O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se hoje, no seu Gabinete de Trabalho, com a Associação dos Bancos Comerciais para avaliar as medidas de recuperação económica destinadas a mitigar os impactos das recentes manifestações violentas.
Entre as acções anunciadas, destacam-se duas medidas de impacto imediato que visam aliviar a pressão financeira das Pequenas e Médias Empresas (PME), garantindo a manutenção dos empregos e estimulando o crescimento económico.
A primeira medida proposta pelos bancos comerciais diz respeito à reestruturação da dívida das PME afectadas directa ou indirectamente pela crise. O plano prevê o reescalonamento das obrigações financeiras, permitindo a renegociação dos prazos de pagamento. Esta iniciativa visa reduzir a pressão sobre as empresas, garantindo sua sustentabilidade e preservando postos de trabalho, o que representa um impacto económico e social positivo para o país.
A segunda acção de alívio imediato consiste na criação de linhas de crédito bonificadas, destinadas às empresas que não possuem dívidas, mas que necessitam de capital para impulsionar seus negócios, com juros anuais estimados em 15 por cento. Esta medida busca facilitar o acesso ao financiamento, proporcionando um fôlego extra para os empresários e dinamizando a economia em um momento crítico de recuperação.
Durante o encontro, Chapo destacou a importância de uma resposta ágil e eficaz para garantir a estabilidade económica e social do país.
“Estou bastante satisfeito com o trabalho que foi feito em pouco tempo. Eu prefiro ter duas ou três medidas fortes que vão recuperar a nossa economia, sobretudo a saúde financeira dos nossos empresários, do que ter cerca de 10, 15 ou 20 medidas que não funcionam”, afirmou, sublinhando que “a nossa responsabilidade como Governo é trabalhar para estabilizarmos o país em termos sociais, políticos e económicos”.
O estadista manifestou satisfação com o facto de os bancos comerciais se terem concentrado em medidas que dependem do Governo, realçando a facilidade da sua execução.
O Presidente da República elogiou esta iniciativa dos bancos, afirmando que se mostraram bastante sensíveis em relação ao momento que o país atravessa. Além disso, agradeceu aos bancos comerciais por terem trazido aspectos concretos, garantindo, a seguir, dar passos subsequentes para a sua materialização e estabilizar o país em termos sociais e económicos.
Estas medidas representam uma oportunidade para fortalecer a resiliência das PME e assegurar a recuperação sustentável da economia nacional.