O País – A verdade como notícia

Um episódio trágico abalou o bairro 2, no distrito de Chongoene, em Gaza, onde uma mãe e suas duas filhas foram encontradas mortas em circunstâncias ainda desconhecidas. Familiares e vizinhos suspeitam de violação seguida de envenenamento.

É mais um caso de suposto assassinado por envenenamento que acontece na província de Gaza, concretamente no distrito de Chongoene.

De acordo com testemunhas, uma jovem de 38 anos e suas filhas, de 7 e 16 anos, foram encontradas sem vida no interior da residência da família. Isabel Langa, vizinha, descreveu o cenário:

“Quando nós entrámos para arranjar os corpos, estavam desorganizados. A mãe e a criança pequena estavam a sair espuma pela boca e pelo nariz. Por isso acreditamos que isto aqui foi veneno”, contou.

Outra residente, Terana Vasco, explicou que a família tinha-se mudado recentemente para a casa.

“O que vimos lá dentro estava desorganizado, tipo a panela de feijão que haviam feito no sábado estava despejada, o fogão no chão. A mãe estava na cama e a menina de sete anos estava no chão, já morta com a mãe. Queremos justiça, não podemos deixar assim”, disse.

O marido da vítima suspeita de uma acção criminosa que envolveu invasão, violação e envenenamento.

“A minha família foi assassinada. Eu desconfio que alguém as violou e, de seguida, lançou um spray. São pessoas movidas por maldade”, declarou.

O secretário do bairro 2, Américo Zunguene, afirmou que o caso deixou a comunidade em choque e medo, apelando a respostas urgentes das autoridades, no caso concreto o Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC.

“O Sernic e a saúde passaram daqui. O assunto está sendo investigado pela polícia. É a primeira vez que isto acontece. Estamos muito preocupados, sem saber o que aconteceu”, disse.

Uma das vítimas chegou a ser socorrida e levada ao hospital provincial de Xai-Xai, mas veio a falecer duas horas após a entrada. O hospital promete pronunciar-se sobre o caso esta quinta-feira.

Este episódio deixa a comunidade de Chongoene em alerta e reforça a necessidade de uma investigação rápida e rigorosa para esclarecer as causas da tragédia.

Bayport Financial Services Moçambique (Mcb) S.A., o principal microbanco do país e com a quinta maior carteira de crédito, conquistou o prestigiado prémio Global Banking & Markets (GBM) Africa 2026 Local Currency Bond of the Year – Financial Institutions.

O anúncio foi feito numa cerimónia de gala realizada na cidade do Cabo, na África do Sul, no dia 16 do corrente mês, que reuniu figuras de destaque dos mercados de capitais de África e de outras regiões.

O Global Banking & Markets Africa 2026 Local Currency Bond of the Year – Financial Institutions é um prémio internacional do sector financeiro atribuído pela organização Global Banking & Markets, que distingue as melhores operações de financiamento, bancos e instituições que se destacam nos mercados de capitais em África.

Falando aos jornalistas na Cidade do Cabo, onde participava na conferência da GBM Bonds, Loans and ESG 2026, o administrador-delegado da Bayport Moçambique, Bene Machatine, disse que o prémio representa um marco importante na trajectória da empresa, sobretudo por operar num mercado onde o mercado de capitais ainda não está desenvolvido.

“Trata-se de um reconhecimento de âmbito continental, que nos destaca positivamente, tendo em conta que existem mercados de capitais em África mais desenvolvidos do que o de Moçambique. Portanto, este prémio valoriza, não só a Bayport, mas também o país, cujo nome foi projectado na cerimónia”, disse.

Este é o segundo prémio que a Bayport Moçambique recebe ao longo dos dez anos de emissões obrigacionistas e reflecte, segundo Bene Machatine, “o nosso contributo para o mercado de capitais em Moçambique, materializado na realização de mais de 20 séries de emissões, com um valor total superior a 7 mil milhões de meticais”.

Por isso, segundo disse, “gostaríamos de reconhecer o apoio do Standard Bank, do Absa e da CGA nesta emissão, bem como dos investidores que continuam a apoiar e a confiar no Bayport como destino para os seus investimentos”.

Ranganai Mubaiwa, administrador financeiro do microbanco, acrescentou dizendo: “Quando as pessoas ouvem falar do Bayport, ocorre-lhes um dos pioneiros na concessão de crédito a funcionários públicos, numa altura em que nenhum grande banco tencionava fazê-lo, por considerar que estes apresentavam demasiado risco no início. Muitos dos nossos clientes reflectem sobre a casa que conseguiram construir, o negócio que iniciaram, os filhos que entraram no ensino superior e os tratamentos médicos vitais realizados dentro e fora do país, tudo graças à confiança que a Bayport depositou neles”.

