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O País – A verdade como notícia

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Leia “Tanucha” Dongue e Tamara Seda fecharam, sábado, 16 de Abril, a sua participação na Liga Endesa na 12ª posição.

No derradeiro jogo da fase regular da Liga Endesa, o Kutxabank Araski perdeu com o Valencia – líder da prova- no Pabellón Municipal Fuente San Luis, por 75-61. Leia “Tanucha” Dongue foi a melhor cestinha da sua equipa com 17 pontos aos quais acrescentou seis ressaltos defensivos em 31 minutos na quadra.

Tanucha concretizou 7 em 12 lançamentos de campo, perfazendo uma média de 58% de aproveitamento e 3 em 3 lançamentos de campo (100%).

Já Tamara Seda contabilizou dois pontos e “capturou” quatro ressaltos em 21:00 minutos em campo. A poste concretizou 1 em 14 lançamentos de campo, correspondente a 14% de aproveitamento.

Mesmo sem possibilidades de atingir o “top 8” da liga feminina profissional de basquetebol da Espanha, o Kutxabank Araski começou melhor a partida e conseguiu 10 pontos ainda com 6:00 minutos por se jogar no primeiro quarto!

De resto, sete atletas do conjunto das moçambicanas Tanucha e Tamara pontuaram no primeiro quarto, com Até sete jogadores do Alava marcaram neste primeiro quarto que terminou com um parcial de 16-25, vantagem para o Kutxabanki Araski.

O arranque do segundo quarto não podia ser melhor para o Kutxabanki que fez um parcial de 0-8, forçando o Valencia a solicitar um desconto de tempo. Feitos os ajustes defensivos e com maior agressividade, o Valencia melhorou a sua prestação e liderou o segundo quarto com parcial de 19-13, saindo da primeira parte a perder por três pontos: 35-38.

O terceiro quarto não foi de todo bom para a equipa de Tamara Seda e Leia Dongue que viu o Valencia mais esclarecido na quadra, ofensivamente, e com melhor rotação defensiva.

As valencianas conseguiram, por via disso, um parcial de 12-0 (53-48) nos primeiros minutos desta etapa.

Aliás, com 4:00 minutos por se jogar nesta etapa, o Kutxabanki Araski não conseguiu pontuar.

Mesmo assim, o marcador indicava uma diferença de cinco pontos no final do terceiro quarto: 53-48.

No quarto e decisivo quarto, o Valencia Basket quebrou definitivamente a “resistência”  do  Kutxabank Araski, fugindo para 14 pontos no final do encontro: 75-61.

Campeão nacional pelo Costa do Sol, em 2001, na “caixa de fósforos”, ou melhor pavilhão dos Desportos da Beira e Desportivo Maputo, em 2015, na sala de visitas do basquetebol moçambicano, Maxaquene, Helmano Nhatitima estreia-se na literatura com a obra “Comunicanto: comunicação organizacional: o caso de Moçambique”.

Nhatitima procura, nesta obra, reflectir sobre os modelos de comunicação nas instituições públicas em Moçambique, trazendo casos reais.

Mais: chama atenção para a importância da comunicação organizacional como ferramenta de desenvolvimento e eficácia de uma organização.

A título de exemplo, Nhatitima aborda a gestão problemática de informação das LAM aquando da queda, a 29 de Novembro de 2013, da aeronave Embraer 190 das Linhas Aéreas de Moçambique que fazia o voo TM 470, com destino a Luanda.

Outro tema analisado, que gerou muitos debates, sobretudo, pela forma como a informação foi divulgada, consumida e (di)gerida é o do Conselho de Ministros que  analisou a proposta de produção do amaranthus, nome científico de uma planta comestível, amplamente conhecida como “Tseke”, na região sul do país

O executivo defendeu, na voz do antigo porta-voz da sessão do Conselho de Ministros, Mouzinho Saíde, a necessidade de se apostar nesta planta porquanto a mesma apresenta alto teor nutricional e de fácil cultivo. Pouco tempo depois, a informação viralizou nas redes sociais provocando acesos debates.

Na segunda parte da sua obra, o antigo jogador da selecção nacional de basquetebol apresenta alguns textos publicados na sua coluna num dos jornais da praça. Do social ao político, económico e desporto, Nhatitima faz uma abordagem profunda sobre os problemas que enfermam a sociedade moçambicana e propõe algumas soluções.

Como atleta, representou a extinta e brilhante formação da Conseng (um poço de talentos do basquetebol moçambicano), o histórico e clube mais titulado do país Maxaquene, o agora moribundo Desportivo Maputo e o Costa do Sol.

