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O País – A verdade como notícia

A Companhia Nacional de Canto e Dança parte no dia 14 do corrente mês para os Emirados Árabes Unidos, onde vai actuar na maior exposição do mundo, em Dubai.

A nação moçambicana já fez a sua estreia cultural no principal evento de exposição mundial, a “Expo Dubai”, com a actuação de músicos como: Onésia Muholove, Valdemiro José e Mr. Kuka.

Desta vez, é confirmada a partida da Companhia Nacional de Canto e Dança, que vai também ecoar a sua arte em representação do povo moçambicano.

Na cerimónia de ensaio e despedida, o vice-ministro da Cultura e Turismo, Fredson Bacar, deixou ficar o desafio de carregar os 30 milhões de moçambicanos em prol da cultura.

Para além de apresentar as danças mais representativas do país, será destacada uma obra intitulada “Planeta azul”, a representação, segundo o director-geral, da Companhia Nacional de Canto e Dança, André Massabo, pretende chamar atenção ao mundo sobre a forma de lidar com o planeta.

O académico, filósofo e vice-reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, José Castiano, lançou, ontem, na Cidade de Maputo, um livro intitulado “Do Espírito de Tradição ao Espírito de Reconciliação”, com o qual pretende mostrar os caminhos para a reconciliação entre os moçambicanos.

Desde os tempos remotos, a sociedade moçambicana tem sido marcada por conflitos sem fim à vista, o que, segundo José Castiano, a sua obra vem preencher o vazio do pensamento académico sobre os caminhos que a reconciliação pode seguir.

Essa reconciliação, diz o autor, vai para além da preocupação com o calar das armas, mas que permite que as partes assumam a necessidade de viver num ambiente de paz e harmonia.

“É importante que a filosofia e os filósofos respondam a esses sinais do tempo. Este início da nossa vida familiar, que eu chamo tradicional. É preciso compreender como este recurso pode se transformar num recurso importante para resolver os conflitos de hoje.

De acordo com o autor, esta obra mostra a presença africana no pensamento filosófico.

Por sua vez, o reitor da Universidade Pedagógica de Maputo diz que os moçambicanos precisam de se reencontrar. “O nosso país continua pouco reconciliado, as nossas gerações são de conflito e não me parece que esteja a encontrar discursos reconciliatórios. É um apelo a que possamos dialogar mais, procurar e encontrar mais os pontos que nos unem”.

O livro foi apresentado pelo sociólogo e Professor Filimone Meigos, com a contra apresentação do Professor e filósofo Severino Ngoenha.

A artista plástica Manu Madeira inaugurou quarta-feira, na Cidade de Maputo, uma exposição intitulada “Batota dos Sonhos”, através da qual procura criar esperança na vida das pessoas. A obra está aberta ao público na Fundação Fernando Leite Couto.

Nesta exposição individual, Manu Madeira traz personagens diversas, com maior destaque para as mulheres. Utiliza uma técnica mista, com óleos, tintas e acrílicos sobre painéis de gesso na tentativa de mudar o mundo dos sonhos para a realidade.

“Os desafios e inspirações que temos, uns realizam-se, mas outros não, mas há sempre uma esperança”, afirma a artista, acrescentando que a “Batota dos Sonhos são os riscos que enfrentamos diariamente, mas com a vontade de um dia dar certo”, acrescentou.

Membro e co-fundador de duas casas de arte na Irlanda, a artista expõe em Moçambique pela primeira vez. “Sinto-me muito honrada pela oportunidade.

Manu Madeira avalia o momento como sendo de grande importância e, depois de expor em várias partes do mundo, diz que trazer suas obras a Moçambique marca o seu melhor momento.

A mostra marca o início de actividades, este ano, na Fundação Fernando Leite Couto.

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário,  reiterou, hoje, em Dubai o desejo de estreitar as relações com aquele país, bem como com os outros países participantes da Expo Dubai.

“A nossa participação nesta expo mostra a vontade de Moçambique em estreitar as relações de parceria existentes entre os dois países e outros países participantes deste evento. Acreditamos que, ao longo desta edição da Expo Dubai, iremos estabelecer compromissos e assinar acordos que certamente irão contribuir para elevar cada vez mais as nossas relações de amizade e cooperação em áreas de interesse e benefício comum”, disse Do Rosário.

Durante o seu discurso, o Primeiro-Ministro moçambicano encorajou o empresariado moçambicano pelo facto de ser um parceiro estratégico para ter Moçambique como destino privilegiado nos seus investimentos, o que “tem capitalizado as oportunidades de negócio existentes em diferentes domínios”.

Refira-se que, em Dubai, para além de dirigir as celebrações do Dia Nacional de Moçambique, o Primeiro-Ministro vai orientar a abertura oficial do Fórum de Negócios Moçambique-Emirados Árabes Unidos, que servirá de montra para que, quer os empresários moçambicanos, assim como dos Emirados Árabes Unidos possam apresentar as potencialidades económicas de ambos países.

O escritor moçambicano, Carlos dos Santos, lançou a sua mais recente história infanto-juvenil, “O Espelho do Céu”, somando assim 19 obras publicadas do autor, edição da Plural Editores Moçambique. Ainda este ano, o escritor espera lançar outra obra intitulada “O Arco-íris dos Sentidos”.

Na fábula, o autor busca percorrer a imaginação sobre uma série de questões que a humanidade se coloca sobre a sua existência.

“Desde os primórdios da Humanidade que uma pergunta martela incessantemente a cabeça dos seres humanos: estaremos nós sozinhos neste vasto Universo? E, atrás desta, outras ecoam: De onde viemos? Para onde vamos?”, explica o autor.

