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O País – A verdade como notícia

A Stv transmite, sábado, às 16h00, o duelo Wolverhampton vs Brighton & Hove Albion, inserido na 35ª jornada da Liga Inglesa de futebol. O jogo terá lugar no Molineux Stadium.

À entrada desta ronda,  Wolverhampton Wanderers encontra-se em 8º lugar com 49 pontos, enquanto o Brighton & Hove Albion é 11º classificado com 41. Com quatro partidas ainda por disputar, o Wolves está cinco pontos atrás do Manchester United, sexto classificado,  e luta por uma vaga nas eliminatórias da Liga Conferência. O Brighton & Hove Albion, esse, está 12 pontos acima da zona de despromoção.

O Wolves de Bruno Lage perdeu com o Burnley (1-0) no  último jogo na Premier League disputado  no “Turf Moo”. Já o Brighton & Hove Albion empatou a duas bolas com  o Southampton no “American Express Community Stadium”.

O historial de confrontos entre as duas formações na Premier League  indica que  o Wolves venceu o Brighton & Hove Albion (1-0) em pleno “American Express Community Stadium”,  em jogo havido em Dezembro do ano passado. Romain Saïss marcou para o Wolves aos 46 minutos.

O Wolves levou a melhor sobre o Brighton nos últimos jogos. O histórico aponta para  duas vitórias e quatro empates. O Brighton procura a  sua primeira vitória na liga em jogos entre os dois conjuntos desde Outubro de 2018. O Wolves superou o Brighton  com oito vitórias e seis empates.

Raúl Jiménez, Hwang Hee-Chan e Rúben Neves são as principais figuras do Wolves esta temporada. Jiménez é o melhor marcador dos “Lobos” com seis golos marcados, seguido por Hwang com cinco e Neves com quatro.

Neal Maupay e Leandro Trossard são os  elementos mais destacados do Brighton & Hove Albion, tendo anotado oito e seis golos, respectivamente.

Esta temporada, em jogos realizados em casa, o Wolves venceu sete partidas, empatou duas e perdeu sete num total de 16. O Brighton, por sua vez,  tem seis vitórias e igual número de  empates e ainda  quatro derrotas fora do “American Express Community Stadium”.

Nos últimos seis jogos no campeonato, o Wolves venceu três e perdeu igual número. Já o Brighton venceu dois e empatou em igual número.

 

LÍDER NO TERRENO DO LEEDS UNITED

As credenciais do Manchester City, líder e campeão em título da Premier League, serão testadas no próximo sábado em Elland Road contra o Leeds United, conjunto que se encontra encostado junto da zona de despromoção.

O Manchester City parte para esta partida motivado depois de uma vitória expressiva na última jornada no confronto com o Watford (5-1). Os “citizens” apresentam um registo de sete jogos sem perder na Liga Inglesa.

O Leeds United está em 16º lugar com 34 pontos, apenas cinco pontos à frente da zona de despromoção, com cinco jornadas ainda por disputar. O Leeds United empatou com o  Crystal Palace (0-0), estendendo sua série invicta para cinco  jogos (três vitórias e dois empates).

Na última partida na  Premier League entre as duas equipas,  o Manchester City goleou o Leeds United (7-0) no  Etihad Stadium em Dezembro do ano passado. Kevin De Bruyne liderou o City com golos aos 32 e 62 minutos. Phil Foden, Jack Grealish, Riyad Mahrez, John Stones e Nathan Aké foram os autores dos outros tentos do Manchester City.

Esta temporada, Mahrez, De Bruyne e Raheem Sterling, que marcaram 11, 11 e 10 vezes, respectivamente, são os principais “artilheiros” da equipa de Pep Guardiola.

Raphinha e Jack Harrison chamaram a atenção do Leeds esta temporada. Raphinha é o melhor marcador  com 10 golos. Harrison tem estado igualmente em destaque com sete golos anotados.

O Leeds United tem um saldo de  quatro vitórias, cinco empates e sete derrotas esta temporada em 16 jogos da Premier League em casa. O Manchester City possui um bom recorde fora de casa com  12 vitórias, três empates e apenas uma derrota. O City quer aumentar uma série de 15 jogos sem perder (12 vitórias e três empates e nenhuma derrota). A última vez que o Manchester City perdeu foi em Agosto de 2021 contra o Tottenham Hotspur.

Nos últimos seis jogos no campeonato, o Leeds United venceu três, empatou dois e perdeu um. O Manchester City, por sua vez, venceu quatro e empatou dois.

