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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol Sub-17 já se encontra no país (Mambinhas), após a participação no Campeonato Africano de Futebol da categoria (CAN), onde garantiu a qualificação, pela primeira vez, para o Campeonato do Mundo, cuja fase final terá lugar no Qatar, em Novembro.  

A delegação moçambicana foi recebida pelo ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, quadros da Federação Moçambicana de Futebol, familiares  e adeptos.  A selecção nacional está inserida no Grupo D do Mundial, juntamente com as suas congéneres da Coreia do Sul, Equador e Nova Caledónia. 

O Sporting CP recusou uma proposta de 25 milhões de euros apresentada pelo Como 1907 para a contratação do internacional moçambicano Geny Catamo. O clube italiano, orientado pelo ex-internacional espanhol Cesc Fàbregas, mantém o jogador entre os principais alvos para a próxima temporada, mas a SAD leonina continua irredutível nas negociações.

Segundo a imprensa desportiva portuguesa, a direcção liderada por Frederico Varandas apenas admite negociar o extremo moçambicano por valores próximos da cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.

A posição firme do Sporting surge numa altura em que Geny Catamo atravessa uma das fases mais valorizadas da carreira. O internacional moçambicano renovou recentemente contrato com os “leões” até 2029, num movimento interpretado como estratégico para reforçar a posição negocial do clube perante o crescente assédio do mercado europeu.

O interesse do Como confirma a ascensão internacional do jogador formado entre o Maxaquene e os Black Bulls, em Moçambique. Aos 25 anos, Catamo tornou-se peça influente no esquema táctico do Sporting, destacando-se pela velocidade, capacidade de desequilíbrio no um-contra-um e versatilidade ofensiva. 

Nas últimas duas temporadas, participou activamente nas conquistas do campeonato português e da Taça de Portugal pelo clube de Alvalade.

Os números ajudam a explicar a valorização do atleta. Desde a afirmação definitiva na equipa principal do Sporting, Geny soma dezenas de internacionalizações pela selecção moçambicana e ultrapassou a marca de 80 jogos pelo clube português, com golos decisivos em partidas de grande dimensão, incluindo o dérbi frente ao Benfica na corrida ao título português.

Esta não é a primeira vez que o Sporting trava investidas pelo jogador. Nos últimos mercados, os “leões” rejeitaram propostas oriundas da Premier League, Turquia e Arábia Saudita, sempre por considerarem os valores abaixo das exigências da SAD.

Fontes próximas do processo indicam que o Como poderá voltar à carga nas próximas semanas com uma proposta financeiramente melhorada, mas, para já, o Sporting mantém a mesma posição: Geny Catamo só sai mediante uma oferta considerada “irrecusável”.

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, anunciou a lista oficial dos jogadores convocados para os jogos particulares da Data-FIFA diante de Omã e Indonésia, marcados para os dias 7 e 9 de Junho, respectivamente.

Os encontros servirão de preparação para os próximos compromissos internacionais da selecção moçambicana, numa fase em que os Mambas procuram consolidar a equipa e reforçar a competitividade internacional.

O primeiro desafio será diante de Omã, no dia 7 de Junho, enquanto o segundo jogo está agendado para 9 de Junho, frente à Indonésia.

A convocatória integra jogadores que actuam no campeonato nacional e no estrangeiro, com destaque para nomes experientes como Luís Miquissone, actualmente ao serviço do Al-Ahly SC, e Edmilson Dove, do Al-Quwa Al-Jawiya.

Entre os guarda-redes chamados figuram Ernan Siluane, da Associação Black Bulls, Ivane Urrubal, da Associação Desportiva de Pemba, e Kimiss Zavala, do CS Marítimo.

Na defesa, Chiquinho Conde apostou em atletas como Valter Nhacussa e Bhéu Januário, ambos do Ferroviário da Beira, além de Feliciano Jone, do Abu Salim.

O meio-campo conta com jogadores como Manuel Kambala, do Polokwane City FC, e Keyns Abdala, do Leça FC.

No ataque, os destaques vão para Chamito Alfândega, do Varzim SC, e Ângelo Cantolo, da Associação Black Bulls.

A convocatória completa é composta por 26 jogadores distribuídos entre guarda-redes, defesas, médios e avançados, numa combinação entre juventude e experiência.

