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O País – A verdade como notícia

Quando, em 2008, o ano civil se iniciou era pouco crível que, entre outros marcos desportivos, o surgimento do projecto social-desportivo Lázio Basket pudesse ganhar uma dimensão enorme e impactar a vida de rapazes e raparigas órfãs e com dificuldades de inserção social.

Hoje, volvidos quinze anos, os mentores, quando fazem um “back at the time”, ou melhor, recuam no tempo, não somente se mostram orgulhosos por terem contribuído para reter rapazes e raparigas desfavorecidas com a prática de desporto, bem como atribuição de bolsas de estudo.

Se no campo social há um ganho pelo facto de algumas atletas que deram os primeiros passos no basquetebol, integrando o projecto no bairro do Zimpeto, terem tido bolsas e se terem formado, estando algumas delas hoje nos EUA e em Portugal, no campo desportivo, pode-se, igualmente, regozijar.

Isto porque, em Novembro deste ano, a equipa sénior feminino da Lázio ocupou o terceiro lugar na Liga Sasol, portanto, a melhor classificação de sempre nestes quinze anos de percurso no desporto nacional.

Mas mais do que reclamar feitos desportivos, projecta-se agora, e sempre olhando para o bem-estar da rapariga e conjugando desporto-escola, a expansão para outros pontos de Moçambique, com particular enfoque para Cabo Delgado. Sim, Cabo Delgado, porquanto se olha, com sentido de solidariedade, para a necessidade de dar oportunidade a rapazes e raparigas vítimas do terrorismo que perderam seus familiares.

“O nosso objectivo, este ano, era chegar ao terceiro lugar. Mas é um objectivo que resulta de um percurso que construímos juntos com o director técnico, Cleiton Chissico. Fez um trabalho extraordinário com um grupo de meninas que agora já são senhoras, atletas, e que cresceram juntos. E, depois com reforços de duas jogadoras de fora, ficamos em terceiro lugar na Liga Sasol. Ano passado, tivemos um quinto lugar. Entrámos na Liga Sasol e confirmámos a nossa presença no campeonato nacional. Este ano, o nosso objectivo passava por ficar em terceiro lugar, e, felizmente, conseguimos alcançar este objectivo. Estamos satisfeitos, porque construímos isso com desempenho, construímos com treinamento duro e, sobretudo, com uma grande motivação das nossas atletas”, começou por dizer Simone Santi, presidente da Lázio.

 

ACADEMIA E PAVILHÃO NA ORDEM DO DIA…

 

Com um total de 33 bolsas de estudo, hoje, o projecto pretende continuar a ser uma rampa para projectar jovens com talento. Talento, esse, que deve ser explorado em paralelo com a academia e valores sociais. “O projecto, na verdade, foi criado em 2008. Temos a Lázio Basket na Itália desde 2007, que  é no  âmbito do apoio desportivo a Lázio. A Lázio é conhecida como uma equipa de futebol, isto no âmbito da política desportiva que tem 92 disciplinas. Em Maputo, iniciámos o projecto em 2018, no Colégio Arco-Íris, com projectos basicamente sociais. A nossa ideia era integrar rapazes e raparigas dos orfanatos num trabalho em parceria com os bairros. Naquela altura, o nosso projecto estava ligado ao bairro do Zimpeto. Depois, expandimos para os bairros Mussumbuluco, Matola, Unidade 7, assim como outros, tais quais Dom Bosco. O projecto cresceu até chegarmos, hoje, aos oito centros diferentes, onde o mini-basket continua a ser um projecto essencial. Mas, depois, quando eles melhoram as suas capacidades e crescem, sobem para jogar na alta competição. Então, neste momento, temos 400 atletas. Saímos da cidade para integrar e enquadrar aqueles rapazes e raparigas dos bairros. Vamos construindo o nosso projecto passo a passo.  A parte feminina cresceu muito.”

Uma das apostas para o fortalecimento do projecto foi, sem sombra de dúvidas, o trabalho desenvolvido por Cleiton Chissico, um elemento que trabalhou desde sempre na base. Continuar a trabalhar com as igrejas afigura-se como determinante para incutir valores sociais nos jovens que fazem parte do projecto.

