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A selecção nacional de futebol de sub-17 do nosso País enfrenta, nesta quarta-feira, a congénere de Angola, num duelo decisivo para as aspirações das duas equipas no Campeonato Africano das Nações (CAN) da categoria. 

O encontro, agendado para as 18h00 (hora de Maputo), poderá definir o futuro dos “Mambinhas” na competição continental.

Inseridas no Grupo C, Moçambique e Angola chegam à última jornada da fase de grupos pressionadas pela necessidade de vencer para manterem vivas as esperanças de qualificação aos quartos-de-final e, consequentemente, continuarem na corrida por uma vaga no Campeonato do Mundo Sub-17.

A formação moçambicana ocupa actualmente a terceira posição do grupo, com os mesmos pontos que Angola, que segue no quarto lugar devido à diferença de golos. O cenário transforma o embate desta quarta-feira num verdadeiro “tudo ou nada”, numa altura em que qualquer deslize poderá significar o adeus prematuro à competição.

Além da obrigação de conquistar os três pontos, os Mambinhas estarão atentos ao desfecho do outro jogo do grupo, entre Tanzânia e Mali, resultado que poderá influenciar directamente as contas do apuramento. 

Ainda assim, no seio da equipa técnica moçambicana prevalece a convicção de que o foco principal deve estar no desempenho da própria selecção dentro das quatro linhas.

Ao longo da fase de grupos, Moçambique demonstrou momentos de qualidade ofensiva e organização táctica, mas também algumas fragilidades defensivas que procurará corrigir diante dos angolanos. 

A equipa técnica trabalhou nos últimos dias aspectos ligados à finalização e concentração defensiva, considerados fundamentais para um jogo de elevada intensidade emocional e competitiva.

Do lado angolano, a expectativa é igualmente elevada. Os “Palanquinhas” chegam ao confronto com o mesmo objectivo e prometem dificultar ao máximo as intenções moçambicanas, num clássico regional que historicamente costuma ser equilibrado nas competições juvenis africanas.

Para os jovens moçambicanos, uma eventual qualificação representaria um marco importante no processo de desenvolvimento do futebol de formação nacional, reforçando o trabalho realizado nos escalões jovens pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

A nação desportiva moçambicana acompanha com expectativa o decisivo compromisso dos Mambinhas, numa partida que poderá manter vivo o sonho continental e mundial da nova geração do futebol nacional.

O sorteio da fase de grupos de qualificação à fase final do CAN do Uganda, Tanzania e Quénia, realizado esta terça-feira, colocou Moçambique no Grupo J, ao lado do Senegal, Sudão e Etiópia, numa caminhada que inicia em Setembro e termina em Março do próximo ano. A fase final terá lugar em Junho e Julho de 2027.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) realizou, nesta terça-feira, no Cairo, o sorteio oficial das eliminatórias de acesso ao Campeonato Africano das Nações (CAN 2027), definindo os caminhos das 48 selecções nacionais que vão disputar uma vaga na maior competição futebolística do continente africano.

Moçambique ficou inserido no Grupo J, considerado um dos mais competitivos da fase de qualificação, ao lado do Senegal, Sudão e Etiópia. A selecção nacional, orientada por Chiquinho Conde, terá pela frente o desafio de enfrentar uma das maiores potências do futebol africano da actualidade — o Senegal — além de duas selecções que têm demonstrado crescimento competitivo nos últimos anos.

Os “Mambas” entram nesta campanha embalados pelos sinais positivos apresentados nas últimas competições internacionais, incluindo a participação meritória no CAN 2023, realizado na Costa do Marfim, onde a equipa voltou a afirmar-se no panorama continental. 

A expectativa da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) passa por consolidar esse crescimento e lutar por um dos dois lugares de apuramento directo disponíveis no grupo.

O Senegal surge como principal favorito do Grupo J. Liderada por jogadores de renome internacional e com um histórico recente de grande consistência competitiva, a selecção senegalesa continua a figurar entre as mais fortes de África. 

Já o Sudão e a Etiópia representam adversários tradicionalmente difíceis, sobretudo nos jogos disputados fora de casa, onde factores climáticos e logísticos costumam pesar nas eliminatórias africanas.