A equipa nacional deverá iniciar nos próximos dias o estágio de preparação, visando melhorar os níveis competitivos e testar soluções tácticas antes dos futuros compromissos oficiais.

 

Guarda-redes

Ernan Siluane — Associação Black Bulls

Ivane Urrubal — Associação Desportiva de Pemba

Kimiss Zavala — CS Marítimo

Defesas

Edmilson Dove — Al-Quwa Al-Jawiya

Valter Nhacussa — Ferroviário da Beira

Bhéu Januário — Ferroviário da Beira

Infren Matola — União Desportiva de Songo

Francisco Muchanga — Costa do Sol

Celton Jamisse — Associação Black Bulls

Feliciano Jone — Abu Salim

Manuel Cumbane — Associação Black Bulls

Óscar Cherene — União Desportiva de Songo

Médios

Amade Momade — Costa do Sol

Ezequiel Machava — Ferroviário de Maputo

Manuel Kambala — Polokwane City FC

Keyns Abdala — Leça FC

Dário Melo — Ferroviário de Nacala

Luís Miquissone — Al-Ahly SC

Amâncio Canhemba — Ferroviário de Nacala

Alcides Raice — União Desportiva de Songo

Nélio Matsinhe — Ferroviário de Maputo

Xamin Chalinda — Chingale de Tete

Avançados

Dayo António — Ferroviário da Beira

Ângelo Cantolo — Associação Black Bulls

Chamito Alfândega — Varzim SC

Pelo menos 110 atletas moçambicanos e portugueses participaram de um torneio padel de amizade entre os dois países, realizado nos dias 23 e 24 do corrente mês, no Play Padel Coop, em Maputo.

O torneio, organizado pela Embaixada de Portugal e patrocinado pela Fidelidade Ímpar, decorreu no âmbito da I Edição do Mês de Portugal em Moçambique. 

O Torneio de Padel Reuniu 110 atletas em várias categorias. Atletas e convidados de vários países encheram o recinto de energia. .

O Embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, marcou presença no evento, tendo-se juntado ao público na arena do Play Padel Coop. Esteve igualmente presente o Director Financeiro (CFO) da Fidelidade Ímpar, Tomás Chales, entre outras personalidades de Moçambique e de Portugal.

“Este torneio é a prova de que o desporto une pessoas e países. Para a Fidelidade Ímpar, estar aqui é mais do que patrocínio é um compromisso.”, disse Tomás Chales, CFO da Fidelidade Ímpar.

A Fidelidade Ímpar tem mais de 30 anos em Moçambique e apoia o desporto, o bem-estar e o desenvolvimento das comunidades.

O Mamelodi Sundowns sagrou-se campeão africano ao empatar por 1-1 diante do FAR Rabat, na segunda mão da final da Liga dos Campeões africana, resultado suficiente para assegurar o título graças à vitória por 1-0 conquistada no primeiro duelo.

No centro da conquista esteve Miguel Cardoso, que alcançou o maior feito da sua carreira e entrou para a história como o segundo treinador português a vencer a principal competição de clubes do continente africano, depois do lendário Manuel José.

Aos 53 anos, Miguel Cardoso quebra um ciclo de frustrações em finais continentais. Nas duas temporadas anteriores, o técnico português havia perdido decisões consecutivas: primeiro ao serviço do Espérance de Tunis, derrotado pelo Al Ahly na edição 2023/24, e depois já no comando do Mamelodi Sundowns, superado pelo Pyramids FC na final de 2024/25.

Desta vez, porém, o desfecho foi diferente. Num ambiente intenso em Rabat, os anfitriões ainda se colocaram em vantagem através de um penálti convertido por Mohamed Hrimat, aos 40 minutos. Contudo, já nos descontos da primeira parte, Teboho Mokoena restabeleceu a igualdade com um remate de longa distância sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Na segunda parte, o FAR Rabat desperdiçou nova grande oportunidade, novamente da marca dos onze metros, com Hrimat a falhar o segundo penálti da noite. O empate persistiu até ao apito final e confirmou a festa sul-africana.

Do lado do Mamelodi, o português Nuno Santos foi titular, enquanto Miguel Reisinho não saiu do banco. Ambos tornam-se os primeiros jogadores portugueses a conquistar a Liga dos Campeões africana. Já no FAR Rabat, o também português Ricardo Coutinho não foi utilizado.

