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O Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), inaugura, esta quarta-feira, a exposição fotográfica “Pieces of Me” , da artista afro-americana Nafeesah Allen.

Esta é a primeira exposição individual da artista, que oferece uma experiência visual e auditiva imersiva, criada para nos conectar a um nível mais profundo, um nível que transcende o físico e nos aproxima do “eu” mais elevado da pessoa captada na fotografia.

Para aprofundar ainda mais a conexão entre os retratos e os espectadores, uma lista de reprodução acompanha a exposição, criando uma trilha sonora para que possamos nos conectar de forma mais intensa e significativa com cada imagem.

Nafeesah Allen tenta justamente capturar e visualizar a essência da alma humana. Ao fazer isso, convida-nos a questionar o valor da vida humana e a profunda e inata conexão com a divindade.

O título desta exposição, “Pieces of Me”, é inspirado na icónica canção de DC Go Go “Pieces of Me” de Rare Essence com Ms Kim, que simboliza essa ideia de fragmentos de nós mesmos, de nossas experiências, sentimentos e essências sendo apresentados ao mundo.

O trabalho de Nafeesah Allen  explora a intersecção da herança pessoal e da experiência global, através da fotografia de meios mistos, reinterpretando culturas visuais, para elevar o retrato na vida quotidiana do Sul Global. Allen inspira-se em artistas do passado e do presente, incluindo Ricardo Rangel, Gordon Parks, Carrie Mae Weems e Naita Ussene, cujo trabalho capta a complexidade da vida quotidiana nos seus próprios contextos nacionais.

Através deste trabalho, Nafeesah Allen convida-nos a olhar para além da superfície e a reconhecer que, em cada ser humano, existe uma história, uma alma e uma conexão divina que é única e inesgotável. É uma jornada introspectiva e transcendental que, certamente, vai tocar a todos que tiverem a oportunidade de contemplá-la. A exposição estará patente na Galeria do CCMA até 08 de Maio de 2025.

 

QUEM É NAFEESAH ALLEN?

Nafeesah possui um doutoramento em Migração Forçada pela Universidade de Witwatersrand (Wits) em Joanesburgo, África do Sul. É pós-graduada em Folclore e Estudos Culturais pela Indira Gandhi National Open University (IGNOU) em Nova Deli, Índia. É também mestre em Assuntos Internacionais pela Universidade de Columbia e licenciada pelo Barnard College da Universidade de Columbia

Allen é fotógrafa investigadora-etnográfica, ao longo de sua carreira, percorreu diferentes terras e culturas, capturando momentos únicos entre 2005 e 2024. Suas lentes levaram-na a lugares como Angola, Etiópia, Cabo Verde, Moçambique, Porto Rico e Suriname, onde as histórias de cada um dos sujeitos foram eternizadas. Essas imagens, ricas em emoção e profundidade, não são meros retratos. Elas são representações da alma, daquilo que é invisível, mas que define o ser humano.

Inspirada pela experiência da “Grande Migração” dos seus antepassados, a artista honra a tradição afro-americana de contar histórias visuais, ao mesmo tempo que cria novas narrativas, que atravessam gerações e geografias. Sendo fotógrafa de terceira geração, Allen segue os passos do seu avô, Louis Allen Sr, um fotógrafo no exército e na marinha dos EUA. A paixão do avô pela captura de momentos efêmeros influencia profundamente esta exposição.

Na quarta-feira, a partir das 18 horas, a Fundação Fernando Leite Couto (FFLC), na Cidade de Maputo, vai inaugurar a exposição de pintura intitulada “Multiverso de sonhos e visões”, da artista plástica Manuela Madeira, com a curadoria de Yolanda Couto.

A individual de Manuela Madeira propõe a ideia de uma relação entre o “corpo” e os movimentos sócio-políticos para ultrapassar as barreiras que excluem os marginalizados das instituições de poder.

Para a Fundação Fernando Leite Couto, a artista Manuela Madeira também apresenta as mulheres como parte de um grupo unificado ou de indivíduos movidos por valores e interesses partilhados que são frequentemente afectados de forma desproporcionada durante as crises provocadas pelo homem.

Assim, na individual, momentos de fragilidade e determinação são retratados com apoio e empatia enquanto continuam os agentes que preservam, transmitem as suas tradições e conhecimentos ao longo de gerações.

“Com uma significativa propensão para o simbolismo e a metáfora, Manuela convida o espectador a embarcar numa odisseia visual onde a realidade e a metáfora convergem. Os sujeitos que habitam as telas não são meras figuras, são arquétipos, recipientes de emoções e portadores de histórias universais. Os rostos tornam-se espelhos que reflectem o espetro da experiência humana – a alegria, a tristeza, a saudade e a beleza inefável que emerge do jogo de luz e sombra”, pode-se ler na nota de imprensa da Fundação Fernando Leite Couto.