 

PREMIER LEAGUE

35ª jornada

Sábado, 30 de Abril

Newcastle vs Liverpool

Aston Villa  vs Norwich City

Southampton vs Crystal Palace

Watford  vs  Burnley

Wolves   vs Brighton

Leeds United    vs Man City (jogo com transmissão na Stv)

Domingo, 1 de Maio

Everton    vs Chelsea

Tottenham  vs Leicester City

West Ham    vs Arsenal

Segunda-feira, 2 de Maio

Man United   vs Brentford

Com o despacho proferido pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, Nicolau Manjate, figura que vinha exercendo o papel de presidente interino, vai definitivamente deixar o cargo de presidente da Federação Moçambicana de Patinagem (FMP). Manjate, que esteve à frente da agremiação durante 11 anos, diz sair com sentimento de missão cumprida.

“Primeiro, acredito que teremos mais oportunidades de fazer o balanço dos 11 anos em que estivemos à frente dos destinos da federação. Foi um trabalho cujos resultados nos orgulham”, observou. Mas por que os resultados orgulham? O que foi feito de tão importante durante o seu mandato? Indagamos! Ao que Manjate respondeu: “Os resultados que fomos capazes de alcançar em campo e nos destinos desta actividade. As nossas participações foram coroadas de êxitos. Conseguimos bons resultados no continente e em mundiais”, gabou-se Nicolau Manjate, dirigente que teve como ponto alto o 4º lugar alcançado por Moçambique no Mundial de hóquei em patins de 2011, em San Juan, na Argentina.

Esta foi a melhor classificação de sempre do nosso país. “A nossa equipa sempre se guiou por um espírito de trabalho conjunto e por um objectivo que era dignificar a pátria. É só olhar para aquilo que fizemos. Deixamos um legado positivo”. E, agora, o que se segue tendo em conta a sua rica experiência como dirigente da FMP? “Posso dizer que, como família do hóquei em patins, continuaremos a dar o nosso apoio sempre com o objectivo de elevar cada vez mais a modalidade”, prometeu. Durante o seu mandato, Moçambique conquistou, em 2019, em Barcelona, Espanha, a Taça Intercontinental da modalidade. No mesmo ano, a selecção nacional de hóquei em patins sub-19 ficou em 3º lugar numa prova igualmente disputada na Espanha.

Em 2006, como vice-presidente da Área de Marketing, foi uma das figuras que desenhou a conquista, pela selecção nacional, do Mundial do grupo B realizado em Montevidéu, no Uruguai. Outrossim, Moçambique foi vice-campeão africano da modalidade em 2019, em Angola.

Associação Black Bulls e Ferroviário da Beira batem-se, sábado, às 15h00, no campo da Liga Desportiva de Maputo, em jogo da Supertaça Mário Coluna. O primeiro troféu oficial da época no país será disputado pelo campeão e vice-campeão nacional, uma vez não ter havido a Taça de Moçambique ano passado.

Em busca do primeiro milho desta temporada, Black Bulls e Ferroviário da Beira voltam a travar argumentos na Matola, em Hanhane e não no Tchumene, num tira-teimas entre o campeão e vice-campeão nacional, respectivamente.

Um duelo que promete arrastar muitos aficionados do futebol moçambicano com sede de um bom espectáculo.

“Touros” e “Locomotivas” do Chiveve protagonizaram, ano passado, uma disputa acérrima pela conquista do título de campeão nacional.

Duas semanas depois de terem falhado a conquista da Liga Jogabets, ao perderem, na final, diante do Costa do Sol (6-5), os “Touros” querem redimir-se e levantar, pela primeira vez na sua história, um troféu que homenageia uma lenda do futebol mundial: Monstro Sagrado.

Aliás, o conjunto de Inácio Soares pretende mostrar a sua musculatura depois do desaire diante dos “canarinhos”, numa partida na qual criou muitas situações para golo mas mostrou-se bastante perdulária.

É objectivo vencer e partir motivado para o arranque do campeonato nacional, no qual terá como primeiro adversário a União Desportiva do Songo.

Os campeões nacionais sobem ao relvado da Liga Desportiva de Maputo com olhos postos na vitória, daí que irão procurar assumir e controlar o jogo.

Vencedor da Supertaça provincial de futebol de Sofala, ao vencer o Estrela Vermelha da Beira por 3-0, o Ferroviário da Beira “pisca o olho” a mais um troféu esta temporada. E conquistar a Supertaça Mário Coluna não só motivaria a equipa para os próximos compromissos (arranque do campeonato nacional diante do homónimo de Maputo) como também “engordaria” a sala de troféus do clube com mais uma taça.

