O País – A verdade como notícia

Efeitos combinados de cheias e inundações arrasaram 45 mil hectares de culturas em Chokwe, onde, além de prejuízos avultados, mais de 43 mil camponeses estão contabilizar prejuízos avultados e dificuldades para relançar a produção por conta de sementes, pragas e ratos. O governo do distrito e parceiros mobilizam 23 toneladas de sementes diversas.

 Entre campos alagados e machambas cheias de capim , homens e mulheres marcam passos para  trabalhar, aliás, limpar  a terra em vias de relançar  a semente  após duas vagas de inundações, que deixaram  de rastos o distrito de  Chokwe 

Na capital Económica de Gaza, 43 mil produtores somaram prejuízos,  e queixam-se de dificuldades e elevados custos para  recomeçar.

Os camponeses mostram-se ainda preocupados face ao aumento de pragas, além de ratos nas áreas de produção.

“A fome está a assolar-nos. As  formigas se devastaram antes das cheias e agora são ratos a fazer das suas  nas nossas machambas , o que agrava o nosso sofrimento”, reclamou uma agricultora.

E porque coloca em risco a segunda época agrícola, os agricultores pedem medidas urgentes. “As pragas estão a devastar pelo que precisamos de pesticidas para  proteger a sementeira, no entanto, até as sementes foram arrastadas”, apelou Luísa Catarina, Agricultora

O administrador de Chokwé fala  de extensas áreas perdidas desde Janeiro até esta parte. Narciso Nhamuhuco diz que há  esforços em curso junto de parceiros para garantir que todos produtores tenham  insumos agrícolas.

O processo de distribuição é gradual e vai abranger as localidades  de Chokwe. Mais de  45 mil hectares de produção diversa são dados como perdidos em Chokwe.

A província de Tete acolhe, no próximo dia 13 de Maio, o primeiro Fórum Empresarial Provincial, uma iniciativa do Conselho Empresarial da Província (CEP), que visa promover o diálogo entre os sectores público e privado, bem como apresentar o plano de desenvolvimento empresarial da região.

Tete desempenha um papel estratégico no desenvolvimento económico do País, com destaque para os sectores de mineração, energia, agricultura, recursos pesqueiros e comércio transfronteiriço. É neste contexto que surge o fórum, concebido como uma plataforma de concertação, reflexão estratégica e promoção de investimento.

De acordo com o Conselho Empresarial de Tete, o evento pretende ainda divulgar oportunidades de financiamento e investimento, além de fortalecer a articulação entre os diferentes intervenientes do sector privado, com vista à melhoria do ambiente de negócios e à melhoria de um crescimento económico inclusivo e sustentável.

O fórum, com duração de um dia, vai contar com a participação de membros do Governo, agências de financiamento, instituições bancárias, associações empresariais e da comunidade académica.

Munícipes do bairro de Nhangau, na cidade da Beira, exigem a construção de uma morgue para a conservação de corpos dos seus entes queridos. O Município da Beira diz que o Governo Provincial se recusa a autorizar a construção de infra-estrutura para aliviar o sofrimento das famílias. Albano Carige promete avançar com a obra à revelia, caso não haja resposta.

O facto foi relatado pelos munícipes de Nhangau, que afirmam percorrer cerca de 12 quilómetros, enfrentando estradas em péssimas condições e falta de transporte, para chegar às morgues do Hospital Central ou provincial da  Beira.

Os munícipes pedem socorro, alegando que a situação coloca em risco a saúde pública, devido à permanência dos corpos até ao seu sepultamento. O atendimento nestes casos torna-se oneroso para as famílias.

Por sua vez, o Presidente do Conselho Autárquico da Beira, Albano Carige, reconhece o problema e atribui responsabilidades ao sector da saúde na província de Sofala.

Carige promete avançar com a construção da infra-estrutura, mesmo sem resposta das autoridades competentes.

O “O País” tentou contactar a Direcção Provincial da Saúde, mas sem sucesso.

Centenas de automobilistas formaram longas filas, em vários pontos da cidade de Maputo, na busca de combustível. A maioria das viaturas eram de transporte público de passageiros, o que propiciou a falta de transporte na região metropolitana de Maputo.

Um verdadeiro caos marcou as primeiras horas desta segunda-feira, numa das mais movimentadas avenidas da capital, Maputo, a 24 de Julho.

Por mais de duas horas, a via esteve bloqueada nas duas faixas, entre o jardim dos Madjermanes e a rua do INSS. Um bloqueio causado por automobilistas que procuravam a todo custo por combustível, nas bombas próximas ao Quartel-general das FADM.

Uma ambulância, transportando doentes, tentou contornar o congestionamento, usando a faixa contrária, mas debalde. Teve que recuar e procurar outras vias para chegar ao Hospital Central de Maputo.  