Em 2000, na sempre dificílima, “infernal” e emocionante cidade da Beira, campeou pelo Costa do Sol então orientado por “coach” Milagre “Mila” Macome.

À partida “outsider”, o Costa do Sol agigantou-se perante a candidata Académica com um conjunto onde pontificavam Helmano Nhatitima, os gémeos Fernando e Sansão Matavele (ora na Inglaterra), Maninho Sobrinho, Guilherme Cabral, Valgy Samanjo, Octávio Gregório Magoliço (ainda com idade de juniores), entre outros.

Catorze anos depois, em pleno pavilhão do Maxaquene, Nhatitma foi campeão nacional pelo Desportivo de Maputo, num ano em que os “alvi-negros” sob comando de Bernardo “Coach B” Matsimbe colocaram em sentido o Ferroviário de Maputo.

“Lingras”, o Pio Matos que foi MVP, comandou a “troupe” constituída ainda por Paulo Sambo – o tipo dos tiros exteriores-, Augusto “Gordo” Matos, Nelson “Snoop” Jossias, David “Mano” Canivete, Sérgio “Serginho” Hitie, entre outros.

Com objectivo de contribuir para o desenvolvimento da modalidade, aceitou o desafio de dirigir o departamento de basquetebol do Desportivo Maputo.

Hoje por hoje é vogal para o basquetebol na Comissão Executiva do Clube de Desportos da Politécnica, presidida por Narciso Matos. Para além de Nhatitima, fazem parte dos órgãos sociais Rosânia da Silva (vice-presidente para Administração e Finanças), João Domingues (vice-presidente para o Desporto), Tânia Wachene (vice-presidente para Marketing e Relações Institucionais), Anacleto Paulino (vogal para voleibol e futsal) e Hebenizário “Benito” Hamela (vogal para Marketing e Relações Institucionais). Helmano Nhatitima é, actualmente, delegado da Autoridade Tributária na província de Cabo Delgado depois de ter estado durante 15 anos no departamento de comunicação da instituição.

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, achou estranho o desaparecimento da relva sintética no Estádio Nacional do Zimpeto. A situação veio a público nos últimos dias.

Gilberto Mendes diz que não pode falar com certeza se houve ou não roubo, porque não tem informações da entrada da referida relva sintética. “Posso falar daquilo que entrou. Daquilo que não entrou não posso falar. Se houver alguma prova de que entrou relva sintética nesse número e que depois desapareceu, as instâncias próprias irão tomar contas. Mas acho estranho que eu esteja a ter a informação do desaparecimento dessa quantidade de relva através da comunicação social”, disse Mendes.

Aliás, segundo o Secretário de Estado do Desporto, é estranho que desapareçam quantidades elevadas de material sem que ninguém tenha-se apercebido. Para Gilberto Mendes, que confirmou que foram oito rolos de relva (cada rolo tem meia tonelada), o que perfaz quatro toneladas, “é preciso saber quem é que vende esses materiais para procurarmos saber quem são os clientes e quem pode ter comprado”, ou seja, “não se rouba quatro toneladas como se rouba uma caneta”.

“Se alguém tirou quatro toneladas de relva sintética tem que ter tirado a vista de todos. Não se roubam quatro toneladas em segredo. Então, se ninguém viu, é estranho, muito estranho. Para além de que temos sistema de CCTV no local… é muito estranho”, declara Gilberto Mendes totalmente espantado.

Outrossim, Mendes mostra-se céptico em relação a recepção da própria relva sintética no Estádio Nacional do Zimpeto. Mendes diz que “gostaria de ver a ordem de entrega, de recepção, se entrou mesmo ou não entrou, se foi desviado ou não”.

Mas uma certeza existe: “nós é que desalfandegamos aquele material”, confirma e questiona: “parte daquele material e outro que está na Namaacha, que ficou anos e anos sem ser desviado. O que se passou para ser desviado agora?”

 

POLÍCIA É CHAMADA A TRABALHAR NO ESCLARECIMENTO DO CASO

O Secretário de Estado do Desporto diz que este é um caso que merece a atenção das autoridades competentes. “É uma situação que a Polícia, certamente, irá apurar”.

Aliás, uma questão pertinente é feita por Gilberto Mendes em relação a esta situação: “o “Zimpeto” não leva relva sintética, mas sim relva natural, portanto, para o material estar ali é preciso entender as zonas todas de penumbra que estão a acontecer”.

