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O País – A verdade como notícia

Selecção sub-20 falha conquista da Cosafa

A selecção nacional de futebol Sub-20 falhou, neste domingo, a conquista do Torneio Cosafa da categoria, após perder na final diante a África do Sul,

Selecção sub-20 falha conquista da Cosafa

A selecção nacional de futebol Sub-20 falhou, neste domingo, a conquista do Torneio Cosafa da categoria, após perder na final diante a África do Sul,

Os ingleses do Sunderland mantêm Geny Catamo no radar. O clube britânico fez chegar a Alvalade uma proposta de 30 milhões de euros fixos, acrescida de dez milhões em variáveis. Apesar de a oferta ter sido rejeitada pela SAD verde e branca, o emblema inglês manifestou de imediato a intenção de subir a fasquia pelo internacional moçambicano. Contudo, até ao momento, esse novo avanço formal ainda não deu entrada nos gabinetes leoninos.

Na estrutura do Sporting há uma certeza: quanto mais perto estiver o fecho da janela de transferências (4 de Setembro), mais difícil será negociar para os black cats. As exigências financeiras dos leões aumentarão à medida que o tempo escasseia, uma vez que a margem de manobra para encontrar um substituto para o corredor direito do ataque ficará cada vez mais reduzida, pois para essa posição apenas ficarão disponíveis Luís Guilherme e Salvador Blopa, que vagueará entre os treinos da equipa principal e os jogos da equipa B quando recuperar da lesão muscular que o retém no departamento médico desde a reta final da época passada.

Do ponto de vista do jogador, o entendimento com a equipa orientada por Régis Le Bris não deverá constituir um obstáculo. Em Inglaterra, o extremo tem à espera um salário cerca de cinco vezes superior ao que aufere em Alvalade, a que se soma o atrativo de alinhar na Premier League e também de continuar nas competições europeias, pois o Sunderland participará na Liga Europa.

Geny Catamo pode juntar-se a Reinildo Mandava no Sunderland, clube que milita na primeira liga inglesa. O emblema inglês está disposto a pagar 40 milhões de euros pelo passe do internacional moçambicano, mas o Sporting continua a não facilitar. 

Uma nova página pode-se abrir na carreira do internacional moçambicano. Segundo escreve o Jornal “O Jogo”, que cita o portal inglês Team Talk, o Sunderland poderá avançar nos próximos dias com uma proposta pelo passe de Geny Catamo. 

Ainda de acordo com o mesmo portal,  o emblema inglês terá sido informado por intermediários de que a fasquia mínima para o Sporting libertar o extremo é de 40 milhões de euros, um valor que não assusta o clube da Premier League.

O Sporting, porém, não está interessado em facilitar a saída do internacional moçambicano neste defeso, uma vez que o jogador de 25 anos é considerado indispensável por Rui Borges, treinador dos verdes e brancos. 

Geny Catamo tem contrato com o Sporting até 2029, e está protegido por uma cláusula de 60 milhões de euros. Ainda assim, escreve o portal, que o Sunderland não está disposto a desistir. Caso a transferência se concretize, Geny poderá juntar-se ao outro internacional moçambicano no emblema inglês, Reinildo Mandava.

O desporto nacional esteve em destaque esta quarta-feira, no Circuito de Manutenção Física António Repinga, na Cidade de Maputo, com a realização de uma cerimónia de homenagem ao pugilista profissional moçambicano Tiago Muxanga. Promovido pela Amaramba Capital Dealer, o evento serviu para enaltecer e premiar o mérito, a dedicação e o impacto internacional das recentes vitórias do atleta.

A sociedade financeira reuniu dirigentes desportivos e a imprensa para celebrar o trajecto invicto do pugilista moçambicano e reforçar o seu compromisso com a responsabilidade social.

Tiago Muxanga ostenta actualmente um percurso invicto no boxe profissional, impulsionado pela conquista de dois títulos de prestígio global, obtendo como palmarés o título de Campeão Africano da International Boxing Organization (IBO All Africa), sendo igualmente detentor do Cinturão de Prata da Commonwealth (Commonwealth Silver Belt).

