénior masculina de basquetebol. Questionado sobre o assunto, Paulo Ratilal classificou as acusações de infundadas.

˝É um autêntico disparate”, afirma, explicando que não há nenhum acto do clube que ele faça sem ser com documentos do clube. Ou seja, “nenhuma transferência ou transação que eu autorizo sem ser nas contas do clube. Nenhum patrocinador dá dinheiro que não seja directamente para as contas do Desportivo”, observa.

Para Paulo Ratilal essas acusações visam criar uma certa instabilidade no seio do clube. O timoneiro dos “alvi-negros” foi perentório ao afirmar que há um grupo de pessoas devidamente identificado que está a instrumentalizar alguns adeptos, com o objectivo de colocarem em causa a sua gestão.

 

A CULTURA DA PRESSÃO

Nos últimos anos os adeptos do Desportivo Maputo têm primado pela pressão, como forma de manifestarem o seu descontentamento face algumas situações que têm acontecido no clube. Dentre várias alegações, o pano de fundo tem sido a má gestão, falta de pagamento de salários, aliado aos supostos desvios de fundos.

Em 2015, a direcção liderada por Michel Grispos demitiu-se em bloco, após sofrer uma enorme pressão dos adeptos. Na altura, os adeptos levantaram muitos problemas, dentre os quais o facto de o plantel principal ter ficado cinco meses sem salários.

As reivindicações subiram de tom quando a Empresa Águas da Região de Maputo decidiu cortar o fornecimento de água ao clube, situação que embaraçou gravemente as actividades diárias, sobretudo a limpeza. Grispos foi contestado também pelo projecto falhado do campo de Bobole. E no fim, Michel Grispos cedeu à pressão.

Michel Grispos dirigiu o Desportivo de 1999 a 2015. Durante os 16 anos os seus momentos marcantes foram a “dobradinha” conseguida em 2006, ou seja, a conquista do Moçambola e Taça de Moçambique em futebol. Nos anos 2007 e 2008 a equipa sénior feminina de basquetebol sagrou-se campeã africana.

Quem também não resistiu à pressão dos adeptos foi Inácio Bernardo, submetendo o pedido de demissão à Mesa da Assembleia-geral do clube. Muito se disse e se escreveu, mas a verdade é que, na altura, a direcção demissionária alegou que houve vários factores que estiveram por detrás dessa decisão, nomeadamente o facto de já não haver um bom ambiente de trabalho para a direcção.

A direcção encabeçada por Inácio Bernardo alegou também que a decisão visava salvaguardar a imagem do Grupo Desportivo Maputo e, acima de tudo, fazer com que os objectivos que o elenco havia traçado quando tomou posse não fossem beliscados. Esta é a terceira vez que os adeptos forçam a saída da direcção do clube.

O pavilhão do Ferroviário foi o epicentro, entre os dias 19 e 21 de Novembro, da modalidade da bola ao cesto ao nível da zona norte com a disputa, neste recinto, dos jogos da “poule” de apuramento da zona norte de acesso à Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB).

Na corrida à presença na 12ª edição da LMB, a decorrer em Maputo, a Associação Provincial de Basquetebol de Nampula (APBN) teve que se esmerar para, no meio das dificuldades financeiras, garantir que a prova decorresse sem sobressaltos.

Exigência da Comissão de Monitoria e Gestão da COVID-19 no desporto, a prova devia obedecer ao protocolo sanitário em vigor no país, com a realização de testes a todos os intervenientes. E a Associação Provincial de Basquetebol de Nampula arregaçou as mangas e, durante a prova, houve cumprimento das medidas de prevenção da pandemia da COVID-19, no pavilhão do Ferroviário de Nampula, palco que testemunhou uma decisão do representante da zona norte na prova máxima do basquetebol moçambicano somente no último dia (ndr: com o jogo Associação Juvenil de Napipine e Ferroviário de Nampula). Na hora do balanço, o presidente da Associação Provincial de Basquetebol de Nampula, Albino Dimene, reconheceu as dificuldades enfrentadas para viabilizar a prova, mas destacou o elevado nível competitivo.