Para Mubaiwa, a Bayport é isso e muito mais. “Damos oportunidade a indivíduos comuns de investir e obter rendimentos através dos seus fundos de pensões. Temos vindo a emitir obrigações desde 2016, criando, sempre, um mercado para fundos de pensões, seguradoras, indivíduos, bancos, entre outros, para obterem bons retornos e ampliarem os seus activos”, disse.

Ranganai Mubaiwa também teve a oportunidade de partilhar a sua visão sobre como desbloquear os mercados de moeda local em África, através do fortalecimento da profundidade, da liquidez e da confiança, na conferência realizada no segundo dia do evento, no International Convention Centre na Cidade de Cabo.

Destacou que, como emitente, a organização considerava o custo de financiamento, a disponibilidade de liquidez, o prazo da operação e a disponibilidade de moeda estrangeira como factores-chave na avaliação da emissão de obrigações e obtenção de empréstimos em moeda estrangeira ou moeda local. Acrescentou que esperava que o financiamento em moeda local continuasse a crescer no continente.

A transacção vencedora corresponde a uma emissão obrigacionista de 600 milhões de meticais, em duas tranches (taxa fixa e variável), realizada em Outubro de 2025, organizada pelo Absa e pelo Standard Bank, com assessoria jurídica da Couto, Graça & Associados – CGA.

A Bayport opera em todo o País, oferecendo empréstimos acessíveis a funcionários públicos por períodos de até sete anos. A organização iniciou actividades em 2012. É uma das sete operações no continente, sob controlo maioritário da Bayport Management Limited, uma empresa cotada nas Maurícias.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, nesta quarta-feira, em Bruxelas, a aposta estratégica na transformação digital como motor de desenvolvimento económico, sublinhando que Moçambique quer posicionar-se como destino competitivo para investimento tecnológico, durante a abertura do evento European Union-Mozambique Digital Open Day.

Falando na cerimónia, o Chefe do Estado sublinhou a mudança de paradigma no desenvolvimento global, referindo que, durante décadas, o desenvolvimento das nações foi medido pela sua capacidade de construir infra-estruturas físicas, mas que, actualmente, “uma nova geração de infra-estruturas está a redefinir o progresso dos países no mundo: a conectividade digital, dados, plataformas tecnológicas e, acima de tudo, inteligência artificial”.

O estadista destacou o impacto transformador da inteligência artificial, afirmando que “está a transformar profundamente a forma como produzimos, empreendemos, governamos e competimos”, acrescentando que representa “o nascimento de uma nova força de trabalho, altamente qualificada, digital e globalmente competitiva”.

Para Moçambique, esta evolução constitui uma oportunidade estratégica, tendo o Presidente da República afirmado que, para países como Moçambique, em África, esta transformação não é apenas um desafio, mas uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento, diversificar a economia e criar novas oportunidades para a juventude.

O Chefe do Estado indicou que o País já deu passos concretos para integrar esta agenda, destacando a realização recente da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital e a criação, em 2025, do Ministério das Comunicações e Transformação Digital.

“A transformação digital não é apenas tecnologia, é uma agenda nacional de modernização do Estado moçambicano, de competitividade económica e de expansão de oportunidades para todos os cidadãos em Moçambique”, declarou.

Entre as iniciativas em curso, o Presidente Chapo apontou o Portal do Cidadão, a Plataforma de Interoperabilidade do Governo, a expansão da conectividade nacional, o Sistema de Certificação Digital e a iniciativa Paper Zero (que visa eliminar ou reduzir ao mínimo o uso do papel nos serviços públicos), sublinhando também a importância da segurança cibernética, da protecção de dados e da privacidade como pilares da confiança digital.

No plano internacional, o Chefe do Governo moçambicano enfatizou o papel das parcerias, afirmando que “nenhum país percorre sozinho o caminho da transformação digital” e valorizando a cooperação com a União Europeia, materializada na Declaração de Intenções sobre o Pacote Económico Digital, centrada na conectividade universal, governação digital e desenvolvimento de competências.

O estadista saudou ainda o apoio europeu à mobilização de financiamento e ao reforço das capacidades institucionais, bem como o anúncio de investimentos em conectividade rural e na expansão da rede electrónica do Governo, medidas que, segundo afirmou, irão aproximar os cidadãos dos serviços públicos. 

