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O País – A verdade como notícia

O Clube Desportivo 1.º de Agosto reforçou o plantel sénior feminino de basquetebol com a contratação de duas atletas moçambicanas apontadas como apostas estratégicas para a nova temporada: a base Sílvia Amadeu Veloso e a poste Suraya Rijal. 

As duas jogadoras chegam com perfis distintos, mas complementares, numa fase em que o emblema angolano procura manter-se entre as principais referências do basquetebol feminino africano.

Proveniente do Ferroviário de Maputo, Sílvia Veloso, de 27 anos e 1,72 metros de altura, destaca-se pela capacidade de organização ofensiva, leitura de jogo e experiência acumulada no campeonato moçambicano. A atleta deverá assumir funções importantes na condução da equipa, oferecendo maior estabilidade na armação e velocidade nas transições ofensivas.

A contratação é vista como um reconhecimento do crescimento competitivo do basquetebol feminino moçambicano, que nos últimos anos tem exportado talentos para campeonatos mais exigentes da região e do exterior.

Já Suraya Rijal regressa ao continente africano após uma experiência no Imortal Basquete Feminino, em Portugal. Com apenas 23 anos e 1,85 metros de altura, a poste moçambicana chega ao 1.º de Agosto trazendo maior presença física na zona interior, capacidade defensiva e experiência adquirida no basquetebol europeu.

Fontes ligadas ao clube consideram que a jovem atleta poderá desempenhar um papel importante no equilíbrio defensivo da equipa e no reforço das soluções ofensivas próximas do cesto, especialmente em competições internacionais.

O reforço do plantel acontece num momento em que o 1.º de Agosto procura recuperar protagonismo absoluto nas provas nacionais e continentais, num contexto de crescente competitividade no basquetebol feminino africano. A direcção técnica do clube aposta numa combinação entre experiência e juventude para consolidar um grupo capaz de disputar títulos em várias frentes.

Para analistas desportivos, a chegada das duas internacionais moçambicanas também reforça os laços históricos entre os campeonatos de Angola e Moçambique, considerados dois dos principais centros de desenvolvimento do basquetebol na África Austral.

“O mercado regional está cada vez mais competitivo e estas movimentações mostram que os clubes continuam atentos ao talento moçambicano, sobretudo no sector feminino”, considera a comentadora desportiva angolana Helena Pires.

Com a integração de Sílvia Veloso e Suraya Rijal, o 1.º de Agosto envia um sinal claro de ambição para a nova época: construir uma equipa equilibrada, competitiva e preparada para continuar a escrever páginas importantes na história do basquetebol feminino africano.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) realiza esta terça-feira, no Cairo, Egipto, o sorteio da fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027, competição que será organizada conjuntamente pelo Quénia, Uganda e Tanzânia. A cerimónia, marcada para as 15h00 locais (14h00 de Maputo), irá definir os 12 grupos compostos por quatro seleções cada, numa corrida que envolverá 48 países africanos.

Moçambique entra nesta etapa inserido no Pote 3, posição que reflecte a evolução recente dos Mambas no ranking continental, mas que também coloca a selecção nacional diante de um cenário exigente. 

A equipa orientada pelo seleccionador Chiquinho Conde poderá medir forças com algumas das maiores potências do futebol africano, entre elas Marrocos, Senegal, Nigéria, Argélia e Egipto, todas posicionadas no Pote 1.

A campanha de qualificação assume importância estratégica para o futebol moçambicano, sobretudo depois das recentes participações positivas dos Mambas em competições continentais, num período em que a Federação Moçambicana de Futebol procura consolidar a estabilidade competitiva da selecção principal.

Entre os possíveis adversários de Moçambique no segundo pote figuram seleções em ascensão, como Angola, Cabo Verde, Gana e Zâmbia, enquanto o Pote 4 inclui equipas tradicionalmente consideradas acessíveis, embora o equilíbrio crescente do futebol africano torne cada jornada imprevisível.

De acordo com o regulamento da CAF, apenas os dois primeiros classificados de cada grupo terão acesso directo ao CAN 2027. Contudo, existe uma excepção para os grupos que integrem os países anfitriões — Quénia, Uganda e Tanzânia — já automaticamente qualificados para a fase final. Nesses casos, apenas uma vaga adicional estará disponível para as restantes seleções do agrupamento.