Serve de referência recordar que, em 2017, o Ferroviário da Beira conquistou a Supertaça ao vencer, no “Caldeirão” do Chiveve, a União Desportiva de Songo por 2-1.

O primeiro golo da partida foi marcado por intermédio de Maninho quando estavam jogados 72 minutos. Jojo, à passagem do minuto 83, marcou o golo da igualdade, resultado com que terminaram os 90 minutos. Já no prolongamento, Fabrice colocou o preto no branco, marcando o golo que deu vitória ao Ferroviário da Beira.

Os “locomotivas” do Chiveve, agora sob orientação do zambiano Wedson Nyirenda, querem, igualmente, mostrar que são um conjunto a voltar a ter em conta em todas as provas nacionais.

Ano passado, Ferroviário da Beira e Associação Black Bulls empataram sem abertura de contagem em desafio da 12ª jornada do Moçambola-2022 disputado a 25 de Julho.

Na segunda volta, a 31 de Outubro, Black Bulls superiorizou-se aos “locomotivas” do Chiveve na “catedral de Tchumene”, vencendo por 3-1.

Os golos dos “touros” foram apontados por Ejaita (bisou na partida) e Melque, enquanto Edson marcou o tento solitário do Ferroviário da Beira.

DESPORTIVO DA MATOLA E ESFA DISPUTAM TÍTULO

Desportivo da Matola e a Escola de Sargentos de Boane (ESFA) protagonizam, domingo, às 14h30, no campo da Associação Black Bulls, a final do Campeonato Provincial de Futebol de Maputo.

O Desportivo da Matola, orientado por Eduardo Jumisse, terminou a fase de grupos com 11 pontos, seguido do Incomáti com 10 e Amigos da Matola com nove. Na última jornada, o Desportivo da Matola “despachou” o Clube da Manhiça a quem venceu por 3-0.

Já a Escola de Sargentos de Boane fechou a primeira fase do Campeonato Provincial de Futebol de Maputo com 15 pontos, mais cinco que Jeito FC de Ressano Garcia, seis que Ximanganine FC e sete que  Corrumane FC de Sábiè.

 

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) julgou improcedente a providência cautelar imposta por Nelson Costa, um dos candidatos à presidência da Federação Moçambicana de Patinagem por alegadas irregularidades no processo eleitoral. Desta forma, Eneas Comiche Jr, candidato da lista “A” considerado vencedor, poderá ser empossado nos próximos dias.

Ponto final (?) ao diferendo que opunha a lista de Eneas Comiche Jr (declarado vencedor das eleições na Federação Moçambicana de Patinagem (FMP) com oito votos a favor) a de Nelson Costa (candidato da lista “B” que perdeu a corrida eleitoral com cinco votos).

É que, um ano e cinco meses depois das eleições que culminaram com um pedido de impugnação dos resultados por parte de Nelson Costa, alegadamente por irregularidades no processo, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) julgou improcedente a providência cautelar apresentada pela lista “B”.

No seu parecer, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo refere que o escrutínio, realizado a 28 de Novembro de 2020, decorreu dentro do preceituado nos estatutods da Federação Moçambicana de Patinagem que abrem espaço para os membros fundadores votarem. No seu despacho, a que o O País teve acesso, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo sustenta: “Para materialização do acto, no dia 20 de Novembro de 2020, foi publicado o Regulamento Eleitoral da Federação Moçambicana de Patinagem, que fixou os princípios que regulam o processo eleitoral como o respeitando a Lei do Desporto, pelo que vai ser declarada válida a deliberação que elege novos órgãos sociais da FMP”, refere o parecer.

Neste sentido, tendo em conta o que foi exposto, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo julgou improcedente o pedido de anulação das eleições na Federação Moçambicana de Patinagem. “Em nome da República de Moçambique e da lei, julgo improcedente, por não provado o pedido do autor Nelson Costa, absolvendo a ré Federação Moçambicana de Patinagem do pedido”.

Com o despacho, Eneas Comiche Jr pode agora tomar posse como presidente da Federação Moçambicana de Patinagem, num ano atípico em que se realizam o Campeonato Africano da modalidade, em Outubro, e a 3ª edição dos Jogos Mundiais de Patinagem a realizarem-se em Novembro, em San Juan, na Argentina. Cabe agora a mesa da Assembleia-geral da Federação Moçambicana de Patinagem, presidida por Lucas Chachine, agendar o acto de tomada de posse de Eneas Comiche Jr.

