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País regista 5661 casos de cólera 

O país regista um total de 5661 casos de malária de Outubro do ano passado a esta parte, que resultaram em 71 óbitos, dos quais

País regista 5661 casos de cólera 

O país regista um total de 5661 casos de malária de Outubro do ano passado a esta parte, que resultaram em 71 óbitos, dos quais

As autoridades de saúde anunciaram o arranque, em Março, da campanha de vacinação preventiva contra a cólera na província de Tete, com enfoque nos distritos de Tete e Moatize, por registarem elevados números de casos e óbitos recorrentes. 

Este arranque acontece depois de concluída a campanha de vacinação nas províncias da Zambézia, Cabo Delgado e Niassa, sendo que as autoridades de saúde já dispõem de vacinas para a província de Tete, para que seja a quarta província a beneficiar de uma campanha de vacinação preventiva contra a cólera.

A campanha está prevista para iniciar no mês de Março e irá abranger, numa primeira fase, dois distritos considerados de maior risco, nomeadamente Tete e Moatize. 

“O fato de existir maior número de casos, também terem maior número de ópticos e também terem casos oponentes de cólera ao longo dos últimos anos, seria bom se realizássemos esta campanha em todos os distritos da nossa província, mas sabe-se muito bem que a vacina contra a cólera é extremamente cara, por isso é necessário priorizarmos, tendo em conta aquilo que são as condições, as situações epidemiológicas de cada uma das províncias e de cada um dos distritos”, disse Alex Bertil, Director Provincial de Saúde em Tete.

Segundo as autoridades de saúde de Tete, trata-se de uma vacina de carácter preventivo, que será administrada em duas doses, com o objectivo de reforçar a imunidade da população e reduzir o impacto de surtos da doença durante o período crítico. 

“O grupo-alvo é toda a população com idade maior ou igual a um ano de idade e nós pretendemos, nesses dois distritos, administrar cerca de 828.579 pessoas. Esta é a nossa meta prevista para os dois distritos, sendo 509.907 para a cidade de Tete e 308.672 pessoas para o distrito de Moatize”, esclareceu Alex Bertil.

A vacinação será realizada através de postos fixos e unidades móveis, estrategicamente instalados para facilitar o acesso das comunidades abrangidas. 

Em Manica, o Conselho Executivo provincial está preocupado com a crescente onda de circulação de sementes falsificadas nos mercados, o que tem estado a prejudicar os produtores. A governadora da província, Francisca Tomás, exige maior fiscalização para estancar a prática.

As constantes reclamações de camponeses devido ao fraco poder germinativo de algumas sementes vendidas no mercado forçou o Governo de Manica a convocar um encontro com diversos actores da cadeia de sementes.

Francisca Tomás, Governadora da província, que liderou o encontro, lamentou a situação, garantiu que há um trabalho que está a ser feito para identificação dos que falsificam as sementes e prometeu mão dura aos prevaricadores.

“Retiramos a licença da empresa para não vender mais semente certificada ou semente aos produtores e depois vamos elaborar o processo para ir arcar com as custas no tribunal por ter prejudicado os produtores, na devida altura”, garantiu, frisando ainda que “há uma fragilidade que nós estamos a ter em relação a essa situação e nós não podemos ser frágeis assim”.

Os produtores de sementes reconhecem que o problema pode começar nas empresas, mas exigem  que a Inspecção Nacional das Actividades Económicas, INAE, faça fiscalizações periódicas.

“Aqui no mercado de feira tem agrodilas que fazem essa transação de sementes falsas. Então este é um mal e para mim a solução desse mal começa por potencializar o staff ou a quantidade de pessoas que estão abertas ao Laboratório Nacional de Sementes, porque o cartel não é pequeno. Eu acredito que o cartel é maior do que todos nós que estamos aqui”, disse Aly Baraza Jr, provedor de sementes.

Outro provedor de sementes, Ausêncio Elias, disse que é mais comum encontrar essas sementes falsificadas no período de sementeiras. “No tempo da época, quando se fala da época de sementeira para os graus, aqui no mercado central, não precisa ser no mercado 38, aqui mesmo no mercado central, é fácil encontrar pacotes de sementes que não têm identificação”, denunciou. 

