O País – A verdade como notícia

O INAM prevê a ocorrência de chuvas moderadas a fortes de até 50 milímetros em 24 horas, que poderão ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, nalguns distritos das províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia.

Há ainda previsão de continuação da ocorrência de aguaceiros acompanhados de trovoadas nas províncias de Manica, Sofala e Tete. Diante do mau tempo, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança.

Em relação ao Ciclone Gezani, o INAM estima que esteja a mais de 250 quilómetros da linha de costa Moçambicana. Apesar desta distância, a intensidade do vento continuará a afectar o estado do mar com ondas até 10 metros de altura, sobre o extremo sul do Canal de Moçambique.

 

A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, escalou a localidade de Guara-Guara, no distrito de Búzi, para prestar apoio directo às famílias acolhidas nos centros de acomodação após as cheias em Sofala, deixando um apelo à mobilização de todos os moçambicanos, dentro e fora do País, para o reforço do apoio material e emocional aos sobreviventes que perderam todos os seus bens.

A chegada da Primeira-Dama ao centro de acomodação na noite de sábado foi marcada por um cenário de esperança. Ao interagir com as comunidades deslocadas, Gueta Chapo destacou a resiliência das vítimas: “Chegámos a Guara-Guara e encontrámos muita gente à nossa espera. Encontrámos as pessoas felizes, apesar de estarem a sofrer, longe das suas casas”, afirmou, sublinhando que a prioridade da sua visita foi o contacto humano e a partilha de momentos básicos de dignidade.

Durante a estadia, a esposa do Chefe do Estado envolveu-se directamente na logística do centro, participando na preparação e distribuição das refeições. “Ajudámos a confeccionar o jantar e servimos o jantar, jantámos juntos das nossas crianças; primeiro são as crianças, depois são as mães grávidas, lactentes, idosos, entre outros”, relatou a Primeira-Dama, descrevendo um ambiente de confraternização que incluiu momentos de lazer com os mais novos para aliviar o trauma das inundações.

A essência da visita foi resumida numa mensagem de união nacional. Segundo Gueta Chapo, o momento exige que as diferenças sejam postas de lado em prol do bem comum. “A principal mensagem é aquela, que temos de estar juntos em todos os momentos, bons e difíceis. Esta é a mensagem-chave que nós temos estado a dizer neste momento a todos os moçambicanos, não só os que estão em Moçambique, mas também os que estão fora do nosso país”, enfatizou.

A Primeira-Dama fez questão de lembrar que o apoio necessário transcende o conforto moral, focando na urgência de bens de primeira necessidade. “Continuem a apoiar as famílias que se encontram, neste momento, a sofrer, que estão longe das suas casas, que se encontram nos centros de acomodação. Precisam de muito apoio nosso, não somente emocional, mas também material, porque perderam tudo”, apelou, notando que qualquer contributo, por mais pequeno que pareça, como um quilo de açúcar ou uma barra de sabão, é vital.

Com o ano lectivo à porta, a preocupação com a educação das crianças foi um dos pontos focais do discurso. Gueta Chapo alertou para a falta de condições mínimas para o regresso às aulas: “Qualquer coisa que alguém tiver vai ajudar bastante, mesmo que seja […] um lápis ou caderno, porque as crianças perderam tudo, e daqui a pouco iniciam as aulas e não têm nem um caderno sequer. Então, precisamos de muito apoio, muito material escolar”.

Para além do apelo, a visita foi acompanhada de uma entrega de donativos destinados a reforçar o trabalho do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Entre os bens entregues constam produtos alimentares como arroz e açúcar, além de kits de higiene feminina, fraldas, leite e papas para bebés. Para as crianças, foram distribuídos brinquedos, bolachas e sumos, visando devolver alguma normalidade ao quotidiano infantil no centro.

Olhando para a sustentabilidade e a recuperação pós-desastre, a Primeira-Dama entregou também insumos e ferramentas agrícolas, como enxadas e catanas. “A chuva veio e as pessoas precisam de produzir. Não vamos ter comida todos os dias, não vamos estender a mão todos os dias, precisamos de produzir para nos podermos alimentar”, defendeu, salientando que a produção excedente servirá para a comercialização e aquisição de outros bens necessários.

