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O mercado do final da época na Europa já mexe e o internacional moçambicano já está a ser sondado por clubes de todas as grandes ligas daquele continente. Em Janeiro era o Nápoles e Lyon que perguntavam pelo camisola 10 do Sporting, mas agora surgem outros clubes interessados.

A temporada entra para os últimos dois meses, as definições desportivas centram atenções mas o mercado também já mexe. E Geny Catamo já é alvo de abordagens que chegam de todas as ‘big-5’. Apesar da recente renovação de contrato com o Sporting, saída no verão pode ganhar forma e já há clubes a posicionarem-se.

Quando em Dezembro de 2023 Geny Catamo prolongou o vínculo com os verdes-e-brancos até Junho de 2028, ficou acautelada nova renovação por mais uma época, até 2029, que foi accionada já neste ano. Indicação de que o camisola 10 dos leões conta e muito nas contas do clube mas isso não invalida abertura para negociar no verão, ainda para mais quando o jogador vive um dos melhores momentos da carreira.

Em Janeiro, já houve abordagens, nomeadamente de França e Itália, Lyon e Nápoles, com os italianos a perguntarem pelo moçambicano antes de avançarem para Alisson, por empréstimo, com taxa de 3,5 milhões de euros, e opção de 16,5 milhões que deve ser accionada devido às boas exibições do brasileiro.

Agora novas abordagens de clubes das cinco principais ligas, a inglesa, a espanhola e a alemã, além da italiana e da francesa.

Para levar o extremo de 25 anos, os interessados sabem que há um preço balizado entre os 20 e os 30 milhões de euros. O valor mais baixo deste intervalo não chegou para, no verão de 2025, tanto Aston Villa como Fenerbahçe levarem o atacante de Alvalade.

 

Os números de Geny Catamo

O internacional moçambicano, recorde-se, assinou contrato profissional com o Sporting em Setembro de 2020, oriundo do Amora, depois de ter passado a época 2019/2020 na Academia Cristiano Ronaldo em regime de empréstimo. 

Já leão, foi também cedido a Vitória de Guimarães e Marítimo e na pré-temporada de 2023 convenceu o treinador, então Ruben Amorim, a ficar com ele no plantel. E convenceu também a administração a renovar-lhe o contrato uma primeira vez.

Já em Julho de 2025 os verdes-e-brancos investiram 2,25 milhões de euros para passar a ter 90 por cento do passe do extremo junto do Amora, porta de entrada do moçambicano em Portugal em 2019, clube que reservava ainda 75 por cento dos direitos económicos, com o Black Bulls, clube de formação do jogador, a deter nessa altura 85 por cento da percentagem do emblema da Margem Sul.

Esta temporada, Geny Catamo começou por dividir a titularidade no lado esquerdo do ataque dos verdes-e-brancos com Geovany Quenda. A fratura do quinto metatarso do pé direito do português, que o impediu de competir durante quatro meses, fez o moçambicano agarrar lugar cativo no onze de Rui Borges e justifica o estatuto com números.

No somatório de golos, com oito, esta é já a melhor temporada de Catamo, que em 22 jogos tem ainda quatro assistências e está a uma de igualar o melhor registo, que data de 2023/2024. No total, são já 2248 minutos nas pernas em 2025/2026.

Com contrato válido até Junho de 2029, Geny Catamo tem cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

52 anos depois, a República Democrática do Congo garantiu a segunda qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol, ao derrotar a Jamaica por uma bola sem resposta no jogo dos playoffs de acesso à competição. 

Marcou presença na maior montra do futebol mundial em 1974, na Alemanha. Depois seguiram-se mais de cinco décadas de tentativa, queda e superação. O mundo deu muitas voltas e a República Democrática do Congo voltou a sorrir, esta terça-feira. 

Sem o seu icónico adepto estátua, Kuka Muladinga, impedido de viajar para o México por questões burocráticas, a RDC transformou o Estádio de Guadalajara num palco de realização de um sonho. 

Perante a Jamaica, a selecção congolesa mostrou-se destemida e pronto para o embate. Golo anulado ainda na alvorada do jogo. Era, afinal, um aviso de que o perigo rondava na baliza jamaicana. Seguiram-se outras tentativas que não deram em nada. 