 

ESCÂNDALO MATA DESPORTO NACIONAL

Gilberto Mendes considera que uma notícia desta natureza, numa altura em que o debate deve ser do futuro do desporto nacional, mata tudo o que até aqui está a ser feito para o desenvolvimento do desporto. “Numa altura em que estávamos a discutir o desporto, em que fizemos um congresso sobre o desporto, lançar uma notícia como esta sobre o desaparecimento da relva sintética, diluindo todo trabalho que foi feito de análise daquilo que é o desporto nacional, só contribui para matar o desporto”, frisou Gilberto Mendes, acrescentado que há um trabalho que está a ser feito para tirar o desporto do ponto em que está e que “temos estado a batalhar para fazer com que haja alguma mudança”, esta situação não abona com o que se pretende.

“Nós discutimos o desporto, discutimos aquilo que são as nossas ideias para o futuro do desporto e aparece uma notícia como esta, sobre o desaparecimento da relva sintética, é muito estranho”, concluiu Gilberto Mendes.

 

“DEIXEMOS O EMPREITEIRO TRABALHAR NO ENZ”

Relativamente à situação do Estádio Nacional do Zimpeto que está a ser alvo de inspecção por parte da Confederação Africana de Futebol, Gilberto Mendes é perentório na sua abordagem e diz que é preciso não pressionar quem está a trabalhar.

“Não vamos pôr pressão, vamos deixar o empreiteiro trabalhar dentro das condições que ele tem. Prometeu que entrega o Estádio Nacional do Zimpeto a tempo e vamos esperar”, esclareceu.

O Secretário de Estado do Desporto diz que trabalha com base nas informações do empreiteiro e não da comunicação externa, por isso “se ele diz que teremos o Estádio pronto a horas, nós fazemos fé nisso e é isso que temos estado a acompanhar, o trabalho que ele faz”.

Para Gilberto Mendes, quando o futebol começar a mostrar resultados haverá mais celeridade nos processos.

A Selecção Nacional de Boxe pretende recuperar o trono da zona IV, conquistando o regional da modalidade que vai decorrer de 20 a 23 do mês corrente, no Pavilhão de Maxaquene.

Esteve no trono em 2018, encaixou 14 medalhas, fazendo a região IV render-se a Moçambique, quando Maputo foi palco do regional de boxe. Em 2019, no Botswana não houve espaço para repetir a proeza e ficou-se no segundo lugar. Neste 2022, em Maputo, há mais, por isso a selecção pretende recuperar a sua majestade. A uma luta que vai durar cerca de quatro dias, a força conjunta comandada por Lucas Sinoia, leva 18 elementos, 11 masculinos e sete femininos, em todas categorias.

À espera do arranque da prova, agendado para amanhã, no Pavilhão de Maxaquene, a selecção já respira a conquista e transborda na voz do capitão Solomone.

“O ambiente na selecção está muito bom. Estamos a trabalhar e treinar muito forte de modo a que ganhemos a prova”, garante.

Para ganhar a prova, muita coisa terá de vir ao de cima, sabe o senhor que muito deu e dá ao boxe nacional e que ajudou a selecção a conquistar no regional passado, 14 medalhas, das quais de ouro.

“É difícil afirmar a 100% que o título vai ficar em casa, porque paramos de competir há cerca de dois anos. Nem todo colectivo está preparado. Aliás, não esteve preparado por algum tempo para esta frente porque tínhamos chamado oito atletas para ir a Angola, mas depois da desistência do país, chamamos outros para Zâmbia, que também acabou desistindo da organização da prova, o que implicou chamada de mais atletas. Isso conta muito, por isso vamos a esta competição a seco”, alerta Sinoia, e de seguida encarnou o espírito de combate.

“Qualquer tropa que vai à guerra tem como objectivo ganhar. Neste momento os atletas estão motivados, mesmo os que estavam com a moral baixa, sentem-se espevitados. Já tivemos o título em nossas mãos, mas não conseguimos defender no Botswana. Nesta edição pretendemos vencer novamente.”

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes endereçou uma palavra de alento à selecção, da qual vislumbra alegria para o povo moçambicano.

“Estão todos animados. Como disseram, pretendem melhorar o desempenho conseguido em Botswana, em 2019. Podemos esperar uma boa prestação da selecção que poderá voltar a dar alegria aos moçambicanos. Estamos com eles, o povo moçambicano também”, assegurou Mendes.

 

MÁQUINA E MATHULE FORA

“Bons rapazes” do boxe nacional, mas engolidos pelas circunstâncias do contexto do boxe nacional. COVID-19 entre os pecados capitais. Augusto Mathule, medalha de ouro nos 75 kg, no regional de 2018 em Maputo, não estará, na presente edição. Os motivos da sua ausência não são lá muito conhecidos. Juliano Máquina e Armando Mucamba são outros nomes ausentes

Para o caso de Armando Mucamba, Lucas Sinoia justifica: “este ficou muito tempo sem treinar e só retomou há pouco tempo, por tanto optamos por não convocá-lo”.

