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A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou ontem que vai assumir a condução e coordenação das decisões sobre o futuro do campeonato nacional de futebol da primeira divisão (Moçambola), prova que no ano passado  2025 não chegou ao fim.

Através de um comunicado, a FMF explica que tomou a decisão enquanto órgão máximo regulador do futebol nacional, nos termos dos seus estatutos e dos regulamentos internacionais. Na mesma nota, o órgão reitor do futebol moçambicano refere que o contrato de delegação de poderes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), entidade que organizou as duas últimas edições do Moçambola, assinado em 12 de Março de 2024, cessou os seus efeitos no 31 de Dezembro de 2025.

A FMF indica ainda que o Moçambola 2025, que marcado por suspensão da competição, problemas logísticos e dívidas dos clubes às Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) “foi objecto de uma interrupção repentina e não chegou ao seu termo, mantendo-se, até à presente data, por resolver matérias de elevada relevância e impacto desportivo”, como a atribuição e homologação do título de campeão nacional, as decisões relativas às descidas de divisão e a indicação dos clubes representantes nas competições africanas”, lê-se. 

Nesse sentido e no exercício das suas competências estatutárias, a direcção executiva da FMF liderada por Feizal Sidat deliberou que a o organismo “passa, a partir da presente data, a assumir a condução e coordenação integral do processo, com vista a uma análise aprofundada, responsável e institucional da situação”, lê-se. 

A FMF decidiu ainda criar uma comissão de trabalho, que a instituição lidera e que integrará representantes da LMF e outros intervenientes relevantes, tendo como principais atribuições a análise das circunstâncias e os fundamentos que conduziram à não finalização do Moçambola 2025 e avaliar de forma objectiva e devidamente documentada, as causas financeiras, administrativas, organizacionais e desportivas que estiveram na origem da interrupção da competição.

A referida comissão deverá ainda “analisar o formato competitivo mais adequado para Moçambola 2026 e épocas subsequentes, apresentando propostas e recomendações, tendo em conta a sustentabilidade, a integridade competitiva e a realidade atual do futebol nacional”.

Igualmente, este órgão vai analisar a existência de condições e os respectivos termos para uma eventual renovação do contrato de delegação de poderes com a LMF para a organização do Moçambola 2026.

“A FMF esclarece que lhe cabe, em exclusivo, a apreciação e decisão final sobre todas as matérias objecto de análise, incluindo quaisquer deliberações com impacto desportivo, organizacional e regulamentar, nomeadamente no que respeita à eventual alteração do formato competitivo”, conclui. 

Recorde-se que a Liga Moçambicana de Futebol decidiu, no dia 19 de Dezembro, encerrar a edição de 2025 do Moçambola após 24 das 26 jornadas por dificuldades financeiras e administrativas, confirmando a União Desportiva do Songo como campeã nacional.

Na altura, a  LMF justificou que a decisão resultou da incapacidade de assegurar o pagamento das deslocações aéreas das equipas, sustentando ainda que o fim da época futebolística, a 20 de Dezembro, e o fim dos contratos da maioria dos jogadores, a 30 de Novembro, não permitiam a continuidade da prova.

As meias-finais do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, marcadas para quarta-feira, foram definidas após um emocionante fim-de-semana dos quartos-de-final, onde golos, tensão e drama trouxeram à tona o que o futebol do continente oferece de melhor: experiência e organização.

Egipto, Nigéria, Marrocos e Senegal garantiram as vagas, após uma trajectória em que os favoritos fizeram jus ao estatuto.

O país anfitrião, Marrocos, enfrentará a Nigéria, enquanto Senegal, a primeira selecção a qualificar-se, jogará frente ao Egipto. 

Egipto, heptacampeão africano, conquistou a última vaga das meias-finais ao derrotar a Côte d’Ivoire (3-2) num emocionante jogo dos “quartos”, encerrando o reinado dos actuais campeões e preparando um confronto imperdível, frente ao Senegal.

Os Leões de Teranga já haviam garantido a vaga ao derrotar as Águias do Mali, por 1-0, num tenso e disputado clássico da África Ocidental. O golo de Iliman Ndiaye no primeiro tempo provou ser decisivo numa partida em que os campeões africanos administraram com maturidade a pequena vantagem até ao apito final.