A Jamaica, sem a velocidade de Usain Bolt, mas com vontade de vencer e fazer história, também tentou um lugar ao sol. No fim, lá mesmo no fim, a República Democrática do Congo usou o martelo para sentenciar o jogo. 

É a segunda qualificação para o Mundial da RDC, que completa a lista de 10 selecções africanas na prova, e está inserida no Grupo K juntamente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. Assim, ficam completas as 48 selecções que se vão exibir ao mundo nos Estados Unidos da América , Canadá e México.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, garantiu, esta segunda-feira, numa extensa entrevista concedida à estação televisiva mexicana Univision, que o Irão irá mesmo participar no Campeonato do Mundo, apesar da guerra com os Estados Unidos da América, um dos organizadores da prova, juntamente com o Canadá e o México.

“Isso é fundamental, e temos, todos juntos, de defendê-lo. Vivemos num contexto geopolítico muito complexo. Nós não temos a possibilidade de resolver problemas e conflitos geopolíticos, mas temos, sim, a possibilidade de unir, de criar oportunidades para unir o mundo, fisicamente”, começou por afirmar o líder do organismo que rege o futebol internacional.

“São 48 países, com milhões de adeptos, que virão ao México, ao Canadá e aos Estados Unidos da América, e virão com um espírito de paz, um espírito de celebração, porque querem estar juntos e querem celebrar. Temos de defender… Sim, no mundo, há divisões. O nosso objetivo, a nossa tarefa, a nossa visão e o nosso trabalho é a união, construir pontes para todos”, acrescentou.

Gianni Infantino assumiu, ainda assim, que a tarefa não é fácil: “É claro que vivemos no mundo real, e sabemos qual é a situação, que é muito complicada, mas trabalhamos e vamos fazer com que o Irão jogue este Mundial nas melhores condições. Uma seleção nacional, seja ela a do Irão ou qualquer outra, é a seleção do povo, de todo o povo”.

“Do povo que está com o governo, do povo que está contra o governo, em qualquer país, seja da oposição ou dos que estão no poder. É igual, é o povo, e o Irão representa o seu povo, viva ele no Irão ou fora do Irão. Qualificaram-se desportivamente para este Mundial, foi uma seleção que se qualificou muito cedo”, sublinhou.

“É um país de futebol. Queremos que jogue, e vai jogar o Mundial. Não há planos B, C ou D. É o plano A. Vamos unir, juntos, em harmonia e felicidade. É isso que temos de fazer, e vamos fazer”, completou o ítalo-suíço, que ocupa este cargo já desde 2016, aquando da polémica exoneração de Joseph Blatter.

“O Irão não tem condições para participar no Mundial”

Esta tomada de posição por parte de Gianni Infantino surge menos de um mês depois de o próprio ministro do Desporto do Irão, Ahmad Donyamali, ter aberto caminho à desistência do Campeonato do Mundo, face ao escalar da tensão bélica que se tem vindo a viver, ao longo de todo o Médio Oriente.

“Uma vez que este governo corrupto assassinou o nosso líder [o aiatola Ali Khamenei], não temos condições para participar no Mundial”, afirmou, em declarações reproduzidas pela agência noticiosa alemã Deutsche Presse-Agentur (DPA), referindo-se ao executivo norte-americano, liderado por Donald Trump.

“Na sequência das medidas maliciosas tomadas contra o Irão, duas guerras recaíram sobre nós, no espaço de oito ou nove meses, e vários milhares de pessoas foram assassinadas. Nesse sentido, não temos, definitivamente, possibilidade de participar desta forma”, acrescentou.

O Irão, recorde-se, está inserido no Grupo G do Mundial, juntamente com Nova Zelândia, Bélgica e Egito, e irá disputar todos os jogos desta fase inicial nos EUA, ainda que o México já se tenha disponibilizado para os receber, de maneira a contornar qualquer tipo de conflito entre ambos os países.

A selecção nacional de futebol da categoria de sub-17, Mambinhas, prepara-se para participar no Campeonato Africano das Nações que está previsto para os finais de Abril e início de Maio no Reino de Marrocos. Os Mambinhas sub-17 sonham com a primeira qualificação ao Mundial da categoria depois do aumento do número de selecções a disputar a prova intercontinental de três para dez vagas para África.