Após o encontro, Miguel Cardoso destacou a resiliência da equipa numa época marcada por dúvidas e pressão.

“Este troféu não muda o amor que os adeptos sentem por mim. Aqueles que acreditam em mim e nos incentivaram continuarão a amar-me. Dedico-lhes este troféu”, afirmou o treinador português.

O técnico elogiou ainda o empenho do plantel ao longo da temporada: “Trabalharam de forma muito dura e incrível. Todo o mérito é deles. Os elogios vão para eles pela crença, pelo compromisso e pela energia que demonstraram. Foi uma temporada difícil para nós e para mim, mas reerguemo-nos quando muitos pensavam que estávamos acabados. Não há cinzas para o Mamelodi.”

Com esta conquista, o Mamelodi Sundowns garante presença na próxima edição da Taça Intercontinental, marcada para Dezembro, além de assegurar qualificação automática para o Mundial de Clubes de 2029.

A vitória reforça igualmente a crescente influência de treinadores portugueses no futebol africano, numa lista onde Manuel José continua como referência maior, com quatro títulos conquistados ao serviço do Al Ahly — recorde absoluto da competição.

O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, afirmou esta segunda-feira que o Governo moçambicano não tinha conhecimento das alegadas dificuldades financeiras enfrentadas pela selecção nacional Sub-17 durante a participação no Campeonato Africano das Nações (CAN), em Marrocos.

A reacção surge depois de terem sido divulgadas informações dando conta de que a Federação Moçambicana de Futebol teria recorrido a empréstimos para assegurar o regresso dos “Mambinhas” ao País, após a histórica qualificação para o Mundial Sub-17 do Qatar.

Falando em conferência de imprensa, Caifadine Manasse declarou que o Executivo tomou conhecimento do caso através da comunicação social.

“Não conhecemos esse problema como Governo. Estamos a ver pela imprensa”, afirmou o governante.

Segundo o ministro, o seu pelouro não recebeu qualquer comunicação oficial da Federação Moçambicana de Futebol reportando dificuldades relacionadas com passagens aéreas ou falta de fundos para o regresso da delegação nacional.

“O nosso Governo não recebeu nas últimas semanas nenhum documento que diga que a federação não tem bilhete de regresso”, acrescentou.

O titular da pasta da Juventude e Desporto manifestou preocupação com a divulgação pública do caso, considerando que determinadas informações podem afectar a imagem das instituições nacionais e do próprio Estado moçambicano.

“Não se pode pôr em causa o nome de um Estado, não se pode pôr em causa o nome da própria federação”, declarou.

Ainda assim, Caifadine Manasse garantiu que o Governo continua disponível para apoiar as selecções nacionais, tanto moral como financeiramente, sempre que existirem mecanismos formais de articulação institucional.

“O Governo sempre apoiou os Mambas e sempre vai apoiar os Mambinhas”, assegurou.

Durante a sua intervenção, o ministro apelou à união em torno das conquistas desportivas alcançadas pela selecção Sub-17, que garantiu pela primeira vez na história a qualificação de Moçambique para um Campeonato do Mundo da categoria.

“Este é o momento que os moçambicanos estão felizes e deveríamos todos estar felizes”, disse.

Caifadine Manasse avançou ainda que pretende reunir-se com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol após o regresso da equipa ao país, para obter esclarecimentos detalhados sobre os acontecimentos.

“Logo que chegarem, vou convocar para vir explicar o que aconteceu”, afirmou.

A polémica em torno da participação dos Mambinhas no CAN Sub-17 intensificou-se nos últimos dias, depois de terem sido tornadas públicas informações sobre dificuldades financeiras enfrentadas pela federação para custear a deslocação e permanência da equipa em Marrocos.

Apesar dos constrangimentos logísticos e financeiros, a selecção moçambicana conseguiu alcançar um feito histórico ao assegurar presença no Campeonato do Mundo Sub-17 da FIFA 2026, competição que decorrerá entre Novembro e Dezembro, no Qatar.

Sem apoio financeiro do Estado, Federação Moçambicana de Futebol acumula dívidas superiores a 6 milhões de meticais para garantir participação e regresso da selecção que qualificou Moçambique pela primeira vez ao Mundial Sub-17.

