O País – A verdade como notícia

A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol reuniram-se ontem para projectarem o Moçambola 2026. No encontro, foi criada uma comissão conjunta responsável por estudar os melhores mecanismos para a organização da prova.

O Moçambola continua a mexer com as estruturas do futebol nacional. Nesse sentido, a Federação Moçambicana de Futebol sentou-se à mesma mesa com a direcção da Liga Moçambicana de Futebol, diga-se, para entender tudo à volta da prova.

Os dois organismos discutiram sobre o melhor modelo do Moçambola deste ano, daí que foi criada uma comissão.

O arranque do Moçambola 2026 poderá ser conhecido nos próximos dias e o respectivo modelo a ser usado.

Com a recta final da Liga Europa a aproximar-se, as equipas lutam por pontos em busca de um lugar na fase a eliminar. O FC Porto, de visita ao Plzen, e o Sporting de Braga, em casa com o Nottingham Forest, tentam na quinta-feira reforçar os lugares de apuramento directo para os oitavos-de-final da Liga Europa de futebol.

As duas equipas portuguesas entram na sétima e penúltima jornada da fase de liga no top-8, os lugares de acesso imediato à fase seguinte, com o Sporting de Braga em sétimo e o FC Porto em oitavo, ambas com os mesmos 13 pontos.

O cenário para ambos é favorável, com os dragões a defrontarem nas duas últimas rondas o Plzen (fora) e o Rangers (casa), enquanto os arsenalistas terão pela frente o Nottingham Forest (casa) e o Go Ahead Eagles (fora).

Na deslocação à República Checa, a equipa de Francesco Farioli, com uma campanha na I Liga quase imaculada, é absoluta favorita, diante de um Plzen muito inconstante no seu campeonato (quarto) e que na competição europeia segue em 14.º (duas vitórias e quatro empates).

Já o Sporting de Braga, a recuperar da eliminação na Taça da Liga e na Taça de Portugal, tem tido bons resultados na segunda competição da UEFA, mas, na quinta-feira, terá teste duro na Pedreira com os ingleses do Forest.

O histórico emblema de Nottingham (11.º na fase de liga) está perto da zona de descida na competitiva liga inglesa, mas, no fim-de-semana, travou em casa (0-0) o líder Arsenal e, na Liga Europa, foi a única equipa a derrotar o FC Porto (2-0).

Após três vitórias consecutivas no início da campanha, o Braga passou por um período algo conturbado, devido à derrota caseira ante o Genk, a única nos últimos 13 jogos europeus (V10 E2), e o empate na visita ao Rangers, antes de regressar aos triunfos frente ao Nice, na ronda anterior.

A segunda competição da UEFA é liderada pelo Lyon (15 pontos), de Paulo Fonseca, mas também de Afonso Moreira e Mathys de Carvalho, que nesta jornada visita o Young Boys, com o emblema suíço a querer manter-se no pelotão de 24, rumo aos play-off.

O Lyon reparte nesta Liga Europa a liderança com os dinamarqueses do Midtjylland, que visitam os noruegueses do Brann (22.º), e os ingleses do Aston Villa, que se deslocam à Turquia para defrontar o Fenerbahçe (12.º).

A competição chega a esta sétima ronda sem que cinco equipas tenham qualquer vitória, nomeadamente Utrecht, Rangers, Malmö, Maccabi Telavive e Nice, com os franceses a serem os únicos apenas com derrotas.

 

Feyenoord – Sturm Graz

O duelo em Roterdão será uma luta pela sobrevivência para Feyenoord (30º classificado) e Sturm Graz (29º). O histórico dá mais alento aos neerlandeses, que na última recepção aos austríacos venceram por 6-0, além do facto dos visitantes terem perdido os últimos oito jogos fora nas competições europeias.

 

Fenerbahçe – Aston Villa

Apesar do arranque a perder, o Fenerbahçe, ajudado por quatro golos de Kerem Aktürkoğlu em três jogos, averbou 11 pontos e está em boa posição na luta pelo apuramento. A seguir defronta o Aston Villa, que já garantiu o apuramento e que se moraliza ainda mais pelo facto de ter prevalecido na última vez que encontrou os turcos.

 

Roma – Stuttgart

A capital italiana vai presenciar o primeiro duelo entre ambas as equipas, que estão em igualdade pontual e perto do apuramento directo. Apesar de só terem vencido fora em três dos últimos dez jogos europeus (E1 D6), os alemães moralizam-se pelo facto de os italianos já terem perdido em casa duas vezes esta época.

