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O autor Liodêngua vai estreia-se em livro com “Lamúrias Para o Meu Amor”, chancelado 

pela Mapeta Editora. O lançamento do  livro está agendado para a cidade da Beira, dia 10 de Abril, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas. 

“Lamúrias Para o Meu Amor” é uma colectânea de poemas que aborda a violência baseada no género. Através de versos que expõem cicatrizes invisíveis e gritos sufocados, a obra literária mergulha na intimidade das vítimas, denunciando a brutalidade do silêncio imposto e a urgência de mudança.

Liodêngua é pseudónimo de Virgílio Teixeira Dêngua, nascido a 15 de Fevereiro de 1993, na cidade de Nampula. O autor iniciou a sua carreira artística muito cedo, ainda petiz, inspirado por seus irmãos. É escritor, artista plástico, artista gráfico, retratista, requalificador urbano, jornalista cultural e profissional de informática.

Luís Taiado Vasco Jone é Mestre em Gestão de Média Digital pela Universidade Eduardo Mondlane e Licenciado em História com Habilitação em Geografia pela Universidade Pedagógica. A sua carreira abrange comunicação, jornalismo, radiodifusão e produção multimédia, destacando-se em projectos de impacto social.

A apresentação estará a cargo do comunicólogo Luís Taiado.

 

Paulina Chiziane defende que a mulher deve voltar às raízes de modo a resgatar a identidade moçambicana. A escritora critica o excesso de uso de cabelos importados e considera importante exaltar a cultura.

Na palestra realizada na Universidade Pedagogica de Maputo, Paulina Chiziane foi directa e categórica ao criticar o que considera “auto colonização da mulher”, que se verifica de forma crescente, nos últimos tempos.  

“Eu não sei se estamos a evoluir, nem para onde vamos nós mulheres. As mulheres de hoje desprezam-se. Comprar cabelos e pôr na cabeça, porque? Eu também comprava cabelos, até descobrir a história do meu próprio corpo … e percebi que quando faço essas coisas, estou a colonizar-me, a mim mesma…África tem valores para dar”, explicou Paulina Chiziane. 

De mulher para mulheres, a escritora explicou que tal facto coloca em causa a verdadeira essência cultural da mulher moçambicana e a História.

“O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”.   

Na palestra subordinada ao tema “Educação da Mulher em Moçambique”, Paulina Chiziane interagiu com as participantes. 

A autora de Balada de amor ao vento entende, igualmente, que a mulher deve contribuir, por meio da academia, para que a História do país seja bem escrita, de modo a que a identidade não se perca. 

“Podemos juntos fazer este juramento, dizendo que com o conhecimento recebido na universidade, iremos mostrar ao mundo que a mulher tem história”.

Paulina Chiziane dirigiu a palestra no âmbito do Dia da Mulher Moçambicana, que se assinala na próxima segunda-feira.

A Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) acolhe, esta quarta-feira, pelas 11:30 horas, uma palestra subordinada ao tema: “Educação da Mulher em Moçambique: ontem, hoje e amanhã”, que será orientada pela escritora e Doutora Honoris Causa Paulina Chiziane.

O acto que decorrerá no anfiteatro Paulus Gerdes, Campus Universitário de Lhanguene, enquadra-se nas celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril, e tem como objectivo enaltecer o seu papel no desenvolvimento social e económico do país.

Na mesma ocasião, para assinalar a efeméride, serão desenvolvidas actividades recreativas, feira de saúde e gastronómica.

Paulina Chiziane recebeu o título de Doutora Honoris, em 2022, perante académicos da Universidade Pedagógica de Maputo, estudantes, escritores e vários convidados da Universidade Pedagógica de Maputo.

A escritora foi laureada pelos seus feitos nas pesquisas literárias. Na altura, Paulina Chiziane defendeu que Moçambique pode perder a liberdade e voltar a ser colonizado. A escritora entende que o país precisa despertar, produzir o seu próprio conhecimento e deixar de depender dos outros.

Paulina Chiziane é uma escritora que se dedica a friccionar as causas e os dramas da mulher moçambicana, nos seus romances. Exemplo disso são os livros “Balada de amor ao vento”, “Niketche” e “O sétimo juramento”.

