Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Pela primeira vez, o Azgo, o mais prestigiado festival de artes de Moçambique vai acolher no dia 25 de Maio, segundo dia do evento, uma feira gastronómica, promovida. Será um espaço de lazer onde os visitantes poderão vivenciar uma viagem gastronómica com recurso a elementos locais.

Uma Zona de Acampmaneto será também uma das atracções da festa que desta vez, deixa o coração da cidade de Maputo para desbravar Marracuene.

A decorrer no Centro Cultural e Multidisciplinar da Cumbeza, em Marracuene, a feira gastronómica acontece por ocasião do Dia de África, comemorado no dia 25 de Maio. Portanto, os pratos e cocktails criados irão reflectir a diversidade cultural e a rica história do continente, bem como a sua contribuição para o mundo da gastronomia.

Na verdade, a comida e a bebida, baseadas em ingredientes genuinamente africanos, são uma expressão vibrante da identidade e do património dos povos de cada região. Dos sabores intensos e picantes do Norte de África às delícias exóticas e coloridas do Sul. A cozinha africana é uma tapeçaria de aromas, texturas e sabores únicos.

Os cocktails de inspiração africana são, ao mesmo tempo, uma celebração da criatividade e da abundância dos recursos naturais do continente. Por isso, os bartenders africanos elevam os sabores locais a novas “temperaturas”, criando experiências sensoriais inesquecíveis.

Carlos Matecane e Justino Zavale, vencedores da terceira e quarta edições do Concurso de Barman da Diageo Moçambique, respectivamente, são alguns dos bartenders que estarão no evento. Os dois profissionais têm a tarefa de produzir receitas à base de ingredientes tradicionais como malambe, maçanica, mapflilua, piri-piri, entre outros.

Cada cocktails será acompanhado por um prato local. Enquanto os bartenders fazem as suas misturas, o Chef Couto irá harmonizá-las com uma experiência culinária inspirada em ingredientes moçambicanos, com pratos como: mucapata, xima e mandioca, só para citar alguns.

Apelidado de “Johnnie Walker Africa Day”, o espaço rotativo vai permitir aos participantes do Azgo Festival experimentar a rica gastronomia moçambicana num ambiente de “ferro e fogo” composto por uma grelha de carne com elementos de fogo e “mbenga”, bem como madeira e tijolos pintados de amarelo.

Mélio Tinga e Eduardo Quive lançaram, esta quarta-feira, “Névoa na Sala” e “Mutiladas”, numa cerimónia que fez um casamento perfeito entre livros, poesia e música. Os jovens escritores oferecem, assim, ao leitor um romance e um conjunto de Contos, para refletir sobre as marcas psicológicas do terrorismo em Cabo Delgado e a violência urbana em Maputo.

Em “Névoa na Sala”, Mélio Tinga colocou três vozes distintas a explorar sentimentos como dor, amor e morte.

O romance narra a história de um homem envolvido, acidentalmente, nas trincheiras de uma guerra, no Norte do país. Guiado por um morto, ele retorna para encontrar seu pai à espera.

O autor do livro explica que é possível fazer um paralelismo entre o que acontece no norte do país, com o terrorismo, e o que acontece no livro. E acrescenta que: “O que essa guerra causa ao nível psicológico das pessoas, chama atenção ao que nós poderiamos fazer depois da guerra. Nós reconstruímos só os espaços físicos, as cidades e vilas, mas também precisamos reconstruir o ser humano”.

O Jornalista e escritor, Eduardo Quive, juntou onze contos em “Mutiladas” e, numa escrita breve, intensa e provocativa refletiu sobre a sociedade cada vez mais marcada por tragédias cotidianas, onde a violência e a indiferença se tornam manifestações de desumanidade.

“Estas coisas todas não são normais e não devem ser normalizadas”, disse Quive.

O Lancamento duplo aconteceu no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo.

A primeira série de concertos do Xiquitsi foi uma verdadeira ode à voz, com músicos sul- africanos e alunos do projecto a protagonizarem momentos intensos de música clássica com um pouco de rítmos originalmente moçambicanos à mistura.

Foram três concertos, em que estiveram em palco os músicos convidados: Jacobi de Villiers – Mezzo-soprano; Thobela Ntshanyana – Tenor; Vincent Shibambo – Barítono; e Philippus Hugo – Piano.

Também juntaram-se a esta série dedicada à voz os xiquitsianos Cecília Mapanga – Soprano; Herminda Sucena – Soprano; e Hilário Vasco Manhiça- barítono. Como convidados estiveram Onésia Muholove e Pauleta Muholove.

