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Argentina e França vencem no Mundial

A Argentina alcançou a segunda vitória no Mundial, ao derrotar a Áustria por duas bolas sem resposta. Lionel Messi voltou a ser determinante, ao apontar

Argentina e França vencem no Mundial

A Argentina alcançou a segunda vitória no Mundial, ao derrotar a Áustria por duas bolas sem resposta. Lionel Messi voltou a ser determinante, ao apontar

A Argentina iniciou a defesa do título goleando a Argélia por três bolas sem resposta. Lionel Messi foi a figura do jogo ao apontar os três golos. Já a França derrotou o Senegal, por 3-1. 

Quatro anos depois de erguer o maior título mundial ao nível do futebol, no Qatar, a Argentina voltou aos grandes palcos para defender a glória. Tapete perfeito e luzes acesas para o brilho das estrelas. 

Lionel Messi não é só para o mundo, mas também para os argentinos. O que mente pensa, o seu pé esquerdo executa. Livro aberto, numa noite destinada aos génios. 

Zona perigosa para a Argélia e, mais uma vez, Messi foi oportuno. Por um tempo as luzes pareciam estar apagadas, mas, como sempre, Messi voltou a brilhar e assinou o primeiro “hat-trick” da prova. 

Noutro jogo, o Senegal até assustou a França, tal como o fez no Mundial de 2002 realizado no Japão e Coreia. Mbappe, outro génio contemporâneo, também abriu o seu livro. 

Sadio Mané comandou a orquestra dos senegales, mas não o suficiente para mudar o curso da história.  Barcola mostrou-se para o mundo e marcou o segundo golo da França. Reacção rápida do Senegal, através de Mbaye, que reduziu a desvantagem.  Só existe um Mbappe na França. Golo para ver e rever!

E porque era uma noite para os génios, Halland carregou a Noruega na goleada frente ao Iraque. É a magia do futebol.

Chegou a hora da verdade para Portugal. A selecção portuguesa estreia-se nesta quarta-feira no Campeonato do Mundo 2026, enfrentando a República Democrática do Congo no Estádio de Houston, em partida referente à primeira jornada do Grupo K.

O encontro, agendado para as 19h00 de Moçambique, marca o início da caminhada da equipa orientada por Roberto Martínez na maior competição do futebol mundial, agora disputada num formato alargado e mais exigente.

Depois de várias semanas de preparação em solo norte-americano, marcadas por ajustes técnicos, trabalho físico intensivo e alguns constrangimentos provocados pelas condições meteorológicas, a equipa das quinas apresenta-se determinada a confirmar o estatuto de candidata ao apuramento para a fase seguinte.

Apesar do favoritismo atribuído aos portugueses, a mensagem transmitida internamente é de máxima concentração. A República Democrática do Congo regressa a um Campeonato do Mundo pela primeira vez desde 1974, quando competiu sob a designação de Zaire, e encara o desafio com a motivação de quem procura surpreender.

Na véspera do encontro, o capitão português, Cristiano Ronaldo, destacou a importância de uma entrada forte na competição e alertou para a necessidade de manter elevados níveis de exigência desde o primeiro minuto.

“Foi uma preparação intensa e exigente, mas estamos prontos. O verdadeiro Mundial começa agora e sabemos que não existe margem para facilitar. Temos de estar ao nosso melhor nível competitivo para alcançar os nossos objectivos”, afirmou o avançado, que poderá tornar-se o primeiro jogador da história a disputar seis fases finais de Campeonatos do Mundo.

O duelo desta quarta-feira será o primeiro encontro oficial entre Portugal e a República Democrática do Congo ao nível das selecções principais.

Embora nunca tenha enfrentado os congoleses, Portugal possui um longo histórico frente a selecções africanas. Este será o 26.º confronto da história da equipa nacional contra representantes da Confederação Africana de Futebol (CAF) e o sétimo realizado em fases finais de Campeonatos do Mundo.

A partida frente à República Democrática do Congo constitui apenas o primeiro passo de uma fase de grupos que se prevê competitiva.

A província de Inhambane intensifica os preparativos para acolher a fase nacional dos Jogos Desportivos Escolares 2026, um dos maiores eventos desportivos juvenis de Moçambique, que deverá reunir mais de 1600 estudantes provenientes de todas as províncias do País.

Com a competição agendada para os meses de Agosto e Setembro, as autoridades provinciais garantem que os trabalhos de preparação decorrem dentro dos prazos estabelecidos. 