 

OS ARGUMENTOS DE NELSON COSTA

Nelson Costa apresentou, em Novembro, um pedido de anulação das eleições por alegadas irregularidades. Nelson Costa defendia, por exemplo, que os membros fundadores da Federação Moçambicana de Patinagem não deviam ter direitio a voto.

Os membros fundadores da Federação querem decidir tudo. Mas como acontece noutros países, quem vota para uma federação são as associações, mas aqui não, são pessoas. Isso é estranho, não podemos dar poder a pessoas para decidirem por todo um país. Haviam associações que mostraram vontade de se filiarem à federação, eles deliberadamente, não aceitaram, simplesmente ignoraram as províncias. Isso mostra que os membros fundadores que são de Maputo, não querem a inclusão das outras províncias. Tínhamos a associação de Cabo Delgado, de Inhambane, associação de treinadores, de árbitros, de atletas e a associação feminina de patinagem, mas foram ignoradas”, argumentou, na altura, numa entrevista ao O País.

O antigo jogador da selecção nacional e Desportivo Maputo criticou igualmente a postura da mesa da Assembleia-geral.  “Partimos para esta eleição e sabíamos que havia um regulamento eleitoral. Mas os intervenientes pontapearam-no. Houve várias irregularidades naquele processo, facto que me deixou muito envergonhado com a maneira como os membros fundadores, os membros da mesa da assembleia-geral e o presidente cessante agiram face às ilegalidades”, contestou.

 

MANJATE DEIXA FMP COM TRUNFO DO HISTÓRICO 4º LUGAR NO MUNDIAL DA ARGENTINA

Com o despacho proferido pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, Nicolau Manjate, figura que vinha exercendo o papel de presidente interino, vai definitivamente deixar o cargo de presidente da Federação Moçambicana de Patinagem (FMP).  Manjate, que esteve a frente da agremiação durante 11 anos, diz sair com sentiment de missão cumprida. “Primeiro, acredito que teremos mais oportunidades de fazer o balanço dos 11 anos em que estivemos à frente dos destinos da federação. Foi um trabalho cujos resultados nos orgulham”, observou. Mas por que os resultados orgulham? O que foi feito de tão importante durante o seu mandato? Indagamos! Ao que Manjate respondeu: “Os resultados que fomos capazes de alcançar em campo e nos destinos desta actividade. As nossas participações foram coroadas de êxitos. Conseguimos bons resultados no continente e em mundiais”, gabou-se Nicolau Manjate, dirigente que teve como ponto alto o 4º lugar alcançado por Moçambique no Mundial de hóquei em patins de 2011, em San Juan, na Argentina. Esta foi a melhor classificação de sempre do nosso país. “A nossa equipa sempre guiou-se por um espiríto de trabalho conjunto e por um objective que era dignificar a patria. É só olhar para aquilo que fizemos. Deixamos um legado positivo”. E agora, o que se segue tendo em conta a sua rica experiência como dirigente da FMP? “Posso dizer que, como família do hóquei em patins, continuaremos à dar o nosso apoio sempre com objectivo de elevar cada vez mais a modalidade”, prometeu. Duarante o seu mandato, Moçambique conquistou, em 2019, em Barcelona, Espanha, a Taça Intercontinental da modalidade. No mesmo ano, a selecção nacional de hóquei em patins sub-19 ficou em  3º lugar numa prova igualmente disputada na Espanha.

Em 2006, como vice-presidente da área de marketing, foi uma das figuras que desenhou a conquista, pela selecção nacional, do Mundial do grupo B realizado em Montevidéu, no Uruguai. Outrossim, Moçambique foi vice-campeão africano da modalidade em 2019, em Angola.

Estabeleceram uma dinastia no passado. Brilharam em África, deixaram ficar a sua marca. Pertencem a uma geração de ouro do basquetebol moçambicano. Uma geração única que jogava com enormíssima paixão.

Eram muito finos e transpiravam qualidade nas quadras. Mau grado a transmissão de legado não ter sido como seria de esperar para se perpetuar qualidade. Hoje, juntam-se anualmente – nos últimos dois anos estiveram limitados devido à COVID-19 – para relembrar os velhos tempos e partilhar memórias. Identificaram no Torneio Internacional de Maputo de Bola Ao Ar, TIMBA, uma plataforma para celebrar o basquetebol de tempos outros.

