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Desforra “locomotiva” ou supremacia “hidroeléctrica” na Taça

O País

O Ferroviário de Maputo e a Associação Desportiva de Songo defrontam-se esta quarta-feira, pelas 18h00, no Estádio Nacional do Zimpeto, em partida das meias-finais da Taça de Moçambique, edição 2022. A anteceder a esse embate, jogam Associação Desportiva de Vilankulo e Ferroviário da Beira, quando forem 15h00.

Recta final da temporada futebolística 2022, com a disputa da final-four da Taça de Moçambique, no Estádio Nacional do Zimpeto. Em jogo estão as duas vagas que dão acesso à final da segunda maior competição do país, com as quatro equipas que se mantêm no Moçambola, nomeadamente a campeã nacional, União Desportiva de Songo, o quarto e o quinto classificados, os Ferroviários de Maputo e da Beira, e o último classificado nas equipas que continuam no Moçambola, a Associação Desportiva de Songo.

No cruzamento das meias-finais, um grande jogo em perspectiva. Aliás, uma final antecipada, ou a reedição da última final da Taça de Moçambique, entre o Ferroviário de Maputo e a União Desportiva de Songo.

É, do resto, o segundo jogo consecutivo entre as “locomotivas” da capital do país e os “hidroeléctricos”, num espaço de quatro dias, depois de se terem defrontado no domingo para a última jornada do Moçambola 2022.

Se nesse jogo do Moçambola a União Desportiva de Songo venceu e conquistou o título de campeão nacional às custas do Ferroviário de Maputo, desta vez pode ser diferente. A turma de João Chissano quer vencer e chegar à final da competição.

O próprio treinador, João Chissano, reconhece que não será tarefa fácil diante da União Desportiva de Songo, mas assume o desejo de fazer a desforra perante uma equipa que venceu os dois jogos desta temporada, para o Moçambola.

“Estamos preparados para defrontar a campeã nacional e queremos vencer o jogo para podermos chegar à final. Não será fácil, mas vamos enfrentar o adversário com respeito, mas com ambição de vencer o jogo”, disse João Chissano.

A mesma ambição foi demonstrada pelo capitão dos “locomotivas” da capital do país, Kito, que diz que, apesar da superioridade da turma de Songo, há muita vontade da turma da capital do país em terminar a época com um título.

“Não estivemos bem nos dois jogos com a União Desportiva de Songo. Esperamos que, desta vez, estejamos mais concentrados, falhemos pouco e possamos sair com a vitória que nos leva à final”, augurou Kito, capitão dos “locomotivas” da capital do país.

Do lado da turma de Songo, a ambição é repetir as duas vitórias no Moçambola 2022, ambas pelo mesmo resultado de 1-0, chegar à final da prova e fazer história com a conquista da dobradinha, algo que se efectivaria pela primeira vez, uma vez que as duas vezes que conquistou o Moçambola, em 2017 e 2918, não chegou a conquistar a Taça de Moçambique. Os dois troféus da Taça de Moçambique foram conquistados em 2016 e 2019.

Srdjan Zivojnov reconhece as dificuldades que vai enfrentar diante do Ferroviário de Maputo, mesmo pelo tempo que separa um jogo do outro.

“Não será um jogo fácil, especialmente porque vamos jogar duas vezes com o mesmo adversário num espaço de três dias. Mas estamos cientes das dificuldades e vamos trabalhar para tentar fazer a dobradinha nesta época”, disse o técnico sérvio ao serviço dos “hidroeléctricos”.

Sidique também quer fazer a dobradinha, por isso augura um jogo equilibrado, mas com a vitória da sua equipa.

As duas equipas voltam a defrontar-se no Estádio Nacional do Zimpeto três anos depois de terem disputado a final da última edição da Taça de Moçambique, em 2019, conquistada pelos “hidroeléctricos”, com uma vitória (2-0).

 

FERROVIÁRIO DA BEIRA QUER SALVAR HONRA NA FESTA DA MANUTENÇÃO DA ADV

Noutra meia-final da Taça de Moçambique, a Associação Desportiva de Vilankulo e o Ferroviário da Beira medem forças, quando forem 15h00, também no Estádio Nacional do Zimpeto.

Uma partida que vai servir de festa para a Associação Desportiva de Vilankulo, que garantiu a manutenção na última jornada, graças à vitória diante do Matchedje de Mocuba. Por isso, a motivação é elevada para o embate desta quarta-feira diante do Ferroviário da Beira, com ambições de chegar à final da prova, segundo afirmaram o treinador principal, Artur Comboio, e o capitão da equipa, Beto.

Por outro lado, está o Ferroviário da Beira que quer salvar a honra da época e chegar, pelo menos, à final da Taça de Moçambique.

O técnico dos “locomotivas” de Chiveve assume o desejo de vencer o jogo, mas reconhecendo as dificuldades que teve com este adversário nesta época, nomeadamente um empate no Chiveve e derrota no Alto Macassa, uma ambição dividida por César Machava, capitão da equipa.

No confronto directo, registam-se seis vitórias para cada lado e 10 empates.

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