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O País – A verdade como notícia

Mais de 1 milhão de palestinos deslocados na Faixa de Gaza enfrentam dificuldades para obter alimentos e água. Restrições de entrada de alimentos na zona de conflitos agrava a situação.

Os relatórios mais recentes da Organização das Nações Unidas revelam que cerca de 1,4 milhão de pessoas, o mesmo que 67% da população da Faixa de Gaza, enfrenta insegurança alimentar, por não ter uma refeição básica por dia.

De acordo com a organização, cerca de 10% da população está à beira da fome, o que eleva a gravidade da crise humanitária em toda a Faixa de Gaza.

Muitas famílias deslocadas na região vivem em tendas improvisadas e dependem inteiramente de distribuições esporádicas de alimentos.

Grupos de ajuda humanitária reduziram recentemente a distribuição de refeições devido à escassez de recursos e às restrições nos corredores de abastecimento.

Para já, as autoridades municipais da Faixa de Gaza alertaram para um colapso iminente do sistema de abastecimento de água devido à falta de combustível e óleo, informando que apenas 40 dos cerca de 700 geradores receberam óleo.

O escritor moçambicano Miguel Luís lançou ontem, na cidade de Maputo, o livro “A Terra Ainda Está Zangada”. A obra retrata o drama da exploração dos recursos minerais e a luta das comunidades pelos benefícios da sua terra.

Em 25 capítulos, Miguel Luís percorre os rios Pungué e Revue, nas províncias de Sofala e Manica. Em 170 páginas, o escritor aborda o drama da exploração desenfreada dos recursos naturais, a injustiça e a luta das comunidades pelos benefícios da sua terra.

Na história do livro, Miguel Luís convida o país a uma reflexão sobre a sua estabilidade, segurança e as suas consequências, sobretudo para a juventude.

“A Terra Ainda Está Zangada” é um romance lançado esta quinta-feira, na capital moçambicana, depois de dois lançamentos na Beira e em Chimoio.

Até Novembro deste ano, o escritor prevê disponibilizar o livro em Portugal, país europeu onde reside e trabalha há 10 anos.

Depois de 13 anos de sucesso no desporto motorizado, marcado por várias conquistas do pódio no Campeonato de Karting CKA e nas corridas de velocidade pela equipa da Fivestar Óptica Racing, a dupla de irmãos Jeffrey e Carmo Novela Jr teve uma despedida gloriosa das pistas Nacionais no ATCM.

Os talentosos pilotos da Fivestar Óptica Racing #05 e #55 vão abrir uma nova página académica na Europa, mais com o desporto motorizado e o ATCM que os formou como pilotos na academia de Karting Cristiano Morgado no coração. A despedida dos emblemáticos pilotos Jeffrey e Carmo Novela Jr das pistas Nacionais, ocorreu com sucesso na 4ª prova do Troféu ATCM realizada com sucesso no Autódromo Internacional de Maputo.

Em pista, os dois pilotos representaram muito bem a Fivestar Óptica Racing nos carros #05 e #55. Na disputa das quatro (4) mangas, Jeffrey Novela conquistou o pódio com sucesso e superou a forte concorrência dos seus adversários directos nomeadamente: os pilotos Nico Banze da Fivestar Racing #50 que terminou a corrida em 3º. lugar e Rui Vilela da Blutech Racing Team #99 que conquistou o 2.º lugar na geral. 

Com esta vitória conquistada por Jeffrey Novela, a Fivestar Óptica Racing #05 deu um passo importante na luta pela conquista do título na presente época. Entretanto, com a saída dos dois (2) pilotos do País para Europa onde vão dar seguimento a formação académica, a equipa promete dar continuidade ao legado deixado pelos dois pilotos internacionais moçambicanos no desporto motorizado e no ATCM, a catedral do roncar dos motores no País.

Refira-se que a próxima corrida do Troféu ATCM a 5.º do único Campeonato de velocidade de Moçambique organizado e promovido pelo ATCM membro da FIA está agendada para 26 de Setembro no Autódromo Internacional de Maputo.