Numa mostra cuja cerimónia de abertura, nesta quarta-feira, 9 de Abril, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, contará com a presença da artista, apresentam-se figuras representam maioritariamente mulheres, supostamente outras, se não negras, talvez árabes, fora do enclausuramento do espaço doméstico.

“Libertas, as figuras, expressam uma interioridade manifesta em toda a latitude da tela e ocupam completamente a visão do horizonte – tal qual o cume de uma montanha inteira, – vaga de mar capturado – ou cordão de árvore florestal -, imagem condensada é arremessada da distância aos nossos cílios, e neles colados transmovem a longínqua vastidão do mundo, das cidades de gentes e ruas invisíveis em universos paralelos”, escreve a socióloga e escritora Aida Gomes, citada na nota de imprensa da Fundação Fernando Leite Couto.

Manuela Madeira é uma artista moçambicana radicada na Irlanda. Nascida a 55 anos, em Nampula, cidade onde cresceu e fez os seus estudos primários, mudou-se para Maputo, onde obteve o grau de licenciatura em História (1998) na Universidade Eduardo Mondlane, e o Mestrado em Antropologia Social (2022), na Universidade de Manchester, no Reino Unido.

Enquanto baseada na Irlanda, Manuela Madeira procurou desenvolver a sua técnica artística e o processo conceptual, completando um portefólio artístico no Coláiste Chathail Naofa in Dungarvan, Co. Waterford e um Mestrado em Arte e Processo no Crawford College of Art and Design na cidade Cork.

Exposições recentes da artista incluem uma colectiva no Museu Nacional da Civilização Egípcia (NMEC), no Cairo, Egipto, e exposições individuais na Galeria Ile22, Alemanha, Fundação Fernando Leite Couto (FFLC), Moçambique, Akazi!ATL, Atlanta, Geórgia, EUA. Manuela expôs também na Irlanda, Itália e Bélgica. É também membro do Mor Artist Collective Ireland e membro do Nua Collective e artista colaboradora da sua plataforma de exposições de artes visuais.

 

Há crianças exploradas sexualmente, além jovens em idades escolar que trabalham como “escravos” em troca de 25 mil meticais anuais nos corredores da “indústria furtiva” na província de Gaza. A informação foi avançada pelo administrador do parque nacional de Banhine. Instaurados no pais mais 800 processos dos quais 150 por crimes de caca furtiva e exploração ilegal.

Há exploração sexual infantil nos esquemas de caça furtiva na província de Gaza, sul de Moçambique. No ano passado foram resgatadas 5 raparigas, no interior do parque nacional de Banhine, mais a norte da província.

“Menores de 15 anos. Exatamente, na exploração infantil. Portanto, o crime de caça furtiva e o crime de exploração florestal ilegal, tem vários crimes conexos. Este ano ainda não desativamos. No ano passado tivemos mais de 5 ou 6 desses casos que libertamos lá, encontramos lá crianças menores a trabalhar”, avançou, Abel Nhabanga, Administrador do parque nacional de Banhine.

De acordo, com Abel Nhanbanga, o chamado “império furtivo” recruta, também, jovens para exploração florestal ilegal por um ordenado anual de 20 mil meticais.

“os trabalhos que eles fazem, é análogo à escravatura. E são só alimentados com farinha e feijão nhamba. Eles só conhecem a pessoa imediata. Muitas vezes, aqueles que levam lá os alimentos. Um ano, seis meses nos acampamentos de trabalho, sem nenhum salário. Só se recebe salário no final do ano” concluiu.

Ao longo do tracado do parque nacional de Banhine nos distritosde Mapai Chigubo, Mabalane a “mafia furtiva” que envolve atores internacionais, agentes do estado é alimentada e executada por nativos das 17 comunidades. Facto que coloca Banhine no ranking de quatro parques nacionais com mais casos registados, informou o Directorgeral da Administração Nacional das áreas de conservação ( ANAC.

“Gaza não é um dos cenários em que a gente pode dizer que é o mais crítico, mas é preciso perceber que temos a zona de fronteira com a África do Sul, e a África do Sul é um dos locais preferenciais por conta do crime que envolve a caça ilegal do rinoceronte”

Por sua vez, Abel Nhabanga fez que saber que no “Ano passado, tivemos cerca de 44 processos e 20 julgados e sentenciados, para penas que variam de 3 meses a 18 anos de prisão maior. E quem pratica isso, São pessoas que vêm de fora, que vêm se juntar às pessoas locais, aliciadas pelos estrangeiros”

Para sua linha de ataque a furtivos o “paraíso das avestruzes” aumentou de 30 para 71 fiscais, meios aéreos integrados a tecnologia de ponta, bem como, investimentos direcionados a projetos estruturantes na ordem de 300 milhões de meticais até 2027.

