O País – A verdade como notícia

Derek Littleton apresentou, na quarta-feira, a exposição de pintura intitulada “Onde sonhamos enquanto os leões rugem”, com a curadoria de Yolanda Couto. A exposição foi inaugurada na Fundação Fernando Leite Couto.

Derek Littleton dedica a sua vida à conservação ambiental e social, protegendo elefantes, restaurando ecossistemas e empoderando comunidades, um caminho que iniciou nos parques nacionais do Zimbabwe, até chegar a Moçambique, onde há 25 anos se baseou na zona Norte, concretamente na Reserva Especial do Niassa.

Na exposição, mostra-se o artista profundo que é Derek Littleton. Em “Onde sonhamos enquanto os leões rugem”, o artista coloca uma paleta de cores, onde predominam o verde, o azul, o cinza, castanho e amarelo, partindo de um ambiente de natureza intacta, onde tudo segue um curso normal ou ideal, com todos os seres em coabitação, intimamente ligados, desconhece-se o conflito, antes a harmonia de se ser e se pertencer.

São telas, na sua maioria, pintadas em acrílico e pastel sobre madeira, mas traduzindo o universo inesgotável das “coisas” e dos elementos da natureza, em diálogo com o espírito observador e sensível do artista. As obras de Derek fantasiam a humanidade onde o homem ao invés de lutar para alterar a ordem das coisas ele se envolve, adapta-se e complementa-se a outros seres.

A poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares é a vencedora da 37.ª edição do Prémio Camões, anunciou, nesta quarta-feira, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) em Portugal. Ana Paula Tavares torna-se, assim, a primeira angolana a vencer o maior prémio literário da língua portuguesa, que já foi conquistado pelos moçambicanos José Craveirinha (1991), Mia Couto (2013) e Paulina Chiziane (2021).

Ao atribuir o Prémio Camões 2025 a Ana Paula Tavares, é distinguida “a sua fecunda e coerente trajectória de criação estética e, em especial, o seu resgate de dignidade da Poesia”, refere o júri, num comunicado divulgado pela DGLAB.

“O Júri sublinhou que, com a dicção do seu lirismo sem concessões evasivas e com os livres compromissos da produção em crónica e em ficção narrativa, a obra de Ana Paula Tavares ganha também relevante dimensão antropológica em perspectiva histórica”, lê-se no comunicado.

O nome do vencedor foi decidido nesta quarta-feira, numa reunião que juntou todos os elementos do júri: a poeta e investigadora Ana Mafalda Leite (Portugal), o escritor e professor José Carlos Seabra Pereira (Portugal), o ensaísta, professor e crítico literário Francisco Noa (Moçambique), o historiador e professor Arno Wehling (Brasil), a professora Maria Lucia Santaella Braga (Brasil) e o poeta e crítico literário Lopito Feijóo (Angola).

Nascida em 1952 em Angola, na cidade de Lubango, Ana Paula Tavares é doutorada em Antropologia da História, pela Universidade Nova de Lisboa.

A poeta e historiadora vive actualmente em Lisboa e é docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colaborando também com várias instituições como investigadora convidada, como o CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o AHNA (Arquivo Histórico Nacional de Angola).

Entre 1983 e 1985, coordenou o Gabinete de Investigação do Centro Nacional de Documentação Histórica em Luanda, e foi membro do júri do Prémio Nacional de Literatura de Angola entre 1988 e 1990.

Em declarações à agência Lusa, Ana Paula Tavares afirmou que “espero que haja a possibilidade de continuar a provar que a poesia tem um lugar nas nossas vidas, nos nossos compromissos, nas nossas lutas diárias”.

Ana Paula Tavares afirmou que, desde o momento em que soube da notícia, a primeira coisa que lhe ocorreu foram as mulheres do seu país, Angola: “Aquelas que continuam em silêncio, a lutar pela vida todos os dias, a inventar a vida, a reconstruir essa mesma vida”.

“Não tenho pretensões de falar em nome das mulheres do meu país. Sou uma mulher angolana e essa é a minha função, mas se a minha palavra de alguma maneira puder tocá-las e tocar as instâncias que podem — ou que devem — mudar as coisas é um objectivo que gostava” de alcançar, afirmou a escritora.

A autora integra a “geração de 80”, preocupando-se especialmente com a condição da mulher na sociedade angolana. A sua poesia utiliza um “sujeito poético” feminino como veículo de denúncia e libertação, explorando símbolos como cores, frutos e ornamentos, mesclando religiosidade cristã e realidade africana. Entre os seus livros de poesia destacam-se: Ritos de Passagem (1985), O Lago da Lua (1999) e Dizes-me Coisas Amargas Como os Frutos (2001), tendo também publicado crónicas e ensaios sobre a história de Angola.