Na conclusão, o Presidente da República defendeu que o Digital Open Day deve servir como plataforma de mobilização de investimento e de criação de parcerias, manifestando expectativa de que o encontro contribua para preparar o Fórum Empresarial Global Gateway Moçambique-União Europeia, a realizar-se em Maputo em Junho, reiterando que Moçambique quer afirmar-se como parte activa de uma economia global “aberta, inovadora e competitiva”.

O European Union-Mozambique Digital Open Day promoveu Moçambique como destino de investimento digital, destacando oportunidades nos domínios da transformação digital, das infra-estruturas tecnológicas, dos centros de dados e da digitalização da economia e da logística, ao mesmo tempo que fomentou o estabelecimento de parcerias entre empresas europeias e moçambicanas.

As obras da segunda fase de construção, reabilitação e ampliação de valas de drenagem na cidade da Beira, província de Sofala, estão na fase conclusiva e deverão terminar em Junho próximo.

O projecto prevê, entre outros componentes, a construção de uma segunda bacia de retenção e vai beneficiar directamente sete bairros afectados por inundações cíclicas.

Com a implementação da referida infra-estrutura, cenários recorrentes de cheias poderão deixar de fazer parte do quotidiano de várias zonas da cidade. A empreitada, já na sua segunda fase, contempla a melhoria significativa do sistema de escoamento de águas pluviais.

De acordo com o fiscal da obra, Carlos Simões, o impacto do projecto será expressivo, sobretudo na capacidade de retenção e drenagem.

“Quando todo o sistema estiver a funcionar, tanto a primeira fase, com as comportas das Palmeiras, que são cinco, como esta segunda fase, com dez comportas da bacia do Estoril, teremos um aumento significativo do escoamento das águas pluviais. A capacidade de armazenagem quadruplicou, atingindo agora cerca de quatro milhões de metros cúbicos”, explicou.

Segundo a fonte, as obras estão executadas em cerca de 92% e já permitiram a intervenção em aproximadamente 12 quilómetros de valas de drenagem. O projecto culminará com a construção da segunda bacia de retenção na zona de Muave.

Carlos Simões assegurou ainda que a infraestrutura poderá reduzir drasticamente o risco de inundações. “Toda a zona abrangida pelo projecto garante, quase na totalidade, a não ocorrência de cheias. Há retenção suficiente para evitar que as águas invadam casas e propriedades”, afirmou.

Inicialmente previstas para Dezembro do ano passado, as obras sofreram um adiamento para Junho deste ano, devido a atrasos no processo de reassentamento e compensação de mais de 200 famílias residentes nas áreas abrangidas.

Durante uma visita às obras, o Secretário de Estado da província de Sofala, Manuel Rodrigues, apelou à busca de soluções dignas para as famílias reassentadas.

“Vamos arranjar soluções para a cidade da Beira e para os munícipes. A solução passa por garantir uma casa condigna, num local onde as pessoas sintam que valeu a pena ceder o espaço para este projecto estratégico”, destacou.

O governante defendeu ainda a necessidade de se assegurar a construção de infra-estruturas básicas sólidas nas zonas de reassentamento, de forma a evitar conflitos sociais e garantir melhores condições de vida às populações afectadas.

A previsão e resposta aos desastres naturais poderão melhorar no país com a inauguração, hoje, do centro de  previsão e alerta de cheias e secas. A Infra-estrutura inaugurada pelo ministro das Obras Públicas poderá também aumentar o tempo de aviso prévio sobre eventos extremos.

O país debate-se, todos os anos, com eventos climáticos extremos e um dos desafios tem sido a retirada antecipada das populações das zonas de risco, agravando assim os impactos.  

“O nosso país tem sido ciclicamente afetado por cheias, secas e ciclones e os impactos são severos e conhecidos, como é o caso de perdas de vidas, destruição de infraestruturas, interrupção de serviços básicos, danos na agricultura e impacto na própria economia. É um país vulnerável a eventos extremos, por isso a prevenção não é apenas uma mera necessidade, mas sim é uma obrigação que devemos cumprir”, explicou Fernando Rafael, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos. 

Com vista a melhorar a previsão de desastres naturais, o governante inaugurou, esta quarta-feira, uma nova sala com equipamento moderno, na cidade de Maputo. 

“É aqui onde dados e modelos se transformam em alertas claros, e alertas claros se transformam em medidas de prevenção e evacuação e proteção de infraestruturas críticas. A sala representa um sistema integrado, com estações hidrometeorológicas de transmissão automática, modelos de previsão hidrológica e, onde necessário, componentes complementares como vídeo e monitoria. Esta integração consolida o centro de comando regional como centro, região, sul, centro e norte.

