O País – A verdade como notícia

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) procederam à assinatura do acordo de cedência dos direitos de organização do Campeonato Nacional da I Divisão – Moçambola – válido para as épocas desportivas 2025/26 e 2026/27.

O acordo foi rubricado pelo presidente da FMF, Feizal Ismael Sidat, e pelo presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, reforçando o compromisso institucional entre as duas entidades para o fortalecimento do futebol profissional em Moçambique.

Nos termos do acordo, a FMF cede à LMF os direitos de organização do Moçambola, cabendo à Liga assegurar a gestão operacional da competição, incluindo a sua planificação, organização, coordenação logística e promoção, em estrita observância dos regulamentos, estatutos e orientações da Federação Moçambicana de Futebol.

Por sua vez, a FMF mantém o papel de entidade reguladora do futebol nacional, garantindo a supervisão institucional da competição e assegurando que o campeonato decorra em conformidade com as normas nacionais e internacionais que regem a modalidade.

A renovação deste acordo enquadra-se na estratégia de consolidação do modelo de gestão do futebol profissional no País, promovendo maior organização, sustentabilidade e valorização do principal campeonato nacional.

Com esta parceria renovada, FMF e LMF reiteram o compromisso de continuar a trabalhar de forma articulada para elevar a qualidade competitiva do Moçambola, reforçar a sua visibilidade e criar melhores condições para clubes, atletas, parceiros e adeptos.

A Vodacom anunciou a entrega de mil kits de dignidade para mulheres e raparigas, além da mobilização de cerca de 20 toneladas de bens essenciais, enquanto o Moza Banco disponibilizou um apoio financeiro simbólico para apoiar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama. As partes manifestaram ainda interesse em fortalecer parcerias institucionais, incluindo a possibilidade de assinatura de um memorando de entendimento para aprofundar a cooperação em iniciativas de carácter social.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu em audiência esta segunda-feira, no seu gabinete, a directora da Fundação Vodacom, Cristina Azevedo, e o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, encontros durante os quais foram anunciados apoios destinados a reforçar a assistência às populações afectadas pelas recentes cheias e a fortalecer futuras parcerias de carácter social.

Em declarações à imprensa no final da audiência, Cristina Azevedo explicou que a visita teve como objectivo a entrega de mil kits de dignidade destinados a mulheres e raparigas afectadas pelas cheias, no quadro da resposta de emergência promovida pela Fundação Vodacom.

“Foi uma boa oportunidade para a Fundação, de poder canalizar ajudar que é especificamente para mulheres e meninas, porque nós sabemos que, normalmente, é este grupo que fica mais vulnerável quando se trata de situações de emergência. Então, o que o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama nos permitiu foi, no fundo, contribuir desta forma”, afirmou.

A responsável acrescentou que a Fundação Vodacom mobilizou cerca de 20 toneladas de bens essenciais para apoiar as populações afectadas, com particular atenção às necessidades das mulheres e raparigas atingidas pelas inundações.

“Neste caso foi especificamente para acautelar as necessidades das meninas e das mulheres que foram, infelizmente, afectadas pelas cheias”, declarou.

Durante o encontro, as duas instituições analisaram igualmente a possibilidade de formalizar a cooperação através de um instrumento de parceria institucional. “No âmbito desta colaboração, percebemos que poderia ser uma boa oportunidade, como nós Vodacom, formalizar esta relação com o Gabinete da Primeira-Dama. Todos nós temos visto quão preocupada, quão activa Sua Excelência Primeira-Dama, Gueta Chapo, tem sido. E isso ajuda-nos a colaborar, a aprofundar aqueles que são os nossos ideais, aquilo que é o nosso objectivo”, disse.

Segundo Cristina Azevedo, as partes discutem actualmente um memorando de entendimento que deverá ser assinado em breve. “Então, hoje conversámos também sobre a possibilidade de assinarmos um memorando de entendimento entre ambas as instituições. E é com muito prazer que eu digo que será feito em breve.

Neste momento temos um texto a ser discutido. Portanto, muito em breve estaremos aqui de novo para formalizarmos, então, esta parceria entre a Fundação Vodacom e o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama”.