Estes marcos não só elevam o estatuto do pugilista, como colocam Moçambique no mapa das grandes decisões do boxe internacional. Durante a cerimónia, o Director Financeiro da Amaramba Capital Dealer,

Baptista Machava, destacou a necessidade de apoiar referências nacionais que inspiram a juventude e projectam o país no panorama internacional.

“Tiago Muxanga demonstra que, com disciplina, foco e determinação, é possível alcançar o topo do mundo. Na Amaramba Capital Dealer, acreditamos que a nossa missão ultrapassa os mercados financeiros e o investimento de capital. O nosso compromisso social exige que sejamos catalisadores do desenvolvimento humano e da excelência moçambicana. Homenagear o Tiago é reconhecer um símbolo de superação e investir no orgulho de toda uma nação.”, disse Baptista Machava, em representação de Joaquim Bazar, PCA da Amaramba Capital Dealer.

A direcção da Federação Moçambicana de Boxe (FMBoxe) marcou presença no evento e enalteceu a iniciativa da Amaramba Capital Dealer, sublinhando que o envolvimento do sector privado é determinante para a sustentabilidade do desporto de alta competição.

“A trajectória do Tiago Muxanga no boxe profissional é fruto de anos de entrega, mas consolida-se de forma muito mais sólida quando o sector empresarial se junta à causa desportiva. Agradecemos à Amaramba Capital Dealer por este gesto exemplar de reconhecimento. Esperamos que esta acção sirva de inspiração para que mais instituições financeiras e empresariais apostem nos nossos atletas.”, disse Gabriel Júnior, Presidente da Federação Moçambicana de Boxe.

O pugilista reiterou a sua determinação em continuar a defender as cores do país nos ringues internacionais.

“Receber esta homenagem da Amaramba Capital Dealer dá-me ainda mais força para continuar a trabalhar no duro. Estes títulos não são apenas meus, pertencem a Moçambique, à minha equipa e a todos os que acreditam no nosso boxe. O meu objectivo é continuar invicto e trazer mais cinturões para a nossa terra.”, promete Tiago Muxanga.

Luís Figo acusa Gianni Infantino de “forçar alterações significativas apenas para se enriquecer e aos amigos”, num artigo de opinião no qual diz ser “tarde demais para salvar a dignidade” do presidente da FIFA, “mas não para salvar o futebol”.

Luís Figo assina um extenso e arrasador artigo de opinião na edição desta quarta-feira do jornal britânico Daily Mail, no qual não poupa nas críticas tecidas a Gianni Infantino, na sequência da fracassada proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objectivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Mundial).

“Podia escrever 10 mil palavras sobre os problemas da FIFA. Mas a solução precisa apenas de três: Infantino deve sair. Amei o futebol durante toda a minha vida. Fui jogador profissional durante 20 anos. E, acreditem em mim, deparei-me com alguns bandidos, no meu tempo na modalidade. Mas aquilo que vi exposto, nos dez últimos anos, é o mais baixo, mais enganador e mais cobarde comportamento de interesse próprio que alguma vez testemunhei”, começou por escrever.

“O homem que daria isso – o homem que tentaria forçar alterações tão significativas apenas para se enriquecer e aos amigos – é uma relíquia do passado da modalidade, e não deveria ter lugar no seu futuro. Se fosse uma ideia tão boa, por que não dizer aos teus membros, quando os tiveste todos numa sala, antes da final do Mundial? Se era um plano tão robusto, por que não contar aos teus membros os riscos, assim como aquilo que descreves como benefícios?”, prosseguiu.

“Se o esquema era simples, por que não ser honesto com o facto de que te daria um emprego de 30 milhões de dólares por ano, no final? Mas nada disto foi feito, porque não era uma boa ideia. Não é robusto quando não és transparente sobre os retornos incapacitantes que os investidores privados iriam procurar. Não é ousado quando não explicas que, ao venderes a tua parte, vai-se para sempre e deserdaste os teus sucessores de deterem o Mundial”, completou.

