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Afinal, o Município de Maputo mandou o empreiteiro parar as obras de pavimentação da rua Rovue, no Bairro Zimpeto. O empreiteiro diz que a edilidade está a ignorar as recomendações do Tribunal Administrativo de prorrogação do contrato devido à paralisação das obras no contexto dos protestos pós-eleitorais, entre 2024 e 2025.

As obras de pavimentação da rua Rovue, no Bairro Zimpeto, Cidade de Maputo, foram adjudicadas à Palmont, e os trabalhos iniciaram em Março de 2024. Recebeu do município um pré-pagamento, no entanto, no curso dos trabalhos, a construção foi forçada a parar devido às tensões políticas pós-eleitorais de 2024.

“As pessoas estavam a manifestar ali mesmo no trabalho, na área de trabalho, com alguma vandalização, remoção de solos, portanto todo o trabalho que tinha sido feito até o período antes das manifestações foi perdido”, lamentou Pedro Cardoso, Empreiteiro de Obra.

Após a tensão, o empreiteiro reiniciou as obras, no entanto, a criação da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo trouxe constrangimentos para a execução da obra em causa.

“Após o recomeço, fizemos 400 metros que já estão pavimentados, uma faixa. Estranhamente, recebemos uma instrução para suspender os trabalhos”, explicou o empreiteiro que continua sem receber resposta do município. 

“Falamos com a vereação, que era a entidade que precisava agir, responsável pelo contrato. O vereador, na altura, disse que também não sabia o que se passava’, prosseguiu, acrescentado que “informaram-nos que já não seria o município, seria uma outra empresa para tomar conta das obras de manutenção de infraestruturas”.

O empreiteiro acusa Maputo de gerir mal o contrato e ignorar recomendações do Tribunal Administrativo. “O tribunal também tinha conhecimento da situação e mandou renovar o contrato, para estender o tempo de trabalho. Nós achamos que era uma coisa simples, julgamos que é simples até agora”, disse. 

Esta segunda feira, voltamos a contactar o município de Maputo através do Gabinete de Comunicação para ouvir a sua versão, mas até aqui, não recebemos alguma disponibilidade para gravação de entrevista.

No âmbito da sua visita de trabalho à Província de Maputo, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, manteve um diálogo aberto e participativo com os jovens do distrito da Moamba.

O encontro contou igualmente com a presença do administrador do distrito da Moamba, Carlos Mussanhane, que na sua intervenção destacou o papel estratégico da juventude no desenvolvimento local e reafirmou o compromisso do Governo Distrital em apoiar iniciativas que promovam o emprego, o empreendedorismo e o desporto.

Durante a sessão, os jovens usaram da palavra para apresentar as suas preocupações, sugestões e propostas, num ambiente de escuta ativa e construção conjunta de soluções.

Entre os principais temas abordados, os jovens falaram do emprego e empreendedorismo juvenil, da formação técnico-profissional, do acesso ao financiamento, do desenvolvimento do desporto comunitário e da melhoria das infra-estruturas desportivas.

Na sua intervenção, o ministro Caifadine Manasse sublinhou que o diálogo permanente com a juventude é fundamental para garantir políticas públicas mais inclusivas, eficazes e alinhadas às reais necessidades dos jovens.

A iniciativa reforça o compromisso do Governo em aproximar-se das comunidades, fortalecer a participação juvenil e criar mais oportunidades para que os jovens sejam protagonistas do desenvolvimento do País.

 

“Meu Kit, Meu Emprego”: oportunidade que transforma vidas e cria futuro

No âmbito da sua agenda de monitorização aos beneficiários do Programa “Meu Kit, Meu Emprego”, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, visitou, na Província de Maputo, um jovem empreendedor que representa um exemplo inspirador do impacto transformador desta iniciativa governamental.

O beneficiário relatou que, após concorrer ao programa, recebeu um kit completo de maquinaria que lhe permitiu criar e estruturar o seu próprio negócio.

O que começou como uma oportunidade tornou-se numa empresa em crescimento, que actualmente emprega quatro colaboradores, totalizando cinco postos de trabalho directos e contribuindo para o sustento de cinco famílias.

Apesar dos desafios inerentes ao empreendedorismo, o jovem afirma que o negócio evolui de forma positiva, impulsionado pela dedicação, perseverança e confiança no futuro.  