Este ano, precisamente entre os dias 30 de Abril e 1 de Maio, o pavilhão do Desportivo vai ser palco desta prova que junta antigas glórias do basquetebol moçambicano.

Na retoma da prova, prevê-se a movimentação de cerca de 200 elementos entre antigos praticantes e treinadores.

Estes vão competir, em masculinos, nos escalões 30-39 anos, 40-49 anos e + 50 anos. De Angola, país com tradição no basquetebol, vem uma equipa que se inscreveu para os escalões 30-39 em masculinos.

A organização refere que, depois de terem confirmado a participação de mais equipas, os angolanos acabaram por inscrever apenas uma. Espera-se que o evento venha a movimentar 40 jogos que, mais do que o espírito competitivo, carreguem consigo a amizade, paixão e estímulo pela prática da modalidade.

O regulamento prevê que cada equipa inscreve o máximo de 15 jogadores e mínimo de sete, podendo ter até dois treinadores.

Os jogos serão disputados de acordo com as regras oficiais da Federação Internacional de Basquetebol – FIBA- à excepção daquelas alteradas no regulamento desta prova.

Mais: a regra dos 24 segundos será observada em todos os jogos, sendo que o cronómetro deverá parar sempre que houver uma interrupção nos últimos minutos do último quarto.

Os clubes do Moçambola exigem que o vencedor da prova passe a receber seis milhões de Meticais, contra os actuais 600 mil. Alegam não fazer sentido que a taça e as medalhas que são atribuídas ao campeão nacional de futebol sejam iguais ao que é atribuído aos vencedores dos torneios recreativos, provinciais e de outras modalidades.

Taça de vencedor, valores monetários, medalhas e outros tipos de premiação que são atribuídos actualmente ao campeão nacional não dignificam o futebol moçambicano. A inquietação é dos clubes que disputam o troféu máximo do futebol moçambicano que querem condições melhores para o vencedor do Moçambola.

Por exemplo, a actual premiação para o campeão nacional de futebol, prova que decorre entre seis a outo meses, é de 600 mil Meticais, contra os 650 mil que foram atribuídos ao campeão nacional de basquetebol, numa prova que teve apenas um mês.

Outro exemplo é da diferença entre a premiação que foi atribuída, recentemente, para o torneio de abertura da Cidade de Maputo, nos anos 2019 e 2020, nomeadamente na Taça Mavila Boy, que era de um milhão de Meticais, numa prova de 45 dias a dois meses, contrariamente aos 600 mil do Moçambola.

A maior preocupação dos clubes é o facto de esta premiação já ter pouco mais de uma década a ser atribuída, sem que houvesse reajuste.

A primeira colectividade a trazer o assunto na Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol foi a Black Bulls, campeão nacional em título, através do seu presidente, Juneid Lalgy, que considera que o prémio não dignifica o campeonato nacional. “A questão fundamental é tentar valorizar o campeão nacional e o campeonato. São pequenos detalhes que temos que tomar atenção para que venham a valorizar a própria competição”, começou por dizer Lalgy.

Para o presidente e fundador da Associação Black Bulls, “não faz sentido que a Taça do Moçambola seja igual à taça dos torneios recreativos ou de outras modalidades como o boxe e outras e o custo da taça do Moçambola seja de 12.500 Meticais”, numa alusão ao facto de a taça similar ter sido entregue ao vencedor do campeonato provincial da Cidade de Maputo, mas também ao vencedor do campeonato regional de Boxe.

Aliás, Lalgy diz mesmo que até as medalhas que são entregues ao campeão nacional não são de todo dignas e, por isso mesmo, reitera que “se quisermos dar alguma dignidade à nossa competição, é possível melhorar este valor”. Mas para Juneid “não pelo valor em si que possa resolver os problemas dos clubes, mas pelo prestígio acrescido que dá à competição”.

Esta posição foi defendida pelo anterior campeão nacional, Costa do Sol, através do seu vice-presidente, Jeremias da Costa, que diz que “não faz sentido que uma prova como o Moçambola, de um campeão que vai participar das competições africanas, receba como prémio um valor de 600 mil Meticais”, e dá um exemplo: “o Costa do Sol, quando esteve a participar das eliminatórias da Liga dos Campeões, só a ida ao Zimbabwe para essa eliminatória, gastou cerca de seis a sete milhões de Meticais”.

