O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de ocorrência de chuvas moderadas a fortes, nas províncias de Cabo Delgado e Niassa. 

Segundo o comunicado do INAM, serão afectados, na província de Cabo Delgado, os distritos de Nangade, Muidumbe, Mueda, Montepuez, Balama, Namuno, Mecufi, Chiúre, Metuge, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma e cidade de Pemba. 

Já em Niassa, as chuvas far-se-ão sentir nos distritos de Marrupa, Nipepe, Mecula, Mavago, Majune, Maúa, Metarica, Cuamba, Mandimba, Ngauma, Chimbonila, Sanga, Muembe, Lago e cidade de Lichinga.

Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas em regime fraco a moderado na província de Nampula.

O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) considera inaceitável que jornalistas continuem a ser alvos  de intimidação, violência e perseguição pelo exercício do seu dever profissional de informar. 

O SNJ reagiu ao atentado contra o correspondente da STV em Chimoio, capital provincial de  Manica, Carlitos Cadangue, que foi, na noite de ontem, vítima de atentado à mão armada,  quando a viatura em que se fazia transportar foi crivada de balas, à chegada à sua residência. 

O atentado ocorreu no bairro de Trangapasse, arredores de Chimoio. Indivíduos desconhecidos e encapuzados abriram fogo contra a viatura. 

O Secretariado Executivo do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) “repudia veementemente  este acto bárbaro, covarde e de intimidação contra um profissional da comunicação social. Considera também inaceitável que jornalistas continuem a ser alvos  de intimidação, violência e perseguição pelo exercício do seu dever profissional de informar”. 

Igualmente, o Sindicato apela às autoridades competentes à investigação séria e célere das circunstâncias  em que o atentado de Chimoio ocorreu, com vista ao rápido esclarecimento dos factos; à identificação dos autores (morais e materiais) e à consequente responsabilização dos mesmos,  para que este acto condenável não fique impune.

A Rede Moçambicana dos Defensores dos Direitos Humanos (RMDDH) manifestou preocupação e condenou veementemente o atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue, da STV, ocorrido ontem, na província de Manica. 

“Este acto constitui uma grave violação da liberdade de imprensa, do direito à informação e dos princípios fundamentais do Estado de Direito. Ataques contra jornalistas representam ameaças directas à democracia e criam um ambiente de medo e intimidação que compromete o exercício livre e independente do jornalismo”, lê-se no comunicado.

A RMDDH exige ainda que uma investigação célere, independente e transparente sobre o atentado, e apela à responsabilização dos autores morais e materiais do crime. 

A organização insta as autoridades a adoptarem medidas concretas para garantir a protecção dos jornalistas e defensores de direitos humanos.

O Grupo SOICO manifestou a sua profunda indignação e veemente repúdio pelo atentado criminoso contra o jornalista Carlitos Cadangue, correspondente da STV na província de Manica, ocorrido ao princípio da noite desta quarta-feira, a escassos metros da sua residência e na presença do seu filho menor.

‎De acordo com o comunicado, a viatura do jornalista foi alvo de vários disparos de arma de fogo efectuados por indivíduos encapuzados, que aparentavam trajar indumentária semelhante à das forças de segurança. Apesar de Carlitos Cadangue e o seu filho não terem sofrido ferimentos físicos, o Grupo SOICO considera o acto uma grave ameaça à vida, à integridade psicológica da família e um ataque directo à liberdade de imprensa e ao direito à informação.

‎O documento sublinha que o atentado ocorre num contexto em que o jornalista vinha desenvolvendo reportagens de investigação sobre práticas ilícitas no sector mineiro na província de Manica e os seus impactos sociais, económicos e ambientais, matérias de elevado interesse público. O comunicado recorda ainda que, no passado recente, o jornalista havia reportado ter recebido alertas e ameaças em função do seu trabalho profissional.