Já Célia Ribeiro, vice-presidente do Conselho Empresarial Provincial de Manica, disse que o que acontece no mercado 38 não chega nem a 1% da semente falsificada trazida das empresas. 

“Com todo respeito que tenho pelas empresas, que fazemos muito, mas nós mesmos somos os que mais falsificamos sementes. Hoje o agricultor prefere comprar uma semente importada do que uma semente produzida localmente. Porquê? Porque ele não tem confiança naquilo que está aqui”, denunciou. 

As autoridades de Manica apelam a necessidade de denúncia dos locais e  entidades envolvidas em  casos de falsificação de sementes.

Durante o encontro abordou-se igualmente assuntos relacionados com acções para melhorar a produção de sementes, o ponto de situação do controlo da qualidade de sementes importadas e a organização da província face à certificação de sementes.

O Governo está a tentar fugir do pagamento de horas extraordinárias aos professores ao criar terceiro turno para o nível secundário e ao transferir alunos do pós-laboral para o período diurno. O entendimento é do académico e comentador Rogério Uthui, que alerta que a situação vai obrigar a que se façam muito mais investimentos na educação.

O antigo reitor da Universidade Pedagógica, Rogério Uthui, explicou de forma didáctica e simples o que pode estar a acontecer com o Governo ao criar terceiro turno no nível secundário e ao transferir alunos do pós-laboral para curso diurno.

Num contexto de pouca informação da parte do Ministério da Educação e Cultura para clarificar a intenção, o também Uthui entende que o Executivo pode estar a tentar escapulir-se das dívidas de horas extraordinárias acumuladas desde o ano de 2023.

“No sistema há 12 mil professores em falta e esses professores em falta são fechados por outros que estão presentes. E estes que estão presentes, logicamente, estão a fazer mais horas do que deviam. Logo, estão a ter horas extras, e têm de se pagar. E, durante mais de três anos, o Estado não pagava essas horas extras. Este é que é o problema principal que a ministra da Educação e o seu novo elenco encontraram. Então, certamente que se convenceram, a nível do Governo, que vão cortar para que não haja mais horas extras”, explica.

Ademais, segundo Uthui, uma forma de não haver mais horas extras é levar os alunos que estão a mais no curso nocturno e encaixá-los no diurno.

Para já, Rogério Uthui considera que até 28 de Fevereiro o Governo tem tempo para repensar a medida para acabar com o terceiro turno diurno, e como saída sugere a contratação de  mais 12 mil professores para fechar o défice existente.

“É verdade que o Ministério está a tentar fazer diferente, mas cortar as horas deve ser a pior solução que podes encontrar para um sistema que já está a formar alunos sem qualidade”, disse.

Com a passagem de 100 mil alunos do curso nocturno para o diurno e a introdução do terceiro turno, o professor explica que estes passam a estudar 200 horas a menos por ano, o que vai implicar o não término dos conteúdos programáticos, para além de se leccionar apenas metade do livro, realçando que pode não ser a melhor forma para os alunos.

Para o Governo, fica um recado do académico: “Nós temos de olhar para a educação como um investimento e não como um custo. Isso vai obrigar-nos a aceitar investir muito mais na educação. Então, quando investirmos muito mais, nós vamos construir as 35 mil salas de aulas que estão em falta. Temos de construir. E vamos meter, talvez por ano ou de dois anos, os 12 mil professores que estão em falta no sistema”.

 

Capulanas de Gueta Chapo podem vir de cartéis combatidos pelo PR

Num outro desenvolvimento, Rogério Uthui abordou a questão das capulanas prometidas pela Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, a todas as mulheres moçambicanas, para a celebração do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril.

O académico e comentador elogiou a iniciativa, mas também alertou para os riscos associados.

“Disse, ela própria, que tem amigos que a apoiam, etc. E tenho visto o actuar do Governo de Chapo. Ultimamente, tem sido muito incisivo sobre cartéis, aquilo que ele próprio chamou cartéis, que dominam uma série de esferas da economia nacional e até da política. E, normalmente, têm sido os donos desses cartéis que são os primeiros a oferecerem as coisas para as causas humanitárias da Primeira-Dama”, disse, dando como exemplos que “houve grandes empresários que se destacavam em comprar charutos, charutos do Presidente da República e depois descobriu-se que eram procurados por tráfico de drogas em outros países”, advertiu.

