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Já começa a haver disponibilidade de coco no Mercado Grossista do Zimpeto. Os vendedores são obrigados a usar meios alternativos para garantirem o produto, mas o preço tende a baixar. 

Segundo os vendedores, o coco vem de Inhambane, mas, para que possa atravessar a cidade de Xai-Xai, é preciso que sejam usadas embarcações marítimas ou o comboio. 

Agora, verificam-se preços que variam de 30 a 40 meticais, depois de, na semana passada, ter chegado a custar 60 e 75 meticais.

Um deslizamento de terra ocorrido nas proximidades dos Montes Namuli, no distrito de Gurué, na Zambézia, provocou a morte de cinco pessoas e deixou outras cinco feridas. Ao todo, 10 pessoas ficaram soterradas, das quais metade conseguiu sobreviver após ser socorrida por populares.

O incidente chocou a localidade de Mavunha, no distrito de Gurué. No passado dia 26 do corrente mês, registou-se um deslizamento de terra numa mina situada nas proximidades dos Montes Namuli. A forte chuva que se faz sentir na região deixou os solos frágeis, aliado à actividade de mineração ilegal, resultou no soterramento de 10 pessoas, sendo que cinco foram resgatadas com vida.

De acordo com as autoridades, a mina onde ocorreu o acidente é recente e, neste momento, encontra-se encerrada.

A Polícia da República de Moçambique apela à população para que evite deslocar-se ao local para a extração de minérios, uma vez que os solos continuam instáveis, aumentando o risco de novos deslizamentos.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) precisa de 32 milhões de dólares (cerca de 26,7 milhões de euros) para apoiar, nos próximos três meses, cerca de 450 mil pessoas afetadas pelas cheias em Moçambique, anunciou a organização.

Segundo um comunicado, citado pela Lusa, a agência está a utilizar meios como veículos anfíbios, barcos, camiões, aviões e helicópteros para chegar às comunidades isoladas, mas alerta que a resposta está limitada pela falta de financiamento. 

A directora nacional do PAM em Moçambique, Claire Conan, citada pela Lusa afirmou que a organização dispõe de equipas técnicas, logística e capacidade operacional para reforçar rapidamente a assistência alimentar e nutricional, mas que a escassez de fundos impede o alargamento do apoio.

Claire Conan sublinhou ainda que as cheias representam não só uma emergência imediata, mas também uma séria ameaça à segurança alimentar a longo prazo, num contexto em que duplicou o número de pessoas que necessitam de ajuda do PAM no país. Grandes extensões de terras agrícolas ficaram submersas, o que deverá comprometer as próximas colheitas, provocar escassez de alimentos e aumentar os preços.

A responsável apelou à comunidade internacional para apoiar tanto a resposta de emergência como iniciativas de segurança alimentar sustentável. O PAM acrescenta que a falta de financiamento já levou a uma redução de 60% no número de beneficiários no norte do país em comparação com 2024, prevendo-se um novo corte de 40% em março e a suspensão total da assistência em maio, caso não haja apoio imediato.

De acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), as cheias das últimas semanas causaram 22 mortos e afectaram cerca de 700 mil pessoas em Moçambique, com 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.

A Electricidade de Moçambique precisa de mais de 150 milhões de Meticais para repor os danos causados pelas cheias na rede eléctrica ao longo da zona sul do país, num momento em que mais de 125 mil clientes continuam sem os serviços na zona sul do país.

As cheias que fustigam a zona sul do país criaram um prejuízo de cerca de 300 milhões de Meticais à empresa Electricidade de Moçambique, que neste momento procura, a todo o gás, repor os danos causados.

Segundo a EDM, mais de 110 mil clientes em Gaza e 1.500 em Maputo estão sem acesso aos serviços devido às inundações.

Entre as zonas consideradas críticas está Massingir, com cerca de 7 quilómetros da rede devastados, para além de Macaneta, com sete postos de transformação destruídos.

A Empresa visitou esta sexta-feira algumas zonas afectadas em Marracuene e Bobole.

