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Apesar da recente conquista do bicampeonato africano, a selecção senegalesa jogará o Campeonato do Mundo com apenas uma estrela no peito. Questões logísticas e prazos de produção da Puma estão na origem da decisão.

Por isso, a selecção do Senegal prepara-se para entrar em campo no Mundial de 2026 com uma farda que, para muitos adeptos, parece “desactualizada”. Embora o país tenha celebrado em Janeiro a conquista da sua segunda Taça das Nações Africanas (CAN), os “Leões da Teranga” exibirão apenas uma estrela acima do seu emblema durante o torneio oficial da FIFA.

A explicação para esta ausência não é desportiva, mas sim logística. Segundo um comunicado oficial da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), o design e o fabrico dos equipamentos para o Mundial foram finalizados em Agosto de 2025. Na altura, o Senegal detinha apenas o título de 2021.

A Puma, fornecedora oficial de material desportivo da selecção, explicou que os ciclos de produção em larga escala e os prazos de distribuição global impediram a alteração do design após a vitória na última CAN. 

“Interromper a linha de montagem para adicionar a segunda estrela comprometeria a entrega dos kits a tempo do início do Mundial”, esclareceu a marca.

A única estrela visível na camisola de 2026 continuará, assim, a homenagear o título histórico conquistado nos Camarões em 2021. A Federação Senegalesa de Futebol apelou à compreensão dos adeptos, reforçando que o orgulho nacional não depende do detalhe no tecido, mas sim da prestação da equipa em campo.

Para os coleccionadores e entusiastas, a “versão corrigida” já tem data marcada. As camisolas oficiais com as duas estrelas bordadas deverão chegar ao mercado apenas em Setembro de 2026, servindo de base para o próximo ciclo de competições continentais.

Até lá, Sadio Mané e companhia terão a missão de provar que, com uma ou duas estrelas no peito, o Senegal continua a ser a maior potência do futebol africano na actualidade.

Os sul-africanos do Mamelodi Sundowns, de Miguel Cardoso, perderam domingo por 2-0 com o Stade Malien, do Mali, mas estão nas meias-finais da Liga dos Campeões africanos de futebol graças à vitória na primeira mão por 3-0.

O avançado Taddeus Nkeng marcou logo no arranque do jogo, no primeiro minuto, e deu esperanças à equipa da casa na reviravolta da eliminatória, reforçadas com o golo de Haman Mandjan ainda antes do intervalo, aos 40 minutos.

A turma de Miguel Cardoso, que dominou completamente o primeiro jogo entre as equipas, viu a sua vantagem reduzida para apenas um golo no conjunto das duas mãos, e teve que transpirar muito durante o segundo tempo para não deixar escapar o ‘bilhete’ para as semifinais da ‘Champions’ africana.

A expulsão do defesa Aubrey Modiba, aos 77 minutos, complicou ainda mais a vida dos sul-africanos, que contaram com Nuno Santos, ex-jogador do Vitória de Guimarães, Boavista, Moreirense e Paços de Ferreira e antigo internacional jovem por Portugal, a titular.

Mas o Mamelodi Sundowns, vice-campeão africano com o técnico luso, conseguiu resistir ao ‘forcing’ final dos anfitriões, e garantiu mesmo uma vaga entre os últimos quatro da competição, com um resultado agregado de 3-2.

Na primeira meia-final, o Mamelodi vai enfrentar o Esperance Tunis, da Tunísia, enquanto na outra partida, o FAR Rabat, de Alexandre Santos, vai defrontar o Berkane, num duelo entre duas equipas marroquinas.

Isto, depois de os comandados do técnico português terem conseguido vencer no sábado os egípcios do Pyramids, detentores do troféu, na segunda mão dos ‘quartos’, por 2-1.

A equipa marroquina, campeã africana em 1985, e que tinha empatado 1-1 em casa na primeira mão, inaugurou o marcador logo aos nove minutos, por intermédio do avançado Reda Slim, e aumentou a vantagem na segunda parte, aos 54, através do médio Mohamed Hrimat, antes de o avançado congolês Fiston Mayele marcar o golo insuficiente do Pyramids, aos 63.

Por seu turno, o Berkane eliminou o Al-Hilal do Sidão por com agregado de 2-1, depois do empate na primeira mão a um golo, e vitória tangencial fora de portas.