A Fundação para Conservação da Biodiversidade não vê problema com o desenvolvimento de estudos de prospecção de hidrocarbonetos ao longo da costa da província de Inhambane.  Para a Biofound a conservação só faz sentido se beneficiar as comunidades.

Há quatro meses, activistas e comunidades locais da Província de Inhambane contestaram a realização de estudos de prospecção de hidrocarbonetos na costa da província, alegando que tais projectos colocam em causa a conservação no Arquipélago do Bazaruto.

“Nós trabalhamos em conservação, e pensamos que a conservação não pode ser impedimento ao desenvolvimento”, respondeu Samir Magane Gestor do Programa de Conservação da Biodiversidade da Fundação Para Conservação da Biodiversidade, uma das maiores organizações nacionais de apoio à conservação da diversidade biológica.

Segundo a fonte,  “é preciso conciliar desenvolvimento e conservação, assim, o que penso e é importante é que se façam estudos apropriados, para ver os impactos, e com base nisso, tomar-se  decisões estratégicas que esteja ao serviço do povo moçambicano”

Samir Magane do Biofund foi entrevista no contexto da apresentação de resultados do programa de conservação da biodiversidade.  Um dos maiores marcos do programa foi a realização de censo dos elefantes. 

“Conseguimos reforçar a capacidade e o desempenho de algumas áreas de conservação, mas temos consciência que o trabalho não está terminado.” Concluiu

O programa financiado pela Suécia tinha duração prevista para cinco anos, mas foi encurtado para três, no âmbito do encerramento da cooperação bilateral para o desenvolvimento do país nordico.

“A Suécia vai continuar em Moçambique, a embaixada vai permanecer e alguns programas de igual modo vão permanecer, mas de forma reduzida. Por exemplo, os programas de apoio humanitário à província de Cabo Delgado, vitimas de terrorismo e deslocados; cooperação no sector de energia, mas tambem na pesquisa com a Universidade Eduardo Mandelano. Estamos em processo de transição da nossa cooperação com Moçambique, mas vamos continuar em Moçambique efetivamente”,  explicou Héric Manuel da Embaixada da Suécia.

Este não é o primeiro programa da Biofund que encerra. Na próxima terça-feira feira está marcado o fim, na Cidade da Beira, do Programa para Liderança para a Conservação de Moçambique, que ofereceu pouco mais de 350 estágios ligados  à conservação da natureza

A actriz brasileira Laura Cardoso morreu esta terça-feira, aos 98 anos, em São Paulo. A morte foi confirmada pela família nas redes sociais. Com mais de oito décadas de carreira, a artista tornou-se uma das figuras mais importantes da dramaturgia brasileira, com passagens pelo rádio, teatro, cinema e televisão.

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, a 13 de Setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, Laura Cardoso era filha de imigrantes portugueses. Desde criança demonstrava interesse pela representação. Aos seis anos, costumava fantasiar-se com uma amiga e encenar histórias na rua.

Aos 15 anos, decidiu transformar a paixão pela representação em profissão. Em 1942, iniciou a carreira em radionovelas na Rádio Cosmos, em São Paulo.

Pioneira da televisão brasileira

Laura Cardoso chegou à televisão nos primeiros anos de expansão do meio no Brasil. Em 1952, estreou no programa Tribunal do Coração, da recém-inaugurada TV Tupi.

Ao longo das décadas seguintes, passou por várias emissoras, entre as quais Tupi, Record, Excelsior, Bandeirantes e Cultura, participando em teleteatros e novelas durante o período de consolidação da televisão brasileira.

Entre os trabalhos desta fase destacam-se Um Lugar ao Sol, de 1959, e Ídolo de Pano, de 1975.

Paralelamente à televisão, manteve uma carreira sólida no teatro. Em 1990, recebeu o Prémio Shell de Melhor Actriz pela peça Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu. Três anos depois, voltou a conquistar o mesmo prémio pela actuação em Vereda da Salvação.