Enquanto algumas infra-estruturas já estão prontas para receber as diferentes modalidades, outras continuam a beneficiar de intervenções destinadas a melhorar as condições técnicas, de segurança e funcionalidade.

Segundo o director provincial da Juventude e Desportos de Inhambane, Leonardo Bassanhane, a selecção dos recintos desportivos teve em conta o estado de conservação e a capacidade de resposta às exigências da competição.

“Na cidade da Maxixe, para o voleibol, foi escolhido o campo da Sagrada Família, que é uma infra-estrutura nova e não necessita de qualquer intervenção. Para o futebol masculino, a nossa previsão é utilizar o Estádio Municipal da Maxixe, um recinto que já acolhe jogos do Moçambola e que reúne as condições necessárias para o evento”, explicou.

No que respeita ao futebol feminino, a organização prevê utilizar o campo do Ferroviário de Inhambane. Contudo, Bassanhane reconhece que o recinto necessita de algumas melhorias antes da realização dos jogos.

“O piso não está nas melhores condições e há um trabalho que precisa de ser feito. Estamos a trabalhar em coordenação com os Caminhos de Ferro de Moçambique para garantir que as intervenções sejam realizadas atempadamente”, afirmou.

Entre os projectos considerados prioritários destaca-se a reabilitação da pista de atletismo 7 de Setembro, uma infra-estrutura fundamental para as provas da modalidade.

De acordo com o responsável provincial, a empreitada contempla a reconstrução de parte do muro, danificado ao longo dos anos, bem como a recuperação integral da pista.

“Nós beneficiamo-nos da reabilitação da pista 7 de Setembro, que inclui a reconstrução das áreas do muro que ruíram e a recuperação da pista propriamente dita. O empreiteiro comprometeu-se a entregar a infra-estrutura até ao dia 15 de Julho em condições técnicas adequadas para a prática do atletismo”, garantiu.

Uma das maiores preocupações da organização continua a ser o futuro do Campo Municipal de Muelé, considerado um dos espaços desportivos mais emblemáticos da província e tradicional palco de importantes competições nacionais.

O recinto não foi inicialmente incluído na lista de infra-estruturas seleccionadas, devido às incertezas em torno da sua reabilitação. No entanto, as autoridades locais mantêm esforços para viabilizar a sua recuperação.

“Quando realizámos o processo de selecção dos campos ainda não existiam garantias de que o município conseguiria avançar com a reabilitação. Neste momento, estamos numa corrida contra o tempo, para que as obras avancem. Ainda não temos um calendário definitivo por parte do empreiteiro, mas nos próximos dias voltaremos a reunir-nos com o município para avaliar a situação”, explicou Bassanhane.

O dirigente destacou ainda o valor histórico do recinto para o desporto provincial.

“O Campo de Muelé é extremamente importante. Pela sua história, acolheu vários eventos desta dimensão e continua a ser uma referência para o desporto em Inhambane”, acrescentou.

Além das infra-estruturas desportivas, a organização trabalha igualmente na componente logística, considerada determinante para o sucesso do evento.

As autoridades asseguram que existem condições para acolher os mais de 1600 atletas, treinadores e oficiais previstos para a competição, estando a ser ultimados os planos de alojamento, alimentação, transporte e assistência aos participantes.

A fase nacional dos Jogos Desportivos Escolares constitui o ponto mais alto do calendário desportivo escolar moçambicano, promovendo a descoberta de talentos, a integração entre estudantes de diferentes regiões e a valorização do desporto como ferramenta de educação e desenvolvimento juvenil.

Com os preparativos a decorrerem em ritmo acelerado, Inhambane procura garantir que a edição de 2026 decorra em condições exemplares, reforçando a sua tradição como uma das principais referências nacionais na organização de grandes eventos desportivos.

Os troféus conquistados pela selecção nacional de hóquei em patins nos Jogos Africanos realizados recentemente em Luanda, Angola, foram apresentados nesta segunda-feira ao ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, num encontro que serviu igualmente para traçar perspectivas para o futuro da modalidade no País.

A delegação da Federação Moçambicana de Patinagem foi recebida no gabinete do ministro, onde exibiu os prémios obtidos pelas equipas nacionais que alcançaram o segundo lugar na categoria de seniores e o terceiro lugar em Sub-19, resultados que reforçam a posição de Moçambique entre as principais potências africanas da modalidade.