Para o alcance dos obectivos previstos no centro, Rafael deixou recomendações, “primeiro é a questão da disciplina operacional. Que deve ser permanente. A sala tem de funcionar com rigor, 24 horas, 7 dias por semana. Segundo, assegurar a integração efetiva e a coordenação, principalmente entre a Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, o INAM, o INGD, as Administrações Regionais de Águas, os governos locais. Portanto, temos de assegurar essa integração, esta coordenação com todas as áreas, com todos os atores relevantes, quando estamos numa situação de época chuvosa. Terceiro, apelar para o reforço que a comunicação social tem apresentado. É através da comunicação social que nós temos divulgado todo o trabalho, todo o esforço que o governo vai exercendo para mitigar os efeitos dos danos. E, por fim, assegurar o investimento em sustentabilidade”.

O ministro esclareceu que “este projeto não se limita a esta Sala de Comando que hoje inauguramos. Está igualmente em curso a instalação de mais duas salas, uma em Nampula e outra em Mocuba,e a aquisição de 14 estações pluviométricas, 10 estações hidrométricas, 3 radares e 9 sirenes num investimento de cerca de 7,5 milhões de dólares”. 

A instalação do centro foi financiada pela Coreia do Sul. 

Quanto a época chuvosa e ciclónica ainda em curso, Fernando Rafael fez saber que  encontram-se ainda, em alerta,as bacias do Incomati Limpopo, no sul, no centro, a bacia do Búzi e Punga, e no norte, as bacias do Megarumo, Montepuez e Messalo, com impacto, sobretudo, em zonas ribeirinhas, áreas agrícolas e na transitabilidade rodoviária. 

“E face à evolução da precipitação e às projeções de subida de caudais, importa referir aqui que o INGD já ativou ações antecipadas e cheias para a bacia do Rio Salvo, com o reforço de medidas de prontidão, incluindo massificação de avisos às comunidades, preparação de centros de acomodação, mobilização de equipas e orientação para evacuação preventiva, com especial atenção aos grupos mais vulneráveis. Por isso, reiteramos o apelo para que as populações evitem travessias de rios e zonas inundadas”.

A Primeira-Dama defende que não será possível alcançar o desenvolvimento enquanto não houver paz. Gueta Chapo, que falava num encontro com mais de três mil mulheres, diz ser necessário fortalecer o apoio social às populações e o espírito de partilha.

A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, reuniu, nesta terça-feira, mais de três mil mulheres representantes de famílias carenciadas, muitas das quais afectadas pelas recentes inundações na cidade e província de Maputo. O encontro serviu como espaço de interacção e reflexão, marcado por apelos à paz, unidade e solidariedade entre os moçambicanos.

Durante a sua intervenção, a esposa do Presidente da República destacou que o desenvolvimento do país está directamente ligado à estabilidade social e aos valores espirituais.

“Não há desenvolvimento verdadeiro sem a paz. E não há paz duradoura sem valores espirituais”, afirmou Gueta Chapo.

Num contexto marcado por períodos religiosos significativos, a Primeira-Dama  sublinhou a importância da reflexão individual e colectiva. “Neste período de jejum e de Quaresma, somos todas chamadas a reflectir sobre a forma como podemos contribuir para um país melhor”, disse, apelando ainda à educação das novas gerações com base em princípios sólidos: “Que possamos educar os nossos filhos e filhas nos valores da paz, da honestidade e do respeito pelo próximo”.

Gueta Chapo destacou também a necessidade de inclusão e respeito pelas diferentes crenças religiosas, referindo-se tanto ao Ramadão, vivido pela comunidade muçulmana, como à Quaresma, observada pelos cristãos.

“Para as nossas irmãs muçulmanas, decorre o período sagrado do Ramadão, um tempo de profunda reflexão, disciplina espiritual, solidariedade e aproximação a Deus. Para as nossas irmãs cristãs, vivemos o tempo da Quaresma, igualmente marcado pela oração, pelo jejum e pela renovação da fé”, explicou.

Segundo frisou, apesar das diferenças religiosas, os valores partilhados são universais. “Estes dois momentos espirituais, embora provenientes de tradições diferentes, carregam valores que nos unem como seres humanos: a humildade, a solidariedade, o perdão, a compaixão e o amor ao próximo”, disse.

Na ocasião, foi igualmente reforçada a importância de apoiar as pessoas em situação de vulnerabilidade, independentemente das suas crenças religiosas, promovendo uma sociedade mais inclusiva.