‎Para o Grupo SOICO, o ataque constitui uma tentativa clara de intimidar a comunicação social, silenciar o jornalismo de investigação e instaurar um clima de medo entre profissionais da área, representando uma ameaça ao espaço democrático, ao escrutínio público e à transparência na gestão da coisa pública.

‎Perante a gravidade dos factos, o Grupo SOICO repudiou energicamente o atentado e toda e qualquer forma de violência, intimidação ou perseguição contra jornalistas, expressou total solidariedade para com Carlitos Cadangue e a sua família e garantiu acompanhamento institucional e apoio neste momento. A organização exige ainda às autoridades competentes uma investigação célere, independente, transparente e eficaz, que conduza à responsabilização dos autores morais e materiais do crime.

‎O comunicado apela igualmente ao reforço imediato das medidas de protecção e segurança para jornalistas, em particular aqueles que realizam trabalhos de investigação em contextos sensíveis, envolvendo criminalidade económica, corrupção e actividades ilícitas.

‎O Grupo SOICO reafirma, por fim, que a STV e o grupo não se deixarão intimidar, reiterando o seu compromisso com a verdade, o interesse público, a legalidade e a defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos, sublinhando que atacar um jornalista é atacar a democracia e silenciar a imprensa é comprometer o futuro do país.

Moçambique é o primeiro país a retomar a vacinação preventiva contra a cólera, após a interrupção em 2022 devido ao aumento do número de casos e a consequente diminuição dos ‘stocks’, informou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As cheias e inundações no país interromperam os sistemas de saúde e danificaram os sistemas de abastecimento de água, aumentando ainda mais o risco de doenças transmitidas pela água, como a cólera e outras doenças, referiu a OMS em comunicado.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, a retoma é um motivo mais que suficiente para o país retomar a vacinação preventiva contra a cólera, uma acção que vai arrancar no meio de um surto de cólera e das consequências das cheias que afectaram mais de 700 mil pessoas, muitas delas desalojadas.

A seguir a Moçambique, a campanha de vacinação preventiva será retomada no Bangladesh e na República Democrática do Congo (RDCongo).

Os três países foram escolhidos com base nos critérios de alocação estabelecidos pela Força-Tarefa Global para o Controlo da Cólera (GTFCC), uma parceria de mais de 50 organizações, para garantir que as vacinas contra a cólera para campanhas preventivas são distribuídas de forma sistemática, equitativa e transparente.

Segundo a GAVI (Aliança de Vacinas), a UNICEF e a OMS, a primeira remessa de 20 milhões de doses está a ser distribuída por Moçambique, que vai receber 3,6 milhões de doses, RD Congo, que terá 6,1 milhões, e Bangladesh (10,3 milhões de doses).

“A escassez global de vacinas obrigou-nos a um ciclo de reacção aos surtos de cólera, em vez de prevenção. Estamos agora numa posição mais forte para quebrar este ciclo”, afirmou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado pelo Notícias ao Minuto.

O fornecimento global anual da vacina oral contra a cólera duplicou, passando de 35 milhões de doses em 2022 para quase 70 milhões de doses em 2025, financiadas pela Gavi e adquiridas e distribuídas aos países pela UNICEF.

“O aumento plurianual de casos de cólera e a consequente procura sem precedentes de vacinas foram lembretes contundentes de que o fornecimento sustentável e acessível de vacinas é um bem público global — e o mundo não se pode dar ao luxo da complacência”, disse Sania Nishtar, administradora da Gavi, citado pela mesma fonte.

Para a directora executiva da UNICEF, Catherine Russell, este aumento da disponibilidade de vacinas permitirá prevenir melhor as emergências de cólera em grande escala.

A vacina oral contra a cólera é segura e eficaz e está recomendada para indivíduos com mais de um ano de idade. Uma dose desta vacina oferece protecção a curto prazo durante pelo menos seis meses e pode ajudar a controlar os surtos, enquanto duas doses oferecem protecção contra a infecção durante três anos.