Num encontro realizado separadamente, o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, explicou que a instituição solicitou a audiência para manifestar o seu apoio às iniciativas sociais promovidas pelo Gabinete da Primeira-Dama.

“Pedimos este encontro porque reconhecemos que o Gabinete da Primeira-Dama tem um papel muito importante a desempenhar na economia de Moçambique, e o país enfrenta, neste momento, vários desafios. E nós quisemos juntar-nos ao Gabinete da Primeira-Dama no apoio que pode ser dado à sociedade”, afirmou.

Na ocasião, o Moza Banco anunciou a entrega de um apoio financeiro simbólico destinado a reforçar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama, sobretudo no actual contexto de calamidades naturais.

“Portanto, viemos hoje oferecer um apoio simbólico, monetário, para que junto de outros apoios que o Gabinete da Primeira-Dama tem recebido se possa fazer face aos desafios que os moçambicanos enfrentam neste momento, particularmente num período em que se registam calamidades naturais no país. Julgamos que este apoio é muito importante para a Primeira-Dama poder levar a cabo aquilo que são os seus programas, e nós estamos muito gratos, em nome da Comissão Executiva do Moza Banco”.

Jaime Joaquim acrescentou que o Moza Banco está aberto a continuar a desenvolver parcerias que possam ajudar o Gabinete da Primeira-Dama a levar a cabo os seus programas, sobretudo no apoio às comunidades carenciadas e às populações afectadas pelas diversas calamidades naturais que se registam no país.

Daniel Chapo destaca a importância dos laços históricos, culturais e linguísticos entre os dois países e manifestou interesse em reforçar a cooperação política, económica e social, incluindo a dinamização do investimento e das parcerias empresariais, sublinhando que o objectivo comum é fortalecer a cooperação e promover melhores condições de vida para os povos moçambicano e português.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou a solidez das relações bilaterais com Portugal e anunciou o interesse de visitas oficiais ao mais alto nível para breve, durante o balanço da sua deslocação a Lisboa. 

Ao participar na investidura do novo homólogo português, António José Seguro, o estadista moçambicano assinalou uma nova etapa de dinamismo na cooperação política, comercial e social, destacando a importância da presença mútua para o fortalecimento do bem-estar dos dois povos irmãos.

A participação moçambicana no evento foi classificada pelo Chefe do Estado como um passo fundamental na diplomacia entre as duas nações, sublinhando que esta “reveste-se de extrema importância a avaliar as relações históricas de amizade e cooperação”.

Durante o encontro com o governante português, o Presidente Daniel Chapo endereçou felicitações direcTas, expressando optimismo quanto ao futuro do relacionamento institucional. 

O estadista manifestou a sua “convicção de que o seu mandato contribuirá para o contínuo fortalecimento das relações de cooperação, amizade, solidariedade e fraternidade entre Moçambique e Portugal, em benefício do bem-estar dos respectivos povos”, enfatizando os laços que unem moçambicanos e portugueses.

No decurso das conversações, foram passados em revista os actuais mecanismos de cooperação, com especial foco na herança comum. O Presidente moçambicano destacou a solidez dos laços históricos que, segundo as suas palavras, “são laços históricos de irmandade, com base na língua, na cultura, na familiaridade entre os povos moçambicano e português”, servindo de base para o aprofundamento da colaboração nos domínios político, social e comercial.

Outrossim, sublinhou o desejo de Moçambique em atrair mais investimento, incentivando parcerias que transcendam a esfera governamental. O Presidente da República de Moçambique reforçou a importância de “dinamizar cada vez mais as relações económicas, sociais, políticas, comerciais e o investimento, sobretudo, e as parcerias empresariais entre os dois países, entre os nossos sectores públicos, mas também entre os nossos sectores privados”.

Para o Chefe do Governo moçambicano, Portugal mantém-se como um dos principais investidores externos, papel que o país pretende ver reforçado através de instrumentos financeiros já conhecidos. 

É o caso da linha de crédito de 500 milhões de euros aberta em Dezembro último, sobre a qual o afirmou que “as duas equipas, portanto, por parte de Portugal e de Moçambique, trabalham para a materialização e viabilização desta linha e por aquilo que nós estamos a acompanhar, até agora estamos num bom caminho”.