“Mundlerere” é o título do espetáculo de dança de Francisca Mirine e Paulo Inácio, com o acompanhamento musical de Thobile Makhoyane, que será apresentado ao público no Espaço Cultural 16NetO, na Cidade de Maputo, nesta quarta e quinta-feira, a partir das 19 horas. 

De acordo com a nota de imprensa do Espaço Cultural 16NetO, “Mundlerere” é uma expressão que pode ser interpretada como uma metáfora para os desafios e incertezas da vida. A expressão evoca a ideia de um jogo de sorte ou azar, no qual decisões e acontecimentos são imprevisíveis e, muitas vezes, estão além do controlo humano.

“Na essência de “Mundlerere”, está a noção de que a vida é repleta de dualidades e escolhas que moldam o nosso destino. Assim como uma moeda lançada ao ar, a vida pode cair em diferentes faces — ora favoráveis, ora desfavoráveis. A metáfora da moeda também sugere que as decisões são frequentemente binárias, obrigando-nos a escolher entre duas alternativas, sem nunca termos certeza do resultado”, avança a nota de imprensa da organização.

Ainda no mesmo documento, pode-se ler que a reflexão convida o espectador a encarar a vida com humildade e aceitação, reconhecendo que não se pode controlar todas as variáveis ou prever o futuro.

“Mundlerere” propõe um equilíbrio entre perseverança e resignação, entre tomar decisões conscientes e lidar com as consequências inevitáveis.

SOBRE OS AUTORES

Francisca Pedro Mirine, moçambicana de 26 anos de idade, nasceu a 24 de Outubro de 1997. Bailarina, acrobata, intérprete e criadora de coreografias e projectos, actua como freelancer. Iniciou a sua carreira artística na Companhia Municipal de Canto e Dança da Matola, onde aprendeu dança tradicional, e, posteriormente, expandiu os seus conhecimentos para outras modalidades, como dança contemporânea e acrobacia circense, através da Associação Cultural Mono.

Ao longo da sua trajectória, trabalhou e continua a colaborar com coreógrafos nacionais e estrangeiros, tendo participado em diversos workshops de dança para fortalecer a sua formação artística e profissionalizar-se na área. Em 2020, participou no Programa Procultura, uma residência financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, realizada em Kampala e Gulu, Uganda. Em 2022, apresentou a sua peça” Reflexos” na Primeira Mostra ProCultura, em Cabo Verde. No ano seguinte, integrou a peça “Vozes”, da coreógrafa Janethe Mulapa, na Ilha da Reunião, e também a peça “Wanste”, de Edna Jaime, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Em 2024, voltou a apresentar “Vozes” no Festival Massa e iniciou uma residência artística na Cité des Arts, em parceria com o Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Saint-Denis, França, de 9 de Setembro a 5 de Outubro.

Além disso, participou no programa Umoja, um projecto internacional que reuniu artistas da Noruega, Zimbabwe, Quénia e África do Sul, entre 2013 e 2014. Na sua experiência coreográfica, colaborou em várias peças, entre as quais “Guiana”, de Luís Filipe (2011, Moçambique), “Peça de Circo Acrobático”, de Hurient Niaje (2018, Noruega), “Eva”, de Didier Botiana (2018, Moçambique), além de trabalhos com Emily Trusdag e Sonia (2018, Noruega). Em Moçambique, participou em “Motus Corpos e Gyme do Povo”, de Lulu Sala (2019), “Makandene”, de Carlos (2021), “Vozes” de Janethe Mulapa (2023, Ilha da Reunião), e “Wanste” de Edna Jaime (2023). Também colaborou com Hermínio Nhatumbo ao longo da sua carreira.

Paulo Inácio é um bailarino profissional especializado em danças tradicionais moçambicanas e africanas. Com uma sólida formação a partir de seu treinamento inicial em um centro comunitário, em seguida, e na companhia de dança.  

Actualmente, é membro integral da prestigiada Associação Cultural Hodi e Afroswing, onde actua  como bailarino sénior e professor de dança infantil.

A paixão de Paulo pela dança o impulsiona a estar constantemente em movimento, apresentando, ensinando e desenvolvendo as suas habilidades. Recebeu um treinamento de coreógrafos nacionais e  estrangeiros renomados, incluindo Janeth Mulapha, Panaibra Gabriel, Lulu Sala, Ídio Chichava,  Horácio Macuácua, Stephen Bon Garçon e Pak Ndjamena. 

