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O País – A verdade como notícia

Três medalhas conquistadas no Portugal Open G1 confirmam o crescimento do Taekwondo moçambicano, mas a Federação alerta que a escassez de financiamento, a ausência de equipamentos de competição e a dependência das famílias continuam a comprometer o sonho olímpico dos atletas nacionais.

As três medalhas conquistadas por Moçambique no Portugal Open G1 representam muito mais do que um resultado positivo para o taekwondo nacional. Num dos torneios internacionais mais competitivos do circuito mundial, a selecção moçambicana voltou a provar que possui atletas capazes de enfrentar adversários de elevado nível e disputar lugares no pódio. Contudo, por detrás do brilho das medalhas esconde-se uma realidade menos animadora: o crescimento da modalidade continua condicionado pela falta de financiamento, pela insuficiência de equipamentos modernos e pelo enorme esforço financeiro suportado pelas famílias dos atletas.

A prestação alcançada em Portugal ganha maior relevância quando se observa o nível da competição. O campeonato reuniu mais de 50 países, cerca de mil atletas e vários competidores olímpicos. Ainda assim, Moçambique regressou com uma medalha de prata, conquistada por Helena Safrão, e duas medalhas de bronze, obtidas por Laysa Kumbu e Stélvio Machava, confirmando que o país consegue competir de igual para igual com selecções que dispõem de melhores condições técnicas e financeiras.

Para o vice-presidente da Federação Moçambicana de Taekwondo, Raja Kanji, estes resultados não surgem por acaso. São consequência de um trabalho iniciado muito antes das competições internacionais, envolvendo famílias, clubes, treinadores e associações provinciais. Segundo explica, as medalhas são apenas a expressão visível de um processo de formação desenvolvido ao longo de vários anos e demonstram que Moçambique possui capacidade técnica para competir ao mais alto nível.

Um dos aspectos que mais entusiasma a direcção da Federação é o desempenho do sector feminino. Das apenas três atletas integradas na delegação nacional, duas conquistaram medalhas. Para Raja Kanji, este dado deve servir de alerta para que o país invista mais na formação e promoção do taekwondo feminino, uma vez que os resultados obtidos mostram que existe um enorme potencial competitivo ainda por explorar.

Apesar dos resultados encorajadores, o dirigente não esconde que o principal adversário da modalidade continua a ser a falta de recursos financeiros. O financiamento é apontado como o maior obstáculo ao desenvolvimento do taekwondo moçambicano, afectando desde a preparação dos atletas até à participação em competições internacionais, fundamentais para a conquista de pontos no ranking mundial.

Segundo Raja Kanji, são frequentemente as famílias que assumem uma parte significativa das despesas relacionadas com viagens, estágios e participação em torneios internacionais. Paralelamente, a Federação procura mobilizar parceiros e patrocinadores para garantir que os atletas mais promissores não fiquem impedidos de competir por falta de recursos. Ainda assim, reconhece que o esforço continua insuficiente perante as exigências do calendário internacional.

Outro desafio considerado decisivo prende-se com a ausência do Sistema Electrónico de Combate (PSS), equipamento utilizado em praticamente todas as competições internacionais de alto nível. Este sistema electrónico é responsável pela validação automática dos pontos durante os combates e constitui hoje um elemento indispensável na preparação dos atletas.

Sem acesso regular a esta tecnologia, os taekwondistas moçambicanos apenas têm contacto com o equipamento quando chegam às competições internacionais, enfrentando adversários que treinam diariamente com o sistema. Para Raja Kanji, esta diferença coloca os atletas nacionais em desvantagem competitiva logo à partida e torna ainda mais valiosas as medalhas conquistadas por Moçambique no estrangeiro.

Mesmo perante essas limitações, a Federação acredita que o sonho olímpico continua ao alcance. O Portugal Open G1 atribui pontos para o ranking internacional, factor determinante para o processo de qualificação aos Jogos Olímpicos. Helena Safrão, por exemplo, somou seis pontos importantes para a classificação mundial, enquanto outros atletas também melhoraram a sua posição, aproximando-se dos critérios exigidos pela World Taekwondo.