O estadista acredita que, se o nível de execução e pagamento deste mecanismo for positivo nos próximos anos, existem “possibilidades de esta linha continuar a crescer no que toca ao valor”, servindo de motor tanto para o setor público como para o privado. 

“Estamos convictos de que no reforço destas parcerias constou um instrumento fundamental para impulsionar o crescimento económico e social de Moçambique”, explicou o Presidente Chapo, reiterando o objectivo de estreitar as relações empresariais.

Um dos pontos altos do balanço foi o anúncio do interesse mútuo de visitas a Moçambique por parte da liderança portuguesa. O Chefe do Estado moçambicano revelou que “tivemos manifestação de interesse de visitar Moçambique não só por parte do Presidente Seguro, recentemente eleito, mas também por parte de Senhor Primeiro-Ministro Montenegro”, estando as datas concretas dependentes de acertos por via diplomática.

O Presidente Daniel Chapo concluiu a sua intervenção reforçando que o objectivo final desta cooperação excelente é único: “continuar a trabalhar juntos para fazer crescer os nossos dois países e criar melhores condições de vida, tanto para o povo moçambicano como para o povo português, que é o objetivo principal dos dois Governos”.

Esta visão de futuro aponta para uma consolidação definitiva dos laços que definem a parceria estratégica entre Maputo e Lisboa.

Os comentadores da STV, Hélder Jauana e Alberto da Cruz, criticaram a actuação do Município de Maputo na gestão de obras públicas na cidade, apontando falhas na planificação e na definição de prioridades.

Hélder Jauana destacou que a prática de asfaltar estradas e pouco tempo depois voltar a escavá-las revela um problema de organização. “Quando estás numa situação em que uma estrada é asfaltada hoje, amanhã é rebentada, escavada, o problema deixa de ser técnico, ele passa a ser um problema de planificação”, disse.

O comentador acrescentou que a gestão da coisa pública exige responsabilidade. “Cada metical que nós empregamos deve ser para resolver um problema e cada metical que nós duplamente empregamos para a mesma acção deve se responsabilizar quem o faz”, frisou.

Por sua vez, Alberto da Cruz criticou a falta de priorização das obras, apontando que bairros periféricos continuam a sofrer com problemas estruturais, enquanto outras zonas recebem intervenções constantes. 

“Se aqui na Baixa, nós, por exemplo, vimos ontem que encheu a água… se há uma prioridade, esta prioridade devia ser a drenagem nas zonas onde o povo está”, disse.

Da Cruz ressaltou ainda a situação de residentes de bairros como Albazine e Magoanine, afectados por cheias. “Agora que estamos a falar, há gente que não consegue ou não dormiu nas suas casas porque houve inundações… o município pode pegar o dinheiro que existe e investir onde há um problema real e poder resolver aquele problema de tal forma que não haja necessidade de a STV e outros canais irem a estes lugares reportarem situações dramáticas e muitas das vezes desumanas”, concluiu.

O debate dos comentadores evidencia a necessidade de uma planificação mais eficiente e de uma definição clara de prioridades para evitar desperdício de recursos públicos e melhorar a qualidade de vida dos munícipes.

A fase de recenseamento piloto, que terá lugar na primeira quinzena de Agosto próximo, vai permitir assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares, pouco mais de sete mil milhões de meticais.

Moçambique vai realizar em Agosto próximo um recenseamento piloto da população, para assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, anunciou esta segunda-feira a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela imprensa moçambicana.

“Importa referir que o licenciamento piloto do censo de 2027 terá lugar no mês de Agosto deste ano. Esta fase é de extrema importância na medida em que permitirá avaliar e validar os questionários, os sistemas tecnológicos, os procedimentos operacionais e a organização do trabalho de campo”, disse, em Maputo, Eliza Magaua, durante o lançamento da cartografia para a operação do próximo ano.

Segundo a responsável, esta fase vai permitir assegurar também que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares (7.029.000.000 de meticais ao câmbio de ontem), em que o Banco Mundial já garantiu o financiamento inicial de 12,7 milhões de dólares (811.530.000 de meticais pelo mesmo câmbio).

