O País – A verdade como notícia

O cantor moçambicano de reggae, Ras Soto, foi seleccionado para participar no “Beyond Music Vol. 4”, um álbum que reúne 20 faixas com temas de mudança social e que será lançado ainda este ano.

Uma nota de imprensa sobre o tema avança que, ano passado, a Beyond Music lançou o ‘Beyond Music Social Change Award’, um concurso que recebeu um total de 199 inscrições de músicas. Dentre as quais 20 foram escolhidas para fazer parte do próximo álbum.

Assim,  depois de uma colaboração com a cantora ganense Kim Maurin e o produtor nigeriano VML, a música ‘More Love’, de Ras Soto foi seleccionada para o projecto, destacando-se pela sua mensagem poderosa e compromisso com questões sociais urgentes.

“É uma honra ser parte deste projecto e receber este reconhecimento. A música tem o poder de transformar e fazer a diferença, e estamos animados para levar nossa mensagem adiante através do ‘More Love’”, afirma Ras Soto, citando na nota de imprensa. 

Cada um dos artistas envolvidos no projecto também foi premiado com 1.000 dólares (cerca de 64 mil meticais). O álbum contará com a participação de renomados artistas e jurados, como Angélique Kidjo, Pheelz e Wiyaala, que levam ainda mais prestígio ao projecto.

A Beyond Music continua a ser uma plataforma para a promoção de vozes diversas e a criação de um impacto positivo no mundo através da música.

O lançamento do ‘Beyond Music Vol. 4’ promete ser um marco na união de artistas e na luta por um mundo melhor.

Refira-se que a Beyond Music é uma Organização Não-Governamental (ONG) sediada na Suíça, co-fundada pela icónica Tina Turner, que visa unir artistas de todo o mundo para colaborar na criação de músicas que promovem mudanças sociais significativas.

 

Em homenagem ao dia 7 de Abril, dia da mulher moçambicana, o Instituto Guimarães Rosa em Maputo Incluiu na programação do mês de Abril a exposição de artes plásticas “Elas aqui e agora”, das artistas moçambicanas, Albertina, Camila de Sousa, Chica Sales, Emília Duarte, Lourdes Silva, Reinata Sadimba, Rita Macarala, São Paixão, Suzy Bila, Tereza Rosa D´Oliveira e Tesha.

A exposição é constituída por pinturas, cerâmicas, desenhos, fotografias de obras selecionadas do acervo de arte do Instituto Guimarães Rosa-Maputo.

A exposição será aberta ao público de 08 de Abril a 14 de Junho de 2025, na galeria Portinari do Instituto Guimarães Rosa em Maputo e pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 10 às 18 horas.  

 

Nesta sexta-feira, pelas 10h30, será apresentado aos leitores o livro “Os três corações de Ndawina”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e ilustrado por Maurício Negro, integrada na Semana da Leitura. 

A apresentação foi preparada pelos alunos do quarto ano da Escola Portuguesa de Moçambique,  com o professor Pedro Camarinha, e terá como destinatários todos os alunos do quarto ano daquela instituição, bem como os alunos da Escola Portuguesa de Moçambique – polo da Beira e Escola Portuguesa de Cabo Verde, que assistirão à distância. 

“Ndawina, a menina que descobre a magia de um livro em “Porque é um livro mágico” volta a encantar-nos ao descobrir os dilemas que teria de enfrentar se fosse como um polvo e tivesse três corações. Um texto que se lê com um sorriso sempre presente e um livro que se desfruta pela combinação do enredo e das imagens belíssimas de Maurício Negro”, adianta a nota de imprensa da Escola Portuguesa. 

Pedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. É professor e investigador em Ciências Políticas. Escreve poesia, contos, ensaios, relatos de viagem e autor de um romance. Escreveu vários livros para o público infanto-juvenil, vários dos quais editados pela EPM-CELP. Tem vários prémios literários e foi finalista do Prémio Oceanos. Realiza um importante trabalho na divulgação da literatura e dirige a editora Gala Gala.

 Maurício Negro nasceu em São Paulo, Brasil, em 1968. Além de ilustrador, é escritor, designer, investigador, curador e gestor cultural. Ilustrou dezenas de títulos brasileiros e africanos e tem muitas obras de autoria afro-brasileira. É defensor das causas do ambiente e das minorias étnicas. Tem inúmeros prémios de todo o mundo no seu currículo e muitos dos livros por si ilustrados têm o selo do Clube de Leitura ODS.  

A Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, acolhe, Sexta-feira, às 20h, o espectáculo multidisciplinar “Só Elas”, da cantora e compositora Tchakaze. 