Além de Moçambique, outras selecções dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) também conheceram os respectivos adversários. Angola integra o Grupo B, juntamente com Egipto, Malawi e Sudão do Sul, enquanto Cabo Verde ficou no Grupo K ao lado do Mali, Ruanda e Libéria. A Guiné-Bissau vai disputar o Grupo L, frente à Nigéria, Madagáscar e Tanzânia.

O sorteio confirmou igualmente a presença de algumas das maiores potências do continente distribuídas pelos diferentes grupos, entre elas Marrocos, Argélia, Tunísia, Costa do Marfim, Camarões, Mali e República Democrática do Congo.

De acordo com o regulamento da CAF, apenas as duas primeiras classificadas de cada um dos 12 grupos garantirão presença na fase final do CAN 2027, competição que será co-organizada por Quénia, Tanzânia e Uganda, entre 19 de Junho e 17 de Julho de 2027.

O calendário das eliminatórias será disputado em três janelas internacionais da FIFA. As jornadas 1 e 2 estão previstas para decorrer entre 21 de Setembro e 6 de Outubro de 2026. Já as jornadas 3 e 4 terão lugar de 9 a 17 de Novembro de 2026, enquanto as últimas duas rondas serão realizadas entre 22 e 30 de Março de 2027.

A Federação Moçambicana de Futebol deverá anunciar nas próximas semanas o plano de preparação da selecção nacional para os primeiros compromissos oficiais da campanha. 

A expectativa entre os adeptos moçambicanos cresce em torno da possibilidade de os Mambas garantirem nova presença na fase final do CAN, reforçando o actual ciclo de crescimento do futebol nacional.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida estreou-se da melhor forma ao serviço da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, ao vencer a corrida de abertura da temporada de GT4 no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, em jornada pontuável para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade.

Ao volante do Toyota GR Supra GT4 EVO2, Almeida formou dupla com Francisco Mora numa prova de 50 minutos, em que a estratégia, a consistência e o trabalho de equipa foram determinantes para o resultado final.

Na primeira corrida do fim-de-semana, Mora e Almeida assumiram a liderança na fase decisiva da prova e geriram a vantagem até à bandeira de xadrez, vencendo a corrida à geral.

O Clube Desportivo 1.º de Agosto reforçou o plantel sénior feminino de basquetebol com a contratação de duas atletas moçambicanas apontadas como apostas estratégicas para a nova temporada: a base Sílvia Amadeu Veloso e a poste Suraya Rijal. 

As duas jogadoras chegam com perfis distintos, mas complementares, numa fase em que o emblema angolano procura manter-se entre as principais referências do basquetebol feminino africano.

Proveniente do Ferroviário de Maputo, Sílvia Veloso, de 27 anos e 1,72 metros de altura, destaca-se pela capacidade de organização ofensiva, leitura de jogo e experiência acumulada no campeonato moçambicano. A atleta deverá assumir funções importantes na condução da equipa, oferecendo maior estabilidade na armação e velocidade nas transições ofensivas.

A contratação é vista como um reconhecimento do crescimento competitivo do basquetebol feminino moçambicano, que nos últimos anos tem exportado talentos para campeonatos mais exigentes da região e do exterior.

Já Suraya Rijal regressa ao continente africano após uma experiência no Imortal Basquete Feminino, em Portugal. Com apenas 23 anos e 1,85 metros de altura, a poste moçambicana chega ao 1.º de Agosto trazendo maior presença física na zona interior, capacidade defensiva e experiência adquirida no basquetebol europeu.

Fontes ligadas ao clube consideram que a jovem atleta poderá desempenhar um papel importante no equilíbrio defensivo da equipa e no reforço das soluções ofensivas próximas do cesto, especialmente em competições internacionais.

O reforço do plantel acontece num momento em que o 1.º de Agosto procura recuperar protagonismo absoluto nas provas nacionais e continentais, num contexto de crescente competitividade no basquetebol feminino africano. A direcção técnica do clube aposta numa combinação entre experiência e juventude para consolidar um grupo capaz de disputar títulos em várias frentes.

Para analistas desportivos, a chegada das duas internacionais moçambicanas também reforça os laços históricos entre os campeonatos de Angola e Moçambique, considerados dois dos principais centros de desenvolvimento do basquetebol na África Austral.

“O mercado regional está cada vez mais competitivo e estas movimentações mostram que os clubes continuam atentos ao talento moçambicano, sobretudo no sector feminino”, considera a comentadora desportiva angolana Helena Pires.

