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O País – A verdade como notícia

Senegal sagrou-se campeão africano de futebol na categoria dos Sub-17 ao vencer a Tanzânia por 4-2 na lotaria das grandes penalidades, após empate a uma bola no tempo regulamentar. 

Senegal continua a dominar o futebol africano. Depois da selecção principal ter conquistado o CAN 2025, agora foi a vez dos Sub-17. Susto no início para os “leões” de Teranga, que viram a Tanzânia adiantar-se no marcador aos sete minutos, através de Hamis Chenga.  

Ibrahima Dione restabeleceu a igualdade aos 64 minutos, finalizando à boca da baliza após um erro do guarda-redes, levando o jogo a um final ainda mais tenso antes dos penáltis. 

O Senegal mostrou maior frieza na marcação das grandes penalidades, onde foi mais feliz em relação à selecção tanzaniana, fixando o resultado em 4-2.  

O triunfo garantiu ao Senegal o seu segundo título do CAN Sub-17 e a presença no Mundial Sub-17 no Qatar, juntamente com Tanzânia, Egipto, Camarões, Costa do Marfim, Marrocos, Argélia, Mali, Moçambique e Uganda.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, iniciou, nesta semana, em Maputo, os trabalhos de preparação para os jogos amigáveis frente às congéneres de Omã e Indonésia, encontros que integram a estratégia de fortalecimento da equipa nacional e de construção do grupo que irá disputar as próximas competições internacionais.

O estágio decorre sob orientação do seleccionador nacional, Chiquinho Conde, que chamou um grupo composto por jogadores experientes e jovens talentos que têm vindo a destacar-se nos campeonatos nacionais e internacionais. 

A aposta na renovação gradual da equipa constitui uma das prioridades da equipa técnica, que procura garantir competitividade e profundidade ao plantel dos Mambas.

Durante os dois primeiros treinos, os atletas foram submetidos a sessões de avaliação física, exercícios tácticos e trabalhos específicos destinados a aprimorar os mecanismos colectivos da equipa. 

O foco passa igualmente pela adaptação a estilos de jogo distintos daqueles habitualmente encontrados no continente africano.

Segundo Chiquinho Conde, os desafios frente a Omã e Indonésia representam uma oportunidade importante para observar o comportamento da equipa em diferentes contextos competitivos.

“Estamos numa fase em que é fundamental testar novas soluções e avaliar jogadores que poderão integrar o núcleo principal da selecção nos próximos anos. Estes jogos permitirão analisar dinâmicas de jogo, consolidar processos e preparar a equipa para os desafios futuros”, afirmou o técnico nacional.

O seleccionador destacou ainda que os amigáveis se enquadram na preparação a longo prazo para a qualificação e participação de Moçambique nas próximas competições continentais, com especial atenção para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027.

A presença de jovens jogadores no grupo é vista pela equipa técnica como um sinal positivo do crescimento do futebol moçambicano. Nos últimos anos, vários atletas nacionais têm ganho espaço em campeonatos estrangeiros e nas selecções jovens, criando expectativas em torno do futuro da selecção principal.

Por outro lado, o regresso de alguns jogadores mais experientes deverá contribuir para o equilíbrio da equipa, oferecendo liderança e capacidade competitiva num período de transição e renovação gradual do plantel.

Os encontros diante de Omã e Indonésia são encarados pela Federação Moçambicana de Futebol como momentos importantes para reforçar a preparação internacional dos Mambas, permitindo à equipa acumular experiência contra adversários de diferentes escolas futebolísticas e aumentar a sua capacidade de adaptação a diversos modelos de jogo.

Com os trabalhos já em curso na capital do País, a expectativa é que os próximos dias permitam à equipa técnica consolidar as suas opções e definir uma base sólida para os compromissos oficiais que se avizinham, numa caminhada que visa manter Moçambique entre as selecções africanas em ascensão e fortalecer as suas ambições para o ciclo competitivo rumo ao CAN 2027.

O Presidente da República, Daniel Chapo, atribuiu um prémio monetário no valor de 100 mil meticais a cada jogador da selecção nacional Sub-17 de futebol, os “Mambinhas”, e concedeu títulos de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) aos jogadores e aos membros da equipa técnica, durante a cerimónia de homenagem à inédita qualificação de Moçambique para o Campeonato do Mundo Sub-17 da FIFA, a realizar-se no Qatar, em finais deste ano, ao receber, nesta segunda-feira, a equipa no seu Gabinete.