Em Rabat, Marrocos continuou a caminhada rumo ao primeiro título continental em 50 anos. Os Leões do Atlas dominaram os Leões Indomáveis (2-0) com calma e autoridade, graças aos golos de Brahim Díaz e Ismaël Saibari. O resultado confirmou tanto o poderio ofensivo quanto o equilíbrio defensivo dos marroquinos diante dos adeptos locais.

A Nigéria, última classificada para as meias-finais, derrotou a Argélia, por 2-0, em Marraquexe. Victor Osimhen abriu o placar após um início equilibrado, e Akor Adams selou a vitória nos minutos finais, preparando um duelo explosivo frente à seleccão anfitriã. O triunfo das Super Águias sobre as Raposas do Deserto evitou um confronto Marrocos – Argélia em solo marroquino.  

Esses resultados serviram como um lembrete de que, nesta fase da competição, detalhes e experiência fazem toda a diferença. Após uma fase de grupos imprevisível e oitavos-de-final disputados, ponto a ponto, os quartos-de-final marcaram o momento em que as selecções favoritas retomaram o controlo da partida.

Meias-finais do torneio com técnicos africanos

Pela primeira vez na história do Campeonato Africano das Nações (CAN), os quatro semi-finalistas da edição de 2025 são comandados por técnicos africanos. Quatro nações, quatro treinadores locais e a certeza de que o próximo campeão será, mais uma vez, um ex-jogador do continente.

Essa virada ilustra uma forte tendência: os técnicos africanos não se contentam somente em participar; estão a moldar o futuro do futebol na reagião. Um padrão emergiu nas edições recentes: Djamel Belmadi levou a Argélia ao título em 2019, Aliou Cissé garantiu a primeira coroa do Senegal em 2021 e Emerse Fae guiou a Côte d’Ivoire à vitória em 2023.

Cada sucesso destacou o poder do conhecimento local, da liderança e da inteligência táctica. Agora, Walid Regragui (Marrocos), Hossam Hassan (Egipto), Pape Thiaw (Senegal) e Eric Chelle (Mali, no comando da Nigéria) têm a oportunidade de estender esse legado e reafirmar a supremacia dos treinadores africanos no continente. 

Os números falam por si: das 24 selecções no CAN de 2025, 15 eram comandadas por técnicos africanos, 11 delas avançaram da fase de grupos e as selecções mandantes venceram 75% das partidas até ao momento. Mas, além das estatísticas, esses resultados reflectem a coesão, a disciplina e a compreensão singular que esses técnicos trazem para as equipas — mental, táctica e culturalmente.

De Rabat ao Cairo, de Dakar a Lagos, esses treinadores combinam inovação táctica e liderança. A capacidade de motivar, adaptar-se e interpretar o jogo tornou-se crucial, demonstram que o sucesso depende de um conhecimento profundo do futebol africano.

Um lugar no panteão das lendas pode aguardar Hossam Hassan. Apenas dois africanos, Mahmoud El-Gohary e Stephen Keshi, conquistaram o CAN tanto como jogadores quanto como treinadores. 

A Confederação Africana de Futebol (CAF) agendou para quinta-feira, na cidade de Rabat, o sorteio da 14.ª edição do Campeonato Africano das Nações Feminino 2026, com sede no Reino de Marrocos, que acolhe, igualmente, até 18 do corrente, a competição sénior masculino.

O sorteio marcará um ponto de virada na história da competição. Pela primeira vez, o CAN feminino será disputado por 16 selecções, em comparação com as 12 das edições anteriores, um sinal do crescimento contínuo do futebol na referida classe no continente.

Como país anfitrião, Marrocos terá a companhia da Argélia, Burkina Faso, Camarões, Cabo Verde, Côte d’Ivoire, Egipto, Ghana, Quénia, Malawi, Mali, Nigéria, Senegal, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia. Um grupo de alto nível, que mistura potências históricas com selecções em ascensão.

O CAN Feminino teve as duas primeiras edições, disputadas em 1991 e 1995, realizadas de forma descentralizada, sem um único país sede fixo. Inicialmente irregular, o torneio passou a ser bienal a partir de 1998, organizado pela Nigéria, com alguns ajustes da data, devido à pandemia e outras questões logísticas.