Os desempenhos alcançados em Luanda representam mais um marco para o hóquei em patins moçambicano, modalidade que tem vindo a consolidar a sua competitividade a nível continental.

Além dos resultados desportivos, a federação aproveitou a ocasião para anunciar que o País garantiu a qualificação para o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, marcado para Setembro deste ano, uma participação que abre novas expectativas para atletas, técnicos e adeptos.

Durante a audiência, os responsáveis federativos destacaram a necessidade de expandir a prática da patinagem em todo o território nacional, tornando-a mais inclusiva e acessível às novas gerações.

Entre os principais constrangimentos identificados figuram a insuficiência de infra-estruturas adequadas para a prática da modalidade e a escassez de equipamentos especializados, factores que continuam a limitar o crescimento da patinagem em várias províncias do País.

Ao reconhecer o mérito dos atletas e dirigentes, o ministro da Juventude e Desporto sublinhou que os resultados alcançados são fruto do empenho colectivo e da dedicação dos intervenientes da modalidade. 

Segundo Caifadine Manasse, a consolidação destes sucessos exige uma abordagem estratégica assente numa planificação antecipada, coordenação institucional e investimentos consistentes.

A qualificação para o Mundial surge num momento particularmente positivo para o hóquei em patins nacional, que procura transformar os recentes êxitos competitivos numa oportunidade para alargar a base de praticantes e fortalecer as estruturas de formação.

Já são oito os países africanos que se estrearam no Campeonato do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, já a darem ar da sua graça, intrometendo-se no caminho dos potenciais candidatos. Egipto e Cabo Verde são dos mais recentes a fazerem África sonhar com alguma glória nesta competição. Argélia e Senegal estrearam-se na transição de terça para quarta-feira.

A madrugada desta terça-feira entrou para a história do futebol africano como uma demonstração inequívoca de que organização, disciplina táctica e espírito de sacrifício podem desafiar o favoritismo das grandes potências mundiais.

Em partidas marcadas pela intensidade e pela emoção, Cabo Verde e Egipto conquistaram resultados de enorme relevância diante de duas das selecções mais fortes da Europa, Espanha e Bélgica, respectivamente.

Na cidade de Seattle, o Egipto confirmou a capacidade competitiva das selecções africanas ao empatar 1-1 com a Bélgica, num duelo equilibrado e disputado até ao apito final.

A equipa belga procurou assumir as despesas do encontro desde os primeiros minutos, apoiada na criatividade do capitão Kevin De Bruyne. No entanto, os “Faraós” responderam com uma organização colectiva sólida e uma notável eficácia nos momentos de transição ofensiva.

As estatísticas revelam o equilíbrio do confronto: 15 remates para a Bélgica contra 14 do Egipto. 

Sob a liderança técnica e emocional de Mohamed Salah, os egípcios conseguiram controlar diversos momentos do jogo e saíram de campo com um resultado que fortalece as suas aspirações de qualificação.

O empate foi celebrado efusivamente pelos jogadores e adeptos, simbolizando a capacidade do futebol africano de competir em igualdade com algumas das selecções mais prestigiadas do panorama internacional.

Já no Estádio de Atlanta, os “Tubarões Azuis” escreveram uma das páginas mais memoráveis da sua história ao empatarem sem golos diante da Espanha (0-0), actual campeã europeia e uma das favoritas à conquista do Mundial.

A selecção cabo-verdiana, orientada por Bubista, apresentou uma organização defensiva exemplar, suportando longos períodos de pressão espanhola. Os números ilustram a dimensão do desafio: a Espanha controlou 74 por cento da posse de bola e realizou 23 remates ao longo da partida.

Mas a noite tinha um protagonista indiscutível. Aos 40 anos, o experiente guarda-redes Vozinha protagonizou uma exibição memorável, efectuando oito defesas decisivas que frustraram repetidamente os ataques espanhóis. 

Perante as investidas de Pedri, Ferran Torres e do jovem talento Lamine Yamal, lançado na segunda parte, o guardião cabo-verdiano mostrou segurança, liderança e reflexos notáveis.

O prémio de “Homem do Jogo” surgiu como reconhecimento natural de uma actuação que permitiu a Cabo Verde conquistar o primeiro ponto da sua história em fases finais do Campeonato do Mundo.

Os resultados de Cabo Verde e Egipto reforçam uma tendência crescente no futebol africano: a redução das distâncias competitivas em relação às selecções tradicionalmente dominantes do futebol mundial.

