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Cabo Verde empata com Espanha no Mundial

Cabo Verde impôs um empate sem abertura de contagem frente à poderosa Espanha, na sua estreia no Campeonato do Mundo de Futebol. Por sua vez,

Cabo Verde empata com Espanha no Mundial

Cabo Verde impôs um empate sem abertura de contagem frente à poderosa Espanha, na sua estreia no Campeonato do Mundo de Futebol. Por sua vez,

A selecção nacional de futebol de Moçambique, os Mambas, voltou a sair derrotada ao perder por 1-0 frente à Indonésia, em partida amigável internacional disputada nesta terça-feira no Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta.

O único golo do encontro foi apontado ainda na primeira parte e foi suficiente para garantir o triunfo da formação asiática, que soube aproveitar as oportunidades criadas e preservar a vantagem até ao apito final.

Orientada por Chiquinho Conde, a equipa moçambicana procurou assumir a iniciativa do jogo em vários momentos, mas encontrou dificuldades perante uma selecção indonésia bem organizada defensivamente e eficaz na gestão da vantagem.

Apesar da derrota, os Mambas apresentaram alguns períodos de bom futebol e conseguiram criar situações de perigo, embora a falta de eficácia no último terço do terreno tenha impedido a concretização das oportunidades criadas.

O resultado agrava o momento menos positivo da selecção nacional, que soma agora quatro derrotas consecutivas, numa fase de preparação para os próximos compromissos oficiais.

Nos dois jogos, os Mambas sofreram cinco golos e apontaram apenas um golo, com Alcides a ser o autor do solitário golo. Estes resultados podem reflectir-se no ranking da FIFA que será actualizado nos próximos dias.

Ainda assim, a equipa técnica encarou estes jogos como uma oportunidade para avaliar jogadores, consolidar processos de jogo e reforçar o entrosamento do grupo, tendo em conta os compromissos que terá em Setembro, nomeadamente diante do Senegal e Sudão, referentes às primeiras duas jornadas da fase de qualificação para o CAN 2027.

O desafio diante da Indonésia enquadrou-se na estratégia da Federação Moçambicana de Futebol de aumentar a competitividade da selecção através da realização de encontros amigáveis internacionais frente a adversários de diferentes contextos e estilos de jogo.

Os Mambas voltam a entrar em cena em Setembro, para a dupla jornada de apuramento para o CAN do Quénia, Tanzânia e Uganda, devendo voltar a jogar em finais de Outubro e princípio de Novembro para a jornada 3 e 4 do grupo J.

O Clube de Desportos do Maxaquene anunciou a saída do treinador principal Mauro Jamal e do seu adjunto, Jossias Mazive, numa decisão que surge em resposta à sequência de maus resultados registados pela equipa no arranque da temporada.

O fim da ligação entre o técnico e o histórico emblema “tricolor” foi confirmado pelo próprio Mauro Jamal, que revelou ter chegado a um entendimento com a direcção do clube para a rescisão do contrato, após apenas seis meses no comando técnico da equipa.

A decisão acontece poucos dias depois da eliminação prematura do Maxaquene na Fase da Cidade da Taça de Moçambique. No último sábado, os “tricolores” foram derrotados por 2-1 pela Liga Desportiva de Maputo, formação que compete no segundo escalão do futebol moçambicano, resultado que precipitou o afastamento da prova.

Contudo, a eliminação na Taça foi apenas o culminar de um período difícil vivido pelo clube. De regresso ao Moçambola nesta temporada, após garantir a promoção no ano passado, o Maxaquene atravessa um dos piores inícios de campeonato da sua história recente.

Decorridas cinco jornadas, a equipa ocupa a 12.ª posição da tabela classificativa, sem conhecer o sabor da vitória. Os números espelham a crise de resultados: apenas dois pontos conquistados, fruto de dois empates e três derrotas, um único golo marcado e seis sofridos.

A fragilidade ofensiva tem sido uma das principais preocupações da equipa técnica e dos adeptos, numa formação que tem encontrado dificuldades para transformar posse de bola e oportunidades em golos. A falta de eficácia no ataque contrasta com as expectativas criadas em torno do regresso do clube à principal competição nacional.

