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Tchakaze e o Grupo Tufo da Mafala participam, em Abril proxímo, no Festival Makoti, no reino de e-Swatini. Os artistas prometem dar o melhor de si para representar o país.

Pela segunda vez consecutiva, artistas moçambicanos irão desfilar no Festival Makoti, evento internacional que vai juntar, no mesmo espaço, músicos, estilistas e profissionais ligados à gastronomia

Tchakaze promete não fugir à regra nem ao tema. A artista leva a Eswatine o alcance da sua voz na luta pela defesa dos direitos da mulher, que afinal, condiz com os significado do Makoti.

“Participar do Festival Makoti vai ser um prazer. Vou carregar comigo ritmos tradicionais, para além das mensagens que j’a falam e são contra qualquer tipo de violência, então esperem muita energia ” prometeu.

O experiente grupo de canto e dança Tufo da Mafalala, que já se exibiu em vários eventos internacionais na Argélia, Brasil e África do Su entre outros, promete deixar de lado a idade quando o assunto – é enaltecer a cultura moçambicana. “Nós somos velhas mas quando o assunto é dança, somos boas dançarinas” falou a representade do grupo.

Por sua vez, os anfitriões do Makoti elogiam a diversidade cultural moçambicana, que, segundo os mesmos, tem muito em comum com Eswatini. Ilka Penboy, organizador do Makoti trouxe consigo uma comitiva que inclui uma poetisa e uma estilista residentes do festival, em suas palávras, disse: “Nós definitivamente apreciamos a hospitalidade moçambicana e convidámo-los porque amamos a sua cultura. A distância entre fronteiras existe mas nós queremos compartilhar culturas e abracá-las”.

Makoti é um evento famíliar e vai decorrer a 27 de Abril nas montanhosas zonas do reino do Eswatine onde Moçambique terá um “stand” para exposição de mais produtos.

Moreira Chonguiça é o primeiro músico moçambicano no All-Star lineup para o International Jazz Day Global Concert em Tangier, em Morrocos. A participação ocorre à convite do Herbie Hancock Institute of Jazz em Washington.

O All-Star Global Concert contará com apresentações de uma lista internacional de artistas de todos os cantos do mundo, incluindo o músico mestre Gnawa Abdellah El Gourd (Marrocos).

Moreira Chonguiça é parceiro da UNESCO desde 2016 para as celebrações do Dia Internacional do Jazz. Todos os anos, o artista é responsável por conceber e produzir as celebrações do Dia Internacional do Jazz em Maputo. 

O Dia Internacional do Jazz será celebrado em mais de 190 países a 30 de Abril, segundo um comunicado de imprensa.

Apresentada em parceria com o Ministério da Cultura do Marrocos e a Cidade de Tangier, a celebração de quatro dias “enfatizará a herança jazz da cidade e vai destacar os laços culturais e artísticos entre as pessoas em Marrocos, Europa e África”, refere uma nota de imprensa.

A Galeria Kulungwana lançou, ontem à noite, a décima quarta edição da exposição da “Colecção Crescente”, que junta mais de 200 artistas , entre nacionais e internacionais. Os artistas contemplados mostraram-se satisfeitos com a possibilidade de troca de experiências e apresentação do seu trabalho.

Já são os 14 anos da exposição “Colecção Crescente”, uma iniciativa da Galeria de artes Kulungwana. Ao longo deste tempo o evento tem se mostrado um lugar de excelência para o intercâmbio entre artistas moçambicanos e estrangeiros. Crescente também é o número de participantes. Este ano participam 290 artistas, a maioria moçambicanos, com igual número de obras, depois dos 135 da edição anterior.

O lançamento do evento aconteceu esta quinta-feira, à noite, na Cidade de Maputo, localizada na Estação da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

Esta continua a ser uma das iniciativas mais populares realizadas no país. A curadoria quer, entretanto, mais diversidade por parte dos expositores.

“A maioria são pintores. Eu gostaria de chamar atenção aos artistas que trabalham na fotografia, arte digital e também no printing, para no próximo ano também participar nesta exposição ”, apelou Mieke Oldenburg.

“Sonhos” é o tema escolhido para a exposição nesta edição e veio a calhar para Chris Inácio,artista plástico aspirante, que pela primeira vez participou no evento com três obras. Para ele, “é um prazer enorme estar aqui, com artistas que tem obras boas e que possuem obras belíssimas”.