Cinco pessoas morreram durante as cheias que afectaram 15 mil pessoas e forçaram o isolamento de outras 14 mil no posto de Anguluzane, no distrito de Xai-Xai, na província de Gaza.

A trágica situação que está a abalar o mês do amor não resulta de um desgaste emocional ou dos corações, mas da fúria das águas que se abraçou ao vento e embateu forte na embarcação em que seguia o casal Malawene, para mais um dia de pesca na baixa de Inhamissa, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza.

Foi tão trágico que, num piscar de olhos, o movimento em falso projectou o marido de Amélia Malawene para fora da embarcação artesanal, na baixa de Inhamissa.

Amélia ainda segurou a mão do esposo com a força de quem segura o único chão que lhe restava, mas nada impediu a separação naquele dia e naquele local.

“Eles tinham tudo, tinham salva-vidas, tinham bóias, mas tudo foi esquecido naquele dia”, conta a filha do malogrado, que revela que quem sempre ia a pesca era a mãe, “mas naquele dia que foi seu primeiro e último dia lá. Desapareceu um herói”, referindo-se ao pai.

Helena Tsamba, mãe do finado, confirma a história e diz que, “quando chegaram ao meio, um sopro de vento derrubou o barco, e a esposa não conseguiu segurá-lo, e, após três tentativas, perderam-se”.

Foram mais de 10 horas de busca, sem sucesso, e, quando a esperança de encontrar o corpo já desmoronava, Francisco António decidiu desafiar a força das águas nos arredores da torre eléctrica que está debaixo das águas do Inhamissa.

“Meti-me debaixo das bananeiras, e, dois por três, apareceu o tio daqui do nosso lado. Vimos aqui da cabeça, depois meti a corda e amarrei o tio. Depois ligamos para informar as pessoas que o tio já tínhamos encontrado”, contou Francisco António.

As feridas provocadas pela perda continuam abertas. A viúva e suas cinco filhas dizem estar a ser alvo de julgamento popular.

“De um ou de outro jeito, isso machuca muito o coração da família, e pedimos muita força, muito apoio, muito amparo neste momento, especialmente para a minha mãe, que é a que vivenciou este acidente”, apela a filha do malogrado.

No entanto, esta não é a única narrativa dolorosa e trágica provocada pela força imparável da natureza em Xai-Xai. Maria Comé, residente na baixa de Xai-Xai, conta que outras duas pessoas terão sido arrastadas pelas águas.

“Há duas senhoras que vinham de Fenicelene. Uma tinha bebé. As duas foram arrastadas pelas águas. Ouvi que só encontraram um corpo. Não sei se a outra, que tinha bebé, foi encontrada”, conta.

O governo distrital de Xai-Xai confirma apenas cinco mortes por afogamento pelas águas que encheram quase toda a extensão de terra da cidade capital de Gaza.

“Nós queremo-nos solidarizar com esta família que perdeu os seus entes queridos, no posto administrativo de Inhamissa. Estaremos próximos desta família. Nós temos cinco casos que, como Governo, temos confirmado, mas este trabalho continua. Não temos ainda a situação completamente controlada”, anunciou Argelência Chissano, administradora de Xai-Xai.

Enquanto isso, do outro lado do posto administrativo de Nguluzane, cinco comunidades continuam sitiadas e as populações enfrentam várias dificuldades. A população local diz que ainda não teve nenhum apoio das autoridades governamentais.

“Não vimos nenhuma ajuda do Governo, não estamos a ver nada. Estamos isolados mesmo, estamos sem comida. Estamos sem nada. Estamos a sofrer mesmo, de verdade, e estamos a pedir uma grande ajuda para quem está a ver-nos neste exacto momento. Estamos a pedir muita ajuda mesmo, perdemos muita coisa mesmo, muita coisa mesmo”, lamenta Daniel Mugabe.