Na fila estavam, maioritariamente, viaturas ligeiras e pesadas de transporte de passageiros. Todos agastados. 

Donaldo Conjo, que trabalha na rota Xipamanine- Baixa, conta que perde tempo, que poderia dedicar ao trabalho, procurando combustível.

“A situação está cada vez mais pesada. Dia após dia é uma luta. O diesel, em particular, está muito difícil. Está muito difícil agora. Acordei para vir ficar na fila.  Cheguei por volta das sete. Até agora, nada. Dizem que não há. E é a única bomba a nível da Avenida 24 de Julho com combustível”, desabafou Conjo.  

Por conta disso, faltou transporte, nesta segunda-feira , na região metropolitana de Maputo, propiciando longas horas de espera.  

E não é para menos. É que, um pouco por toda a cidade viu-se, nas primeiras horas, filas de mais de um km de transporte público, à procura de combustível.  

Na mesma lista estão os operadores de carrinha escolar, que já temem perder contratos. 

“Tive que sair da Matola para cá, para a cidade (de Maputo). Eu tinha que ter começado a levar crianças às nove horas. Agora são onze horas e ainda nem consegui levar, por causa da crise do combustível. Mesmo agora, só estou a receber chamadas de encarregados”, disse Simone Mapandzene, operador de Carrinha Escolar.

A procura pelo combustível atingiu níveis alarmantes aqui na cidade de Maputo. Por exemplo,  ao longo da avenida Karl Marx, há uma fila de pelo menos um quilômetro. São viaturas que foram estacionadas, desde as primeiras horas desta segunda-feira (20), na esperança de que a qualquer momento tenham combustíveis.

Até a saída da nossa reportagem, por volta das 13 horas, dezenas de automobilistas aguardavam numa fila de incerteza, na esperança de que a qualquer momento a bomba fosse reabastecida. 

O crime violento voltou a atingir níveis alarmantes na cidade de Chimoio, província de Manica. O caso mais recente envolve um casal, que foi brutalmente assassinado, neste sábado, na sua própria residência, por indivíduos armados com catanas. A esposa estava no nono mês de gestação.

Evaristo Rodrigues, que trabalhava como transportador de passageiros, regressava de mais uma jornada laboral quando se dirigiu a uma bomba de combustível, onde conseguiu abastecer a sua viatura pouco depois da meia-noite. Já no momento em que entrava na sua residência, foi surpreendido e atacado pelos criminosos.

“Chegou em casa e ao sair do carro foi catanado. A esposa quando viu o carro foi abrir a porta para o marido e foi também catanada”, contou um familiar das vítimas. 

Após assassinar o casal, os malfeitores introduziram-se na residência, onde ameaçaram os filhos das vítimas e roubaram dois telemóveis.

Os familiares das vítimas estão inconsoláveis e exigem uma resposta firme das autoridades no combate ao crime violento.

Zambézia está com Stock considerável de combustível, 80 mil metros cúbicos de gasolina e mais de 100 mil metros cúbicos de diesel. A informação foi avançada pelo Director dos Serviços Provinciais de Infra-estruturas na província, que garante não haver crise de combustível, mas alguma irregularidade nos postos de abastecimento. 

“A nossa província não está em crise, regista algumas  irregularidades de abastecimento de combustível em alguns pontos, mas de modo geral não regista nenhuma crise”, disse João Tsembane, Director dos Serviços Provinciais de Infra-estruturas na província. 

Tsembane avançou que Zambézia recebeu um stock de combustível no terminal da Petromoc. “Está-se a fazer todos os esforços para reduzir o tempo que poderá ficar sem combustível. Estamos a falar de dois dias sem combustível para os postos da Petromoc, mas os outros tinham combustível”. 

Armindo Mude Canhenze é, a partir desta segunda-feira, o novo administrador do distrito de Vanduzi, na província de Manica, em substituição de Admira Chitsuma, que dirigiu aquele ponto da província desde Junho de 2025.

Falando no acto do seu empossamento, o Secretário de Estado de Manica tornou claro que Canhenze vai à Vanduzi acabar com desmandos que se registam na mineração, que já resultaram em centenas de mortes.

De acordo com Lourenço Lindonde, o novo timoneiro de Vanduzi tem entre outras missões “prevenir e reprimir a criminalidade; fomentar acções de prevenção e combate a actos que contrariem a ordem, a moral ou a decência pública, com maior destaque nas áreas de mineração”.

Já o empossado disse estar preparado para responder ao desafio, avançando que: “primeiro vamos repor a disciplina onde ela não existe. A reposição da disciplina depende da reacção dos infractores. Se a reacçao for maior, maior também será maior e de forma proporcional”.

Armando Mude foi comandante provincial da PRM em Manica entre os anos de 2014 a 2017, no auge da tensão político-militar entre as forças residuais da Renamo e o Governo. Depois foi nomeado comandante geral adjunto da Polícia costeira, lacustre e fluvial. Nos últimos anos, coordenou várias missões no Teatro Operacional Norte (TON), onde se destacou pela sua bravura no combate à insurgência.

