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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 110 atletas moçambicanos e portugueses participaram de um torneio padel de amizade entre os dois países, realizado nos dias 23 e 24 do corrente mês, no Play Padel Coop, em Maputo.

O torneio, organizado pela Embaixada de Portugal e patrocinado pela Fidelidade Ímpar, decorreu no âmbito da I Edição do Mês de Portugal em Moçambique. 

O Torneio de Padel Reuniu 110 atletas em várias categorias. Atletas e convidados de vários países encheram o recinto de energia. .

O Embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, marcou presença no evento, tendo-se juntado ao público na arena do Play Padel Coop. Esteve igualmente presente o Director Financeiro (CFO) da Fidelidade Ímpar, Tomás Chales, entre outras personalidades de Moçambique e de Portugal.

Este torneio é a prova de que o desporto une pessoas e países. Para a Fidelidade Ímpar, estar aqui é mais do que patrocínio é um compromisso.”, disse Tomás Chales, CFO da Fidelidade Ímpar.

A Fidelidade Ímpar tem mais de 30 anos em Moçambique e apoia o desporto, o bem-estar e o desenvolvimento das comunidades.

O Mamelodi Sundowns sagrou-se campeão africano ao empatar por 1-1 diante do FAR Rabat, na segunda mão da final da Liga dos Campeões africana, resultado suficiente para assegurar o título graças à vitória por 1-0 conquistada no primeiro duelo.

No centro da conquista esteve Miguel Cardoso, que alcançou o maior feito da sua carreira e entrou para a história como o segundo treinador português a vencer a principal competição de clubes do continente africano, depois do lendário Manuel José.

Aos 53 anos, Miguel Cardoso quebra um ciclo de frustrações em finais continentais. Nas duas temporadas anteriores, o técnico português havia perdido decisões consecutivas: primeiro ao serviço do Espérance de Tunis, derrotado pelo Al Ahly na edição 2023/24, e depois já no comando do Mamelodi Sundowns, superado pelo Pyramids FC na final de 2024/25.

Desta vez, porém, o desfecho foi diferente. Num ambiente intenso em Rabat, os anfitriões ainda se colocaram em vantagem através de um penálti convertido por Mohamed Hrimat, aos 40 minutos. Contudo, já nos descontos da primeira parte, Teboho Mokoena restabeleceu a igualdade com um remate de longa distância sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Na segunda parte, o FAR Rabat desperdiçou nova grande oportunidade, novamente da marca dos onze metros, com Hrimat a falhar o segundo penálti da noite. O empate persistiu até ao apito final e confirmou a festa sul-africana.

Do lado do Mamelodi, o português Nuno Santos foi titular, enquanto Miguel Reisinho não saiu do banco. Ambos tornam-se os primeiros jogadores portugueses a conquistar a Liga dos Campeões africana. Já no FAR Rabat, o também português Ricardo Coutinho não foi utilizado.

Após o encontro, Miguel Cardoso destacou a resiliência da equipa numa época marcada por dúvidas e pressão.

“Este troféu não muda o amor que os adeptos sentem por mim. Aqueles que acreditam em mim e nos incentivaram continuarão a amar-me. Dedico-lhes este troféu”, afirmou o treinador português.

O técnico elogiou ainda o empenho do plantel ao longo da temporada: “Trabalharam de forma muito dura e incrível. Todo o mérito é deles. Os elogios vão para eles pela crença, pelo compromisso e pela energia que demonstraram. Foi uma temporada difícil para nós e para mim, mas reerguemo-nos quando muitos pensavam que estávamos acabados. Não há cinzas para o Mamelodi.”

Com esta conquista, o Mamelodi Sundowns garante presença na próxima edição da Taça Intercontinental, marcada para Dezembro, além de assegurar qualificação automática para o Mundial de Clubes de 2029.

A vitória reforça igualmente a crescente influência de treinadores portugueses no futebol africano, numa lista onde Manuel José continua como referência maior, com quatro títulos conquistados ao serviço do Al Ahly — recorde absoluto da competição.

O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, afirmou esta segunda-feira que o Governo moçambicano não tinha conhecimento das alegadas dificuldades financeiras enfrentadas pela selecção nacional Sub-17 durante a participação no Campeonato Africano das Nações (CAN), em Marrocos.