Juliano Máquina: Máquina fez algumas competições, mas depois apresentou algumas exigências que não conseguimos satisfazê-las, por isso a solução foi deixá-lo de lado.

A Liga dos Campeões africanos está a entrar para a recta final com a disputa dos quartos-de-final. Este fim-de-semana, o Al Ahly do Egipto, equipa na qual milita o internacional moçambicano, recebeu e derrotou o Raja Casablanca do Marrocos por duas bolas a uma, com golos de Amr Solia e Hussein El Shahat para os egípcios, e de Mohamed Zrida, pelos marroquinos.

Luís Miquissone não saiu do banco de suplentes. O jogo da segunda mão realiza-se no próximo fim-de-semana.

Quem também parte com ligeira vantagem é o Petro Atlético de Luanda de Angola, que, neste sábado, recebeu e derrotou os sul-africanos do Mamelodi Sundowns, também por 2-1. Os sul-africanos marcaram, primeiro, por Lyle Lakay, tendo os angolanos revirado o resultado por Tiago Azulão e Yano.

Por seu turno, o Wydad Xasablanca de Marrocos foi a Argélia vencer, à tangente, o CR Belouizdad, com golo de Guy Mbenza, levando uma vantagem mínima para o jogo que vai acolher na sua casa no domingo.

Por fim, o embate entre ES Sétif da Argélia e Espérance de Tunis da Tunísia empataram e deixaram a decisão da eliminatória para a segunda mão.

 

GUINÉ-CONAKRY DETERMINADA A ORGANIZAR O CAN 2025

O Primeiro-Ministro guineense, Mohamed Béavogui, reafirmou o compromisso do seu Governo de acompanhar o Comité de Organização do Campeonato de África das Nações (COCAN) para avançar nos trabalhos de infra-estruturas previstas no país.

Segundo o governante, a organização, em 2025, do Campeonato Africano das Nações (CAN) no país é uma prioridade para o Governo e o povo guineenses.

Segundo um comunicado de imprensa do Gabinete do Primeiro-Ministro daquele país, o Chefe do Governo recebeu, em audiência, os novos membros do COCAN para o balanço das várias negociações em curso com as empresas  contratadas para as obras.

Os membros do COCAN informaram sobre os trabalhos de terraplanagem, realizados nos locais que vão acolher as infra-estruturas do CAN de futebol de 2025 previsto no país.

As obras de terraplenagem foram recentemente lançadas pelo ministro dos Desportos, Béa Diallo, em Boké, na Guiné marítima, e em Nzérékoré, na Guiné florestal.

Os “locomotivas” de Nampula conquistaram o torneio quadrangular por si organizados e que integrou outros três Ferroviários, nomeadamente da Beira, de Nacala e de Lichinga.

O Ferroviário de Nampula terminou a prova com cinco pontos, frutos de uma vitória e dois empates, ambos sem golos com os Ferroviários de Lichinga e da Beira, tendo apontado apenas um golo e sem nenhum sofrido. Ou seja, a turma orientada por Nelson Santos venceu, na última jornada, o homónimo de Nacala, com golo de Maninho.

A Turma de Nacala terminou na segunda posição, com quatro pontos frutos de um empate (com Ferroviário de Lichinga), uma vitória (ao Ferroviário da Beira) e uma derrota (com Ferroviário de Nampula).

Já o Ferroviário da Beira, que iniciou com empate a zero com o homónimo de Nampula, na segunda jornada perdeu diante do Ferroviário de Nacala por duas bolas sem resposta e, na última jornada, venceu a turma de Lichinga por 3-1, terminando na terceira posição.

Na cauda, ficou a turma orientada por Antoninho Muchanga que somou dois pontos frutos de dois empates com as duas equipas de Nampula.

Este torneio dos Ferroviários da Beira, Nampula, Nacala e Lichinga serviu de preparação para o Moçambola 2022 que inicia já no princípio de Maio.

 

JÁ CONHECIDOS CINCO CAMPEÕES PROVINCIAIS

Depois de terem sido encontrados os campeões provinciais de Sofala (Ferroviário da Beira), de Manica (Textáfrica do Chimoio), e Inhambane (Associação Desportiva de Vilankulo), este fim-de-semana mais duas províncias tiveram os seus vencedores.