Na série de concertos foram interpretadas obras de famosos compositores como E. Caruso, G. Caccini, W.A. Mozart, F. Lehár, R. Schumann, G. Bizet, G. Verdi, R.Rodgers e muitos outros.

Depois da Noite de Gala, no Conselho Municipal, da Noite Clássica e Concerto para Pais e Filhos, no Centro Cultural Moçambique-China, cumpriu-se a abertura da 11ª 11ª Temporada de Música Clássica Xiquitsi 2024.

A Fundação Hakuna Matata, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações, IOM, realiza a 9 de Maio, concertos de promoção de paz e harmonia em Macomia, na província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique.

Segundo os organizadores, o evento está inserido no programa de apoio psicossocial desenvolvido para os deslocados internos afectados pelo conflito na região.

A Fundação Hakuna Matata trabalha intensamente na formação de facilitadores locais em diferentes campos de deslocados internos em Macomia. Os facilitadores estão directamente envolvidos na implementação de actividades que visam fortalecer a resiliência da comunidade e promover a paz.

Fernando Bila, líder da missão em Macomia, afirma que os concertos têm como objectivo unir as comunidades, oferecer uma experiência de alívio e esperança, e demonstrar o poder da música e da cultura na construção de pontes para a paz.

Bila acrescenta que os concertos são uma celebração da resiliência e do espírito humano, e um passo crucial no caminho para a paz em Cabo Delgado, uma vez que a música tem um poder único de curar e unir as pessoas, especialmente em tempos de adversidade.

A Fundação Hakuna Matata é uma organização sem fins lucrativos que trabalha em parceria com comunidades e organizações internacionais para promover a saúde mental, o bem-estar e a paz em áreas afetadas por conflitos e crises.

A 11ª Edição do Festival AZGO será marcada por diversas inovações em termos de programação e formato do evento. Pela primeira vez, o mais completo festival de artes de Moçambique apresenta AZGO CAMPING, um programa de acampamento que será implementado no Espaço Multidisciplinar de Cumbeza.

O Festival AZGO, que inaugura uma nova fase na sua história, instalando-se doravante no Município de Marracuene, bairro Cumbeza, pretende gerar novas experiências ao público moçambicano e não só, através de um programa de acampamento que oferece inúmeras vantagens aos campistas/festivaleiros.

De acordo com Renato Macuane, coordenador do Festival AZGO, “estamos a trabalhar a todo o gás para garantir que a zona de acampamento seja acolhedora e responda às expectativas da nossa vasta audiência. Desde que anunciámos este programa, temos recebido solicitações e questões que só revelam o nível de interesse do público por este novo programa do Festival AZGO”.

O Espaço Multidisciplinar de Cumbeza já está a ser preparado para acolher todo o tipo de tendas dos campistas, e já há uma equipa criada para dinamizar e orientar este recém-criado AZGO CAMPING.

“Entendemos que, como primeira edição desta iniciativa, devemos garantir todos os aspectos logísticos e de organização, de modo a conquistar a confiança de quem vai viver e conviver connosco durante pouco mais de dois dias de forma intensa”, acrescentou Renato Macuane.

Refira-se que a 11ª edição do AZGO mantém o orgulho de ser um festival africano e, por isso, o lema será, uma vez mais, “Afrofuturismo”. Aliás, o festival vai premiar o melhor traje africano.

O evento vai contar com a actuação Humberto Luís, Twenty Fingers, a diva do zouk Monique Seka (Costa do Marfim), Nelson e Tânia Chongo, Granmah, De Mthuda (África do Sul), Wazimbo, Bholodja (eSwatini) e Cheny wa Gune (Moçambique).

Os DJ Dilson e DJ V (Moçambique), entre outros convidados a serem anunciados nos próximos dias, vão animar ainda a grande festa do AZGO.

O Centro Cultural Português em Maputo será, às 14h30 desta sexta-feira, o palco da Grande Final da 21.ª edição do Prémio Eloquência Camões.

Este ano, o Prémio Eloquência Camões atraiu a participação de 47 estudantes de diversas universidades e cursos. Após uma rigorosa avaliação dos textos submetidos, baseada na originalidade argumentativa e retórica, o júri seleccionou os 10 finalistas que agora se preparam para a Grande Final.

Entre os dias 29 de Abril e 02 e esta quinta-feira, os finalistas terão a oportunidade de participar numa Oficina de Oralidade, sob a orientação da conceituada actriz Ana Magaia.