A reacção surge depois de terem sido divulgadas informações dando conta de que a Federação Moçambicana de Futebol teria recorrido a empréstimos para assegurar o regresso dos “Mambinhas” ao País, após a histórica qualificação para o Mundial Sub-17 do Qatar.

Falando em conferência de imprensa, Caifadine Manasse declarou que o Executivo tomou conhecimento do caso através da comunicação social.

“Não conhecemos esse problema como Governo. Estamos a ver pela imprensa”, afirmou o governante.

Segundo o ministro, o seu pelouro não recebeu qualquer comunicação oficial da Federação Moçambicana de Futebol reportando dificuldades relacionadas com passagens aéreas ou falta de fundos para o regresso da delegação nacional.

“O nosso Governo não recebeu nas últimas semanas nenhum documento que diga que a federação não tem bilhete de regresso”, acrescentou.

O titular da pasta da Juventude e Desporto manifestou preocupação com a divulgação pública do caso, considerando que determinadas informações podem afectar a imagem das instituições nacionais e do próprio Estado moçambicano.

“Não se pode pôr em causa o nome de um Estado, não se pode pôr em causa o nome da própria federação”, declarou.

Ainda assim, Caifadine Manasse garantiu que o Governo continua disponível para apoiar as selecções nacionais, tanto moral como financeiramente, sempre que existirem mecanismos formais de articulação institucional.

“O Governo sempre apoiou os Mambas e sempre vai apoiar os Mambinhas”, assegurou.

Durante a sua intervenção, o ministro apelou à união em torno das conquistas desportivas alcançadas pela selecção Sub-17, que garantiu pela primeira vez na história a qualificação de Moçambique para um Campeonato do Mundo da categoria.

“Este é o momento que os moçambicanos estão felizes e deveríamos todos estar felizes”, disse.

Caifadine Manasse avançou ainda que pretende reunir-se com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol após o regresso da equipa ao país, para obter esclarecimentos detalhados sobre os acontecimentos.

“Logo que chegarem, vou convocar para vir explicar o que aconteceu”, afirmou.

A polémica em torno da participação dos Mambinhas no CAN Sub-17 intensificou-se nos últimos dias, depois de terem sido tornadas públicas informações sobre dificuldades financeiras enfrentadas pela federação para custear a deslocação e permanência da equipa em Marrocos.

Apesar dos constrangimentos logísticos e financeiros, a selecção moçambicana conseguiu alcançar um feito histórico ao assegurar presença no Campeonato do Mundo Sub-17 da FIFA 2026, competição que decorrerá entre Novembro e Dezembro, no Qatar.

Sem apoio financeiro do Estado, Federação Moçambicana de Futebol acumula dívidas superiores a 6 milhões de meticais para garantir participação e regresso da selecção que qualificou Moçambique pela primeira vez ao Mundial Sub-17.

A histórica qualificação da selecção moçambicana de futebol Sub-17 para o Campeonato do Mundo do Qatar ficou marcada não apenas pelo brilhantismo dentro das quatro linhas, mas também por uma grave crise financeira enfrentada pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF). 

Sem fundos suficientes para assegurar o regresso da delegação ao País, a FMF foi obrigada a contrair uma nova dívida junto de uma agência de viagens para retirar os Mambinhas de Rabat, em Marrocos.

O regresso da comitiva está agora previsto para quarta-feira, 27 de Maio, às 15h05, no Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo.

Em entrevista concedida a partir de Marrocos ao programa “Das 6 às 9”, da TV Sucesso, o presidente da FMF, Feizal Sidat, revelou que a selecção ficou retida devido aos elevados custos exigidos para alterar as passagens aéreas inicialmente emitidas para 2 de Junho, data correspondente ao encerramento da competição.

Segundo Sidat, a equipa terminou a sua participação no Campeonato Africano das Nações (CAN) sub-17 no sábado, 23 de Maio, mas as regras da organização obrigavam a saída da delegação até ao dia 25. A tentativa de antecipar o voo esbarrou, contudo, em custos considerados incomportáveis para os cofres da federação.