Mais de 60 novelas na Globo

Em 1981, Laura Cardoso estreou-se na Globo, convidada pelo director Daniel Filho. O primeiro trabalho na emissora foi a novela Brilhante, de Gilberto Braga, na qual interpretou Alda Sampaio, mãe da protagonista Luiza, personagem vivida por Vera Fischer.

Na Globo, a actriz participou em mais de 60 novelas e construiu uma das carreiras mais extensas da história da televisão brasileira.

Entre as produções em que participou destacam-se Pão-Pão, Beijo-Beijo (1983), Livre para Voar (1984) e Fera Radical (1988), todas de autoria de Walther Negrão, com quem manteve uma parceria recorrente ao longo da carreira.

Nos anos 1990, consolidou a sua presença em produções que se tornaram clássicos da televisão brasileira, como Rainha da Sucata (1990), Felicidade (1991), Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), Irmãos Coragem (1995) e Explode Coração (1995).

Em Mulheres de Areia, interpretou Isaura, mãe das gémeas Raquel e Ruth, personagens interpretadas por Gloria Pires. Já em A Viagem, deu vida a Guiomar, uma mulher influenciada por um espírito, numa das histórias sobrenaturais mais marcantes da produção.

 

Personagens que atravessaram gerações

Laura Cardoso também se destacou em papéis de carácter mais leve. Em Chocolate com Pimenta, exibida em 2003, interpretou Carmem, uma das personagens do núcleo rural da novela escrita por Walcyr Carrasco.

Ao longo da carreira na Globo, participou ainda em produções como A Padroeira (2001), Esperança (2002), Hoje é Dia de Maria (2005), O Profeta (2006), Duas Caras (2007) e Caminho das Índias (2009).

Nesta última, interpretou Laksmi Ananda, uma matriarca indiana. A novela viria a conquistar o Emmy Internacional de Melhor Telenovela.

Nos anos seguintes, participou em Gabriela (2012), Flor do Caribe (2013), Império (2014), Boogie Oogie (2014), Sol Nascente (2016) e O Outro Lado do Paraíso (2017). O seu último trabalho numa novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

 

Teatro e cinema

A carreira da actriz estendeu-se igualmente ao cinema. Laura Cardoso participou em mais de 20 filmes, entre os quais Imitando o Sol (1964), Terra Estrangeira (1995), Através da Janela (2000) e Copacabana (2001).

Por Através da Janela, recebeu o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. Pela participação em Copacabana, conquistou o Grande Prémio do Cinema Brasileiro, actualmente designado Prémio Grande Otelo.

Ao longo da carreira, recebeu três troféus Grande Otelo, quatro prémios APCA, dois Prémios Shell e dois Troféus Imprensa. Em 2002, recebeu o Troféu Mário Lago pelo conjunto da obra na televisão.

Em 2006, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, uma das principais distinções atribuídas pelo Governo brasileiro a personalidades com contributos relevantes para a cultura nacional.

Em 2023, Laura Cardoso celebrou mais de 80 anos dedicados à representação.

Último trabalho

Mesmo depois de várias décadas de carreira, a actriz manteve-se ligada à representação. Em 2025, aos 97 anos, participou no curta-metragem Dona Rosinha, onde interpretou uma idosa abandonada pela filha. O filme marcou a sua última participação no cinema.

No mesmo ano, recebeu uma homenagem com uma estrela na calçada da fama dos Estúdios Globo.

Laura Cardoso deixa uma carreira de mais de oito décadas e mais de uma centena de trabalhos no rádio, teatro, cinema e televisão. A actriz atravessou diferentes gerações e acompanhou as profundas transformações da dramaturgia brasileira, tornando-se uma referência pelo pioneirismo, talento e longevidade no mundo da representação.

 

A província de Tete registou, nos últimos seis meses, cerca de 600 casos de conflitos entre o homem e a fauna bravia, que resultaram na morte de 62 pessoas.