O artista foi seleccionado para fazer parte do projecto “Theka“, criado por Horácio Macuácua e Ídio Chichava. O projecto apresentou o seu talento em festivais renomados, como o Festival  Theaterformen na Alemanha, Costa do Marfim e o Festival Kinaniem Maputo.  

Paulo continua a ministrar aulas online sobre danças africanas e desenvolve  activamente as suas próprias coreografias solo. Está a colabor com Edna Jaime em projectos criativos.

Thobile Makhoyane Magagula é uma artista multifacetada originária do Reino de eSwatini. Fundindo vocais hipnotizantes com instrumentos tradicionais como o makhoyane e o sitolotolo. Criou um estilo único que se denomina “DloziRock”.

Ao longo da sua carreira, Thobile co-fundou o duo musical Spirits Indigenous e o colectivo feminino SheKings. Participou ainda de diversas colaborações e projectos, incluindo TP 50, FunkRiot e TemaSwati, além de ter contribuído com músicas para filmes e documentários premiados, como “Mabatabata” e “Resgate”, de Moçambique.

A artista já se apresentou em palcos renomados como o Festival Bushfire, Festival AZGO e o Festival de Artes de Soweto, além de outros eventos na eSwatini,, Moçambique e África do Sul.

Entre 11 de Abril e 12 de Maio, estarão abertas as inscrições para a terceira edição do Prémio Literário Mia Couto, uma iniciativa da Cornelder de Moçambique (CdM), em parceria com a Associação Kulemba, que visa premiar as melhores obras literárias de autores moçambicanos.

Segundo um comunicado de imprensa sobre o concurso, para esta terceira edição, serão elegíveis obras literárias publicadas entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024, na categoria de romance. 

As obras submetidas serão avaliadas por um júri especializado e idóneo, com base em critérios como originalidade, qualidade literária e relevância cultural.

Desde a sua primeira edição, o Prémio Literário Mia Couto já laureou importantes obras da literatura moçambicana, como “No verso da cicatriz”, de Bento Baloi; “Pétalas negras ou a sombra do inanimado”, de Belmiro Mouzinho; e “Estórias trazidas pela ventania”, de Adelino Albano Luís. 

Nas duas edições anteriores, cada um dos vencedores recebeu um valor monetário na ordem de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais).

Diferentemente das edições anteriores, entretanto, nesta terceira, as inscrições serão realizadas de forma online, directamente no site da Associação Kulemba. 

O concurso é aberto a todos os autores moçambicanos, com obras publicadas no período elegível. O regulamento do prémio pode ser consultado no site da Associação Kulemba. 

Neste primeiro dia de Abril, às 17h30, no Instituto Guimarães Rosa, na Cidade de Maputo, a Editorial Fundza vai lançar o livro “Crónicas de Desastres”, uma colectânea de crónicas escritas por estudantes de várias universidades do país.

A ser apresentado pela escritora Clévia Guivala, o livro “Crónicas de Desastres” resulta da terceira edição do Concurso de Crónicas, organizado pela Feira do Livro da Beira (FLIB), com o propósito de despertar o gosto pela escrita e estimular reflexões, entre estudantes do ensino superior, sobre redução de riscos de desastres.

O livro é constituído por 115 páginas e vinte crónicas. Nos textos, os autores fazem da literatura um instrumento de intervenção social, demonstrando a sua preocupação sobre um tema tão urgente de se debater, como o da redução do risco de desastres.

Para Editorial Fundza, os textos de “Crónicas de Desastres” são uma chamada de atenção ao ser humano sobre a necessidade de cuidar melhor o mundo que habita.

Segundo os organizadores da Feira do Livro da Beira, a escolha do tema decorre do facto de o país, frequentemente, ser assolado por desastres naturais, havendo necessidade de criação de estratégias para a sua mitigação. Daí ter-se visto na leitura, na escrita e na arte, instrumentos de construção do conhecimento para preparação, de modo a lidar com desastres, pode-se ler na nota de imprensa da Editorial Fundza.

Além de “Crónicas de Desastres”, a Editorial da Fundza já editou “Água” e “Estórias da paz e reconciliação”, ambos organizados pela Feira do Livro da Beira.

