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A escritora moçambicana Suzana Machamale lança a obra “Uma Pele Secreta”, no Centro Cultural Português, em Maputo. A apresentação da obra estará a cargo de Antónia Rosa.

“Uma Pele Secreta” é uma narrativa intensa e envolvente que explora os laços familiares, o amor e as consequências de escolhas marcantes. A história acompanha Hadrian e Ludwig, dois irmãos profundamente unidos, mas com personalidades distintas. Após um acontecimento traumático que abala a vida de Hadrian, Ludwig esforça-se para ajudá-lo a reencontrar o equilíbrio, sem sucesso.

O rumo da história altera-se quando Hadrian reencontra Núbia, o seu primeiro e grande amor. No entanto, este reencontro revela-se inquietante: Núbia já não é a mesma. Movido pela necessidade de voltar a sentir-se vivo, Hadrian decide reaproximar-se, ignorando sinais de alerta que acabam por desencadear consequências irreversíveis para todos os envolvidos.

Sobre a autora, Suzana Machamale nasceu a 24 de Agosto de 1991, na cidade da Beira, Moçambique. É formada em Sociologia, mas encontrou na escrita o seu principal meio de expressão. Estreou-se na literatura com a obra “As Raízes do Rei”, primeiro volume da tetralogia “Príncipes Sangrentos”.

O evento insere-se no âmbito da promoção da literatura moçambicana contemporânea e convida o público, a comunicação social e os amantes da leitura a participarem neste momento cultural.

Edson Macuácua diz haver lacunas no entendimento sobre o direito econômico e defende que a área deve ser aprofundada na academia.  O académico lançou, esta quarta-feira, a segunda edição da sua obra “Direito Econômico”.  

O acadêmico e político Edson Macuacua lançou, esta quarta-feira, na cidade de Maputo, o livro “Direito Econômico”, na sua segunda edição, depois de lançada a primeira no mês de Março de 2024.

Trata-se de uma obra que reflecte questões ligadas  à economia de Moçambique  e responde questionamentos, sobre até que ponto  o Estado deve intervir na economia, os limites, instrumentos e com que responsabilidade, segundo explicou o autor. 

O Estado tem que saber, de facto, se posicionar e realizar o seu papel. Quando vamos mais a fundo vemos o Estado a intervir no setor empresarial, mas quais são os fundamentos da intervenção do Estado com a veste de empresário? É produzir lucro? É fazer dinheiro? É ombrear competir com as empresas privadas? Ou o Estado intervém no setor empresarial com esta veste não com a finalidade de obtenção de lucro, mas o lucro aparecendo como meio e o fim último como sendo a prossecução do interesse público? Se o fim último é social e o econômico é o meio, então aqui questionamos. Quais são os critérios que levam o Estado a intervir em certos negócios e não em outros? O que o Estado espera intervir em determinados negócios e não intervir em outros negócios? Tudo isto bem estruturado juridicamente, com uma clareza sobre a função do Estado na economia, com uma clareza sobre a importância do direito econômico seria possível facilmente identificar quais são as áreas em que o Estado deve de facto intervir na veste de empresário e quais são as áreas em que o Estado claramente deve abdicar  e deixar a que sejam os privados a actuar no contexto de uma economia de mercado e não reduzir o Estado a um agente económico, a um empresário que no dia-a-dia caça oportunidades e compete exactamente com o empresário propriamente dito do sector privado. Estas são algumas questões que podem se levantar em termos académicos”, disse Macuácua. 

Para o autor da obra, há que definir e compreender o papel do Estado sobre a economia e o Direito Econômico é uma área de conhecimento que, se aprofundada, pode ajudar a trazer respostas para estas e outras questões. 