Acompanhada por uma banda feminina que dá nome ao projecto, Só Elas, a performance contará com a participação especial de Delta Acácio, Kayena Xihiwa e Sizaquel Matlombe na música, Dorcas Tamele e Cecília Rodrigues na poesia, Dina Francisco na dança, e Juliana de Sousa como Mestre de Cerimonia.

Para o Franco, focada em destacar o talento e a expressão artística feminina, em “Só Elas” Tchakaze promove o autoconhecimento e incentiva uma maior participação das mulheres no panorama cultural e social, reforçando a sua presença no mercado das artes e da cultura. 

A iniciativa baseia-se na ideia de que o empoderamento, a motivação e a inspiração transformam o indivíduo num agente activo, colocando a mulher no centro desse processo. Ao longo deste percurso, ganha autonomia para enfrentar barreiras e desafios, como a violência doméstica, enquanto desenvolve o autocuidado físico e mental e a sua expressão criativa.

Tchakaze, 34 anos de idade, natural de Maputo, é uma artista multifacetada: cantora, actriz, compositora, coreógrafa e activista social.

Formada em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, iniciou a sua carreira artística aos 17 anos, quando subiu ao palco pela primeira vez como corista do músico Penny Penny, na companhia das irmãs Belita e Domingas, e também como integrante da banda Omba Mô.

Em 2014, Tchakaze gravou as canções Nkata e Donguissa, que se tornaram grandes sucessos. Ao longo da sua carreira, recebeu diversos prémios, incluindo Artista Revelação e Melhor Voz no Ngoma Moçambique, e Melhor Canção pela 99FM. Ganhou grande destaque através do programa Super Tardes da STV, mas já se destacava antes como bailarina do grupo sénior Maxaqueninha e actriz em várias peças teatrais.

Com um estilo que mistura Pop e Soul com influências tradicionais, já partilhou o palco com grandes artistas nacionais e internacionais, como Penny Penny, Zahara, Nomcebo, Aniano Tamele, Yolanda Kakana e Deltino Guerreiro.

Com 10 anos de carreira, Tchakaze lançou um álbum e vários singles, disponíveis tanto em formato físico quanto digital. Actuou em festivais internacionais em Macau, África do Sul e eSwatini, e realiza apresentações em eventos de diferentes dimensões, desde festivais a celebrações privadas. Recentemente, integrou o elenco da série A Infiltrada, do grupo Multichoice, no papel de Janete.

“So elas” vai encerrar o programa de actividades do Mês dos Direitos da Mulher, uma iniciativa promovida pela Embaixada de França em Moçambique. 

O autor Liodêngua vai estreia-se em livro com “Lamúrias Para o Meu Amor”, chancelado 

pela Mapeta Editora. O lançamento do  livro está agendado para a cidade da Beira, dia 10 de Abril, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas. 

“Lamúrias Para o Meu Amor” é uma colectânea de poemas que aborda a violência baseada no género. Através de versos que expõem cicatrizes invisíveis e gritos sufocados, a obra literária mergulha na intimidade das vítimas, denunciando a brutalidade do silêncio imposto e a urgência de mudança.

Liodêngua é pseudónimo de Virgílio Teixeira Dêngua, nascido a 15 de Fevereiro de 1993, na cidade de Nampula. O autor iniciou a sua carreira artística muito cedo, ainda petiz, inspirado por seus irmãos. É escritor, artista plástico, artista gráfico, retratista, requalificador urbano, jornalista cultural e profissional de informática.

Luís Taiado Vasco Jone é Mestre em Gestão de Média Digital pela Universidade Eduardo Mondlane e Licenciado em História com Habilitação em Geografia pela Universidade Pedagógica. A sua carreira abrange comunicação, jornalismo, radiodifusão e produção multimédia, destacando-se em projectos de impacto social.

A apresentação estará a cargo do comunicólogo Luís Taiado.

 

Paulina Chiziane defende que a mulher deve voltar às raízes de modo a resgatar a identidade moçambicana. A escritora critica o excesso de uso de cabelos importados e considera importante exaltar a cultura.

Na palestra realizada na Universidade Pedagogica de Maputo, Paulina Chiziane foi directa e categórica ao criticar o que considera “auto colonização da mulher”, que se verifica de forma crescente, nos últimos tempos.  

“Eu não sei se estamos a evoluir, nem para onde vamos nós mulheres. As mulheres de hoje desprezam-se. Comprar cabelos e pôr na cabeça, porque? Eu também comprava cabelos, até descobrir a história do meu próprio corpo … e percebi que quando faço essas coisas, estou a colonizar-me, a mim mesma…África tem valores para dar”, explicou Paulina Chiziane. 