Ao olhar com mais atenção entre os blocos, veem-se quadros de técnica mista, onde penas de pavão dão vida a diversas figuras do reino animal, ideia da cubana Malenys Fabret que defende a liberdade dos animais.

“A minha obra começou há cerca de cinco anos, quando eu tinha um pavão em casa que começou a desprender penas e eu não sabia o que fazer com todas aquelas penas, foi como “wow”,“o que farei com isto, que é tão bonito?” Então descobri que tinha um dom. Eu sempre fui apaixonada pelas artes e pelas coisas bonitas, por isso comecei a colar penas e hoje tenho mais de 15 exposições individuais e participado em múltiplas, colectivas”, recordou.

A Exposição Colecção Crescente estará disponível ao público até 24 de Maio . No seu primeiro dia foram destacados os dez melhores artistas e premiados três que partirão para a vizinha África do Sul para a exposição Creative Blocks.

Desde 2011, quando se realizou a primeira edição, a exposição colectiva “Colecção Crescente” assumiu um importante papel na vida cultural do país, tornando-se um dos grandes momentos do calendário artístico e a maior vitrine da criatividade artística nacional.

Os participantes vão desde artistas autodidactas, jovens estudantes de arte de diferentes instituições de ensino a nomes de renome nas artes plásticas nacionais, alguns dos quais estiveram presentes em todas as edições até agora, utilizando as mais diversas técnicas e suportes.

A Conferência sob o tema “Turismo e Economia Azul: um Oceano de Oportunidades” irá debater temas relacionados com a conservação ambiental, indústria pesqueira, transporte marítimo, logística e a integração da indústria de petróleo e gás.

A conferência está marcada para o dia 28 de Março de 2024 e irá contar com a presença de Eldevina Materula, Ministra da Cultura e Turismo de Moçambique, que fará a abertura do evento.

Este evento promete ser significativo e diferenciado para líderes e profissionais nos sectores de turismo e sustentabilidade, de acordo com os temas e os oradores, que serão apresentados durante a semana que antecede o evento.

A Conferência irá reunir especialistas em diferentes áreas, nomeadamente empresários e representantes governamentais para discutir as últimas tendências e desenvolvimentos na integração do turismo com práticas ambientais sustentáveis e o crescente sector da economia azul.

“A realização de conferências para debater a interligação de temas estruturantes para Moçambique pode chamar a atenção sobre questões-chave que afectam o país e que podem ajudar a impulsionar o crescimento económico e a criação de empregos. Ao juntar todos os stakeholders de referência, incluindo o sector privado, o governo e a sociedade civil, a 3ª Edição das Conferências Índico pode catalisar parcerias e colaborações que são essenciais não só para Moçambique, mas para uma região como um todo.” Afirmou o representante da Heineken, Filipa Neves, Directora de Marketing.

Durante a 3ª Edição das Conferências Índico será apresentada uma exposição de projectos no campo da sustentabilidade ecológica e da indústria verde, do transporte intermodal bem como de algumas indústrias extractivas, proporcionando aos participantes a oportunidade de explorar soluções práticas e sustentáveis para os desafios actuais. “Juntamos os principais players do Turismo e da Economia Azul no caso de Moçambique. Com eles, esperamos fazer o levantamento de oportunidades ligadas à economia azul para Moçambique e sugerir caminhos para a potencialização da localização e biodiversidade do país para que possa obter maiores ganhos”, disse Mia Temporário, Diretora da Executive Moçambique.

Sobre a 3ª Edição das Conferências Índico: Moçambique tem na forja a elaboração da Estratégia de Desenvolvimento da Economia Azul (EDEA), um documento que visa orientar os investimentos necessários para o desenvolvimento do sector que abarca várias atividades, desde a pesqueira, passando pelo transporte e logística, extracção de recursos, até o turismo, um segmento de forte potencial na economia moçambicana, atendendo a localização geográfica e biodiversidade do país.

Segundo especialistas, a Economia Azul em Moçambique registou avanços significativos nessa direção, caracterizados por progressos contínuos nas esferas política, estratégica, legal e institucional.