Segundo o comunicado da Presidência, para o Chefe do Estado, a qualificação representa “uma das páginas mais bonitas da nossa história”, por colocar, pela primeira vez, uma selecção moçambicana numa fase final de um Mundial de ‘futebol onze’, designadamente o Campeonato do Mundo Sub-17 da FIFA 2026.

Durante a recepção, o estadista destacou o orgulho nacional pelo feito, sublinhando o sentimento de emoção e pertença colectiva associado ao desempenho dos jovens atletas, cujo momento coincidiu com as celebrações do Dia Internacional da Criança, que se assinala a 1 de Junho.

Na ocasião, o Presidente Chapo dirigiu-se aos jogadores e às crianças moçambicanas, recordando que os “Mambinhas” integram ainda a infância e representam o futuro do País, reforçando a importância da valorização e protecção do talento juvenil.

Ainda de acordo com a mesma nota, o Chefe do Estado sublinhou igualmente o papel da equipa técnica, liderada pelo seleccionador Luís Guerreiro, da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e das estruturas de apoio, destacando o trabalho realizado na transformação do talento em resultados desportivos.

Referiu ainda o contributo dos clubes formadores, salientando que é nos bairros e em contextos frequentemente desafiadores que se inicia o percurso dos atletas, apelando à continuidade do investimento na formação desportiva e no reforço das bases do futebol nacional.

No plano desportivo, o governante recordou que o apuramento resulta de um processo consistente de crescimento da selecção sub-17, sublinhando que o resultado alcançado reflecte a combinação entre talento, disciplina e organização.

Em relação à participação no Mundial do Qatar, o Chefe do Estado afirmou que a selecção enfrentará a competição com ambição e responsabilidade, destacando que os “Mambinhas” representam o País e carregam a missão de dignificar a Bandeira Nacional.

O Presidente da República apelou ainda aos atletas para manterem o equilíbrio entre o desporto e a educação, sublinhando que o futebol deve caminhar lado a lado com a formação académica e o desenvolvimento do carácter.

Por fim, destacou que a qualificação da selecção tem um impacto mobilizador no País, ao reforçar o sentimento de unidade nacional e evidenciar o papel do desporto como factor de coesão social. 

O Paris Saint-Germain voltou a fazer história no futebol europeu ao conquistar, pela segunda vez consecutiva, a Liga dos Campeões da UEFA. Na final disputada na noite de sábado, na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, os parisienses derrotaram o Arsenal por 4-3 na marcação de grandes penalidades, depois de um empate a uma bola no tempo regulamentar e no prolongamento.

A partida foi marcada pelo equilíbrio e pela intensidade competitiva entre duas equipas que protagonizaram uma das finais mais disputadas dos últimos anos. 

O Arsenal inaugurou o marcador logo aos seis minutos, por intermédio do internacional alemão Kai Havertz, mas o PSG reagiu na segunda parte e restabeleceu a igualdade através de Ousmane Dembélé, que converteu uma grande penalidade aos 65 minutos.

Sem alterações no marcador após os 120 minutos de jogo, a decisão seguiu para os penáltis. Mais eficaz e sereno nos momentos decisivos, o conjunto orientado por Luis Enrique converteu quatro das cinco cobranças e beneficiou dos erros dos londrinos para assegurar o título europeu. O defesa brasileiro Gabriel Magalhães desperdiçou a última tentativa do Arsenal, selando a vitória francesa.

Um dos grandes destaques da final foi o médio português Vitinha, que comandou o meio-campo parisiense com uma exibição de elevado nível técnico e tático. A UEFA distinguiu o internacional português com o prémio de Homem do Jogo, reconhecendo a sua influência na circulação de bola, recuperação defensiva e controlo do ritmo da partida.

Sob o comando do treinador espanhol Luis Enrique, o PSG confirma uma das épocas mais vitoriosas da sua história recente. Além da Liga dos Campeões, o clube conquistou esta temporada o Campeonato Francês, a Supertaça de França, a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, completando um impressionante conjunto de cinco troféus.