O fenómeno preocupa o Governo Provincial, sobretudo devido ao aumento de ataques envolvendo crocodilos e elefantes, espécies que, para além de ameaçarem vidas humanas, têm causado prejuízos às comunidades através da destruição de culturas agrícolas.

Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Governador da Província de Tete, Domingos Viola, durante uma sessão de governação aberta realizada no distrito de Marara.

O governante manifestou preocupação com o agravamento dos conflitos entre as comunidades e os animais bravios, destacando os crocodilos e elefantes como as espécies que mais têm estado na origem dos incidentes registados na província.

Face ao cenário, o Governo Provincial prevê a criação de um comité que terá a missão de identificar e propor medidas para reduzir os conflitos e reforçar a protecção das comunidades que vivem em zonas consideradas de maior risco.

Ainda no âmbito da governação aberta, Domingos Viola procedeu à entrega de duas ambulâncias, destinadas aos distritos de Marara e Cahora Bassa.

Os meios deverão reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde, particularmente no transporte de pacientes e no atendimento às comunidades que enfrentam dificuldades de acesso às unidades sanitárias.

Um aluno da Escola Secundária do ISCTEM agrediu fisicamente o colega, dentro da sala de aulas, na cidade de Maputo. Ainda são desconhecidos o motivo da violência. O ISCTEM está a averiguar o caso.

Imagens que circulam nas redes sociais e mostram mais um caso de violência entre alunos no recinto escolar, chocaram o país. O referido vídeo denuncia um adolescente que agride o colega com duas fortes bofetadas. O caso aconteceu na presença de outros estudantes, que assistiram o episódio sem acudir, além de filmar. 

Um outro vídeo dos mesmos alunos está a viralizar nas redes sociais, a suceder o primeiro, mas neste segundo a vítima que sofreu bofetadas  é que dá um carolho ao seu suposto agressor, à saída da escola.

“O País” aproximou-se à escola para entender os contornos do caso, entretanto a chegada constatou que a segurança foi reforçada para impedir o acesso ao recinto escolar, além de que os alunos foram instruídos a não falar com  a imprensa.

A direcção da Escola Secundária do ISCTEM emitiu um comunicado, nesta quarta-feira, no qual anuncia o início da investigação interna do caso.

“Foi constituída uma Comissão de Averiguação, incumbida de apurar as circunstâncias em que a ocorrência teve lugar, ouvir os intervenientes e outras pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos factos.”, lê-se no comunicado. 

A comissão de averiguação deverá igualmente “analisar os elementos relevantes para a determinação de eventuais responsabilidades, assegurando que o processo seja conduzido com responsabilidade, imparcialidade e respeito pelos procedimentos aplicáveis.”

Com mais de 20 anos de carreira, o psicólogo Camilo Ussene, professor universitário,  alerta para a necessidade de medidas pedagógicas para o bem dos próprios alunos. Sobre o consumo de álcool por menores nas escolas, Ussene aponta problemas nas famílias e educação das crianças.

Até ontem (quinta-feira),  o caso de agressão no ISCTEM ainda não havia sido apresentado à Polícia da República de Moçambique (PRM).

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu, esta quarta-feira, o aprofundamento da cooperação económica e política entre Moçambique e oito países, Cuba, África do Sul, Tailândia, Nigéria, Gana, Namíbia, Eslováquia e Dinamarca, durante as conversações mantidas, em Maputo, com os novos representantes diplomáticos destas nações, por ocasião da recepção das respectivas Cartas Credenciais.

Segundo a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, as conversações permitiram identificar oportunidades para elevar as relações bilaterais e reforçar a troca de experiências em sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento de Moçambique.

Com a Tailândia, Moçambique pretende ampliar a cooperação na produção de arroz e no sector do gás natural em Cabo Delgado. Já com a Nigéria, país que mantém relações históricas com Moçambique, a aposta passa por elevar a cooperação comercial e económica ao nível das relações político-diplomáticas.

No caso do Gana, as partes destacaram a experiência daquele país na refinação de ouro e na organização da mineração artesanal, áreas nas quais Moçambique procura colher experiências para melhorar a sua própria abordagem ao sector.