O antigo internacional português acusou, ainda, o advogado ítalo-suíço de não ser “honesto”, por não ter mencionado que, depois de “ter entregue o grosso do Mundial numa bandeja aos companheiros, em Washington DC”, teria direito a um “emprego que valeria cinco vezes mais do que o salário atual”.

NEM DONALD TRUMP ESCAPA À IRA DE FIGO

No entanto, Luís Figo (que chegou a apresentar uma candidatura à presidência da FIFA, em 2015, antes de desistir da mesma, por dúvidas relacionadas com a natureza democráticas das eleições) não ficou por aqui: “Nada disto é uma surpresa quando consideremos a litania de abusos que ele infligiu na reputação do futebol; desde suspender e reverter decisões disciplinares a violar as leis do jogo por um espectáculo ao intervalo, nada o impede de agradar aos amigos”.

“Também não é uma surpresa quando lês os comentários de Prince Ali [o presidente da Federação de Futebol da Jordânia] sobre o comportamento similar ao da máfia da FIFA de Infantino; obstruindo o seu trabalho e financiamento na federação, de maneira a garantir uma carta de apoio para que o reino de terrível interesse próprio possa continuar. O futebol precisa, sim, de uma discussão sobre dinheiro. Mas não do dinheiro que pode ir para fora da modalidade, para investidores ou salários inflacionados de administradores”, atira.

“Comecemos pelos cinco mil milhões de dólares das reservas da FIFA. Quantas ações poderia isso comprar nesta trama suja e dissimulada? Todas! Por isso, não é preciso investimento externo, afinal. Este plano – tal como o da Superliga [Europeia] que o antecedeu – foi cilindrado pela comunicação social, que expôs contornos desonestos, antes de os seus defensores alinharem o discurso. E graças a Deus que assim foi”, acrescenta.

“Infantino devassou o escritório do presidente da FIFA que prometeu elevar. Mentiu, enganou e tentou subir às custas da modalidade que é suposto servir. Ele perdeu o apoio dos seus principais funcionários, dos mais próximos conselheiros, da vasta maioria das pessoas que dedicaram as vidas a este desporto, e, parece, até, do vencedor do Prémio de Paz da FIFA [Donald Trump]. É demasiado tarde para salvar a sua dignidade, mas não é demasiado tarde para salvar o futebol. Ele tem de sair. Já”, conclui.

Chiquinho Conde, seleccionador de Moçambique, avisa que o facto de o Sporting ter rejeitado estabelecer negociações com o Sunderland “vai mexer com o subconsciente” de Geny Catamo, que pretende “provar outro tipo de campeonatos”.

Segundo escreve no Notícias ao Minuto, citando o Jornal A Bola, Chiquinho Conde não escondeu, nesta quarta-feira, a indignação para com a alegação de que o Sporting terá recusado uma abordagem concreta por parte do Sunderland, tendo em vista a transferência, a título definitivo, de Geny Catamo.

O seleccionador de Moçambique avisa que o avançado tem visto “muitos dos seus colegas a saírem para outros campeonatos, com alguma vantagem financeira”, pelo que ficou surpreendido com o facto de a direcção liderada por Frederico Varandas não ter demonstrado a mínima disponibilidade para entrar em negociações com os ingleses.

“Ele também quer aproveitar a oportunidade, que o futebol é o momento, e isto vai mexer com o seu subconsciente. Sinceramente, penso que o Sporting, mais cedo ou mais tarde, vai ter de o libertar, se isso também compensar a própria estrutura do Sporting. Imagino que deva estar num momento, também, de muita ansiedade. Penso que é tempo, também, de poder provar outro tipo de campeonatos”, afirmou.

“Ele já deu muito, muito ao Sporting. Penso que é o tempo ideal, também, para ele poder sair. Eu, como seleccionador, então, agradecia, porque encontrava um jogador com uma motivação extra, e a selecção também beneficiaria imenso, do ponto de vista desportivo, com essa mudança”, acrescentou, em declarações prestadas ao Jornal de Desporto da Antena 1.