O Sporting, com Geny Catamo a titular, venceu ontem o PSG por duas bolas a uma em jogo da sétima e penúltima penúltima jornada da Liga dos Campeões Europeus, com os dois golos a serem apontados por Luis Suárez. 

Já com os playoffs garantidos, o Sporting passa a somar os mesmos 13 pontos que PSG, Manchester City e Atalanta, na partilha do quinto posto, dentro do tão desejado top8, deslocando-se agora ao reduto do Athletic Bilbao para decidir se passa directamente aos oitavos ou se lutará pela referida fase nos playoffs (do 9.º ao 24.º classificados).

O seleccionador nacional de Futsal, Nadir Narotam, anunciou a lista final dos 19 jogadores que vão representar a selecção nacional da modalidade na eliminatória diante da Mauritânia, de acesso ao Campeonato Africano das Nações.

Com ambições de ultrapassar o único adversário que separa o país do CAN de Marrocos, ainda neste ano, o seleccionador nacional chamou os melhores, com destaque para a estreia absoluta de Lineu Alberto Máquina, do Grupo Desportivo Xicomo (GDX), bem como os regressos de Mário Jona e Vasco Mahoesse (Maputo Futsal), Ziraldo António (GDX) e Ricardo Ferreira, atleta que actua no Ripollet, da Espanha.

Com o leque dos jogadores convocados, Nadir Narotam procura o regresso à fase final da prova, depois de não ter disputado o CAN de 2024, que também teve lugar em Marrocos. A ambição é voltar a fazer história, tal como aconteceu em 2016, na África do Sul, quando terminou em terceiro lugar, assegurando lugar no Mundial da modalidade que decorreu na Colômbia, no mesmo ano. Sua melhor posição foi o segundo lugar alcançado em 2004, numa competição que organizou e perdeu na final diante do Egipto.

Ademais, Narotam quer levar a selecção nacional à sua quinta fase final do CAN, depois das participações nas provas de 2004, 2008, 2026 e 2020.

Agora, o combinado nacional defronta a Mauritânia na única eliminatória, uma selecção sem grande histórico na modalidade, e por isso ao nível da selecção nacional.

O jogo da primeira mão será disputado entre os dias 3 e 4 de Fevereiro, em Rabat, Marrocos, enquanto a segunda mão terá lugar em solo moçambicano, nos dias 7 ou 8 de Fevereiro. O vencedor da eliminatória garante presença na fase de grupos do CAN Futsal 2026, a maior prova continental da modalidade, a ter lugar em Marrocos.

Eis a Lista final dos convocados: 

Liga Desportiva de Maputo: Carlos Júnior, Fernando de Sousa, Xavier Márcio e Délcio Zandamela;

Maputo Futsal Clube: Zaid Pananchande, Vasco Mahoesse, Idelson Benesse, Oséias dos Santos, Mário Jona e Amin Dale;

Petromoc FC: André Mangue, Abílio Levessene e Chume Júnior;

Escola de Condução Planalto: Ivan Andrade e Taimo Reginaldo; 

Grupo Desportivo de Xicomo (GDX): Ziraldo António e Lineu Alberto Máquina;

Ferroviário de Nampula: Eugénio Mendes;

Internacional: Ricardo Ferreira – F.S. Ripollet (Espanha).

A Confederação Africana de Futebol (CAF) nomeou um quarteto moçambicano para dirigir o jogo da terceira jornada da Liga dos Campeões africanos, edição 2025/2026 entre o Simba SC da Tanzânia e o Espérance Sportive de Tunis da Tunísia.

A nomeação da CAF recaiu no árbitro internacional Celso Alvação, designado como árbitro principal, que será auxiliado por Zacarias Horácio Balói (árbitro assistente 1) e Venestâncio Tomás Cossa (árbitro assistente 2).

O quarteto é completado com a nomeação de Simões Bernardo Guambe, que será o quarto árbitro do encontro agendado para o próximo dia 01 de Fevereiro, às 16h00 no Estádio Benjamin Mkapa, em Dar es Salaam, na Tanzânia.

Para além do quarteto nacional, a CAF nomeou Amir Abdi Hassan, da Somália, como comissário do jogo, Moses Ojwang Osano, do Quénia, como avaliador de arbitragem, e Youcef Koudri, da Argélia, como coordenador geral.