Argelência Chissano admite que o posto de Nguluzane tem mantimentos para oito dias e que autoridades continuam a monitorizar a situação. “É verdade que não é apoio alimentar que vai suportar um período longo, mas é um apoio alimentar que vai suportar pelo menos oito a nove dias. É uma população estimada em cerca de 14 mil pessoas. Estamos a falar de uma povoação praticamente agrícola e pesqueira”, confirmou Argelência Chissano, administradora de Xai-Xai.

Ainda nesta semana, arranca o processo de distribuição de kits de retorno que vão culminar com a desactivação gradual de cerca de 42 centros de acomodação activos na província de Gaza, na sequência das cheias e inundações que afectaram mais de 400 mil pessoas na província de Gaza.

Dois indivíduos estão detidos, acusados de envolvimento em mais de dez crimes de raptos, na cidade e província de Maputo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) afirma que os mesmos estiveram também envolvidos na troca de tiros, havida na semana na passada, no bairro da zona Verde. 

Segundo o SERNIC, os dois indivíduos foram detidos na sequência de uma investigação relacionada com o sequestro de um empresário, proprietário de uma ferragem, numa operação conjunta realizada na quinta-feira passada. O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, explica que, durante a operação, houve troca de tiros, que culminou com a morte de dois malfeitores no local.

Durante a conferência de imprensa, Lole esclareceu ainda que o SERNIC continua a prestar apoio às vítimas atingidas pelas balas perdidas durante a operação, mas assegura que não se trata de assumir a culpa pelo ocorrido. 

O município de Chibuto necessita de cerca de 200 milhões de meticais para financiar obras estruturantes de combate à erosão, que se agravou com as chuvas intensas e cheias da presente época chuvosa de 2026. A estimativa foi avançada pelo vereador de Infra-estruturas, Jacinto Macondzo, que descreveu um cenário preocupante para a cidade e arredores.

Em entrevista exclusiva ao O País , Jacinto Macondzo apontou que “para minimizar os problemas de erosão ao nível da nossa cidade, a estimativa de custos ronda os 200 milhões de meticais”,  explicando que várias vias apresentam ravinas com profundidade superior a um metro, o que colocando em risco a circulação de pessoas e bens.

De acordo com o responsável, pelo menos 15 estradas principais encontram-se em estado considerado dramático. Embora Chibuto esteja situada numa zona alta e não tenha sido directamente submersa pelas cheias, as chuvas torrenciais provocaram forte arrastamento de solos, abrindo crateras nas vias e afectando residências. “Temos ruas completamente esburacadas e algumas casas com solos acumulados até ao nível das janelas”, lamentou.

A erosão, sublinhou, não é um fenómeno novo, mas a intensidade das últimas chuvas agravou substancialmente a situação. Para garantir alguma transitabilidade, o município tem priorizado intervenções nos pontos mais críticos. “Estamos a reparar os locais que permitem a circulação mínima dentro da cidade, mas precisamos de uma solução estrutural”, apontou.

O impacto estende-se a serviços essenciais. O acesso à escola do bairro Unidade está condicionado, assim como ao hospital do bairro Moussavene e à escola do bairro 2. Particularmente crítica é a situação da Escola Básica 25 de Junho, recentemente reabilitada com apoio do Banco Mundial, onde salas ficaram inundadas por água e areia até quase um metro de altura.

“Os pais e encarregados de educação estão a fazer um esforço enorme para remover os solos antes do início do ano lectivo”, disse Macondzo, acrescentando que o município está a rever o projecto de construção de um muro de vedação, de modo a torná-lo mais resiliente às enxurradas.

Se a zona alta sofreu com a erosão, as áreas baixas, onde se concentra a produção agrícola, foram directamente atingidas pelas cheias. A chamada cintura verde da cidade, responsável pelo abastecimento de hortícolas, ficou praticamente destruída.

“Perdeu-se tudo. Nada escapou”, afirmou o vereador, referindo-se às culturas de couve, alface e tomate que abasteciam Chibuto e a cidade de Xai-Xai. Na Baixa do bairro Unidade e na zona de Machae, a deposição de areia comprometeu a fertilidade dos solos.

Além da destruição provocada pelas cheias, a irregularidade das chuvas agravou o cenário. 