Para transformar este potencial em resultados consistentes, Raja Kanji considera indispensável garantir uma participação contínua em torneios internacionais de ranking. É precisamente aí que surgem novas dificuldades, uma vez que os custos das deslocações e da logística reduzem o número de atletas que Moçambique consegue inscrever nas provas internacionais.

Além do trabalho desenvolvido com a selecção nacional, a Federação destaca avanços alcançados nos últimos anos ao nível da organização interna da modalidade. Entre eles figuram a criação de associações provinciais nas onze províncias do país, a formação de árbitros e treinadores certificados internacionalmente, a realização de grandes eventos regionais em território nacional e o crescimento exponencial do número de praticantes, que passou de cerca de dois mil para mais de dez mil atletas.

No segundo mandato da actual direcção, o objectivo mantém-se claro: conquistar mais pontos internacionais, atrair novos investimentos, adquirir o sistema electrónico de combate e colocar atletas moçambicanos nos Jogos Olímpicos da Juventude e, posteriormente, nos Jogos Olímpicos seniores. A convicção da Federação é que o talento já existe. O que continua a faltar são condições para que esse talento possa competir em igualdade de oportunidades com o resto do mundo.

As medalhas conquistadas em Portugal mostram que o taekwondo moçambicano já deixou de ser uma promessa. O desafio agora é outro: impedir que a falta de investimento transforme conquistas internacionais em episódios isolados, quando poderiam representar o início de uma nova página na história do desporto nacional.

 

Antigo jogador gaulês é o novo seleccionador francês, regressando ao activo cinco anos depois. Zidane tinha o sonho antigo de comandar uma selecção na qual brilhou como jogador e inicia o ciclo pós-Didier Deschamps.
Agora é oficial. Zinedine Zidane é o novo seleccionador de França, confirmou a Federação Francesa de Futebol (FFF), nesta terça-feira. A lenda do futebol francês, que vestiu a camisola da selecção por mais de 100 ocasiões, sucede a Didier Deschamps no cargo, tendo sido formalmente apresentado pelo presidente Philippe Diallo e assinado um contrato válido até 2030.
“Vivemos nesta manhã um momento excepcional. Há quase 14 anos que a Federação não enfrentava uma situação deste género. E é também um momento especial pela pessoa que está aqui ao meu lado”, afirmou o líder máximo da FFF, na hora de apresentar Zidane.
Sem clube desde 2021, depois de deixar o Real Madrid, o técnico francês de 54 anos foi associado, ao longo dos últimos anos, a vários clubes europeus e da Arábia Saudita, mas o sonho de comandar a seleção pela qual tanto brilhou falou mais alto, tendo aguardado pelo momento certo para ocupar o lugar deixado por Deschamps.
PRIMEIRAS PALAVRAS DE ZIDANE
Depois de Diallo ter dado o arranque à cerimónia de apresentação do novo seleccionador, Zidane tomou a palavra para deixar um agradecimento especial, ainda antes de responder às questões dos jornalistas presentes, e uma palavra de apreço aos bombeiros que se encontram a combater os fogos que têm assolado o país.
“Queria começar por deixar uma mensagem de apoio a todos os bombeiros. Muitas famílias estão a viver um momento difícil. Quero também agradecer a confiança que foi depositada em mim, agradecer ao Comité Executivo, com quem estive reunido nesta manhã, e a todos os colaboradores da Federação Francesa de Futebol pelo trabalho que desenvolvem diariamente”, começou por referir Zidane.
“Hoje é um dia que representa a continuidade de um sonho. Ao longo dos últimos quatro ou cinco anos recebi propostas para assumir clubes, mas recusei todas porque a selecção francesa era a única coisa que queria treinar. Conheço esta casa desde criança: comecei nos escalões jovens, fui subindo todas as etapas até chegar à seleção principal. Vou dar tudo para que esta equipa continue a vencer. É isso que me move”, garantiu o novo selecionador francês.
ESTREIA AGENDADA PARA SETEMBRO
Zinedine Zidane não terá muito tempo para preparar a estreia oficial, que acontece já no fim de Setembro, em jogo da fase de grupos da Liga das Nações.
A selecção gaulesa vai defrontar a Turquia a 25 de Setembro, visitando a Bélgica três dias depois. A estreia em solo francês acontecerá já em Outubro, dia 2, frente à Itália, seguindo-se um novo embate com os belgas, desta vez em casa, a 5 de Outubro.
LEGADO DE DESCHAMPS
Didier Deschamps despediu-se do cargo de seleccionador de França no passado sábado, com uma derrota diante da Inglaterra (4-6) na luta pelo terceiro lugar do Mundial 2026.
O experiente treinador de 57 anos esteve ao leme dos Blues ao longo dos últimos 14 anos e conquistou um Campeonato do Mundo (em 2018) e uma Liga das Nações (em 2021). Ainda antes do embate com os ingleses, Deschamps garantiu que iria “sentir saudades” de “representar França” enquanto selecionador.
“Sei muito bem que é o fim. Ninguém vai chorar, mas sei que vou ter saudades da selecção. Tive o privilégio de viver momentos mágicos e outros mais difíceis por 25 anos [11 como jogador]. Representar a França foi o melhor que me aconteceu e isso deixa uma marca ainda maior, pois ficam lembranças inesquecíveis, mas sou uma pessoa positiva por natureza e o importante é o que se segue”, afirmou.
No currículo de Deschamps ficam, ainda, as finais perdidas no Euro 2016, como anfitriões e diante de Portugal (1-0, após prolongamento), com um golo do suplente Éder, e do Mundial 2022, no desempate por penáltis com a Argentina (4-2, depois da igualdade 3-3 no fim dos 120 minutos), no Qatar.