A cólera propaga-se através de alimentos e água contaminados, causando diarreia grave e desidratação, podendo levar à morte se não for tratada rapidamente.

Moçambique soma 55 mortos e 3.725 casos cumulativos de cólera registados desde Setembro de 2025 até 1 de Fevereiro de 2026. As províncias de Tete, Cabo Delgado, Zambézia e Manica são as mais afectadas, com alta taxa de mortalidade na comunidade (70%) devido à falta de acesso a saneamento e cuidados médicos. 

O MISA Moçambique reagiu ao atentado sofrido pelo jornalista do Grupo SOICO, com Ernesto Nhanala a enviar mensagem de conforto e solidariedade a Carlitos Cadangue, sublinhando que “tem sido uma voz muito activa, e nós estamos vindo assistir à coragem, ao impacto do trabalho que tem realizado em Manica”. 

Para o MISA Moçambique, o atentado aconteceu devido à persistência do trabalho que o jornalista tem desenvolvido através da STV, relacionado à poluição do meio ambiente em Manica, o que obrigou o Governo a indicar uma Comissão Interministerial para fazer uma investigação à actividade mineira.

“Nós todos, como sociedade, acompanhamos o quanto o trabalho do Carlitos Cadangue denunciou os impactos que a poluição causada por mineração ilegal estava a causar em Manica. Certamente que o crime contra o meio ambiente só podia ser possível se por trás disto estivessem pessoas com poder e que não respeitem as leis em Moçambique”, disse Nhanala, frisando ser grave que os referidos grupos estejam por trás da perseguição e intimidação do jornalista.

Aliás, Ernesto Nhanala diz mesmo que “é um atentado claro contra a vida dele”, referindo que o facto de ter estado com o filho pode provocar algum trauma familiar.

“Nós, como MISA, achamos que o Estado moçambicano tem de deitar uma mão muito dura investigando este caso e, de certa forma, penalizar de forma exemplar os que tentaram colocar em risco a vida do Carlitos Cadangue. Este acto, com certeza, coloca em prova a actuação dos jornalistas na perseguição do dossier da mineração, que continua, inclusive, a fornecer novidades”, referindo-se à descoberta de novos filões de ouro, noticiados nesta quarta-feira por Carlitos Cadangue.

O MISA refere ainda que este atentado é uma forma encontrada para calar a voz activa dos que denunciam incumprimento da lei sobre mineração. “Eu tenho certeza de que esta matéria deve, de certa forma, mostrar a nossa persistência e, acima de tudo, o nosso compromisso com o bem-estar e, mais uma vez, para além daquela Comissão Interministerial que foi nomeada para investigar estes fenómenos, esta situação de poluição, o Estado tem de, também, tomar uma mão firme, porque esta é uma tentativa de fragilizar todo o processo de investigação, tocando naqueles que não têm protecção, que são os jornalistas, porque o que nós temos vindo a assistir é que, efectivamente, o Estado não nos protege. Nós, como MISA, temos vindo a clamar já desde há muito tempo que há fracos mecanismos de protecção dos jornalistas”, disse.

Recorde-se que Carlitos Cadangue tem estado a denunciar actividade mineira na mina dos “seis carros”, bem como em outros locais, que tinham sido encerrados pelo Governo, entretanto em funcionamento com protecção de agentes da Polícia da República de Moçambique.

Venâncio Mondlane defende que o país deve deixar de ser “mendigo” e não depender de ajuda externa para reconstruir-se e responder aos danos causados pelas inundações e outros desastres naturais. O político submeteu, esta quarta-feira, ao gabinete do Primeiro-Ministro, um plano de reconstrução pós-cheias que apresenta soluções de financiamento interno.

Rodeado de continente policial, assim esteve a avenida onde se localiza o gabinete do Primeiro-Ministro, local ao qual Venâncio Mondlane submeteu um plano de reconstrução pós-cheias.  

