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Senegal e Marrocos disputam final do CAN

Senegal e Marrocos são finalistas do Campeonato Africano de Futebol, jogo que será disputado no próximo domingo. As duas equipas eliminaram ontem,  nas meias-finais, o

Senegal e Marrocos disputam final do CAN

Senegal e Marrocos são finalistas do Campeonato Africano de Futebol, jogo que será disputado no próximo domingo. As duas equipas eliminaram ontem,  nas meias-finais, o

Perdeu a vida, nesta terça-feira, o antigo internacional moçambicano Aly Hassane, vítima de doença. O antigo jogador do Sporting Clube de Portugal, único moçambicano que já defrontou o astro argentino Diego Armando Maradona, esteve internado numa unidade sanitária do país e encontrava-se em coma induzido há alguns dias.

Aly Hassane foi treinador de futebol, com destaque para a Liga Desportiva de Maputo e, mais tarde, comentador da STV, nos programas desportivos como “Ao Ataque” e “Mais Desporto” e nos últimos meses padecia de doença, à qual não resistiu nesta terça-feira.

O futebol moçambicano fica, assim, de luto, pela morte do antigo médio defensivo internacional pela selecção nacional, que marcou uma geração com a sua entrega, disciplina táctica e amor à camisola nacional.

Figura respeitada dentro e fora dos relvados, Ali Hassan é lembrado como um verdadeiro guerreiro do meio-campo, que sempre honrou Moçambique nas competições internacionais.

Nascido a 4 de Junho de 1964, Ali Mahomed Hassane iniciou a carreira no Grupo Desportivo Maputo e, fruto das suas exibições e qualidade, foi chamado para fazer testes no Benfica, mas acabou por assinar pelo Sporting, onde cumpriu duas épocas.

Para além do Sporting (de 1989 a 1991), em Portugal Ali Hassane jogou pelo Vitória de Setúbal (1991/92); Amora (1992/93); Académico de Viseu (1993 a 1995) e Torres Novas (1995/96), tendo posteriormente regressado ao país, onde assumiu as funções de treinador de futebol.

Como treinador, assumiu o comando da Liga Desportiva de Maputo por sete anos, tendo mais tarde treinado o Grupo Desportivo Mahafil.

O CAN 2025 está cada vez mais perto de chegar ao fim, e as meias-finais, a serem disputadas nesta quarta-feira, contam com quatro grandes selecções. Inicialmente entre as favoritas a ganhar a competição, Egipto, Senegal, Nigéria e Marrocos encontram-se na corrida para garantir um bilhete para a final, e prometem uma decisão inédita independentemente do resultado nas ‘meias’.

De um lado o Egipto encontra o Senegal quando forem, 18h00, num duelo equilibrado que promete um espectáculo de futebol. Mohamed Salah comanda os Faraós – maiores vencedores do CAN com sete triunfos, sendo o último em 2010 – na tentativa de conquistar o seu primeiro troféu, terminando a seca de 16 anos do Egipto. Salah tem estado em grande forma neste CAN, somando 4 golos e uma assistência, e tem mostrado que o seu declínio não passa de uma ilusão.

O rei egípcio reencontra um velho amigo nas ‘meias’ com Sadio Mané a defender as cores do Senegal. Ex-companheiros no Liverpool, marcaram uma era na Premier League e agora estão frente a frente no CAN.

O Egipto terá de enfrentar fantasmas do passado para chegar à final, uma vez que em 2021 ficaram em segundo lugar ao perderem… frente ao Senegal.

A outra meia-final marcada para as 21h00, entre os anfitriões Marrocos e a Nigéria, coloca a melhor defesa frente ao melhor ataque. Os Leões do Atlas, em casa ao longo de todo o torneio, apontaram um registo defensivo fantástico – apenas um golo sofrido na fase de grupos –, mas agora enfrentam a máquina de golos da Nigéria.

Um ataque composto por Victor Osimhen e Ademola Lookman, com o apoio da dupla do Fulham, Alex Iwobi e Samuel Chukwueze, tem estado em grande somando 16 golos na competição.