Na capital do país, foi o Costa do Sol que derrotou, na final, a Associação Black Bulls, na marcação das grandes penalidades, por 6-5, depois do nulo no tempo regulamentar e no prolongamento.

Em Tete, acabou por ser o Ferroviário de Moatize, de forma virtual, quando falta por disputar mais uma jornada. Os “locomotivas” de Moatize lograram conquistar a prova depois de vencer na jornada deste fim-de-semana, a União Desportiva de Songo, à tangente, passando a ter uma vantagem de quatro pontos sobre o directo perseguidor, FC de Bagamoio, também de Moatize.

Com golo solitário de Jordan, aos 75 minutos, o Ferroviário de Moatize passa a contar com 16 pontos, mais quatro que o FC de Bagamoio, que, neste fim-de-semana, venceu o 3 de Janeiro de Chingodze, por duas bolas a uma.

Nos outros jogos desta jornada, o Lion de Massawa perdeu em casa diante do Desportivo de Tete, por 2-3, e o FC de Angonia e o Chingale de Tete não foram além do nulo a um golo.

A última jornada do “provincial” de Tete decorre no próximo fim-de-semana.

 

GAZA LIDERADA PELO FERROVIÁRIO

Em Gaza, também com uma jornada ainda por disputar, tudo está em aberto. A prova, que é disputada por cinco equipas, é liderada pelo Ferroviário de Gaza, com cinco pontos em três jogos, frutos de uma vitória e dois empates, um dos quais este sábado, sem abertura de contagem, diante do Desportivo do EPRS de Mabalane.

Aliás, este foi o único jogo da jornada, uma vez que o embate entre Limpopo FC de Mandlakazi e Clube de Chibuto foi adiado devido às fortes chuvas que alagaram o campo.

Os “locomotivas” têm cinco pontos, mais um que a dupla Clube de Gaza e Desportivo do EPRS de Mabalane. Clube de Chibuto, que tem menos um jogo, está na quarta posição com três pontos e o Limpopo FC de Mandlakazi é lanterna vermelha, com dois pontos e um jogo a menos.

A selecção nacional de futebol do nosso país, Moçambique, vai conhecer seus adversários e o seu grupo de qualificação ao Campeonato Africano das Nações amanhã. O sorteio da prova que decorrerá na Costa do Marfim tem lugar na sede da SuperSport, canal televisivo desportivo da África do Sul.

Para trás o Campeonato Africano das Nações dos Camarões, disputado em Janeiro e Fevereiro, sem a presença de Moçambique, pela sexta vez consecutiva, e também a qualificação ao Mundial do Qatar, que terá lugar em Novembro e Dezembro deste ano, numa prova que o país nunca disputou.

A próxima etapa é a fase de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, que terá lugar em Junho e Julho do próximo ano, 2023, na Costa do Marfim.

Depois da primeira fase, onde os menos cotados defrontaram-se entre si, tendo sido qualificados cinco selecções, todas as 48 selecções serão sorteadas esta terça-feira, para conhecerem seus adversários na caminhada à fase final da prova.

Ou seja, os Mambas irão conhecer os seus adversários na corrida à 34ª edição do Campeonato Africano das Nações esta terça-feira, numa luta que busca o regresso ao grupo das melhores selecções de África, onde estiveram pela última vez em 2010, em Angola.

Para o sorteio desta terça-feira, Moçambique estará integrado no pote 3 juntamente com as selecções de Angola, Guiné-Bissau, Mauritânia, Níger, Zimbabwe, Namíbia, Sudão, Líbia, Malawi, Gâmbia, Togo e Comores.

Os Mambas vão cruzar caminhos de outras selecções de outros potes, nomeadamente o campeão africano Senegal, Marrocos, Nigéria, Egipto, Tunísia, Camarões, Argélia, Mali, Costa do Marfim, Burquina Faso, Gana ou então RD Congo, todos no Pote 1, África do Sul, Guiné Equatorial, Cabo Verde, Benim, Uganda, Gabão, Zâmbia, Congo, Guiné Conacri, Madagáscar, Quénia e Serra Leoa, no Pote 2.

Tanzânia, República Centro Africana, Sudão, Ruanda, Burundi, Etiópia, ESwatini, Lesotho, Botswana, Libéria, Sudão do Sul e São Tomé e Príncipe, agrupados no pote 4.

A fase final do CAN será disputada de 23 de Junho a 23 de Julho, com a participação de 24 selecções, que sairão dos seis jogos de cada um dos grupos, a realizarem-se nos meses de Junho, Setembro e Outubro. Ou seja, a 1ª e 2ª jornadas estão agendados entre 1 e 14 de Junho, enquanto a 3ª e 4ª jornadas serão a 19 a 27 de Setembro.