Em comunicado, a Editorial Caminho afirmou Ana Paula Tavares é “uma referência incontornável no espaço da língua portuguesa” e “foi com imensa alegria que recebemos a notícia que a poeta e historiadora foi distinguida com o Prémio Camões 2025”.

O país encerrou, nesta segunda-feira, a sua participação na Expo Osaka 2025 de forma grandiosa, com a participação de diversos artistas nacionais que emocionaram centenas de participantes do evento. Foi uma oportunidade para o país divulgar a sua identidade, e a timbila foi a que mais emocionou os estrangeiros presentes.

Brilhante! Sedutor! Emocionante! Vibrante! Foi, diga-se, em grande estilo que o país encerrou, na segunda-feira, 6 de Outubro, a sua participação na Expo Osaka 2025.

Nada melhor que fechar em grande com um espectáculo multidisciplinar denominado “Raízes do Futuro: Moçambique entre Memória e Máquina”, numa viagem pela tradição e inovação.

Uma obra superiormente dirigida pelos conceituados David Abílio, na direcção artística, e Pérola Jaime, responsável pela coreografia.

Um momento de empatia entre os artistas e o público, que vibrou do primeiro ao último minuto da actuação.

Subiram ao palco Xixel Langa, Radja Ali, António Marcos, Sick Brain, May Mbira, Lucrécia Paco, Alvim Cossa e Matchume Zango.

De resto, a execução da timbila levou os demais presentes à loucura, com a exposição da diversidade cultural de Moçambique.

“Foi emocionante vibrar, dançar e cantar com a força dos artistas moçambicanos, particularmente com a actuação dos jovens representando a sua cultura. Eles transmitiam energia e experiência aos nossos jovens. Espero que esta cultura seja preservada e que seja levada para o mundo inteiro”, manifestou Iwee Kanako,  cidadã japonesa.

Quem também se mostrou feliz com a actuação dos moçambicanos é Eku Tukuda, que enalteceu a actuação dos moçambicanos.

“A convivência com os moçambicanos, nos últimos seis meses, foi maravilhosa, porque foi uma oportunidade para entender melhor a cultura dos moçambicanos. Espero que seja uma porta para uma  amizade eterna.”

Falando em timbila, cujos sons contagiaram o público, o artista Matsumbe Zango indicou,  no fim do espetáculo, que chegou a hora de haver mudanças nas políticas culturais.

Por sua vez, a secretária de Estado da Cultura, Matilde Maoche, fez, no final, um balanço da participação do país, destacando, neste sentido, a abertura da comercialização da timbila ao nível internacional.

Nos últimos seis meses, o país exibiu as suas potencialidades, ilustrando a riqueza nacional, desde terra arável a recursos minerais, energia, pesca, potencial agrícola, turismo, cultura, projectos sociais, entre outras áreas e vertentes.

De igual modo, foram exibidas técnicas e soluções que têm sido utilizadas para solucionar problemas locais.

Com esta participação, Moçambique teve a oportunidade de expôr a sua imagem ao mundo e estabelecer parcerias que possam trazer benefícios para a economia nacional.

Derek Littleton apresenta, nesta quarta-feira, a exposição de pintura intitulada “Onde sonhamos enquanto os leões rugem”, com a curadoria de Yolanda Couto. A exposição será inaugurada na Fundação Fernando Leite Couto. 

Derek Littleton dedica a sua vida à conservação ambiental e social, protegendo elefantes, restaurando ecossistemas e empoderando comunidades, um caminho que iniciou nos parques nacionais do Zimbabwe, até chegar a Moçambique, onde há 25 anos se baseou na zona norte, concretamente na Reserva Especial do Nissa.

Na exposição, mostra-se o artista profundo que é Derek Littleton. Em “Onde sonhamos enquanto os leões rugem”., o artista coloca uma paleta de cores, onde predominam o verde, o azul, o cinza, castanho e amarelo, partindo de um ambiente de natureza intacta, onde tudo segue um curso normal ou ideal, com todos os seres em coabitação, intimamente ligados, desconhece-se o conflito, antes a harmonia de se ser e se pertencer.

São telas, na sua maioria, pintadas em acrílico e pastel sobre madeira, mas traduzindo o universo inesgotável das “coisas” e dos elementos da natureza, em diálogo com o espírito observador e sensível do artista. As obras de Derek fantasiam a humanidade onde o homem ao invés de lutar para alterar a ordem das coisas ele se envolve, adapta-se e complementa-se a outros seres.

Fim da participação de Moçambique na Expo Osaka 2025. O encerramento não podia ser melhor, com actuação de músicos nacionais, numa direcção artística de David Abílio e coreografada por Pérola Jaime, bem executada por percussionistas, bailarinos, actores, cantores e intérpretes. Fecha-se o ciclo nacional no Japão com chave de ouro, mostrado pelas várias performances culturais do nosso país.