Falando em conferência de imprensa, o político criticou o facto do país ter que depender, na sua maioria, de ajuda externa para reerguer-se dos estragos causados pelos desastres naturais. 

“Primeiro, ponto de vista da filosofia, nós queremos mudar todo o paradigma dos programas de reconstrução pós-desastre. Primeiro, queremos quebrar com o copy-paste de quando há uma tragédia no país, temos que estender a mão como mendigos e pedir ajuda ao exterior. Na nossa opinião, 90% dos recursos financeiros para fazermos face à reconstrução pós-desastre é possível ser mobilizado a nível nacional. Este é o primeiro ponto, primeiro ponto filosófico. De que forma? Nós subdividimos a nossa proposta para uma reconstrução que não vai ser feita em um ano, é uma reconstrução que vai ser feita num triângulo. São três anos. E o orçamento para isso é de 1,6 mil milhões de dólares, ou, como quiser, 1,6 bilhões, em três anos”, disse o político. 

Venâncio Mondlane entende que o país tem tudo, para que por meio de fundos próprios,  possa fazer face aos eventos extremos e explica como. 

“Neste momento, com as reservas que o país tem, com as estatísticas que existem, podem ser mobilizados a partir das receitas mineiras e petrolíferas. Isso é possível. É possível que a contribuição que o próprio Estado já recebe deste setor seja canalizada 30% para os próximos três anos, a partir deste setor. Qual é esse valor? Está entre 285 milhões de dólares a 390 milhões de dólares para os próximos três anos. Receitas das portagens. Isto é polêmico. (1:57) Na nossa ótica, já fizemos uma live sobre isto. (2:01) As portagens que existem em Moçambique, a maior parte delas já pagaram custo de investimento.

Significa que chegou a hora, havendo um desastre, 100% das receitas que o Estado recebe das portagens, nos próximos três anos, exatamente para infraestruturas resilientes, sobretudo estradas, pontes e diques. ”

E disse mais, “Temos aquilo que nós demos o nome de contribuição solidária.O que é contribuição solidária? Contribuição solidária é um imposto temporário que vai ser colocado sobre produtos de luxo. Viaturas de alta cilindrada, jóias, diamantes, portanto, estes produtos de luxo, temporariamente é possível haver uma sobretaxa sobre eles e, em três anos, arrecadarmos entre 30 a 50 milhões de dólares”. 

Por outro lado, o político considera inverdade, que o Governo precise de 3,5 mil milhões de dólares somente para requalificar as estradas danificadas pelas inundações, tal como anunciado nesta terça-feira. 

Eu vos confesso que tenho muita dúvida que isso seja resultado de um estudo técnico pormenorizado para chegar a estes números. A gente já conhece este governo como é que é. Um governo que teve sete meses de informação para preparar um pequeno plano de contingência para as cheias, não conseguiu fazer.

Venâncio Mondlane explicou ainda que o Plano de Reconstrução Pós-Cheias submetido prevê uma estrutura de gestão dos recursos bem definida que envolve para além do Governo partidos políticos, sociedade civil e com um modelo baseado em uso racional de recursos.

A Sasol doou mais de seis milhões de meticais para apoiar 1700 famílias vítimas das inundações em Gaza e Inhambane. O apoio  será prestado através de kits alimentares, produtos de higiene e insumos agrícolas, com vista a garantir a subsistência das famílias afectadas.

A multinacional afirma que o apoio traduz a sua solidariedade com as comunidades afectadas pelas inundações, que provocaram luto e destruição. A Sasol assegura que partilha da dor das vítimas e reafirma a sua presença ao lado delas num dos momentos mais difíceis das suas vidas.

“Nós estaremos sempre a colaborar, não só em momentos de crescimento e desenvolvimento, mas também neste que é um crítico para as famílias afectadas pelas inundações”, garante Sheila Chembeze, uma das responsáveis da Sasol.

Os donativos que serão entregues através de 1700 kits alimentares, higiene e insumos agrícolas são direccionados para Gaza e Inhambane, províncias severamente afectadas pelas cheias.