A calendarização anunciada pela CAF prevê uma qualificação intensa e concentrada em apenas três meses. As duas primeiras jornadas serão disputadas em Setembro de 2026, seguindo-se as terceiras e quartas rondas em Outubro, enquanto as derradeiras partidas estão reservadas para Novembro do mesmo ano.

Analistas desportivos consideram que a experiência acumulada pelos Mambas nos últimos anos poderá ser determinante numa campanha curta e altamente competitiva. 

O CAN 2027 será histórico por marcar a primeira organização conjunta de três países da África Oriental. A fase final decorrerá entre 19 de Junho e 17 de Julho de 2027, num torneio que a CAF pretende transformar numa montra do crescimento do futebol africano, tanto em infra-estruturas como em audiência global.

Para Moçambique, o desafio representa mais do que uma simples qualificação. Trata-se de uma oportunidade para confirmar o progresso competitivo da selecção nacional e reforçar o posicionamento do país no panorama futebolístico continental.

A selecção nacional Sub-17 vai decidir a presença nos quartos-de-finais do CAN da categoria, prova que decorre em Marrocos, esta quarta-feira diante da Angola. O conjunto de Luís Guerreiro empatou a uma bola na noite de ontem frente ao Mali, em jogo da segunda jornada do Grupo C.

O golo madrugador de belo efeito de Diego Pelembe, que refresca a memória de um passado recente dos momentos de glória do seu pai, Dominguez, parecia reduzir a distância entre o sonho e a realidade. A presença nos quartos-de-finais até esteve perto, mas o Mali não se deixou abalar e num lance de bola parada empatou a partida. 

O jogo diante da Angola, esta quarta-feira, vai decidir o futuro da selecção nacional na prova.

A selecção nacional procura a primeira presença no campeonato do mundo da categoria. 

A selecção nacional de futebol de sub-17, os Mambinhas, defrontam esta noite, a partir das 21h00, a sua congénere do Mali, em partida da segunda jornada da fase de grupos do CAN da categoria que decorre em Marrocos. O seleccionador nacional, Luís Guerreiro, promete uma equipa combativa para o jogo de hoje.

Depois da pesada derrota sofrida na primeira jornada diante da Tanzania, por 3-0, os Mambinhas sub-17 têm nova oportunidade de procurar somar os primeiros pontos e continuar a sonhar com a passagem à fase seguinte do CAN de Marrocos.

Para tal terá que superar a forte concorrência do Mali, uma potência do futebol africano, que na jornada passada empatou sem golos diante de Angola. Luís Guerreiro garante que os jogadores estão cientes da responsabilidade e do objectivo do jogo.

Já o Mambinha Steys também está ciente de que o resultado deste domingo pode definir o futuro na prova, por isso aponta a vitória como único resultado desejado.

Os Mambinhas são obrigados a somar pontos diante do Mali para depois esperar pela última jornada, diante de Angola, para continuar a sonhar com os quartos-de-final e com o Mundial da categoria. Uma derrota pode significar o acordar do sonho.

 

A província da Zambézia já conhece o novo presidente da Associação Provincial de Basquetebol. Trata-se de António Zefanias, eleito na noite desta sexta-feira, com 6 dos 7 votos dos clubes associados com direito a voto. Com o slogan “Voltar ao Basquete”, Zefanias promete trabalhar para a massificação da modalidade na província.

Ao assumir a liderança da associação, António Zefanias encontrou uma instituição marcada por várias dificuldades, desde a falta de conta bancária, estatutos actualizados e uma estrutura funcional capaz de impulsionar o basquetebol. Ainda assim, o novo dirigente destacou como ponto positivo o facto de a associação não possuir dívidas com fornecedores, e avançou já com alguns projectos para revitalizar a modalidade.

Na corrida eleitoral, o principal adversário, José Neto, conseguiu apenas 1 voto. 

Considerada celeiro de talentos do basquetebol nacional, a Zambézia já revelou nomes como os irmãos Matos, Ismael Nurmamad e Tomás Maquil. Resta agora saber se, com António Zefanias, a província vai realmente “voltar ao basquete”.