O Comissariado Geral de Moçambique para a Expo Osaka 2025, COGEMO, realizou, de 13 de Setembro a 6 de Outubro, uma série de eventos culturais que juntaram diferentes expressões artísticas do País. A programação marcou os últimos dias da participação de Moçambique na maior exposição universal, que juntou mais de 160 países e organizações internacionais.  

No último dia da participação de Moçambique, ontem, no Festival Station, realizou-se um grande show de encerramento designado “Raízes do Futuro: Moçambique entre Memória e Máquina”, um espectáculo que explorou o diálogo entre a herança cultural e a inovação tecnológica.

A proposta era conectar a riqueza das tradições moçambicanas (expressas na dança, oralidade, música e indumentária) às possibilidades criativas de ferramentas digitais, como Inteligência Artificial e projecções generativas.

A experiência é concebida como uma viagem sensorial, em que o passado e o futuro se encontram para afirmar uma identidade resiliente e em constante reinvenção. O público foi convidado a reflectir sobre como a tradição pode dialogar com a modernidade sem se apagar, e de que forma a tecnologia pode amplificar vozes culturais em vez de substituí-las.

A performance, com direcção artística de David Abílio e coreografada por Pérola Jaime, foi executada por percussionistas, bailarinos, actores, cantores e intérpretes, nomeadamente Xixel Langa, Radja Ali, António Marcos, Sick Brain, May Mbira, Lucrécia Paco e Alvim Cossa. O show foi antecedido pela actuação do músico tradicional Matchume Zango.

As actividades culturais no Pavilhão de Moçambique iniciaram no dia 13 de Setembro, com actuação da orquestra constituída por alunos da escola Azuchi Junior High School Music, de Japão, e o grupo de dança da Escola Secundária de Albazine, de Moçambique, numa actuação simultânea em formato presencial e híbrido.

Nos dias 15 e 16 de Setembro, os artistas moçambicanos Mr. Nhúngue e Tony Camacho, da província de Tete, apresentaram-se em concertos musicais, propondo uma fusão entre sonoridades tradicionais e contemporâneas, destacando mensagens de identidade, amor, convivência e esperança.

Também no mesmo período, a dupla composta pelo artista plástico Hamilton Jordão e instrumentista Jorge Juma fez uma excelente apresentação, fundindo pintura em tempo real e percussão, criando um ambiente de diálogo entre artes plásticas e música.  

Nesta rica programação, nos dias 24 e 25 de Setembro, apresentaram-se a estilista Isis Mbaga e o artesão Tómas Melisse, que, através da Oficina Criativa de Moda, inserida no projecto Tecidos, Sons e Histórias de Moçambique, uniram a moda sustentável, artesanato têxtil, criando uma experiência única, reforçando a importância da preservação das práticas culturais e da economia criativa.

Os artistas fizeram demonstrações ao vivo de processos têxteis, amarração de turbantes e capulanas. A proposta promoveu intercâmbio cultural entre Moçambique e Japão, através dos tecidos como forma de expressão e resistência.

Nos dias 24 e 25 de Setembro, também entraram em cena os artistas Elcídio e Rasgado, da banda Marrove, que, nos seus concertos, demonstraram a expressão autêntica da riqueza cultural moçambicana, combinando música, dança, percussão e interação com o público.

Ao longo da apresentação, foram celebrados diversos ritmos tradicionais do país, como tufo, xigubo, nyau, marrabenta, nganda, rumba, entre outros, reflectindo a diversidade e a riqueza sonora nacional.

As actuações foram marcadas por interacções com o público e improviso com instrumentos tradicionais, como djembe. Os espectadores foram convidados a cantar e a dançar, criando um ambiente vibrante e inclusivo.

O dia 3 de Outubro foi reservado a um workshop, designado “Práticas Chope”, com Matchume Zango. No dia 4, o artista teve o concerto “Práticas Nativas de Moçambique”.

O workshop ofereceu uma vivência interactiva com as práticas musicais tradicionais do povo chope, do Sul de Moçambique, num espaço onde explorou-se o rico universo sonoro da timbila (instrumento classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO).

O concerto do dia 4 de Outubro foi uma proposta audiovisual no formato de uma versão renovada das canções, danças e ritos dos povos tradicionais Bantu de Moçambique.

Para celebrar os 50 anos das artes plásticas em Moçambique, está patente no Instituto Guimarães Rosa, na Galeria Kulungwana e no Núcleo de Artes a exposição  “A estética dos anos 90”. A mostra tem mais de 50 obras de 50 artistas nacionais que marcaram a década.

São obras de artistas que marcaram os anos 90, período marcado por liberdade criativa e novas linguagens, na visão de Alda Costa e Jorge Dias, curadores da exposição.