Da Costa diz que o valor da premiação deve servir para ajudar o campeão nacional a custear as despesas da sua participação nas afrotaças e deixa uma sugestão: “a nossa ideia é que se suba o valor para 10 vezes mais, em vez de receber 600 mil Meticais, passe a receber seis milhões de Meticais. Isso iria justificar o investimento que os clubes fazem para a realização da prova”, argumentou.

Outro campeão nacional insatisfeito com a actual premiação é a União Desportiva de Songo. Cláudio Tonetti, director desportivo da colectividade, diz que esta é uma solicitação feita por si e pelos restantes clubes para que haja melhorias na premiação.

“Não é uma premiação, nos dias de hoje, que podemos considerar boa, porém a Liga leva este TPC de melhorar a premiação. É isto que vamos esperar que a Liga faça e cheguemos a uma premiação mais satisfatória para todo o mundo”, disse Tonetti.

E não são somente os campeões nacionais que sentem a fragilidade da premiação do vencedor do Moçambola. O director desportivo do Ferroviário de Nacala, Aquilino Correia, diz que “isso nos preocupa porque o valor é irrisório e o prémio devia ser mais elevado para procurar galvanizar o próprio atleta moçambicano”.

A Liga Moçambicana de Futebol prometeu aos clubes que vai buscar parcerias para garantir a melhoria da premiação, não tendo avançado para quanto o valor vai subir, mas poderá ser ainda para esta edição do Moçambola 2022.

Recorde-se que os clubes querem, também, que seja implementada a premiação para o melhor jogador em campo em cada partida do Moçambola, mesmo sem avançar qual seria o prémio, desde que valorize o jogador.

Maria de Lurdes Mutola será homenageada, em Agosto próximo, pela organização dos Campeonatos do Mundo de Atletismo Oregon22, nos EUA. Foi precisamente em Oregon, cidade pequena mas com grande tradição no atletismo, onde Lurdes Mutola se instalou em 1991 com a intervenção do malogrado Marcelino dos Santos.

É o reconhecimento da mais expressiva atleta de todos os tempos de Moçambique e que deixou marcas indeléveis nas maiores pistas do Mundo. Maria de Lurdes Mutola, campeã olímpica e mundial dos 800 metros, será reconhecida pela sua brilhante carreira.

Feito ainda fresco na memória de toda uma Nação carente em resultados desportivos em grandíssimos eventos mundiais, Lurdes Mutola foi campeã olímpica dos 800 metros em Sidney, Austrália, em 2000, quando a 25 de Setembro venceu a final o tempo de  1 minuto e 56 segundos, deixando para trás a forte concorrência de Stephanie Graf (Austrália) e Kelly Holmes (Reino Unido).

Na pista coberta, simplesmente arrasou ao estabelecer ao açambarcar medalhas de ouro em 1995, 1997, 2001, 2003, 2004 e 2006. Estabeleceu, diga-se, uma dinastia ao longo de anos nos 800 metros! Mutola conta com medalhas amealhadas em campeonatos do mundo ao ar livre entre 2001 e 2003.

Impressionante, Lurdes Mutola detém o recorde do Mundo dos 1000 metros em pista coberta e em pista aberta, recorde africano dos 1000 metros em pista aberta e o recorde africano dos 800 metros em pista aberta.

Em reconhecimento da sua influência na modalidade rei dos Jogos Olímpicos e pela sua passagem pela cidade onde foi fundada a “Nike”, marca que chegou mesmo a disponibilizar um valor para desenvolver um ambicioso projecto no Parque dos Continuadores, a organização dos Campeonatos do Mundo de Atletismo Oregon22 irá homenageá-la em Agosto próximo. Para ser mais preciso: a melhor atleta de todos os tempos do país terá uma placa comemorativa em Shana Barr Trail Marker, em Willamalane, Springfield.

Em comunicado, a organização refere: “É um orgulho anunciar a criação do Oregon22 Heritage Trail. Os objectivos deste projecto são criar um permanente e comemorativo lembrete da vinda dos Campeonatos Mundiais ao Oregon”, lê-se na nota.

O evento, segundo a organização, irá homenagear 22 atletas nas suas cidades de origem ou então em locais que tenham um significado especial para cada uma, com o descerramento de placas nesses locais.

 

DO FUTEBOL AO ESTRELATO NO ATLETISMO

Lurdes Mutola entrou para a vida desportiva como jogadora de futebol na equipa de Águia de Ouro, clube de segunda divisão, no bairro de Chamanculo. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos da Commonwealth havidos em Kuala Lumpur, Malásia, decorria o ano de 1998.