Entretanto, o que falta para desbloquear o potencial das Oportunidades do Ecossistema Marítimo e do Turismo Nacional, abrindo caminho para o desenvolvimento sustentável do sector e das comunidades?

Esta e outras questões serão respondidas na Iª Conferência do Índico sobre Turismo e Economia Azul.

O realizador moçambicano Gabriel Mondlane deve estrear, este mês, o seu mais novo filme intitulado “o Sangue de Vovo”.
O Sangue de Vovo, neste momento na sala de edição, é uma longa metragem que narra a história de uma menina que foge com o seu namorado para a cidade, deixando para trás a sua mãe, numa aldeia remota, em guerra.

Segundo o cineasta, a história do filme, com final feliz, é da autoria do escritor Mia Couto, escrita nos anos 80, numa altura em que o país atravessava momentos difíceis, devido à Guerra dos Dezasseis Anos.

Gabriel Mondlane é autor de vários filmes, entre os quais Chicualacuala, Terra Agonizada, Árvore Sagrada, Dança para Ti, Voz, A história do Mineiro, Silêncio da Mulher, Campo meu futuro, Ondas Comunitárias, Voz Nocturna e Guemulene Trilhando o Sonho.

Luiz Dolino e Rita Cazergues juntam artes plásticas e modelagem numa exposição que enaltece a pintura brasileira e, ao mesmo tempo, a moda africana. 

Na mostra, inaugurada na semana passada, na Cidade de Maputo, os dois artistas revelam a sinergia entre a pintura brasileira e arte africana.

Artista visual, Luiz Dolino escolheu a geometria como linguagem e traz a Moçambique 17 obras carregadas de cor, que revelam sua paixão pela simplicidade.

“Mais do que  geometria,  a linha está presente, isto tocou a ria, percebeu esse movimento da geometria e se sentiu autorizada a dar real movimento a essas linhas, através da modelagem ”,afirmou.

Rita Cazergues, estilista moderna apaixonada pelo estilo Afro, criou uma coleção exclusiva inspirada nas obras em exibição.

“Para mim não foi um desafio, mas o maior prazer, criar este desfile com as obras do Diolino”, declarou.

Os dois artistas, apresentam assim, a beleza, as texturas, cores das artes visuais e sua conexão com o estilo africano, é a “Arte Brasileira Na Moda Africana”, que se revela ser, igualmente, uma homenagem à mulher, em especial a africana,  no mês dedicado a ela.

A exposição está aberta ao público, no Instituto Guimarães Rosa até ao dia 23 deste mês.

A artista moçambicana Fauziya Fliege, radicada na Costa Rica, realiza, desde esta terça-feira, mais uma exposição de artes plásticas. Trata-se de “La selva africana en tu corazón”, em português, “A selva africana no teu coração”, uma mostra que exalta a natureza exuberante e selvagem de África.

Patente na Embaixada da Alemanha daquele país da América Central, a exposição destaca a natureza africana através de estampas, cores e texturas inspiradas na rica fauna e flora do continente. 

De acordo Fauziya Fliege, este é um convite para que o público se conecte com a essência vibrante e poderosa desse lugar único, trazendo um pedaço da selva para o seu guarda-roupa. 

“Prepare-se para se encantar com peças cheias de personalidade e estilo, que vão te transportar para uma aventura selvagem e inesquecível”, destaca Fliege, acrescentando que os visitantes têm tudo para se apaixonar pela magia da África em cada detalhe desta nova colecção.

Não é por acaso que a mostra acontece nesta embaixada, afinal a Alemanha desempenha um papel importante na conservação da selva africana. “Com o seu compromisso na protecção do meio ambiente e da biodiversidade, a Alemanha é uma aliada fundamental na luta pela preservação dos ecossistemas africanos”. 

Portanto, realça a artista, a embaixada da Alemanha seria um cenário perfeito para destacar a beleza e a importância da selva africana no coração de todos. 

Um homem, que aparentava ter 40 anos de idade, e que se dedicava ao câmbio informal de moeda estrangeira, foi morto a tiros na noite de segunda-feira, na Cidade da Matola. Em conexão com o caso, está detida uma mulher de 27 anos de idade. Os presumíveis criminosos estão ainda a monte.

O bairro Bunhiça, no Município da Matola, viveu momentos de terror na noite da última segunda-feira, devido ao tiroteio ocorrido naquela área residencial.