“A informação recolhida nesta fase permitirá preparar com rigor a etapa final do licenciamento, que está prevista para decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027”, avançou, acrescentando que com a colaboração de todos, este recenseamento demográfico será um marco histórico na modernização das estatísticas em Moçambique.

Aos agentes cartógrafos que nos próximos meses estarão no terreno, Eliza Magaua pediu dedicação, profissionalismo, disciplina e elevado sentido de responsabilidade, bem como o respeito e cordialidade no contacto com as comunidades e com os agregados familiares, reiterando ainda que a colaboração da população será igualmente essencial para o sucesso da operação.

“Gostaria, igualmente, de apelar à colaboração de todos, autoridades administrativas, líderes comunitários, organizações da cidade civil, partidos políticos e cidadãos, para que recebam e apoiem os agentes cartógrafos no exercício das suas funções”, acrescentou, citado pela imprensa nacional.

Teles Huo, director Nacional de Políticas Económicas e Desenvolvimento, recordou na ocasião que o censo de 2027 será particularmente relevante para Moçambique, já que será o primeiro totalmente digital a ser realizado no país, representando um avanço significativo.

“Quarenta e seis anos depois, teremos então um censo totalmente digital. É, de facto, um avanço importante a ser sinalizado e isto mostra que estamos também a apostar neste campo”, destacou, citado pela mesma fonte.

Huo acrescentou que os dados que resultarão deste exercício serão fundamentais para apoiar a formação de políticas públicas, orientar a planificação territorial e reforçar a monitorização das estratégias de desenvolvimento de memória social, desde o nível local até ao nível nacional.

“É óbvio que para qualquer país, para que possa haver uma boa planificação de desenvolvimento, é preciso que haja dados, haja evidências. Então, a planificação, o desenvolvimento é feito com as pessoas, é preciso que saibamos como é que está a nossa dinâmica populacional, onde é que as pessoas estão localizadas, para que possamos planificar de uma forma mais calibrada”, concluiu.

Em Junho passado, o INE anunciou que prevê registar, no recenseamento populacional de 2027, 36 milhões de habitantes, mais dez milhões face ao censo de 2017.

Ao apresentar a estrutura organizativa do plano do quinto recenseamento geral da população e habitação, Elisa Magaua avançou que se espera um crescimento face à operação de 2017, quando foram registados pouco mais de 26 milhões de habitantes em Moçambique.

O recenseamento geral da população e habitação vai decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027, pela primeira vez através das plataformas digitais e com resultados em seis meses.

 O INE estimou em 34 milhões a população moçambicana em 2025, contra pouco mais de 26 milhões do último censo de 2017.

Uma jovem de 37 anos de idade foi assassinada na madrugada deste sábado, na cidade de Chimoio, província de Manica. A família da vítima acusa o namorado de ser o principal suspeito do crime, alegando que o casal vivia frequentemente em constantes desentendimentos.

Uma mulher perdeu a vida após um desentendimento com o namorado numa barraca localizada no mercado Mapulango, no bairro Centro-Hípico.

Mizédia Domingos Serpa, mãe de dois filhos menores, trabalhava como vendedora de carne de porco no mercado Mapulango. Segundo familiares, na tarde de sexta-feira ela saiu do local de trabalho acompanhada pelo namorado em direcção a casa.

Durante a madrugada de sábado, moradores ouviram gritos de socorro vindos das proximidades da sua residência e quando se aproximaram para perceber o que aconteceu, encontraram-na morta.

De acordo com a irmã da vítima, quando chegou ao local encontrou Mizédia inconsciente e com sinais de agressão física, e logo suspeitaram do namorado, com quem tinha um histórico de brigas e agressões.

Horas depois, não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida. A família da vítima tem o namorado como o principal suspeito e pede justiça. Entretanto, o mesmo desapareceu depois do sucedido e encontrava-se em parte incerta, tendo depois sido accionada a polícia para os trâmites legais, bem como a denúncia.