“A companhia aérea exigia o pagamento de 100 mil meticais pela alteração de cada uma das 32 passagens aéreas. Precisávamos de 3,2 milhões de meticais que a FMF não possuía”, explicou o dirigente.

Perante o impasse, uma agência de viagens parceira aceitou emitir novos bilhetes a crédito, permitindo o regresso da selecção ao País. O montante soma-se a outra dívida de igual valor já contraída anteriormente para financiar a deslocação da equipa a Marrocos.

No total, a FMF acumula agora encargos superiores a 6,4 milhões de meticais relacionados exclusivamente com a participação dos Mambinhas no torneio continental.

Fundo de Promoção Desportiva admite falta de verbas

A polémica em torno da ausência de apoio estatal ganhou novos contornos após a divulgação de uma carta enviada pelo Fundo de Promoção Desportiva à FMF, datada de 12 de Maio de 2026.

No documento, o FPD reconhece ter recebido um pedido formal de apoio logístico para a participação da selecção no CAN Sub-17, mas admite não possuir disponibilidade financeira para responder de imediato à solicitação.

“Face à actual conjuntura nacional, o FPD encontra-se numa situação de exiguidade de fundos, acrescendo ao facto da actividade em referência não ter sido previamente planificada”, refere a carta.

Ainda assim, a instituição afirma ter iniciado contactos com o Ministério das Finanças e parceiros estratégicos para tentar assegurar parte do apoio necessário, sobretudo ao nível do transporte da delegação.

A mesma carta felicita a FMF e os jogadores pela qualificação ao torneio continental e destaca a verba de 20 mil dólares disponibilizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para apoiar a participação da selecção.

A divulgação do documento contraria especulações de que a FMF não teria formalizado qualquer pedido de apoio junto das instituições do Estado.

Empresários salvaram campanha dos Mambinhas

Sem financiamento público, a campanha da selecção acabou por depender fortemente do apoio privado. Empresários e figuras ligadas ao desporto nacional mobilizaram-se para garantir a presença da equipa em Marrocos.

Entre os principais apoiantes destacados pela FMF estão Junaid Lalgy e Bruno Morgado, aos quais a federação dirigiu agradecimentos públicos pelo apoio financeiro prestado.

Apesar das dificuldades financeiras e logísticas, os Mambinhas conseguiram escrever uma das páginas mais importantes da história recente do futebol moçambicano ao assegurar, pela primeira vez, a qualificação para um Campeonato do Mundo sub-17.

O torneio mundial decorrerá entre 19 de Novembro e 13 de Dezembro deste ano, no Qatar. Moçambique integra o Grupo B, juntamente com as selecções da Coreia do Sul, Nova Caledónia e Equador.

A qualificação histórica dos Mambinhas surge, assim, envolta num paradoxo: enquanto o País celebra um dos maiores feitos do futebol juvenil nacional, a federação enfrenta uma crise financeira que expõe as fragilidades estruturais no financiamento do desporto moçambicano.

O internacional moçambicano foi titular na vitória decisiva sobre o Chelsea que colocou os “Black Cats” nas competições europeias pela primeira vez. Reinildo Mandava foi preponderante para o sucesso do clube na presente temporada.

O Sunderland AFC escreveu uma página histórica no futebol inglês ao garantir, pela primeira vez, a qualificação para a Liga Europa da UEFA. A equipa onde milita o internacional moçambicano Reinildo Mandava venceu o Chelsea FC por 2-1, na última jornada da Premier League, assegurando um lugar histórico nas competições europeias da temporada 2026/27.

Perante um Stadium of Light completamente lotado, os “Black Cats” encerraram a temporada da melhor forma possível, confirmando uma campanha acima das expectativas logo no regresso ao principal escalão do futebol inglês, após várias épocas afastados da elite.

O lateral-esquerdo moçambicano Reinildo Mandava foi titular e cumpriu os 90 minutos no encontro decisivo, confirmando o seu papel de destaque na equipa orientada para uma das campanhas mais marcantes da história recente do clube.