Com a saída de Mauro Jamal, a direcção do Maxaquene procura agora encontrar rapidamente um novo treinador capaz de inverter a tendência negativa e devolver estabilidade competitiva à equipa. O principal objectivo passa por assegurar a permanência no Moçambola e evitar que o histórico clube volte a enfrentar problemas de despromoção.

Fundado em 1920, o Maxaquene é um dos clubes mais emblemáticos do futebol moçambicano, com um vasto palmarés nacional e reconhecido por ter formado algumas das maiores figuras do desporto africano, entre as quais Eusébio da Silva Ferreira. O actual momento, porém, exige respostas rápidas para impedir que a crise desportiva se aprofunde.

Enquanto a direcção avalia possíveis substitutos para o comando técnico, os adeptos aguardam uma reacção da equipa que permita recolocar o clube no caminho dos bons resultados e da estabilidade competitiva.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, procura, nesta terça-feira, reencontrar-se com os bons resultados quando defrontar a Indonésia, em partida amigável da Data-FIFA, marcada para o Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta.

Depois da derrota por 4-1 diante de Omã, os Mambas chegam ao confronto com a Indonésia determinados a corrigir os erros identificados no primeiro teste realizado em solo asiático e a demonstrar uma imagem mais próxima daquela que permitiu à equipa alcançar resultados positivos nos últimos meses.

Para Dário Melo, o grupo já identificou as falhas que comprometeram o desempenho frente aos omanenses. O médio acredita que a resposta poderá surgir diante dos anfitriões.

“Para o jogo de ontem (domingo), eu acho que nos faltou um pouco de concentração e acabámos por pagar caro pelos erros. Mas para o jogo de amanhã (hoje) estamos convictos de que iremos vencer e seremos vitoriosos contra a Indonésia”, afirmou.

O jogador reconhece que a selecção moçambicana terá pela frente um ambiente difícil, num estádio que deverá estar repleto de adeptos indonésios, mas considera que o apoio do público local não será determinante.

“Sabemos que estamos no País deles e vai ser um pouco difícil por causa do apoio dos adeptos, mas tenho certeza de que iremos ser vitoriosos”, sublinhou.

Dário Melo aproveitou igualmente para deixar uma mensagem aos adeptos moçambicanos, apelando à confiança na equipa apesar do resultado negativo registado diante de Omã.

“Peço aos moçambicanos que continuem a apoiar-nos e não fiquem desanimados com o resultado de domingo. Amanhã (referindo-se a hoje), vamos procurar dar uma resposta positiva”, declarou.

Também o capitão Edmilson Dove mostrou confiança na capacidade de reacção da equipa nacional, embora reconheça que a exibição diante de Omã ficou aquém das expectativas.

“Tivemos um jogo menos conseguido e estamos cientes de que nem tudo aquilo que fizemos nos saiu da melhor forma possível. Já estamos a trabalhar para melhorar os aspectos que temos de corrigir e manter as poucas coisas boas que fizemos durante os 90 minutos”, referiu.

O experiente defesa considera que a equipa deve encarar o próximo desafio com optimismo e espírito de crescimento.

“O objectivo é sempre crescer. Nem tudo aquilo que desejamos corre da melhor forma possível, mas estamos de cabeça levantada e focados no jogo de amanhã, na esperança de conseguirmos um resultado positivo”, acrescentou.

Sobre o ambiente que os Mambas encontrarão em Jacarta, Dove reconhece a força do apoio dos adeptos da casa, mas garante que a selecção está preparada para o desafio.

“Os adeptos vão naturalmente apoiar a equipa da casa, mas este é um momento para desfrutar e representar Moçambique da melhor forma possível, sem olhar para o resultado passado e com uma mentalidade positiva.”

O capitão destacou ainda o ambiente vivido no seio da selecção nacional, sobretudo numa convocatória marcada pela integração de vários estreantes.

“O ambiente é de harmonia e de família. Todos os que chegam são bem-vindos porque vêm para ajudar e dar o seu contributo. Aqui não existem hierarquias, somos todos iguais e estamos todos aqui para representar Moçambique”, afirmou.

O duelo entre Moçambique e Indonésia será histórico, já que marcará o primeiro confronto entre as duas selecções. Para os Mambas, a partida representa não apenas uma oportunidade de recuperação após a derrota frente a Omã, mas também um importante teste no processo de preparação para os próximos compromissos oficiais, incluindo as qualificações para o Campeonato Africano das Nações, em Setembro e Outubro.