Gueta Chapo concluiu a sua intervenção assegurando que a assistência não se limitará ao distrito de Búzi, prometendo uma monitoria contínua e a extensão do apoio a outras regiões fustigadas pelas intempéries. “Esperamos ainda outro apoio, que teremos daqui a algumas semanas para podermos entregar à nossa população não só aqui em Búzi, mas também em Maputo, Gaza e em todo o sítio onde nós iremos passar”, garantiu, reafirmando o compromisso do Gabinete da Primeira-Dama com o bem-estar social.

A Primeira-Dama pernoitou no local.

 

Primeira-Dama apela às mulheres para prestarem apoio às vítimas das cheias

A Primeira-Dama encontrou-se, nesta sexta-feira, na cidade da Beira, com mulheres da comunidade local, às quais dirigiu uma mensagem de reconhecimento e mobilização solidária, no âmbito da sua visita à província de Sofala, destinada a acompanhar a situação das populações afectadas pelas cheias e inundações e a reforçar as acções de apoio humanitário nos centros de acomodação.

A deslocação enquadra-se no compromisso contínuo da Primeira-Dama em promover a solidariedade nacional, o voluntariado e a atenção humanitária às populações em situação de vulnerabilidade, em consequência dos efeitos das chuvas intensas, cheias e inundações que assolam várias regiões do País.

No encontro com as mulheres, Gueta Chapo começou por reconhecer o papel central da mulher moçambicana na resposta imediata às calamidades naturais, afirmando: “Agradecemos com muita força a nossas mulheres, que têm apoiado as nossas filhas, os nossos filhos, as nossas mães, os nossos irmãos, desde o primeiro momento”.

A Primeira-Dama destacou igualmente os gestos concretos de partilha e sacrifício protagonizados pelas mulheres, sublinhando que “conseguiram tirar um copo de arroz e contribuíram, tiraram capulanas, tiraram farinha, açúcar, panelas, roupas para apoiar os nossos irmãos que se encontram neste momento nos centros de acomodação”.

Apelando à união e à coesão social, defendeu uma actuação conjunta e livre de divisões, afirmando: “Estamos juntas nesta luta e vamos continuar a trabalhar juntas, unidas, firmes, sem discriminação, sem intriga, sem fofoca. Nós convidamos todas as mulheres a nos unirmos para trabalharmos para o bem do nosso povo”.

No seu discurso, a esposa do Presidente da República assegurou que todos os apoios recebidos estão a ser canalizados directamente para as populações necessitadas, sublinhando que as famílias acolhidas nos centros de acomodação enfrentam carências básicas, nomeadamente de espaços adequados para as refeições, vestuário, colchões, baldes e utensílios domésticos.

“Mas nós temos casa, e quando voltarmos vamos encontrar comida. Então, temos que doar”, disse, incentivando igualmente a integração de mulheres nos grupos de apoio e voluntariado que actuam nos centros de acomodação.

A Primeira-Dama explicou que a intervenção humanitária assenta no envolvimento directo e no trabalho conjunto, sublinhando que “todos nós trabalhamos, todos nós estamos lá a carregar sacos, estamos lá a carregar baldes, a arrumar as mantas, a cozinhar, a conversar com as nossas crianças, com as nossas mães, com os nossos pais”, acrescentando que “tudo é de borla, não se paga nada”.

Concluindo, Gueta Chapo afirmou que a presença no terreno visa partilhar a realidade vivida pelas populações afectadas. “O nosso objectivo é estar no terreno, sentir a dor que a população sente, comer a refeição que a nossa população também come, sentar no chão como a nossa população senta, dormir na esteira também como a nossa população dorme”, numa acção que inclui igualmente a avaliação das condições de funcionamento dos centros de acolhimento e das necessidades mais urgentes, em coordenação com as autoridades locais e parceiros sociais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anunciou que o ciclone tropical intenso Gezani deixou de representar perigo para Moçambique, permitindo que as populações deslocadas comecem a regressar às suas residências.

De acordo com o director-geral do INAM, Adérito Aramuge, o fenómeno passou afastado da costa da província de Inhambane e não chegou a entrar no continente, o que contribuiu para a redução significativa dos impactos.

“O ciclone tropical passou e, felizmente, afastado da costa de Inhambane. Não entrou para o continente, o que fez com que os impactos também fossem reduzidos”, afirmou Aramuge, este sábado.

Segundo o responsável, o sistema voltou a deslocar-se em direcção ao Oceano Índico, estando agora reunidas as condições para a monitoria normal do estado do tempo.

