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Cidade de  Chókwè “assaltada” por lixo 

O mau cheiro invadiu o coração da cidade de  Chókwè, devido à  falta de recolha de lixo, há três semanas. Munícipes alertam para riscos à saúde, e vendedores do mercado Senta Baixo falam de prejuízos e acusam o município de se ter  demitido das suas funções.

Da rotunda em direção a  linha férrea estende-se uma faixa de mais 40 empreendimentos comerciais, incluindo o Mercado Senta-Baixo, mas o que se destaca é o lixo acumulado desde finais de Fevereiro,  que  mergulhou a zona comercial de Chókwè na imundície.

“Chókwè está podre, estamos já há um mês no meio da sujeira, aqui no coração da cidade. É Triste há tratores, basculantes para remoção do lixo,mas nada funciona. Uma cidade como está imunda é triste”, lamentou, César Márcio, residente do terceiro bairro de Chókwè.

Marta Sambo, residente do primeiro bairro refere “até os produtos partilham espaço com sujeira. Isto deve parar” sentenciou.

Como muitos vendedores do mercado Senta Baixo, Marlene Cossa de 30 anos de idade, fala de prejuízos incalculáveis, devido ao cheiro insuportável que cria  muito desconforto, além de afugentar clientes.

“Estamos  há três semanas sem clientes, por causa do mau cheiro que tomou conta da área. Os clientes preferem ficar em casa” refere, Marlene Cossa,  vendedeira  do  mercado Grossista de Chókwè.

O mercado informal  também não escapa. Há  lixo  espalhado no chão, por todo o lado. Sónia Marta vende verduras  neste recinto há mais de 30 anos e descreve a situação.

“Vendo Hortaliça, cacana, couve, tomate, cebola, mas o que se vive nestes dias é pior. Exigimos que o presidente do município venha tirar este lixo aqui”.

Com as chuvas que continuam a cair, o lixo toma o lugar das vias principais de acesso, bem como, do terceiro e quarto bairros da cidade.A situação agrava-se mais ainda com falta de sistema de drenagem. A água arrasta lixo contaminado para vários pontos

Mário Tiago paga diariamente a taxa de limpeza, por isso entende que as  autoridades municipais se demitiram da sua principal missão, situação agravada pela ausência de linha de diálogo para o esclarecimento das causas.

Agastados com a situação, os munícipes alertam para os perigos à saúde e  exigem resposta urgente das autoridades municipais.

Mesmo depois de um contacto com um três dias de antecedência, não foi possível ter as autoridades do município para explicar os motivos da deficiente recolha de lixo em Chókwè.

 

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