Os jogos das meias-finais decorrem a 10 de Abril, primeira mão, e 17 do mesmo mês, para a segunda mão.

A Federação Moçambicana de Futebol procedeu à entrega de material informático às Associações Provinciais de Futebol, numa iniciativa que visa reforçar a modernização administrativa e o fortalecimento das estruturas locais.

O acto, realizado no Auditório Ferdinand Wilson, foi dirigido pelo Presidente da FMF, Feizal Sidat, que destacou o esforço contínuo da instituição na criação de melhores condições de trabalho para as associações.

Na sua intervenção, Feizal Sidat sublinhou que “para além de termos adquirido infraestruturas próprias para as 11 associações provinciais, temos trabalhado para garantir dignidade de trabalho em termos de materiais e equipamentos. Conhecemos a importância disso e a Direcção julgou necessário este apoio com material informático para dinamizar as suas actividades e permitir uma maior conexão com o mundo”.

Em representação das associações, Marisa do Rosário, Presidente da Associação Provincial de Futebol da Zambézia, manifestou o seu reconhecimento pela iniciativa, destacando a proximidade institucional da FMF e sublinhando que as associações já ressentiam a necessidade deste tipo de equipamento.

Por sua vez, Esmeraldo Mucache, Presidente da Associação Provincial de Futebol de Maputo, enalteceu o esforço da FMF, referindo que os materiais irão dinamizar significativamente as actividades das associações, “que constituem a base do movimento futebolístico nacional”. Na ocasião, agradeceu ainda a iniciativa de congregar todos os presidentes provinciais para o jogo oficial de abertura da época.

Com esta acção, a FMF dá mais um passo significativo rumo a uma gestão mais organizada, eficaz e alinhada com as exigências do futebol moderno, promovendo maior capacidade de resposta das Associações Provinciais no desenvolvimento das suas actividades.

A boa nova de que o país, através da Federação Moçambicana de Boxe foi aceite como membro do World Boxing, organismo que gere o boxe olímpico a nível mundial, foi avançada pelo Comité Olímpico de Moçambique, através de uma publicação na página oficial do Facebook. 

O Comité Olímpico escreve que a decisão foi tomada numa reunião do Conselho Executivo realizada no dia 15 de Março, dia em que a Federação Moçambicana de Boxe foi aprovada como membro da World Boxing.

Assim, o País “passa agora a estar elegível para competir em eventos da World Boxing”, sendo que, “a vossa aceitação como membro pleno será incluída na agenda do Congresso no Panamá, em Novembro deste ano”.

Com esta entrada de Moçambique na World Boxing, “os vossos pugilistas também estão autorizados a registar-se, através do vosso CGA, para os próximos Jogos da Commonwealth”, lê-se no comunicado.

Ou seja, Moçambique está agora elegível e pode inscrever-se para disputar a próxima edição dos Jogos da Commonwealth, que estão inicialmente agendados para o mês de Julho em Glasgow, na Escócia.

A World Boxing substitui a antiga Federação Internacional de Boxe que parou com as actividades nos últimos anos devido a problemas de gestão, facto que chegou a colocar em causa o boxe nos Jogos Olímpicos.

Assim, os pugilistas moçambicanos regressam aos grandes palcos do boxe mundial, podendo ainda disputar a qualificação aos próximos Jogos Olímpicos de 2028, a partir desta edição dos Jogos da Commonwealth.

O internacional moçambicano atingiu a marca de oito golos, superando o seu melhor registo da temporada passada, quando apontou sete ao serviço do Sporting. Em mais uma noite mágica, Geny Catamo ajudou o Sporting a vencer e manter vivo o sonho de chegar ao tricampeonato português.

Ele fez de novo! Geny Catamo voltou a ter um momento de inspiração já habituado para marcar mais um golo de antologia. Foi o terceiro golo do Sporting diante do Alverca, na goleada por 1-4 imposta na noite deste domingo, mas o seu oitavo golo na temporada.

O internacional moçambicano chegou a uma marca que supera os sete golos apontados em toda a temporada passada, na partida que contava para a vigésima sétima jornada da competição.

Catamo voltou a assinar uma exibição assinalável, depois de ter participado na vitória épica, a meio da semana, na Liga dos Campeões. E mais uma vez levou a bola na direita, flectiu para a zona central e desferiu um remate que só parou no fundo das malhas: já nem festeja a nova marca de golos, apenas sorri.