A Fivestar Optica Racing, representada pelos pilotos Paulo Collison, Nico Banze e Jeffrey Novela, conquistou no último fim-de-semana a vitória na 3.ª prova do Troféu ATCM e nas 2 Horas das 4 Horas de Maputo, disputadas no Autódromo Internacional de Maputo. O triunfo reforça a candidatura da equipa à conquista do título da classe SP.

A prova ficou igualmente marcada pelo regresso, 30 anos depois, dos históricos monolugares Formula V às pistas moçambicanas, proporcionando um momento de grande simbolismo para o automobilismo nacional. O evento contou ainda com a participação regular dos pilotos nacionais das classes SP e Modificados Grupo M, bem como dos pilotos sul-africanos do Campeonato de Velocidade Backdraft.

A terceira ronda do Troféu ATCM registou um novo recorde de participação, reunindo 44 pilotos na grelha de partida, distribuídos por seis classes, tornando-se na corrida com maior número de participantes da história do campeonato.

Na classe SP, a Fivestar Optica Racing alinhou com duas equipas e acabou por dominar a competição, assegurando a vitória tanto na 3.ª prova do Troféu ATCM como na corrida de duas horas integrada nas 4 Horas de Maputo. O resultado permite à formação de Paulo Collison, Nico Banze e Jeffrey Novela dar um passo importante na luta pelo título da temporada.

A Moov Racing, de Frederico Jonet, terminou na segunda posição da classificação geral, enquanto a Blutech Recargkai, de Rui Vilela, completou o pódio com o terceiro lugar.

Na classe E, os pilotos da Academia de Velocidade do ATCM, Lagson Leão e Rubén do Vale, conquistaram a vitória, ao passo que Delfim da Silva e Gabriel Figueiredo asseguraram a segunda posição.

Já a KIA Racing Team, atual líder do Troféu ATCM na classe SP, também deixou a sua marca na competição, com Pedro Garcia e Manuel Barbosa a conquistarem o prémio Index Performance.

A 4.ª prova do Troféu ATCM está agendada para o próximo dia 15 de agosto, no Autódromo Internacional de Maputo, e contará com a participação de pilotos nacionais e sul-africanos que competem no Campeonato de Velocidade Silver Cup.

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou a Selecção Nacional de Futebol Sub-17, os “Mambinhas”, pela conquista da 3.ª edição da Cascais Luso Cup, disputada em Portugal, onde a equipa moçambicana revalidou o título alcançado na edição anterior.

Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado enalteceu o desempenho dos jovens atletas, da equipa técnica liderada pelo seleccionador Luís Guerreiro e de todos os que contribuíram para a conquista, considerando que o feito constitui motivo de orgulho para todos os moçambicanos.

Daniel Chapo sublinhou que a vitória demonstra o crescimento sustentado do futebol nacional nos escalões de formação e ganha um significado acrescido por ter sido alcançada numa competição que serviu de preparação para o Campeonato do Mundo Sub-17, a realizar-se no Qatar, em Novembro de 2026.

Segundo o Presidente da República, este resultado reforça a confiança nas capacidades da selecção para representar condignamente Moçambique na maior competição mundial de futebol juvenil.

O estadista manifestou ainda o desejo de que a conquista sirva de inspiração para a juventude moçambicana, incentivando os jovens a perseguirem os seus sonhos com disciplina, dedicação e espírito de equipa.

“Parabéns a todos os envolvidos por mais esta conquista. Moçambique está de parabéns!”, concluiu Daniel Chapo.

O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, declarou ontem estar orgulhoso do desempenho das selecções nacionais dos 10 países africanos na Copa do Mundo da FIFA 2026.

A África foi representada por Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Egito, Gana, Marrocos, Senegal, África do Sul e Tunísia.

Das dez seleçcões africanas, 9 (90%) se classificaram da fase de grupos para as eliminatórias da prova.  

“Isso é notável, pois representa a maior porcentagem da história da competição. A África representou 20,8% das 48 seleções nacionais que participaram da Copa do Mundo da FIFA de 2026, mas constituiu 28,1% das seleções nacionais que se classificaram da fase de grupos para os 32 avos de final”, disse Patrice Motsepe.

Essa conquista só ficou atrás da UEFA, que teve 40% de suas selecções nacionais classificadas da fase de grupos para os 16 avos de final.

Egipto e Marrocos chegaram aos oitavos-de-final.  Marrocos alcançou um feito notável na Copa do Mundo da FIFA 2026 ao se classificar consecutivamente para os quartos-de-final.

Na Copa do Mundo da FIFA de 2026, também houve actuações impressionantes de Cabo Verde, Senegal, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, África do Sul, Gana e Tunísia.

O presidente da CAF considera que “as selecções africanas alcançaram progressos e sucessos significativos na Copa do Mundo da FIFA 2026 e estou muito orgulhoso de suas performances. As nove selecções africanas que se classificaram da fase de grupos para os oitavos-de-final fizeram história na prova, representando 90% das selecções africanas participantes, e a maior percentagem de classificação até hoje”, acrescentou, reforçando que “as percentagens anteriores de classificações das Selecções Nacionais Africanas para a Fase Eliminatória foram: 40% em 2022, nenhuma em 2018 e 40% em 2014. Também identificámos áreas específicas onde existe margem para melhorias e estou confiante de que os treinadores, as equipas técnicas e os jogadores implementarão as melhorias necessárias.”, anota.

Disse ainda que “isso garantirá ainda mais sucesso para as Selecções Nacionais Africanas nas futuras Copas do Mundo da FIFA. A CAF realizará uma conferência e convidará os técnicos de todas as selecções, as comissões técnicas, ex-jogadores das selecções Africanas e outros especialistas e partes interessadas do futebol para avaliar o desempenho na Copa do Mundo da FIFA de 2026, com o objectivo de fazer recomendações que garantam que elas sejam ainda mais bem-sucedidas na Copa do Mundo da FIFA de 2030”.

A CAF tem estado a aumentar o financiamento para a formação de treinadores em todos os níveis e realizará diversos cursos de formação de treinadores em cada uma das seis regiões ou zonas da CAF no continente africano.

A CAF também está focada em aumentar também a qualidade e a competitividade do Campeonato Africano de Futebol Escolar da CAF, pois esta é uma plataforma e iniciativa importante para o desenvolvimento e crescimento do futebol juvenil africano.