A oficina focar-se-á no aperfeiçoamento de técnicas de comunicação oral, preparando os concorrentes para a apresentação dos seus discursos perante o júri.

O júri, composto pela actriz Ana Magaia, pela docente universitária Paula Cruz e pelo Leitor do Camões na Universidade Pedagógica de Maputo, José António Marques, terá a responsabilidade de avaliar a capacidade argumentativa e retórica dos 10 finalistas e decidir quem será o vencedor da 21.ª edição do Prémio Eloquência Camões.

O Prémio Eloquência Camões é uma iniciativa conjunta do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da Universidade Pedagógica de Maputo e do Centro de Língua Portuguesa – Camões, instalado na universidade. O evento conta ainda com o apoio da Plural Editores de Moçambique.

“Nós matamos o cão-tinhoso” de Luís Bernardo Honwana soma este ano 60 anos da sua existência. Para selar a efeméride, a Universidade Pedagógica de Maputo vai acolher hoje um simpósio para discutir a sua importância para a actualidade sociocultural dos moçambicanos.

O “Simpósio 60 anos de Nós matamos o cão-tinhoso” vai contar com intervenções do escritor Luís Bernardo Honwana, do reitor e do director da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo, Jorge Ferrão e Paulino Fumo, respectivamente.

O evento inclui a participação de ensaístas que irão apresentar ao público o resultado das suas mais recentes pesquisas sobre a obra de Honwana. São os casos de Aurélio Cuna e Cremildo Bahule.

Durante o Simpósio 60 anos de Nós matamos o cão-tinhoso, será lançado O inventário da memória, organizado pelo ensaísta e jornalista José dos Remédios.

Trata-se de um livro que reúne ensaios de 18 autores distribuídos pelos seguintes países: Moçambique, Angola, Portugal, Brasil, Estados Unidos e Canadá.

O inventário da memória é um livro constituído por 18 ensaios, que perfazem 253 páginas. 

O Observatório de Políticas Culturais em ÁfricaOCPA, sob assistência da UNESCO, promove Workshop Regional Sobre a Revisão do Manual de Concepção e Avaliação de Políticas Culturais Nacionais em África. O evento decorre de 2 a 3 de Maio no Hotel Tivoli, na cidade de Maputo.

A iniciativa concebida para fornecer uma revisão abrangente das directrizes da concepção e avaliação de políticas culturais nacionais no continente africano; debater sobre as novas orientações e recomendações metodológicas; promover o intercâmbio de informações sobre políticas nacionais, experiências regionais e iniciativas tomadas pelos principais stakeholders acerca de novos desenvolvimentos existente na reflexão sobre o tema.

O programa vai explorar as políticas culturais como o pilar fundamental; e examinar como as instituições e outros actores sociais podem defender as políticas culturais, na sua dimensão de bem público com potencial para promover a transformação social e económica inclusiva e prosperidade em diferentes contextos.

Especialistas em Artes, Cultura, Património Cultural e sectores afins de países como Moçambique, Angola, Burkina Faso, Madagáscar, Marrocos, e Zimbabwe são os principais participantes do evento que, igualmente, contará com o envolvimento da Comissão Nacional Para UNESCO em Moçambique; da Federação Moçambicana das Indústrias Culturais e Criativas (FEMIC); do Instituto de Investigação Sócio-Cultural (ARPAC); e do Centro dos Estudos Africanos.  

Para próxima actividade do “Sábados das Crianças”, às 10h30 do dia 4 de Maio, no Auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, todos os pais e encarregados de educação estão convidados a prepararem suas crianças para uma manhã de cinema.

No Auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano será projectado o filme de animação “Os demónios do meu avô”, de Nuno Beato, como parte das celebrações do 21º Ciclo de Cinema Europeu.

No enredo, Rosa imersa em sua vida de trabalho, é abalada pela morte do avô, de quem se afastou gradualmente. Isto a leva a abandonar a cidade e revisitar sua infância ao lado dele. Ao chegar à propriedade rural, encontra terras abandonadas e a casa em ruínas. Impulsionada pelo remorso, busca reconstruir seu passado e encontrar um novo rumo. Porém, descobre que não está sozinha nessa jornada.

Com uma duração de 103 minutos e em língua portuguesa, “Os demónios do meu avô” é uma obra cinematográfica portuguesa que pode ser acompanhada por todas as faixas etárias.

+ LIDAS

Siga nos