Os jogadores, equipa técnica e todo o staff dos Mambas já receberam o prémio de 500 mil meticais prometido pelo Governo pela histórica campanha feita no Campeonato Africano das Nações de Marrocos. A informação foi avançada pelo Ministério da Juventude e Desporto, nas redes sociais oficiais.

O velho ditado “promessa é dívida” não faz parte do dicionário do Ministério da Juventude e Desporto, que se desdobra em cumprir todas as promessas que faz em tempo útil.

Depois da brilhante campanha dos Mambas no CAN de Marrocos, que terminou no domingo, onde a selecção nacional alcançou a primeira vitória de sempre numa fase final, bem como a qualificação, pela primeira vez, para os oitavos-de-final, os jogadores tinham pedido que a premiação fosse dada antes do término da prova continental.

Na altura, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, garantia que o Governo estava a criar todas as condições para que a premiação fosse dada o quanto antes. E a promessa foi cumprida logo a seguir à final do CAN.

De acordo com uma nota divulgada nas redes sociais da instituição, o Ministério da Juventude e Desporto refere que foi cumprida a promessa do Presidente da República feita aos Mambas.

“Por orientação de Sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e com o apoio de parceiros estratégicos, o Governo de Moçambique, cumpriu integralmente a premiação atribuída à Selecção Nacional de Futebol, os Mambas, pelos feitos alcançados no Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025”, escreve o MJD, realçando que no quadro da decisão foi assegurada a atribuição global de 50 000,00 MT a cada membro da delegação oficial, nomeadamente atletas, equipa técnica e staff de apoio, “em reconhecimento da campanha histórica que culminou com a qualificação para os oitavos-de-final da maior competição africana de futebol”.

Segundo o Ministério da Juventude e Desporto, a medida reafirma o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável do desporto, bem como “o reforço das parcerias institucionais e a criação de condições para que conquistas históricas deixem de ser episódios isolados e passem a constituir um padrão consistente de desempenho ao mais alto nível”.

Ademais, o MJD diz que a atribuição do prémio é mais do que um incentivo financeiro, “este gesto traduz um reconhecimento político e institucional do esforço colectivo, da disciplina e da dedicação dos Mambas, consolidando o desporto como um poderoso factor de unidade nacional, orgulho colectivo e fonte de inspiração para a juventude moçambicana”, salientando que a operacionalização do pagamento foi assegurada pelo Fundo de Promoção Desportiva, no âmbito da sua competência institucional de financiamento ao desporto de alta competição.

 

Mambas sobem um lugar no ranking da FIFA 

A selecção nacional de futebol, os Mambas, teve uma ligeira subida no ranking da FIFA, actualizado nesta segunda-feira à noite, um dia após o término do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

Os Mambas saem da posição 102 e passam a ocupar o 101.º lugar, agora com de 1224,31 pontos. Uma subida que acontece graças à histórica campanha feita na fase final do CAN de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória de sempre, diante do Gabão, por 3-2, e a primeira qualificação aos oitavos-de-final da prova africana.

Apesar da subida ligeira, os Mambas continuam à frente de vários países lusófonos, sendo a quinta melhor da CPLP e a terceira dos PALOP, atrás do Brasil (5º colocado), Portugal (6º), Cabo Verde (67) e Angola (89), todas que mantiveram as suas posições relativamente ao ranking anterior.

Recorde-se que, no CAN, os Mambas disputaram quatro jogos, nomeadamente diante da Costa do Marfim (derrota por 0-1), Gabão (vitória por 3-2), Camarões (derrota por 1-2) e Nigéria (derrota por 0-4, nos oitavos-de-final), regressando com uma participação melhor de todas as campanhas.

Ao nível do continente africano Moçambique, ocupa a 12ª posição.

Ao nível de outras selecções, o destaque vai para Senegal, campeão africano de futebol, que ascendeu sete lugares e ocupa agora a 12ª posição do ranking mundial e a segunda posição do ranking africano, apenas atrás do Marrocos, finalista vencido do CAN-2025, que é 8ª no mundo e líder em África.

Nigéria (26ª), Argélia (28ª), Egipto (31ª), Costa do Marfim (37ª) e Camarões (45ª) também ganharam posições importantes graças ao desempenho no CAN de Marrocos.

O topo do ranking mundial continua na mesma e é dominado por selecções tradicionais da Europa e da América do Sul. A Espanha continua líder com 1877,18 pontos, seguida pela Argentina (1873,33) e pela França (1870 pontos), que fecha o top-3. Inglaterra e Brasil completam o top 5.