Com a integração de Sílvia Veloso e Suraya Rijal, o 1.º de Agosto envia um sinal claro de ambição para a nova época: construir uma equipa equilibrada, competitiva e preparada para continuar a escrever páginas importantes na história do basquetebol feminino africano.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) realiza esta terça-feira, no Cairo, Egipto, o sorteio da fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027, competição que será organizada conjuntamente pelo Quénia, Uganda e Tanzânia. A cerimónia, marcada para as 15h00 locais (14h00 de Maputo), irá definir os 12 grupos compostos por quatro seleções cada, numa corrida que envolverá 48 países africanos.

Moçambique entra nesta etapa inserido no Pote 3, posição que reflecte a evolução recente dos Mambas no ranking continental, mas que também coloca a selecção nacional diante de um cenário exigente. 

A equipa orientada pelo seleccionador Chiquinho Conde poderá medir forças com algumas das maiores potências do futebol africano, entre elas Marrocos, Senegal, Nigéria, Argélia e Egipto, todas posicionadas no Pote 1.

A campanha de qualificação assume importância estratégica para o futebol moçambicano, sobretudo depois das recentes participações positivas dos Mambas em competições continentais, num período em que a Federação Moçambicana de Futebol procura consolidar a estabilidade competitiva da selecção principal.

Entre os possíveis adversários de Moçambique no segundo pote figuram seleções em ascensão, como Angola, Cabo Verde, Gana e Zâmbia, enquanto o Pote 4 inclui equipas tradicionalmente consideradas acessíveis, embora o equilíbrio crescente do futebol africano torne cada jornada imprevisível.

De acordo com o regulamento da CAF, apenas os dois primeiros classificados de cada grupo terão acesso directo ao CAN 2027. Contudo, existe uma excepção para os grupos que integrem os países anfitriões — Quénia, Uganda e Tanzânia — já automaticamente qualificados para a fase final. Nesses casos, apenas uma vaga adicional estará disponível para as restantes seleções do agrupamento.

A calendarização anunciada pela CAF prevê uma qualificação intensa e concentrada em apenas três meses. As duas primeiras jornadas serão disputadas em Setembro de 2026, seguindo-se as terceiras e quartas rondas em Outubro, enquanto as derradeiras partidas estão reservadas para Novembro do mesmo ano.

Analistas desportivos consideram que a experiência acumulada pelos Mambas nos últimos anos poderá ser determinante numa campanha curta e altamente competitiva. 

O CAN 2027 será histórico por marcar a primeira organização conjunta de três países da África Oriental. A fase final decorrerá entre 19 de Junho e 17 de Julho de 2027, num torneio que a CAF pretende transformar numa montra do crescimento do futebol africano, tanto em infra-estruturas como em audiência global.

Para Moçambique, o desafio representa mais do que uma simples qualificação. Trata-se de uma oportunidade para confirmar o progresso competitivo da selecção nacional e reforçar o posicionamento do país no panorama futebolístico continental.

A selecção nacional Sub-17 vai decidir a presença nos quartos-de-finais do CAN da categoria, prova que decorre em Marrocos, esta quarta-feira diante da Angola. O conjunto de Luís Guerreiro empatou a uma bola na noite de ontem frente ao Mali, em jogo da segunda jornada do Grupo C.

O golo madrugador de belo efeito de Diego Pelembe, que refresca a memória de um passado recente dos momentos de glória do seu pai, Dominguez, parecia reduzir a distância entre o sonho e a realidade. A presença nos quartos-de-finais até esteve perto, mas o Mali não se deixou abalar e num lance de bola parada empatou a partida. 

O jogo diante da Angola, esta quarta-feira, vai decidir o futuro da selecção nacional na prova.

A selecção nacional procura a primeira presença no campeonato do mundo da categoria. 

A selecção nacional de futebol de sub-17, os Mambinhas, defrontam esta noite, a partir das 21h00, a sua congénere do Mali, em partida da segunda jornada da fase de grupos do CAN da categoria que decorre em Marrocos. O seleccionador nacional, Luís Guerreiro, promete uma equipa combativa para o jogo de hoje.

Depois da pesada derrota sofrida na primeira jornada diante da Tanzania, por 3-0, os Mambinhas sub-17 têm nova oportunidade de procurar somar os primeiros pontos e continuar a sonhar com a passagem à fase seguinte do CAN de Marrocos.