Contudo, Marrocos conta com um dos melhores jogadores desta edição do CAN para chegar à final em casa. Brahim Díaz tem sido decisivo e mostra que a falta de minutos no Real Madrid não é justificada, contando com 5 golos na prova.

Dos dois jogos desta quarta-feira, uma pergunta paira no ar: quem vai chegar à final de domingo?

O internacional moçambicano publicou, nas suas redes sociais, uma carta de despedida que diz ter escrito “com o coração cheio de gratidão, emoção e respeito”.

Reinildo Mandava, que anunciou a sua despedida dos Mambas no último dia da participação da selecção nacional no CAN de Marrocos, no passado dia 05 de Janeiro, decidiu despedir-se de forma mais oficial.

Numa carta aos seus fãs e adeptos moçambicanos, Mandava escreve que “foram muitos anos de entrega total à camisola da nossa Selecção Nacional”, uma jornada que começou quando ainda era um miúdo, “cheio de sonhos e vontade de honrar o nome do nosso país”.

Aos 31 anos de idade (vai completar 32 dentro de alguns dias), o lateral-esquerdo diz reconhecer que ainda tinha muito para dar nos Mambas, olhando para a idade que tem, mas diz também “não tem nada haver com isso, mas sim pela lesão grave que eu tive, e está na hora de ouvir o meu corpo”.

Acrescenta que é chegada a hora de fechar o ciclo que considera bonito e marcante da sua vida.

“Ao longo desta caminhada, vivi alegrias e desafios profundos. Perdi a minha mãe, o meu pilar, numa fase em que o futebol já me levava longe de casa, casei, construí uma família, e hoje sou pai de dois filhos maravilhosos e de uma bebé recém-nascida que me enche o coração de força e responsabilidade. Tudo o que conquistei devo também a eles, porque são o meu maior motivo para continuar a lutar e a inspirar”, escreve.

Com passagens por clubes de Portugal e França, onde conquistou vários títulos e jogou ao mais alto nível, nomeadamente na Liga dos Campeões, Reinildo Mandava  representa agora o Sunderland da Inglaterra. Assume que a lesão que sofreu diante do Real Madrid, ainda ao serviço do Atlético Madrid, foi o motivo que o levou a tomar a decisão de prescindir da selecção para se dedicar ao seu clube.

“Essa lesão mudou muito a minha forma de ver o futebol e a vida. Aprendi que o corpo tem limites e que o tempo nos ensina a escolher com sabedoria, desde então, tenho-me esforçado ao máximo para dividir o meu compromisso entre o clube e a selecção, mas com o passar dos anos tornou-se cada vez mais difícil com a lesão grave que tive as longas viagens entre continentes, voos apertados e os fusos horários, o desgaste físico e emocional”, escreve, realçando que é por amor e respeito pela selecção que decidiu que “é tempo de deixar espaço para os mais novos”.

O jogador formado no Ferroviário da Beira enaltece todo o trabalho que desempenhou ao serviço dos Mambas e salienta que “queria sair de campo com a alma leve, sabendo que dei o melhor de mim ao meu país, e assim o fizemos”.

Destacou ainda as várias homenagens que recebeu ao longo do tempo, com ênfase na Medalha de Mérito Desportivo, “um dos maiores reconhecimentos que um atleta pode sonhar em receber”, mas diz que há memórias que leva sempre consigo: “o hino antes de cada jogo, os sorrisos dos adeptos, os abraços no balneário, as lágrimas das vitórias e das derrotas”.

Por fim, deixou agradecimentos a todos os que contribuíram e o apoiaram nesta passagem pelos Mambas, frisando que “saio com o coração cheio e com a cabeça erguida. Orgulhoso do que vivi, do que conquistei e do que representei”, destacando ainda que continuará a torcer pelos Mambas, agora como adepto.

