Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O músico Jaime Guambe foi empossado pela Ministra da Cultura e Turismo, sexta-feira, como novo Director da Escola Nacional de Música (ENM). O acto da posse aconteceu na sede da ENM, Cidade de Maputo, tendo coincidido com Dia Mundial da Música.

Segundo a nota de imprensa do Ministério da Cultura e Turismo, após o empossamento, Eldevina Materula apelou ao novo Director para que abrace a causa e valorize a posição que lhe foi confiada para a revitalização da Escola Nacional de Música. “A escola é feita de todos, por alunos, professores, corpo administrativo e direcção. Vamos trabalhar em conjunto para levar a escola de música a bom porto. O Ministério está aberto para colaborar e apoiar para o crescimento do ensino musical em Moçambique”.

Assim, o novo Director, Jaime Guambe, falou de alguns desafios, como: “Tornar a ENM verdadeiramente nacional. Isto significa  que, a médio e longo prazo a escola deve estar implatada a nível nacional; preencher o vazio no curso de música, onde,  actualmente, o estudante da ENM não tem certificado que lhe permite, por exemplo, ingressar no ensino superior pelo facto do país ter introduzido o ensino superior sem ter ensino médio na área de música”, lê-se na nota de imprensa do Ministério da Cultura e Turismo.

O Director interino, por sua vez, Luís Filipe, mostrou total abertura e disse estar pronto para em conjunto com a Direcção pôr em prática os projectos e os desafios que a escola tem. Luís Filipe exerceu a função como interino, devido à doença da Directora da Escola, Isabel Mabote, que faleceu recentemente.

Durante a cerimónia, foi homenageada Isabel Mabote. “Foi um momento preenchido de muita emoção, em que a Ministra da Cultura e Turismo não conteve as lágrimas, a par de outros professores e funcionários da Escola Nacional de Música”, avança a nota de imprensa

Além de músico, Jaime Guambe é instrumentista, integrante da banda K10, Jurista, formado pelo ISPU, actual Universidade Politécnica, Mestre em Propriedade Intelectual pela África University Zimbabwe, Agente Oficial da Propriedade Industrial e foi Secretário-Geral da SOMAS no mandato 2010 a 2014. Até a sua nomeação exercia as funções de Chefe de Departamento de Coordenação e Desenvolvimento das Actividades Culturais na Direcção Nacional das Indústrias Culturais e Criativas.

 

A 7ª edição do programa de entretenimento, Fama Show, estreia hoje, depois do Jornal da Noite da Stv. No primeiro dos dois castings da temporada serão seleccionados 63 concorrentes.

 

Entre a 6ª e a 7ª edição do Fama Show passaram 11 anos. Neste último trimestre de 2021, o programa de entretenimento da Stv, que se esmera em descobrir talentos na área da música, regressa à televisão num formato de estúdio, ao contrário do que aconteceu nas seis edições anteriores. Assim será porque o mundo mudou, depois da COVID-19. Por isso, a 7ª edição do Fama vai realizar-se com obediência às medidas de prevenção exigidas neste tempo de pandemia.

Com efeito, depois do Jornal da Noite de hoje, os telespectadores vão acompanhar um programa musical, no qual 100 concorrentes disputam 63 vagas disponíveis para o segundo e derradeiro casting do concurso. Para chegarem a esta fase, os concorrentes desta noite passaram por uma triagem que, segundo os membros do júri, não foi nada fácil. “Está a ser muito difícil a selecção dos concorrentes. No entanto, vamos prosseguir”, afirmou a cantora e membro do júri desta edição, Xixel Langa. Concordando com a colega, Nelton Miranda, afirmou que tem sido um desafio apurar e excluir concorrentes.

Considerando que o talento é algo certo nesta edição do Fama Show, os outros membros do júri, Zé Pires e Júlia Duarte, afirmaram que acreditam no potencial dos concorrentes apurados para o primeiro casting do programa de entretenimento. Por isso, o grande desafio na selecção é apurar os melhores para o segundo casting, marcado para próxima semana, e, daí, para a fase das galas do concurso.

Ao contrário do que aconteceu nas seis primeiras edições, a 7ª edição do Fama Show tem dois apresentadores, nomeadamente, Shayda Bibi e Luís Phumula. “Queremos continuar a fazer história, a produzir artistas com postura, com qualidade, com técnica vocal. O Fama Show é isso, maior fábrica de talentos que Moçambique tem”, afirmou, esta sexta-feira, a apresentadora do programa. Já o apresentador, revelou: “Está tudo a ser preparado ao mínimo detalhe, para garantirmos que teremos programas super energéticos, com muito glamour e entretenimento. Os concorrentes que recebemos garantiram que teremos muita qualidade”.

