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UCM condena atentado contra Carlitos Cadangue

A Universidade Católica de Moçambique considera o atentado armado à vida do jornalista Carlitos Cadangue um acto de intimidação, violência  diz que representa uma agressão

UCM condena atentado contra Carlitos Cadangue

A Universidade Católica de Moçambique considera o atentado armado à vida do jornalista Carlitos Cadangue um acto de intimidação, violência  diz que representa uma agressão

Subiu de 723 mil para 724 mil o número de pessoas afectadas pelas inundações registadas na presente época chuvosa em todo o país. Os dados foram avançados pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que aponta para um cumulativo de 23 óbitos provocados pelas intempéries.

A actual época chuvosa ficará marcada na memória de milhares de famílias, sobretudo das regiões Centro e Sul de Moçambique, pelos piores motivos. Até esta sexta-feira, o número de vítimas voltou a aumentar, refletindo o impacto persistente das cheias em várias zonas do país.

“Estamos, neste momento, com 724 mil pessoas afetadas. Ontem (quinta-feira) estávamos com 723 mil e 500 e hoje atingimos 724 mil. Em termos de famílias, temos um total de 170 mil agregados afetados e, até ao momento, registámos 23 óbitos”, actualizou Luísa Meque.

Com a redução gradual do nível das águas em alguns bairros anteriormente inundados, o INGD começou a encerrar, de forma faseada, centros de acomodação temporária.

“Dos 119 centros que chegaram a estar abertos, estamos agora com 75 ativos. Ontem eram 77 e hoje conseguimos encerrar mais dois. Nestes 75 centros encontram-se cerca de 76 mil pessoas”, explicou a dirigente.

No âmbito do acompanhamento da situação no terreno, a presidente do INGD efectuou, nesta sexta-feira, uma visita à província de Gaza, onde decorrem acções de reassentamento no distrito de Chigubo. Segundo Luísa Meque, há sinais de envolvimento directo das comunidades no processo.

“As próprias populações estão a fazer a limpeza das áreas já identificadas para o reassentamento. Trata-se de zonas altas e seguras, e constatamos que algumas famílias já se começaram a posicionar nesses locais, manifestando vontade de sair definitivamente das áreas afectadas pelas cheias”, avançou.

A responsável destacou ainda a preocupação das comunidades com a perda quase total das culturas agrícolas, situação que levou à solicitação de sementes para relançar a produção.

“Há uma grande preocupação em aproveitar a humidade existente no solo. As comunidades pediram sementes para poderem retomar a produção à medida que as águas forem baixando. Para nós, foi encorajador ouvir essa preocupação e estamos a trabalhar para garantir a chegada de sementes ao distrito de Chigubo”, afirmou.

Relativamente às vítimas que continuam nos centros de acomodação, Luísa Meque apelou à solidariedade contínua de parceiros e da sociedade em geral, defendendo a necessidade de reforçar as doações de bens diversos para aliviar o sofrimento das populações afetadas.

Jornalistas em Manica marcharam, este sábado, em repúdio ao atentado contra Carlitos Cadangue. A marcha foi organizada pelo Sindicato Nacional de Jornalistas naquela província, que exige a protecção dos profissionais da comunicação social. 

“O povo tem direito à informação; não se cala a verdade com tiros; não matem jornalistas,” esta é uma das principais mensagens que os profissionais de comunicação social  baseados na província de Manica exibiam, neste sábado, numa marcha de repúdio contra o atentado a Carlitos Cadangue, jornalista da Stv.

Os jornalistas exigem protecção, esclarecimento sem demora e menos discurso das autoridades sobre o caso.

O sindicato diz que o atentado atiçou a unidade e determinação dos jornalistas e garante que não se vão deixar intimidar pelas tentativas de silenciamento. 

O atentado ao jornalista da Stv em Manica, Carlitos Cadangue, ocorreu, na quarta-feira, ao fim do dia, quando regressava à sua residência na companhia do seu filho.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas moderadas a fortes com trovoadas nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Na província de Nampula serão afectados os distritos de Malema, Ribaué, Lalaua, Liúpo, Mossuril, Monapo, Meconta, Eráti, Mogincual, Ilha de Moçambique Nacala, Nacala-à-Velha, Memba e Nacarôa. Já em Niassa, as chuvas far-se-ão sentir nos distritos de Mecanhelas, Cuamba, Metarica, Mandimba, Ngauma, Chimbonila, Lago, Sanga, Muembe, Mavago, Majune, Maúa, Nipepe, Marrupa, Mecula e cidade de Lichinga.