“O nosso leque de treinadores cresceu, igualmente, uma vez que temos agora dezasseis treinadores nacionais, que trabalham sob a direcção de Cleiton Chissico. Estamos a crescer passo a passo. O projecto continua a ser de apoio ou cariz social. Continuamos a trabalhar com Dom Bosco, Igrejas e escolas. Mas, igualmente, virou um projecto com grande satisfação ao nível de alta competição e, podemos dizer, num patamar semi-profissional. A nossa grande satisfação, hoje, é contar com 33 bolas universitárias em Maputo. Temos dois atletas que já foram para os EUA com bolsas de estudo. E, recentemente, uma nossa atleta foi para Portugal com uma bolsa de estudo. Imaginas que as duas atletas que estão nos EUA não têm mãe nem pai.”

O céu é o limite. O projecto cresceu e, em consequência disso, desenham-se novos horizontes, que passam por construir uma academia e ter infra-estruturas desportivas próprias. “Vamos ter a nossa academia da Lázio. Estamos a tratar das coisas para termos o nosso campo. Já temos um espaço com a Comunidade Santo Egídio na zona do Zimpeto. Passo a passo, queremos construir a nossa casa, porque, neste momento, estamos com muitos campos onde trabalhamos e não temos casa própria. Para ter sustentabilidade de um projecto, precisamos de ter casa própria. Falamos do bairro do Zimpeto, porque é neste bairro onde tudo se iniciou. Para termos sustentabilidade, precisamos de ter  casa própria”, frisou.

E destacou que os italianos, com o “Progreto Collores”,  foram motivo inspirador. “Trata-se de um projecto que integra diversas nacionalidades. Chegamos a ter 1637 atletas de diferentes nacionalidades. Sabes que na Europa existe o racismo e imigrantes. Portanto, fazer jogar imigrantes, crianças de famílias que vieram das Filipinas, Nigéria, Brasil, ajuda, naquela faixa etária, porque elas se divertem e se ocupam. Este ano, entrou um patrocinador novo, que opera em Moçambique. Por acaso, estive em Dubai na semana passada, onde mantive encontro com eles. Estamos a juntar amigos e patrocinadores para fazer crescer este projecto. Temos quatro atletas que estão a estagiar connosco. Uma semana antes da fase final da Liga Sasol, uma atleta nossa informou que entrou numa grande empresa de petróleo e gás, uma multinacional. Ela era capitã da equipa, ficou com o calendário de trabalho apertado  e não podia jogar”, destacou.

O projecto, sem o apoio de figuras e singulares, não teria o mesmo impacto. “Temos de agradecer a Clarisse Machanguana, que foi nossa madrinha na Itália. Temos, igualmente, que agradecer a Nica Laila Gemo, que é nossa madrinha nos EUA. Estamos a projectar trabalhar em Cabo Delgado, estamos a ver a possibilidade de iniciar actividades lá e na Beira. O nosso projecto vai para outros pontos do país. O nosso objectivo, em Cabo Delgado, passa igualmente por colocar projectos para dar mais espaço às pessoas para praticarem desporto”, finalizou.

Victor Osimhen foi eleito, na noite desta segunda-feira,  como o melhor jogador africano de 2023, tornando-se também no primeiro nigeriano a vencer o prémio desde 1999 (Nwankwo Kanu). O avançado, orientado por José Peseiro na selecção, teve uma temporada espetacular no Nápoles, ao contribuir com 26 golos e 5 assistências para o scudetto que escapava ao clube há 33 anos.

Asisat Oshoala, também da Nigéria e que joga no FC Barcelona, foi, aos 29 anos, eleita a melhor jogadora de 2023, após ter levado a sua seleção aos oitavos de final do Mundial da Austrália/Nova Zelândia.

Pelo FC Barcelona, Oshoala, que superou a concorrência da sul-africana Thembi Kgatlana e da zambiana Barbara Banda, conquistou a Liga dos Campeões, a Liga espanhola e a Taça do Rei.

Para além destas duas distinções,  também foram atribuídos outros troféus: o melhor guarda-redes foi o marroquino Yassine Bounou (Bono), que venceu a Liga Europa pelo Sevilha e ajudou a sua selecção a chegar às meias finais do Mundial 2022. 