Para tal terá que superar a forte concorrência do Mali, uma potência do futebol africano, que na jornada passada empatou sem golos diante de Angola. Luís Guerreiro garante que os jogadores estão cientes da responsabilidade e do objectivo do jogo.

Já o Mambinha Steys também está ciente de que o resultado deste domingo pode definir o futuro na prova, por isso aponta a vitória como único resultado desejado.

Os Mambinhas são obrigados a somar pontos diante do Mali para depois esperar pela última jornada, diante de Angola, para continuar a sonhar com os quartos-de-final e com o Mundial da categoria. Uma derrota pode significar o acordar do sonho.

 

A província da Zambézia já conhece o novo presidente da Associação Provincial de Basquetebol. Trata-se de António Zefanias, eleito na noite desta sexta-feira, com 6 dos 7 votos dos clubes associados com direito a voto. Com o slogan “Voltar ao Basquete”, Zefanias promete trabalhar para a massificação da modalidade na província.

Ao assumir a liderança da associação, António Zefanias encontrou uma instituição marcada por várias dificuldades, desde a falta de conta bancária, estatutos actualizados e uma estrutura funcional capaz de impulsionar o basquetebol. Ainda assim, o novo dirigente destacou como ponto positivo o facto de a associação não possuir dívidas com fornecedores, e avançou já com alguns projectos para revitalizar a modalidade.

Na corrida eleitoral, o principal adversário, José Neto, conseguiu apenas 1 voto. 

Considerada celeiro de talentos do basquetebol nacional, a Zambézia já revelou nomes como os irmãos Matos, Ismael Nurmamad e Tomás Maquil. Resta agora saber se, com António Zefanias, a província vai realmente “voltar ao basquete”.

A vida de futebolistas como Eusébio, nascidos nos subúrbios da capital moçambicana e que alcançaram o estatuto de vedetas na metrópole, é o mote de uma exposição que revela como a sua ascensão foi uma exceção no sistema colonial.

“Fintar a Vida. Caniço, Futebol e o Estado Novo” é o nome da exposição que o Museu Nacional de Etnologia abre esta sexta-feira ao público, em Lisboa, e que propõe uma viagem aos subúrbios de Lourenço Marques, nas décadas de 1950-70, convidando a uma reflexão sobre cultura, desporto e os legados do colonialismo.

Nuno Domingos, investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e curador desta exposição, disse à Lusa que a mostra se foca na vida de jogadores como Eusébio, Matateu, Coluna, Hilário e Vicente, procurando ir “à sua base, ao mundo onde eles nasceram e a uma cidade como Lourenço Marques, que é uma cidade colonial profundamente dividida entre o seu centro e o seu subúrbio”.

“Esta divisão claramente projecta as bases do sistema colonial português, as suas lógicas descritas, que tinham inevitavelmente uma componente racial”, adiantou.

Por esta razão, a exposição fala do Caniço, que “é precisamente a cidade suburbana onde vivia grande parte da população africana e onde muitos destes jogadores cresceram”.

“Digamos que é uma procura de encontrar um pouco as origens destes jogadores que muitas vezes são só conhecidos a partir das suas trajectórias, a partir do momento em que chegam a Lisboa para jogar no Benfica, no Sporting e no Belenenses, esquecendo nós que eles tiveram uma vida anterior”, disse.

A exposição recorda a guerra colonial, que em Moçambique começou em 1964, bem como “o modo como o Estado Novo procurou instrumentalizar os percursos destes jogadores de futebol para defender um pouco o império na altura, que estava sob pressão internacional grande”.

“Nomeadamente após as vitórias do Benfica na Taça dos Campeões em 1961, 1962, depois a vitória do Sporting e depois, fundamentalmente, a participação no Mundial de 1966, estes jogadores tornaram-se muito visíveis e o Estado Novo claramente percebeu que os podia utilizar para defender a sua perspectiva lusotropical plural e racial do Império, que claramente não tinha muito a ver com o que se passava no terreno.

A mostra recorre à fotografia, a objectos da cultura pop da metade do século XX, a publicações de imprensa e a objectos da esfera futebolística, que, em estreito diálogo com as colecções do museu, desvendam os contrastes culturais e sociais existentes na cidade de Lourenço Marques.

Além de Nuno Domingos, a exposição, inaugurada hoje, tem a curadoria de Gonçalo Amaro, director do Museu Nacional de Etnologia.

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