Os distritos de  Nangade, Palma, Mocímboa da Praia, Muidumbe, Macomia, Meluco, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Metuge, Mecufi Chiúre e cidade de Pemba também serão, segundo o comunicado do INAM, afectados pelas chuvas fortes. 

Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas em regime fraco a moderado a norte das províncias de Tete e Zambézia.

As Nações Unidas apelam à mobilização urgente de 187 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a 158,7 milhões de euros, para responder à emergência humanitária provocada pelas cheias que afectam Moçambique desde janeiro último.

De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), citado pela Lusa e com dados até 03 de fevereiro, “a escala e o ritmo” da crise ultrapassam a capacidade de resposta actualmente disponível.

O documento refere que “inundações severas e persistentes afectaram vastas zonas do país, particularmente nas regiões sul e centro de Moçambique”, provocando o transbordo de rios, deslocação de comunidades e danos ou destruição de casas, escolas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água e infra-estruturas rodoviárias.

“As Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a trabalhar em conjunto com as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas nacionais, melhorar a coordenação e apoiar a prestação de assistência vital”, acrescenta o relatório citado pela Lusa.

Desde meados de janeiro, as cheias afectaram mais de 723 mil pessoas em todo o país, com cerca de 75 mil ainda acolhidas em centros de abrigo, além do registo provisório de 23 óbitos.

O OCHA reconhece que, até ao momento, apenas cerca de 90 mil pessoas receberam apoio, num universo de aproximadamente 620 mil pessoas identificadas como necessitando de assistência alimentar segura e outros apoios de emergência.

O aditamento ao Plano Nacional Humanitário de Resposta às Cheias de 2026 visa mobilizar 187 milhões de dólares para garantir assistência urgente e vital a cerca de 600 mil pessoas afectadas.

Do montante global, 65,5 milhões de dólares destinam-se ao reforço da segurança alimentar e dos meios de subsistência, incluindo apoio aos mais de 70 centros de abrigo ainda em funcionamento, sobretudo no sul do país, enquanto 28,4 milhões de dólares serão aplicados na provisão de abrigos e tendas.

Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), também citados pela Lusa, indicam que mais de 723.500 pessoas foram afectadas pelas cheias registadas desde janeiro em várias regiões de Moçambique.

O Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, visitou esta sexta-feira o jornalista Carlitos Cadangue, vítima de um atentado ocorrido na última quarta-feira, tendo-lhe manifestado solidariedade e encorajado a continuar a exercer a profissão.

Durante a visita, realizada um dia após o ataque, Lindonde aconselhou o jornalista a não desistir do jornalismo, sublinhando que toda a sua actividade profissional está legalmente protegida.

“Se há aspectos que devem ser melhorados, é muito importante que alguém diga o que está bem e o que está mal”, afirmou o representante do Estado em Manica, destacando o papel do jornalismo como um instrumento fundamental para ajudar o Estado a avaliar a sua própria actuação.

Na ocasião, Lindonde encorajou Cadangue a prosseguir com o seu trabalho, respeitando os princípios profissionais e a linha editorial do órgão de comunicação social para o qual trabalha.

“Continue a exercer a sua profissão, respeitando naturalmente aquilo que é a linha editorial da sua empresa”, reforçou.

O atentado contra Carlitos Cadangue ocorreu na noite da última quarta-feira e foi protagonizado por indivíduos até aqui desconhecidos. Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram informações sobre os suspeitos nem sobre as motivações do crime.

O caso continua a gerar preocupação no seio da classe jornalística e da sociedade civil, que apelam ao rápido esclarecimento do sucedido e à responsabilização dos autores.

Cheias e inundações destruíram cerca de 200 escolas e forçaram a suspensão do processo de alocação dos manuais escolares em vários distritos de Gaza. Para mitigar o impacto deste evento calamitoso na vida de mais 100 mil alunos, a UNICEF entregou ao sector mais de 18 mil kits escolares e prometeu apoiar a reconstrução da rede escolar.

Há três semanas do arranque do ano lectivo 2026, O sector da Educação em Gaza alerta para o impacto sem precedentes das cheias e inundações na rede escolar

Raquelija da Glória admite a paralisação do processo de alocação e distribuição gratuita do manual escolar na sequência do corte de várias vias de acesso, mas garante retoma após melhoria das condições de mobilidade. 

Sobre a situação, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) diz que urge coordenar esforços para garantir um regresso seguro às aulas, sublinhando que a rede da escola está profundamente afectadas, além várias comunidades desalojadas que aguardam e precisam de tudo para recomeçar a vida.