A expectativa da equipa técnica liderada por Chiquinho Conde é que a selecção apresente maior consistência defensiva, melhor aproveitamento das oportunidades criadas e uma atitude competitiva capaz de traduzir em campo a confiança demonstrada pelos jogadores na antevisão ao encontro.

Dos 26 convocados dos Bafana Bafana para o Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá, 19 actuam no campeonato sul-africano, o maior número entre as selecções africanas presentes no Mundial de 2026.

A divulgação das listas oficiais para o Mundial de 2026 mostra que várias selecções continuam a confiar nos seus campeonatos nacionais como principal fonte de recrutamento.

Entre as equipas africanas, a África do Sul destaca-se por apresentar o maior número de jogadores provenientes da liga doméstica, numa demonstração da crescente competitividade do futebol local.

Os Bafana Bafana convocaram 19 atletas que actuam na Premier Soccer League (PSL), principal competição sul-africana. A base da equipa é composta por jogadores do Mamelodi Sundowns e do Orlando Pirates, clubes que fornecem oito atletas cada à selecção orientada por Hugo Broos.

A forte presença de jogadores locais contrasta com a tendência observada em muitas selecções africanas, que dependem maioritariamente de futebolistas a actuar no estrangeiro. No caso sul-africano, apenas sete convocados jogam fora do País, distribuídos por campeonatos da Europa, Ásia e América.

O Egipto ocupa a segunda posição entre as selecções africanas que mais recorrem aos seus campeonatos nacionais, com 17 jogadores provenientes da liga local. A Tunísia surge em terceiro lugar, com sete atletas.

Já Argélia e Marrocos contam com apenas três jogadores dos respectivos campeonatos nacionais, enquanto o Gana apresenta apenas um representante da sua liga doméstica.

Especialistas associam esta realidade ao fortalecimento financeiro e organizacional de algumas ligas africanas. Na África do Sul e no Egipto, os clubes conseguem oferecer condições competitivas e reter parte significativa dos seus principais talentos, reduzindo a necessidade de transferências precoces para o exterior.

A aposta em jogadores locais não é exclusiva do continente africano. Entre as principais selecções europeias, Inglaterra, Espanha e Alemanha mantêm uma forte representação de atletas que actuam nos respectivos campeonatos nacionais. 

A proximidade competitiva e o conhecimento mútuo entre os jogadores são frequentemente apontados como factores que favorecem a coesão das equipas.

No Médio Oriente, o Qatar volta a apostar quase exclusivamente em futebolistas da liga nacional, repetindo a estratégia utilizada nas últimas competições continentais. Na região da Concacaf, o México apresenta uma convocatória equilibrada, integrando vários jogadores provenientes da Liga MX.

Com o arranque do Mundial marcado para 11 de Junho, a competição servirá também para avaliar a eficácia dos diferentes modelos de construção das selecções nacionais.

Enquanto algumas equipas apostam em atletas dispersos pelos principais campeonatos do mundo, outras continuam a encontrar nas ligas locais a base para a sua identidade competitiva.

O Ministério da Juventude e Desporto e a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) decidiram reforçar os mecanismos de coordenação e comunicação institucional com vista a garantir uma melhor preparação das selecções nacionais para os compromissos internacionais dos próximos anos.

O entendimento foi alcançado durante um encontro de trabalho realizado esta quinta-feira entre o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, e o presidente da FMF, Feizal Sidat. 

Na agenda estiveram a apresentação do plano de actividades da federação para 2026 e 2027, bem como a análise dos desafios que se colocam ao futebol moçambicano.

A reunião ocorreu dias depois das declarações públicas de Feizal Sidat sobre alegadas insuficiências no apoio prestado pelo Fundo de Promoção Desportiva à selecção nacional de sub-17 durante a sua participação no Campeonato Africano das Nações (CAN), realizado em Marrocos.

No final do encontro, Caifadine Manasse afirmou que ambas as instituições saíram alinhadas quanto às estratégias a seguir para o desenvolvimento do futebol nacional.

“Estávamos mais uma vez numa reunião de trabalho para harmonizar as nossas linhas de actuação. As linhas de trabalho foram harmonizadas e decidimos articular cada vez mais a nossa comunicação para fazermos do futebol uma verdadeira festa para os moçambicanos”, declarou o ministro.