Na obra de 88 páginas, Carlos dos Santos traz-nos uma miscelânea de surpresas e mistérios com um “desfecho surpreendente e imprevisível, sobre esta necessidade humana insaciável de busca pelo conhecimento e pelo outro, que serão, porventura, as características que melhor definem a espécie”.

Recheado de um vocabulários diversificado e rico, “O Espelho do Céu” apresenta cerca de 33 ilustrações multicoloridas de elevado pendor artístico, de Fernando Hugo Fernandes.

De assinalar que Carlos dos Santos tem mais uma obra literária do género infanto-juvenil na calha, com previsão de saída ainda para este ano, intitulada “O Arco-íris dos Sentidos”.

Filipe Nyusi diz que o Museu da Presidência da República deve ser um espaço de conhecimento, investigação e desenvolvimento de estudos. O Chefe de Estado falava, hoje, na inauguração da exposição “Moçambique em Retrospectiva”, do artista Justino Cardoso e que está aberta ao público.

Ao todo são 176 obras, iniciadas em 2015, e que fazem da exposição “Moçambique em Retrospectiva”, do artista Justino Cardoso.

Disponíveis no Museu da Presidência da República, as obras são uma perfeita definição da história. Contam o passado, apresentam o presente e perspectivam o futuro através de desenhos e textos.

Parco em palavras, o Artista Gráfico agradeceu a abertura da Presidência da República para acolher as obras que, como disse, “são das que não devem ficar guardadas em casa e encontraram um bom lugar para estar”.

Na mostra, Justino Cardoso ilustra vários heróis e momentos da história do país, dos mais conhecidos aos menos publicados.

Inaugurada um dia antes da data reservada a homenagem aos heróis nacionais, 03 de Fevereiro, Filipe Nyusi diz que a exposição é mais um contributo para a história.

“Esta inauguração é a demonstração de uma singular irreverência aos nossos heróis moçambicanos. Através deste trabalho entendemos o passado, traçamos o presente e preparamos um melhor futuro para as crianças”, declarou.

Aliás, o Chefe de Estado recomenda a criação de mais trabalhos idênticos para tornar o Museu da Presidência uma casa do conhecimento, “pois proporciona diferentes formas de comunicação e utilização do saber para a valorização da nossa cultura histórica e arte”, afirmou.

Enquanto outras contribuições não chegam, a de Justino Cardoso, que já está no Museu da Presidência está aberta ao público. As visitas deverão ser feitas por marcação e respeitando as medidas de prevenção da COVID-19.

O artista que desenhou e escreveu Moçambique desde a colonização até aos momentos de hoje, marcados pelo terrorismo e pandemia, tem 20 livros publicados e traduzidos em várias línguas e é Doutor Honoris Causa pela Universidade Rovuma.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirige hoje, o acto solene de abertura do ano judicial – 2022, sob o lema “Juntos no Combate ao Terrorismo e Crimes Conexos”. A anteceder a abertura do ano judicial, o Chefe do Estado irá inaugurar o edifício do Tribunal Judicial do Distrito de Ka-Tembe, construído no âmbito da Iniciativa Presidencial “Um Distrito, Um Edifício Condigno para Tribunal”.

A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) homenageou o poeta José Craveirinha. Com apresentação de um Sarau Cultural, celebrou-se o centenário do poeta moçambicano.

Com quase vinte anos após a morte de José Craveirinha, a Associação dos Escritores Moçambicanos decidiu comemorar a idade que alcançaria se fosse vivo.

Com música e poesia, lembrava-se uma das maiores figuras da literatura moçambicana, que a 28 de Maio marcava um século.

O secretário-geral da AEMO, Carlos Paradona, disse, na ocasião, que os novos autores da literatura moçambicana se inspiram na poesia e na escrita de José Craveirinha. “Nós queremos comemorar o centenário do poeta com mais actividades de índole cultural, porque a nossa cultura é conhecida no mundo e não está distante das outras”, disse Carlos Paradona.

Numa breve descrição, Ricardo Manuel dos Santos diz que José Craveirinha era um homem extremamente culto. “Sempre me impressionou com a sua abertura de espírito, a sua grande e profunda cultura, apesar de ele ter apenas quarta classe, sendo um poeta maior, ele pedia opiniões. Ele pediu para meter no computador alguns poemas, pela primeira vez, que vieram a ser publicados mais tarde no livro Maria”.

Zeca Craveirinha, filho do poeta-mor, diz que é preciso internacionalizar o prémio José Craveirinha. “Se há moçambicanos que vão buscar prémio em Portugal, devíamos fazer o mesmo.”

O escritor moçambicano faleceu a 6 de Fevereiro de 2003, na África do Sul.

O maior evento de teatro do país vai pela primeira vez acontecer em duas cidades: Maputo e Beira. O Festival Internacional Teatro de Inverno pretende dar oportunidade a outros públicos amantes do teatro.

Depois do teatro aquecer os palcos da Cidade de Maputo, desta vez, a cidade da Beira também vai aquentar.

A abertura das candidaturas à 18ª edição do Festival Internacional de Teatro de Inverno traz novidades para este novo ano. Quem assim o diz é o director do evento, Joaquim Matavele. “Há necessidade de expandir cada vez mais o festival, dar mais oportunidades a outros públicos e outras cidades amantes do teatro, tendo em conta que Beira é a segunda maior cidade do país. Considerando também aquilo que é o movimento vibrante teatral que acontece na Beira’’.

Para além de grupos teatrais moçambicanos, na 18ª edição do festival irão desfilar grupos convidados de diferentes proveniências.

As candidaturas estão abertas desde o dia 24 de Janeiro e vão decorrer até 28 de Fevereiro. O evento principal será realizado de 27 de Maio a 12 de Junho de 2022.

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