A conquista reforça igualmente o estatuto do capitão Marquinhos como uma das figuras mais emblemáticas da história do clube parisiense. O internacional brasileiro voltou a erguer o troféu europeu e liderou uma equipa que encontrou no talento luso-brasileiro, aliado à experiência de jogadores como Dembélé, Hakimi e Kvaratskhelia, a fórmula para dominar o futebol europeu pela segunda temporada consecutiva.

Com o triunfo em Budapeste, o Paris Saint-Germain torna-se a primeira equipa desde o Real Madrid, entre 2016 e 2018, a revalidar o título da Liga dos Campeões, consolidando-se como a nova potência do futebol europeu.

A selecção nacional de futebol de Moçambique, os Mambas, inicia esta segunda-feira, 1 de Junho, um estágio de preparação em Maputo tendo em vista os jogos amigáveis diante das selecções de Omã e da Indonésia, marcados para os dias 7 e 9 de Junho, respectivamente, no Estádio Utama Gelora Bung Karno, em Jacarta.

Os trabalhos serão orientados pelo seleccionador nacional, Chiquinho Conde, que pretende aproveitar o período para reforçar os mecanismos táticos da equipa e avaliar o desempenho dos jogadores convocados, numa fase importante do processo de consolidação dos Mambas.

Numa primeira etapa, os treinos contarão maioritariamente com atletas que evoluem no Moçambola, enquanto os jogadores que actuam no estrangeiro deverão juntar-se gradualmente ao grupo já em solo asiático, devido aos compromissos que mantêm com os respectivos clubes.

A equipa técnica encara estes encontros como uma oportunidade para testar diferentes soluções tácticas, fortalecer a competitividade interna do grupo e aumentar os níveis de entrosamento entre os atletas, numa altura em que Moçambique procura consolidar os progressos registados nos últimos anos no panorama futebolístico africano.

Os confrontos diante de Omã e Indonésia inserem-se na estratégia da Federação Moçambicana de Futebol de proporcionar maior ritmo competitivo à selecção nacional, permitindo à equipa enfrentar adversários com estilos distintos e ganhar experiência internacional.

Para Chiquinho Conde, os jogos servirão igualmente para observar novos talentos e consolidar uma base competitiva capaz de responder aos desafios futuros, com destaque para a campanha de qualificação e preparação para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027.

A expectativa é que os Mambas aproveitem a digressão asiática para reforçar a sua identidade de jogo e elevar os índices de competitividade, num momento em que a selecção procura afirmar-se entre as principais forças emergentes do futebol africano.

Recorde-se que o seleccionador nacional anunciou uma lista de 25 jogadores, maioria deles mais jovens, o que marca uma fase de renovação do conjunto nacional.

Na baliza, foram chamados Ernan Siluane (Associação Black Bulls), Ivane Urrubal (Associação Desportiva de Pemba) e Kimiss Zavala (CS Marítimo), compondo o grupo de guarda-redes disponíveis para o estágio.

No sector defensivo, Chiquinho Conde convocou Edmilson Dove (Al-Quwa Al-Jawiya), Valter Nhacussa e Bhéu Januário, ambos do Ferroviário da Beira, Feliciano Jone (Abu Salim), Celton Jamisse e Manuel Cumbane (ambos da Associação Black Bulls), além de Infren Matola, Francisco Muchanga e Óscar Cherene.

O meio-campo apresenta uma mistura de experiência internacional e talento interno, com destaque para Luís Miquissone (Al-Ahly SC), um dos nomes mais experientes do grupo. Foram ainda chamados Amâncio Canhemba “Neymar” (Ferroviário de Nacala), Manuel Kambala (Polokwane City), Amade Momade (Costa do Sol), Alcides Raice (UD do Songo), Nélio Matsinhe (Ferroviário de Maputo), Xamin Chalinda (Chingale de Tete), Ezequiel Machava, Keyns Abdala e Dário Melo.

No ataque, o seleccionador aposta em Dayo António (Ferroviário da Beira), Ângelo Cantolo (Associação Black Bulls) e Chamito Alfândega (Varzim SC), fechando assim o grupo que seguirá para o estágio preparatório.