Com a Namíbia, a cooperação deverá continuar a privilegiar sectores como o gás natural e as pescas, enquanto com a Dinamarca Moçambique pretende aprofundar a parceria na agricultura, aproveitando a experiência dinamarquesa neste domínio.

A relação com a África do Sul foi igualmente abordada numa perspectiva de reforço da cooperação e integração regional. Neste âmbito, foi destacada a participação de Moçambique na próxima Cimeira da SADC, onde os dois países poderão continuar a concertar posições sobre questões de interesse comum.

Moçambique e África do Sul estão também a explorar possibilidades de cooperação económica nas zonas fronteiriças, incluindo a extensão de uma Zona Económica Especial sul-africana para áreas de Moçambique e Eswatini. A iniciativa apresenta potencial para dinamizar a agricultura, a transformação de produtos e a criação de oportunidades de emprego.

As relações com a Nigéria, Gana e Namíbia deverão igualmente ganhar novo impulso ao nível da diplomacia presidencial, com estes países a manifestarem interesse na realização de visitas de Estado do Presidente Daniel Chapo.

Segundo Maria Manuela Lucas, os convites constituem uma oportunidade para aprofundar o diálogo político e conferir maior dimensão às parcerias económicas e sectoriais existentes.

Em relação à Eslováquia e à Dinamarca, ambas integrantes da União Europeia, Moçambique reiterou a importância do apoio europeu à continuidade da Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM, acrónimo em inglês), destinada ao apoio às Forças de Defesa e Segurança. O país manifestou igualmente interesse no aprofundamento da cooperação económica, com destaque para a digitalização no caso eslovaco.

Com Cuba, o Presidente Chapo reafirmou a solidariedade de Moçambique para com o povo cubano e o compromisso de manutenção do apoio entre os dois países. Com os restantes parceiros foram igualmente abordadas perspectivas de reforço das relações bilaterais e de intercâmbio de experiências.

Para Maria Manuela Lucas, o conjunto das conversações demonstra a intenção de Moçambique de utilizar as relações diplomáticas para ampliar parcerias económicas, promover a troca de experiências e fortalecer a cooperação em áreas estratégicas, consolidando os laços de amizade e entendimento com os oito países.

Duas linguagens artísticas distintas encontram-se na exposição “Configurações performativas”, patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo. A mostra reúne obras dos artistas moçambicanos Ventura Mulalene e Fernando Chaleca, que, através da pintura e de instalações, exploram a relação entre o ser humano, a memória, a natureza e o espaço que o rodeia.

Nas obras de Ventura Mulalene, as plantas assumem novas formas e significados. O artista trabalha a ideia de performance associada ao movimento e à caminhada, inspirando-se na forma como as pessoas circulam em diferentes espaços, como mercados e bairros.

Fernando Chaleca, por sua vez, constrói abrigos e estruturas recorrendo sobretudo a materiais industriais e resíduos. A sua abordagem procura também chamar a atenção para a gestão dos resíduos sólidos e para a reutilização de materiais que são habitualmente descartados.

Com curadoria de Titus Pelembe, a exposição convida o público a interagir com as obras. Uma das instalações de Chaleca, por exemplo, apresenta uma estrutura semelhante a uma escadaria e a um pequeno labirinto, obrigando o visitante a movimentar-se, baixar o olhar e fazer pausas durante o percurso. A experiência procura levá-lo a reflectir sobre a ideia de abrigo enquanto espaço de protecção e acolhimento.

A mostra conta igualmente com o apoio do Millennium bim, instituição que mantém um acervo artístico e afirma investir no desenvolvimento da arte e da cultura moçambicanas, com particular atenção aos jovens artistas.

“Configurações performativas” estará patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano de 11 de Agosto a 12 de Outubro, reunindo obras que procuram transformar formas, memórias, movimentos e materiais descartados em experiências de reflexão sobre a relação entre o indivíduo e o seu espaço.

 

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