“Hoje em dia, as grandes questões que se colocam na governação e no exercício da cidadania gravitam em torno da demanda pela justiça econômica e pela inclusão econômica que são a base para uma verdadeira justiça social, inclusão social, da paz, da harmonia e da felicidade. Isso impõe a necessidade de um ordenamento jurídico e econômico claro sobre o papel do Estado na economia. Nós sabemos que não somos uma sociedade, neste momento, tipicamente socialista, mas também não somos uma sociedade tipicamente liberal”.

Entretanto, o académico disse haver lacunas nesta área de conhecimento (Direito Económico) e defende que é ainda na academia que a mesma deve ser compreendida. 

“Apenas dizer que esta é uma área de conhecimento relativamente nova. Não tem a idade das clássicas disciplinas de direito, como o direito civil, o direito penal e mesmo o direito comercial. É uma área relativamente nova e que muitas vezes até é esquecida e confundida. Às vezes confundimos o direito econômico com o direito comercial ou com o direito empresarial. E às vezes até com o direito financeiro. Esta disciplina muitas vezes é tão confundida e esquecida. E eu digo, bom, isto de facto revela a grande lacuna, o déficit que existe em nós sobre a consciência da importância da disciplina de direito econômico. A proposta é para que de facto a faculdade inclua no curso de formação de economistas da disciplina do direito econômico”.

O académico entende que “não é possível formar um economista que possa ter capacidade de desenvolver um pensamento econômico sem o conhecimento, sem fundamentos do direito econômico”.

O livro de mais de quatrocentas páginas ajuda também a compreender as crises que o país enfrenta, tal como repisou o jurista Carlos Mondlane, que esteve presente no evento para apresentar a biografia do autor e comentários sobre a obra.

“Num momento de crise como este que Moçambique atravessa, obras como o direito econômico, a obra que temos à hora de estarmos aqui por ela reunidos não olhamos como um mesmo livro, olhamos como um instrumento de reflexão, de orientação e de esperança fundamentada, porque compreender a economia é o primeiro passo para a reconstruir e o direito, quando pensado com rigor e sentido de responsabilidade, continua a ser uma das mais poderosas ferramentas dessa reconstrução, mesmo quando a realidade insiste em testar a nossa paciência. E é igualmente necessário porque este livro nos convida a pensar soluções jurídicas para problemas concretos que hoje afetam empresas,afetam cidadãos e afetam o próprio Estado”.

A obra tem mais de quatrocentas páginas e foi chancelada pela Escolar Editora.   

A escritora e activista social moçambicana Énia Lipanga foi seleccionada para integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico, uma iniciativa que apoia projectos inovadores na área cultural e digital na região.

Para a escritora, integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico significa “a concretização de um sonho e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade maior com o público que desejo alcançar. Este apoio permite-me custear etapas fundamentais do projecto e transformar o meu livro numa experiência acessível também em formato sonoro”. 

“A minha eleição reflecte não apenas um reconhecimento individual, mas também um avanço colectivo, sobretudo, no que diz respeito ao espaço que as mulheres escritoras vêm conquistando. O país ganha sempre que uma moçambicana é reconhecida e apoiada”, explicou.

Entre cinco artistas e projectos seleccionados para este ciclo, Énia Lipanga representa Moçambique, destacando o país no panorama da criação contemporânea e reforçando a presença de narrativas autorais comprometidas com questões sociais e com o acesso democrático à cultura.

O fundo é promovido pela Comissão do Oceano Índico, no âmbito do projeto Indústrias Culturais e Criativas (ICC), com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), e tem como objectivo impulsionar a produção de conteúdos digitais inovadores e de impacto.

A proposta da Énia Lipanga centra-se na adaptação do seu mais recente livro publicado no Brasil, Nada Será Devolvido em Silêncio, para o formato de audiobook.

Lipanga avança que mais do que uma transposição de linguagem, o projecto nasce de uma intenção clara, ampliar o alcance da literatura para além das barreiras tradicionais de leitura. A obra pretende chegar a mulheres que não tiveram acesso à alfabetização, bem como a pessoas com deficiência visual, criando novas possibilidades de escuta, identificação e pertencimento.