O clube de Alvalade chegou ao 1-0 aos 22 minutos, por intermédio de Pedro Gonçalves, que aproveitou um mau corte do defensor, para atirar colocado para o lado esquerdo da baliza de André Gomes.

O 2-0 chegou na segunda parte por Luis Suárez, após ganhar no corpo-a-corpo com um adversário, ajeitar a bola para o pé direito e, de fora da área, rematar para o ângulo superior direito.

Marezi ainda reduziu para o Alverca aos 83 minutos, mas Pedro Gonçalves fixou o resultado final em 1-4 aos 86 minutos, a bisar na cobrança de um livre directo.

Com este resultado, o Sporting, ainda com menos um jogo, mantém-se na segunda posição, com 65 pontos, os mesmos que o Benfica, terceiro classificado. O campeonato é liderado pelo FC Porto, com 72 pontos, após vencer o Braga fora de portas por 1-2.

Ainda em Portugal, Bruno Langa e Diogo Calila estiveram em destaque na luta pela manutenção na I Liga ao verem as suas equipas vencerem nesta jornada. Bruno Langa esteve no onze do Estrela da Amadora e ajudou a equipa a vencer o Casa Pia por 4-0, consolidando a 12.ª posição com 28 pontos. Já Diogo Calila não saiu do banco de suplentes, de onde viu o Santa Clara derrotar o Gil Vicente à tangente, com golo apontado aos 90+5 minutos por Vinicios Lopes.

Já Witi Quembo entrou aos 76 minutos mas não conseguiu evitar a derrota do “seu” Nacional diante do Famalicão, por 1-0, estando mais próximo da zona de despromoção.

Destaque vai ainda para Reinildo Mandava, na Espanha, que entrou aos 92 minutos no jogo para ajudar o Sunderland a vencer o Newcastle, fora de portas, por 1-2. O internacional moçambicano ainda viu a cartolina amarela perto do fim, num lance em que evitou o perigo na sua baliza.

A Associação Black Bulls conquistou, este sábado, a Supertaça Mário Esteves Coluna, ao vencer a União Desportiva do Songo por 3-2 na lotaria das grandes penalidades, após um empate a duas bolas durante os 90 minutos. Este é o primeiro título de Nelson Santo no comando técnico dos “touros”.

Estreia do Complexo de Tchumene em jogos noturnos e primeiro jogo do ano. União Desportiva do Songo e Associação Black Bulls, duas equipas que curiosamente fecharam época passada. Partida com o espectador de luxo.

Os “touros” fizeram as honras da casa, com Kadre a colocar o marcador a funcionar, golo que não temos registo.

A UDS não se abalou e foi atrás do empate, que surgiu neste lance que deixou Teixeira sem hipótese de evitar o pior. Com o empate as duas equipas mudaram de postura, mas com a turma da casa a mostrar mais vitalidade. 

Num lance infeliz, Teixeira permitiu que a União Desportiva do Songo chegasse ao segundo golo. Pouco espaço para celebrar, pois cinco minutos depois Cantolo é derrubado na grande área o árbitro da partida não hesitou a marcar uma grande penalidade. Chamado a cobrar, Kadre restabeleceu a igualdade. 

Já sem muito por se jogar, as duas equipas foram às grandes penalidades, onde a Black Bulls foi feliz. Guirrugo acabou sendo o herói, ao defender duas penalidades. O resto foi celebração e com muita cor e luz. 

A União Desportiva de Songo e a Black Bulls defrontam-se este sábado, às 18h30, na Arena Lalgy, em Tchumene, na final da Supertaça Mário Coluna, jogo que assinala a abertura oficial da época futebolística no país.

Em campo estarão o campeão nacional e vencedor da Taça de Moçambique, UD Songo, e a Black Bulls, finalista vencido da mesma prova. O troféu é actualmente detido pelo Ferroviário de Maputo.

Do lado dos “hidroeléctricos”, o treinador Daúdo Razaque antevê um desafio exigente, destacando que não há jogos fáceis, sobretudo numa final.
“Vai ser um jogo difícil, porque não há jogos fáceis. Temos que nos superar ao máximo”, afirmou o técnico, reconhecendo também as limitações da preparação: “Temos apenas três semanas de trabalho, o que dificulta um pouco.”