Em Chimoio 32 grupos disputam o prémio de 80 mil meticais, no maior evento carnavalesco, edição de 2025. A dança, coreografia e música estão entre os elementos a serem apurados. 

Arrancou este sábado, na cidade de Chimoio, província de Manica, a décima sexta edição do Carnaval 2025. O evento de dois dias está a ser disputado entre bairros e escolas. Dos concorrentes dos 22 bairros apenas cinco deverão sair vitoriosos, enquanto que nas escolas sairão três classificados.

Mila Belmiro, vereadora da educação, cultura, juventude e desporto no conselho municipal de Chimoio avançou que a décima sexta edição conta com a participação de grupos convidados dos distritos.

“No ano de 2025, estamos a trabalhar com 32 grupos, dos quais 22 dos bairros e 10 das escolas. E hoje, serão classificados os grupos quanto à indumentária, coreografia, dança e música. Dos 32 grupos serão apurados 11 dos bairros e cinco das escolas. Amanhã, estaremos a trabalhar com os 11 dos bairros, onde serão classificados: o primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto grupos. Dos cinco que estaremos a trabalhar com eles amanhã, serão classificados o primeiro, o segundo e o terceiro das escolas”, explicou a vereadora. 

Os participantes dizem que estão preparados para levar os  prémios para casa.

“O segredo é só dançar com força e com gás, aquelas coisas, danças de carnaval (…) Tem que esperar muito de nós, porque este ano, nós viemos com tudo. Estamos preparados para qualquer obstáculo que venha à nossa frente”, afirmam os concorrentes. 

Os grupos vencedores levam para casa  valores monetários, que variam de 10 a 80 mil meticais.

 

Entre esta sexta-feira e domingo, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, capital portuguesa, acolhe a terceira Mostra de Artistas Residentes PROCULTURA, um programa de dança contemporânea que reúne os artistas Pak Ndjamena, Mai-Júli Machado e Francisca Mirine (Moçambique) e Nuno Barreto, Djam Neguin e Rosy Timas (Cabo Verde).

Segundo pode-se ler no site da Fundação Calouste Gulbenkian, serão apresentadas criações recentes, que resultam do trabalho realizado nas residências promovidas pelo programa de mobilidade de artistas PROCULTURA, que, em geral, abrange artistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste.

“Este é um programa vibrante, que dá a conhecer um conjunto de práticas coreográficas de artistas africanos, no cruzamento entre tradição e dança contemporânea. A mostra promove um espaço de apresentação e partilha destas criações e o diálogo com outros contextos de criação contemporânea, incentivando a circulação internacional dos artistas participantes”, avança o site da Fundação Calouste Gulbenkian.

A partir das 18h30 desta sexta-feira, na Sala 1, na Fundação Calouste Gulbenkian, Francisca Mirine vai apresentar “Reflexos”, uma peça de dança que aborda questões sociais, reflectindo sobre o comportamento humano face às dificuldades de sobrevivência em sociedade.

A coreógrafa e bailarina Francisca Mirine examina o funcionamento do pensamento humano perante situações adversas, tendo em conta a actualidade moçambicana.

Francisca Mirine é uma bailarina freelancer, intérprete, professora de dança e coreógrafa moçambicana. Tem vindo a trabalhar com artistas nacionais e estrangeiros e a participar em festivais, workshops, criações de dança e residências artísticas e em programas de intercâmbio. Desenvolve as suas próprias criações de dança e escreve os seus projectos.

No domingo, a partir das 17:30, no estúdio do Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Pak Ndjamena vai apresentar “dEUs nOS aCudI”, um espectáculo de dança criado pelo artista, que reflecte sobre as sociedades de consumo e o lugar do corpo na actualidade.

“O corpo contemporâneo é livre ou controlado? Original ou imitado? A experiência do corpo é influenciada pelo padrão cultural no qual está inserido? Partindo destas questões, ‘dEUs nOS aCudI’ procura também investigar a forma como a religiosidade secularizada, as crenças, as divindades, os rituais e os mitos estão interligados no quotidiano. O artista questiona como estes podem ser utilizados como estratégia de controlo social, afectando directamente os corpos e a sociedade, através de regras e padrões”.