A convocatória evidencia uma clara aposta na renovação da equipa nacional, com forte presença de jogadores do campeonato moçambicano, sobretudo de clubes como Black Bulls e Ferroviário, aliada à manutenção de atletas que actuam no estrangeiro.

Apenas nove equipas conseguiram terminar uma campanha na competição sem derrotas. O Arsenal está a um jogo de se tornar na próxima. No seu caminho está o Paris, campeão e o primeiro detentor do título a disputar finais seguidas desde o Real Madrid em 2016/17 e 2017/18.

O jogo na Puskás Aréna é uma reedição da meia-final da época passada, quando a equipa de Luis Enrique venceu os dois jogos para eliminar o Arsenal com um resultado total de 3-1, seguindo-se uma goleada por 5-0 sobre o Inter para erguer o troféu pela primeira vez. 

No entanto, nos cinco duelos entre os clubes nesta competição, essas continuam a ser as únicas vitórias do Paris, com o Arsenal a vencer na fase de liga da época passada e registando-se ainda dois empates na fase de grupos de 2016/17.

A caminhada rumo a Budapeste fez-se com base en características contrastante. O Arsenal de Mikel Arteta construiu a sua campanha com base no controlo defensivo, mantendo a baliza intacta em nove jogos e sofrendo apenas quatro golos na fase de liga. 

Vitórias notáveis sobre Atlético, Bayern München e Inter foram seguidas por confrontos mais equilibrados na fase a eliminar contra Leverkusen, Sporting CP e novamente o Atlético.

Já o Paris avançou no torneio graças à sua apetência ofensiva. Os 44 golos marcados deixam a equipa a apenas um do recorde histórico do Barcelona em 1999/2000, com Khvicha Kvaratskhelia em destaque. Trabalhador e imprevisível, o georgiano contribuiu com dez golos e seis assistências ao longo da temporada, sendo que sete desses tentos aconteceram na fase a eliminar, mostrando que está em grande forma.

Após vitórias fulgurantes sobre Atalanta, Leverkusen, Barcelona e Tottenham no início da temporada, o Paris subiu de nível na fase a eliminar, afastando Chelsea e Liverpool antes de uma emocionante meia-final frente ao Bayern München, num clássico moderno para a história.

A ascensão do Arsenal sob o comando de Arteta tem sido gradual mas significativa: quartos-de-final em 2023/24, meias-finais em 2024/25 e agora a primeira final desde 2005/06. 

Para o Arsenal, a vitória coroa uma temporada histórica, com a conquista do primeiro título na prova, enquanto para o Paris garante o segundo título europeu, sendo o primeiro clube francês a consegui-lo e consolidando ainda mais o legado de Luis Enrique no clube.

O Campeonato Nacional de Futebol, Moçambola, vai sofrer uma interrupção temporária de cerca de duas semanas para permitir a preparação e participação da selecção nacional de futebol, os Mambas, nos compromissos inseridos na Data-FIFA de 1 a 9 de Junho.

A paralisação afecta os jogos da sexta e sétima jornadas da principal prova futebolística do país, inicialmente previstos para decorrer entre os dias 24 e 31 de Maio.

Em comunicado, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) explica que a decisão resulta da necessidade de libertar antecipadamente os jogadores convocados para os trabalhos da selecção nacional.

“Pelo facto de os atletas convocados terem de se apresentar antecipadamente, e porque a presente edição do Moçambola está a decorrer no formato de jornadas duplas, não será possível proceder com a marcação dos jogos referentes à 6.ª e 7.ª jornadas do Moçambola no período entre 24 e 31 de Maio”, refere a nota da LMF.

Segundo a organização, o campeonato deverá ser retomado apenas após o encerramento da Data FIFA.

Os jogos de preparação dos Mambas inserem-se no plano de preparação da selecção nacional para as eliminatórias de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027, cuja fase de apuramento arranca em Setembro próximo.

A interrupção do campeonato surge numa altura em que várias equipas começam a consolidar os seus objectivos competitivos, num Moçambola marcado pelo formato de jornadas duplas e elevada intensidade competitiva.

A convocatória oficial dos Mambas deverá ser divulgada nos próximos dias, sendo esperado que vários atletas que actuam no campeonato nacional integrem os trabalhos da selecção.