Também a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, confirmou que as populações acolhidas nos centros de acomodação em Maxixe, uma das áreas afetadas na província de Inhambane, já podem regressar às suas casas.

“Do trabalho feito em Maxixe, visitámos alguns bairros e verificámos que já existem condições para que as famílias presentes neste centro possam regressar. Estamos aqui para transmitir conforto às famílias; constatámos que, pelo menos depois do almoço, poderão retornar às suas residências”, declarou Meque.

Segundo o INGD, foram criados oito centros de acomodação na província de Inhambane, que atualmente acolhem 871 pessoas, correspondentes a 109 famílias.

Apesar de o ciclone não ter atingido directamente o continente, registaram-se três vítimas mortais na província de Inhambane. 

Familiares de um dos jovens baleados na sequência do tiroteio ocorrido na última quinta-feira, no bairro Zona Verde, na Matola, desmentem que o seu ente querido era integrante de um grupo de raptores. Dizem que o SERNIC matou um inocente.

Na sequência da troca de tiros entre o Serviço Nacional de Investigação Criminal e supostos raptores, na última quinta-feira, no bairro Zona Verde, Município da Matola, a corporação chamou a imprensa, no mesmo dia, para dar detalhes sobre o ocorrido. 

“Da troca dos tiros, foram alvejados ou foram atingidos dois dos suspeitos que se faziam  transportar naquela viatura, que posteriormente teriam perdido a vida”, disse Hilário Lole, Porta-voz do SERNIC.

Um dos jovens mortos pela polícia tido como um dos membros do grupo de raptores chama-se Casemiro Laís, de 35 anos de idade. A família diz que Laís nunca se envolveu em actos criminais, muito menos em raptos.

Na fatídica quinta-feira, conta a irmã do finado, Laísse seguiu para mais um trabalho, numa minibus. Quando iniciou o tiroteio todos fugiram, menos o em alusão, conforme conta Constância Bila, irmã do finado.

“Meu irmão rendeu-se quando saiu do chapa. Levantou as mãos, meu irmão quando estava a abrir a boca para dizer que eu estou saindo desse carro aqui, não estou com aqueles bandidos, os agentes não quiseram ouvir. Só disseram <cala boca, está aqui outro ladrão, está aqui outro raptor>. Meu irmão disse, me deixem falar. Não lhe deixaram, meu irmão, a falar. Daí deram três tiros nele”.

A família do malogrado conta que o jovem Laísse era biscateiro. Vivia um dia de cada vez, mas a irmã garante que era tudo fruto do seu suor. 

“Assim que eles disseram que é rapto, é bandido, assim que levantou as mãos, porque que não algemaram a ele? Nao exigiram que ele mostrasse os outros integrantes da quadrilha,  ou uma coisa parecida, não fizeram.  Deram três tiros no meu irmão, mataram o meu irmão, parece que é um cão. Nesse país ser pobre é problema. Se quiser, o Ministério do Interior, que venha aqui investigar, que venham investigar tudo.  Eu tenho o número dos amigos dos meus irmãos,  que viajavam com meu irmão daqui para o norte e voltavam. Aqui nunca comemos nada de roubo, mas hoje estamos aqui. Meu irmão anda a sair nas televisões, dizer que é ladrão, é traficante”.

Indignados, igual aos familiares das outras vítimas deste tiroteio, os familiares de Laísse questionam a actuação do SERNIC. 

“Fiquei indignada, e até neste momento estou muito indignada. Eu me pergunto se a casa de um sequestrador é igual a isto? Um sequestrador, claro que é, quero acreditar que ganha um bom dinheiro. Se fizer um presente, até o quarto, a cama onde ele dorme, é de lamentar. Aquele jovem para a esposa ter uma alimentação tinham que esperar o jovem sair para batalhar.  E mandava alguma coisa, uns 50, uns 100 meticais, para poder preparar alguma refeição. Era um jovem batalhador, fazia qualquer tipo de trabalho: Pedreiro,  cobrador de chapa, tudo que lhe aparecia à frente, ele fazia em prol da família.  Essa polícia nunca é punida, por quê?  Nunca são encontrados, por quê? Nós, o povo aqui, temos que estar a todo momento a sermos amados e feitos galinhas, por quê? O Ministério do Interior, até neste momento, não nos diz algo, por quê? Então, o Ministério não tem polícias, tem assassino. É uma quadrilha de assassino”, desabafou um familiar, em anonimato.