A 7ª edição do programa Fama Show terá 10 galas. Para lá estarem, os concorrentes vão passar por duas sessões de casting. À fase final do concurso irão 32 concorrentes. Significa que para trás ficarão 68 candidatos.

O Governo autorizou a reabertura de teatros e centros culturais. Alguns fazedores de arte e profissionais da área cultural já têm exposições agendadas, mas entendem que o número de pessoas permitidas actualmente devia ser um pouco maior.

Com um protocolo rigoroso de segurança sanitária e limitação da capacidade máxima, as salas de teatros e centro culturais já estão abertos ao público, aliás estes últimos são a “cereja no topo do bolo”, pois sem eles a manutenção, não só das instalações teatrais assim como dos actores fica condicionada.

Face a esta reabertura ao fim de dois meses, os actores estão eufóricos.

“Estou muito feliz, já sentia falta deste calor do público”, disse gargalhando Cesarina Cossa, actriz

Como não há bela sem senão, as novas regras geram desconforto por parte dos gestores. O primeiro grito de socorro vem da Associação Moçambicana de Teatro, que afirma não ter motivos para festejar, pelo menos por enquanto, “Estamos a ser violentamente agredidos com estas medidas que não compensam, o teatro desempenha um papel importante para educar e consciencializar a sociedade, em tempos de crise que passamos, outro aspecto pretende-se as contas que temos por pagar, os outros sectores foram contemplados como do desporto por exemplo e nós, como ficamos? questionou Alvim Cossa, Presidente Da Associação Moçambicana De Teatro

A Companhia de Teatro Gungu não disfarça a satisfação pela reabertura, tanto que vai brindar ao público nos próximos três meses, com a reestreia do espectáculo intitulado ˝Lar Amargo Lar˝.

A gestora da companhia considera que a limitação determinada no Decreto do Conselho de Ministros, sobre a Situação da Calamidade Pública, não vai permitir cobrir os prejuízos na colecta de receitas, depois de meses com as portas encerradas.

˝Durante este tempo que estivemos encerrados, as contas de água e luz não deixaram de vir sequer de serem pagas˝, concluiu Juju Rombe, actriz e gestora Gungu.

No meio do desalento, existe quem já corre atrás do prejuízo. É o caso do Centro Cultural Brasil-Moçambique, que também tem eventos agendados para os próximos dias. Os centros culturais têm agora a oportunidade de multiplicar as actividades.

Para que continuemos com as gargalhadas estampadas no rosto ao assistir uma peça, o caminho é claro…Usar máscara sempre que estiver no recinto cultural e não só. E por fim,não menos importante, fazer a pré-marcação e chegar ao local com a devida antecedência. Lembrando que as salas não devem exceder 30% da capacidade máxima.

O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro é o título da história de Miguel Luís que se destacou na edição 2020 do Concurso Literário Maria Odete de Jesus. O anúncio foi feito esta terça-feira.

 

São 10 horas em Sintra, Lisboa. O escritor Sérgio Raimundo (Poeta Militar) pega no seu celular e informa ao amigo Miguel Luís que em Portugal chegam boas notícias de Moçambique. Como que excitado pela novidade revelada pelo autor de A ilha dos mulatos, Miguel Luís interrompe o trabalho por breves minutos e vai ao Facebook. Lá vê um post do escritor Pedro Pereira Lopes, dando a conhecer que O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro é o grande vencedor do Concurso Literário Maria Odete de Jesus 2020. Nesse instante, o prémio logo significou ao laureado reconhecimento de um trabalho contínuo que envolve muita leitura, escuta e escrita, e, claro, soou-lhe como uma voz especial que lhe sussurra aos ouvidos: “coragem, Miguel!”.

Depois de ver a publicação sobre a atribuição do prémio ao seu texto, Miguel Luís entrou em contacto com a organização do prémio, conforme a recomendação, já que a organização não conseguia o contactar. E o autor de O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro compreendeu que ali não havia equívocos. De facto, a sua narrativa infanto-juvenil, que explora o drama do sequestro e o tráfico de menores em Moçambique, destacou-se num concurso constituído para incentivar o gosto pela leitura, bem como a valorização da produção literária.