A selecção nigeriana, com 10 títulos, é a maior vencedora do evento. Guiné Equatorial (2028 e 2012) e África do Sul (2022) são as outras nações que já conquistaram o ceptro continental.

Antes do sorteio, a CAF também revelará as vencedoras de três importantes prémios no CAF Women’s Awards 2025, a saber: Treinadora do Ano, Jogadora Interclubes do Ano e Clube Feminino do Ano.

Inicialmente agendada para a cerimónia do CAF Awards 2025, a premiação para as senhoras foi adiada devido à temporada em curso, em particular à Liga dos Campeões Feminino da CAF. O processo de votação foi oficialmente reaberto no início da semana passada. 

Mais dois jogadores moçambicanos respiram profissionalismo a partir do já aberto mercado internacional de transferências. Trata-se dos internacionais Elias Macamo, avançado do Ferroviário de Maputo, e Danito Mutambe, da União Desportiva de Songo, que vão reforçar a equipa angolana do Interclube de Luanda, que actualmente ocupa a 14ª posição do Girabola.

Os jogadores internacionais moçambicanos, Elias Paulo Macamo e Danito Mutambe, são apontados como novos reforços do Interclube, num contrato válido por uma época e meia.

De acordo com o jornal electrónico Lance Mz, Elias Macamo, avançado de 31 anos, chega ao emblema dos “polícias” de Angola depois de uma temporada ao serviço do Ferroviário de Maputo, onde anotou quatro golos em 11 jogos, num clube onde conquistou a Supertaça nacional.

Já o compatriota Danito Mutambe, central de 30 anos, deixa a União Desportiva do Songo, onde sagrou-se campeão do Moçambola e vencedor da Taça de Moçambique na época passada, com registo de nove jogos realizados, fazendo, por isso, parte da histórica equipa que bateu o recorde de mais vitórias numa única época no país.

Daniel Agostinho Mutambe, recorde-se, foi uma das vítimas de assalto e agressão na cidade do Lubango, em Angola, em 2023, quando representava a União Desportiva de Songo nas afrotaças.

Esta não é a primeira vez que o treinador do clube angolano aposta em jogadores moçambicanos, depois de já ter contado com os préstimos do internacional moçambicano Lau King, em 2023, na altura técnico do Sagrada Esperança, tendo sido, também, responsável pela ida de Shaquile Nangy ao Sagrada Esperança, em 2024.

O Interclube de Luanda atravessa uma fase delicada na presente temporada, ocupando actualmente a 14.ª posição do Girabola, zona de despromoção, com apenas 10 pontos em 10 jornadas. 

Esta é mais uma prova do valor do futebol moçambicano no panorama regional, com atletas a ganharem espaço em campeonatos competitivos. Recorde-se que para além de Angola, Moçambique tem jogadores a actuarem na África do Sul, Eswatini e Tanzania.

Para já, os dois jogadores fazem parte do leque de reforços que o clube vem fazendo neste mercado de transferências, para fazer face a saídas de alguns jogadores, com destaque para quatro deles, do plantel principal, nomeadamente Filipe e Dieu, ambos defesas, Cristian, médio, e Alalade, avançado.

Na sua mensagem nas redes sociais, o Grupo Desportivo Interclube expressou o seu agradecimento aos referidos atletas pela dedicação, profissionalismo e pelo contributo prestado ao clube durante o período em que envergaram as cores da agremiação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória e a primeira qualificação à fase a eliminar. Chapo garantiu que o Governo já trabalha para garantir a premiação dos jogadores.

Parte da delegação moçambicana que esteve em Marrocos a disputar o CAN-2025 já se encontra em Maputo e ainda este sábado recebeu a visita do chefe do Estado numa instância hoteleira, que foi felicitar pessoalmente pela histórica participação.

Na ocasião, Daniel Chapo disse que é em nome dos moçambicanos no país e na diáspora que foi felicitar o combinado nacional pela prestação em Marrocos.

Chapo destacou ainda o facto da selecção nacional ter sido comandada por um moçambicano no banco técnico, para além de ter sido capitaneada por um jogador acima dos 40 anos de idade.

