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O secretário de Estado em Manica, Lourenço Lindonde, desafia a Polícia a aprimorar as estratégias de combate à criminalidade, através do reforço das acções de patrulhamento, com vista a garantir a ordem e a tranquilidade públicas naquela província. Lindonde falava durante o acto de entrega de três meios circulantes à corporação.

A cidade de Chimoio foi marcada nos últimos tempos por uma onda de violência, protagonizada pelos chamados homens-catana, que de dia ou mesmo à calada da noite, agrediram as suas vítimas para roubar os seus bens. Para fazer face às acções de patrulhamento, a PRM recebeu um reforço de três viaturas, acto dirigido pelo Secretário do Estado em Manica, que desafiou a corporação a aprimorar as estratégias de combate à criminalidade.  

Apesar de reconhecer a exiguidade de meios e recursos face às crescentes demandas operacionais, Lidonde disse depositar maior confiança na PRM em Manica. 

As três viaturas alocadas ao Comando Provincial de Manica, foram alocadas aos distritos de Chimoio, Gondola e a Subunidade da Unidade de Intervenção Rápida .

Mais de 12 mil famílias em  quatro distritos, com destaque para Massingir, estão há mais de 35 dias sem energia eléctrica devido às cheias em Gaza. A Eletricidade de Moçambique garante resolver a situação  em 10 dias, numa operação avaliada em mais de 140 milhões de meticais.

Foi afetado naquilo que são as linhas de média tensão, sobretudo, a rede de baixa tensão e pós-transformação, as instalações internas, falo das baixadas, e os contadores que estão também junto às casas. E por conta disso nós tivemos na província de Gaza um total de 110 mil consumidores que foram afectados, entre eles domésticos, grande parte, mas também tivemos empresas afectadas”, disse Joaquim Ou-Chim, PCA EDM. 

Ou-Chim avançou ainda que a Província de Gaza está sem energia elétrica devido aos desastres naturais, que assolaram aquele ponto do país nos últimos dias. “Dizer que grande parte destes consumidores que não têm energia são do distrito de Massingir”, sublinhou. 

A operação de reposição de corrente elétrica vai custar 140 milhões de meticais.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, reiterou o seu compromisso de apoiar as mulheres e  famílias moçambicanas, sem qualquer discriminação religiosa. Gueta Chapo falava em Maputo, durante visita a Mesquita Chadulia, onde afirmou que a solidariedade, o amor ao próximo e o serviço à população  devem orientar a acção social e espiritual durante o mês sagrado do  Ramadan.

A Primeira-Dama  começou por sublinhar o sentido espiritual do momento, destacando  a importância da fé e da gratidão, e explicou que estas visitas se inserem numa prática  regular de proximidade com as comunidades, especialmente durante  o período de jejum, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por  muitas famílias. “Nós sabemos que nem todos conseguem ter uma  refeição para quebrar o jejum”. 

Nesse contexto, referiu que a iniciativa visa não apenas a oração  conjunta, mas também a partilha concreta de alimentos com a  comunidade. “Então nós trouxemos, depois da nossa reza, vamos  oferecer um pequeno lanche para podermos quebrar o jejum juntos,  não só as mamães, os papais, as nossas crianças”. 

Durante a sua intervenção, a Primeira-Dama reafirmou igualmente o  foco da sua acção social no apoio aos grupos mais vulneráveis da  sociedade. “Nós continuamos a trabalhar para o bem-estar das nossas  crianças, das nossas mulheres, das pessoas com deficiência”. 

Gueta Chapo sublinhou que a sua missão é servir a população  moçambicana com dedicação e sentido humanista. “Estamos aqui  para servir, servir com muito amor, muito carinho, com muita  dedicação à nossa população moçambicana, aos nossos irmãos,  porque é isso que Allah gosta”. 

Por fim, reiterou a sua disponibilidade para apoiar todas as mulheres,  independentemente da sua confissão religiosa, defendendo a  unidade e a fraternidade entre os moçambicanos.

Quatro dos 10 arguidos envolvidos no caso de desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, na província de Gaza, foram colocados em liberdade na sequência do primeiro interrogatório judicial realizado esta quinta-feira.