Há sensivelmente um mês que a selecção nacional de futebol de sub-17 prepara a sua participação na edição deste ano do Campeonato Africano das Nações da categoria, a ter lugar em Marrocos.

São 32 jogadores que trabalham às ordens do técnico português Luís Guerreiro, que buscam um lugar na convocatória final para a prova a ter lugar no final deste mês de Abril e início de Maio, em Marrocos.

A participação de Moçambique no CAN da categoria foi conquistada após o terceiro lugar alcançado no torneio regional do COSAFA, ano passado, abrindo a possibilidade de sonhar com a primeira presença de sempre no Campeonato do Mundo do Qatar.

É que desde o ano passado que o continente africano tem direito a dez vagas para o Mundial sub-17, em detrimento das três que tinha nas edições anteriores, após aumento do número de selecções que vão disputar a prova.

O sorteio da fase de grupos será realizado após a conclusão da etapa de qualificação na zona norte do continente africano.

Os dois primeiros classificados dos quatro grupos da fase final do CAN sub-17, garantem automaticamente a vaga na fase final do Mundial. Os três colocados da fase de grupos defrontam-se em play-offs para ocupar as últimas duas vagas.

Para já, a lista dos pré-convocados apresenta como principal novidade a integração de sete atletas que actuam no estrangeiro, com destaque para Espanha, de onde vêm Tiago Francis (Deportivo Mosquito) e Eros Monteiro (Alcocom). De Portugal chegaram Muhammed Omar (Vitória de Setúbal) e Ricky Santos (Famalicão), completando o grupo dos “estrangeiros” António Nhampule (SG Eintracht, Alemanha), Khensani Machel (Curitiba, Brasil) e Kevin Vilanculos (Allashornetts, Estados Unidos da América).

Os clubes internos contribuem com mais atletas, sendo a Black Bulls a que mais manda jogadores, num total de dez atletas, nomeadamente Allan Perreira, Diego Pelembe, Chausson Nhabanga, Ricardo José, Nelton Picardo, Demi Pascoal, Pires Vieira, Jaydane Namali, Joel Catamo e Carlos Júnior.

O Costa do Sol contribui com cinco jogadores, nomeadamente João Jofrisse, Kristoph Machava, Shelton Sitoe, Joaquim Mubai e Valentim Pecane, sendo que da Academia de Dondo foram chamados Marcos Lázaro e João Pega, enquanto o Ferroviário de Quelimane contribui com Inácio Luís e Joel Francisco. Integram igualmente a lista Rodolfo Sérgio e Hanifo Madeira, do Ferroviário de Maputo, bem como Sekou Kante (Académica de Maputo), Cloude Bangue (Ferroviário da Beira), Euclésio Nhampossa (Atlético de Moçambique) e Steys José (Ferroviário de Nampula).

Nos próximos dias a lista será reduzida aos 25 jogadores que Luís Guerreiro levará para Marrocos, onde vai lutar pela honra e glória de chegar ao Mundial pela primeira vez.

Recorde-se que sob o comando de Luís Guerreiro, os Mambinhas de sub-17 conquistaram o torneio lusófono de Cascais, em Portugal, e terminaram em terceiro lugar no torneio regional do COSAFA.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) está a implementar mudanças e melhorias nos seus Estatutos e Regulamentos que fortalecerão a confiança nos árbitros, operadores de VAR e órgãos judiciais do órgão. Essas mudanças e melhorias também garantirão que os incidentes ocorridos na final da Copa Africana de Nações em Marrocos 2025 não se repitam.

Em um comunicado publicado na página oficial do organismo que gere o futebol africano, a CAF informa que manterá o procedimento e a prática de nomear os melhores e mais respeitados juízes e advogados africanos para o Conselho Disciplinar e o Conselho de Apelação. 

“Esses juízes e advogados são nomeados pelo Comité Executivo da CAF e pela Assembleia Geral Ordinária, a partir de nomes propostos e recomendados por 54 Associações Membro e Uniões Zonais. A independência e a imparcialidade dos Órgãos Judiciais da CAF são imprescindíveis”, lê-se no documento. 