“Também fortaleceremos e expandiremos as parcerias entre nossas Associações Membro, os governos e o sector privado para desenvolver, apoiar, patrocinar e promover o futebol em cada um dos 54 países africanos. Essas parcerias também são importantes para a construção, modernização e manutenção da infraestrutura e das instalações de futebol em cada um dos países onde temos associações-membros.”

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida voltou a destacar-se no automobilismo internacional ao conquistar uma vitória e um novo pódio na terceira jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade, disputada entre os dias 10 e 12 de Julho, no Circuito Internacional de Vila Real, em Portugal.

Na sua estreia naquele traçado urbano, considerado um dos mais exigentes da Europa, Rodrigo Almeida, ao lado do português Francisco Mora, levou a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal ao triunfo na primeira corrida do Supercars Endurance, ao volante de um Toyota GR Supra GT4 EVO2.

A equipa terminou o fim-de-semana com uma vitória absoluta e dois resultados entre os quatro primeiros classificados, consolidando a liderança do campeonato.

Na primeira corrida, Francisco Mora partiu da pole position e manteve a liderança durante o primeiro turno. Após a paragem obrigatória nas boxes e a troca de pilotos, Rodrigo Almeida assumiu o volante, conservando o comando da prova até à bandeira de xadrez, apesar da forte pressão dos adversários nas voltas finais.

Na segunda corrida, marcada por diversos incidentes e sucessivos períodos de neutralização, a dupla voltou a evidenciar competitividade, terminando na quarta posição da classificação geral e alcançando o terceiro lugar na categoria GT4 Bronze.

Com os resultados obtidos em Vila Real, Rodrigo Almeida reforçou a vantagem na liderança do Campeonato de Portugal de Velocidade, numa prova integrada na 55.ª edição do Circuito Internacional de Vila Real, que reuniu milhares de espectadores.

Citado numa nota divulgada após a prova, o piloto manifestou satisfação pelo desempenho alcançado, sublinhando que a estreia naquele circuito representou um desafio exigente, ultrapassado graças ao trabalho conjunto da equipa.

Rodrigo Almeida destacou ainda a importância dos pontos conquistados para as contas do campeonato e agradeceu ao companheiro de equipa, Francisco Mora, à Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal e aos patrocinadores pelo apoio prestado ao longo da temporada.

Esta é a primeira época do piloto moçambicano ao serviço da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, mantendo uma trajectória consistente que o coloca entre os principais candidatos ao título.

A próxima prova do Supercars Endurance está marcada para os dias 25 a 27 de Setembro, no Circuito Ricardo Tormo, em Valência, Espanha, onde Rodrigo Almeida procurará consolidar a liderança do campeonato.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou o pugilista moçambicano Tiago Muxanga pela conquista do título africano da International Boxing Organization (IBO), alcançado em Essex, Inglaterra, considerando o feito um motivo de orgulho nacional e uma demonstração do talento moçambicano no panorama desportivo internacional. 

Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado endereçou, em nome do Governo, do povo moçambicano e em nome pessoal, as suas felicitações ao atleta, enaltecendo o mérito, a dedicação e o brilhantismo demonstrados ao longo da sua carreira.  

Segundo Daniel Chapo, a vitória de Tiago Muxanga demonstra que a disciplina, o trabalho e a determinação são factores essenciais para alcançar grandes conquistas, acrescentando que o pugilista honra a Bandeira Nacional e contribui para o reforço do prestígio de Moçambique no desporto africano e internacional. 

O Presidente da República considera igualmente que o atleta constitui uma referência para a juventude moçambicana, por inspirar os jovens a acreditarem que é possível transformar sonhos em realidade através do empenho e da perseverança.

Na mensagem, Daniel Chapo renovou os parabéns ao pugilista e formulou votos de contínuos sucessos ao serviço do desporto nacional, incentivando-o a prosseguir na conquista de novos títulos que dignifiquem Moçambique.

O treinador alemão de 59 anos encontra-se nos Estados Unidos a acompanhar o Mundial 2026 como comentador da Magenta TV, mas pode assinar contrato já neste fim de semana. Klopp foi apontado, desde logo, como a grande prioridade da DFB assim que ficou confirmada a rescisão de Julian Nagelsmann.