Com o aperto do cerco reduziu-se de mil para cem animais abatidos anualmente, nos últimos 10 anos, entretanto, as autoridades de tutela reconhecem que há ainda um longo percurso por percorrer para vencer a batalha,

Bartolomeu Soto, Director Regional Sul da Peace Park Foundation anunciou uma operação anual de 14 milhões de dólares que inclui formação, infraestrutura e repovoamento dos parques nacionais.

“E vamos trazer os animais que estão em excesso em Maputo e trazer aqui para o Parque Nacional do Banhine.Só podemos trazer duzentos, pois no ano seguinte vamos trazer o que pudermos até chegarmos a cerca de dois mil”

 

Entre 8 e 11 deste mês, a Cidade de Maputo recebe o prestigiado Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, um dos mais importantes eventos mundiais dedicados ao cinema de curta-metragem. A iniciativa representa um marco para a promoção da sétima arte em Moçambique e para o fortalecimento das ligações com o circuito cinematográfico internacional.

Integrado no projecto Films on Campus – Moçambique, organizado pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) com o apoio do Institut Français d’Afrique du Sud (IFAS), o evento contará com uma programação diversificada. Estão previstas exibições de curtas-metragens, oficinas formativas, debates e encontros profissionais, com a presença de Grégoire Rouchit, programador do Festival de Clermont-Ferrand.

O evento vai iniciar às 18 horas de terça-feira, com uma sessão especial no Auditório do CCFM, aberta ao público. Trata-se de uma mostra de Curtas Lusófonas do Festival de Clermont-Ferrand.

Na quarta-feira, o evento terá Oficinas Profissionais, bem como apresentação do Festival de Clermont-Ferrand, com Introdução à história e actividades do festival, abordando ferramentas como Shortfilmdepot e Shortfilmwire, e ainda o mercado do curta- metragem. A sessão explicará os mecanismos de distribuição e programação, destacando as oportunidades de integração em redes internacionais.

Entre 14h30 e 17h30, o público poderá acompanhar a Oficina de Programação de Curtas-Metragens, na qual os participantes aprenderão a construir programas adaptados a diferentes públicos e estruturas. A oficina abordará o desenvolvimento de competências em curadoria, o uso das ferramentas do festival e promoverá o intercâmbio entre agentes locais e Grégoire Rouchit. O público-alvo são profissionais do cinema (programadores, realizadores, produtores, instituições culturais e associações locais).

No dia 11 de Abril, 9h30 – 12h30, o Museu Mafalala recebe a Oficina sobre Educação para a Imagem Apresentação da metodologia e ferramentas do Festival de Clermont-Ferrand para a educação à imagem, com foco na adaptação desses recursos à realidade educativa moçambicana. Os participantes experimentarão exercícios práticos para fomentar a análise crítica dos filmes. O público-alvo são estudantes do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), equipa do KUGOMA, professores e mediadores.

Das 14h00 às 17h00, havera uma Jornada de Trabalho sobre Agência do Curta-Metragem e Valorização Patrimonial, sessão focada na experiência do Festival de Clermont-Ferrand na gestão de um centro de documentação/cinemateca, na actuação da Agência Francesa do Curta-Metragem na preservação e difusão do património audiovisual, e na apresentação do projecto “Cité du Court”. O encontro permitirá refinar as necessidades do projecto moçambicano, em colaboração com Diana Manhiça, Presidente da AAMCM 

A programação também inclui sessões itinerantes, entre 15 e 19 de Abril. O festival vai expandir-se para vários pontos da cidade, promovendo o acesso à cultura cinematográfica e incentivando o envolvimento das comunidades locais. O Bairro da Polana Caniço, a Casa de Vidro (Macaneta) também serão escalados.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand é uma referência mundial para o cinema independente, revelando novos talentos e promovendo um olhar crítico sobre a sociedade através da arte cinematográfica. A sua vinda a Moçambique é uma oportunidade para cineastas e o público em geral descobrirem obras inovadoras e fortalecerem laços com o cenário internacional do cinema.

 

Na verdade, “Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é o título do livro de contos de autoria de 14 escritoras moçambicanas, editado pela Catalogus, com apoio da Embaixada da Espanha em Moçambique.