A escrita de O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro começou com uma voz que andava na cabeça do autor, a gritar memórias de alguns episódios da sua infância. “À determinada altura, a voz tornou-se muito presente e incómoda. Quando vi o regulamento do concurso, pensei que seria interessante juntar o útil ao agradável e comecei a escrever. No fim da primeira versão do texto, notei que se tratava de uma narrativa que ia para além da minha infância”, explicou Miguel Luís, esta terça-feira, a partir de Sintra, onde trabalha.

Ao compor a sua história, Miguel Luís quis expor que o drama do sequestro e o tráfico de menores roem o sorriso das crianças e o futuro do país. “Por isso que, para mim, escrever este livro serviu como um acto de resistência contra alguns dos vários silêncios que fazemos como nação. O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro é para mim um grito contra aqueles que tentam transformar as crianças em flores murchas”.

A história de Miguel Luís foi escrita entre Janeiro e Fevereiro deste ano, tendo-se destacado num concurso que teve 16 participantes. A distinção no Concurso Literário Maria Odete de Jesus contempla um valor pecuniário de 50.000 meticais, além da edição em livro. Quanto à entrega do prémio, será Novembro, em Maputo.

A edição 2020 do Concurso Literário Maria Odete de Jesus, promovido pela Universidade Politécnica, esteve aberta à literatura infanto-juvenil (prosa). O júri foi constituído por Gilberto Matusse (professor de literatura, presidente), Maria João de Ataíde Carrilho Dinis (pesquisadora de língua portuguesa) e Teresa Noronha (editora).

 

O autor Miguel Luís

Miguel Luís José nasceu em Maputo. Frequentou o curso de Licenciatura em Relações Internacionais e Diplomacia no Instituto Superior de Relações Internacionais (Maputo), o qual interrompeu em 2016, para tirar o curso de Licenciatura em Direito na Universidade de Lisboa, onde foi tutor da cadeira Economia II do primeiro ciclo, e também frequentou as pós-graduações em Ciência da Legislação e Legística e Pós-graduação em Corporate Finance. Actualmente, é Advogado-Estagiário na Abreu Advogados, Presidente do Grupo Especial de Jovens Advogados da Federação dos Advogados de Língua Portuguesa e frequenta o Mestrado em Estratégia de Investimento e Internacionalização no Instituto Superior de Gestão, em Lisboa. Tem colaborado em publicações com jornais e revistas moçambicanas, como O País, Revista Literatas, Pirâmide, e internacionais, como os jornais portugueses Público e É Agora. Em 2015, foi distinguido com a Menção Honrosa do Prémio Eloquência Camões 2015 e, em 2021, foi distinguido com a Menção Honrosa do Prémio Hernâni Cidade 2020.

Durante 30 dias, o Prémio Literário Nó da Gaveta recebeu propostas de textos infanto-juvenis de todas as regiões do país. Dos 65 contos submetidos ao concurso, 63 foram aprovados. Os outros dois não passaram do crivo da organização por terem violado as recomendações previstas no regulamento.

De acordo com a nota de imprensa sobre o concurso, os textos foram escritos por autores com idades compreendidas entre 12 e 43 anos, sendo 46 homens e 19 mulheres, de todas as províncias do país. “Os textos, na sua maioria, descrevem uma infância perturbada pela pobreza, guerra e desrespeito aos mais elementares direitos da criança, mas também, por outro lado, exaltam a infantilidade como a melhor fase do ciclo da vida e projectam melhores dias, onde a esperança é a tónica reinante”, avança a Associação Cultural Nkaringanarte.

Segundo Elcídio Bila, representante da Nkaringanarte, a participação em massa já denota a sede que muitos escritores têm em ver as suas obras publicadas e, por isso, acredita que esta iniciativa desencadeada em parceria com a Kuvaninga cartão d’arte é de salutar à medida que vai permitir, pelo menos, a publicação de três obras. Para Bila, uma das vantagens do concurso é permitir que as províncias do Centro e Norte também possam ter um vencedor cada, o que obriga, tal como preconiza o certame, a publicação das suas obras, um exercício inicial por parte da Kuvaninga que durante nove anos se viu impedida de escalar outros pontos do país devido às limitações financeiras.

Além do concurso permitir o lançamento de três obras inéditas, de autores que ainda não têm livros publicados, irá garantir que outros palcos geográficos conheçam a plataforma de livros com capas de cartão reaproveitado. “Já estivemos na Beira, em 2019, durante a Feira do Livro Infantil da Kulemba (FLIK), onde desenvolvemos actividades de pintura a capas de cartão em crianças para o livro de Mauro Brito, O Luminoso Voo das Palavras, mas esta será a primeira vez que alargaremos a actividade para pessoas de todas as idades”, disse Elcídio Bila, acrescentando que se soma a viagem à província de Nampula, a partir da Ilha de Moçambique, como um novo destino para este tipo de iniciativas.