De mulher para mulheres, a escritora explicou que tal facto coloca em causa a verdadeira essência cultural da mulher moçambicana e a História.

“O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”.   

Na palestra subordinada ao tema “Educação da Mulher em Moçambique”, Paulina Chiziane interagiu com as participantes. 

A autora de Balada de amor ao vento entende, igualmente, que a mulher deve contribuir, por meio da academia, para que a História do país seja bem escrita, de modo a que a identidade não se perca. 

“Podemos juntos fazer este juramento, dizendo que com o conhecimento recebido na universidade, iremos mostrar ao mundo que a mulher tem história”.

Paulina Chiziane dirigiu a palestra no âmbito do Dia da Mulher Moçambicana, que se assinala na próxima segunda-feira.

A Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) acolhe, esta quarta-feira, pelas 11:30 horas, uma palestra subordinada ao tema: “Educação da Mulher em Moçambique: ontem, hoje e amanhã”, que será orientada pela escritora e Doutora Honoris Causa Paulina Chiziane.

O acto que decorrerá no anfiteatro Paulus Gerdes, Campus Universitário de Lhanguene, enquadra-se nas celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril, e tem como objectivo enaltecer o seu papel no desenvolvimento social e económico do país.

Na mesma ocasião, para assinalar a efeméride, serão desenvolvidas actividades recreativas, feira de saúde e gastronómica.

Paulina Chiziane recebeu o título de Doutora Honoris, em 2022, perante académicos da Universidade Pedagógica de Maputo, estudantes, escritores e vários convidados da Universidade Pedagógica de Maputo.

A escritora foi laureada pelos seus feitos nas pesquisas literárias. Na altura, Paulina Chiziane defendeu que Moçambique pode perder a liberdade e voltar a ser colonizado. A escritora entende que o país precisa despertar, produzir o seu próprio conhecimento e deixar de depender dos outros.

Paulina Chiziane é uma escritora que se dedica a friccionar as causas e os dramas da mulher moçambicana, nos seus romances. Exemplo disso são os livros “Balada de amor ao vento”, “Niketche” e “O sétimo juramento”.

“Mundlerere” é o título do espetáculo de dança de Francisca Mirine e Paulo Inácio, com o acompanhamento musical de Thobile Makhoyane, que será apresentado ao público no Espaço Cultural 16NetO, na Cidade de Maputo, nesta quarta e quinta-feira, a partir das 19 horas. 

De acordo com a nota de imprensa do Espaço Cultural 16NetO, “Mundlerere” é uma expressão que pode ser interpretada como uma metáfora para os desafios e incertezas da vida. A expressão evoca a ideia de um jogo de sorte ou azar, no qual decisões e acontecimentos são imprevisíveis e, muitas vezes, estão além do controlo humano.

“Na essência de “Mundlerere”, está a noção de que a vida é repleta de dualidades e escolhas que moldam o nosso destino. Assim como uma moeda lançada ao ar, a vida pode cair em diferentes faces — ora favoráveis, ora desfavoráveis. A metáfora da moeda também sugere que as decisões são frequentemente binárias, obrigando-nos a escolher entre duas alternativas, sem nunca termos certeza do resultado”, avança a nota de imprensa da organização.

Ainda no mesmo documento, pode-se ler que a reflexão convida o espectador a encarar a vida com humildade e aceitação, reconhecendo que não se pode controlar todas as variáveis ou prever o futuro.

“Mundlerere” propõe um equilíbrio entre perseverança e resignação, entre tomar decisões conscientes e lidar com as consequências inevitáveis.

SOBRE OS AUTORES

Francisca Pedro Mirine, moçambicana de 26 anos de idade, nasceu a 24 de Outubro de 1997. Bailarina, acrobata, intérprete e criadora de coreografias e projectos, actua como freelancer. Iniciou a sua carreira artística na Companhia Municipal de Canto e Dança da Matola, onde aprendeu dança tradicional, e, posteriormente, expandiu os seus conhecimentos para outras modalidades, como dança contemporânea e acrobacia circense, através da Associação Cultural Mono.

Ao longo da sua trajectória, trabalhou e continua a colaborar com coreógrafos nacionais e estrangeiros, tendo participado em diversos workshops de dança para fortalecer a sua formação artística e profissionalizar-se na área. Em 2020, participou no Programa Procultura, uma residência financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, realizada em Kampala e Gulu, Uganda. Em 2022, apresentou a sua peça” Reflexos” na Primeira Mostra ProCultura, em Cabo Verde. No ano seguinte, integrou a peça “Vozes”, da coreógrafa Janethe Mulapa, na Ilha da Reunião, e também a peça “Wanste”, de Edna Jaime, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Em 2024, voltou a apresentar “Vozes” no Festival Massa e iniciou uma residência artística na Cité des Arts, em parceria com o Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Saint-Denis, França, de 9 de Setembro a 5 de Outubro.