Reinildo Mandava contabiliza pelos Mambas 54 jogos, dos quais 52 a titular e dois a substituir, tendo alcançado 24 vitórias, 21 derrotas e 12 empates. Ao longo da carreira nos Mambas, marcou cinco golos, sendo o mais destacado apontado diante do Gana no CAN 2024, no último minuto do jogo, que deu o empate a dois golos.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou ontem que vai assumir a condução e coordenação das decisões sobre o futuro do campeonato nacional de futebol da primeira divisão (Moçambola), prova que no ano passado  2025 não chegou ao fim.

Através de um comunicado, a FMF explica que tomou a decisão enquanto órgão máximo regulador do futebol nacional, nos termos dos seus estatutos e dos regulamentos internacionais. Na mesma nota, o órgão reitor do futebol moçambicano refere que o contrato de delegação de poderes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), entidade que organizou as duas últimas edições do Moçambola, assinado em 12 de Março de 2024, cessou os seus efeitos no 31 de Dezembro de 2025.

A FMF indica ainda que o Moçambola 2025, que marcado por suspensão da competição, problemas logísticos e dívidas dos clubes às Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) “foi objecto de uma interrupção repentina e não chegou ao seu termo, mantendo-se, até à presente data, por resolver matérias de elevada relevância e impacto desportivo”, como a atribuição e homologação do título de campeão nacional, as decisões relativas às descidas de divisão e a indicação dos clubes representantes nas competições africanas”, lê-se. 

Nesse sentido e no exercício das suas competências estatutárias, a direcção executiva da FMF liderada por Feizal Sidat deliberou que a o organismo “passa, a partir da presente data, a assumir a condução e coordenação integral do processo, com vista a uma análise aprofundada, responsável e institucional da situação”, lê-se. 

A FMF decidiu ainda criar uma comissão de trabalho, que a instituição lidera e que integrará representantes da LMF e outros intervenientes relevantes, tendo como principais atribuições a análise das circunstâncias e os fundamentos que conduziram à não finalização do Moçambola 2025 e avaliar de forma objectiva e devidamente documentada, as causas financeiras, administrativas, organizacionais e desportivas que estiveram na origem da interrupção da competição.

A referida comissão deverá ainda “analisar o formato competitivo mais adequado para Moçambola 2026 e épocas subsequentes, apresentando propostas e recomendações, tendo em conta a sustentabilidade, a integridade competitiva e a realidade atual do futebol nacional”.

Igualmente, este órgão vai analisar a existência de condições e os respectivos termos para uma eventual renovação do contrato de delegação de poderes com a LMF para a organização do Moçambola 2026.

“A FMF esclarece que lhe cabe, em exclusivo, a apreciação e decisão final sobre todas as matérias objecto de análise, incluindo quaisquer deliberações com impacto desportivo, organizacional e regulamentar, nomeadamente no que respeita à eventual alteração do formato competitivo”, conclui. 

Recorde-se que a Liga Moçambicana de Futebol decidiu, no dia 19 de Dezembro, encerrar a edição de 2025 do Moçambola após 24 das 26 jornadas por dificuldades financeiras e administrativas, confirmando a União Desportiva do Songo como campeã nacional.

Na altura, a  LMF justificou que a decisão resultou da incapacidade de assegurar o pagamento das deslocações aéreas das equipas, sustentando ainda que o fim da época futebolística, a 20 de Dezembro, e o fim dos contratos da maioria dos jogadores, a 30 de Novembro, não permitiam a continuidade da prova.

As meias-finais do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025, marcadas para quarta-feira, foram definidas após um emocionante fim-de-semana dos quartos-de-final, onde golos, tensão e drama trouxeram à tona o que o futebol do continente oferece de melhor: experiência e organização.

Egipto, Nigéria, Marrocos e Senegal garantiram as vagas, após uma trajectória em que os favoritos fizeram jus ao estatuto.

O país anfitrião, Marrocos, enfrentará a Nigéria, enquanto Senegal, a primeira selecção a qualificar-se, jogará frente ao Egipto. 