O Prémio Literário Nó da Gaveta foi lançado a 18 de Agosto e pretende distinguir três trabalhos inéditos de ficção, sendo um no Sul (Maputo, Gaza e Inhambane), outro no Centro (Manica, Sofala, Tete e Zambézia) e outro ainda no Norte (Nampula, Niassa e Cabo Delgado).
As três obras premiadas serão editadas pela Kuvaninga cartão d’arte, com recurso a capas de cartão reaproveitado, e os seus autores terão uma gratificação pecuniária de 10 mil meticais cada.

Quito Tembe é Director da Plataforma Internacional de Dança Contemporânea-KINANI e foi indicado como novo curador associado do International Tazmesse, plataforma profissional de dança contemporânea na Alemanha.

Assim, de acordo com a nota de imprensa sobre o assunto, junto dos outros curadores e em coordenação com a direcção do evento, a equipa de Quito Tembe será responsável pela selecção das apresentações que farão parte da programação do Tanzmesse internacional nrw 2022, bem como a composição do programa de espectáculos, dos Open Studios e Pitches.

No entendimento do Director do KINANI, citado no comunicado, a indicação constitui um grande ganho para o país e para o continente, na medida em que, com a sua participação no processo de selecção dos espectáculos, pode influenciar a escolha de trabalhos de jovens da região e moçambicanos.

Quito Tembe também é co-curador do Festival Afro-Vibes 2021, em Amsterdão, Países Baixos, e membro da direcção artística do Festival Danse L’Afrique Dance 2021, em Marrakech, Marrocos. Agora, está no Tanzmesse, importante ponto de encontro para criadores internacionais de dança. “A cada dois anos, no final de Agosto, mais de 2.000 expositores e visitantes internacionais se reúnem em Düsseldorf para apresentar um amplo espectro de expressões estéticas e práticas artísticas. A próxima edição (14ª) decorrerá de 31 de Agosto a 3 de Setembro de 2022 em Düsseldorf”, acrescenta a nota de imprensa: “No Programa de Performance da internationale tanzmesse nrw, os artistas apresentarão obras seleccionadas no palco, ao ar livre e de forma digital para os visitantes internacionais e um público amante da dança”.

Sangue negro, de Noémia de Sousa; Nós matamos o cão-tinhoso, de Luís Bernardo Honwana; Silêncio escancarado, de Rui Nogar; O regresso do morto, de Suleiman Cassamo; A inadiável viagem, de Luís Carlos Patraquim; Terra sonâmbula, de Mia Couto; e País de mim, de Eduardo White; são os títulos que fazem parte da colecção de livros que as bibliotecas municipais de Maputo receberam, esta quarta-feira, do Porto de Maputo.

Segundo avança o comunicado municipal, as obras são destinadas primordialmente a prover as bibliotecas escolares e públicas, no intuito de promover o gosto e o hábito de leitura, sobretudo junto dos jovens, que de outro modo não teriam acesso às obras de autores nacionais. “Pretende-se, finalmente, resgatar na sociedade moçambicana o valor e o prestígio social do livro e a sua centralidade no quotidiano. Uma sociedade não se constrói sem cultura”.

No comunicado lê-se ainda que através da parceria com a empresa Porto de Maputo, o Conselho Municipal de Maputo conseguiu concretizar mais uma acção cultural em prol dos munícipes, ao materializar os benefícios proporcionados pelos hábitos de leitura, resultando no recebimento de mais de 70 livros, que serão colocados na rede das bibliotecas municipais.

O Conselho Municipal de Maputo entende que a leitura, além de fortalecer questões identitárias e de cidadania, contribui para o fortalecimento de uma sociedade mais justa e inclusiva. “O Conselho Municipal de Maputo está sempre com as portas abertas para desenvolver qualquer parceria que gere esse tipo de benefício. Quando optamos em colocar as bibliotecas (num total de 10) nos distritos municipais, junto dos munícipes, sabíamos que precisaríamos da colaboração da sociedade/empresários e que não teríamos dificuldades em encontrar interessados em apoiar esse projecto”, afirmou Neyma Madaugy, chefe das bibliotecas municipais de Maputo.

