O número de mortos na actual época chuvosa em Moçambique subiu para 279, com quase 900 mil pessoas afectadas desde Outubro, segundo nova actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com informação da base de dados do INGD actualizada ontem, citado pela Agência Lusa, contabilizam-se mais dois mortos face a segunda-feira, tendo sido afectadas 892 273 pessoas (mais 22 mil face ao balanço anterior) na presente época das chuvas correspondente a 205 479 famílias, havendo também 11 desaparecidos e 340 feridos.
Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afectando globalmente 715 716 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, a 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos e afectou 9040 pessoas, segundo os dados actualizados do INGD.
Um total de 15 898 casas ficaram parcialmente destruídas, 6305, totalmente destruídas e 187 262, inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 303 unidades de saúde, 84 locais de culto e 722 escolas foram afectadas em cinco meses e meio.
Os dados do INGD indicam ainda que 267 205 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afectando 342 227 agricultores, e 531 058 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.
Foram ainda afectados, nesta época das chuvas, 7612 quilómetros de estradas, 45 pontes e 261 aquedutos.
Desde Outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano activou 155 centros de acomodação, que chegaram a albergar 114 734 pessoas, das quais 25 ainda estão ativos (mais cinco na última semana, devido às recentes inundações), com pelo menos 6760 pessoas, além do registo de 6931 pessoas que tiveram de ser resgatadas.