A obra literária será lançada no dia 10 deste mês às 17h30, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na Cidade de Maputo.

“Em cada um dos 14 contos que compõem esta colectânea, é possível sentir a voz singular das personagens, a sensibilidade e a força das autoras, que, por meio da palavra, deixam uma marca indelével na literatura moçambicana. As autoras não se limitam a narrar histórias, revelam, com destreza e coragem, a resiliência, a luta e o poder da escrita para fazer um retrato da sociedade, os dramas existenciais e as aflições do quotidiano”, adianta a nota de imprensa da organização.

A Catalogus, ao reunir escritoras, na sua maioria ainda sem livro publicado, pretende contribuir para que as mulheres possam ocupar o espaço cultural, constituído com o melhor do seu talento. “A palavra torna-se, então, o fio condutor que transforma o ideal, o caótico, o bruto e o suave em uma realidade tangível e imortal. Cada página de “Todas as Coisas Visíveis” ressoa como um manifesto, uma declaração de resistência, e uma celebração das mulheres que, com suas narrativas, constroem um mundo novo e vibrante”.

“Todas as Coisas Visíveis – Antologia de Mulheres em Prosa” é um complemento da oficina de escrita criativa “A vez das mulheres”, realizada pela Catalogus, em conjunto com a Embaixada da Espanha, tendo contado com a orientação da editora e escritora Teresa Noronha, do escritor Lucílio Manjate e do poeta Álvaro Taruma, em Setembro de 2024.

As autoras que fazem parte de “Todas as Coisas Visíveis” sao: Anastácia Sigodo, Anchura Mires, Carina Mulieca, Deizy Joane, Edna Tuaira Aníbal, Edna Matavel, Felismina Guetsa, Jade Ferreira, Julieta Panguene, Happy Taimo, Fernanda da Lena Hermano, Iraneta Campos, Natércia Chicane e Sonisa Bavá.

O escritor e docente universitário, Lucílio Manjate, vai apresentar a obra, numa noite que será também feita de conversa com as autoras, com mediação da actriz e apresentadora Anabela Adrianopoulos.

 

 

O cantor moçambicano de reggae, Ras Soto, foi seleccionado para participar no “Beyond Music Vol. 4”, um álbum que reúne 20 faixas com temas de mudança social e que será lançado ainda este ano.

Uma nota de imprensa sobre o tema avança que, ano passado, a Beyond Music lançou o ‘Beyond Music Social Change Award’, um concurso que recebeu um total de 199 inscrições de músicas. Dentre as quais 20 foram escolhidas para fazer parte do próximo álbum.

Assim,  depois de uma colaboração com a cantora ganense Kim Maurin e o produtor nigeriano VML, a música ‘More Love’, de Ras Soto foi seleccionada para o projecto, destacando-se pela sua mensagem poderosa e compromisso com questões sociais urgentes.

“É uma honra ser parte deste projecto e receber este reconhecimento. A música tem o poder de transformar e fazer a diferença, e estamos animados para levar nossa mensagem adiante através do ‘More Love’”, afirma Ras Soto, citando na nota de imprensa. 

Cada um dos artistas envolvidos no projecto também foi premiado com 1.000 dólares (cerca de 64 mil meticais). O álbum contará com a participação de renomados artistas e jurados, como Angélique Kidjo, Pheelz e Wiyaala, que levam ainda mais prestígio ao projecto.

A Beyond Music continua a ser uma plataforma para a promoção de vozes diversas e a criação de um impacto positivo no mundo através da música.

O lançamento do ‘Beyond Music Vol. 4’ promete ser um marco na união de artistas e na luta por um mundo melhor.

Refira-se que a Beyond Music é uma Organização Não-Governamental (ONG) sediada na Suíça, co-fundada pela icónica Tina Turner, que visa unir artistas de todo o mundo para colaborar na criação de músicas que promovem mudanças sociais significativas.

 

Em homenagem ao dia 7 de Abril, dia da mulher moçambicana, o Instituto Guimarães Rosa em Maputo Incluiu na programação do mês de Abril a exposição de artes plásticas “Elas aqui e agora”, das artistas moçambicanas, Albertina, Camila de Sousa, Chica Sales, Emília Duarte, Lourdes Silva, Reinata Sadimba, Rita Macarala, São Paixão, Suzy Bila, Tereza Rosa D´Oliveira e Tesha.

A exposição é constituída por pinturas, cerâmicas, desenhos, fotografias de obras selecionadas do acervo de arte do Instituto Guimarães Rosa-Maputo.

A exposição será aberta ao público de 08 de Abril a 14 de Junho de 2025, na galeria Portinari do Instituto Guimarães Rosa em Maputo e pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 10 às 18 horas.  