Chiquinho Conde, recorde-se, conhece bem o Sporting, clube que representou, na qualidade de jogador, entre 1994 e 1996, quando somou três golos e uma assistência ao cabo de 31 jogos oficiais, em todas as competições, tendo participado, inclusive, na conquista de uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

SPORTING NÃO EXIGE CLÁUSULA DE RESCISÃO 

O Sporting, recorde-se, já superou a barreira dos 100 milhões de euros em vendas, desde a abertura do presente mercado de transferências de Verão, à ‘boleia’ das saídas de Francisco Trincão (para o Al-Ahli Jeddah), Morten Hjulmand (para o Atlético de Madrid), Alisson Santos (para o Napoli), Rodrigo Ribeiro (para o Augsburgo) e Diogo Travassos (para o Sporting de Braga).

No entanto, não deverá ficar por aqui, visto que está em processo adiantado de negociações com vista ao ‘adeus’ de Pedro Gonçalves (para o Al-Ittihad Jeddah, por 25 milhões de euros), Ousmane Diomande (para o Nottingham Forest, por 45 milhões de euros) e Daniel Bragança (para o Olympiacos, por entre oito a dez milhões de euros).

Geny Catamo é tido, no entanto, como um activo desportivo indispensável para Rui Borges, pelo que a estrutura verde e branca aponta para valores próximos da cláusula de rescisão que consta no seu contrato (que permanece válido até Junho de 2029), que se encontra fixada nos 60 milhões de euros.

Assim sendo, tudo aponta para que o internacional moçambicano mantenha a titularidade, no lado direito do ataque leonino, frente ao Estrela da Amadora, no encontro da jornada inaugural da nova época da I Liga, que será disputado no próximo sábado, no Estádio José Gomes.

Mattias Grafstrom, secretário-geral da FIFA, lamenta “série reprovável e triste de eventos” protagonizados por Gianni Infantino que são “difíceis de compreender e aceitar”, numa mensagem enviada aos funcionários do organismo.

Um email enviado pelo secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, aos próprios funcionários do organismo foi divulgado nesta terça-feira pela estação televisiva britânica Sky News, deixando ainda mais delicada a situação que Gianni Infantino atravessa na presidência do mesmo.

“Uma série reprovável e triste de eventos – que foram, felizmente, concluídos com o projecto da FFE a ser permanentemente abandonado – por muito consternados que nos possam deixar, não deveriam ofuscar esta realidade”, pode ler-se, referindo-se à FIFA Forward Enterprise, subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objetivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo).

“Todos fomos colocados no meio de uma confusão que é difícil de compreender e aceitar, mas, enquanto secretário-geral, apelo-vos a que e mantenham focados naquilo que nos uniu: o serviço ao futebol e o serviço às nossas 211 federações-membro, de mão dada com todos os ‘stakeholders’ relevantes e em total concordância com os Estatutos da FIFA e os Regulamentos da FIFA”, prossegue.

“Garanto-vos que, enquanto membros da administração, vocês vão ser defendidos e salvaguardados do contexto político de que vivemos, neste momento. Não precisam de se preocuparem. Indivíduos, momentos instáveis e episódios infelizes vão e vêm. A instituição, a sua missão e a sua responsabilidade para com o futebol continue, e é por isso que devemos manter sempre o nosso profissionalismo, sentido de perspetiva e compostura”, completa.

A terminar, Mattias Grafstrom (que está ao lado de Gianni Infantino desde que este sucedeu a Sepp Blatter na presidência da FIFA, em fevereiro de 2016) agradece aos funcionários pelo seu “compromisso e resiliência”, assim como pela “dedicação ao futebol”: “Também quero que saibam que a minha porta continua aberta para vocês, e vou continuar a apoiar as nossas equipas, o nosso trabalho e a nossa missão, a cada hora do dia, enquanto o meu trabalho for valorizado por aqueles que servimos”.

GIANNI INFANTINO VIRA-SE PARA DONALD TRUMP

A proposta da FFE, recorde-se, foi lançada no fim da passada semana, mas acabou por cair prontamente por terra, por conta do repúdio de UEFA, CONCACAF e AFC, que totalizam mais de metade dos votos das 211 federações-membro que compõem a FIFA. Um cenário que coloca, inclusive, a continuidade de Gianni Infantino na presidência do organismo.