A jornada ficou ainda marcada por outras surpresas. A Arábia Saudita conquistou um empate por 1-1 diante do Uruguai, enquanto Irão e Nova Zelândia protagonizaram um dos jogos mais emocionantes da ronda, terminando empatados em 2-2.

Mais do que simples resultados, a madrugada desta terça-feira demonstrou que, no Mundial de 2026, o estatuto e a tradição já não garantem vitórias. África mostrou personalidade, maturidade competitiva e capacidade para sonhar mais alto.

A competição continua, mas a madrugada de 16 de Junho já garantiu o seu lugar entre os momentos mais marcantes da presença africana em Campeonatos do Mundo.

 

RESULTADOS DOS JOGOS JÁ DISPUTADOS

Terça-feira, 16 de Junho

Irão 2-2 Nova Zelândia

França vs Senegal

Iraque vs Noruega

 

JOGOS POR DISPUTAR

Quarta-feira, 17 de Junho

Argentina vs Argélia 03:00

Áustria vs Jordânia 06:00

Portugal vs RD Congo 19:00

Inglaterra vs Croácia 21:00

 

Quinta-feira, 18 de Junho

Gana vs Panamá 01:00

Uzbequistão vs Colômbia 04:00

Rep. Checa vs África do Sul 18:00

Suíça vs Bósnia 21:00

Canadá vs Qatar 00:00

Cabo Verde impôs um empate sem abertura de contagem frente à poderosa Espanha, na sua estreia no Campeonato do Mundo de Futebol. Por sua vez, o Egipto empatou a uma bola diante da Bélgica. 

Debutante e, por isso, sem muita história para contar, o Cabo-Verde fez o que pouco se esperava, impor um empate à Espanha. A viver a ternura dos 40, Vozinha não só brilhou, assim como anulou todas as investidas dos “La Roja”.

Significa tudo para o nosso país, principalmente. Nós sempre dissemos que queria que todo mundo visse o nosso país, a nossa equipa, demonstramos organização, demonstramos coragem e isso demonstra o que é o nosso país, de resiliência e tentar ultrapassar as dificuldades”, dissePedro Brito, seleccionar do Cabo Verde.  

O Eipto de Mahomed Salah e companhia também arrancou um empate a uma bola, diante da Bélgica. 

A segunda-feira ficou marcada por um momento histórico para o futebol africano no Campeonato do Mundo de 2026. A Costa do Marfim derrotou o Equador por 1-0 no Estádio de Filadélfia e conquistou a sua primeira vitória frente a uma selecção sul-americana em fases finais de Mundiais, reforçando as ambições de seguir em frente na competição.

O triunfo dos “Elefantes” surgiu de forma dramática. Quando tudo apontava para uma divisão de pontos, o jovem avançado Amad Diallo apareceu aos 44 minutos da segunda parte para marcar o único golo do encontro, desencadeando a festa da equipa africana e dos seus adeptos.

A vitória representa um marco simbólico para a Costa do Marfim, que historicamente encontrou dificuldades diante das selecções da América do Sul em competições internacionais. Desta vez, porém, a organização defensiva e a eficácia nos momentos decisivos fizeram a diferença.

Horas mais tarde, no Estádio de Monterrey, a Suécia protagonizou uma das exibições mais convincentes da jornada ao golear a Tunísia por expressivos 5-1. O avançado Alexander Isak voltou a assumir o papel de protagonista, liderando uma equipa sueca que demonstrou grande capacidade ofensiva e assumiu a liderança isolada do Grupo F.

Com os resultados da madrugada, o Mundial entra agora numa nova fase, marcada pela estreia de algumas das selecções mais aguardadas da competição.

A terça-feira promete emoções fortes, com a entrada em cena da França, uma das principais candidatas ao título. Os franceses enfrentam o Senegal no Estádio de Nova York-Nova Jérsia, num duelo carregado de simbolismo que reedita o histórico encontro de abertura do Mundial de 2002, quando os africanos surpreenderam o mundo ao vencer os então campeões mundiais por 1-0.

Também pelo Grupo I, a Noruega inicia a sua caminhada diante do Iraque. Todas as atenções estarão voltadas para o goleador Erling Haaland, principal referência ofensiva dos escandinavos e uma das estrelas mais mediáticas desta edição do torneio.

A jornada será encerrada já na madrugada de quarta-feira com a estreia da Argentina frente à Argélia, em Kansas City. A selecção sul-americana procura começar da melhor forma a defesa das suas ambições mundiais, num grupo que promete elevada competitividade.