Egipto, heptacampeão africano, conquistou a última vaga das meias-finais ao derrotar a Côte d’Ivoire (3-2) num emocionante jogo dos “quartos”, encerrando o reinado dos actuais campeões e preparando um confronto imperdível, frente ao Senegal.

Os Leões de Teranga já haviam garantido a vaga ao derrotar as Águias do Mali, por 1-0, num tenso e disputado clássico da África Ocidental. O golo de Iliman Ndiaye no primeiro tempo provou ser decisivo numa partida em que os campeões africanos administraram com maturidade a pequena vantagem até ao apito final.

Em Rabat, Marrocos continuou a caminhada rumo ao primeiro título continental em 50 anos. Os Leões do Atlas dominaram os Leões Indomáveis (2-0) com calma e autoridade, graças aos golos de Brahim Díaz e Ismaël Saibari. O resultado confirmou tanto o poderio ofensivo quanto o equilíbrio defensivo dos marroquinos diante dos adeptos locais.

A Nigéria, última classificada para as meias-finais, derrotou a Argélia, por 2-0, em Marraquexe. Victor Osimhen abriu o placar após um início equilibrado, e Akor Adams selou a vitória nos minutos finais, preparando um duelo explosivo frente à seleccão anfitriã. O triunfo das Super Águias sobre as Raposas do Deserto evitou um confronto Marrocos – Argélia em solo marroquino.  

Esses resultados serviram como um lembrete de que, nesta fase da competição, detalhes e experiência fazem toda a diferença. Após uma fase de grupos imprevisível e oitavos-de-final disputados, ponto a ponto, os quartos-de-final marcaram o momento em que as selecções favoritas retomaram o controlo da partida.

Meias-finais do torneio com técnicos africanos

Pela primeira vez na história do Campeonato Africano das Nações (CAN), os quatro semi-finalistas da edição de 2025 são comandados por técnicos africanos. Quatro nações, quatro treinadores locais e a certeza de que o próximo campeão será, mais uma vez, um ex-jogador do continente.

Essa virada ilustra uma forte tendência: os técnicos africanos não se contentam somente em participar; estão a moldar o futuro do futebol na reagião. Um padrão emergiu nas edições recentes: Djamel Belmadi levou a Argélia ao título em 2019, Aliou Cissé garantiu a primeira coroa do Senegal em 2021 e Emerse Fae guiou a Côte d’Ivoire à vitória em 2023.

Cada sucesso destacou o poder do conhecimento local, da liderança e da inteligência táctica. Agora, Walid Regragui (Marrocos), Hossam Hassan (Egipto), Pape Thiaw (Senegal) e Eric Chelle (Mali, no comando da Nigéria) têm a oportunidade de estender esse legado e reafirmar a supremacia dos treinadores africanos no continente. 

Os números falam por si: das 24 selecções no CAN de 2025, 15 eram comandadas por técnicos africanos, 11 delas avançaram da fase de grupos e as selecções mandantes venceram 75% das partidas até ao momento. Mas, além das estatísticas, esses resultados reflectem a coesão, a disciplina e a compreensão singular que esses técnicos trazem para as equipas — mental, táctica e culturalmente.

De Rabat ao Cairo, de Dakar a Lagos, esses treinadores combinam inovação táctica e liderança. A capacidade de motivar, adaptar-se e interpretar o jogo tornou-se crucial, demonstram que o sucesso depende de um conhecimento profundo do futebol africano.

Um lugar no panteão das lendas pode aguardar Hossam Hassan. Apenas dois africanos, Mahmoud El-Gohary e Stephen Keshi, conquistaram o CAN tanto como jogadores quanto como treinadores. 

A Confederação Africana de Futebol (CAF) agendou para quinta-feira, na cidade de Rabat, o sorteio da 14.ª edição do Campeonato Africano das Nações Feminino 2026, com sede no Reino de Marrocos, que acolhe, igualmente, até 18 do corrente, a competição sénior masculino.