As estruturas do bairro Ndlavela, tambem atestam a idoneidade do finado. 

Laisse vivia nesta casa com sua mãe, esposa e quatro filhos menores. 

Enquanto aguardam explicações do SERNIC, a família marcou o velório e funeral do jovem Laíse para a próxima segunda-feira, às 10 horas, no cemitério de Michafutene.

Família e amigos despediram-se hoje da Helda Muianga, jovem moçambicana que perdeu a vida em Portugal, vítima de um desastre natural. A família da finada agradece os esforços da sociedade e do Governo para a trasladação do corpo, e encoraja a juventude para não assustar-se com o sucedido e deixar de perseguir os seus sonhos fora do país.

Com rostos abatidos e corações fragilizados, familiares e amigos despediram-se, neste sábado, de Helda Muianga, de 28 anos de idade, que perdeu a vida em Portugal no dia 27 de Janeiro.

Na despedida, a família descreveu a finada como batalhadora de caráter exemplar e confiável para todas as gerações da família, mas naquele momento, de tristeza, pelo menos tinham algum alento pelo regresso do corpo a Moçambique. “Já estás em casa mana, descanse em paz, estás em casa agora.” Expressou a irmã da Helda no velório

A transladação do corpo foi possível com ajuda do Governo moçambicano, da Primeira-dama Gueta Chapo e um movimento social que mobilizou fundos para apoiar a família, por isso, Alexandre Chiure, tio da família, agradeceu “a todos que ajudaram para trazer o corpo.” 

Helda perde a vida depois de terminar a licenciatura em relações internacionais em Moçambique. Em Portugal, a jovem procurava uma oportunidade de trabalho.  

Para Edson Macuacua, Primo da finada, o infortúnio não deve desanimar a juventude  que busca oportunidade em outros cantos do mundo. “Quando for necessário devemos até sair da zona de conforto a procura de oportunidades e realização de nossos sonhos”

O velório foi massivamente participado por jovens de todas as idades, e as amigas da Helda ficaram entristecidas com a notícia e, até agora, não acreditam que jamais irão ver a amiga. Os restos mortais de Helda Muianga, de 28 anos de idade, foram a enterrar no cemitério de Michafutene, na província de Maputo.

 

Pelos menos 26 agentes económicos  estão suspensos por tempo indeterminado  por alegado envolvimento  em esquemas de comercialização de produtos alimentícios que ficaram submersos durante as cheias, em Chókwè e Xai-Xai, na província de Gaza.  Consumidores denunciam a anarquia no comércio e ausência de uma fiscalização séria.

Eleva-se o risco de comprar e consumir produtos que ficaram “engolidos” pelas cheias em Gaza. Quantidades até aqui não especificadas de Produtos alimentares  contaminados, retirados em mais 450 estabelecimentos comerciais nas principais cidades, em particular Chókwè e Xai-Xai,  podem estar à venda em vários mercados da província de Gaza.

E, no rol de produtos sob denúncia destacam-se refrigerantes, óleo alimentar, sal,  açúcar, enlatados diversos, que após lavagem e secagem  são distribuídos em pequenas quantidades e que chegam às casas a preços irrisórios

A Associação dos empresários  veio a terreiro exigir que os envolvidos sejam multados e processados criminalmente por ter atentado à saúde pública. 

As populações deverão redobrar esforços para evitar levar à cozinha  alimentos contaminados nas cheias, que inundaram 700 empreendimentos comerciais em Gaza.

O Presidente da República defendeu, nesta sexta-feira, na Etiópia, que é necessária uma reestruturação económica no país para criar melhores condições de vida para a população. Daniel Chapo afirmou, também, que o Diálogo Nacional Inclusivo é um instrumento para consolidar cada vez mais a democracia.

Em Addis Abeba, o Presidente da República discursou, nesta sexta-feira, no Fórum Africano dos Chefes de Estado e de Governo, onde começou por apresentar alguns pilares estratégicos de atracção de investimento e de desenvolvimento do país. 

“No mês passado, retomamos os projetos de gás no Rovuma. Na agricultura, continuamos a trabalhar na área de energias, infraestruturas, corredor de desenvolvimento e o turismo também é a nossa grande aposta. A estruturação econômica do país é uma realidade para criarmos melhores condições de vida para o povo moçambicano” . 