A República Democrática do Congo e o grupo armado M23 concordaram em facilitar a ajuda humanitária e libertar prisioneiros no prazo de 10 dias, segundo um comunicado conjunto divulgado este domingo, após negociações na Suíça.

“As partes concordaram em abster-se de qualquer acção que comprometa a entrega de ajuda humanitária baseada em princípios humanitários nas áreas afectadas pelo conflito” e “avançar, dentro 10 dias, com a libertação de prisioneiros” a fim de “continuar a construir confiança”, refere o documento.

A República Democrática do Congo e o Ruanda ratificaram um acordo de paz mediado pelos EUA em Dezembro, mas a iniciativa não pôs fim aos combates.

Entretanto, de 13 a 17 de Abril, decorreram negociações mediadas pelo Qatar, em Montreux, na Suíça.

Um memorando de entendimento também foi assinado, definindo mecanismos de verificação do cessar-fogo.

As negociações de Montreux reuniram representantes do governo da República Democrática do Congo e do M23, bem como do seu braço político, a Aliança do Rio Congo (AFC).

Estiveram ainda presentes representantes do Qatar, dos Estados Unidos, da Suíça, da Comissão da União Africana (UA) e do Togo, na qualidade de mediador da UA.

Desde o final de 2021, o Movimento 23 de Março (M23), com o apoio de Ruanda, tomou o controlo de grandes extensões de território no leste da RDCongo, região rica em recursos naturais e devastada por conflitos há mais de 30 anos.

O grupo rebelde – composto principalmente por tutsis congoleses – assumiu em 2025 o controlo de grande parte das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, incluindo as respetivas capitais, Goma e Bukavu, no âmbito de uma ofensiva que agravou as tensões entre Kinshasa e Kigali e deu posteriormente origem a um processo de negociações para evitar a expansão do conflito na região.

Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada. Entretanto, o Irão reafirmou que o bloqueio naval norte-americano constitui um acto ilegal e criminoso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este domingo que negociadores norte-americanos estarão esta segunda-feira no Paquistão para encetar conversações com o Irão, de acordo com uma publicação nas suas redes sociais.

“Os meus representantes irão para Islamabad, no Paquistão – estarão lá amanhã [segunda-feira] à noite, para negociações”, pode ler-se numa publicação de Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

Segundo a mesma publicação, os Estados Unidos vão propor “um acordo bastante justo e razoável”.

“Espero que aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão arrasar todas as centrais eléctricas e pontes no Irão”, ameaçou o presidente norte-americano.

Donald Trump diz ainda que caso o Irão não aceite o acordo será sua “honra fazer o que tem de ser feito, o que já deveria ter sido feito ao Irão, por outros presidentes, nos últimos 47 anos”, acrescentando, em maiúsculas, que “é tempo da máquina de matar iraniana acabar”.

Na publicação, Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada.

O Presidente dos Estados Unidos também acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.

O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.

Teerão reitera que bloqueio naval dos Estados Unidos “viola cessar-fogo”

O Irão reafirmou este domingo que o bloqueio naval norte-americano constitui “não só uma violação do cessar-fogo”, mas também “um acto ilegal e criminoso”.

“Ao infligir deliberadamente punição colectiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, à agência X.

Este domingo, o presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.

O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.

O Irão impediu, este domingo, a passagem de dois petroleiros, um deles com bandeira de Angola, quando tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, depois de emitirem avisos, e afirmou que a ação foi uma resposta ao bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

“Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a regressar esta manhã, após avisos das Forças Armadas iranianas”, informou a agência Tasnim, controlada pela Guarda Revolucionária iraniana.

A agência indicou que as embarcações navegavam sob as bandeiras do Botswana e de Angola e pretendiam atravessar esta via navegável estratégica, mas, após a “intervenção oportuna” das Forças Armadas iranianas, “foram obrigadas a mudar de rumo e a retirar”.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, disse no sábado numa entrevista citada pela Associated Press (AP) que “é impossível outros passarem pelo Estreito de Ormuz” enquanto os próprios iranianos também não conseguirem.

Qalibaf, que é o negociador-chefe do Irão nas conversas com os Estados Unidos, atacou o bloqueio dos Estados Unidos, catalogando-o como “uma decisão ingénua tomada por ignorância”, garantindo ainda que “não haverá retirada no campo da diplomacia” apesar da desconfiança entre as partes.

O Irão anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz depois de uma trégua de dez dias entre Israel e o grupo militante Hezbollah (apoiado pelo Irão) no Líbano, mas depois de Trump afirmar que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos iria “continuar com toda a força” até se alcançar um acordo, Teerão anunciou que iria continuar a restringir as passagens no estreito.

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