“Os anos 90 são anos muito especiais, e uma particularidade importante porque se vive um momento muito diferente das artes plásticas moçambicanas (…) os alunos escolhem a formação de nível médio, na Escola Nacional de Artes Visuais, as primeiras bienais da TDM, no Museu Nacional da arte, muitos jovens artistas a surgirem, artistas mais velhos que já tinham todo um trabalho consolidado e há abertura para novas linguagens, acima de tudo”. explicou Jorge Dias, curador da exposição. 

Em  “A estética dos anos 90”, os curadores convidam para uma visita à memória e à identidade cultural de Moçambique tendo como referência a década 90.

“A exposição quer, de alguma forma, abordar estes assuntos: por um lado, artistas que vão romper com alguma estética, alguns materiais, algumas linguagens, que, até então, era legitimado no contexto das artes moçambicanas e, por outro lado, artistas que consolidavam aquela que, até hoje, chamamos de uma árvore de matriz genuinamente moçambicana”, disse. 

A exposição enquadra-se nas celebrações dos 50 anos da independência, por isso a amostra abrangeu artistas e no total cerca de 60 obras.

“Ela está sendo exposta aqui na Galeria Kulungwana, aqui no Instituto Guimarães Rosa e no Cine-teatro Scala. Estes espaços, de alguma forma, comportaram esta intenção da Associação Kulungwana fazer esta exposição como uma forma de comemorar os 50 anos das artes plásticas moçambicanas. A escolha da década de 90 é especial, pois nós acreditamos que é um divisor de água, daquilo que foi, aquilo que é a matriz liderada por artistas bastante importantes como: Bertina, Malangatana, o Chissano, e aquilo que são os artistas de hoje”, disse o curador  

As obras e exibição pertencem a importantes colecções como a Tmcel, Aeroportos de Moçambique, Associação Cultural Scala, Museu Nacional de Arte, além de colecções particulares.

O escritor Leko Nkhululeko vai lançar o seu livro intitulado “Voz e Ancestralidade”, no Instituto Guimarães Rosa.

O lançamento da obra será feito no dia 7 de Outubro, e conta com a apresentação de Dionísio Bahule e os comentários do Antropólogo Hélder Nhamaze.

“Vozes e Ancestralidade” é a primeira obra do autor no campo da narração.

O saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça apresentou, na sexta-feira, “Na Ku Randza”, o segundo capítulo da sua trilogia musical em tributo à lenda Gito Baloi, no ano em que Moçambique assinala meio século de independência.

Nesta homenagem, Chonguiça conou com a participação do jovem vocalista Pauleta Muholove, uma das vozes em ascensão no país. A canção “Na Ku Randza” (“Amo-te”, em changana) é uma reinterpretação emotiva do clássico de Gito Baloi – ícone da música moçambicana e africana e cofundador do lendário trio sul-africano de World Music Tananas.

A nova versão mantém a essência do original, mas ganha a assinatura de produção de Moreira Chonguiça e a energia vocal de Pauleta Muholove, unindo gerações e reforçando o diálogo entre tradição e inovação que celebra a riqueza cultural de Moçambique.

A multifacetada artista e escritora moçambicana Mel Matsinhe prepara-se para apresentar ao público a sua mais recente obra literária, intitulada Translúcida, Tilu e o Mar, no dia 23 deste mês, pelas 17h00, na Galeria do Porto, em Maputo.

O livro, que sai sob a chancela da Xiluva Arte Edições, aborda a inclusão como chave de solução em relação a desafios de uma comunidade: crianças, adolescentes, adultos, idosos, pessoas com ou sem educação formal, todas têm algo a contribuir para ultrapassar os desafios relacionados ao meio ambiente.

“Quem disse que as crianças não têm ideias valiosas? A partir de um encontro misterioso, a pequena Tilu compreende a dimensão holística na vida e na comunidade, e inicia, assim, um movimento colectivo de resgate da vila”, diz a autora.

Dirigida ao público infanto-juvenil, esta é uma obra que procura elevar o que de melhor existe nas comunidades e nas pessoas. Translúcida, Tilu e o Mar é a segunda obra infantil da autora, após O Tambor de Nacito, apresentado em 2021.

O evento de apresentação da obra contará com a presença de adolescentes da Escola de Artes Xiluva e com o actor Dadivo.

A carreira de Mel Matsinhe é marcada por uma dedicação à liberdade da criança de ser e criar, com especial atenção às crianças no espectro autista, com as quais desenvolve o ensino do piano como terapia.

É fundadora da Escola de Artes Xiluva e directora do Njingiritana, Festival da Criança. Em 2022, foi reconhecida pela revista Bantumen como uma das 100 personalidades mais influentes da lusofonia. 

Matsinhe é um nome incontornável no sector criativo, dado o impacto do seu trabalho dentro e fora do país, onde se destaca como activista para o desenvolvimento deste sector.

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