Testemunhas contam que entraram em pânico quando indivíduos desconhecidos começaram a disparar contra um cidadão, que viria a perder a vida no local do crime.

Os moradores dizem que  até tentaram ajudar, mas  foram intimidados pelos supostos criminosos, ameaçando-os de morte.

“Os bandidos vieram primeiro e estacionaram um pouco distante do carro da vítima. Ele recebeu uma ligação e atendeu, não sabemos se era ligação dos bandidos. E, de repente,  começamos a ouvir tiros”, contou um morador que não quis ser identificado.
“Ele conseguiu escapar e entrou numa casa que estava perto do carro onde havia estacionado. A moça estava a gritar muito e ele teve medo. Achou que estivessem a bater nela e foi quando voltou e veio apanhar a morte.”

Quando o crime ocorreu, o homem estava na companhia de uma mulher que diz ser amiga íntima da vítima.

À imprensa, contou que estava no interior do carro a conversar com o seu amigo e,  de repente, foram surpreendidos por dois homens empunhando armas de fogo, que  exigiram chaves do carro, telefones e dinheiro. Perante a resistência do homem, os supostos criminosos acabaram por matá-lo, sem levar nenhum dos seus pertences.

“Quando saiu, com aquelas pessoas,  encontrámo-lo já estatelado no chão após levar  tiros. Quando chegámos,  ele ainda estava a respirar.  Daí,  quando saí do carro dele, eu tinha a sua pasta e a minha. Saí e fui à minha casa deixar as duas pastas que eu trazia, e, quando voltei, começámos a ligar para a Polícia para aparecer”, contou a indiciada que se encontra detida na quinta esquadra da PRM, na Machava.

A Polícia, no entanto, rebate a versão da detida e considera que é uma das principais suspeitas. Aliás, as autoridades dizem ter recuperado o valor de 20 mil rands,  o equivalente a 60 mil Meticais e mais 20 mil em moeda nacional.

“Ela, no momento da execução do acto, apoderou-se dos bens da vítima e foi para a sua residência. Depois de a Polícia ter tomado conhecimento do crime,  fez  as diligências e, neste momento,  temos a cidadã de 27 anos de idade como a principal indiciada pela  autoria do crime”, avançou Juarce Marins, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Maputo.

O homem, segundo apurou o “O País”, era casado e morava no bairro de Khongolote, deixando viúva e dois filhos.

O escritor e ensaísta Lucílio Manjate é um dos quatro seleccionados para participar no primeiro Programa de apoio a Residências Literárias do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), na cidade de Lisboa, em Portugal.

Numa lista constituída por 35 candidaturas validadas, o projecto do autor de Rabhia ou A triste história de Barcolino, intitulado “O alfaiate de Lisboa”, foi seleccionado com base na originalidade e interesse cultural do projecto em termos de ligação que perspectiva entre os espaços sócio-culturais de Moçambique e Portugal. 

O projecto pretende recolher e cruzar informação sobre a alfaiataria lisboeta da década de 1970 e usá-la na construção de duas personagens de ficção narrativa a inserir na obra As Canções de Arbelo e Aimunda

Para o escritor e ensaísta, o programa de residências do IILP será importante porque “para além do contacto com o universo da alfaiataria lisboeta, vai permitir outro tipo de contactos, com escritores e entidades ligadas à promoção da língua, cultura e literatura na CPLP. Essa troca de experiências será, seguramente, enriquecedora para o meu projecto e para a minha carreira”.

Com a iniciativa, o IILP pretende contribuir para a circulação de escritores dos países e regiões de língua portuguesa e, assim, contribuir para aproximar a criação literária em língua portuguesa aos diversos contextos socioculturais da CPLP e contribuir ainda para um maior conhecimento das literaturas nacionais nos diferentes países.

Além de Lucílio Manjate, foram seleccionados outros três beneficiários, nomeadamente: lldo José Rocha (de Cabo Verde, vai participar numa residência literária em Portugal); Angélica Macedo Lozano Lima (do Brasil, vai participar em Portugal); e Rita de Eça Cabral Canas Mendes (de Portugal, vai participar numa residência em Moçambique).

A residência de criação Literária tem a duração de um mês. 

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