Yanick Brand, representante do UNICEF, garantiu mais recursos nos próximos dias. Há mais de 540 mil alunos inscritos este ano em Gaza. 

Aterrou esta quinta-feira, em Maputo, um avião contendo bens de ajuda humanitária essencial  proveniente da Alemanha, que inclui filtros de água, utensílios de cozinha e  tendas familiares, num valor total de 375 mil euros, para apoiar os esforços  de recuperação das inundações no país, sobretudo nas províncias  de Maputo, Gaza e Sofala. 

Segundo o comunicado da Embaixada da Alemanha, a entrega foi coordenada através do Mecanismo  de Protecção Civil da União Europeia (EU ERCC) para garantir que os bens  humanitários fossem fornecidos de forma eficiente e coordenada, de acordo  com as necessidades no terreno. 

Com este envio, a ajuda humanitária da Alemanha a Moçambique em  2026 ultrapassa a marca dos 3 milhões de euros, reafirmando a Alemanha  como um dos principais parceiros humanitários de Moçambique. Esse total inclui uma contribuição recente de 2 milhões de euros ao Programa Mundial  de Alimentação (PMA) e 600 mil euros à Agência das Nações Unidas para os  Refugiados (ACNUR). Estes fundos flexíveis podem ser utilizados para apoiar  necessidades imediatas da população afectada, como alimentos, água,  saneamento e kits de cozinha e higiene, bem como abrigos temporários.  

Além disso, a Alemanha está a apoiar iniciativas de menor escala para as vítimas das inundações em Moçambique, como uma contribuição de 180 mil euros para um projecto de ajuda de emergência da Cruz Vermelha Alemã,  que fornecerá suprimentos básicos de ajuda e abrigo emergencial para até  15 mil pessoas. 

 

O Provedor de Justiça manifestou o seu mas veemente repúdio e indignação à tentativa de assassinato do jornalista Carlitos Cadangue. Através de um comunicado, diz que o acto configura um atentado aos princípios do estado de direito democrático.

‎”Este acto criminoso não constitui apenas  uma agressão à integridade física e à vida de um cidadão, mas representa também um ataque directo à liberdade de imprensa, ao direito à informação, e ao exercício livre e responsável do jornalismo, pilares essenciais de qualquer estado democrático”, refere.

‎O Provedor de Justiça exorta as autoridades competentes a envidarem todos os esforços necessários para o rápido esclarecimento do caso e a responsabilização dos criminosos.

‎O Provedor de Justiça apela ao reforço das medidas de segurança dos profissionais da comunicação social no exercício das suas funções e manifestou solidariedade ao jornalista, à família e ao grupo Soico.

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, recebeu em audiências separadas a Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul, Maria Gustava, e o Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia, Jacinto Januário Maguni. Na ocasião, Muhate apelou para que os dois exerçam as suas funções desempenhando o papel importante de promover o país naqueles dois países.

Dois encontros separados, mas com o mesmo objectivo! Basílio Muhate, Ministro da Economia, recebeu no seu gabinete de trabalho Maria Gustava e Jacinto Januário Maguni, nomeadamente Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul  e Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia.

Durante os encontros, o governante apresentou as prioridades do país no reforço das relações económicas e comerciais com a África do Sul e o Quénia, com enfoque na atracção de investimentos para dinamizar as pequenas e médias empresas, melhorar a balança comercial e ampliar a exportação de produtos nacionais.

Os dois diplomatas foram recentemente empossados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e Basílio Muhate fez questão de recordá-los das suas responsabilidades, as quais deverão desempenhar um papel importante na promoção da diplomacia económica e no fortalecimento das parcerias estratégicas de Moçambique com aqueles países.

 

Moçambique lança auscultação estratégica para a indústria do couro

O Governo de Moçambique, em parceria com a SADC e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), promoveu um workshop de auscultação para a elaboração do Plano Estratégico do Sector de Couro e Produtos de Couro no país.

O encontro reuniu representantes do sector público e privado, parceiros de cooperação e demais actores da cadeia de valor, com o objectivo de recolher contribuições que permitam transformar o sector do couro num motor de industrialização, criação de emprego e geração de valor acrescentado.

O Governo reafirma que o sector do couro é prioritário no quadro da Política de Industrialização, destacando o seu potencial para reduzir importações, aumentar exportações e reforçar a integração regional no âmbito da SADC e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

A iniciativa visa fortalecer a produção e a transformação local, promover investimentos e tornar o sector mais competitivo e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento económico do país.

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