Conhecida por uma escrita feminista, Énia Lipanga leva para este projecto uma abordagem sensível e politicamente consciente, onde a palavra falada se torna também ferramenta de inclusão e transformação social.

“Quero que a minha literatura possa ser ouvida por quem nunca pôde lê-la. Que essas histórias encontrem vidas, mesmo quando os olhos não podem alcançá-las”, afirma a autora.

A participação no fundo permitirá o desenvolvimento de uma obra digital com impacto social direto, contribuindo para a democratização do acesso à literatura no contexto moçambicano e na região do Oceano Índico.

Énia Lipanga é escritora, poetisa, jornalista e activista moçambicana. A sua obra e trajectória cruzam arte, direitos humanos e inclusão, com foco na valorização das mulheres e de pessoas com deficiência. É curadora do Palavras São Palavras e mentora do movimento Incluarte. Já representou Moçambique em diversos países e é autora de várias obras de poesia. Foi nomeada uma das 10 mulheres mais inspiradoras de 2022 pela Hamasa Magazine, incluída entre as 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela Bantu Man, considerada melhor artevista de 2025 pela Plan International e condecorada com a Medalha de Honra e Direitos Humanos pelo Governo do Brasil em 2024.

A exposição “Eu, Mulher”, da artista plástica moçambicana Nefer, nome artístico de Rabia Namuquita, inaugura esta quarta-feira, 8 de abril de 2026, às 18h00, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.

Mais do que um simples título, “Eu, Mulher” afirma-se como uma declaração de identidade e presença, explorando a relação entre o universo íntimo da artista e a experiência coletiva do feminino. A mostra coloca a figura da mulher no centro da narrativa, através de representações que oscilam entre o retrato individual e a dimensão simbólica.

As obras apresentam corpos femininos marcantes, frequentemente corpulentos e com rostos que rompem com padrões convencionais de beleza. Sem recurso a ornamentos excessivos, as figuras destacam-se pela carga simbólica e pela capacidade de sugerir estados emocionais, gestos do quotidiano ou interpretações abertas ao olhar do público. Este confronto visual cria uma tensão entre os cânones tradicionais de beleza e uma estética que se afirma para além desses limites.

O trabalho de Nefer inspira-se no quotidiano, trazendo à superfície imagens da mulher comum — aquela que busca água, sustenta o lar e carrega responsabilidades visíveis e invisíveis. Mais do que uma representação literal, a artista propõe uma transfiguração dessas experiências, elevando gestos simples a elementos de reflexão crítica.

Natural de Maputo, Nefer é formada em Arquitetura e Urbanismo pelo Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Maputo (ISCTEM). Iniciou formalmente o seu percurso nas artes plásticas em 2024, assumindo a criação artística como espaço de expressão, questionamento e afirmação identitária, onde revisita e reinterpreta valores culturais do seu contexto.

Pelo menos 69 pessoas morreram e outras 89 ficaram feridas na sequência de um ataque aéreo contra um hospital universitário em Darfur, no norte do Sudão. 

A informação foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde, que denuncia a gravidade do bombardeamento ocorrido, na última sexta-feira, podendo agravar a crise humanitária no país. 

O ataque que atingiu directamente a unidade sanitária, provocou a morte de 69 pessoas e 89 feridos, entre  profissionais de saúde e pacientes, além da destruição de equipamentos e suprimentos essenciais.

A região de Darfur, actualmente sob forte influência das Forças de Apoio Rápido, tem sido alvo frequente de bombardeamentos por parte do exército sudanês, que procura recuperar o controlo do território. 

Nos últimos meses, registou-se um aumento de ataques com drones contra infra-estruturas civis, incluindo escolas e hospitais, numa escalada que continua a gerar condenação internacional. Enquanto os paramilitares acusam o exército de estar por detrás deste ataque, as forças governamentais negam qualquer envolvimento.