No país, a recém-nomeada embaixadora do desporto foi alvo de várias distinções. Em 1993, a Universidade Pedagógica atribuiu o título de Mestre em Desportos a Lurdes Mutola. A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) atribuiu, dois anos depois, o título de doutor “honoris causa” em “reconhecimento pelos feitos nobres e únicos desta cidadã nacional, que se esmerou e continua a esmerar-se, numa área que não é apenas do domínio do fazer, mas também de questionamento científico”.

Lurdes Mutola recebeu, ainda em 2008, do Governo moçambicano, o título honorífico de “Herói do Trabalho”.

Já em 2015, o Presidente da República, Filipe Nyusi, atribuiu a Lurdes Mutola a Medalha Mérito Desportivo pelas conquistas da atleta ao longo da sua carreira.

Os clubes do Moçambola exigem a mudança do calendário futebolístico actual para uma época internacional que inicie em Julho de um ano para terminar em Maio do ano seguinte. A alteração do calendário vai permitir às equipas apuradas às Afrotaças melhor preparação. O pedido foi feito durante a Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol, realizada esta terça-feira

A Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol tinha apenas três pontos de agenda, nomeadamente a leitura e aprovação da acta da última reunião magna ordinária e das duas extraordinárias, a apresentação e aprovação do relatório de actividades e de contas dos exercícios 2020 e 2021 e apresentação do plano de actividades e orçamento para o ano 2022.

Os clubes pediram a inclusão de mais dois pontos nos diversos, nomeadamente o debate sobre o comunicado 01 da Federação Moçambicana de Futebol e a calendarização da época futebolística, curiosamente os dois que tiveram mais ênfase na reunião magna ocorrida esta terça-feira na Casa do Futebol.

Os clubes consideram que o actual calendário futebolístico está desajustado, olhando para as competições africanas e para as provas de outros países. A inquietação veio da própria Associação Black Bulls, campeã nacional e um dos representantes nacionais nas competições africanas, concretamente na Liga dos Campeões Africanos, a questionar qual seria o tempo de defeso em caso de chegar à fase de grupos das afrotaças.

“Se chegarmos o mais longe nas competições africanas, significa que não vamos parar e teremos que jogar as fases seguintes, ano seguinte, sem competições, porque, em Moçambique, já não haverá competições. E, quando as competições africanas estiverem a terminar, estará a iniciar o Moçambola seguinte. Em que tempo que os jogadores, treinadores e todo pessoal vão descansar?”, questionou Juneid Lalgy, presidente dos “touros”.

O Ferroviário da Beira, também representante nacional nas afrotaças, secundou a preocupação da Black Bulls, ressalvando que a época chuvosa não deve ser justificativa para a não mudança do calendário.

E porque esta decisão pertence à Assembleia-Geral da Federação Moçambicana de Futebol, fórum no qual os clubes, representados pela Liga Moçambicana de Futebol, não têm assento, o órgão que gere o Moçambola prometeu submeter este pedido à Casa do Futebol, mas também sugeriu que os clubes fizessem esta reclamação junto das Associações Provinciais, que são legítimos eleitores, para que aprovem a alteração na próxima reunião do organismo que gere o futebol moçambicano.

“Ficamos com o trabalho de casa de, como direcção Executiva da Liga Moçambicana de Futebol, de interagir com a Federação Moçambicana de Futebol para limar as arestas persistentes através de um envolvimento maior dos clubes da primeira liga na planificação da época”, disse Ananias Couana, em resposta às inquietações dos clubes.

Até porque Ananias Couana considerou a Assembleia-Geral da LMF “um exercício democrático e enriquecido pelas contribuições dos delegados dos clubes, os quais, de forma apaixonada e comprometida, apresentaram em fórum próprio a preocupação da calendarização da época futebolística em Moçambique, nomeadamente as datas de início, fim e interrupções do nosso campeonato nacional”.

Sobre este assunto, o director Nacional de Desporto de Rendimento, Francisco da Conceição, reconheceu que o debate é antigo e que cabe, agora, à decisão de inverter o cenário para que a nova calendarização seja a mesma dos restantes países.

“Chove na África do Sul, chove no Zimbabwe, chove na Zâmbia, chove em todos os países, mas não deixam de jogar e de ter um calendário que seja internacional. Nós devemos adequar-nos a esse calendário internacional e mudarmos o actual”, disse Da Conceição.