A Polícia da República de Moçambique em Manica, reagiu ao caso do alegado assassinato de uma jovem pelo seu namorado. Segundo a corporação, o principal suspeito apontado pela família da vítima encontra-se internado no Hospital Provincial de Chimoio, em estado de coma e a lutar pela vida.

De acordo com a Polícia, neste momento ainda é prematuro avançar com a sua responsabilização formal no caso. As autoridades aguardam pela recuperação do suspeito para que possam ser realizadas mais averiguações e esclarecidos os contornos do crime.

Segundo a Polícia, o casal encontrava-se no estabelecimento comercial a consumir bebidas alcoólicas quando iniciou uma discussão no interior da barraca. A população presente no local interveio e conseguiu separá-los.

Momentos depois, os dois abandonaram o local juntos numa motorizada pertencente ao namorado. Entretanto, a Polícia foi acionada por populares que relataram que uma mulher estava a pedir socorro.

No local, as autoridades encontraram a vítima estendida e em estado grave. A mulher foi socorrida e levada ao hospital, mas acabou por perder a vida horas depois.

“Deste caso temos a referenciar que também encontra-se o cidadão que com ela estava no estabelecimento comercial a consumir álcool, neste exacto momento internado e em coma. A família da vítima acaba acusando este cidadão porque os mesmos vinham com histórico de violência, já passaram por várias vezes nas nossas subunidades policiais com histórico de violência, mas há um trabalho que está sendo feito para apurar a veracidade deste facto”, disse Mouzinho Manasse, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Manica.

As autoridades afirmam que continuam a trabalhar para apurar as circunstâncias do caso e aguardam pela recuperação do suspeito para recolher mais informações que possam esclarecer os factos.

“Ele é apontado como o suspeito pela família, nós temos de manter a custódia até o momento que ele sair do coma para podermos colher mais informações em torno deste caso”, concluiu Manasse.

A situação da cólera no distrito de Caia, na província de Sofala, continua a preocupar as autoridades sanitárias, apesar de se registar uma tendência gradual de redução de casos graves, segundo o Ministério da Saúde.

O surto eclodiu no dia 10 do mês passado e, até ao momento, foram registados cumulativamente 239 casos e um óbito. Actualmente, 12 pacientes encontram-se internados nas unidades sanitárias do distrito.

Entre domingo e segunda-feira foram notificados 11 novos casos da doença, nenhum deles em estado grave, ao contrário do que se verificava nas primeiras semanas do surto. Deste número, cinco pacientes receberam alta após tratamento e seis permanecem internados.

Apesar desta evolução considerada positiva, as autoridades de saúde alertam que a situação ainda é preocupante, “tendo em conta que estamos com uma média de seis a dez casos entrados por dia. De forma geral, no cumulativo, temos cerca de 239 casos”. 

Por ser um importante corredor ferroviário e rodoviário que liga as províncias de Sofala, Tete e Zambézia, o distrito de Caia reforçou as medidas de vigilância sanitária para evitar a propagação da doença. 

Entre as acções implementadas pelas autoridades sanitárias estão a instalação de pontos de lavagem das mãos, desinfecção em locais estratégicos e reforço do controlo nas principais portas de entrada.

E actividades comunitárias também estão a decorrer, desde o seguimento de casos e seus contactos, bem como o trabalho a nível das fontes de água, bem como monitoria das fontes de água para reduzir o risco de transmissão da doença.

Dados cumulativos apontam 239 casos de cólera e um óbito no distrito de Caia.

A Primeira-Ministra diz que a pobreza não vai reduzir no país, enquanto não houver transformação do sistema agro-alimentar. Por sua  vez, Graça Machel defende que a mulher deve fazer parte da cadeia formal de produção.    

As mulheres constituem a espinha dorsal da actividade agrícola em Moçambique e representam a maior parte da força de trabalho neste sector. 

Por esta razão, a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, considera ser essencial garantir que as mulheres tenham acesso ao financiamento e à tecnologia, como forma de, também, reduzir a pobreza. 