O conflito no Sudão do Norte já provocou mais de 40 mil mortes, dos quais mais de duas mil pessoas perderam a vida em ataques contra unidades de saúde, segundo dados das Nações Unidas, embora organizações não-governamentais alertam que o número real poderá ser muito superior. 

O ensino de música em orquestras e coros infantojuvenis passa a ter uma nova dinâmica na cidade Maputo. A Associação Kulungwana e o Centro Cultural Municipal Ntsindya, firmaram, esta sexta-feira, uma parceria para expandir a formação destas artes na capital do país através do projecto Xiquitsi. 

É o início de uma nova era para o projecto Xiquitsi fora do centro urbano da capital do país. O ensino da arte musical ganha agora um novo espaço, e uma nova forma de fazer. 

O bairro de Xipamanine é a nova casa de formação dos petizes, que vão aprender música e também de outras práticas que contribuam para o seu desenvolvimento.  

E pretendemos com isto devolver aquilo que nasceu nesta mesma casa. Para quem não sabe, esta é uma casa onde se reuniam e continuam a reunir-se, com menos frequência, os citadinos aqui do bairro dos Xipamanine e nós queremos intensificar. Queremos que os nossos meninos venham para aqui não só jogar futebol como já o fazem, não só andar nas ruas, mas que possam entrar aqui com uma motivação, com uma regularidade e com isso afastá-lo de outras actividades menos propícias para as idades dos nossos meninos”, explicou Eldevina Materula, Fundadora do Xiquitsi. 

Com esta expansão, o Xiquitsi reafirma o seu propósito de identificar e lapidar talentos em comunidades onde o acesso a instrumentos e formação técnica especializada é tradicionalmente limitado. 

“Isto vai permitir que as crianças aqui da zona não precisem de percorrer grandes distâncias. Vai dinamizar aqui a comunidade e vamos oferecer esta oportunidade de ter um ensino de música de qualidade onde vamos ter classe de coro, de percussão e de sopros. E nós pensamos que vamos poder dinamizar também o centro cultural de Cinza”, disse Henny Matos,  Directora-Executiva da Kulungwana.

Desde a sua fundação, o projecto Xiquitsi tem sido um farol na promoção da música erudita em Moçambique.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, lançou, nesta sexta-feira , na cidade de Moatize,  província de Tete, a primeira pedra do Projecto Mineiro de Revúboè,  uma iniciativa considerada estratégica para o fortalecimento do  sector extractivo e para a dinamização do crescimento económico  nacional. 

Falando na cerimónia, o Chefe do Estado afirmou que o projecto  representa um marco importante na valorização dos recursos minerais  do país e na atracção de investimento directo, sublinhando que o  Governo continuará empenhado em promover iniciativas que geram  emprego para a juventude, aumentam as receitas do Estado e  contribuem para a melhoria das condições de vida da população.

“A nossa presença neste acto atesta a aposta do nosso Governo na  atracção de mais investimentos, orientados para a criação de postos  de emprego para a nossa juventude e para a geração de receitas  para o Tesouro Público”, declarou o Presidente da República. 

O estadista saudou igualmente a empresa Jindal Steel & Power, novo  accionista do empreendimento, pela confiança depositada no  potencial mineiro de Moçambique e pela decisão de investir na  reactivação e desenvolvimento da mina de Revúboè. 

Segundo o Chefe do Estado, a província de Tete possui algumas das  mais importantes reservas de carvão do continente africano e do  mundo, sendo historicamente reconhecida como o coração  carbonífero do país. Contudo, frisou que o principal desafio continua a  ser transformar essa riqueza geológica em desenvolvimento humano  concreto. 

“O nosso desafio histórico tem sido transformar essa riqueza geológica  em desenvolvimento humano mensurável, em estradas; em escolas,  em centros de saúde e em melhores condições de vida para cada  família moçambicana”, afirmou. 