A histórica qualificação da selecção moçambicana de futebol Sub-17 para o Campeonato do Mundo do Qatar ficou marcada não apenas pelo brilhantismo dentro das quatro linhas, mas também por uma grave crise financeira enfrentada pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF). 

Sem fundos suficientes para assegurar o regresso da delegação ao País, a FMF foi obrigada a contrair uma nova dívida junto de uma agência de viagens para retirar os Mambinhas de Rabat, em Marrocos.

O regresso da comitiva está agora previsto para quarta-feira, 27 de Maio, às 15h05, no Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo.

Em entrevista concedida a partir de Marrocos ao programa “Das 6 às 9”, da TV Sucesso, o presidente da FMF, Feizal Sidat, revelou que a selecção ficou retida devido aos elevados custos exigidos para alterar as passagens aéreas inicialmente emitidas para 2 de Junho, data correspondente ao encerramento da competição.

Segundo Sidat, a equipa terminou a sua participação no Campeonato Africano das Nações (CAN) sub-17 no sábado, 23 de Maio, mas as regras da organização obrigavam a saída da delegação até ao dia 25. A tentativa de antecipar o voo esbarrou, contudo, em custos considerados incomportáveis para os cofres da federação.

“A companhia aérea exigia o pagamento de 100 mil meticais pela alteração de cada uma das 32 passagens aéreas. Precisávamos de 3,2 milhões de meticais que a FMF não possuía”, explicou o dirigente.

Perante o impasse, uma agência de viagens parceira aceitou emitir novos bilhetes a crédito, permitindo o regresso da selecção ao País. O montante soma-se a outra dívida de igual valor já contraída anteriormente para financiar a deslocação da equipa a Marrocos.

No total, a FMF acumula agora encargos superiores a 6,4 milhões de meticais relacionados exclusivamente com a participação dos Mambinhas no torneio continental.

Fundo de Promoção Desportiva admite falta de verbas

A polémica em torno da ausência de apoio estatal ganhou novos contornos após a divulgação de uma carta enviada pelo Fundo de Promoção Desportiva à FMF, datada de 12 de Maio de 2026.

No documento, o FPD reconhece ter recebido um pedido formal de apoio logístico para a participação da selecção no CAN Sub-17, mas admite não possuir disponibilidade financeira para responder de imediato à solicitação.

“Face à actual conjuntura nacional, o FPD encontra-se numa situação de exiguidade de fundos, acrescendo ao facto da actividade em referência não ter sido previamente planificada”, refere a carta.

Ainda assim, a instituição afirma ter iniciado contactos com o Ministério das Finanças e parceiros estratégicos para tentar assegurar parte do apoio necessário, sobretudo ao nível do transporte da delegação.

A mesma carta felicita a FMF e os jogadores pela qualificação ao torneio continental e destaca a verba de 20 mil dólares disponibilizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para apoiar a participação da selecção.

A divulgação do documento contraria especulações de que a FMF não teria formalizado qualquer pedido de apoio junto das instituições do Estado.

Empresários salvaram campanha dos Mambinhas

Sem financiamento público, a campanha da selecção acabou por depender fortemente do apoio privado. Empresários e figuras ligadas ao desporto nacional mobilizaram-se para garantir a presença da equipa em Marrocos.

Entre os principais apoiantes destacados pela FMF estão Junaid Lalgy e Bruno Morgado, aos quais a federação dirigiu agradecimentos públicos pelo apoio financeiro prestado.

Apesar das dificuldades financeiras e logísticas, os Mambinhas conseguiram escrever uma das páginas mais importantes da história recente do futebol moçambicano ao assegurar, pela primeira vez, a qualificação para um Campeonato do Mundo sub-17.

O torneio mundial decorrerá entre 19 de Novembro e 13 de Dezembro deste ano, no Qatar. Moçambique integra o Grupo B, juntamente com as selecções da Coreia do Sul, Nova Caledónia e Equador.

A qualificação histórica dos Mambinhas surge, assim, envolta num paradoxo: enquanto o País celebra um dos maiores feitos do futebol juvenil nacional, a federação enfrenta uma crise financeira que expõe as fragilidades estruturais no financiamento do desporto moçambicano.