Segundo o governante, a principal conclusão do encontro foi a necessidade de melhorar os canais de comunicação entre as instituições, garantindo que os desafios da federação sejam apresentados de forma atempada ao Governo.

“A estratégia é a comunicação antecipada. Qualquer trabalho bem planificado e harmonizado gera sucesso. O importante é que o Governo compreenda, a partir da federação, quais são os passos que devem ser dados para concretizar a estratégia rumo ao Mundial”, afirmou.

Caifadine Manasse garantiu ainda que o Executivo continuará a apoiar as selecções nacionais, recordando o papel desempenhado pelo Estado nas recentes campanhas internacionais dos Mambas.

“O Governo sempre trabalhou para que a Selecção Nacional estivesse onde deve estar para jogar. Sempre houve articulação com a Federação Moçambicana de Futebol e vamos continuar a trabalhar para que as nossas selecções tenham as condições necessárias para competir”, assegurou.

Por sua vez, Feizal Sidat considerou o encontro produtivo e destacou a importância do diálogo permanente entre as duas instituições.

“Foi um encontro de trabalho e de articulação muito importante. Apresentámos o plano das actividades das várias selecções nacionais, desde os sub-17, sub-20 e selecção principal, para que o Ministério esteja plenamente informado sobre os compromissos até ao final do ano”, explicou.

O dirigente federativo reconheceu igualmente a existência de algumas falhas de comunicação entre as partes, mas considerou que a reunião permitiu ultrapassar essas dificuldades.

“Penso que aqui ficou harmonizada a forma como a comunicação deve ser feita. Do nosso lado estamos conscientes da importância desta articulação e vamos continuar a trabalhar em conjunto com o Ministério, o Fundo de Promoção Desportiva e a Direcção Nacional dos Desportos”, afirmou.

Com os olhos postos na qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026 em sub-17, Sidat defendeu que o futebol moçambicano atravessa uma fase promissora, mas alertou que os sucessos recentes representam apenas uma etapa do caminho.

“Ganhámos uma batalha, mas ainda não ganhámos a guerra. Agora temos de demonstrar que somos capazes de continuar a crescer. O foco está no Mundial e na consolidação dos resultados alcançados pelas nossas selecções”, declarou.

O presidente da FMF aproveitou ainda para elogiar a recente nomeação de Luís Guerreiro para o comando técnico da selecção nacional de sub-20, destacando a experiência do treinador e o trabalho de integração que está a ser desenvolvido entre os diferentes escalões.

Segundo Sidat, a aposta passa por garantir continuidade ao processo iniciado com os sub-17, muitos dos quais deverão integrar a equipa sub-20 nos próximos anos.

A federação acredita que a nova equipa técnica poderá conduzir Moçambique a uma campanha positiva na Taça COSAFA Sub-20, competição que servirá de qualificação para o Campeonato Africano das Nações da categoria.

O encontro terminou com o compromisso de manter reuniões regulares de acompanhamento e coordenação, numa altura em que as selecções nacionais se preparam para importantes desafios continentais e internacionais.

La Línea de la Concepción veta a realização da partida por razões sanitárias. Congoleses procuram alternativa para manter a preparação rumo ao Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.

A partida amigável entre as selecções da República Democrática do Congo (RD Congo) e do Chile, agendada para o próximo dia 9 de Junho, em La Línea de la Concepción, na província espanhola de Cádis, foi oficialmente cancelada pelas autoridades locais devido a preocupações relacionadas com o surto de Ébola que afecta o País africano.

A decisão foi formalizada através de um decreto assinado pelo presidente da câmara municipal, Juan Franco, que justificou a medida com base em critérios de “prudência sanitária”, apoiando-se em pareceres desfavoráveis emitidos pelos serviços de saúde municipais e pelo Governo regional da Andaluzia.

“Lamentamos ter de tomar esta decisão, porque o jogo representava um atractivo importante para a cidade, mas consideramos que esta é a opção mais prudente face à situação sanitária existente”, declarou Franco, segundo meios de comunicação espanhóis.

O cancelamento surge numa altura em que a RD Congo enfrenta um novo surto de Ébola na província de Ituri, no leste do País. Dados oficiais citados pela Federação Congolesa de Futebol indicam a existência de 344 casos confirmados e 60 mortes associadas ao surto, concentrado a mais de dois mil quilómetros da capital, Kinshasa. 