O sorteio marcará um ponto de virada na história da competição. Pela primeira vez, o CAN feminino será disputado por 16 selecções, em comparação com as 12 das edições anteriores, um sinal do crescimento contínuo do futebol na referida classe no continente.

Como país anfitrião, Marrocos terá a companhia da Argélia, Burkina Faso, Camarões, Cabo Verde, Côte d’Ivoire, Egipto, Ghana, Quénia, Malawi, Mali, Nigéria, Senegal, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia. Um grupo de alto nível, que mistura potências históricas com selecções em ascensão.

O CAN Feminino teve as duas primeiras edições, disputadas em 1991 e 1995, realizadas de forma descentralizada, sem um único país sede fixo. Inicialmente irregular, o torneio passou a ser bienal a partir de 1998, organizado pela Nigéria, com alguns ajustes da data, devido à pandemia e outras questões logísticas.

A selecção nigeriana, com 10 títulos, é a maior vencedora do evento. Guiné Equatorial (2028 e 2012) e África do Sul (2022) são as outras nações que já conquistaram o ceptro continental.

Antes do sorteio, a CAF também revelará as vencedoras de três importantes prémios no CAF Women’s Awards 2025, a saber: Treinadora do Ano, Jogadora Interclubes do Ano e Clube Feminino do Ano.

Inicialmente agendada para a cerimónia do CAF Awards 2025, a premiação para as senhoras foi adiada devido à temporada em curso, em particular à Liga dos Campeões Feminino da CAF. O processo de votação foi oficialmente reaberto no início da semana passada. 

Mais dois jogadores moçambicanos respiram profissionalismo a partir do já aberto mercado internacional de transferências. Trata-se dos internacionais Elias Macamo, avançado do Ferroviário de Maputo, e Danito Mutambe, da União Desportiva de Songo, que vão reforçar a equipa angolana do Interclube de Luanda, que actualmente ocupa a 14ª posição do Girabola.

Os jogadores internacionais moçambicanos, Elias Paulo Macamo e Danito Mutambe, são apontados como novos reforços do Interclube, num contrato válido por uma época e meia.

De acordo com o jornal electrónico Lance Mz, Elias Macamo, avançado de 31 anos, chega ao emblema dos “polícias” de Angola depois de uma temporada ao serviço do Ferroviário de Maputo, onde anotou quatro golos em 11 jogos, num clube onde conquistou a Supertaça nacional.

Já o compatriota Danito Mutambe, central de 30 anos, deixa a União Desportiva do Songo, onde sagrou-se campeão do Moçambola e vencedor da Taça de Moçambique na época passada, com registo de nove jogos realizados, fazendo, por isso, parte da histórica equipa que bateu o recorde de mais vitórias numa única época no país.

Daniel Agostinho Mutambe, recorde-se, foi uma das vítimas de assalto e agressão na cidade do Lubango, em Angola, em 2023, quando representava a União Desportiva de Songo nas afrotaças.

Esta não é a primeira vez que o treinador do clube angolano aposta em jogadores moçambicanos, depois de já ter contado com os préstimos do internacional moçambicano Lau King, em 2023, na altura técnico do Sagrada Esperança, tendo sido, também, responsável pela ida de Shaquile Nangy ao Sagrada Esperança, em 2024.

O Interclube de Luanda atravessa uma fase delicada na presente temporada, ocupando actualmente a 14.ª posição do Girabola, zona de despromoção, com apenas 10 pontos em 10 jornadas. 

Esta é mais uma prova do valor do futebol moçambicano no panorama regional, com atletas a ganharem espaço em campeonatos competitivos. Recorde-se que para além de Angola, Moçambique tem jogadores a actuarem na África do Sul, Eswatini e Tanzania.

Para já, os dois jogadores fazem parte do leque de reforços que o clube vem fazendo neste mercado de transferências, para fazer face a saídas de alguns jogadores, com destaque para quatro deles, do plantel principal, nomeadamente Filipe e Dieu, ambos defesas, Cristian, médio, e Alalade, avançado.