Sobre o assunto, o Presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou que “o órgão está a receber uma ampla assessoria jurídica de renomados advogados e especialistas em futebol africano e internacionais para garantir que os seus Estatutos e Regulamentos estejam em conformidade com as melhores práticas globais do futebol, dentro e fora de campo”, disse.  

Motsepe acredita que isso é fundamental para o respeito, a integridade e a credibilidade dos árbitros africanos, operadores de VAR e do Conselho Disciplinar e do Conselho de Apelação da CAF. 

“A CAF está trabalhando com a FIFA para o treinamento contínuo de árbitros, operadores de VAR e comissários de jogo africanos, para que estejam à altura dos melhores do mundo. Também precisamos profissionalizar o futebol africano”, explica.

Patrice Motsepe entende que os árbitros e operadores de VAR devem ser bem remunerados, daí que a  CAF fez progressos significativos nos últimos cinco anos na implementação de governação, ética, transparência e melhores práticas de gestão.

“O nosso compromisso com a tolerância zero à corrupção e ao comportamento impróprio foi reconhecido e recompensado pelos inúmeros patrocinadores e parceiros que conquistamos”, afirma, sublinhando que “o que também é inegociável é o nosso compromisso e determinação em tratar todas as Associações Membro de forma igualitária e justa. Em nenhuma circunstância, qualquer Associação Membro receberá tratamento preferencial ou será favorecida em detrimento de qualquer outra”, anota Motsepe.  

O presidente da CAF garante que o organismo irá rever e aprimorar constantemente essas melhores práticas globais de futebol e governação, fortalecendo a confiança e a competitividade global do futebol africano. 

“As questões relativas aos incidentes ocorridos na final da Copa Africana de Nações da CAF Marrocos 2025 estão a ser pelo Tribunal Arbitral de Desporto, e o foco principal da nossa instituição no momento está na Copa das Confederações, na Liga dos Campeões Africanos e nas demais competições”, explica. 

Além disso, a CAF também está focada em trabalhar em conjunto, cooperar e apoiar cada uma das nações africanas que participarão da Copa do Mundo da FIFA 2026 nos Estados Unidos. 

“Temos certeza de que as nações africanas que participarão da Copa do Mundo da FIFA 2026 nos encherão de orgulho”, conclui Patrice Motsepe.

A selecção do Senegal exibiu, ontem, a taça de campeão africano de futebol no Stade France aos seus adeptos antes do jogo amigável contra o Peru. O acto acontece depois de a Confederação Africana de Futebol ter revogado o título dos senegaleses e declarado o Marrocos como vencedor do CAN 2025.

O futebol africano continua a conhecer vários capítulos desde o início deste mês. Após a Confederação Africana de Futebol revogar o título à selecção do Senegal por supostamente ter abandonado o jogo da final e declarado o Marrocos como vencedor do CAN 2025, a decisão continua a ser contestada. 

O Senegal interpôs um recurso ao Tribunal Arbitral do Desporto, que na semana passada confirmou a recepção do documento. Em contrapartida, o Marrocos aguarda pela devolução da taça africana atribuída pela CAF. 

Como forma de repudiar a decisão do órgão máximo do futebol africano, o Senegal exibiu este sábado, o troféu de campeão do CAN 2025 aos seus adeptos, no Stade France, antes do jogo amigável contra o Peru, partida que venceu por duas bolas sem respostas.

Além de exibir a taça, o equipamento da selecção senegalesa ostenta duas estrelas, facto que indica que já venceu dois títulos africanos, incluindo o recente. Mesmo perante à pressão da CAF e do Marrocos que reclama o troféu, o Senegal insiste que não vai devolver o canecão ao órgão que gere o futebol africano. 

Recentemente, o presidente da CAF, Patrice Motsepe, disse em uma conferência de imprensa, que o futebol africano sempre irá primar pela transparência, de modo a garantir o desenvolvimento da modalidade. 