Apesar disso, a selecção nacional encontra-se actualmente concentrada na Bélgica, onde realiza o estágio de preparação para o Campeonato do Mundo de 2026.

A Federação Congolesa de Futebol (FECOFA) manifestou surpresa com a decisão das autoridades espanholas e garante que toda a delegação cumpre rigorosamente os protocolos internacionais de saúde exigidos para competições internacionais. 

Em comunicado, o organismo informou que está a trabalhar com entidades desportivas e autoridades locais para tentar encontrar uma alternativa que permita a realização do encontro, eventualmente noutra localidade espanhola.

O cancelamento representa mais um contratempo na preparação dos “Leopardos” para o Mundial de 2026, competição à qual regressam 52 anos depois da única participação, em 1974. 

A selecção congolesa integra o Grupo K, juntamente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão, estreando-se diante dos portugueses no próximo dia 17 de Junho, em Houston, nos Estados Unidos.

Apesar do cancelamento do duelo frente ao Chile, a selecção congolesa mantém o programa de preparação em solo europeu. Ontem, quarta-feira, defrontou a Dinamarca, em Liège, na Bélgica, naquele que foi o único teste de elevado nível antes da viagem para a América do Norte.

Também Portugal prossegue a fase final de preparação para o Mundial, com jogos amigáveis agendados frente ao Chile e à Nigéria, procurando consolidar os processos tácticos antes da estreia na competição.

Entretanto, a FIFA continua a acompanhar a situação sanitária em articulação com as autoridades de saúde dos países organizadores — Estados Unidos, México e Canadá — garantindo o cumprimento dos protocolos de entrada e permanência das delegações durante o torneio.

 

Vistos tornam-se desafio para selecções antes do Mundial 2026

A poucas semanas do arranque do Campeonato do Mundo de 2026, questões relacionadas com a emissão de vistos continuam a representar um desafio para algumas selecções qualificadas, sobretudo aquelas provenientes de países sujeitos a processos migratórios mais rigorosos por parte das autoridades norte-americanas.

Entre os casos mais complexos está o da selecção do Irão, que tem enfrentado dificuldades persistentes para assegurar a entrada atempada de toda a sua delegação nos Estados Unidos. 

Como medida preventiva, a equipa iraniana estabeleceu a sua base de preparação em Tijuana, no México, cidade localizada junto à fronteira norte-americana, onde realizará os treinos e a adaptação competitiva antes dos jogos do torneio.

Os constrangimentos não se limitaram ao conjunto asiático. Diversas selecções africanas registaram atrasos significativos na obtenção dos documentos de viagem necessários para jogadores, membros das equipas técnicas e pessoal de apoio. 

Entre os países afectados esteve a África do Sul, cuja deslocação para a base de preparação no México sofreu atrasos devido à morosidade dos procedimentos consulares.

A situação gerou preocupação entre várias federações nacionais, que alertaram para os impactos desportivos decorrentes da redução do período de preparação antes da competição. 

Após contactos diplomáticos e intervenções governamentais, a maioria dos processos pendentes acabou por ser regularizada, permitindo a viagem das delegações para os respectivos centros de estágio.

Para minimizar este tipo de problemas em eventos de grande dimensão, a FIFA trabalha em coordenação com o Governo dos Estados Unidos desde os primeiros anos de preparação do Mundial. 

O organismo que rege o futebol mundial implementou um sistema de acreditação prévia das delegações, através do qual jogadores, treinadores, dirigentes e equipas de apoio são identificados e validados antes da submissão dos pedidos de visto.

Paralelamente, o Departamento de Estado norte-americano criou canais prioritários para o processamento de pedidos relacionados com o Mundial, replicando mecanismos semelhantes aos utilizados durante competições internacionais anteriores, como os Jogos Olímpicos e os Campeonatos do Mundo realizados em solo norte-americano.

Com o Mundial de 2026 a ser organizado conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá, as autoridades dos três países anfitriões mantêm uma coordenação permanente para garantir que todas as selecções participantes possam cumprir os seus programas de preparação e competição sem novos constrangimentos administrativos.

Os Palancas Negras vão defrontar a Mauritânia na próxima sexta-feira, em jogo amigável inserido na Data-FIFA, após o cancelamento do encontro inicialmente previsto diante do Botswana.