O Senegal sagrou-se campeão do Campeonato Africano das Nações (CAN-2025) ao vencer o país anfitrião Marrocos por 1-0 numa final marcada por emoção, polémica e futebol de qualidade. Esta é a segunda vez que a selecção senegalesa conquista o CAN, repetindo o feito de 2021.

O único golo da partida surgiu aos quatro minutos do prolongamento, quando o médio do Villarreal, Pape Gueye, finalizou com precisão, garantindo o triunfo e coroando uma campanha praticamente perfeita.

Ao longo do torneio, o Senegal marcou 13 golos e sofreu apenas um, exibindo um futebol colectivo consistente, com transições rápidas, passes eficazes e leitura de jogo que conquistou adeptos pelo continente.

Apesar da vitória, a final esteve longe de ser tranquila. Durante o tempo regulamentar, um golo do Senegal foi anulado por erro do árbitro, gerando indignação junto do público.

Pouco depois, um penálti assinalado a favor de Marrocos aos 98 minutos, devido a uma falta cometida pelo defesa sénior El Hadji Malick Diouf sobre Brahim Díaz, levou a equipa senegalesa a abandonar temporariamente o campo em protesto, numa decisão do treinador Pape Bouna Thiaw.

O regresso ao relvado ficou a dever-se a Sadio Mané, que num gesto de maturidade e liderança, chamou os colegas, numa atitude decisiva para manter a equipa concentrada.

Aos 114 minutos, Brahim Díaz falhou a cobrança do penálti, defendida pelo guarda-redes Edouard Mendy, e quatro minutos depois Pape Gueye marcou o golo decisivo, garantindo o segundo título do CAN ao Senegal, após momentos de tensão no final do tempo regulamentar.

O episódio gerou polémica e estendeu-se à conferência de imprensa, onde Thiaw acabou por abandonar a sala após confrontos com jornalistas marroquinos.

No momento de levantar o troféu, o capitão Kalidou Koulibaly entregou-o à Sadio Mané, em sinal de respeito, permitindo que a lenda africana encerrasse a sua história no CAN com um gesto simbólico.

Individualmente, a edição de 2025/26 destacou ainda os melhores jogadores: Sadio Mané foi eleito Melhor Jogador, Bono garantiu o prémio de Melhor Guarda-Redes e Ibrahim Díaz terminou como Melhor Marcador, com cinco golos. Marrocos recebeu o prémio Fair Play.

O Senegal tornou-se a primeira selecção desde 2013 — e a primeira na era das 24 equipas — a vencer o CAN sem necessidade de recorrer a desempates por penáltis. Nos últimos quatro torneios, os “Leões” disputaram três finais e conquistaram dois títulos (2021 e 2025/26), demonstrando consistência, qualidade e evolução.

A equipa senegalesa tem sido guiada por treinadores nacionais de referência, antigos jogadores da selecção: Aliou Cissé, que liderou o Senegal ao primeiro título no CAN em 2021, e Pape Bouna Thiaw, responsável pelo segundo triunfo em 2025/26. Ambos fizeram parte da histórica selecção de 2002, que participou no primeiro Mundial do país, reforçando a tradição e o legado do futebol senegalês.

O terceiro lugar do CAN 2025 foi conquistado pela Nigéria, que venceu o Egipto nas grandes penalidades, enquanto Marrocos continua à espera de quebrar um jejum de 50 anos sem conquistar o torneio.

CAN-2025: Presidente da FIFA condena “cenas deploráveis” da final

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, condenou as “cenas deploráveis” ocorridas durante a final do Campeonato Africano das Nações (CAN) de futebol, na qual o Senegal abandonou momentaneamente o relvado, em protesto contra uma decisão do árbitro.

“Condenamos firmemente o comportamento (…) de alguns jogadores e membros da equipa técnica do Senegal. É inaceitável abandonar o terreno de jogo daquela maneira e a violência não será tolerada no nosso desporto”, disse o presidente da FIFA, em comunicado.

Pape Gueye marcou o golo que garantiu o triunfo do Senegal, aos 94 minutos, depois de Brahim Díaz, melhor marcador do torneio, com cinco golos, ter desperdiçado um penálti no último lance do tempo regulamentar, após mais de 15 minutos de interrupção, devido ao protesto dos senegaleses.

“As cenas deploráveis que testemunhámos ontem [domingo] devem ser condenadas, para que não voltem a repetir-se”, advertiu o Infantino, que apelou às instâncias disciplinares da Confederação Africana de Futebol para “tomarem as medidas apropriadas” à gravidade dos factos.