O Programa “Meu Kit, Meu Emprego” consolida-se, assim, como uma política pública estratégica orientada para a promoção do auto-emprego, geração de renda, criação de postos de trabalho e empoderamento da juventude moçambicana.

Mais do que equipamentos, o programa entrega oportunidades, dignidade e independência económica, reafirmando o compromisso do Governo em transformar o potencial da juventude em motor real do desenvolvimento nacional.

O comentador da STV, Hélder Jauana, sugere que se faça uma auditoria às Linhas Aéreas de Moçambique para que os problemas da empresa sejam de conhecimento público. Já Alberto da Cruz entende que o novo escândalo de corrupção na companhia não passa de uma encenação.

A crise nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) continua a gerar forte debate público. Comentadores da STV defenderam, este domingo, a realização urgente de uma auditoria independente à companhia aérea estatal, como forma de restaurar a credibilidade e esclarecer alegadas irregularidades financeiras.

Durante o programa Pontos de Vista, o analista Hélder Jauana afirmou que a melhoria da reputação da empresa passa, em primeiro lugar, por uma auditoria transparente e tornada pública. “Esta auditoria independente deve ser exposta para que todos saibamos o que aconteceu na LAM”, defendeu.

Além disso, Jauana propôs a adopção de um novo modelo de gestão e a implementação de um sistema de prestação de contas trimestral. Segundo explicou, a empresa deveria apresentar regularmente relatórios públicos detalhando a sua situação financeira, operacional e os caminhos estratégicos em curso.

Para o comentador, a responsabilidade pela actual situação da companhia não deve recair apenas sobre os gestores detidos ou investigados. Hélder Jauana questionou o papel dos órgãos de tutela e do Conselho de Administração, indagando onde estavam as estruturas de supervisão quando a empresa entrou em declínio.

“Não basta prender gestores. É preciso reformar o modelo de controlo das empresas públicas”, defendeu, alertando que, sem mudanças estruturais, os mesmos problemas poderão repetir-se.

Também no programa, o comentador Alberto da Cruz criticou o que considera falta de seriedade na abordagem ao novo escândalo de corrupção envolvendo o antigo director-geral da LAM, Paulo Jorge.

Da Cruz questionou a ausência de informações claras sobre os cerca de 150 milhões de dólares alegadamente movimentados por três empresas associadas ao caso. “Qual é a auditoria que está a ser feita? Quanto foi investido na compra de cada aeronave que hoje está parada?”, interrogou.

O comentador apontou ainda falhas operacionais persistentes, como atrasos nos voos e aeronaves imobilizadas, defendendo que a reestruturação anunciada não tem produzido resultados visíveis.

Alberto da Cruz considerou que o combate à corrupção na empresa deve ser mais amplo e incluir todos os responsáveis institucionais do período em análise. Questionou, por exemplo, se figuras governamentais que exerciam funções na altura dos factos também serão chamadas a prestar esclarecimentos.

Os comentários foram feitos no programa Pontos de Vista da STV, num momento em que a LAM enfrenta uma das fases mais delicadas da sua história, marcada por denúncias de má gestão, suspeitas de corrupção e dificuldades operacionais.

Moradores dos bairros Boquisso “A” e Mali, na  cidade da Matola, queixam-se de falta de corrente eléctrica. A situação tem originado assaltos noturnos e perda de eletrodomésticos. Devido a este problema, os moradores recorrem a ligações clandestinas, facto que tem propiciado curtos-circuitos. 

Uma residência foi parcialmente destruída, no bairro Boquisso “A”, município da Matola, em resultado de um curto-circuito. 

No local, as paredes negras ainda existentes evidenciam a gravidade do incêndio, que apenas deixou rastros de destruição. Tudo causado por uma ligação clandestina de energia eléctrica. 

“Todos os bens estavam aqui dentro de casa. Tudo perdeu-se. Nada sobrou aqui.

Tudo que estava aqui dentro saiu em cinzas. Perdi todos os meus bens por conta da corrente elétrica. Nós temos uma péssima qualidade da corrente elétrica. Não temos PT’s, cada um entende, faz uma ligação clandestina para poder ter a corrente elétrica”, lamentou Matias Bila, que teve a sua casa consumida pelo pelas chamas durante incêndio. 

Trata-se de apenas um dos resultados de ligações clandestinas naquela parcela do país. 