O Sunderland colocou-se em vantagem aos 25 minutos por intermédio de Hume. Já na segunda parte, um autogolo de Gume ampliou a vantagem para os anfitriões aos 50 minutos. O Chelsea ainda reduziu aos 57 minutos através do internacional inglês Cole Palmer, mas não conseguiu evitar a derrota.

Com o triunfo, o Sunderland terminou a temporada na sétima posição da Premier League, somando 54 pontos, classificação suficiente para assegurar presença directa na fase de grupos da Liga Europa.

A qualificação representa um feito histórico para o clube inglês, que regressou esta época à Premier League depois de anos difíceis passados entre o Championship e divisões inferiores do futebol inglês. O apuramento europeu simboliza uma recuperação notável de uma equipa histórica do futebol britânico.

Para Reinildo Mandava, a conquista tem igualmente um significado especial. O defesa moçambicano prepara-se para disputar a Liga Europa pela segunda vez na carreira, depois da experiência vivida ao serviço do LOSC Lille.

A boa temporada do internacional moçambicano reforça ainda mais o estatuto de um dos principais futebolistas do País na actualidade, numa época em que vários atletas moçambicanos têm ganho protagonismo em competições internacionais.

O Governo moçambicano e vários desportistas manifestam confiança na qualificação da selecção nacional de futebol, os Mambas, para o Campeonato Africano das Nações 2027, apesar de reconhecerem a exigência do grupo de apuramento.

Os “Mambas” ficaram inseridos no Grupo J, ao lado de Senegal, Sudão e Etiópia, resultado do sorteio realizado pela Confederação Africana de Futebol. Ainda assim, técnicos, antigos atletas e responsáveis governamentais consideram o grupo “acessível” e com reais possibilidades de passagem à fase seguinte.

O antigo capitão dos Mambas, Dário Monteiro, alertou para a necessidade de cautela, sublinhando que nenhuma equipa deve ser subestimada.

“Não podemos partir para esta fase como se fossem favas contadas. Todas as equipas do grupo acreditam na qualificação”, afirmou.

Já o antigo selecionador nacional, João Chissano, considerou que Moçambique e Senegal surgem como principais candidatos à qualificação, com base no historial recente das selecções.

“É um grupo acessível, e temos possibilidades, porque Moçambique e Senegal são os favoritos a passar”, declarou.

Por sua vez, o desportista Paulo Saveca destacou que a selecção nacional tem mostrado evolução técnica e capacidade competitiva suficiente para enfrentar os adversários do grupo.

Do lado governamental, o Ministério da Juventude e Desporto reafirmou o compromisso de apoiar a selecção nacional na caminhada rumo à qualificação. O secretário permanente, Júlio Mendes, garantiu envolvimento institucional e mobilização do País em torno dos Mambas.

“Temos esperança de voltar ao CAN e vamos trabalhar afincadamente, com apoio do governo e do povo moçambicano”, afirmou.

A preparação da selecção nacional para a dupla jornada de qualificação, em Setembro, está prevista para o dia 9 de Junho, com um jogo amigável diante da Indonésia.

Os desportistas falavam à margem da gala comemorativa dos 10 anos do Instituto Médio de Educação Física e Desporto, evento que reconheceu parceiros estratégicos e reforçou cooperações internacionais para o desenvolvimento do desporto em Moçambique.

O Presidente da República endereçou, na noite deste sábado,  uma mensagem de felicitações à Selecção Nacional de Futebol  Sub-17 (Mambinhas) pela sua qualificação à “Copa do Mundo  FIFA Sub-17”, a realizar-se de 19 de Novembro a 13 de Dezembro  deste ano, no Qatar. 

Os “Mambinhas” garantiram a qualificação para o Campeonato  do Mundo FIFA Sub-17, competição que reunirá 48 selecções  nacionais, após vencerem a Etiópia por 5-4 na marcação de 

grandes penalidades, depois de um empate a uma bola no  tempo regulamentar. 

“Os meus parabéns aos nossos briosos rapazes por esta façanha.  Desde o primeiro minuto deste Campeonato Africano que  decorre em Marrocos acreditámos no vosso potencial. Unidos e  com foco vós sois capazes de muito mais”, destaca o Chefe do 

Estado, que estende as suas felicitações à equipa técnica, à  Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e a todos os demais  membros da delegação nacional. 