Com selecções tradicionais a entrarem finalmente em acção, a expectativa é de mais uma jornada intensa num Mundial que já começou a produzir surpresas, recordes e histórias memoráveis.

 

RESULTADOS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Grupo E

Costa do Marfim 1-0 Equador

Grupo F

Suécia 5-1 Tunísia

Grupo H

Espanha vs Cabo Verde

Grupo G

Bélgica vs Egipto

 

JOGOS DESTA TERÇA-FEIRA (horário de Moçambique)

Grupo G

Irão x Nova Zelândia – 03h00

Grupo I

França x Senegal – 21h00

Iraque x Noruega – 00h00

Grupo J

Argentina x Argélia – 03h00 (madrugada de quarta-feira)

A selecção nacional de futebol de sub-17 iniciou oficialmente, em Maputo, os trabalhos de preparação para a Cascais Luso Cup 2026, competição internacional que decorrerá em Portugal entre os dias 14 e 22 de Julho.

Depois da histórica qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria, alcançada recentemente em Marrocos, os Mambinhas voltam, agora, as atenções para um novo desafio: defender o título conquistado na última edição do torneio e continuar a construir uma equipa competitiva para o Mundial do Qatar.

Sob orientação do seleccionador Luís Guerreiro, os primeiros treinos serviram para avaliar novos talentos e alargar o leque de opções disponíveis para a principal montra do futebol juvenil mundial.

Entre as principais novidades da convocatória destacam-se seis atletas chamados pela primeira vez ao grupo. A aposta recai sobretudo em jovens que actuam no estrangeiro, casos de Pedro Rolo, da Académica de Coimbra, em Portugal, e Denzel Machatine, do Levante UD, de Espanha.

No plano interno, a Associação Black Bulls confirma o seu estatuto de principal fornecedora da selecção nacional, contribuindo com 14 jogadores para a lista de pré-convocados. O contingente é complementado por atletas provenientes de clubes como o Costa do Sol e o Ferroviário de Nampula.

Para Luís Guerreiro, a participação na Cascais Luso Cup assume uma importância estratégica na preparação da equipa para os compromissos futuros.

“O nosso foco na Cascais Luso Cup é duplo. Vamos a Portugal com a responsabilidade acrescida de defender o troféu que erguemos com orgulho em 2025. Contudo, mais do que os resultados imediatos, este torneio é o laboratório ideal. A qualificação ao Mundial foi um feito soberbo, mas o nosso tecto competitivo tem de subir. Estamos a abrir espaço para observar novos talentos e garantir que o grupo que irá ao Qatar represente o topo absoluto do futebol moçambicano”, afirmou o seleccionador nacional.

O capitão da equipa, Diego Pelembe, destacou o ambiente positivo que se vive no seio do grupo e garantiu que a ambição permanece intacta após a conquista da vaga para o Mundial.

“A recepção que tivemos do povo moçambicano após garantirmos o Mundial deu-nos ainda mais fome de vencer. O ambiente no grupo é fantástico, de pura união. Quem está a chegar agora sabe que aqui corre-se e trabalha-se no limite. Queremos manter a nossa identidade de passe curto e velocidade, e vamos a Cascais para mostrar que Moçambique é, por mérito, uma selecção de dimensão mundial”, declarou.

Os Mambinhas chegam a Portugal com credenciais reforçadas pelo desempenho irrepreensível alcançado na edição de 2025 da Cascais Luso Cup. A equipa conquistou o troféu de forma invicta, vencendo os quatro encontros disputados e alcançando um aproveitamento de 100 por cento.

Durante a campanha vitoriosa, Moçambique marcou 15 golos, registando uma média de 3,75 tentos por partida. No percurso rumo ao título, a selecção derrotou Macau por 6-2, Timor-Leste por 3-1, Angola por 3-0 e Guiné-Bissau por 3-2.

Com o arranque dos trabalhos em Maputo, a equipa técnica prevê cerca de duas semanas de intensa preparação física e táctica antes da viagem para Portugal, programada para o início de Julho. 

A expectativa é de que o torneio sirva não apenas para defender o título conquistado no ano passado, mas também para consolidar uma geração que já entrou para a história do futebol moçambicano e que sonha agora em deixar a sua marca no Campeonato do Mundo do Qatar.