 

Nesta sexta-feira, pelas 10h30, será apresentado aos leitores o livro “Os três corações de Ndawina”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e ilustrado por Maurício Negro, integrada na Semana da Leitura. 

A apresentação foi preparada pelos alunos do quarto ano da Escola Portuguesa de Moçambique,  com o professor Pedro Camarinha, e terá como destinatários todos os alunos do quarto ano daquela instituição, bem como os alunos da Escola Portuguesa de Moçambique – polo da Beira e Escola Portuguesa de Cabo Verde, que assistirão à distância. 

“Ndawina, a menina que descobre a magia de um livro em “Porque é um livro mágico” volta a encantar-nos ao descobrir os dilemas que teria de enfrentar se fosse como um polvo e tivesse três corações. Um texto que se lê com um sorriso sempre presente e um livro que se desfruta pela combinação do enredo e das imagens belíssimas de Maurício Negro”, adianta a nota de imprensa da Escola Portuguesa. 

Pedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. É professor e investigador em Ciências Políticas. Escreve poesia, contos, ensaios, relatos de viagem e autor de um romance. Escreveu vários livros para o público infanto-juvenil, vários dos quais editados pela EPM-CELP. Tem vários prémios literários e foi finalista do Prémio Oceanos. Realiza um importante trabalho na divulgação da literatura e dirige a editora Gala Gala.

 Maurício Negro nasceu em São Paulo, Brasil, em 1968. Além de ilustrador, é escritor, designer, investigador, curador e gestor cultural. Ilustrou dezenas de títulos brasileiros e africanos e tem muitas obras de autoria afro-brasileira. É defensor das causas do ambiente e das minorias étnicas. Tem inúmeros prémios de todo o mundo no seu currículo e muitos dos livros por si ilustrados têm o selo do Clube de Leitura ODS.  

A Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, acolhe, Sexta-feira, às 20h, o espectáculo multidisciplinar “Só Elas”, da cantora e compositora Tchakaze. 

Acompanhada por uma banda feminina que dá nome ao projecto, Só Elas, a performance contará com a participação especial de Delta Acácio, Kayena Xihiwa e Sizaquel Matlombe na música, Dorcas Tamele e Cecília Rodrigues na poesia, Dina Francisco na dança, e Juliana de Sousa como Mestre de Cerimonia.

Para o Franco, focada em destacar o talento e a expressão artística feminina, em “Só Elas” Tchakaze promove o autoconhecimento e incentiva uma maior participação das mulheres no panorama cultural e social, reforçando a sua presença no mercado das artes e da cultura. 

A iniciativa baseia-se na ideia de que o empoderamento, a motivação e a inspiração transformam o indivíduo num agente activo, colocando a mulher no centro desse processo. Ao longo deste percurso, ganha autonomia para enfrentar barreiras e desafios, como a violência doméstica, enquanto desenvolve o autocuidado físico e mental e a sua expressão criativa.

Tchakaze, 34 anos de idade, natural de Maputo, é uma artista multifacetada: cantora, actriz, compositora, coreógrafa e activista social.

Formada em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, iniciou a sua carreira artística aos 17 anos, quando subiu ao palco pela primeira vez como corista do músico Penny Penny, na companhia das irmãs Belita e Domingas, e também como integrante da banda Omba Mô.

Em 2014, Tchakaze gravou as canções Nkata e Donguissa, que se tornaram grandes sucessos. Ao longo da sua carreira, recebeu diversos prémios, incluindo Artista Revelação e Melhor Voz no Ngoma Moçambique, e Melhor Canção pela 99FM. Ganhou grande destaque através do programa Super Tardes da STV, mas já se destacava antes como bailarina do grupo sénior Maxaqueninha e actriz em várias peças teatrais.

Com um estilo que mistura Pop e Soul com influências tradicionais, já partilhou o palco com grandes artistas nacionais e internacionais, como Penny Penny, Zahara, Nomcebo, Aniano Tamele, Yolanda Kakana e Deltino Guerreiro.

Com 10 anos de carreira, Tchakaze lançou um álbum e vários singles, disponíveis tanto em formato físico quanto digital. Actuou em festivais internacionais em Macau, África do Sul e eSwatini, e realiza apresentações em eventos de diferentes dimensões, desde festivais a celebrações privadas. Recentemente, integrou o elenco da série A Infiltrada, do grupo Multichoice, no papel de Janete.

“So elas” vai encerrar o programa de actividades do Mês dos Direitos da Mulher, uma iniciativa promovida pela Embaixada de França em Moçambique. 

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