A melhor selecção masculina foi Marrocos, que se tornou na primeira seleção africana a atingir o quarto lugar num campeonato do mundo, eliminando Portugal e Espanha no caminho. E, por fim, o melhor treinador também foi marroquino… Walid Regragui, o responsável máximo pela grande prestação do seu país na maior competição de selecções do mundo.

Alguns dos nomes do futebol mais célebres de África, incluindo o ex-internacional moçambicano Tico-Tico, juntaram-se, domingo,  para homenagear as mais de duas mil vítimas  do terramoto ocorrido em Setembro, no Marrocos. Muhammad Sidat, responsável pelo departamento de licenciamento de clubes da CAF, participou, igualmente, no jogo solidário.

Uma verdadeira constelação de estrelas. Uma verdadeira onda de solidariedade para com os marroquinos. Domingo, o futebol uniu-se por uma causa: prestar tributo aos perecidos num terramoto que sacudiu Marrocos, em Setembro, provocando milhares de vítimas mortais e feridos.

Domingo, e num acto para prestar homenagem às vítimas, as lendas juntaram-se a mais de 100 crianças de Marraquexe e arredores e a vários dirigentes de futebol.

As lendas africanas incluíam Tico-Tico (Moçambique), El Hadji Diouf (Senegal), Samuel Eto’o (Camarões), Manuel Jose Luís Bucuane (Moçambique), Emmanuel Adebayor (Togo), Geremi Njitap (Camarões), Pascal Feindouno (Guiné), Herita Illunga (RD Congo), Charles Kabore (Burkina Faso), Thomas Nkono (Camarões) e Abedi Pele (Gana).

Emmanuel Amunike (Nigéria), Ahmed Hassan (Egito), Siaka Tiene (Costa do Marfim), Jonathan Pitroipa (Burkina Faso), Kalusha Bwalya (Zâmbia), Khalilou Fadiga (Senegal), Patrick M’Boma (Camarões), Titi Camara (Guiné), Salomon Kalou (Costa do Marfim), Siphiwe Tshabalala (África do Sul), Anthony Baffoe (Gana) e Mustapha El Haddaoui (Marrocos) fizeram parte deste memorável jogo de homenagem.

Destaque, outrossim, para estrelas femininas notáveis ​​​​que jogaram: Gaelle Enganamouit (Camarões), Alberta Sackey (Gana), Clementine Toure (Costa do Marfim), Onome Ebi (Nigéria) e Perpetua Nkwocha (Nigéria).

El Hadji Diouf, duas vezes Jogador Africano do Ano – 2001 e 2002 – e ícone senegalês, disse: “Somos uma África e quando um país sofre, unimo-nos para mostrar apoio. Temos de estar juntos, principalmente em momentos como este. Queremos mostrar às famílias que estamos com elas e que nunca esqueceremos o que aconteceu. Sentimos muito pela perda deles.”

O ex-capitão do Togo, Emmanuel Sheyi Adebayor, acrescentou: “É muito importante que estejamos aqui para o povo de Marrakech e para que saibam que estamos com eles nisso”.

“Ver as crianças de Marrakech nas arquibancadas do estádio significou muito para nós, pois realmente queremos mostrar a elas que estamos com elas. Quando eu era jovem, meus pais apoiaram-me na educação e de todas as maneiras possíveis, então senti a dor deles e espero que eles tenham partido inspirados por estarmos com eles.”

Os Mambas efectuaram, esta segunda-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, a primeira sessão de treino no quadro da preparação para o CAN 2023. Chiquinho Conde contou apenas com 13 jogadores dos 23 que actuam internamente, podendo o resto dos atletas juntar-se à selecção nos próximos dias.

É o começo de mais uma etapa de preparação, desta feita com o horizonte para o Campeonato Africano de Futebol (CAN), prova aprazada para Janeiro próximo, na Costa do Marfim.

Uma vez anunciada a pré-convocatória composta por 46 jogadores, o combinado nacional já está no terreno a criar as bases para aquilo que se pode esperar desse conjunto na mais alta roda do futebol africano.

O ciclo de preparação teve início esta segunda-feira, tendo sido marcado pela presença de apenas 13 dos 23 jogadores que actuam internamente, os quais, segundo o plano de trabalho do seleccionador nacional, vão corporizar a primeira fase de preparação.