Jurgen Klopp está cada vez mais perto de suceder a Julian Nagelsmann no comando técnico da selecção da Alemanha. O antigo treinador do Liverpool e atual director de futebol das equipas da Red Bull encontra-se, actualmente, nos Estados Unidos a desempenhar o papel de comentador na Magenta TV, que acompanha os jogos do Mundial 2026, mas vai ter uma reunião decisiva nas próximas horas, preparando-se para assinar um contrato milionário, de acordo com o BILD.

O jornal germânico adianta, nesta quinta-feira, que a Federação Alemã de Futebol (DFB) está a ultimar uma oferta no valor de sete milhões de euros por ano, num contrato que terá a duração de quatro anos, até 2030, o que permitirá a Klopp orientar a Alemanha no Euro 2028 e no Mundial 2030.

Bernd Neuendorf e Hans-Joachim Watzke, presidente e vice-presidente da DFB, respetivamente, vão viajar para Nova Iorque durante este fim de semana para fechar o acordo com o técnico de 59 anos. 

IMBRÓGLIO RED BULL PRESTES A SER RESOLVIDO 

O facto de Jurgen Klopp estar contratualmente ligado à Red Bull estava a representar um obstáculo para que o negócio se realizasse, uma vez que a Federação germânica não queria realizar qualquer tipo de pagamento. 

As partes encontraram, de acordo com o BILD, uma solução, que passa pela permanência de Klopp como embaixador da Red Bull, deixando o cargo de dirigente que até agora exercia. 

Klopp está, assim, prestes a concretizar o sonho de chegar à seleção do seu país, depois de ter passado por Borussia Dortmund, Mainz e Liverpool.

CRÍTICAS APÓS A ELIMINAÇÃO

A surpreendente eliminação da Alemanha nos 16 avos-de-final do Mundial 2026, aos pés do Paraguai, deixou o mundo em choque e depressa se percebeu que dificilmente Nagelsmann resistiria ao cargo de seleccionador. 

Jurgen Klopp foi uma das vozes mais críticas do sucedido, pese embora sem visar o seu antecessor, pedindo também uma mudança no futebol de formação alemão. 

“Existem 500 mil maneiras de ganhar um jogo de futebol, só precisas de encontrar uma. O sonho foi destruído. Isto é dramático. Não jogámos bem”, começou por analisar Klopp, citado pela SPORT1, prosseguindo com mais comentários. 

“É preciso atacar pelas laterais. Não há outra alternativa. Todos sabemos o quão bem os rapazes podem jogar, mas eles não mostraram isso dentro de campo. Dentro de pouco tempo estaremos, uma vez mais, a falar maravilhas de Wirtz e Musiala e de como eles são fantásticos. Mas não agora”, vincou o antigo treinador do Liverpool.

Questionado sobre o futuro, na mesma ocasião, Klopp deixou a porta aberta à seleção, mas não se alongou em comentários. 

“Ainda não pensei sobre isso. Já estive nessa situação muitas vezes como treinador, em que um grande sonho foi destruído. Percebo que, quando se fala num novo treinador para selecção, o meu nome seja mencionado, mas não é o momento certo para falar sobre isso”, disse. 

Refira-se que a Alemanha voltou a falhar nos Mundiais, depois de ter vencido a edição de 2014. Em 2018, não passou da fase de grupos, algo que se repetiu em 2022. Quatro anos depois, os germânicos qualificaram-se para a fase a eliminar, com duas vitórias e uma derrota na fase de grupos, mas não foram além dos 16avos de final.

Com quase 40 anos de carreira como treinador, Jorge Jesus atinge, aos 71 anos, o pináculo do percurso nos bancos, assumindo uma selecção portuguesa novamente a ‘carpir mágoas’ após mais um ‘banho de realidade’ numa competição de futebol.

A derrota com Espanha nos oitavos de final teve como consequência maior a eliminação do Mundial 2026, mas também a saída do espanhol Roberto Martínez do cargo de seleccionador, três anos e meio após ter rendido Fernando Santos na sequência de outra desilusão mundial, no Qatar – a narrativa das candidaturas lusas às grandes competições tem sido, invariavelmente, contrariada no campo.