Apesar disso, Razaque acredita nas valências da sua equipa: “Penso que temos vantagem em termos tácticos e técnicos.”

Macaime, jogador da União Desportiva de Songo, reforçou a ambição do grupo em começar a época com uma conquista. “Este jogo tem um significado enorme. É a abertura da época e qualquer jogador ambiciona ganhar”, disse, acrescentando que “queremos iniciar a época como terminámos a anterior, a ganhar”.

O atleta sublinhou ainda a integração dos novos reforços. “Temos jogadores novos, mas todos chegaram com a mesma missão. Estamos preparados”, disse.

Já a Black Bulls, que joga em casa, assume o objectivo claro de vencer e dar uma resposta diferente em relação à época passada. O treinador Nelson Santos considera simbólica a disputa do troféu. “É um privilégio disputar este troféu, que representa um nome simbólico do futebol moçambicano”, disse.

Determinada a conquistar o título, a equipa promete uma postura ambiciosa. “Vamos entrar em campo com o único objectivo de vencer o jogo”, afirmou, acrescentando que “queremos dar uma imagem diferente da época passada”.

Nelson Santos destacou ainda a ambição de aumentar o palmarés do clube. “Já conquistámos este troféu duas vezes e queremos conquistá-lo pela terceira vez”, disse.

Entre os jogadores, o discurso também é de confiança. Ângelo Cantolo reconheceu a qualidade do adversário, mas acredita na equipa: “Estamos preparados para este jogo e vamos jogar com máxima confiança”, afirmou, sublinhando “a fome de vencer” do grupo.

A partida deste sábado terá ainda um marco especial, ao assinalar a estreia de jogos noturnos na Arena Lalgy.

Em termos de histórico, a UD Songo procura conquistar a sua terceira Supertaça, enquanto a Black Bulls tenta alcançar o adversário no número de títulos. Ambas as equipas vão representar Moçambique nas afrotaças 2026/2027, reforçando a importância do duelo que marca o arranque da nova temporada.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol considera infeliz a decisão da Confederação Africana de Futebol em relação à atribuição do título de campeão do CAN 2025 a Marrocos, dois meses depois. Sidat justifica que ele próprio assistiu ao jogo, testemunhou a vitória do Senegal e houve entrega do troféu e medalhas ao vencedor. 

Falando em exclusivo ao “O País”, o dirigente máximo da FMF disse que já foi convocado para uma reunião de emergência pela CAF, na qualidade de um dos vice-presidentes do organismo, encontro que deverá acontecer na próxima semana. Na referida reunião, segundo Sidat, serão analisados todos os contornos do processo. O presidente da FMF acredita que no momento certo a justiça será feita. 

 

O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) considera inaceitáveis os incidentes ocorridos na final do CAN 2025, entre Senegal e Marrocos, e reforça o compromisso da CAF com a integridade e reputação do futebol africano. Reagindo à decisão que atribui o título africano a Marrocos, Patrice Motsepe garante que o organismo que dirige vai respeitar a posição do Tribunal Arbitral do Desporto, caso o Senegal interponha um recurso.

Após a CAF anunciar a decisão de atribuir o título africano a Marrocos, várias reacções chovem cântaros de todos os cantos do mundo. Não estando numa ilha, o presidente do organismo que gere o futebol africano reagiu ao assunto através de uma conferência de imprensa. 

“Eu já exprimi o meu desapontamento com os incidentes que aconteceram no jogo da final. E o importante é que o que aconteceu no jogo da final é que afectou o bom trabalho que a CAF fez, há muitos anos, para garantir a integridade, o respeito, a ética, a governação e a credibilidade dos resultados dos nossos jogos de futebol” disse Motsepe. 

Patrice Motsepe alerta ainda que é preciso que haja independência e respeito pelos órgãos de decisão da CAF. 

O Senegal já manifestou interesse de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto. Em relação ao assunto, Motsepe assegura que a CAF vai respeitar tudo o que for decidido ao mais alto nível e garantiu que nenhum país será tratado de forma diferente.

“Um factor crítico é que nenhum país na África será tratado de forma mais preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro país no continente africano. Nós tomamos o que aconteceu no jogo da final da Copa do Marrocos, durante o CAN Marrocos 2025, muito sério”, garantiu. 

A decisão de atribuir o título africano a Marrocos surge dois meses após o jogo da final, que legitimou o Senegal como campeão do CAN 2025. 

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