Daniel Chapo falou também da reestruturação econômica e do processo de digitalização em curso, como mecanismos para melhorar a vida das populações. 

“No que toca à governação corporativa, Moçambique, neste momento, está com várias reformas (0:48) para o desenvolvimento econômico e social do país. Estamos a digitalizar os serviços públicos para criar melhor transparência, prestar melhor serviço público ao povo moçambicano, com integridade, com responsabilidade, com competência e, sobretudo, com transparência boa à governação”. 

Outro ponto apresentado pelo estadista foi a realização do Diálogo Nacional Inclusivo como ferramenta para consolidar a democracia. 

“Vamos continuar a trabalhar e a dialogar com todos os moçambicanos para construir um país melhor, porque decidimos que onde deve-se conversar temos que encontrar consensos e também escolhemos reconciliar o povo moçambicano para construirmos o nosso futuro”

Quanto à governação corporativa, Daniel Chapo referiu que o combate à corrupção, a transparência e a boa governação orientam as acções do executivo.

O Presidente da República encontra-se na Etiópia desde a última quinta-feira, e participa na trigésima nona Conferência Ordinária da União Africana, centrada na promoção do acesso sustentável à água e ao saneamento no quadro da Agenda 2063, na trigésima quinta Conferência do Mecanismo Africano de Revisão de Pares e na 2.ª Cimeira Itália-África.

O ciclone Gezani já fez vítimas em Inhambane. Uma pessoa perdeu a vida na sequência da passagem do ciclone pela Cidade da Maxixe e, na cidade Inhambane, a força das ondas provocadas pelos ventos intensos acabou por destruir a plataforma de atracagem da ponte-cais, que não resistiu ao impacto e afundou.

Por volta das 23 horas, os ventos fortes, acompanhados de chuvas, fizeram-se sentir na cidade de Inhambane, um cenário que durou até de madrugada a dentro. As cidades de Inhambane e Maxixe e Inhambane estão sem corrente eléctrica. 

Há ainda o registo de uma morte em Maxixe, de uma jovem que dormia na sua barraca. No entanto, um coqueiro caiu sobre a infra-estrutura. O corpo foi retirado na manhã deste sábado. 

A Plataforma flutuante que faz a atracagem   de embarcações na cidade de Maxixe não aguentou a fúria dos ventos e acabou por afundar. 

 

Duas pessoas morreram por afogamento na Praia da Costa do Sol, em Maputo. Entre as vítimas estava um agente da Polícia Marinha, que perdeu a vida ao tentar salvar uma criança. O corpo do agente e do menor foi resgatado após intensas buscas realizadas pelas equipas de salvamento.

Uma tarde de lazer transformou-se numa tragédia que deixou duas famílias de luto, quando duas crianças afogaram-se na praia da Costa do Sol. O alerta foi dado pelos banhistas, que se aperceberam da situação. Prontamente, um agente da Polícia Marinha, que se encontrava de serviço, correu para o mar, de forma a salvar as duas crianças. 

“O agente percebeu que as crianças estavam a afogar-se, eram duas crianças do sexo masculino. Conseguiu retirar a primeira criança, que era um menor de 12 anos, e na tentativa de poder regressar para salvar a outra acabou por se afogar”, disse uma agente do Serviço Nacional de Salvação Pública. 

As equipas de resgate foram mobilizadas rapidamente. Após buscas intensas, os corpos do agente e da criança foram localizados e retirados da água.

“Ainda não temos informação se a família da criança que perdeu a vida já foi localizada. Está ainda a se fazer um trabalho para localizar a família, para que esta dê seguimento com os trâmites legais subsequentes. Chamamos atenção a todos os pais e encarregados de educação para pautarem por conversar com os seus filhos e os controlarem melhor, para que venham e voltem a casa seguros”, apelou a agente.

A edilidade de Maputo, por sua vez, fala do reforço das medidas de segurança na praia. “Temos estado num processo muito avançado para a instalação de torres de controlo na praia e nos próximos dias este processo estará instalado. Por outro lado, temos trabalhado com a Polícia fluvial para a eliminação da venda e consumo de álcool na praia, pois com isso temos certeza que teremos os banhistas mais atentos”, disse Alexandre Muianga, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

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