O sector da Educação na província da Zambézia enfrenta um défice significativo de carteiras, necessitando de cerca de 650 milhões de meticais para a aquisição de aproximadamente 130 mil unidades, com o objectivo de melhorar as condições de aprendizagem de mais de dois milhões de alunos.
Apesar das dificuldades, nos últimos dois anos foram registados alguns avanços. Cerca de 11.700 alunos passaram a estudar em carteiras, após a aquisição de 2.925 unidades, num investimento superior a 16 milhões de meticais. No mesmo período, também foram construídas e requalificadas várias salas de aula convencionais.
O Director Provincial da Educação, Joaquim Casal, destacou os esforços em curso para reduzir o défice e melhorar as infraestruturas escolares. Segundo explicou, actualmente milhares de alunos deixaram de estudar em condições precárias graças às intervenções realizadas.
“Temos alunos que passaram de condições mais ou menos precárias para condições condignas”, afirmou Joaquim Casal.
Para o ano de 2026, o sector tem em plano a aquisição de mais de quatro mil carteiras, embora parte já tenha sido distribuída às escolas. Ainda assim, persiste um défice de cerca de 1.500 unidades, que as autoridades procuram colmatar.
Entretanto, o principal desafio continua a ser a limitação de recursos financeiros. Anualmente, são disponibilizados cerca de três milhões de meticais para a compra de carteiras, um valor considerado insuficiente face às necessidades.
Além disso, há vários anos que não se registam desembolsos efectivos do Orçamento do Estado para este fim, o que agrava a situação.
“Precisaríamos de 130 mil carteiras para garantir que todas as crianças estejam sentadas, mas os recursos são escassos”, explicou Joaquim Casal, sublinhando que a aquisição depende dos valores efectivamente disponibilizados.
Por sua vez, o governador da Zambézia, Pio Matos, apelou aos professores para reforçarem o compromisso com o ensino, destacando a importância da pontualidade e assiduidade nas escolas como factores essenciais para melhorar a qualidade da educação.
Actualmente, o défice de carteiras continua a ser um dos principais entraves no setor, condicionando o processo de ensino e aprendizagem e exigindo soluções urgentes para garantir melhores condições aos alunos da província.