Durante 15 dias, os trabalhos vão incidir-se mormente na criação de um grupo coeso, sendo que apenas 10 integrantes, tal como assumiu Chiquinho Conde, poderão fazer parte da convocatória final, que será dominada pelos atletas que militam fora de portas.

A sessão de treino desta segunda-feira esteve voltada à recuperação dos jogadores que, como se sabe, vêm de um período de inactividade devido ao término da época futebolística nacional.

“Infelismente, o Moçambola terminou há duas semanas, e também a Taça de Moçambique. Fizemos questão de deixar os jogadores que militam na selecção a gozarem as suas merecidas férias. Agora, chegou o momento de recomeçarmos os trabalhos, pois estamos a cerca de um mês do início de uma grande competição”, diz Chiquinho Conde.

O seleccionador nacional defende que é preciso que os jogadores que actuam internamente tenham alguns minutos e alguns jogos nos pés, antes do arranque da prova. Justifica, o seleccionador, que essa perspectiva tem em vista diminuir as assimetrias sob o ponto de vista físico com os que jogam fora do país, na medida em que os seus campeonatos estão em andamento.

“Não é o cenário que eu pretendia. Gostaria, de facto, que esses jogadores continuassem a competir, porque só assim é que eu poderia ter todos os atletas em melhores condições. Esse estágio serve fundamentalmente para limar essas lacunas”, defende o técnico.

 

ESTÁGIO EM ALGARVE

A primeira fase de preparação será feita em Moçambique. Segundo o seleccionador nacional, a segunda vai ser em Algarve, em Portugal, onde deverá ter todo o grupo de trabalho. O estágio em Portugal vai marcar a última etapa de preparação do combinado nacional antes de partir para Costa do Marfim, país que vai acolher a fase final do CAN. A partida para aquele país europeu está prevista para dia 27 deste mês.

“No espaço da selecção nacional, é sempre muito difícil podermos trabalhar. Normalmente, temos tido jogadores disponíveis um ou dois dias antes de uma competição.”

Esse facto, segundo Chiquinho, tem sido um dos maiores “handicap” no processo de preparação de qualquer jogo ou competição. Ainda assim, o técnico garante que há uma predisposição no seio dos jogadores, que pretendem fazer a diferença. Chiquinho Conde abordou, falando à imprensa, os adversários dos Mambas no CAN, nomeadamente Egipto, Gana e Cabo Verde.

“No nosso grupo, temos duas selecções candidatas ao título, mas hoje em dia as camisolas não ganham jogos. Nós temos, também, jogadores a militarem no estrangeiro e com um grande potencial”, reconhece o seleccionador nacional, que abordou também o regresso de Renildo Mandava à selecção depois de ter estado afastado por um longo período devido à lesão.

“É um jogador que faz muita diferença. Certamente, ele vai emprestar muita experiência e maior competitividade à selecção. É um menino fantástico e um excelente profissional. E nós estamos gratos pelo seu regresso e esperamos que até lá ele esteja em perfeitas condições.”

Durante o ciclo de preparação intramuros, os Mambas poderão efectuar jogos de controlo estando, para já, agendada uma partida contra a selecção de eSwathini. A partida, tal como deu a conhecer Chiquinho Conde, poderá ser esta quarta-feira.

Está prevista também a deslocação do combinado nacional para outras províncias do país, onde deverá realizar jogos de preparação com equipas locais, tendo em vista conferir maior traquejo aos jogadores.

A extremo moçambicana Ingvild “Inga” Mucauro vai reforçar o Interclube de Angola  na Liga Africana de Basquetebol feminina da FIBA (AWBA), certame a decorrer de 11 a 17 de Dezembro na cidade de Cairo, Egipto.  

Trata-se, de resto, de um processo de reintegração num conjunto no qual sagrou-se, em Agosto do ano passado,  campeã em Angola bem como foi  nomeada a jogadora mais valiosa da prova ( MVP).

Mucauro, com 19 pontos, oito ressaltos e cinco assistências, foi decisiva no jogo 4 do “play-off” da final para que as “polícias” erguessem o troféu. 