“Estes kits incluem elementos básicos e artigos essenciais para garantir condições mínimas de saúde, higiene e dignidade no momento em que o risco de doenças hídricas e infecciosas é parcialmente elevado. Na província de Inhambane, além do apoio humanitário, estamos a olhar para o período de recuperação pós-cheias”, assegurou Sheila Chembeze.

Segundo a Sasol, a aposta em insumos agrícolas responde à necessidade de promover a auto-suficiência das comunidades, para se reerguerem com dignidade e autonomia.

“Serão distribuídos kits de insumos agrícolas. Sabemos que o apoio não vai ser apenas em alimentos. Depois das cheias, as famílias têm de ser apoiadas, têm de dar continuidade à produção, àquilo que são as actividades diárias, por isso o Brasil fez esse apoio dos insumos para as famílias afectadas.”

O INGD agradeceu pelo apoio que será gerido pela Associação de Jovens e Amigos de Govuro e garantiu que vai chegar às 1700 famílias beneficiárias.

Paralelamente, os funcionários da multinacional mobilizam-se para prestar apoio adicional, através de iniciativas próprias, para algumas das mais de 700 mil vítimas das cheias, que provocaram 23 mortes, 112 feridos e nove desaparecidos, deixando um rasto de destruição na região Sul do País.

Carlitos Cadangue escapou à morte na noite desta quarta-feira, quando se viu no meio de fogo cruzado, com homens armados a atentarem contra a sua vida. Na ocasião, Cadangue encontrava-se na companhia do seu filho na viatura, a caminho da sua residência, quando sofreu o atentado. 

Reagindo ao atentado, o jornalista do Grupo SOICO começou por dizer que estava “em pânico”, não conseguindo descrever ao certo o que terá acontecido. “Eu saía da cidade com o meu filho. Eu é que estava a conduzir a viatura e, portanto, quando faltavam 300 metros da minha casa, vi uma viatura à minha frente, uma Ford Ranger preta. Foi quando o meu filho disse: ‘papai, são bandidos’”, conta.

Na altura dos factos, Cadangue conta que teve de fazer manobras perigosas para sair da zona do perigo, sendo que logo a seguir “ouvi rajada de tiros. Foram vários tiros”, um dos quais terá ido na direcção do seu filho que estava na boleia da sua viatura, entretanto sem ser atingido, mas a viatura foi crivada de balas.

O jornalista diz não ter visto o rosto dos homens armados, mas revela que “estavam fardados, com ‘pingo de chuva’, traziam gorros, mas com furos nos olhos, o que eu consegui ver é que eram dois homens com pistola”, disse, dando graças a Deus por continuar vivo, até porque “quando o tiro entrou do lado do passageiro, eles pensaram que eu tinha morrido, acredito eu. Então, o carro saiu em alta velocidade. Eu também corri em alta velocidade para casa”.

Como passos subsequentes, prontamente terá contactado o procurador provincial e a Polícia da República de Moçambique, que se deslocou ainda ontem à sua residência.

Aliás, Carlitos Cadangue revelou que já sofreu ameaças de morte nos últimos dias, devido às suas matérias ligadas à mineração em Manica, com destaque para o que está a acontecer na mina dos “Seis Carros”.

“Eu venho reportando vários assuntos ligados à mineração, inclusive mencionei nomes de pessoas que estavam metidas na mineração, mas que, em algum momento, essas pessoas sentiram-se incomodadas. Por onde eu passava, já recebia alertas de que estavam à minha procura, e veja que, nos últimos dias, depois das 17 horas, eu não saía de casa. Hoje, não sei o que me fez demorar na cidade e cheguei aqui, já eram quase 18h40 e aconteceu isto”, contou.

O jornalista disse ainda que já havia comunicado à redacção central sobre as ameaças que vinha recebendo, clamando a esta altura por protecção para si e sua família.

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