No local, a energia, que é de fraca qualidade, é compartilhada de uma casa para outra, entre os moradores, em condições precárias. 

Nas ruas e nas casas o que mais se vê são cabos de energia entrelaçados entre estacas improvisadas, alguns dos quais não é necessário fazer muito esforço para notar o perigo. 

“Quando, por exemplo,  deslocamo-nos a eletricidade, eles sempre dizem vão lá, voltem lá. Aqui vocês ainda não estão no mapa para a colocação de boa energia. Em resultado acabamos colocando estes fiozinhos aqui”, explicou uma moradora. 

Os residentes, que denunciam as ligações clandestinas por si feitas, dizem recorrer a meios ilegais cansados de falsas promessas, por parte da Eletricidade de Moçambique, que aliás, conhece o esquema.

“Essa foi uma solução imediata que a gente apanhou para pelo menos não dormir no escuro. Mas que também não serve para nada. Só serve para acender a lâmpada. O pessoal da EDM sempre aparece aqui fazendo promessas, não cumprem e vão-se embora”. 

A perda de eletrodomésticos, como congeladores e microondas, por exemplo, acontece quase todos os dias. 

O problema é vivenciado pelos moradores de Boquisso, mas também de 38 quarteirões do bairro Mali. 

Os moradores exigem soluções para o problema.

Sobre o assunto, a nossa equipa de reportagem entrou em contacto com a EDM, que prometeu pronunciar-se oportunamente. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas a fortes, podendo ser localmente muito fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas severas e ventos com rajadas, nas regiões centro e sul do país.

Na província de Manica, os distritos de Vanduzi, Manica, Macate, Sussundenga, Gondola, Mossurize, Machaze, Barue, Macossa, Guro e a Cidade de Chimoio poderão registar precipitação significativa.

Na província de Sofala, o aviso abrange os distritos de Muanza, Nhamatanda, Búzi, Chibabava e Machanga, bem como as cidades da Beira e Dondo.

Em Inhambane, estão abrangidos os distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Jangamo, Homoíne, Morrumbene, Funhalouro, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Mabote e Govuro, além das cidades de Maxixe e Inhambane.

Na Província de Gaza, o fenómeno poderá afectar os distritos de Chicualacuala, Massangena, Mapai, Chigubo, Mabalane, Massingir, Guijá, Chibuto, Chókwè, Limpopo, Bilene, Mandlakazi e Chongoene, incluindo a cidade de Xai-Xai.

Já na província de Maputo, o alerta é dirigido aos distritos de Magude, Moamba, Manhiça, Marracuene, Namaacha, Boane e Matutuine, bem como às cidades de Maputo e Matola.

De acordo com o INAM, prevê-se a ocorrência de chuvas entre 30 a 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar os 50 milímetros no mesmo período em alguns locais.

Adicionalmente, espera-se a continuação de chuvas fracas na região norte do país, que poderão evoluir para regime moderado e ser acompanhadas, por vezes, de trovoadas.

As autoridades recomendam a tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e ventos fortes.

Quatro dos 10 arguidos envolvidos no caso de desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, na província de Gaza, foram colocados em liberdade na sequência do primeiro interrogatório judicial realizado nesta quinta-feira.

Segundo informações avançadas pela Procuradoria Provincial da República de Gaza, dois dos arguidos beneficiaram de liberdade mediante pagamento de caução, enquanto os outros dois foram restituídos à liberdade sob Termo de Identidade e Residência (TIR).

Os restantes seis arguidos continuam em prisão preventiva, por decisão judicial, no âmbito dos processos-crime instaurados para apurar responsabilidades relacionadas com o alegado desvio de produtos armazenados em depósitos no distrito de Xai-Xai e em Chibuto.

O caso, que já vinha sendo investigado pelas autoridades, ganhou novo desenvolvimento com a definição das medidas de coacção aplicadas aos suspeitos. 

As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos factos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

Nova administradora de Xai-Xai será empossada 

Chama-se Avelina Jorge Nhanzimo, tem 51 anos de idade e vai tomar posse nesta segunda-feira como nova administradora do distrito de Xai-Xai, segundo informações que circulam na imprensa moçambicana.