O internacional moçambicano foi titular na vitória decisiva sobre o Chelsea que colocou os “Black Cats” nas competições europeias pela primeira vez. Reinildo Mandava foi preponderante para o sucesso do clube na presente temporada.

O Sunderland AFC escreveu uma página histórica no futebol inglês ao garantir, pela primeira vez, a qualificação para a Liga Europa da UEFA. A equipa onde milita o internacional moçambicano Reinildo Mandava venceu o Chelsea FC por 2-1, na última jornada da Premier League, assegurando um lugar histórico nas competições europeias da temporada 2026/27.

Perante um Stadium of Light completamente lotado, os “Black Cats” encerraram a temporada da melhor forma possível, confirmando uma campanha acima das expectativas logo no regresso ao principal escalão do futebol inglês, após várias épocas afastados da elite.

O lateral-esquerdo moçambicano Reinildo Mandava foi titular e cumpriu os 90 minutos no encontro decisivo, confirmando o seu papel de destaque na equipa orientada para uma das campanhas mais marcantes da história recente do clube.

O Sunderland colocou-se em vantagem aos 25 minutos por intermédio de Hume. Já na segunda parte, um autogolo de Gume ampliou a vantagem para os anfitriões aos 50 minutos. O Chelsea ainda reduziu aos 57 minutos através do internacional inglês Cole Palmer, mas não conseguiu evitar a derrota.

Com o triunfo, o Sunderland terminou a temporada na sétima posição da Premier League, somando 54 pontos, classificação suficiente para assegurar presença directa na fase de grupos da Liga Europa.

A qualificação representa um feito histórico para o clube inglês, que regressou esta época à Premier League depois de anos difíceis passados entre o Championship e divisões inferiores do futebol inglês. O apuramento europeu simboliza uma recuperação notável de uma equipa histórica do futebol britânico.

Para Reinildo Mandava, a conquista tem igualmente um significado especial. O defesa moçambicano prepara-se para disputar a Liga Europa pela segunda vez na carreira, depois da experiência vivida ao serviço do LOSC Lille.

A boa temporada do internacional moçambicano reforça ainda mais o estatuto de um dos principais futebolistas do País na actualidade, numa época em que vários atletas moçambicanos têm ganho protagonismo em competições internacionais.

O Governo moçambicano e vários desportistas manifestam confiança na qualificação da selecção nacional de futebol, os Mambas, para o Campeonato Africano das Nações 2027, apesar de reconhecerem a exigência do grupo de apuramento.

Os “Mambas” ficaram inseridos no Grupo J, ao lado de Senegal, Sudão e Etiópia, resultado do sorteio realizado pela Confederação Africana de Futebol. Ainda assim, técnicos, antigos atletas e responsáveis governamentais consideram o grupo “acessível” e com reais possibilidades de passagem à fase seguinte.

O antigo capitão dos Mambas, Dário Monteiro, alertou para a necessidade de cautela, sublinhando que nenhuma equipa deve ser subestimada.

“Não podemos partir para esta fase como se fossem favas contadas. Todas as equipas do grupo acreditam na qualificação”, afirmou.

Já o antigo selecionador nacional, João Chissano, considerou que Moçambique e Senegal surgem como principais candidatos à qualificação, com base no historial recente das selecções.

“É um grupo acessível, e temos possibilidades, porque Moçambique e Senegal são os favoritos a passar”, declarou.

Por sua vez, o desportista Paulo Saveca destacou que a selecção nacional tem mostrado evolução técnica e capacidade competitiva suficiente para enfrentar os adversários do grupo.

Do lado governamental, o Ministério da Juventude e Desporto reafirmou o compromisso de apoiar a selecção nacional na caminhada rumo à qualificação. O secretário permanente, Júlio Mendes, garantiu envolvimento institucional e mobilização do País em torno dos Mambas.

“Temos esperança de voltar ao CAN e vamos trabalhar afincadamente, com apoio do governo e do povo moçambicano”, afirmou.

A preparação da selecção nacional para a dupla jornada de qualificação, em Setembro, está prevista para o dia 9 de Junho, com um jogo amigável diante da Indonésia.

Os desportistas falavam à margem da gala comemorativa dos 10 anos do Instituto Médio de Educação Física e Desporto, evento que reconheceu parceiros estratégicos e reforçou cooperações internacionais para o desenvolvimento do desporto em Moçambique.

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