Os desafios da 5ª (penúltima) e 6ª (última) jornada aguardam pela definição da instituição africana, entre Outubro (não há Data FIFA) e Novembro (Data FIFA).

Relativamente ao CHAN 2023, prova que é disputada por jogadores que actuam nos respectivos campeonatos nacionais, a fase final está agendada para Argélia e a fase de qualificação inicia a 28 de Julho próximo. O sorteio desta competição interna será realizado a 28 de Abril corrente.

 

PROCEDIMENTOS PARA O SORTEIO DESTA NOITE

As equipas que vão participar no sorteio de qualificação ao Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim vão conhecer os seus grupos durante o sorteio a se realizar nos estúdios da SuperSport, em Joanesburgo, na África do Sul, esta terça-feira às 19h30, horas de Maputo.

Os 48 países qualificados para participar da segunda fase das eliminatórias foram distribuídos em quatro potes com base no ranking oficial da FIFA divulgado a 31 de Março de 2022.

As equipas serão então sorteadas em 12 grupos de quatro selecções (Grupo A a L), com as duas melhores de cada grupo a se qualificarem para o torneio a ser disputado no país da África Ocidental.

Os anfitriões da Costa do Marfim também participarão do sorteio, embora já tenham garantido o lugar no torneio, o que significa que apenas uma outra selecção de seu grupo vai se qualificar para a competição.

Quénia e Zimbabwe, que foram suspensos pela FIFA de todas as actividades de futebol em todo o mundo, também serão incluídos no sorteio, apesar de suas proibições temporárias.

No entanto, se a suspensão não for levantada duas semanas antes da primeira jornada das eliminatórias, ambas as federações serão consideradas perdedoras e eliminadas da competição.

Consequentemente, seus grupos serão compostos por três selecções com o primeiro e o segundo colocado desses grupos a se qualificarem para a fase final do torneio continental.

Como resultado dessa decisão, Quénia e Zimbabwe não podem ser sorteados no mesmo grupo para evitar ter um grupo com apenas duas selecções, caso a suspensão de ambas federações não seja levantada.

No sorteio a ser conduzido pelo Director de Competições da CAF, Samson Adamu, e assistido pelas lendas do futebol africano Lucas Radebe, da África do Sul, e o costa-marfinense Solomon Kalou, a primeira bola será sorteada do Pote 4 e irá para a posição A4.

O procedimento será repetido para as restantes equipas do Pote 4 que irão para as posições B4, C4, D4, E4, F4, G4, H4, I4, J4, K4 e L4 de acordo com a ordem de sorteio.

O mesmo procedimento acima será repetido para o Pote 3, Pote 2 e, finalmente, Pote 1.

As eliminatórias começarão em Junho de 2022, onde serão disputadas as duas primeiras jornadas de cada grupo.

O internacional moçambicano Zainadine Júnior vai renovar o vínculo com o Marítimo de Portugal por mais duas temporadas, permanecendo no clube até 2024. O facto da família sentir-se bem na Madeira contribuiu para a renovação do contrato, mesmo com propostas mais aliciantes de outros clubes europeus, asiáticos e árabes.

Zainadine Júnior estava já em final de contrato com o Marítimo, que terminaria em Junho deste ano e muita especulação havia em relação ao seu futuro. Com propostas de vários clubes de Portugal e de outros países europeus, árabes e asiáticos, o internacional moçambicano de 33 anos, acabou por chegar a um acordo verbal para prolongar a ligação com os verdes e rubros, o qual será firmado durante esta semana.

A informação é avançada pelo jornal português A bola, que revela que por conta do seu alto rendimento desportivo e por figurar já como um dos jogadores mais emblemáticos do clube, a renovação do contrato era uma das prioridades, quer para a Direcção agora presidida por Rui Fonte, quer para a Administração da SAD, liderada por João Luís Martins.

O experiente defesa central chegou ao Marítimo na época 2016/2017 e desde logo assumiu papel preponderante na equipa madeirense. Titular indiscutível ao longo das  seis temporadas que leva ao serviço dos ilhéus, Júnior disputou 178 jogos e marcou sete golos, notando-se como um dos jogadores mais respeitados do plantel e um dos mais acarinhados pelos sócios e adeptos.

Nesta temporada futebolística 2021/22, Zainadine Júnior tem sido escolhido como capitão da equipa e já disputou 30 jogos, dos quais 28 pela Liga Bwin, um para a Taça de Portugal e outra para a Taça da Liga, para além de quatro jogos ao serviço da selecção nacional, os Mambas, todos a contar para a fase de qualificação ao Mundial deste ano, dois deles como capitão.