 

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) vê reforçada a sua capacidade técnica com a distinção de cinco formadores nacionais, que foram oficialmente certificados com o FIFA Coach Educator Diploma, uma qualificação especializada concedida a profissionais capacitados para formar, mentorar e certificar outros treinadores de futebol a nível global, no âmbito do seu programa de desenvolvimento de treinadores.

A atribuição do diploma surge após a participação activa no FIFA Coach Educator Development Pathway e no Assessment Practice Programme, iniciativas que visam elevar os padrões de formação a nível global. No fim do processo, foram distinguidos os formadores Tomás Bonda, Sara Simone, Idrisse Mossagy, Félix Issufo e Ernesto Fumo.

Numa comunicação dirigida à FMF, a FIFA destaca o empenho demonstrado ao longo do percurso, sublinhando que os formadores “demonstraram elevado profissionalismo e dedicação” durante todo o processo de capacitação.

A mesma comunicação reconhece ainda o impacto estrutural da formação, ao referir que o programa “dotou os participantes de competências essenciais para apoiar a elevação contínua dos padrões de formação de treinadores” no País.

Este reconhecimento internacional reforça o compromisso da FMF com o desenvolvimento técnico e humano do futebol moçambicano, numa aposta clara na qualificação dos seus quadros.

Para a FIFA, estas conquistas “evidenciam a liderança da associação no desenvolvimento do futebol” e terão “um impacto profundo e duradouro na formação de treinadores a todos os níveis”.

Com esta distinção, Moçambique dá mais um passo consistente na consolidação de uma base técnica sólida, essencial para o crescimento sustentado do futebol nacional.

A Federação Moçambicana de Futebol encoraja os formadores distinguidos a continuidade deste trabalho, que se reflecte directamente na qualidade do jogo dentro e fora das quatro linhas.

O treinador da União Desportiva do Songo, Daúde Razaque, está suspenso de exercer as suas acitividades por vinte dias, numa decisão da Federação Moçambicana de Futebol. 

A suspensão surge na sequência de o técnico não ter participado na cerimónia de premiação após a derrota da sua equipa diante da Associação Black Bulls por 2-3 na lotaria de grandes penalidades, em jogo da Supertaça Mário Esteve Coluna.

A FMF entende que Daúde Razaque terá faltado ao respeito à instituição, assim como aos adeptos. O técnico deverá também pagar uma multa de 20 mil meticais. 

 

Apesar da recente conquista do bicampeonato africano, a selecção senegalesa jogará o Campeonato do Mundo com apenas uma estrela no peito. Questões logísticas e prazos de produção da Puma estão na origem da decisão.

Por isso, a selecção do Senegal prepara-se para entrar em campo no Mundial de 2026 com uma farda que, para muitos adeptos, parece “desactualizada”. Embora o país tenha celebrado em Janeiro a conquista da sua segunda Taça das Nações Africanas (CAN), os “Leões da Teranga” exibirão apenas uma estrela acima do seu emblema durante o torneio oficial da FIFA.

A explicação para esta ausência não é desportiva, mas sim logística. Segundo um comunicado oficial da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), o design e o fabrico dos equipamentos para o Mundial foram finalizados em Agosto de 2025. Na altura, o Senegal detinha apenas o título de 2021.

A Puma, fornecedora oficial de material desportivo da selecção, explicou que os ciclos de produção em larga escala e os prazos de distribuição global impediram a alteração do design após a vitória na última CAN. 

“Interromper a linha de montagem para adicionar a segunda estrela comprometeria a entrega dos kits a tempo do início do Mundial”, esclareceu a marca.

A única estrela visível na camisola de 2026 continuará, assim, a homenagear o título histórico conquistado nos Camarões em 2021. A Federação Senegalesa de Futebol apelou à compreensão dos adeptos, reforçando que o orgulho nacional não depende do detalhe no tecido, mas sim da prestação da equipa em campo.

Para os coleccionadores e entusiastas, a “versão corrigida” já tem data marcada. As camisolas oficiais com as duas estrelas bordadas deverão chegar ao mercado apenas em Setembro de 2026, servindo de base para o próximo ciclo de competições continentais.

Até lá, Sadio Mané e companhia terão a missão de provar que, com uma ou duas estrelas no peito, o Senegal continua a ser a maior potência do futebol africano na actualidade.

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