De acordo com o Presidente da República, o projecto de Revúboè  apresenta um elevado potencial económico, social e estratégico. Na  primeira fase prevê-se uma produção anual de cerca de 3,5 milhões  de toneladas de carvão, com possibilidade de atingir 7 milhões de  toneladas por ano na segunda fase, projectada para 2032. 

A iniciativa deverá igualmente criar 1.500 empregos directos e cerca  de 8 mil indirectos, beneficiando, sobretudo, jovens e trabalhadores da  província de Tete. Com uma vida útil estimada em 35 anos, o projecto  deverá contribuir de forma consistente para o aumento das receitas  do Estado e para o financiamento de sectores prioritários como  educação, saúde, agricultura e infra-estruturas. 

O Chefe do Estado destacou, ainda, que a entrada em  funcionamento da mina reforçará o posicionamento de Moçambique como um dos principais produtores de carvão da África Austral, além 

de optimizar o uso das infra-estruturas logísticas nacionais,  nomeadamente, os corredores ferroviários da Beira e de Nacala. 

Na ocasião, o Presidente da República enfatizou que o projecto se  enquadra na estratégia nacional de industrialização, defendendo que  o país deve deixar de exportar apenas matérias-primas em bruto. 

“Por décadas, Moçambique exportou matérias-primas sem valor  acrescentado, deixando para outros países os benefícios do  processamento industrial. Esse paradigma tem de mudar, e com  Revúboè começamos a mudar”, afirmou. 

Segundo explicou, o carvão produzido na mina será, em grande  parte, utilizado em unidades industriais da própria empresa para a  produção de aço, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia  de valor no território nacional. 

O estadista exortou igualmente ao operador do projecto a apresentar,  com urgência, uma estratégia clara de contratação de empresas  nacionais e da promoção da moçambicanização da mão-de-obra,  garantindo que os benefícios da exploração mineira sejam partilhados  com as comunidades locais. 

No mesmo contexto, sublinhou a necessidade de o projecto respeitar  rigorosamente os padrões de responsabilidade social e ambiental,  advertindo que o Governo acompanhará de perto a sua  implementação. 

“Não aceitaremos que as oportunidades geradas por este projecto  passem ao lado das nossas comunidades e das nossas empresas”,  advertiu. 

Entre outras medidas, está prevista a construção de uma nova vila de  reassentamento com habitações dignas, serviços básicos e infra estruturas sociais, incluindo um centro de saúde comunitário. 

Para o Presidente da República, a exploração responsável dos  recursos naturais deve traduzir-se em benefícios concretos para as  populações locais, através de oportunidades económicas em áreas 

como fornecimento de bens alimentares, serviços logísticos, transporte  e outras actividades associadas à cadeia mineira. 

“A maior riqueza de Tete não é apenas o carvão, mas sim o seu povo,  trabalhador, resiliente e orgulhoso. É para este povo que  trabalhamos”, sublinhou. 

O Chefe do Estado manifestou ainda a expectativa de que o projecto  de Revúboè marque o início de uma nova relação entre o sector  extractivo e as comunidades, baseada na transparência, no respeito e  no benefício mútuo. 

Na parte final da sua intervenção, felicitou ao Ministério dos Recursos  Minerais e Energia, aos investidores, às autoridades locais e à população da província de Tete pela concretização do projecto,  desejando sucesso na sua implementação. 

“Esperamos que este projecto contribua para reforçar o  posicionamento de Moçambique como um destino atractivo para o  investimento mineiro e para consolidar o sector como um dos pilares  do desenvolvimento económico nacional”, concluiu.(GI)

O ex-presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, foi condecorado esta terça-feira com a nova Ordem Europeia do Mérito, criada em Maio de 2025, que distingue cidadãos que “contribuíram significativamente para a integração europeia” ou para os valores europeus.