Como forma de ajudar as famílias nos centros de acolhimento, a EDM instalou, nos 59 centros de acolhimento, contadores pós-pagos como forma de subsidiar os centros.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia Judiciária portuguesa confirmaram que o empresário português encontrado morto no Hotel Polana, em Maputo, neste mês, cometeu suicídio. As autoridades asseguram que o corpo não apresentava ferimentos nas costas nem sinais de agressão, afastando a hipótese de homicídio ou envolvimento de terceiros.

A informação foi tornada pública, esta sexta-feira, em Maputo, durante uma conferência de imprensa conjunta, na qual foram apresentados os resultados das investigações realizadas pelas autoridades moçambicanas e portuguesas. As perícias efectuadas no local, aliadas às análises laboratoriais e à audição de testemunhas, permitiram concluir que a causa da morte foi suicídio.

De acordo com os dados avançados, o corpo do empresário não apresentava sinais de violência física. As análises toxicológicas detectaram a presença de substâncias no estômago, enquanto a perícia à arma branca utilizada revelou apenas impressões digitais do próprio malogrado. O corpo do empresário português foi encontrado na casa de banho pública do Hotel Polana, onde decorreram os principais trabalhos técnicos.

As autoridades portuguesas destacaram a abertura imediata de Moçambique, considerando que a colaboração entre as instituições foi determinante para o esclarecimento do caso e reforçou a cooperação bilateral.

Relativamente às alegadas ameaças que o empresário teria recebido antes da sua morte, as autoridades referem que não existe qualquer informação oficial que confirme essa situação, tratando-se apenas de uma publicação veiculada por um órgão de comunicação social.

Apesar da conclusão sobre a causa da morte, o SERNIC garante que continuará a investigar para apurar as motivações que levaram o empresário a tirar a própria vida. 

Quaestionado sobre o rápido esclarecimento deste caso, quando comparado aos outros que até hoje, não se conhece o seu desfecho, o SERNIC limitou-se a dizer que cada processo possui características próprias e é conduzido com base em critérios técnicos e científicos.

As fortes chuvas no norte de Marrocos levaram as autoridades de Ksar El Kebir a elevar o alerta de inundação ao máximo, com o rio Loukkos, que transbordou, ameaçando diversos bairros.

Dias de chuvas intensas inundaram ruas e casas em áreas baixas na província de Larache, provocando uma mobilização total das autoridades locais, serviços de segurança, empresas de serviços públicos e equipes de emergência.

Barreiras de areia foram instaladas ao longo das casas à beira do rio, enquanto o governador Bouassam El Alamine inspeciona os pontos vulneráveis ​​ao longo do rio e supervisiona as medidas de emergência.

A Agência da Bacia Hidrográfica do Rio Loukkos informa que a região recebeu mais de 600 mm de chuva desde setembro, enchendo a barragem de Oued El Makhazine a 100% da sua capacidade, com libertações controladas em curso para aliviar a pressão e limitar as cheias a jusante.

O aumento do nível dos rios está sobrecarregando o sistema de drenagem de Ksar El Kebir; equipes extras e bombas foram mobilizadas para impedir que o esgoto retorne para as casas.

Equipes de emergência intervieram em instalações públicas importantes, incluindo um hospital local, onde pacientes e funcionários foram evacuados devido à infiltração de água e problemas de acesso.

As Forças Armadas Reais de Marrocos também estabeleceram acampamentos de emergência e estão realocando famílias, de acordo com as instruções reais, para apoiar os moradores afetados pelas graves inundações.

O presidente da câmara municipal, Mohamed Simo, instou as pessoas em zonas de alto risco a evacuarem imediatamente para terrenos mais elevados, alertando que uma barragem ultrapassou a sua capacidade de descarga.

Edifícios públicos como centros juvenis, escolas e centros culturais estão sendo convertidos em abrigos, e as autoridades prometeram fornecer alimentos, cobertores, roupas de cama e ajuda emergencial para todos os evacuados.

A Direcção Geral de Meteorologia, citada pela Africanews, prevê mais aguaceiros, chuva forte e ventos intensos esta sexta-feira em várias províncias, mantendo elevado o risco de novas inundações.

 

A Estrada Nacional Número Um (EN1) continua intransitável na cidade de Xai-Xai, em Gaza, onde águas invadiram a zona baixa e destruíram o dique de protecção da zona comercial. No entanto, o edil de Xai-Xai garantiu que a transitabilidade poderá ser reposta até domingo.