“As zonas que deviam recuperar estão agora a sofrer por falta de chuva. As plantações estão a morrer”, lamentou.

Com cerca de 83 mil habitantes, Chibuto enfrenta risco real de insegurança alimentar. “A fome é eminente”, alertou o vereador, explicando que grande parte da população depende da agricultura de subsistência. Actualmente, não há produção significativa de hortícolas na cidade, que passou a depender de produtos provenientes de Chókwè e Chongoene.

A crise agrícola tem reflexos directos na arrecadação de receitas municipais. O mercado local, antes dinámico, encontra-se praticamente sem movimento. “Os locais onde se vendia alface e couve estão às moscas”, descreveu.

Segundo o vereador, o município enfrenta dificuldades para assegurar despesas correntes, como pagamento de salários, recolha de lixo e manutenção básica de infra-estruturas. “Sentimo-nos com falta de recursos para garantir a sobrevivência do próprio município”, afirmou.

Como resposta, a edilidade iniciou um processo de recadastramento para reforçar a cobrança do Imposto Pessoal Autárquico (IPA), da Taxa de Actividade Económica (TAE) e do foro de terrenos. Equipas técnicas estão no terreno a actualizar dados nos bairros urbanizados.

“Apelamos à colaboração dos munícipes. Precisamos que todos cumpram com as suas obrigações fiscais para que possamos melhorar as vias e combater a erosão”, destacou.

Parte do problema, explicou, resulta das águas provenientes das estradas nacionais que atravessam o município, N102 (Chongoene–Chibuto), N220 (Chibuto–Chissano), Chibuto–Guijá e a via para Alto Changane, sob gestão da Administração Nacional de Estradas (ANE). O município já submeteu um levantamento técnico das necessidades.

“Esperamos que a ANE possa apoiar nas reparações, porque algumas erosões resultam directamente das águas que descem dessas vias”, disse.

Para Jacinto Macondzo, o desafio é estrutural e exige coordenação entre município, governo distrital, provincial e central. Sem investimentos robustos em drenagem e contenção, advertiu, a cidade continuará vulnerável a cada época chuvosa.

Entre ravinas abertas nas estradas, salas de aula soterradas e campos agrícolas devastados, Chibuto enfrenta um dos momentos mais difíceis dos últimos anos. A recuperação dependerá não apenas de fundos externos, mas também da mobilização interna e da solidariedade institucional para devolver estabilidade à cidade.

A Tmcel, Moçambique Telecom, S.A. procedeu, nesta quarta-feira, à entrega de um pacote de donativos composto por bens de primeira necessidade ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). 

A iniciativa enquadra-se na política de Responsabilidade Social da empresa e reflecte. O donativo entregue é composto por produtos essenciais, nomeadamente: duas toneladas de arroz, uma tonelada de farinha de milho, 400 litros de óleo alimentar, 35 volumes de produtos de higiene, 30 volumes de vestuário e calçado diverso.

Ainda no mesmo âmbito, a Tmcel procedeu recentemente com uma oferta gratuita de chamadas, megabytes e SMS para os clientes das zonas afectadas pelas inundações e com a entrega de valores monetários colhidos através de uma contribuição de seus clientes da carteira móvel Mkesh.

Para o Presidente da Comissão de Gestão da Tmcel, Mahomed Mussá, “esta doação possui um significado especial, pois resulta de um gesto espontâneo de solidariedade dos colaboradores da Tmcel. Reflecte o compromisso da operadora de bandeira em estar presente não apenas através da conectividade, mas também no apoio directo ao bem-estar das populações nos momentos mais difíceis”, referiu.

“Paralelamente as equipas técnicas trabalham continuamente para garantir que a rede de comunicações permaneça operacional, permitindo a ligação entre famílias e facilitando a coordenação das equipas de socorro”, acrescentou Mahomed Mussá.

Por sua vez, Luísa Meque, Presidente do INGD, enalteceu o gesto solidário da Tmcel e dos seus colaboradores, sublinhando a importância da coordenação entre o sector privado e as autoridades nacionais para assegurar que a ajuda chegue com celeridade às zonas mais afectadas.