Avelina Nhanzimo é formada pela Universidade Pedagógica e conhece os meandros da função pública. Sobe para o lugar de Argelência Chissano, a agora ex-administradora, que terá tomado conhecimento do seu afastamento do cargo estando na cadeia.

Chissano está detida há alguns dias, indiciada no desvio de donativos destinados às vítimas das chuvas. Com ela foram detidas outras nove pessoas, parte delas restituídas à liberdade, após terem pagado caução e mediante Termo de Identidade e Residência (TIR), medidas de coação menos dolorosas que a prisão preventiva.

As vítimas das inundações nos centros de acomodação em Xai-Xai denunciam desvio de donativos à calada da noite e exigem novas investigações ao nível de toda a cadeia provincial e distrital de gestão e distribuição de donativos. Os afectados acusam o Governo de negligência, devido à desactivação de centros de acolhimento sem prévia observância das condições na zona baixa de Xai-Xai.

3Quando a vida parecia voltar à normalidade pós-cheias, a detenção de altas chefias do governo provincial por suposto desvio de donativos voltou a agitar as águas na última semana de Fevereiro.

Seis dos dez arguidos encontram-se em prisão preventiva, por decisão do juiz de instrução criminal, no âmbito de processos-crime relacionados com o alegado desvio de produtos destinados às vítimas das inundações em alguns centros de acolhimento de Xai-Xai.

O escândalo virou tema de debate e não podia ser diferente nos centros de acolhimento de Xai-Xai, onde vozes levantam novas denúncias de desvio, em particular de comida, material higiênico e colchões à calada da noite.

“Mas os chefes daqui sempre trouxeram comida à noite, nós não temos alimento, não temos sabão, mas sempre recebemos o apoio. A mamã Gueta deixou enxadas para nós, cimento, mas já não falam disso aí”, disse uma das vítimas das cheias em Xai-Xai.

Já Mariana Leontina, também vítima das cheias em Xai-Xai, denuncia que os alimentos não chegam aos centros de acolhimento. “Doaram óleo alimentar, mas não entregaram à população. Uma vez mais, doaram mantas, apresentaram-nos, mas a seguir não entregaram aos beneficiários”, denuncia.

Ademais, famílias acomodadas na escola anexa, estão incomodadas com a situação e não mediram as palavras para censurar o que chamam de várias de falhas que persistem desde Janeiro.

“Disseram que a comida foi desviada, mas assim que fomos aqui acomodados sabíamos que receberíamos apoio alimentar, mas dizem que os bens foram desviados, por isso a população está revoltada, situação agravada pela alimentação deficitária aqui no centro”, disse uma vítima.

A desactivação dos centros de acomodação é outro aspecto que não escapou às críticas do grupo de 400 famílias que se encontram em centros de acolhimento espalhados pela zona alta da cidade de Xai-Xai.

Por conta da desactivação dos 4 centros, mais 5 mil famílias que perderam tudo encaram, agora, a irreversível decisão do Governo de regressar às suas casas, a destacar algumas ainda engolidas pelas águas e lixo diverso.

Rinalda, vítima das inundações, disse estar preocupada porque a zona onde está a sua casa tem água há duas semanas. “Eles estão expulsar-nos, eles estão a dizer que precisam da escola, mas nós não temos onde ir. Por exemplo, na minha casa ainda há água, mas estão a dizer que eu devo sair daqui para viver na minha vizinhança”, denuncia. 

Já Maria, outra vítima, questiona a obrigatoriedade de sair, frisando que não houve aviso prévio. “Porque é obrigação para a gente sair? Eles nem conversaram connosco, só disseram que amanhã temos de sair, mas não se sabe como vamos ficar. E lá está cheio de cobras”, disse.

Numa nova ronda feita na baixa de Xai-Xai pela nossa equipa de reportagem, o cenário que se verificou é de muita lástima. Num percurso de 6 quilómetros, até à entrada do bairro 3, a degradação da via alternativa à EN1 mostra que aceder às zonas residenciais, onde centenas de casas continuam nas águas, é um exercício difícil.

No bairro Malhangalene, a situação parece de guerra, mas não foram balas nem bombas, foi a fúria da água que derrubou as casas uma a uma.

Armando Matavele é um de muitos que regressaram para a desgraça. Regressou à casa na manhã deste sábado e não acredita no que viu. Mal sabe como e onde vai dormir.