Relativamente ao primeiro comunicado da Federação Moçambicana de Futebol, sobre as inscrições dos jogadores juniores nas equipas seniores, bem como a obrigatoriedade de inscrição das equipas sub-23 e das equipas femininas para as equipas que vão disputar o Moçambola, os clubes foram unânimes em requerer a retirada dessa obrigatoriedade.

Ou seja, os clubes concordam com a inscrição das equipas sub-23, desde que seja permitida a inscrição de mais jogadores, para permitir que os treinadores possam utilizar os jogadores das equipas principais e secundárias nos seus jogos, sem que seja obrigatório.

 

RELATÓRIOS E ORÇAMENTO APROVADOS POR UNANIMIDADE

Na Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol estiveram presentes os 12 clubes que vão disputar o Moçambola-2022. Entre as matérias debatidas, destaque para a aprovação, por unanimidade, dos relatórios de actividades e contas dos exercícios de 2020 e 2021, bem como o plano de actividades e orçamento para este ano.

Para esta temporada futebolística 2022, o orçamento de actividades da Liga Moçambicana de Futebol situa-se em 71 milhões, 694 mil e 600 Meticais, dos quais pouco mais de 50 milhões dos patrocínios e 18 milhões de Meticais das transmissões televisivas, ou seja, da ZAP.

Já os jogadores pediram a remoção do número limite de 20 golos para considerar o melhor marcador da prova, bem como dos critérios para a escolha do guarda-redes menos batido, dois itens que não serão premiados na próxima gala do desporto, mas devendo ser reajustados os critérios, para que sejam reconhecidos.

Ademais, os clubes pedem a introdução do prémio para o “homem do jogo” em todas as partidas do Moçambola a partir desta edição, como forma de valorizar os jogadores.

A Liga Moçambicana de Futebol assumiu a responsabilidade de criar novos critérios para as preocupações dos jogadores e dos clubes e prometeu que, antes do arranque do Moçambola, serão respondidas positivamente.

“Saímos deste encontro reforçados no sentido de que há um sentimento consensual e compromisso de trabalharmos todos para o crescimento da nossa Liga. Efectivamente, queremos crescer de modo que, nos termos dos estatutos, as decisões da Liga Moçambicana de Futebol, sejam tomadas pelos clubes,  por forma a concretizar-se a autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Queremos clubes fortes para que tenhamos uma liga também forte”, disse Ananias Couana ao encerrar a magna reunião.

Está tudo pronto para o arranque do Moçambola 2022. O pontapé de saída será no dia 7 de Maio e o sorteio foi realizado esta terça-feira. A Liga Moçambicana de Futebol garante estarem criadas as condições para o arranque da prova a 7 de Maio.

“Se estamos a realizar esta Assembleia-Geral é porque estão criadas todas as condições e a prova vai iniciar na data prevista”, assegurou Ananias Couana, presidente da LMF.

Associação Black Bulls vs União Desportiva de Songo é o jogo de cartaz da primeira jornada da prova.

A primeira jornada reserva ainda os embates entre os Ferroviários de Nacala e de Nampula e de Maputo e da Beira, para além dos jogos Liga Desportiva de Maputo vs Matchedje de Mocuba; Associação Desportiva de Vilankulo vs Costa do Sol e Ferroviário de Lichinga vs Incomáti de Xinavane.

Na segunda jornada, teremos o embate entre o vice-campeão e o campeão nacional, no Caldeirão, na mesma data em que o Costa do Sol recebe a Liga Desportiva de Maputo. Na terceira jornada, o destaque vai para a Liga Desportiva de Maputo que recebe os “hidroeléctricos” e para os Ferroviários de Lichinga e de Maputo que medem forças entre si.

Ferroviário de Maputo vs Black Bulls é o embate mais importante da quarta jornada. O derby mais antigo do país, entre as equipas que vão disputar o Moçambola 2022, vai decorrer na penúltima jornada, 10ª jornada, entre os “locomotivas” e os “canarinhos”, ambos da capital do país.

A última jornada proporciona dois embates de destaque, nomeadamente União Desportiva de Songo vs Ferroviário de Maputo e Costa do Sol vs Black Bulls.

Os representantes dos clubes presentes mostraram-se satisfeitos com a realização do sorteio e prometeram trabalhar para que seja uma prova apetecível e com a qualidade exigida.

Entretanto, o Moçambola arranca a 7 de Maio, mas a Comissão de Licenciamento de Clubes vai iniciar as inspecções aos campos que vão acolher os jogos a partir de 12 de Maio próximo.

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