A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol consideram que a pausa é necessária para garantir melhores condições de preparação da equipa nacional para os desafios internacionais que se aproximam.

A selecção nacional de futebol iniciou, no dia 1 de Junho, os trabalhos de preparação para os jogos amigáveis inseridos na Data-FIFA, que terão lugar na Ásia, diante de Omã e Indonésia. 

Sob orientação do seleccionador nacional Chiquinho Conde, os “Mambas” procuram consolidar uma nova dinâmica competitiva rumo aos próximos compromissos internacionais, incluindo a qualificação ao CAN-2027.

Os encontros estão agendados para os dias 7 e 9 de Junho, ambos no Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta, capital da Indonésia. O primeiro desafio será frente a Omã, enquanto o segundo colocará Moçambique diante da selecção anfitriã.

A realização do estágio obrigou à interrupção temporária do Moçambola, permitindo que os atletas convocados se juntem aos trabalhos da selecção nacional sem constrangimentos competitivos.

A convocatória de Chiquinho Conde evidencia uma aposta clara na renovação gradual da equipa, combinando juventude, jogadores do campeonato nacional e atletas com experiência internacional. 

Entre as principais novidades figuram as estreias de Celton Jamisse e Manuel Cumbane, ambos da Associação Black Bulls, além de Alcides Raice, da União Desportiva do Songo.

Outro destaque vai para os regressos de Luís Miquissone e Amâncio Canhemba, conhecido no meio futebolístico por “Neymar”, dois jogadores vistos como importantes opções ofensivas para aumentar a criatividade e profundidade da equipa nacional.

Por outro lado, a convocatória ficou marcada pelas ausências de nomes habituais como Dominguez, Mexer e Reinildo Mandava. Segundo informações avançadas pela imprensa desportiva nacional, as dispensas surgem no âmbito de uma estratégia técnica orientada para a observação de novos talentos e implementação de alternativas tácticas dentro do grupo.

A lista dos 25 convocados inclui jogadores que actuam em Moçambique, Portugal, África do Sul, Iraque e Líbia, demonstrando a crescente internacionalização do futebol moçambicano. 

Entre os atletas mais experientes destaca-se Edmilson Dove, actualmente ao serviço do Al-Quwa Al-Jawiya, do Iraque, bem como Manuel Kambala, do Polokwane City da África do Sul.

Desde que assumiu o comando técnico dos “Mambas” em 2021, Chiquinho Conde tem conduzido um processo de reestruturação da seleção nacional, apostando na estabilidade competitiva e na valorização de jogadores emergentes. O treinador, antigo internacional moçambicano e referência histórica do futebol nacional, continua igualmente em negociações para prolongar o vínculo contratual com a Federação Moçambicana de Futebol até 2028.

A dupla jornada na Ásia será encarada como um importante teste competitivo para avaliar o nível de evolução da equipa antes dos próximos compromissos oficiais, num período em que os “Mambas” procuram consolidar a sua afirmação no futebol africano.

O seleccionador dos Mambinhas, Luís Guerreiro, defende melhores condições de preparação para garantir uma participação condigna no Campeonato do Mundo. 

Falando à imprensa momentos após a chegada da delegação moçambicana que tocou o céu no CAN em Marrocos após selar a qualificação histórica, o técnico português sublinhou é preciso que haja uma conjugação de esforços desde a Federação Moçambicana de Futebol, Governo e todos os actores ligados ao futebol, de modo que Moçambique faça melhor figura na maior prova planetária ao nível de selecções. 

Guerreiro disse ainda que esta qualificação representa um momento de viragem no futebol moçambicano, daí que entende que os jogadores responsáveis por esta façanha merecem um tratamento especial. Capitão e líder da selecção, Diego Pelembe garante que o conjunto moçambicano fará de tudo para representar da melhor forma o país no Mundial. 

Por sua vez, o Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, disse que o feito alcançado pela selecção Sub-17 é resultado de um trabalho coordenado entre a Federação Moçambicana de Futebol e o Governo. 

Em relação à participação da selecção na prova, o dirigente garantiu que serão criadas todas as condições para que Moçambique seja bem representado na montra do futebol mundial. Já o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, também garante que a FMF irá criar todas as condições possíveis, através de estágios e jogos de controlo. 

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