Segundo informações avançadas pela Procuradoria Provincial da República de Gaza, dois dos arguidos beneficiaram de liberdade mediante pagamento de caução, enquanto os outros dois foram restituídos à liberdade sob Termo de Identidade e Residência (TIR).

Os restantes seis arguidos continuam em prisão preventiva, por decisão judicial, no âmbito dos processos-crime instaurados para apurar responsabilidades relacionadas com o alegado desvio de produtos armazenados em depósitos no distrito de Xai-Xai e em Chibuto.

O caso, que já vinha sendo investigado pelas autoridades, ganhou novo desenvolvimento com a definição das medidas de coacção aplicadas aos suspeitos. 

As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos factos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

O Ministério da Saúde desmente o colapso do sector, mas admite indisciplina de alguns profissionais e falta de medicamentos e material médico-cirúrgico. A situação é provocada pelos impactos das manifestações pós-eleitorais e redução de financiamentos.

É a primeira vez que o Ministério da Saúde convoca a imprensa para falar do desempenho dos hospitais públicos nos últimos meses. O sector da saúde admite deficiências estruturais e aponta as causas.

“O Sistema Nacional de Saúde está a enfrentar algumas ineficiências, algumas faltas pontuais de medicamentos e de material médico-cirúrgico, em algumas unidades sanitárias, e não são todas. Por causa desta situação, gostaria de sublinhar que nós não podemos dissociar essas faltas aos acontecimentos de Dezembro de 2024, quer queiramos ou não, esses acontecimentos criaram alguma dificuldade naquilo que é o ciclo normal de provisão de medicamentos”, explicou Nelson Mucopo, representante do MISAU. 

Sobre as reclamações e queixas generalizadas dos cidadãos atinentes ao atendimento nas unidades sanitárias, o MISAU culpa os profissionais de saúde pelo o que chama de indisciplina.

“As unidades sanitárias estão a funcionar, os colegas estão a trabalhar, e isto põe em causa a narrativa de alguns órgãos de comunicação, que dizem que está em colapso. Portanto, todos os hospitais estão a funcionar com alguma normalidade”, vincou. 

O colapso no sector da saúde agravou-se pelas sucessivas greves de médicos e profissionais de saúde por falta de pagamento de horas extras, medicamentos e material médico cirúrgico. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, procedeu na manhã desta sexta-feira, à inauguração da Escola Secundária de Manga, em Sofala, infra-estrutura severamente afectada pelo ciclone Idai, em Março de 2019.  

A inauguração deste estabelecimento de ensino enquadra-se na abertura do ano lectivo 2026, um mês depois do seu adiamento devido às cheias. 

Falando na cerimónia, o Chefe do Estado recordou que, após o ciclone, a escola estava em péssimas condições para o processo de ensino e aprendizagem, facto que de certo modo influneciava no aproveitamento pedagógico dos alunos. 

Daniel Chapo assegura que hoje a Escola Secundária da Manga está em melhores condições, muito por força da entrega do Governo, juntamente com os seus parceiros como é o caso do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na criação de um ambiente saudável para os alunos.

Moçambique registou 200 novos doentes de cólera, em apenas dois dias, 95 dos quais entre quarta e quinta-feiras, informou o último boletim da doença da Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP), divulgado pela imprensa moçambicana.

Com estes novos casos, o registo é de quase 6.300 infectados, desde Setembro, totalizando 72 mortos.

Segundo a mesma fonte, dos casos registados, 2.763 foram notificados na província de Nampula, com um acumulado de 32 mortos, e 2.336 em Tete, com 28 óbitos, além de 958, em Cabo Delgado, com oito mortos.

“Em menor dimensão, o acumulado aponta para 102 casos de cólera e um morto na província da Zambézia, 89 casos e dois mortos na província de Manica e 45 casos e um morto em Sofala. Surgiram ainda casos, este mês, na cidade de Maputo e na província de Gaza (um em cada)”, refere o documento.

O número total de mortos na actual época das chuvas no País subiu para 242, com registo de praticamente 869 mil pessoas afectadas, desde Outubro, segundo a actualização feita esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres.