A vida de futebolistas como Eusébio, nascidos nos subúrbios da capital moçambicana e que alcançaram o estatuto de vedetas na metrópole, é o mote de uma exposição que revela como a sua ascensão foi uma exceção no sistema colonial.

“Fintar a Vida. Caniço, Futebol e o Estado Novo” é o nome da exposição que o Museu Nacional de Etnologia abre esta sexta-feira ao público, em Lisboa, e que propõe uma viagem aos subúrbios de Lourenço Marques, nas décadas de 1950-70, convidando a uma reflexão sobre cultura, desporto e os legados do colonialismo.

Nuno Domingos, investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e curador desta exposição, disse à Lusa que a mostra se foca na vida de jogadores como Eusébio, Matateu, Coluna, Hilário e Vicente, procurando ir “à sua base, ao mundo onde eles nasceram e a uma cidade como Lourenço Marques, que é uma cidade colonial profundamente dividida entre o seu centro e o seu subúrbio”.

“Esta divisão claramente projecta as bases do sistema colonial português, as suas lógicas descritas, que tinham inevitavelmente uma componente racial”, adiantou.

Por esta razão, a exposição fala do Caniço, que “é precisamente a cidade suburbana onde vivia grande parte da população africana e onde muitos destes jogadores cresceram”.

“Digamos que é uma procura de encontrar um pouco as origens destes jogadores que muitas vezes são só conhecidos a partir das suas trajectórias, a partir do momento em que chegam a Lisboa para jogar no Benfica, no Sporting e no Belenenses, esquecendo nós que eles tiveram uma vida anterior”, disse.

A exposição recorda a guerra colonial, que em Moçambique começou em 1964, bem como “o modo como o Estado Novo procurou instrumentalizar os percursos destes jogadores de futebol para defender um pouco o império na altura, que estava sob pressão internacional grande”.

“Nomeadamente após as vitórias do Benfica na Taça dos Campeões em 1961, 1962, depois a vitória do Sporting e depois, fundamentalmente, a participação no Mundial de 1966, estes jogadores tornaram-se muito visíveis e o Estado Novo claramente percebeu que os podia utilizar para defender a sua perspectiva lusotropical plural e racial do Império, que claramente não tinha muito a ver com o que se passava no terreno.

A mostra recorre à fotografia, a objectos da cultura pop da metade do século XX, a publicações de imprensa e a objectos da esfera futebolística, que, em estreito diálogo com as colecções do museu, desvendam os contrastes culturais e sociais existentes na cidade de Lourenço Marques.

Além de Nuno Domingos, a exposição, inaugurada hoje, tem a curadoria de Gonçalo Amaro, director do Museu Nacional de Etnologia.

A primeira mão da final da Liga dos Campeões da CAF 2025/26 coloca frente a frente os técnicos portugueses Miguel Cardoso e Alexandre Santos. O confronto inédito entre o Mamelodi Sundowns (África do Sul) e o FAR Rabat (Marrocos) inicia-se este domingo, 17 de Maio, no Loftus Versfeld Stadium, em Pretória.

Uma final, dois jogos, um duelo de treinadores portugueses e a disputa dos polos  continentais no embate decisivo da Liga dos Campeões africanos. Mamelodi Sundowns da África do Sul e AS FAR Rabat do Marrocos disputam a final da liga milionária africana.

O primeiro jogo dos dois da final da prova disputa-se este domingo, 17 de Maio, a partir das 16h00 locais (mesma hora em Moçambique), no Loftus Versfeld Stadium, Pretória.

Esta final marca um momento histórico para o futebol lusitano, sendo a primeira vez que dois técnicos de Portugal decidem o título máximo de clubes em África. Miguel Cardoso atinge a sua terceira final consecutiva na prova. Do outro lado, Alexandre Santos lidera a armada de Rabat após eliminar os compatriotas do RS Berkane nas meias-finais.

De acordo com a análise oficial da CAF Online, a partida de Pretória apresenta “um claro choque de estilos”. Espera-se que os Sundowns controlem a posse de bola e o ritmo de jogo. Por sua vez, o FAR Rabat deverá apresentar um bloco defensivo compacto focado em transições rápidas.