Esta foi a primeira vez que esta ordem foi atribuída e, além de Aníbal Cavaco Silva, foram também condecorados outros 19 cidadãos europeus, entre os quais o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a ex-chanceler alemã Angela Merkel e o ex-presidente polaco Lech Walesa.

Cavaco Silva foi condecorado com o grau de Membro Honorário da Ordem Europeia do Mérito, o segundo mais elevado, e, numa nota divulgada à imprensa, justifica-se a distinção com o papel que o primeiro-ministro português entre 1985 e 1995 desempenhou na adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE).

“Liderou os esforços para Portugal aderir às comunidades europeias durante o seu mandato de primeiro-ministro, que começou em 1985”, lê-se na nota, que destaca ainda que Cavaco Silva “assumiu responsabilidades significativas na negociação do Ato Único Europeu e no Tratado de Maastricht”.

“Durante a sua liderança, Portugal assumiu pela primeira vez, em 1992, a presidência do Conselho das comunidades europeias. Portugal também aderiu ao Sistema Monetário Europeu, o que permitiu que se tornasse um membro fundador do euro, durante o seu mandato de primeiro-ministro”, refere-se.

A UE destaca ainda que Cavaco Silva, enquanto Presidente da República, entre 2006 e 2016, forneceu “apoio institucional ao trabalho que levou à entrada em vigor do Tratado de Lisboa”, em 2009, e contribuiu “à percepção positiva da UE entre os cidadãos portugueses através do seu trabalho da integração europeia de Portugal”.

Criada pelo Parlamento Europeu em Maio de 2025, para assinalar os 75 anos da Declaração de Schuman, a Ordem do Mérito é a primeira distinção europeia concedida pelas instituições da UE e homenageia indivíduos que “contribuíram significativamente para a integração europeia ou para a promoção e defesa dos valores consagrados” nos tratados europeus.

Todos os anos, são condecorados até 20 cidadãos com esta ordem, sendo que as propostas de nomeação podem ser apresentadas pelos presidentes do Conselho Europeu, Comissão Europeia, Parlamento Europeu, assim como pelos chefes de Estado ou de Governo com assento no Conselho Europeu ou pelos presidentes dos parlamentos nacionais dos Estados-membros.

 

O Saxofonista moçambicano, radicado na Noruega, Ivan Mazuze, foi nomeado pela terceira vez membro do Comité da Direcção Norueguesa de Cultura para a linha de apoio destinada a organizadores de concertos e festivais na Noruega.

A Direcção Norueguesa de Cultura indicou o saxofonista, compositor e gestor cultural Ivan Mazuze, pela terceira vez consecutiva, uma nomeação que reforça a confiança depositada no seu trabalho e reconhece o seu compromisso contínuo com um ecossistema musical norueguês mais diversificado, representativo e sustentável.

Como membro do comité, Mazuze contribuirá com avaliações artístico‑culturais, com base no conhecimento do sector e uma ampla experiência adquirida tanto na Noruega como no cenário internacional. 

Na sua função poderá também analisar candidaturas de organizadores e festivais de todo o país, com o objectivo de fortalecer produções profissionais, promover desenvolvimento de público e elevar a qualidade artística.

“Estou profundamente grato pela confiança e motivado para continuar a contribuir com o trabalho de apoiar organizadores e festivais que criam espaços essenciais de encontro entre artistas e público em toda a Noruega”, afirma Mazuze.

Ao longo dos últimos anos, Mazuze tem sido uma figura central no panorama cultural norueguês, tanto como músico quanto como consultor cultural e desenvolvedor de programas. 

O seu trabalho destaca‑se em grande medida na competência intercultural, qualidade artística e práticas inclusivas de envolvimento de público. 

Mazuze junta-se a outros membros com diversas competências literárias e experiência na área das artes performativas na Noruega.

O comité é formado por especialistas em suas áreas de especialização que fornecem informações ao conselho cultural nacional sobre questões profissionais e melhoramento na própria área.

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