A “poule” de apuramento da zona norte à Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB) realizou-se num contexto atípico de crise provocada pela pandemia da COVID-19. O que fez a Associação Provincial de Basquetebol de Nampula aceitar o desafio de organizar a prova mesmo sem grandes apoios?

A Associação Provincial de Basquetebol de Nampula teve que recorrer ao Governo provincial como avalista para a abertura de portas no empresariado local. O que nos resta, agora, é honrar os nossos compromissos com os credores.

Esta competição, cujo vencedor somente foi conhecido na última jornada, contou com a participação de quatro equipas, nomeadamente Associação Juvenil de Napipine, Niassa Team, Ferroviário de Nampula e Nudex de Pemba. Em termos competitivos, que avaliação a APBN faz desta prova qualificativa?

Em termos competitivos, esta prova foi um sucesso sem precedentes. A presença do público justifica a entrega e dedicação das equipas ao evento, mesmo sabendo que vinham de uma situação condicionada pela pandemia. As equipas não tinham jogos nas pernas, daí a baixa pontuação registada nos jogos que deriva da falta de ritmo competitivo. Se formos a notar, a presença da zona norte na “poule” e arena de basquetebol tem crescido de ano a ano. Tem sido um desafio para Cabo Delgado, Niassa e mesmo Nampula. Apesar de serem sempre os mesmos intervenientes, na fase final, eu acredito que os outros vão organizar-se melhor para mostrar as mais-valias que foram trazidas por este campeonato e as que havia no campeonato anterior. E, na próxima edição, teremos mais dificuldades para ganhar os jogos, porque as pessoas já sabem também em que condições devem participar para alcançarem os seus objectivos.

 

“CUMPRIMOS NA ÍNTEGRA O PROTOCOLO SANITÁRIO”

 

Uma das premissas para a realização desta prova era o cumprimento do protocolo sanitário definido pelas autoridades de saúde em parceria com a Comissão de Monitoria do Desporto e a FMB e LMB…

Qual foi o apoio que receberam da Federação Moçambicana de Basquetebol para a realização desta e de outras competições?

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) tem dado um apoio técnico. Tecnicamente, nós fazemos as competições sob a égide da Federação Moçambicana de Basquetebol. Mas, também, este não é o fórum próprio para debatermos isto. Falando sinceramente, digo que a federação tem sido madrasta em relação às associações, o que nos deixa decepcionados. Se formos a ver, a organização de competições ao nível das associações é da responsabilidade das mesmas, mas a federação não pode só se limitar a dar apoio técnico. E nós sabemos como é que as associações trabalham. Não é um fórum próprio, mas a federação tem que ser mãe e pai.

Quais são os grandes desafios que se colocam à Associação Provincial de Basquetebol de Nampula?

O nosso desafio é continuarmos focados na organização, continuarmos focados na massificação, continuarmos focados para que o basquetebol cresça na província. Vamos continuar focados para que nós possamos ter esta oportunidade de receber uma das fases e até a fase final, se nos permitirem, da Liga Moçambicana de Basquetebol. Como é de registo, Nampula já chegou a receber um dos grupos da fase final do Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino. Então, acredito que temos condições e já provamos que estamos em condições de receber qualquer tipo de competição.

Está instalado o braço de ferro entre os sócios e a direcção do Desportivo Maputo, liderada por Paulo Ratilal. Manifestantes exigiram, ontem, que a actual direcção do clube se demita por não resolver os problemas que afligem a colectividade. Em reacção, a direcção diz que só aceita sair mediante a convocação de uma assembleia-geral extraordinária.

Vive-se um ambiente azedo no seio da família “alvi-negra”. Descontentes com a actual situação do clube, um grupo de sócios e simpatizantes tomou de assalto as instalações do clube centenário e expulsou o secretário-geral, Camilo da Silva.

De acordo com os manifestantes, a actual direcção do clube, que tomou posse em Março deste ano, deve pôr o seu lugar à disposição, para permitir que sejam realizadas novas eleições, o mais breve, para a escolha de novos órgãos sociais.