A Primeira-Ministra conduziu, nesta quarta-feira, a cerimónia de tomada de posse dos novos Presidentes dos Conselhos de Administração do Fundo de Investimento de Património de Abastecimento de Água e Saneamento (FIPAAS) e das Águas de Moçambique (AdeM), num evento que marcou o arranque oficial de uma profunda reestruturação do sector de abastecimento de água e saneamento.

Foram empossados Miguel Micas Langa, para o cargo de PCA do FIPAAS, e Augusto João Domingos Chipenembe, para liderar as AdeM.

A criação das duas novas entidades surge no âmbito da implementação da Lei n.° 9/2024, de 7 de Junho, que estabelece o novo Regime Jurídico do Serviço Público de Abastecimento de Água e Saneamento. De acordo com a primeira-ministra, o objetivo da reestruturação é “promover a eficiência e equidade na provisão destes serviços à população e equilibrar a alocação de recursos”.

Durante o seu discurso, Benvinda Levi detalhou as funções específicas de cada instituição. O recém-criado FIPAAS terá como missão principal a mobilização de recursos financeiros e o desenvolvimento e expansão do património público de água e saneamento a nível nacional, com o objectivo de “reduzir as assimetrias regionais e entre as zonas rurais e urbanas”.

A governante declarou que as AdeM ficarão responsáveis pela gestão operacional e manutenção desse mesmo património público em toda a sua cadeia.

A primeira-ministra destacou que a aposta na especialização institucional visa não só acelerar o cumprimento das metas do Programa Quinquenal do Governo, mas também colocar o país no rumo certo para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU até 2030.

Ao dirigir-se aos novos dirigentes, a Primeira-Ministra felicitou-os pela aceitação do desafio e manifestou confiança na sua “larga experiência profissional” para implementar as mudanças com “zelo, rigor e transparência”.

A Miguel Langa, a ministra recomendou que o planeamento das infra-estruturas seja feito em coordenação com os órgãos de governação autárquica, e que a gestão dos investimentos seja transparente e vise a sustentabilidade do sector. Foi também desafiado a criar um ambiente que incentivasse investimentos e colaboração do sector privado, tanto nacional como estrangeiro.

Já a Augusto Chipenembe, foi recomendado que dê prioridade à colaboração e articulação com as restantes instituições do sector. A primeira-ministra espera que o novo gestor promova activamente a sustentabilidade dos serviços na melhoria da qualidade do atendimento e no alargamento da rede de abastecimento nacional, bem como na manutenção das infra-estruturas existentes.

Com um tom de incentivo, a Primeira-Ministra deixou ainda uma mensagem sobre o estilo de liderança que espera dos empossados: “Privilegiem o estímulo, o incentivo, a inspiração e a motivação dos quadros que vão encontrar nas vossas instituições”, e reiterou que só com equipas motivadas será possível encontrar “soluções holísticas” para responder à crescente demanda da população, tanto urbana como rural.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem à  Comunidade Cristã do país por ocasião do período da  Quaresma, assinalando o tempo como uma oportunidade de  reflexão, renovação espiritual e fortalecimento dos valores de  solidariedade e fraternidade. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado sublinha a importância  deste período no contexto da vivência cristã e dos ensinamentos  de Jesus Cristo.

“A Quaresma constitui um tempo de introspecção, oração e  compromisso com os valores que promovem a paz, a justiça e a  solidariedade entre todos os cidadãos”. 

O estadista moçambicano incentiva ainda a Comunidade Cristã  a dedicar-se a actos de caridade, à promoção da paz e à  preservação da harmonia social. 

“É também um momento propício para reforçarmos o amor ao  próximo, praticando gestos concretos de solidariedade e  cuidado com os mais necessitados”. 

Concluindo a sua mensagem, o Presidente da República formula  votos de que este período fortaleça a fé e a esperança dos fiéis,  contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva. 

“Desejo que a Quaresma seja vivida com fé e dedicação,  inspirando-nos a construir um Moçambique mais solidário, fraterno  e comprometido com o bem-estar de todos”. 

O Presidente da República reafirma a sua proximidade e  apoio à Comunidade Cristã, destacando o papel central da fé  na promoção da unidade nacional e da paz social.

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