A informação foi avançada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), através de um comunicado oficial, no qual esclarece que a decisão resultou de constrangimentos logísticos comunicados pela Federação de Futebol do Botswana, que impossibilitam a deslocação e participação da respectiva selecção no desafio agendado.

Perante a situação, a FAF diligenciou no sentido de encontrar um novo adversário para garantir a continuidade do programa de preparação da selecção angolana, tendo confirmado a Mauritânia como substituta do Botswana.

A Federação Angolana de Futebol agradeceu a compreensão dos adeptos, órgãos de comunicação social e público em geral, reiterando o seu compromisso de proporcionar as melhores condições de preparação aos Palancas Negras, tendo em vista os próximos compromissos competitivos da equipa nacional.

A província de Inhambane conquistou três medalhas de ouro no Campeonato Regional de Taekwondo, realizado no último fim de semana no Zimbabwe, através de uma delegação composta por apenas cinco atletas.

Os títulos foram alcançados por Cíntia Rafael, na categoria dos 55 quilogramas, Azayel da Célia, nos 29 quilogramas, e Riyano Enzo Macucule, nos 48 quilogramas da classe de cadetes. O resultado reforça o crescimento da modalidade em Inhambane, apesar das limitações financeiras enfrentadas pela associação provincial.

Após o regresso ao país, atletas e dirigentes da Associação Provincial de Taekwondo de Inhambane foram recebidos pelo Governador de Inhambane, Francisco Pagula, que enalteceu o desempenho da equipa e destacou o impacto da conquista para a província.

“Os jovens atletas levaram o nome de Inhambane além-fronteiras e demonstraram que é possível alcançar resultados de excelência através da disciplina e dedicação”, afirmou o governador.

A atleta Azayel da Célia destacou a confiança com que entrou na competição. “Quando chegámos lá já sabíamos que íamos ganhar. Entrei para a luta feliz, sem medo e com confiança”, disse.

Por sua vez, Cíntia Rafael, que participou pela primeira vez numa prova internacional, considerou a medalha uma recompensa pelo esforço realizado. “Consegui cumprir aquilo que tinha prometido a mim mesma: representar bem a minha academia, a minha família, a província e o país”, afirmou.

O treinador da equipa, Evaristo Mabote, considerou os resultados uma prova da qualidade dos atletas da província. “Conseguimos representar a província e o país de forma digna e regressámos com resultados que nos orgulham”, declarou.

Apesar do sucesso, atletas e dirigentes apontam a falta de recursos financeiros como um dos principais desafios para a expansão da modalidade. Segundo Cíntia Rafael, vários atletas com potencial ficaram de fora da competição devido à escassez de apoio. “Só fomos cinco atletas porque não havia condições para levar mais”, lamentou.

Durante o encontro com a equipa, Francisco Pagula garantiu apoio para a participação dos atletas num campeonato internacional previsto para julho, no Reino de Eswatini, e apelou ao envolvimento do sector privado no financiamento do Taekwondo.

Com três medalhas de ouro conquistadas por uma delegação reduzida, Inhambane reforça a sua posição entre as províncias em ascensão no Taekwondo moçambicano e alimenta expectativas de novas conquistas nos próximos desafios internacionais.

Senegal sagrou-se campeão africano de futebol na categoria dos Sub-17 ao vencer a Tanzânia por 4-2 na lotaria das grandes penalidades, após empate a uma bola no tempo regulamentar. 

Senegal continua a dominar o futebol africano. Depois da selecção principal ter conquistado o CAN 2025, agora foi a vez dos Sub-17. Susto no início para os “leões” de Teranga, que viram a Tanzânia adiantar-se no marcador aos sete minutos, através de Hamis Chenga.  

Ibrahima Dione restabeleceu a igualdade aos 64 minutos, finalizando à boca da baliza após um erro do guarda-redes, levando o jogo a um final ainda mais tenso antes dos penáltis. 

O Senegal mostrou maior frieza na marcação das grandes penalidades, onde foi mais feliz em relação à selecção tanzaniana, fixando o resultado em 4-2.  

O triunfo garantiu ao Senegal o seu segundo título do CAN Sub-17 e a presença no Mundial Sub-17 no Qatar, juntamente com Tanzânia, Egipto, Camarões, Costa do Marfim, Marrocos, Argélia, Mali, Moçambique e Uganda.

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