Em causa, está o não pagamento de salários, desde Abril deste ano, aos jogadores e trabalhadores do clube. Os manifestantes reclamam ainda, o alegado abandono a que a equipa e o clube estão submetidos pelo colectivo da actual direcção.

Para os associados, ao invés de inverter o cenário de crise financeira no clube, a nova direcção só veio agudizar a situação. Falam mesmo de haver desprezo aos jogadores e colaboradores.

“O Desportivo Maputo só piorou este ano. Os atletas estão com cerca de dez meses de salários em atraso. Os colaboradores e treinadores também. Não pagam, e este clube tem direcção. Se é para não fazerem nada, melhor saírem”, argumentaram.

Os manifestantes reclamaram, também, o facto de, desde a tomada de posse, a direcção nunca ter aceitado reunir com os sócios para debater a saúde do clube e encontrar soluções aos problemas que o clube centenário vive. Mesmo com o envio de várias cartas à direcção.

“Todos sabemos que há problemas. Eles quando entraram sabiam da situação do clube e prometeram soluções. Mas nunca aceitaram reunir. Enviamos seis cartas a pedir encontros com a direcção para discutir a saúde do clube, mas a nenhuma responderam”.

Para os manifestantes, o que fez transbordar o copo, foi a não participação do Desportivo de Maputo na liguilha de permanência no Moçambola. Acusam a direcção de ter tomado uma decisão importante, de forma unilateral, sem terem ouvido a opinião dos sócios.

Durante o motim se verificou, os sócios e simpatizantes invadiram os escritórios do Grupo Desportivo Maputo, nos quais encontraram alguns membros da direcção e colaboardores, aos quais foram expulsos.

Já no interior das instalações, os manifestantes decidiram pela indicação de uma Comissão de Gestão que deverá dirigir o clube nos próximos tempos, até à marcação de uma Assembleia-Geral, para a eleição de novos órgãos sociais.

 

DIRECÇÃO DO DESPORTIVO MAPUTO DIZ QUE NÃO SE VAI DEMITIR

Em reacção à manifestação, Danilo Liasse, vice-presidente do clube “alvi-negro” disse, em entrevista ao “O País” que a direcção já sabia que os sócios e simpatizantes do clube tinham uma manifestação agendada, o que segundo Liasse é legítimo, mas garantiu que o clube não vai tolerar desmandos.

“Quando eles chegaram estava lá o secretário-geral do clube. Ele comunicou-nos sobre a situação. O grupo ameaçou-lhe e ele teve de sair do clube. Ainda mais, disseram que iam fechar as portas do clube. Sobre isso, temos a dizer não iremos impedir que as pessoas façam manifestações, é legítimo que se manifestem, até porque estamos num Estado de Direito. Agora, quando as pessoas agem à margem da Lei, fechando os portões do clube, nós como direcção, não vamos tolerar. Vamos agir em conformidade com a Lei, solicitando os órgãos competentes para repor a ordem”, rematou Danilo Liasse.

Nisto tudo, a direcção do clube, reconhece haver incumprimentos em relação aos salários.

“Receberam, pela última vez, há mais ou menos três, quatro, cinco meses”, vagueou para depois continuar avançando que “na verdade, não é que a gente não pague os salários, mas à medida que pagamos, as dívidas vão avolumando porque não estamos a conseguir saldar as dívidas na totalidade. Mas isso não é algo estranho, não é algo que os próprios trabalhadores não saibam”, disse Danilo Liasse.

Apesar da situação, a direcção recusa demitir-se. “Esta direcção do Desportivo, que está a dirigir os destinos do clube, vai deixar claro aqui que não vai abandonar o posto por meio de manifestações, não vai. Isto está claro. Esta direcção foi eleita numa assembleia-geral, está registado em acta. Esta direcção só deixa de dirigir os destinos do Desportivo quando os sócios, em assembleia-geral, assim o decidirem”, concluiu.

Sobre a impugnação da liguilha de permanência no Moçambola, pelo Desportivo de Maputo, o vice-presidente do clube disse que a direcção não está arrependida da decisão que tomou, e esclareceu que a decisão tomada pela direcção era administrativa e que não havia necessidade de se ouvir os sócios.

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