Além disso, participou no programa Umoja, um projecto internacional que reuniu artistas da Noruega, Zimbabwe, Quénia e África do Sul, entre 2013 e 2014. Na sua experiência coreográfica, colaborou em várias peças, entre as quais “Guiana”, de Luís Filipe (2011, Moçambique), “Peça de Circo Acrobático”, de Hurient Niaje (2018, Noruega), “Eva”, de Didier Botiana (2018, Moçambique), além de trabalhos com Emily Trusdag e Sonia (2018, Noruega). Em Moçambique, participou em “Motus Corpos e Gyme do Povo”, de Lulu Sala (2019), “Makandene”, de Carlos (2021), “Vozes” de Janethe Mulapa (2023, Ilha da Reunião), e “Wanste” de Edna Jaime (2023). Também colaborou com Hermínio Nhatumbo ao longo da sua carreira.

Paulo Inácio é um bailarino profissional especializado em danças tradicionais moçambicanas e africanas. Com uma sólida formação a partir de seu treinamento inicial em um centro comunitário, em seguida, e na companhia de dança.  

Actualmente, é membro integral da prestigiada Associação Cultural Hodi e Afroswing, onde actua  como bailarino sénior e professor de dança infantil.

A paixão de Paulo pela dança o impulsiona a estar constantemente em movimento, apresentando, ensinando e desenvolvendo as suas habilidades. Recebeu um treinamento de coreógrafos nacionais e  estrangeiros renomados, incluindo Janeth Mulapha, Panaibra Gabriel, Lulu Sala, Ídio Chichava,  Horácio Macuácua, Stephen Bon Garçon e Pak Ndjamena. 

O artista foi seleccionado para fazer parte do projecto “Theka“, criado por Horácio Macuácua e Ídio Chichava. O projecto apresentou o seu talento em festivais renomados, como o Festival  Theaterformen na Alemanha, Costa do Marfim e o Festival Kinaniem Maputo.  

Paulo continua a ministrar aulas online sobre danças africanas e desenvolve  activamente as suas próprias coreografias solo. Está a colabor com Edna Jaime em projectos criativos.

Thobile Makhoyane Magagula é uma artista multifacetada originária do Reino de eSwatini. Fundindo vocais hipnotizantes com instrumentos tradicionais como o makhoyane e o sitolotolo. Criou um estilo único que se denomina “DloziRock”.

Ao longo da sua carreira, Thobile co-fundou o duo musical Spirits Indigenous e o colectivo feminino SheKings. Participou ainda de diversas colaborações e projectos, incluindo TP 50, FunkRiot e TemaSwati, além de ter contribuído com músicas para filmes e documentários premiados, como “Mabatabata” e “Resgate”, de Moçambique.

A artista já se apresentou em palcos renomados como o Festival Bushfire, Festival AZGO e o Festival de Artes de Soweto, além de outros eventos na eSwatini,, Moçambique e África do Sul.

Entre 11 de Abril e 12 de Maio, estarão abertas as inscrições para a terceira edição do Prémio Literário Mia Couto, uma iniciativa da Cornelder de Moçambique (CdM), em parceria com a Associação Kulemba, que visa premiar as melhores obras literárias de autores moçambicanos.

Segundo um comunicado de imprensa sobre o concurso, para esta terceira edição, serão elegíveis obras literárias publicadas entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024, na categoria de romance. 

As obras submetidas serão avaliadas por um júri especializado e idóneo, com base em critérios como originalidade, qualidade literária e relevância cultural.

Desde a sua primeira edição, o Prémio Literário Mia Couto já laureou importantes obras da literatura moçambicana, como “No verso da cicatriz”, de Bento Baloi; “Pétalas negras ou a sombra do inanimado”, de Belmiro Mouzinho; e “Estórias trazidas pela ventania”, de Adelino Albano Luís. 

Nas duas edições anteriores, cada um dos vencedores recebeu um valor monetário na ordem de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais).

Diferentemente das edições anteriores, entretanto, nesta terceira, as inscrições serão realizadas de forma online, directamente no site da Associação Kulemba. 

O concurso é aberto a todos os autores moçambicanos, com obras publicadas no período elegível. O regulamento do prémio pode ser consultado no site da Associação Kulemba. 

+ LIDAS

Siga nos