“Tínhamos a água a passar aqui em cima deste dique, mas acabou não aguentando a pressão e rompeu na parte do muro de betão e na parte feita com argila”, disse o Edil de Xai-Xai, destacando que ainda não é possível ter acesso a zona comercial. 

Apesar do restabelecimento da transitabilidade no percurso 3 de Fevereiro Incoluane, Ossemane Adamo diz que a situação em Xai-Xai ainda é crítica, principalmente na ponte sobre o rio Nguluzane. 

 “De Maputo até Xai-Xai, na zona da pontinha, já se consegue fazer via terrestre, mas falta aqui na cidade de Xai-Xai, na Zona 8, temos ali a zona da ponte sobre o rio Nguluzane, que tem três cortes. Então, o empreiteiro já está no local, para começar a tapar esses cortes”, garantiu.

O troço 3 de Fevereiro–Incoluane da Estrada Nacional Número Um (EN1) reabre amanhã ao tráfego, após quase duas semanas de interrupção provocada pelas cheias, restabelecendo a ligação rodoviária entre as províncias de Maputo e Gaza. A informação é avançada pelo jornal Notícias, que cita o Ministério dos Transportes e Logística, assegurando estarem reunidas as condições mínimas de circulação para viaturas ligeiras e pesadas.

De acordo com a mesma fonte, a reposição da transitabilidade foi possível na sequência da conclusão dos trabalhos de enchimento e regularização dos seis cortes registados ao longo do referido troço, considerados pontos críticos. As intervenções foram realizadas em regime de urgência, envolvendo equipas técnicas especializadas e maquinaria pesada, numa acção coordenada que visou reduzir os impactos das chuvas intensas sobre a principal via de comunicação do país e garantir a retoma gradual da circulação rodoviária.

Recorde-se que várias pessoas, retiradas na Macia, aguardam passagem para Maputo desde o dia 16 de Janeiro corrente, estando impedidas de seguir viagem devido ao corte da estrada.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou ontem o seu  agradecimento à empresa Vulcan Moçambique pelo donativo concedido às vítimas das cheias que assolam várias regiões do país, numa cerimónia realizada no armazém da Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), na Cidade de Maputo.

O donativo, composto por diversos bens de primeira necessidade, incluindo produtos de higiene e limpeza, kits de dignidade para mulheres e mães, mantas, lençóis, capulanas, vestuário e utensílios domésticos, destina-se a apoiar as famílias afectadas pelas

inundações que se encontram acolhidas nos centros de acomodação.

Na ocasião, a Primeira-Dama destacou que o gesto solidário da Vulcan constitui uma demonstração clara de responsabilidade social empresarial e de compromisso com a vida e a dignidade humanas.

“Este apoio chega num momento particularmente difícil para muitas famílias que perderam os seus bens devido às cheias. A solidariedade demonstrada pela Vulcan representa um contributo importante para aliviar o sofrimento das populações afectadas e devolver-lhes esperança”, afirmou Gueta Chapo.

A Primeira-Dama alertou que a época chuvosa ainda se encontra em curso, prevendo-se a continuidade das chuvas nos meses de Fevereiro e Março, razão pela qual apelou à união de esforços entre o Governo, o sector privado e a sociedade civil para garantir uma resposta humanitária eficaz e contínua.

Gueta Selemane Chapo assegurou que os produtos doados serão encaminhados, com urgência, para os centros de acomodação localizados nas províncias mais afectadas, nomeadamente Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala, no âmbito das acções de assistência

humanitária coordenadas pelo Gabinete da Primeira-Dama, em articulação com as instituições competentes.

A Primeira-Dama reiterou igualmente o seu apelo ao voluntariado, convidando cidadãos e organizações a juntarem-se às acções de apoio, sobretudo nas áreas de confecção e distribuição de alimentos, apoio às crianças, mulheres grávidas, lactantes, idosos e pessoas com deficiência.

O acto de entrega do donativo no armazém da CVM, entidade parceira na logística e armazenamento dos bens, reforçando o espírito de cooperação entre as instituições humanitárias e o sector privado na resposta às situações de emergência provocadas pelas cheias.

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