De acordo com informação da base de dados do INGD, actualizada ao princípio da tarde de ontem, são contabilizadas mais dois mortos acontecidos em Gaza, face ao balanço de quarta-feira.

Foram afectadas 868.874 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 200.790 famílias, havendo também 12 desaparecidos e 331 feridos, segundo o mesmo balanço.

Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos, afectando 724.131 pessoas, e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, entre 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos e afectou 9.040 pessoas, segundo os dados actualizados do INGD sobre a época das chuvas.

Um total de 15.312 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.151 totalmente destruídas e 183.824 inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 302 unidades de saúde, 83 locais de culto e 713 escolas foram afectadas em cinco meses.

Os dados do INGD indicam ainda que 555.040 hectares de áreas agrícolas foram afectados neste período, 288.016 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.784 agricultores.

Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afectados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde Outubro, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres activou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 27 ainda estão activos, com pelo menos 20.297 pessoas.

 

O município de Maputo promete o arranque, até ao final do mês de Março,  da construção de 9 km de estrada de asfalto, que parte da Rotunda até o futuro aterro da Katembe. As obras com a duração de um ano vão custar cerca de 520 milhões de meticais, provenientes do Banco Mundial.

A estrada de acesso ao bairro Chamissava, no distrito de Catembe, enfrenta sérios problemas de infraestrutura, colocando à prova a resistência das viaturas e a paciência dos automobilistas. 

Durante a época chuvosa, lama e poças de água tornam a via praticamente intransitável, enquanto na estação seca os condutores precisam escolher cuidadosamente por onde passar para não danificar os veículos.

“É muita lama. As nossas viaturas, a parte da suspensão, está a ir toda embora”, afirmou um transportador local, que também destacou os custos elevados com manutenção, incluindo molas e amortecedores danificados devido às condições da via. 

Além disso, os operadores são obrigados a pagar taxas, como a inspecção de viaturas, tornando o negócio pouco rentável.

O município de Maputo anunciou que o problema poderá ser resolvido até Abril de 2027, com a construção de uma estrada asfaltada de cerca de nove quilómetros, partindo da rotunda da Catembe ao longo da Estrada Nacional Nº 1 até o futuro Aterro Sanitário da Catembe.

Ao longo deste percurso estão previstas duas rotundas. O projecto, orçado em 8 milhões de dólares, cerca de 520 milhões de meticais, está enquadrado no projecto de transformação urbana de Maputo, que visa, entre outros, a construção da via que dá acesso ao futuro Aterro Sanitário da Catembe.

“Prevemos construir a estrada, já temos empreiteiro contratado, decorre neste momento trabalhos administrativos de edificação da área para a construção dos estaleiros, a mobilização de equipamento, temos a previsão de iniciar as obras nos finais do mês de Março. Ou seja, em cerca de um mês, as máquinas começarão a roncar em Chamissava”, disse Danubio Lado, Director de Desenvolvimento Estratégico no Município de Maputo.

Mais de 450 famílias poderão ser afetadas parcial ou totalmente, com a disponibilização de mais de 450 milhões de meticais para compensações, sendo que cerca de 200 pessoas já receberam algum tipo de pagamento.

Apesar do entusiasmo, há cepticismo entre os moradores. Muitos recordam promessas anteriores, como a feita em 2023 pelo então presidente do município de Maputo, Eneas Comiche, o que leva alguns a duvidar da efectiva implementação do projecto.

Ainda assim, os residentes veem a obra como uma oportunidade de melhorar a mobilidade, a qualidade de vida e o acesso a serviços básicos na região. 

“O projecto é bem visto por todos os moradores. A gente roga para que chegue o projecto. O projecto é bem vindo para nós, para ver se alivia a população daqui”, disse Pedro Budula, residente em Chamissava.

Por seu turno, Helena Mahodjana disse que a vida tem sido complicada com a estrada, destacando que “poucos creem na sua implementação, até porque já houve muitas promessas, várias, desde muito tempo”.

O projecto prevê não apenas a estrada, mas também acompanhamento da construção de novas habitações para as famílias afetadas, garantindo compensações humanitárias e suporte durante o processo.

 

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