O presidente da República não deixou de tranquilizar os jogadores e todo staff no que diz respeito à premiação merecida. Chapo disse que tudo está encaminhado para que todos recebam o prémio da vitória e da qualificação.

Os jogadores agradeceram o gesto do presidente da República e prometeram continuar a elevar o nome de Moçambique em todas as competições que disputarem.

Em Maputo chegaram seis jogadores, equipa técnica e todo staff da Federação Moçambicana de Futebol que esteve em Marrocos.

Senegal e Marrocos qualificaram-se às meias-finais do Campeonato Africano das Nações 2025 após vencerem o Mali e os Camarões, respectivamente. Para hoje, sábado, teremos os jogos Argélia vs Nigéria, às 18h00, e Egipto vs Costa do Marfim, às 21h00.

Tanger foi a cidade que acolheu o primeiro jogo dos quartos-de-final, entre Mali e Senegal, com favoritismo dividido entre os dois francófonos. De tal forma que as oportunidades de golos também estiveram divididas nos primeiros minutos.

A diferença no marcador foi feita aos 27 minutos, quando Iliman Ndiaye, avançado do Everton, marcou o golo solitário da partida, a aproveitar um deslize do guarda-redes Djigi Diarra.

O Senegal cresceu ainda mais na partida e criou muitas mais oportunidades de marcar na primeira parte, mas a pontaria dos seus avançados não era eficiente.

Na segunda parte, e apesar de alguma reacção do Mali, foi o Senegal que continuou a ter maior pendor ofensivo e só não marcou o segundo porque Djigi Diarra defendeu todas bolas que fossem à sua baliza.

Senegal qualifica-se às meias-finais e procura recuperar o título conquistado pela última vez em 2021.

Já em Rabat, Marrocos e Camarões defrontaram-se no estádio que vai receber a final da competição, num encontro entre duas das principais candidatas ao título.

Os Camarões, segunda seleção africana mais titulada, partiam ainda em vantagem no histórico de confrontos, mas Marrocos entrou determinado a contrariar uma tendência pouco favorável aos anfitriões da CAN2025, tentando repetir a exceção da última edição, na Costa do Marfim.

A melhor entrada no jogo resultou no golo aos 26 minutos, quando Brahim Díaz colocou Marrocos em vantagem, reforçando a liderança na lista de marcadores (agora com cinco golos no torneio), com um ligeiro desvio após um primeiro cabeceamento de um colega, na sequência de um pontapé de canto.

Os ‘leões indomáveis’ tentaram reagir na segunda parte, mas, mais uma vez, as bolas paradas mostraram-se decisivas. Mas os “leões do Atlas” não tiravam o pé do acelerador e criavam mais perigo na baliza dos “leões indomáveis”. Teve que ser Ismael Saibari, aos 74 minutos, a domar o leão camaronês, novamente de bola parada, a fazer o 2-0 para o Marrocos.

Marrocos e Senegal esperam agora pelos vencedores dos jogos Argélia vs Nigéria, às 18h00, e Egipto vs Costa do Marfim, às 21h00, que disputam este sábado

O Comité Olímpico de Moçambique vai disponibilizar 10 bolsas de solidariedade a atletas de cinco modalidades para a preparação aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Os atletas mostraram-se satisfeitos e esperam poder alcançar resultados positivos e a qualificação para a prova interplanetária.

É o início oficial do ciclo olímpico para o Comité Olímpico de Moçambique, que já projecta a participação do país na competição que terá lugar em 2028, em Los Angeles, Estados Unidos da América.

A pretensão do Comité Olímpico de Moçambique é que o país tenha o maior número de atletas qualificados e, por isso, assinou o memorando para atribuição de 10 bolsas olímpicas.

Aníbal Manave, presidente do Comité Olímpico de Moçambique, começou por felicitar os atletas que receberam bolsas de solidariedade olímpica, que para ele não foram entregues aos que são escolhidos, mas aos que merecem.

“Isto é uma conquista. Tal como foi explicado aqui, não é meter a todos num pacote e depois sortear. As bolsas são conquistadas”, significando isto que “os 10 atletas que assinaram o contrato, são os que têm potencial para qualificar para os Jogos Olímpicos”, explicou Manave.