Para a renovação de Zainadine Júnior muito contribuiu o facto de a família sentir-se bem na Madeira. O novo casamento será celebrado nos próximos dias.

Nascido a 24 de Junho de 1988, Zainadine Júnior iniciou a carreira no Desportivo Maputo, clube pelo qual conquistou o título e representou de 2006 a 2013, altura que teve passagem pela Liga Desportiva de Maputo a caminho do Nacional da Madeira. Em 2016 disputou metade da temporada 2015/2016 pelo Tianjin Teda da China, antes de regressar à Madeira, em Portugal, para representar o Marítimo, equipa a qual está filiado até ao momento.

Desde que saiu de Moçambique e pelos três clubes que representou, Zainadine Júnior já marcou 11 golos e fez oito assistências (três golos e duas assistências no Nacional, um golo no Tianjin Teda, sete golos e seis assistências no Marítimo), para além de um golo em 53 internacionalizações pelos Mambas.

Num duelo em que Zainadine Jr foi totalista e Clésio Baúque não saiu do banco, o Marítimo goleou, sábado, o Boavista (4-0) em jogo da 30ª jornada da  I Liga. Zainadine esteve em bom plano, tendo anulado as unidades mais adiantadas do Boavista. Com este triunfo, o conjunto dos internacionais moçambicanos subiu ao sétimo lugar com 36 pontos. E tem, praticamente, garantida a manutenção no primeiro escalão do futebol moçambicano.

Nesta partida, o treinador do Marítimo, Vasco Seabra, promoveu alterações no “onze”. Henrique rendeu Vidigal, Edgar Costa recuperou a primazia entre os titulares, assim como Xadas. Rafik regressou ao banco após muitos jogos como titular. O jovem Miguel Sousa, depois de vários jogos no “onze”, também reforçou as opções de Seabra no banco de suplentes.

Os primeiros dez minutos decorreram sob o signo da prudência, com as equipas a procurarem auscultar o adversário. O Marítimo demonstrou a ambição de assumir as rédeas e empurrou o Boavista para o seu meio-campo defensivo, forçando faltas consecutivas. Sebastien Perez foi o primeiro contemplado com um amarelo, após falta dura sobre o capitão Edgar Costa.

Joel, aos 20 minutos, também viu o amarelo após bola dividida, pelo chão. Após 20 minutos de jogo, nenhuma ocasião flagrante na partida. Pouco depois, o Boavista esteve perto de marcar, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo. De qualquer maneira, o incrível corte de Zainadine não teria permitido aos axadrezados festejar.

Ficou o alerta da equipa orientada por Petit. Aos 31, e a confirmar a abnegação de ambas as equipas, foi a vez de Vítor Costa ver o amarelo, depois de falta mais dura. Igualdade de critérios disciplinares por parte de Gustavo Correia, árbitro que pecou pouco depois, ao deixar jogar no seguimento de falta claríssima sobre Winck. O Caldeirão reagiu com contestação legítima. Winck ficou incrédulo. Insistiu o Marítimo.

Boa combinação entre Henrique e Vítor Costa pelo flanco esquerdo, com o lateral a cruzar para a área. Joel falhou o cabeceamento e apareceu Xadas. Em boa posição, o golpe de cabeça saiu muito ao lado. Nesta fase, carbura muito o Marítimo pelos flancos. Winck, em nova arrancada, cruzou para a área e apareceu o corte do defensor. Aumentava a intensidade na disputa de cada bola e foi Henrique, desta vez, a sofrer entrada faltosa, mas sem sanção disciplinar para os forasteiros.

Livre para o Marítimo, combinação primorosa entre Edgar e Xadas, com o esquerdino a cruzar para a área. Bracali socou mal, a bola sobrou para Zainadine que rematou com selo de golo. Sobre a linha, os axadrezados evitaram, numa primeira instância, a festa verde-rubra, mas já nada puderam fazer contra o desvio, à boca da baliza, de Matheus Costa. Golo do Marítimo. Faiscava o Caldeirão, ávido de conquistas. Matheus Costa assinou o seu quinto golo na temporada. Empolgados, os Leões do Almirante Reis buscavam o segundo golo ainda antes do intervalo. Winck, em nova cavalgada, voltou a ser vítima de falta.

Desta vez, Gustavo Correia interveio e mostrou o inevitável cartão amarelo ao defensor axadrezado. O Boavista tremia e tinha razões para isso. Cobrado o livre, Xadas esgueira-se pela direita e, com o pé direito, coloca a redondinha ao segundo poste. Cruel, Joel não perdoou, não obstante a oposição de vários adversários. Impetuoso e audaz o avançado verde-rubro Golo do Marítimo em cima do intervalo. Vantagem justa de 2 golos.