O Mamelodi Sundowns chega a este jogo focado em recuperar o moral após perder por 3-2 contra o TS Galaxy na liga sul-africana. Na rota continental, os sul-africanos eliminaram o Espérance de Tunis nas meias-finais com um agregado de 2-0. O FAR Rabat carimbou o passaporte para a final ao bater o Berkane por 2-1 no cômputo geral.

Para além do prestígio desportivo, o incentivo financeiro bate recordes nesta temporada. O vencedor do torneio vai arrecadar um prémio monetário de 6 milhões de dólares. Este valor representa um aumento de 50% em comparação com os 4 milhões pagos na edição anterior.

A segunda mão do torneio que decide o novo campeão africano e o qualificado para a Taça Intercontinental da FIFA está marcada para o dia 24 de Maio, em Rabat.

Vencedor da Taça CAF conhecido já no sábado

O USM Alger da Argélia defende a vantagem de um golo contra o Zamalek SC na grande decisão da Taça da Confederação CAF no próximo sábado, 16 de Maio de 2026, no Estádio Internacional do Cairo.

O primeiro confronto da final, disputado no superlotado Estádio 5 de Julho, em Argel, terminou com uma vitória magra mas crucial de 1-0 para os argelinos. O desfecho foi marcado por uma reviravolta dramática nos descontos.

O Zamalek chegou a celebrar o que seria o golo inaugural do suplente Juan Alvina. Contudo, o videoárbitro (VAR) interveio para anular o lance por falta de Hossam Abdelmaguid na origem da jogada. 

Na sequência imediata do mesmo lance, o VAR assinalou penálti a favor do USM Alger. Ahmed Khaldi converteu friamente a grande penalidade aos 90+8 minutos, garantindo o triunfo caseiro.

O técnico do USM Alger, Lamine N’Diaye, destacou a resiliência do plantel antes da partida: “Os jogadores estão naturalmente motivados para procurar mais um título”. 

Pelo lado egípcio, o desaire deixa a equipa sob pressão, necessitando de uma vitória por dois golos de diferença no Cairo para erguer o troféu sem depender das grandes penalidades.

O embate põe frente a frente dois gigantes invictos em finais desta competição. O Zamalek procura a sua terceira coroa após as conquistas de 2019 e 2024, enquanto o emblema de Argel tenta repetir o feito de 2023. Além da glória desportiva, o vencedor vai arrecadar um prémio recorde de 4 milhões de dólares.

A selecção nacional de golfe de Moçambique escreveu uma nova página na história da modalidade ao alcançar o melhor resultado de sempre no Campeonato de Golfe da Região 5, disputado recentemente no Reino de Eswatini.

A equipa nacional terminou a competição na sétima posição entre nove países participantes, numa participação marcada pelo regresso do País ao torneio após uma ausência de dez anos.

A prova decorreu no prestigiado Ezulwini Golf & Country Club, reunindo algumas das selecções mais competitivas da África Austral, numa edição considerada uma das mais equilibradas dos últimos anos.

Moçambique concluiu o campeonato com um total acumulado de 95 pontos, resultado que reflecte uma evolução significativa ao longo da competição. Depois de um início abaixo das expectativas, os atletas nacionais protagonizaram uma recuperação consistente na segunda ronda, demonstrando maior estabilidade técnica, adaptação às exigências do campo e capacidade competitiva frente a adversários experientes da região.

Na categoria “Better Ball”, componente colectiva da competição, a selecção moçambicana voltou a apresentar sinais positivos, destacando-se pelo entrosamento entre os jogadores e pela consistência exibida em momentos decisivos da prova.

A África do Sul confirmou o favoritismo e conquistou o título regional com um impressionante resultado de 18 abaixo do par (-18), reafirmando a hegemonia sul-africana no golfe da região. A Zâmbia terminou na segunda posição, enquanto o Zimbabwe fechou o pódio na terceira colocação.

Além dos três primeiros classificados, participaram ainda as selecções da Namíbia, Eswatini, Botswana, Malawi, Lesotho e Moçambique.

Para a Federação Moçambicana de Golfe, o resultado alcançado representa um sinal encorajador do crescimento gradual da modalidade no País e do investimento feito na preparação dos atletas nacionais.