Pak Ndjamena, natural de Maputo, é um artista multifacetado. Bailarino, coreógrafo, professor de dança contemporânea, actor, realizador de filmes de dança contemporânea e músico. Tem vindo a desenvolver um conjunto de técnicas de dança híbrida. Coreografou e interpretou mais de 20 peças e foi o vencedor do Mozal Arts & Culture Award 2019, na categoria de dança, em Maputo. Tem levado a cabo as oficinas de Tremuria Project, uma nova terapia através do corpo dançante em África, Europa e América do Sul. Já se apresentou em vários festivais internacionais de renome.

Ainda no domingo, no caso, a partir das 19 horas, no Palco Grande Auditório, Mai-Júli Machado vai apresentar “AMELLE”, uma performance que aborda histórias sobre experiências e processos de desenvolvimento corporal, psicológico e espiritual partilhados pelas mulheres, constrangidas por questões fisiológicas, sociais e políticas relacionadas com padrões predefinidos.

AMELLEAtitude, Maturidade, Elegância, Legado, Liberdade e Esperança – é um ritual passado de geração em geração, atravessado por memórias comuns, vivências do passado, presente e futuro próximo. Com esta criação, Mai-Júli Machado invoca memórias de passagem de menina a mulher e denuncia as restrições impostas às mulheres cujos ideais não cabem em normas definidas pela sociedade. Neste pequeno ritual, a artista convida-nos a despertar a AMELLE que reside dentro de nós”, adianta a o site da Gulbenkian.

Mai-Júli Machado começou a dançar como profissional na Companhia Municipal de Canto e Dança Tradicional da Matola. Teve formação em técnicas de dança contemporânea na Casa da Cultura, em Maputo, e na Culturarte, com o coreógrafo Panaibra Canda. Em 2022, a sua primeira peça de dança foi apresentada no Festival Kinani, seleccionada e financiada pelo Instituto Francês. Em 2023, participou da peça da coreógrafa francesa Mathilde Monnier, intitulada “Black Lights” e foi seleccionada para representar Moçambique na competição de dança contemporânea no Burquina Faso.

 

O escritor e editor Dany Wambire vai participar na 62ª edição da Feira do Livro Infantil de Bolonha , que decorre entre 31 de Março e 3 de Abril, em Itália.

De acordo com o comunicado de imprensa da Editorial Fundza, no evento, Dany Wambire vai reunir-se com agentes literários e editores de livros infanto-juvenis de alguns países, com o objectivo de divulgar o catálogo de obras infanto-juvenis da sua editora e adquirir direitos para publicação de obras do mesmo género em Moçambique.

Em Bolonha, além de comprar e vender direitos, Dany Wambire, que também é curador do principal festival literário para a camada infanto-juvenil em Moçambique, o Festival do Livro Infantil da Kulemba (FLIK), espera “colher experiências e estabelecer parcerias que agreguem valor acrescido” ao evento que se realiza anualmente na Cidade da Beira.

“A Feira do Livro Infantil de Bolonha é o maior evento literário dedicado ao público infanto-juvenil e fazer parte desta feira é uma oportunidade ímpar para aprender modos de pensar e fazer uma festa literária para crianças”, considerou Dany Wambire, citado no mesmo comunicado de imprensa.

Além da Feira do Livro Infantil de Bolonha, no mesmo período e na mesma cidade, serão realizadas duas actividades paralelas, designadamente, Bologna BookPlus (BBPlus), uma extensão dedicada à publicação comercial geral; e a Bologna Licensing Trade Fair/Kids (BLTF/Kids), um evento de licenciamento da BCBF para direitos subsidiários de marcas e propriedades para crianças, adolescentes e jovens adultos.

A participação de Dany Wambire na Feira do Livro Infantil de Bolonha conta com o apoio e a colaboração da Agência Italiana de Comércio, baseada em Maputo.

Dany Wambire nasceu em 1989. É mestre em Comunicação e licenciado em Ensino de História. É escritor e fundador da Editorial Fundza. “A adubada fecundidade e outros contos”, seu livro de estreia, foi distinguido com menção honrosa no Prémio Internacional José Luís Peixoto (2013). Também publicou “O curandeiro contratado pelo meu edil” (2015), “Quem Manda na Selva” (2016), “A mulher sobressalente” (2018), “O Toninho e a vaca letreira” (2020), e “A arte de pilar medos” (2024).

 

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