Na sua mensagem nas redes sociais, o Grupo Desportivo Interclube expressou o seu agradecimento aos referidos atletas pela dedicação, profissionalismo e pelo contributo prestado ao clube durante o período em que envergaram as cores da agremiação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória e a primeira qualificação à fase a eliminar. Chapo garantiu que o Governo já trabalha para garantir a premiação dos jogadores.

Parte da delegação moçambicana que esteve em Marrocos a disputar o CAN-2025 já se encontra em Maputo e ainda este sábado recebeu a visita do chefe do Estado numa instância hoteleira, que foi felicitar pessoalmente pela histórica participação.

Na ocasião, Daniel Chapo disse que é em nome dos moçambicanos no país e na diáspora que foi felicitar o combinado nacional pela prestação em Marrocos.

Chapo destacou ainda o facto da selecção nacional ter sido comandada por um moçambicano no banco técnico, para além de ter sido capitaneada por um jogador acima dos 40 anos de idade.

O presidente da República não deixou de tranquilizar os jogadores e todo staff no que diz respeito à premiação merecida. Chapo disse que tudo está encaminhado para que todos recebam o prémio da vitória e da qualificação.

Os jogadores agradeceram o gesto do presidente da República e prometeram continuar a elevar o nome de Moçambique em todas as competições que disputarem.

Em Maputo chegaram seis jogadores, equipa técnica e todo staff da Federação Moçambicana de Futebol que esteve em Marrocos.

Senegal e Marrocos qualificaram-se às meias-finais do Campeonato Africano das Nações 2025 após vencerem o Mali e os Camarões, respectivamente. Para hoje, sábado, teremos os jogos Argélia vs Nigéria, às 18h00, e Egipto vs Costa do Marfim, às 21h00.

Tanger foi a cidade que acolheu o primeiro jogo dos quartos-de-final, entre Mali e Senegal, com favoritismo dividido entre os dois francófonos. De tal forma que as oportunidades de golos também estiveram divididas nos primeiros minutos.

A diferença no marcador foi feita aos 27 minutos, quando Iliman Ndiaye, avançado do Everton, marcou o golo solitário da partida, a aproveitar um deslize do guarda-redes Djigi Diarra.

O Senegal cresceu ainda mais na partida e criou muitas mais oportunidades de marcar na primeira parte, mas a pontaria dos seus avançados não era eficiente.

Na segunda parte, e apesar de alguma reacção do Mali, foi o Senegal que continuou a ter maior pendor ofensivo e só não marcou o segundo porque Djigi Diarra defendeu todas bolas que fossem à sua baliza.

Senegal qualifica-se às meias-finais e procura recuperar o título conquistado pela última vez em 2021.

Já em Rabat, Marrocos e Camarões defrontaram-se no estádio que vai receber a final da competição, num encontro entre duas das principais candidatas ao título.

Os Camarões, segunda seleção africana mais titulada, partiam ainda em vantagem no histórico de confrontos, mas Marrocos entrou determinado a contrariar uma tendência pouco favorável aos anfitriões da CAN2025, tentando repetir a exceção da última edição, na Costa do Marfim.

A melhor entrada no jogo resultou no golo aos 26 minutos, quando Brahim Díaz colocou Marrocos em vantagem, reforçando a liderança na lista de marcadores (agora com cinco golos no torneio), com um ligeiro desvio após um primeiro cabeceamento de um colega, na sequência de um pontapé de canto.

Os ‘leões indomáveis’ tentaram reagir na segunda parte, mas, mais uma vez, as bolas paradas mostraram-se decisivas. Mas os “leões do Atlas” não tiravam o pé do acelerador e criavam mais perigo na baliza dos “leões indomáveis”. Teve que ser Ismael Saibari, aos 74 minutos, a domar o leão camaronês, novamente de bola parada, a fazer o 2-0 para o Marrocos.

Marrocos e Senegal esperam agora pelos vencedores dos jogos Argélia vs Nigéria, às 18h00, e Egipto vs Costa do Marfim, às 21h00, que disputam este sábado

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