A participação permitiu igualmente aos jogadores moçambicanos acumularem experiência internacional e avaliarem o actual nível competitivo do golfe nacional no contexto regional.

Mais do que a posição final na tabela classificativa, a presença moçambicana no campeonato foi vista como uma oportunidade estratégica de afirmação regional, intercâmbio desportivo e consolidação do trabalho técnico desenvolvido nos últimos anos.

A edição deste ano voltou também a reforçar o papel do Campeonato da Região 5 como uma das principais plataformas de integração desportiva da África Austral, promovendo o desenvolvimento do golfe africano e fortalecendo os laços competitivos entre os países da região.

A selecção nacional de futebol Sub-17 de Moçambique já se encontra em Rabat, Marrocos, onde vai disputar o Campeonato Africano das Nações (CAN) da categoria, competição que arranca nesta semana e que servirá igualmente de qualificação para o Mundial Sub-17 da FIFA, marcado para o Qatar ainda neste ano.

Os “Mambinhas” integram um grupo considerado competitivo, ao lado da Tanzânia, Mali e Angola, numa edição que reúne 16 selecções africanas e que poderá garantir até dez vagas africanas para o Campeonato do Mundo, num novo formato alargado da FIFA.

A estreia moçambicana está marcada para esta quinta-feira diante da Tanzânia, seguindo-se os confrontos frente ao Mali, vice-campeão africano, e Angola, no encerramento da fase de grupos.

Apesar dos resultados menos positivos nos jogos de preparação realizados em território marroquino, o seleccionador nacional, Luís Guerreiro, considera que o estágio pré-competitivo foi produtivo e importante para avaliar o nível competitivo da equipa.

Nos três encontros amigáveis realizados, Moçambique perdeu diante do Uganda e dos Camarões por 3-1, e frente ao anfitrião Marrocos por 3-2, tendo marcado quatro golos e sofrido nove.

A participação moçambicana ganha relevância pelo simbolismo do regresso aos grandes palcos juvenis africanos. Segundo dados da imprensa especializada, esta será apenas a terceira presença de Moçambique numa fase final do CAN Sub-17, depois das edições de 1995 e 2001.

Mambinhas passam nos testes MRI da CAF

Um dos pontos que marcaram a preparação dos Mambinhas sub-17 foi a aprovação integral dos atletas nos testes de Ressonância Magnética (MRI), mecanismo utilizado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para verificar a idade dos jogadores inscritos na competição.

Em comunicado divulgado pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), a instituição confirmou que todos os jogadores moçambicanos cumpriram os requisitos estabelecidos pela CAF.

“No âmbito dos protocolos obrigatórios definidos pela Confederação Africana de Futebol (CAF), os atletas foram submetidos aos testes de Ressonância Magnética (MRI), mecanismo utilizado para verificação da elegibilidade etária dos jogadores inscritos na competição. Os resultados confirmaram que a totalidade dos atletas moçambicanos cumpre os requisitos estabelecidos pela CAF”, refere a nota da FMF.

A CAF reforçou, nos últimos anos, os mecanismos de controlo etário nas competições juvenis africanas, depois de sucessivos casos de fraude de idade no futebol de formação.

O regulamento do CAN Sub-17 determina que apenas atletas nascidos depois de 1 de Janeiro de 2008 podem participar na edição de 2025, sendo os testes MRI obrigatórios antes e durante a competição.

A FMF considera que a aprovação dos atletas representa “um compromisso com a verdade desportiva, a transparência e o desenvolvimento sustentável do futebol juvenil”.

Sonho mundialista motiva jovens moçambicanos

Além da luta pelo título continental, a competição em Marrocos representa uma oportunidade histórica para Moçambique alcançar pela primeira vez uma qualificação para o Campeonato do Mundo Sub-17.

O novo formato da prova mundial, que contará com mais selecções participantes, aumentou o número de vagas africanas disponíveis, alimentando as expectativas das equipas emergentes do continente.

O primeiro desafio dos “Mambinhas” será disputado no Complexo Desportivo Mohammed VI, uma das infra-estruturas utilizadas pelo futebol marroquino para acolher competições internacionais juvenis.

Num grupo equilibrado e diante de adversários com tradição no futebol jovem africano, Moçambique procura surpreender e escrever uma nova página na história do futebol nacional.

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