Mambinhas sub-20 também arrancam preparação para a COSAFA

Ainda esta segunda-feira, a selecção nacional de futebol de sub-20 iniciou os preparativos para a Taça COSAFA 2026, competição que terá lugar nas Ilhas Maurícias entre os dias 4 e 13 de Setembro. 

À frente do novo projecto está Luís Guerreiro, técnico escolhido pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para liderar uma geração que pretende devolver Moçambique ao topo do futebol juvenil da África Austral.

A nomeação do treinador surge na sequência dos resultados históricos alcançados ao serviço dos sub-17, escalão no qual construiu um percurso marcante e colocou o futebol moçambicano em evidência no panorama continental e internacional.

O principal objectivo da selecção passa por assegurar uma das duas vagas reservadas à região da África Austral para o Campeonato Africano das Nações (CAN) Sub-20 de 2027, prova que será disputada no Gana. Para tal, os Mambinhas terão de atingir a final da Taça COSAFA, considerada uma das competições juvenis mais competitivas do continente.

A aposta da direcção da FMF, liderada por Feizal Sidat, é vista como uma estratégia de continuidade, permitindo que a metodologia e a filosofia de trabalho implementadas por Luís Guerreiro nas categorias inferiores tenham seguimento no escalão imediatamente acima.

O currículo recente do técnico sustenta a confiança depositada pela federação. Sob a sua orientação, os sub-17 conquistaram a Cascais Luso Cup em 2025, alcançaram o terceiro lugar na Taça COSAFA do mesmo ano e protagonizaram um feito sem precedentes ao garantirem a primeira qualificação de uma selecção moçambicana de futebol de 11 para um Campeonato do Mundo da FIFA, após a campanha realizada no CAN sub-17 de 2026, que valeu o apuramento para o Mundial do Qatar.

Embora os detalhes da preparação ainda estejam a ser ultimados, a identidade competitiva da equipa deverá manter as características que marcaram os anteriores trabalhos de Luís Guerreiro. O treinador tem defendido uma abordagem baseada na organização defensiva, disciplina táctica e capacidade de explorar rapidamente os espaços deixados pelos adversários.

Além da solidez defensiva, o modelo de jogo privilegia a circulação rápida da bola, os passes curtos e a velocidade dos extremos, características que têm sido uma imagem de marca das equipas orientadas por Guerreiro.

Moçambique procura agora recuperar o título da Taça COSAFA Sub-20, conquistado pela última vez em 2020, na África do Sul. A competição nas Ilhas Maurícias representa, por isso, uma oportunidade para reafirmar o crescimento do futebol juvenil nacional e dar mais um passo rumo à presença entre as principais selecções africanas da categoria.

O Marrocos empatou com o Brasil a uma bola em jogo da primeira jornada do grupo C do Mundial de futebol que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá. Qatar e Suíça também empataram a um golo e Austrália e Escócia vencerem os seus jogos.

Marrocos tornou-se na segunda equipa africana a estrear-se no Mundial 2026, depois da África do Sul, no jogo inaugural da competição. E o adversário dos magrebinos não podia ser outra, a justificar a quarta posição alcançada em 2022: o Brasil.

A selecção africana até teve o melhor arranque na partida, ao marcar primeiro, através de Ismael Saibari, aos 21 minutos, num magistral chapéu a Álisson, já fora dos postes.

Marrocos até podia ter feito o 2-0 ainda antes da meia hora do jogo, quando Hakimi galgou terreno e à entrada da área rematou ao lado.

O Brasil, penta-campeão mundial, não desfaleceu e acordou do sono, com Vinícius Júnior a carregar a escrete para o empate, num remate cruzado, aos 32 minutos, após jogada individual.

Paquetá também testou os reflexos de Bounou, mas o guardião marroquino esteve mais atento.

O Brasil queria a todo custo sair com a vitória, mas Bounou mostrou-se seguro nos postes e nem mesmo Raphinha conseguiu acertar nas redes.

A Escócia torna-se assim o líder do grupo C, após vencer o Haiti no outro jogo, graças ao golo apontado por John McGinn, aos 28 minutos.

Pelo grupo B, Qatar e Suíça empataram a um golo na noite deste sábado. Breel Emboló abriu o marcador para os europeus, de grande penalidade, aos 17 minutos, mas os asiáticos empataram ao apagar das luzes, graças ao golo de Miro, de cabeça, aos 90+4 minutos.

A Austrália, que venceu a Turquia por 2-0 na madrugada deste domingo, lidera o grupo com três pontos.

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