“Aqui, as águas levaram tudo e colocaram a casa no chão (…) estragaram muitas coisas aqui, na minha casa. Eu vivo com quatro pessoas, agora, mas somos sete nessa casa”, lamenta.

O cenário  repete-se noutros  bairros como  Malhangalene B, 1, bem como B e 12 da cidade. Os afectados relatam insegurança contínua de destruição de infra-estruturas, tornando o retorno perigoso e quase impossível.

De tudo o que se ouviu e viu, o que se pode dizer é que mais de 35 mil famílias vivem dias de extrema incerteza no período pós-cheias na capital provincial de Gaza.

Uma criança deslocada de Quissanga, devido ao terrorismo, foi supostamente torturada por um comerciante na província de Cabo Delgado, por alegadamente ter roubado comida.

O crime terá ocorrido no distrito de Metuge e foi confirmado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal de Cabo Delgado.

“O menor de 11 anos teria sofrido golpes nos membros superiores e também teria sido vítima de uma queimadura da parte direita da região dorsal”, disse Amélio Sola, porta-voz do SERNIC em Cabo Delgado.

A mãe da criança supostamente torturada é uma deslocada do distrito de Quissanga, e pouco ou quase nada sabe sobre o que de facto aconteceu, mas não tem dúvidas de que o filho tenha mesmo roubado.

O comerciante que supostamente torturou a criança foi detido com o seu empregado, considerado co-autor no crime. Ele confirma o roubo, mas nega todas as acusações.

“Caiu pelas costas. Aquele fogão tem suas partes laterais onde se pega. Então ele foi encostar no fogão e como tem aquelas travessias de seixo, daqueles ferros de seixo, então os ferros lhe encostam aqui. Mas eu, pelo menos, sem saber que ele já se queimou, eu o levantei e fui lá fora. Ele disse, aqui ninguém vai lhe bater, mas leva, vai lá em casa dizer à mamã para trazer a panela que você deu naquele dia”, disse o indiciado.

Apesar das queimaduras, a criança supostamente torturada pelo comerciante de Metuge está fora do perigo e continua no centro de reassentamento de deslocados 25 de Setembro.

A Estrada Nacional nº 1 registou, neste sábado, congestionamento intenso no troço do 3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça, até Incoluane, devido às obras de reabilitação das áreas danificadas pelas cheias. A fila de veículos chegou a mais de 10 quilómetros, operando no sistema de cedência stop and go.

Foi uma manhã de teste de resiliência aos condutores que circulam pela EN1, na zona de 3 de Fevereiro, Província de Maputo. Tráfego congestionado, longas filas, alguns motores desligados e outros a roncar, mas todos à espera para continuar a viagem.

Quem não resiste ao tempo de espera encontra descanso nos bancos do transporte que o leva ao seu destino. Condutores relatam perda de tempo significativa no mesmo local.

“Estou há duas horas de tempo aqui parado. Até esta hora eu estaria em Xai-Xai, de certeza absoluta”, disse André Manhiça, transportador.
Para João Ruben e Adriano Sitoe, a frustração é maior devido à suposta falta de informação sobre as causas do congestionamento.

“Aqui já tem uma hora e meia, eu estou a vir de Maputo. Paramos da primeira vez de lá, agora deixaram passar e estamos a parar de novo, segunda vez. Agora não sabemos o que pode vir a acontecer mais à frente”, conta João Ruben.

Já Adriano Sitoe, também utente da EN1, lamentou o facto de os trabalhos estarem a decorrer sem nenhuma informação. “Ninguém diz nada, a gente não sabe se vamos conseguir passar ou não”, lamenta.

O facto é que decorrem obras de reabilitação da estrada após cortes provocados pelas cheias recentes.

Máquinas continuam a trabalhar, mas há quem defenda que os trabalhos deveriam ser feitos em horários de menor circulação, para reduzir o impacto sobre os utentes.

“Estamos a descarregar a pedra agora porque à noite não trabalhamos, à noite se fecha isso. Uma estrada nacional número um, não é dois, não é três, não é quatro, é número um. Veja o sofrimento. Quantos problemas esse pessoal tem aqui atrás. Cada um tem o seu problema”, disse  André Manhiça, transportador.
A Administração Nacional de Estradas, citada pela Rádio Moçambique, garante que a transitabilidade pelas duas faixas será totalmente retomada a partir do dia 6 de Março.

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