O triunfo do Senegal na final frente à selecção anfitriã apenas tem paralelo em três das 35 edições da Taça das Nações Africanas, duas delas protagonizadas pelo Gana, na Tunísia, em 1965, e na Líbia, em 1992. Em 2000, os Camarões conquistaram o título diante da Nigéria, que co-organizou o torneio com o Gana.

A Confederação Africana de Futebol, CAF, vai incrementar o valor destinado às federações nacionais de futebol, passando dos actuais 200 mil dólares para um milhão, equivalente a 65 milhões de meticais por ano. A medida visa contribuir na melhoria dos projectos de desenvolvimento de futebol.

A Confederação Africana de Futebol continua a dar passos significativos, tendo como foco o desenvolvimento do futebol africano. Desta vez, a CAF anunciou o incremento do valor destinado às federações nacionais de futebol. 

Dos actuais 200 mil dólares, o organismo que gere o futebol africano passará a desembolsar um milhão, equivalente a 65 milhões de meticais por ano, num aumento de 400 por cento. 

A CAF pretende com o incremento impulsionar o futebol africano, através da aposta em vários projectos dos países membros da agremiação, sobretudo com foco nas infra-estruturas.  

Esta não é a primeira vez que o órgão reitor do futebol continental, sob liderança do sul-africano Patrice Motsepe, incrementa o orçamento para as federações. 

A CAF tem levado a cabo também vários projectos de transformação do futebol africano, de modo a tornar a modalidade mais competitiva e com uma melhor qualidade. 

Luís Miquissone foi eleito melhor jogador do Moçambola-2025, juntando o prémio ao do melhor marcador da prova. Com os dois títulos individuais arrecadados, o avançado da União Desportiva de Songo acumula uma premiação monetária de um milhão de meticais.

Texto: Redacção

Foto: O País

Apesar do fim prematuro do Moçambola-2025, ainda com quatro jornadas por disputar, os prémios para os melhores da prova já foram definidos. A União Desportiva de Songo é a que arrecada o maior número de prémios da HCB, entre colectivos e individuais.

A nível colectivo, os “hidroeléctricos” encaixam um prémio de sete milhões e quinhentos mil meticais pelo título de campeões nacionais, contra os três milhões da Black Bulls, como vice-campeã, e um milhão e quinhentos mil meticais do Ferroviário da Beira, que terminou em terceiro lugar.

Os “locomotivas” de Chiveve ficaram ainda com o prémio de equipa Fair-Play da prova.

A nível individual, Luís Miquissone foi eleito o melhor jogador do campeonato, após ter sido eleito cinco vezes melhor em campo, assegurando o prémio de 550 mil meticais, superando a concorrência de Chester, colega na UD de Songo, em segundo e com direito a 250 mil meticais, e de Ângelo Cantolo, que ficou em terceiro, e recebe 125 mil meticais.

Miquissone foi ainda coroado melhor marcador da prova, com 15 golos marcados, superando a concorrência de Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), segundo com 11 golos, e Tomás (AD Vilankulo), com nove. O avançado de Songo recebe 400 mil meticais de prémio, o jogador do Chingale, 200 mil, e do do Vilankulo recebe 100 mil meticais.

Quanto aos guarda-redes, o do Ferroviário de Maputo, José Guirrugo, venceu o prémio da Luva de Ouro, ao sofrer menos golos e arrecada 350 mil meticais, deixando para trás Ebrima, da UD Songo, que recebe 125 mil, e Crimildo, do Ferroviário da Beira, que fica com 100 mil meticais.

Daúde Razaque, treinador dos campeões nacionais, foi eleito melhor treinador, levando para casa um prémio de 300 mil meticais, superando Abdul Omar, da AD Vilankulo, e Antoninho Muchanga, do Ferroviário de Lichinga, segundo e terceiro classificados respectivamente, que ficam com 125 e 100 mil meticais.

O presidente da UD Songo, Francisco Xavier, foi eleito Dirigente do Ano por ter liderado a equipa a um recorde histórico de 17 vitórias consecutivas.

As premiações são anunciadas quando há clubes que ainda reclamavam pela não conclusão da prova, uma vez que ainda tinham hipóteses de garantir a manutenção, ou terminar no topo da prova.

Para já, a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol vão discutir o futuro do Moçambola-2026 na próxima quarta-feira, 21 de Janeiro.

+ LIDAS

Siga nos