O primeiro livro de Aurora Psico será lançado esta quinta-feira, em Maputo. Intitulado Rute, o livro retrata um conjunto de vivências e histórias de superação.

Esta quinta-feira, a partir das 16 horas, no Montebello Indy Village, na Cidade de Maputo, Aurora Psico vai lançar o seu livro de estreia. Rute, de forma resumida, é uma história baseada em factos reais, que retrata a vida de uma determinada família moçambicana. Além do título do livro, Rute é o nome da protagonista da narrativa, pretexto, afinal, para partilhar vivências e momentos de superação.

Embora a narrativa parta de episódios reais, não se trata de uma descrição de eventos com precisão, antes reflecte um toque novelesco.

Rute é um livro com 260 páginas, escrito como quem aprende. “Escrever este livro foi como percorrer um caminho igual ao de uma criança, dar os primeiros passos cambaleante, titubeante, mas com a certeza de que se deve percorrer tal caminho; foi como aprender a caminhar”, explicou a escritora.
Nesta primeira aventura pelo mundo dos livros, Aurora Psico gostaria que os seus leitores captassem a importância da família na construção de indivíduos solidários. Ou seja, que Rute seja uma aurora. “Espero que durante a leitura compreendam que o lar é um lugar de amor, de paz, de solidariedade e que tenham a consciência de que todos somos partes de um ecossistema. Devemos nos apoiar uns aos outros e não sermos focos de conflito”.

O primeiro livro de Aurora Psico conta com o prefácio de Benvida Levi, que também vai apresenta-lo esta quinta-feira. Além da apresentação, o evento terá actuações de Lucrécia Paco e Roberto Chitsondzo.

Aurora Psico nasceu em Tete e fez o ensino primário e secundário na Zambézia. Apaixonou-se pelos livros muito cedo, por influência do seu pai. É activista no empoderamento e desenvolvimento das jovens. Tem um Mestrado em Finanças para o Desenvolvimento, pela Universidade de Stellenbosch (África do Sul), e uma licenciatura em Administração e Gestão de Empresas, pela Universidade A Politécnica. Aurora Psico tem certificações em Gestão de Projectos pela Universidade de Cape Town (África do Sul) e em Consultoria Mindfulness pela Escola Transpessoal de Portugal.

O escritor Agnaldo Bata participa, dia 25, na mesa-redonda “Angola-Moçambique, será que a literatura africana lusófona conta outras histórias? Olhares cruzados”, na primeira edição da Feira do Livro Africano em Paris.

Próximo sábado, arranca a primeira edição da Feira do Livro Africano em Paris. No evento, estarão representados 30 editores e livreiros e 200 autores. Um dos autores em causa é Agnaldo Bata, que vai participar numa mesa redonda com o escritor angolano Ondjaki, tratando do tema “Angola-Moçambique, será que a literatura africana lusófona conta outras histórias? Olhares cruzados”.

Na capital francesa, a sessão irá decorrer entre às 11h30 e às 12h30, tendo como moderadora Maria Teresa Salgado, professora de literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A participação de Agnaldo Bata na sessão literária acontece graças ao convite feito pela Livraria Portuguesa-Brasileira em Paris, que se dedica à promoção da literatura dos países falantes de língua portuguesa. Segundo entende o autor de Na terra dos sonhos e de Sonhos manchados, sonhos vividos, a sua participação na feira é “uma oportunidade ímpar de conhecer outros artistas africanos e com eles trocar experiências sobre a produção literária no nosso continente. Estar ao lado do Ondjaki, um ícone da literatura angolana e mundial, é uma grande honra”.

A primeira edição da Feira do Livro em Paris é dedicada exclusivamente às literaturas africanas e a programação do evento inclui sessões de desfiles de moda, exposições, música e projecção de filmes. Segundo constatou Agnaldo Bata, trata-se de um evento que se pretende anual, com a ambição de descobrir e fazer eco da pluralidade da escrita de um continente em plena mutação.
Em Paris, Agnaldo Bata e Ondjaki, em princípio, serão os únicos escritores da CPLP que irão participar numa feira maioritariamente dominada por artistas provenientes de países de língua oficial francesa e inglesa.

A mesa-redonda “Angola-Moçambique, será que a literatura africana lusófona conta outras histórias? Olhares cruzados” será presencial, no Mairie du 6è arrondissement de Paris. Depois da mesa redonda, Agnaldo Bata e Ondjaki irão assinar autógrafos no segundo dos três dias do evento literário.

+ LIDAS

Siga nos