 Para além de Ingvild “Inga” Mucauro, o Interclube vai contar nesta prova com os préstimos das norte-americanas Adrienne Godbold e Taylor Hosendave  (postes),  Tyra Johnson (base) e Cristina Matiquite  (1º de Agosto).

A contratação de Ingvild “Inga” Mucauro e as restantes quatro atletas foi a pedido de  Elisa Pires, “coach” do Interclube.

Mucauro já foi considerada MVP (Jogadora Mais Valiosa) da Taça dos Clubes dos Campeões Africanos, em 2019, ano em que representou o Ferroviário de Maputo, clube no qual conquistou dois títulos africanos, em 2018 e 2019.O clube da policia procura voltar ao olimpo do continente, depois de ter conquistado a Taça dos Clubes Campeões Africanos em 2010, 2011, 2013, 2014 e 2016. 

Aliás, o Interclube ostenta o estatuto de equipa mais titulada na competição, seguida pelo 1º de Agosto (também de Angola) e Dakar UC, de Senegal, com três cada um.

 Além do Interclube, a Liga Africana de Basquetebol feminina da FIBA (AWBA) conta com as participações de Sporting de Alexandre (campeã de 2022-Maputo), Al Ahly Sporting Club, Autoridade Portuária do Quénia, Rwanda Energy Group, Overdose Up Station e Université Doula de Camarões.

CARLA MASSUNDA PENE INDICADA COMISSÁRIA

Carla Massunda Pene foi nomeada pela FIBA-África  como Comissária Técnica da Liga Africana de Basquetebol, prova a realizar-se de 11 a 19 de Dezembro, no Cairo, Egipto.  Esta será a primeira edição da competição que visa, essencialmente, dar maior dinamismo ao basquetebol feminino no continente.

Carla Massunda Pene foi indicada para o certame depois de, em Outubro deste ano, a Fiba-África  a ter indigitado como Comissária do Grupo “D”  da  fase de apuramento para Liga Africana de Basquetebol Feminino, certame havido em Kigali, Ruanda. 

 A moçambicana esteve, ano passado, no Campeonato Africano de Basquetebol sub-18, prova realizada em Madagáscar.

Já está. A velejadora moçambicana, Deisy Nhaquile, assegurou a presença nos Jogos Olímpicos Paris 2024, depois de ocupar a segunda posição no Campeonato Africano de Vela, prova  que se realiza em Hurgarda, Egipto.

Com esta prestação, Nhaquile segue as peugadas de Alcinda Panguana, pugilista que já havia garantido o apuramento para as olimpíadas de verão. 

 Esta será a segunda vez que Nhaquile disputa os Jogos Olímpicos, depois de ter evoluído em Tóquio, em 2020.

Paulo Mazivila foi eleito, esta tarde, como novo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, em substituição a Roque Sebastião, que colocou o cargo à disposição em Agosto último.

Mazivila foi eleito com um total de oito votos, no decurso da Assembleia-geral Ordinária da FMB. O candidato eleito disse, na sua primeira intervenção como novo presidente do organismo que gere o basquetebol moçambicano, que vai, durante o seu mandato no quadriénio 2024-2028, virar as suas atenções para a revitalização da modalidade no país, através de várias iniciativas que tem em carteira.

No rol das suas promessas, Mazivila predispõe-se a introduzir novas provas no basquetebol nacional, como é o caso da Taça da Liga, tendo em vista, tal como justificou, conferir maior traquejo aos atletas.

Paulo Mazivila entende que para o sucesso das actividades a que se predispõe a levar a cabo, o envolvimento das associações provinciais será vital.

“Sozinhos não podemos fazer nada. Temos muita vontade de trabalhar, mas o vosso apoio vai ser determinante”, instou o jovem dirigente.

O antigo árbitro, Francisco Machel, tomou posse, esta tarde, como novo presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF). O novo timoneiro da CNAF vai suceder no cargo Norberto dos Santos, que dirigiu o organismo durante quatro anos.

Francisco Machel assume a liderança da CNAF num contexto em que a arbitragem está sob fortes contestações devido às más actuações nas diversas competições no calendário futebolístico nacional, com destaque para os recentes acontecimentos na final da Taça de Moçambique entre a Associação Black Bulls e União Desportiva do Songo e na “poule” de apuramento para o Moçambola.