Esta é a primeira vez que uma selecção nacional, neste caso os  “Mambinhas”, qualifica-se à Copa do Mundo de futebol 11. 

O candidato a presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), Pascoal Isaías, anunciou, há dias, que concorre ao cargo com objectivo de revolucionar a instituição e a modalidade.

Pascoal “Zolas” Isaías, que concorre à sucessão de António Madeira Jr no pleito do próximo dia 4 de Junho, ambiciona inovar, trazer espectáculo aos campos do basquetebol, promovendo a modalidade e atraindo mais público aos pavilhões.

Outro dos desafios a que se propõe, caso seja eleito presidente da LMB, é a proximidade aos clubes filiados, acção que irá facilitar o diálogo e  desenvolvimento da modalidade da bola ao cesto.

 O candidato a presidente da LMB projecta, outrossim, transformar a agremiação e a prova  numa referência desportiva e de entretenimento na região.  

Pascoal Isaías defende, ainda,  apoio institucional, ou melhor, suporte aos clubes no processo de reestruturação interna e um trabalho conjunto na busca de patrocínios locais para os mesmos.

Pascoal Isaías promete, por outro lado,  valorizar todos os intervenientes e ou cadeia do basquetebol  com a realização de uma gala anual de premiação que se transforme no maior evento desportivo do país.

Outra aposta de Páscoa Isaías pretende-se com a redução de barreiras, facilitação de inscrições e transição para novos emblemas que ambicionam abraçar o projecto da LMB.

O antigo praticamente e, actualmente dinamizador do basquetebol, quer criar  canais directos de comunicação, abrindo espaço para discussões abertas com dirigentes para colher sensibilidades sobre o basquetebol.

Pascoal Isaías sonha com uma  uma liga competitiva que consiga atrair atletas estrangeiros de qualidade e nacionais que evoluem fora do país.

No seu elenco, constam figuras conhecidas e referências da modalidade: Carla Silva da Costa, Martinho Sobrinho, Pedro Sinai Nhatitima , Kátia Machai, Cândido Langa, Francisco Faustino, entre outras.

A República Democrática do Congo cancelou o estágio de pré-temporada da selecção nacional de futebol em Kinshasa, após um surto de ébola no leste do país.

A equipa agora continuará os preparativos na Bélgica, enquanto as autoridades respondem à crise de saúde, que já teria causado mais de 130 mortes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”, embora tenha ressaltado que não o classifica como uma pandemia.

Um porta-voz da equipa, Jerry Kalemo, afirmou que os amistosos na Europa acontecerão conforme o planejado. A equipa está a preparar-se para a sua primeira participação numa Copa do Mundo desde 1974.

A selecção nacional de futebol da República Democrática do Congo enfrentará a selecção nacional da Dinamarca na Bélgica, no dia 3 de Junho, e a selecção nacional do Chile na Espanha, no dia 9 de Junho.

As autoridades também disseram que o período de concentração em Kinshasa foi cancelado, devido às restrições de viagem relacionadas aos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo, juntamente com México e Canadá.

As autoridades de saúde pública dos EUA proibiram a entrada de pessoas que não sejam cidadãos americanos e que tenham estado recentemente na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.

Todos os jogadores, assim como o treinador Sébastien Desabre, estão baseados fora do país, o que significa que as restrições não devem afectar o elenco agora que o período de treinos local foi cancelado.

De acordo com relatos, esperava-se que o evento planeado para Kinshasa atraísse fãs e autoridades, incluindo o presidente Félix Tshisekedi.

Kinshasa fica a cerca de 1800 km da província de Ituri, a leste, onde o surto começou. Nenhum caso foi relatado na capital.

As autoridades de saúde ainda trabalham com dois números diferentes. A Organização Mundial da Saúde relatou 139 mortes em cerca de 600 casos suspeitos, enquanto o Ministério da Saúde do Congo informou à emissora estatal RTNC que 159 mortes foram registadas.

O surto é causado pela rara cepa Bundibugyo do vírus ébola. Actualmente, não existe vacina aprovada para essa variante, e a OMS afirma que o desenvolvimento de uma pode levar até nove meses.

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