O Marítimo regressou à segunda parte sem alterações. Os primeiros 10 minutos viram um Marítimo a consentir mais posse de bola ao Boavista, sempre sem permitir veleidades aos homens do Bessa. Em campo, o Marítimo explorava brechas e, numa variação da esquerda para o centro, Henrique encontrou Joel. Já na área, o camaronês rodou e foi travado em falta. Grande penalidade para o Marítimo. Joel, na cobrança, voltou a ser cruel. 3-0. No minuto 69, Joel fixou o resultado final em 4-0.

 

GENNY CATAMO GOLEIA PAÇOS DE FERREIRA

Genny Catamo foi lançado aos 87 minutos na vitória, sexta-feira, goleada imposta pelo Guimarães ao Paços de Ferreira, por 4-0, em desafio inserido na jornada 30 da I Liga. Catamo entrou para o lugar de Ruben Lamerias, autor de um dos golos dos vimaranenses que reforçaram o sexto lugar na tabela classificativa.

Tiago Silva, aos seis minutos, de grande penalidade, inaugurou o marcador, após falta de Maracás sobre Bruno Duarte. André Ferreira ainda adivinhou o lado do remate de Tiago Silva, mas não conseguiu evitar o golo do vimaranense.

Bruno Duarte, aos 45 fez o 2-0, num lance em que saltou mais alto que todos e desviou, com sucesso, um centro de Rafa Soares.

Aos 67, Bruno Duarte bisou na partida, na recarga a  uma grande penalidade desperdiçado por André Almeida. O lance nasce de uma falta de Luiz Carlos na área pacense. O jogador dos Castores viu amarelo, o segundo no encontro, e foi expulso.

Rúben Lameiras, aos 86, em novo castigo máximo, fechou as contas do jogo e confirmou a goleada dos de Pepa.  Inicialmente, Hélder Malheiro deixou o jogo seguir, mas, depois de avisado pelo VAR, foi ver um lance de possível mão de Uilton na área e marcou grande penalidade, o terceiro do encontro, todos contra o Paços.

O equilíbrio foi a nota dominante entre Estrela da Amadora e Nacional, que empataram (0-0) em jogo da 30.ª jornada da Liga SABSEG, aumentando para cinco os jogos dos amadorenses sem vencer.

O Estrela da Amadora, que tem realizado um campeonato tranquilo e a salvo da luta pela manutenção (apesar de ainda não estar matematicamente assegurada), recebia na Reboleira um Nacional com esperanças de lutar pela subida à Liga Bwin, ainda que ténues, em função do atraso pontual para a restante concorrência nos lugares cimeiros.

Nesse sentido, os madeirenses conseguiram criar uma situação perigosa aos cinco minutos, quando uma saída arrojada de Gonçalo Tabuaço, perante Danilovic, evitou males maiores para a equipa da casa, que, ainda assim, assumiria a iniciativa do restante encontro.

 

WITI COMPROMETE SUBIDA À I LIGA

O Nacional da Madeira, conjunto no qual evolui o internacional moçambicano Witiness Quembo, empatou a zero, sábado, com o Estrela da Amadora, no José Gomes, na Reboleira, em partida da 30.ª jornada da Liga 2.

Com este resultado, a equipa do esquerdino soma 45 pontos, ocupando o sexto lugar, já sem hipóteses de aspirar à subida à I Liga.

A primeira parte contou com algumas quebras de ritmo, motivadas por uma lesão muscular para cada lado – Tipote para o Estrela da Amadora e Rúben Freitas para o Nacional – e registaria mais uma situação de finalização para cada lado até ao intervalo: Madson ainda criou sensação de golo num livre directo, aos 17 minutos, e João Camacho atirou perto do poste esquerdo, aos 40.

O segundo tempo seguiu o caminho do primeiro, muito equilibrado e sem particulares motivos de interesse. Ainda assim, o Estrela criou sempre mais riscos no objectivo de abrir o marcador e ficou perto de o fazer por Paulinho, que, aos 77 minutos, proporcionou uma boa defesa a Vagner.

No restante tempo, e apesar dos esforços dos locais em chegar ao golo da vitória, a defesa insular mostrou-se à altura, segurando, assim, um nulo que não agradará particularmente a qualquer um dos conjuntos.

O Estrela, 13.º classificado, passou a somar 36 pontos, mais oito que o Trofense, que ocupa o lugar de “play-off” de manutenção.

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