Ademais, segundo o presidente do Comité Olímpico de Moçambique, os atletas que beneficiaram destas bolsas “são os que têm mérito, e que ao longo destes anos todos vêm demonstrando que tem potencial, talento e que podem almejar outros voos”.

As bolsas foram atribuídas a dois atletas de Atletismo, nomeadamente Steven Sabino e Amélia Pinga, três atletas de Vela, Alcídio Lino e a dupla Deizy Nhaquile/Denise Parruque, outros três atletas de Canoagem, Joaquim Lobo e a dupla Teresa Chianane/Neuzia Banze, para além de Matthew Lawrence, da Natação, e Jacira Ferreira do Judo.

Os beneficiários vão ter uma preparação acompanhada e melhores condições, tanto no país, assim como fora, por forma a obterem resultados satisfatórios que garantam apuramento directo.

Por isso mostram-se felizes com a atribuição das bolsas e prometem trabalhar para alcançar os objectivos traçados pelo Comité Olímpico de Moçambique.

É o caso de Jacira Ferreira, que esteve nas últimas olimpíadas, em Paris, que diz ser gratificante e lisonjeador receber a bolsa, uma vez sentir que o seu esforço tem valido a pena e é reconhecido.

“Fazer parte deste grupo de atletas bolseiros vai nos ajudar na nossa preparação para Los Angeles, para nos focarmos apenas na preparação e não em outros aspectos como transporte, alimentação e outros. Estas bolsas vão nos permitir estarmos concentrados na nossa preparação, melhorar a nossa performance e podermos representar o país ao mais alto nível”, disse a atleta de Judo.

Por seu turno, Alcídio Lino, atleta de Vela, quer aproveitar a bolsa para estar melhor preparado para procurar a primeira qualificação aos Jogos Olímpicos, por isso agradeceu ao Comité Olímpico e à Federação de Vela e Canoagem por acreditarem no seu trabalho.

“Certamente será uma mais valia para a nossa preparação rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Temos muito trabalho pela frente e prometemos dar o nosso melhor”, destacou.

A direcção nacional do desporto saúda o trabalho que o Comité Olímpico de Moçambique tem estado a realizar em coordenação com as federações nacionais, que garantiram as melhores escolhas dos atletas para se beneficiarem destas bolsas.

Hélder Jossai, Director Nacional do Desporto, disse ainda esperar que a iniciativa possa ajudar mais atletas a conseguirem mínimos para os Jogos Olímpicos. “Neste momento conseguimos 10 atletas, e do trabalho que as federações vão fazendo, em coordenação com o Estado na monitoria, gostaríamos que fossem mais atletas a se beneficiarem dessas bolsas olímpicas”, frisou.

Por via desta monitoria e trabalho coordenado, Hélder Jossai prometeu que o Governo vai continuar a apoiar no que for possível para que estes atletas alcancem resultados traçados, mas também que mais atletas se beneficiem destas bolsas.

Cada bolseiro recebe, nesta fase, 900 dólares mensais, assegurando melhores condições de treino e competição até 2028. Os atletas no exterior mantêm-se em centros de alto rendimento. No país, o apoio cobre ginásio, alimentação e subsídios.

O Campeonato das Nações Africanas 2025 chega aos quartos-de-final depois de concluídos os oitavos. Mali–Senegal e Marrocos–Camarões jogam nesta sexta-feira, enquanto Argélia–Nigéria e Egipto–Costa do Marfim disputam seus jogos no sábado, em várias cidades de Marrocos. As oito selecções apuradas terminaram a fase de grupos em primeiro lugar.

O Campeonato das Nações Africanas 2025 entra na fase dos quartos-de-final, depois de concluídos os oitavos-de-final. A vitória da Costa do Marfim frente ao Burkina Faso (3-0), na terça-feira, definiu a última selecção apurada. As oito equipas qualificadas terminaram a fase de grupos no primeiro lugar das respectivas séries.

Os quartos-de-final têm início na sexta-feira, 9 de Janeiro, pelas 18 horas de Maputo, em Tânger, com o encontro entre Mali e Senegal. O Mali garantiu o apuramento frente à Tunísia através de uma decisão por grandes penalidades, enquanto o Senegal chega a esta fase depois de um percurso regular desde o início do torneio.