Com eleições agendadas para 18 de Março de 2027 (o prazo de candidaturas termina já a 18 de Novembro), o ítalo-suíço contava já com mais de 200 cartas de apoio, e acreditava mesmo que iria a votos sem qualquer tipo de opositor. No entanto, esta ‘cascata’ de polémicas levou a que este se torne num cenário, pelo menos, improvável.

Federações como as de País de Gales, Inglaterra, Suécia ou Sérvia já tornaram pública a decisão de apoiar a recandidatura do advogado ao cargo, sendo expectável que, ao longo dos próximos dias, várias outras lhes sigam o exemplo. Face a este cenário, a imprensa norte-americana adianta que o próprio se virou para… Donald Trump.

O jornal New York Post adiantou, nesta terça-feira, que o próprio tem vindo a tentar contactar o presidente do Estados Unidos da América, por acreditar que a sua influência poderá levar vários países a mudar de ideias, mas sem sucesso. Como alternativa, terá agendado uma reunião com Marco Rubio, secretário de Estado… que foi subitamente cancelada.

Os pilotos moçambicanos voltaram a demonstrar o seu talento além-fronteiras ao alcançarem resultados de destaque na 3.ª prova do Campeonato Rotax Northern Regions, disputada no circuito de VKC, em Vereeniging, África do Sul. Em representação de Moçambique, do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) e da equipa Rasteirinho Racing, Teresa Bettencourt, Tiane Resende e Daniel Resende enfrentaram alguns dos melhores pilotos sul-africanos, deixando boas indicações sobre o crescimento do karting nacional.

O grande destaque da jornada foi Teresa Bettencourt, da Rasteirinho Racing, que brilhou na sua estreia no exigente circuito sul-africano. A jovem piloto qualificou-se na sétima posição entre 13 concorrentes da categoria Micro Max, ficando a apenas 0,645 segundos da pole position. Ao longo das três mangas, evidenciou um ritmo competitivo e consistente, terminando a primeira e a segunda corridas no quarto lugar e alcançando um excelente segundo lugar na derradeira manga, a apenas 153 milésimos de segundo da vitória.

A prestação confirmou a evolução da piloto moçambicana, que competiu pela primeira vez naquele traçado e conseguiu discutir os lugares cimeiros com alguns dos principais pilotos da categoria. O desempenho reforça o estatuto de Teresa Bettencourt como uma das maiores promessas do karting moçambicano. A piloto voltará a representar Moçambique e o ATCM no próximo dia 29 de Agosto, na última prova do Campeonato Nacional disputado em território sul-africano.

Na categoria Bambino, Tiane Resende também esteve em evidência ao terminar a prova no quinto lugar da classificação geral. Integrando uma grelha composta por 13 pilotos, o vice-campeão moçambicano começou por concluir a primeira manga na sétima posição, melhorou significativamente na segunda corrida ao subir para o quarto lugar e encerrou a competição em sexto na terceira manga. A regularidade demonstrada permitiu-lhe assegurar um lugar no Top 5 da classificação final.

Além da boa prestação em Vereeniging, Tiane Resende continua a liderar o Campeonato CKA, principal competição de karting de Moçambique, promovida pelo ATCM, mantendo-se focado na quarta prova da temporada, agendada para 19 de Setembro, no Kartódromo do ATCM.

Já Daniel Resende enfrentou um fim de semana particularmente exigente na categoria Mini Max. O piloto competiu pela primeira vez no circuito de Vereeniging, depois de um período de férias afastado dos treinos, o que condicionou o seu ritmo competitivo.

Apesar das dificuldades, Daniel demonstrou determinação ao longo da prova. Na segunda manga, apresentou melhorias no desempenho, mas um incidente em pista comprometeu o resultado, relegando-o para a última posição. Na terceira corrida, foi desclassificado, devido a uma irregularidade relacionada com o peso do kart, situação posteriormente atribuída a uma diferença de cerca de um quilograma na balança utilizada para as verificações técnicas. Sem pontuar na última manga, terminou a prova na última posição da classificação geral.