A substituição do técnico não é propriamente uma novidade, e o nome do novo responsável menos ainda, tendo em conta que Jorge Jesus era apontado há muito como o senhor que se seguiria, nomeadamente desde que José Mourinho se afastou do rol de opções da FPF com a ida para o Real Madrid.

Jorge Jesus é, assim, a primeira escolha de Pedro Proença desde que foi eleito presidente da FPF, alcançando o maior e mais prestigiante cargo em quase quatro décadas de banco, mesmo que tenha no currículo passagens por clubes com a grandeza de Benfica, Sporting ou Flamengo.

“Quem é que pode dizer que não à selecção? Já disse que não a uma das melhores selecções do mundo, não posso dizer a outra”, confessou no final de maio.

Quando decidiu pendurar as botas e assumir-se como treinador, Jesus começou por baixo, na III Divisão, no Amora, em 1989, chegando a esta fase com um total de 16 clubes treinados, maioritariamente em Portugal, mas também na Arábia Saudita – onde se cruzou com Rúben Neves, João Cancelo, João Félix e Cristiano Ronaldo –, no Brasil e na Turquia, que lhe proporcionaram praticamente 1500 partidas como técnico.

Estrela da Amadora e Benfica foram os únicos emblemas que comandou em duas ocasiões distintas, sendo que foi na liderança dos ‘encarnados’ que emergiu internacionalmente e começou a compor o palmarés de conquistas – à cabeça, três títulos de campeão nacional entre 2009 e 2015.

Na Luz, cruzou-se com dois internacionais argentinos insuspeitos, Pablo Aimar e Javier Saviola, que, anos mais tarde, lhe reservaram elogios pelo conhecimento do jogo e pela forma como vive o treino.

“Aprendi muito com ele, pela sua forma de ver o futebol e a paixão que transmitia. Foi um excelente técnico”, apontou o antigo avançado, cuja opinião foi reforçada por ‘el mago’, atual treinador-adjunto de Lionel Scaloni na seleção argentina: “Gostava de treinar com o Jorge no Benfica. Gostava dos exercícios e das explicações. Gostava da paixão com que ele vivia o futebol. Aprendi com ele e uso muito dele no meu papel de treinador”.

Se a presença no Euro 2028 é a exigência mais próxima do novo selecionador, não se pode descurar – ainda que esteja mais distante – o Mundial 2030, a segunda competição organizada por Portugal desde o Europeu de 2004, agora juntamente com Espanha e Marrocos.

Contudo, outros desafios estarão mais próximos no horizonte de ‘JJ’, desde logo se será levada a cabo alguma renovação da selecção, se é possível aumentar o nível qualitativo da equipa com jogadores que estão espalhados por vários campeonatos e equipas de caraterísticas diferentes, sem esquecer o mais premente: qual será no curto prazo o papel de Cristiano Ronaldo, com quem o técnico esteve no Al Nassr até há poucos meses.

O capitão da equipa das ‘quinas’ anunciou que não disputaria mais nenhum Mundial, mas não revelou se pretende abandonar a seleção definitivamente, isto depois de uma fase final em que foram notórias as limitações do avançado na integração de um coletivo que, também ele, nunca foi potenciado por Martínez – embora muitos queiram fazer da Liga das Nações algo que a competição não é.

Por outro lado, Jesus é, desde já, uma ‘pedrada no charco’ das escolhas da federação, tendo em conta que nunca treinou uma seleção, ao contrário dos seus antecessores mais recentes: Fernando Santos comandou a Grécia durante três anos antes de conduzir Portugal ao maior feito nacional em 2016 e Roberto Martínez esteve à frente da Bélgica, entre 2016 e 2022.

Neste particular, ergue-se uma outra curiosidade: sendo Jesus um assumido ‘obsessivo’ pelo treino de campo diário, com uma preocupação contínua com o pormenor e correção táticos, como irá adaptar-se a uma função que somente lhe permite ter jogadores de forma intermitente, na maioria das vezes durante oito a 10 dias e com dois ou três jogos pelo meio.

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