O Presidente da República diz que a promoção de construções ordenadas e resilientes é uma das formas de reduzir o risco de inundações no País. Daniel Chapo falava hoje, em Matutuine, na província de Maputo, durante a entrega de mais de três mil talhões, destinados aos jovens.
Ao todo são 3062 talhões que passam a estar disponíveis para um igual número de cidadãos moçambicanos, com especial destaque para jovens. Trata-se de um bairro com arruamentos, água, luz e previsão de serviços públicos, cuja entrega foi orientada pelo Presidente da República.
“As tragédias também nos ensinam, ensinam-nos que reconstruir não basta, é preciso reconstruir melhor, planear melhor, construir com visão e recusar a continuidade da nossa vulnerabilidade. Temos de erguer resiliência e é precisamente neste ponto que o acto que hoje realizamos, a entrega de 3 062 talhões infra-estruturados, ganha uma dimensão ainda mais profunda. Trata-se da entrega de talhões devidamente demarcados em áreas adequadas para habitar e previamente planificadas”,disse Daniel Chapo.
Diante do desafio do reassentamento de milhares de populações vítimas das inundações, estes talhões não são destinados especialmente a este grupo, mas Daniel Chapo diz que qualquer um pode concorrer.
“Num século marcado por mudanças climáticas, planear o território deixou de ser uma opção técnica para tornar-se numa exigência de sobrevivência estratégica. Não podemos continuar a construir e a reconstruir após cada tragédia. Temos de construir melhor e construir certo desde o início. Por isso queremos convidar os nossos irmãos que vivem nas Zonas Baixas, em Maputo província e Maputo cidade para virem ver estes terrenos e optarem por sair das Zonas Baixas para as Zonas Altas”, disse.
Chapo considerou o local uma oportunidade de promover o crescimento económico do distrito de Matutuine, através da implantação naquele local de infraestruturas comerciais, como supermercados e outros.
A ocasião serviu, também, para resolver dívidas do passado, com o cumprimento de terrenos aos jogadores e técnicos que qualificaram os “Mambas” para o CAN de 1996, 30 anos depois.
Sérgio Faife Matsolo e João Chissano subiram ao palco para representar os mais de 40 jogadores e equipa técnica beneficiária.
Os custos para ter acesso aos terrenos ainda não foram revelados, contudo as candidaturas podem ser feitas online, ou depositadas no escritório da Cooperativa de habitação juvenil implantada no local.