As prestações dos três pilotos evidenciam a crescente competitividade do karting moçambicano e reforçam a capacidade dos jovens talentos nacionais em competir com sucesso nas principais provas da região, representando com mérito Moçambique e o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.

“Estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, queixam-se funcionários e até executivos da FIFA, que se revoltam contra Gianni Infantino.

A proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objectivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo), está a deixar Gianni Infantino numa posição cada vez mais insustentável, inclusive, no seio da própria FIFA.

A estação televisiva francesa RMC Sport emitiu, nesta segunda-feira, uma reportagem que teve como base testemunhos dados sob garantia de anonimato por parte de funcionários e até executivos do organismo que rege o futebol internacional, que já não escondem a revolta com os métodos de trabalho do próprio presidente.

“Nós adoramos o futebol, é a nossa vida, e, agora, estamos a ser retratados como assassinos do futebol, por causa de uma pessoa”, lamentou um assalariado da FIFA, que trabalha na sede, em Zurique, na Suíça, e que só recentemente regressou na Europa, depois de ter passado semanas na América do Norte, nos ‘bastidores’ do Mundial 2026.

Este colaborador assumiu que “vários incidentes” ocorridos durante a prova possam ter “ofendido” o público geral. A expectativa era de que o organismo tivesse “limitado os danos” provocados por estas polémicas, mas apontou a iniciativa da FFE como “a gota de água” para a credibilidade planetária do mesmo.

“Ele envergonha-nos. Estou a dizer isto sem rodeios, é uma vergonha total”, acrescentou, claramente indignado para com os métodos utilizados pelo advogado ítalo-suíço, que colocam, agora, inclusive em causa a reeleição no cargo, no sufrágio que está agendado para o próximo dia 18 de Março de 2027.

“JÁ NÃO TEMOS UMA PALAVRA A DIZER”

A publicação chegou também à fala com um alto quadro da FIFA, que sublinhou que Gianni Infantino tem cada vez menos apoiantes entre aqueles que o rodeiam: “Nós temos uma conversa de grupo, no WhatsApp, com outras pessoas que trabalham na FIFA, a não ninguém a apoiar aquilo que ele fez”.

“É importante compreender que estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, relatou, alertando para a importância de levar a cabo uma profunda alteração da liderança do organismo, o mais depressa possível.

“Nós somos vistos como uma federação internacional que só pensa em dinheiro, que tem um presidente que fez milhões de quilómetros num jato privado, no Campeonato do Mundo, e que vive como um milionário, e vocês acham verdadeiramente que o futebol é uma prioridade e que estamos a passar uma boa imagem aos apaixonados do futebol?”, concluiu.

PAÍS DE GALES, INGLATERRA E SÉRVIA VIRAM AS COSTAS A INFANTINO

As federações de País de Gales e Inglaterra tornaram-se, nesta segunda-feira, nas duas primeiras a fazer saber que irão retirar o apoio a Gianni Infantino relativamente à candidatura à presidência da FIFA para o mandato de 2027 a 2031. No entanto, a revolta não deverá ficar por aqui, e espera-se que a decisão seja partilhada por várias outras das 211 federações-membro que compõem o organismo.

A Federação de Futebol da Sérvia (FSS) recuou no posicionamento face ao sufrágio para o papel de líder máximo do organismo que rege o futebol internacional, que está agendado para 18 de Março de 2027 (sendo o prazo limite para a apresentação de novas candidaturas o próximo dia 18 de Novembro).

“A Federação de Futebol da Sérvia retirou o seu apoio a Gianni Infantino para um novo mandato enquanto presidente da FIFA. Gostaríamos de recordar que oferecemos ao Sr. Infantino apoio escrito, a 25 de Maio deste ano, mas, depois de considerarmos cuidadosamente os eventos que danificaram seriamente a reputação, quer da FIFA, quer do seu presidente, no passado recente, esta é a única decisão lógica e racional”, pode ler-se.

“A Federação de Futebol da Sérvia acredita que o futuro do futebol mundial deve ser baseado na transparência, no diálogo, no respeito mútuo e na parceria entre todas as confederações e federações nacionais. Acreditamos que nenhuma decisão de importância estratégica para o futuro do futebol deve ser tomada sem um amplo consenso e uma consulta aberta com todos os ‘stakeholders’ relevantes”, prossegue.