“Ao falarmos da agricultura como tema central deste evento devemos reconhecer uma realidade incontornável. Não haverá redução sustentável da pobreza nesses ambientes sem a transformação profunda do sistema agroalimentar. Tal passa por reconhecer o papel essencial da mulher e da rapariga no setor agrário Como governo, a nossa prioridade é transformar a produção em rendimento e o rendimento em bem-estar para as famílias. É neste quesito que a centralidade das mulheres se torna incontornável pois são elas que constituem uma parte significativa da força de trabalho no setor agrícola”. 

Levi explicou que a mulher está envolvida em várias etapas da cadeia produtiva desde a preparação da terra, a produção, a colheita, a conservação, o processamento e a comercialização, por isso “quando as mulheres têm acesso à terra, tecnologia, financiamento, mercados e conhecimento os ganhos produzem-se não apenas em maior produção mas sobretudo em melhores condições de vida para as suas famílias e maior resiliência para as comunidades”, por esta razão, reforçar a participação e a autonomia das mulheres no sistema agroalimentar não é, para a governante, apenas uma questão de justiça social é também uma condição essencial para acelerar o desenvolvimento econômico das comunidades e do país. 

“Colocar as mulheres no centro da transformação econômica, especialmente nos setores onde a sua participação é determinante, como é o caso da agricultura, deve caminhar em paralelo com a garantia dos seus direitos e da sua segurança. Quando falamos de zero pobreza e zero violência para todas as mulheres e raparigas não estamos simplesmente a propagar um slogan, estamos sim a reafirmar um princípio moral que é simultaneamente uma condição essencial para o desenvolvimento”. Levi falava nesta segunda-feira, na Cidade de Maputo, num evento que tinha como tema o papel das mulheres no agro-negócio, organizado por ocasião do Dia Internacional da Mulher, assinalado no domingo. 

Por sua vez, a activista Graça Machel destacou a necessidade de maior eficiência no acesso à terra, para o desenvolvimento do agro-negócio. 

“Que passemos de enumerar, enumerar as dificuldades, isto para dizer o quê? No próximo ano, nós não queremos ainda falar, dizer, dificuldade é acesso à terra, há de continuar, mas temos que dizer, tantas mulheres já têm o duats, a terra lhes pertence, tantas mulheres já passaram por cursos de formação, tantas mulheres ultrapassaram a burocracia de que nós estamos a falar, quer dizer, não podemos continuar com reuniões em que nós nos lamentamos, lamentamos, lamentamos, primeiro exigir, as meninas têm que exigir”, explicou a fundadora da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.   

No evento, foi lançada uma estratégia que, entre outros aspectos, visa reduzir barreiras institucionais e facilitar o acesso aos mercados para as mulheres. 

“O nosso interesse com este plano estratégico é escalar os negócios liderados por mulheres. Se temos uma microprodutora, o nosso interesse é que essa produtora chegue a ser uma grande produtora e que também atinja não só o mercado local, mas também os mercados de exportação”.

A cerimónia contou com a participação de representantes de instituições públicas, privadas e membros do Governo.

Um enfermeiro do Hospital Provincial de Tete está detido, acusado de manter uma clínica clandestina na sua residência, onde prestava atendimentos de saúde sem autorização das autoridades. Segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal, a actividade decorria desde 2019.

Segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), o indiciado prestava diversos tipos de atendimentos médicos na sua residência, tratando várias doenças sem a devida autorização das autoridades sanitárias. De acordo com as investigações, a actividade vinha sendo praticada desde 2019.

O indiciado, que afirma ser licenciado em Gestão Ambiental e mestre em Saúde Pública, reconheceu a prática do crime de que é acusado. Contudo, alegou que realizava os atendimentos com o objectivo de ajudar pessoas que procuravam assistência de saúde.

Entretanto, o inspector-chefe do Serviço Provincial de Saúde de Tete confirmou tratar-se de um funcionário do sector, mas condenou a prática, sublinhando que os atendimentos de saúde ao domicílio ou em espaços não autorizados violam as normas estabelecidas pelas autoridades de saúde. 

O inspector acrescentou ainda que, durante a operação, não foram encontrados na posse do enfermeiro quaisquer fármacos pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde.

Este é o primeiro caso do género despoletado pelo SERNIC, desde o início do presente ano.

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