O evento contou ainda com a oferta de mais de três mil kits de alimentação e higiene às participantes. A iniciativa destacou, igualmente, a necessidade de reforçar a reconciliação nas comunidades e promover a unidade nacional como pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável do País.

O número de mortos na actual época chuvosa em Moçambique subiu para 279, com quase 900 mil pessoas afectadas desde Outubro, segundo nova actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com informação da base de dados do INGD actualizada ontem, citado pela Agência Lusa, contabilizam-se mais dois mortos face a segunda-feira, tendo sido afectadas 892 273 pessoas (mais 22 mil face ao balanço anterior) na presente época das chuvas correspondente a 205 479 famílias, havendo também 11 desaparecidos e 340 feridos.

Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afectando globalmente 715 716 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, a 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos e afectou 9040 pessoas, segundo os dados actualizados do INGD.

Um total de 15 898 casas ficaram parcialmente destruídas, 6305, totalmente destruídas e 187 262, inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 303 unidades de saúde, 84 locais de culto e 722 escolas foram afectadas em cinco meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 267 205 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afectando 342 227 agricultores, e 531 058 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.

Foram ainda afectados, nesta época das chuvas, 7612 quilómetros de estradas, 45 pontes e 261 aquedutos.

Desde Outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano activou 155 centros de acomodação, que chegaram a albergar 114 734 pessoas, das quais 25 ainda estão ativos (mais cinco na última semana, devido às recentes inundações), com pelo menos 6760 pessoas, além do registo de 6931 pessoas que tiveram de ser resgatadas.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal em Cabo Delgado pede a colaboração das Forças de Defesa e Segurança (FDS) na recolha e entrega de provas materiais do crime de terrorismo no Teatro Operacional Norte (TON).

Quase 10 anos depois do início do terrorismo em Cabo Delgado, o SERNIC continua a lutar para ter acesso aos materiais usados pelo grupo armado nos campos de batalha. 

O director do SERNIC na província nortenha de Cabo Delgado defende a consolidação e o estreitamento das relações entre a instituição e as Forças de Defesa e Segurança, mormente no combate ao terrorismo, fenómeno que assola este ponto do País desde 2017.

Nesse sentido, entende que é preciso que haja partilha dos materiais apreendidos pertencentes aos terroristas para as devidas perícias, como é o caso dos computadores, telemóveis e documentos.  

O problema da falta de partilha de provas materiais recolhidas no Teatro Operacional Norte foi apresentado durante a quarta reunião da Procuradoria Provincial e o SERNIC, onde o procurador-chefe pediu igualmente um maior envolvimento dos outros orgãos de justiça nos crimes de branqueamento de capitais e terrorismo. 

João Nhane instou todos os actores intervenientes no processo para que, de forma activa, contribuam na investigação, acusação e julgamento de todos os actos criminais que fazem parte do leque dos crimes de branqueamento de capitais.

A reunião foi aberta pelo secretário de Estado da província de Cabo Delgado, que pediu o cumprimento da lei no combate ao terrorismo. Além de procuradores e agentes do SERNIC, o evento contou com a presença de juízes e membros das Forças de Defesa e Segurança.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas localmente fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, no centro e norte do país 

No centro do país, na província de Sofala, serão afectados os distritos de Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Caia, Maríngue, Chemba e cidade da Beira; em Manica, os distritos de Guro, Tambarra, Macossa, Bárué, Vanduzi,

Gondola e Cidade de Chimoio; Já em Tete, os distritos afectados são: Zumbo, Mágoe, Marávia, Cahora-Bassa, Chifunde, Macanga, Angónia, Tsangano, Chiúta, Marara, Changara, Moatize , Dȏa, Mutarara e cidade de Tete. Os distritos de Mopeia, Gurué, Namarrói, Lugela, Alto Molocué, Molumbo e Morrumbala, na Zambézia, também serão afectados pelas fortes chuvas. 

As três províncias do norte do país também vão apresentar ocorrência de chuvas. Em Nampula, serão afectados principalmente nos distritos de Murrupula, Mecubúri, Rapale, Muecate, Mogovolas, Ribaué, Nacarȏa, Malema e Lalaua; em Niassa, Lago, Sanga, Mavago, Mecula, Marrupa, Muembe, Majune, Chimbonila, Mecanhelas, Mandimba, Metarica, Cuamba, Maúa, Ngaúma, Nipepe e cidade de Lichinga; e, finalmente em Cabo Delgado, as chuvas far-se-ão sentir em Mueda, Montepuez, Balama e Namuno.

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