“A Federação de Futebol da Sérvia permanece comprometida com a cooperação com a FIFA, a UEFA e todas as federações nacionais, de maneira a desenvolver e fazer evoluir o futebol, mas acredita que, desta feita, uma nova confiança, uma nova abordagem e uma nova liderança são necessárias para contribuir para a renovação do diálogo, da união e da credibilidade das instituições futebolísticas internacionais”, completa.

A UEFA anunciou que poderá boicotar todas as competições organizadas pela FIFA caso avance a proposta do presidente do organismo, Gianni Infantino, de criar uma empresa destinada à gestão dos direitos comerciais dos Campeonatos do Mundo, aberta ao investimento privado.

A decisão foi tomada por unanimidade pelas 55 federações que integram o organismo europeu, entre as quais a Federação Portuguesa de Futebol, durante uma reunião realizada na quinta-feira, 30 de Julho. Em comunicado, a UEFA considera que o Campeonato do Mundo constitui um património colectivo do futebol e não pode ser transformado num activo financeiro ao serviço de investidores privados.

“O Campeonato do Mundo não está à venda”, sublinha o organismo liderado por Aleksander Čeferin, defendendo que a competição foi construída ao longo de gerações por jogadores, selecções nacionais e adeptos de todos os continentes. Para a UEFA, a proposta representa uma grave falha de liderança por parte da FIFA, por ter sido preparada sem uma consulta alargada às federações nacionais.

Os dirigentes europeus afirmam ainda que nenhuma selecção filiada na UEFA participará em competições da FIFA enquanto a proposta se mantiver em discussão, salvo se esta vier a ser integralmente retirada. A posição coloca em risco provas como o Campeonato do Mundo de Clubes de 2027, o Campeonato do Mundo Feminino de 2027, no Brasil, o Mundial de Futsal de 2028, no Qatar, e o Campeonato do Mundo de 2030, cuja organização será partilhada por Portugal, Espanha e Marrocos.

Segundo a UEFA, a entrada de investidores privados na propriedade das competições internacionais faria com que o futebol passasse a responder prioritariamente aos interesses dos accionistas, comprometendo a integridade e o legado histórico do Campeonato do Mundo.

A contestação ao projecto não se limita à Europa. A Confederação Norte, Centro-Americana e das Caraíbas de Futebol (CONCACAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) manifestaram igualmente reservas quanto ao facto de a proposta ter sido apresentada sem uma consulta prévia às 211 federações filiadas na FIFA. Já a Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou que irá reunir as suas associações-membro para analisar a iniciativa.

Infantino defende proposta

Gianni Infantino sustenta que a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE) continua a ser apenas uma proposta e não uma decisão definitiva. O projecto prevê a constituição de uma empresa responsável pela exploração comercial dos Campeonatos do Mundo e do Mundial de Clubes, incluindo direitos televisivos, patrocínios, bilhética, licenciamento e organização de eventos.

Para entrar em vigor, a iniciativa necessita do apoio da maioria das 211 federações-membro e da aprovação das alterações estatutárias pelo Conselho da FIFA.

O presidente da FIFA rejeita as críticas e garante que a governação do futebol permanecerá nas mãos do organismo mundial, sem interferência dos investidores privados. Como exemplo dos benefícios do modelo, recorda que o programa FIFA Forward permitiu reforçar o apoio financeiro a países como Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão, contribuindo para a sua qualificação inédita para o Campeonato do Mundo.

Caso o projecto seja aprovado, a FIFA estima arrecadar cerca de 4,2 mil milhões de dólares através da venda de participações minoritárias na nova empresa. Segundo Infantino, a operação permitirá aumentar significativamente os fundos distribuídos às federações, elevando o apoio financeiro de oito para vinte milhões de dólares por cada associação entre 2027 e 2030.

Apesar dessas garantias, a oposição europeia considera que a abertura do capital da futura empresa representa um precedente perigoso e poderá alterar de forma irreversível o modelo de governação do futebol mundial.

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