Na sua primeira intervenção, como novo homem forte do organismo, Machel assume que a arbitragem moçambicana não está saudável. Nesse sentido, o dirigente promete trabalhar no sentido de resgatar a imagem da classe que, como reconhece, está beliscada.

Na sua nova missão de dirigir o mais alto organismo da arbitragem nacional, Francisco Machel tem, no seu elenco, uma mescla de gerações, com destaque para António Massango, árbitro da velha guarda reconhecido pela sua rigidez dentro do campo. Compõem também a direcção executiva da CNAF nomes como Osvaldo de Jesus, Salomão José, Agostinho Pelembe, Ivo Muianbo e Alberto Muiambo.

Francisco Machel vai dirigir o organismo nos próximo quatro anos, tendo, além de garantir a verdade desportiva, a missão de consolidar a arbitragem nacional no contexto africano mundial.

A Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo decidiu, ontem, não continuar a dirigir a modalidade na capital devido ao facto de se “sentir desconfortável” com a posição dos clubes, cujas decisões colegiais tomadas são depois colocadas em causa. A Comissão de Gestão da ABCM tem até 22 de Dezembro, a pedido dos clubes, para repensar e mudar de posicionamento. Mudar de ideias e aceitar a continuidade, pode ser um presente antecipado de natal para os clubes. A ver vamos! 

Quando se pensava que já se havia acertado a linha na agulha, ou seja, que o basquetebol na Cidade de Maputo estava estabilizado, depois de um longo período sem provas regulares, eis que a Assembleia-Geral da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, na tarde cinzenta e chuvosa de quarta-feira, veio desmentir este cenário optimista. 

Pois, e tal como de prever, depois de aprovado o relatório de actividades e contas e um parecer positivo dos clubes em relação ao trabalho desenvolvido nos seis meses de mandato, a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo “torceu o nariz” sobre eventual continuidade na agremiação. 

Aliás, o principal ponto de agenda da magna reunião realizada na sede social do Comité Olímpico de Moçambique era a eleição de novos corpos directivos da agremiação que mais clubes e atletas movimenta em Moçambique.

Entendem, para não dizer defendem os clubes, haver motivos bastante para a continuidade do elenco da Comissão de Gestão da ABCM, mas esta manifestou-se desconfortável com os seus associados em face de decisões colegiais terem sido colocadas em causa.

O ponto da discórdia foi a marcha à ré (recuo) dos clubes depois de concertações e decisão de que não haviam condições para a realização dos “play-offs” no Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores masculinos e femininos.

A Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo reuniu com os clubes, apresentou os seus argumentos segundo os quais o tempo estava apertado em termos de calendário devido aos compromissos da selecção feminina no “Afrobasket”, a aproximação das datas da Liga Sasol e Mozal. 

Alguns clubes teriam aceite a proposta, mas depois viriam a recuar e a contestar a decisão de se definir os campeões ao cabo da fase regular.

Indigesta para os jovens que lideram a Comissão de Gestão da ABCM, a decisão dos clubes condiciona, de certa forma, a continuidade.  

A Comissão de Gestão da ABCM tem até 22 de Dezembro, a pedido dos clubes, para repensar e mudar de posicionamento.  Mudar de ideias e aceitar a continuidade, pode ser um presente antecipado de natal para os clubes. A ver vamos! 

No campo financeiro, a Comissão de Gestão de Basquetebol da Cidade de Maputo deixa nos cofres da agremiação cerca de 638 mil Meticais.

Para além de ter realizado provas regulares, nomeadamente 12 horas de basquetebol, Torneio de Abertura, Taça Maputo Jogabets 100 Paus (com premiação monetária) e Campeonato da Cidade, a agremiação organizou uma acção de formação que contou com a participação de juízes e figuras da modalidade da bola ao cesto.

Era a continuidade de um trabalho realizado pelo anterior elenco liderado por Felisberto “Beto” Macuácua que, mesmo debaixo de dificuldades, procurou segurar a modalidade. 

Uma das primeiras acções da Comissão de Gestão da ABCM foi dar uma nova imagem à sede social da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo. 

A Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo é composta por Sérgio “Serginho” Hitie, Naftal Chongo, Anastacio Monteiro, Michel Amade e Ebenizário “Benito” Hamela.

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