Ainda na sexta-feira, às 21 horas de Maputo, em Rabat, o anfitrião Marrocos defronta os Camarões. Trata-se de um encontro entre duas selecções com presença frequente nas fases decisivas da competição.

No sábado, às 18 horas de Maputo, em Marraquexe, a Argélia joga com a Nigéria. Os argelinos asseguraram a qualificação com um golo de Adil Boulbina no prolongamento frente à República Democrática do Congo, alcançando os quartos-de-final pela primeira vez desde 2019.

O programa encerra no sábado, às 21 horas de Maputo, em Agadir, com o jogo entre o Egipto e a Costa do Marfim. A selecção marfinense segue na prova depois de vencer o Burkina Faso, enquanto o Egipto continua em competição com uma regularidade que tem demonstrado ao longo do torneio.

Os quatro encontros vão determinar as selecções que avançam para as meias-finais do Campeonato das Nações Africanas 2025, que vão decorrer em quatro cidades marroquinas.

Leões Indomáveis rugem com agravo

Marrocos e Camarões defrontam-se nesta sexta-feira, a partir das 20h00 locais (21h00 de Maputo), no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em jogo revestido de grandes expectativas pela coerência competitiva dos Leões Indomáveis.

O quarto encontro numa fase final do Campeonato Africano das Nações, o primeiro no Século XXI, acontece 39 anos, 11 meses e 29 dias depois, e as esperanças de sobrevivência dos Leões do Atlas são questionáveis.

Reza a história que nas lutas de Leões, apenas uma vez, o rugido do leão-bérbere atingiu o Norte de África por empatar sem golos no CAN de 1986 na fase de grupos. Abdelkrim Krimau abriu o placar a favor do Marrocos, aos 63 minutos, e Roger Milla empatou aos 89 minutos. Ambas as equipas avançaram do Grupo B. Foi o primeiro confronto entre as duas equipas.

Em 1988, Camarões eliminou Marrocos, país anfitrião, nas meias-finais, com golo de Cyril Makanaky aos 78 minutos. O único golo do jogo destruiu todas as esperanças dos leões-da-barbária.

No terceiro desafio, Camarões voltou a derrotar Marrocos por 1-0 na estreia do Grupo B do CAN de 1992, com golo de André Kana-Biyik aos 23 minutos.

As duas vitórias e o empate dos Leões Indomáveis estão mal digeridas pelos leões-berbere na fase final do CAN. As emoções de outros confrontos noutras provas da CAF não contam para as estatísticas do jogo de hoje, segundo adeptos da selecção anfitriã.

Camarões permaneceu invicto diante de Marrocos nos primeiros jogos entre 1981 e 2017. Venceu seis jogos e empatou quatro.

Ao todo, Leões Indomáveis enfrentaram os confrades berberes em 13 ocasiões e registam seis vitórias, cinco empates e duas derrotas.

Parte da delegação moçambicana que esteve no Campeonato Africano de Futebol (CAN), sobretudo os jogadores que militam no Moçambola, chega ao país amanhã. A viagem, que inicia hoje, acontece dias depois de os atletas “estrangeiros”, ou seja, os que actuam fora de portas, terem regressado aos seus respectivos clubes. 

 Segundo uma nota da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), o regresso da equipa nacional decorre de forma faseada. O primeiro grupo tem chegada prevista a Maputo às 07h35 e é composto pelos jogadores Manuel Kambala e Óscar Cherene, pelos técnicos Eduardo Jumisse, Guilherme Vasconcelos e Neves Limpo Júnior, pelo médico Mussa Calú, bem como por Énio Saize e Florêncio Mahumane, integrantes do staff.

 Pouco depois, ou seja às 08h15, chega a Maputo o segundo grupo, integrado pelos atletas Dominguez, Ernan e Chamboco.

 Já às 13h00 é esperada a chegada de André Piripiri (preparador físico), Alberto Solomone (massagista), Sténor Tomo (comunicação), bem como dos vice-presidentes Jorge Bambo e Martinho Macuana, completando o principal fluxo de regresso à capital do país.

 Paralelamente, Gildo Vilanculos tem chegada prevista à cidade da Beira às 12h25, juntando-se aos seus compatriotas após o cumprimento dos compromissos internacionais da Selecção Nacional.

 

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