O País – A verdade como notícia

O Provedor de Justiça manifestou o seu mas veemente repúdio e indignação à tentativa de assassinato do jornalista Carlitos Cadangue. Através de um comunicado, diz que o acto configura um atentado aos princípios do estado de direito democrático.

‎”Este acto criminoso não constitui apenas  uma agressão à integridade física e à vida de um cidadão, mas representa também um ataque directo à liberdade de imprensa, ao direito à informação, e ao exercício livre e responsável do jornalismo, pilares essenciais de qualquer estado democrático”, refere.

‎O Provedor de Justiça exorta as autoridades competentes a envidarem todos os esforços necessários para o rápido esclarecimento do caso e a responsabilização dos criminosos.

‎O Provedor de Justiça apela ao reforço das medidas de segurança dos profissionais da comunicação social no exercício das suas funções e manifestou solidariedade ao jornalista, à família e ao grupo Soico.

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, recebeu em audiências separadas a Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul, Maria Gustava, e o Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia, Jacinto Januário Maguni. Na ocasião, Muhate apelou para que os dois exerçam as suas funções desempenhando o papel importante de promover o país naqueles dois países.

Dois encontros separados, mas com o mesmo objectivo! Basílio Muhate, Ministro da Economia, recebeu no seu gabinete de trabalho Maria Gustava e Jacinto Januário Maguni, nomeadamente Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul  e Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia.

Durante os encontros, o governante apresentou as prioridades do país no reforço das relações económicas e comerciais com a África do Sul e o Quénia, com enfoque na atracção de investimentos para dinamizar as pequenas e médias empresas, melhorar a balança comercial e ampliar a exportação de produtos nacionais.

Os dois diplomatas foram recentemente empossados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e Basílio Muhate fez questão de recordá-los das suas responsabilidades, as quais deverão desempenhar um papel importante na promoção da diplomacia económica e no fortalecimento das parcerias estratégicas de Moçambique com aqueles países.

 

Moçambique lança auscultação estratégica para a indústria do couro

O Governo de Moçambique, em parceria com a SADC e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), promoveu um workshop de auscultação para a elaboração do Plano Estratégico do Sector de Couro e Produtos de Couro no país.

O encontro reuniu representantes do sector público e privado, parceiros de cooperação e demais actores da cadeia de valor, com o objectivo de recolher contribuições que permitam transformar o sector do couro num motor de industrialização, criação de emprego e geração de valor acrescentado.

O Governo reafirma que o sector do couro é prioritário no quadro da Política de Industrialização, destacando o seu potencial para reduzir importações, aumentar exportações e reforçar a integração regional no âmbito da SADC e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

A iniciativa visa fortalecer a produção e a transformação local, promover investimentos e tornar o sector mais competitivo e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento económico do país.

O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, defendeu o envolvimento activo das lideranças religiosas no combate aos actos de corrupção, considerando-o uma condição essencial para garantir um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

O apelo foi feito na quarta-feira durante a cerimónia de abertura da Conferência Regional de Líderes Religiosos, subordinada ao lema “Recursos Islâmicos sobre Paz: Um Intercâmbio entre Teólogos Muçulmanos no Norte de Moçambique”, que reúne líderes com reconhecida influência espiritual, social e comunitária.

Na ocasião, o Chefe do Conselho Executivo Provincial de Nampula sublinhou que a paz não é um dado adquirido nem um simples ponto de chegada, mas sim uma construção colectiva, permanente e exigente, que se realiza diariamente nas comunidades, instituições e consciências.

Na ocasião, Abdula destacou que, pela sua proximidade às comunidades, autoridade moral e capacidade de escuta e mediação, as confissões religiosas são parceiras incontornáveis na promoção da paz social, na prevenção de conflitos e na defesa da dignidade humana, reiterando que “a paz não se decreta, constrói-se, quando cada actor assume a sua responsabilidade”.

Para concluir, o Governador reafirmou a total disponibilidade do Governo da Província de Nampula para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as confissões religiosas, a sociedade civil e os parceiros, “não apenas em momentos formais, mas na construção de soluções práticas que consolidem a paz, reforcem a segurança e criem condições para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo e sustentável”.

 

Desenvolvimento do turismo local requer envolvimento de todos

Eduardo Abdula afirmou, numa outra actividade, que o desenvolvimento do turismo local requer o envolvimento de forma coordenada do sector público e privado.

O Chefe do Conselho Executivo Provincial falava na Ilha de Moçambique, durante a cerimónia de lançamento da Gala de Turismo e Fórum de Turismo e Investimentos 2026, a decorrer em Junho próximo.

Para garantir competitividade aos operadores turísticos e hoteleiros, Eduardo Abdula, explicou ser essencial continuar a trabalhar na redução dos custos de conectividade aérea, estando já visíveis alguns sinais com a redução das passagens aéreas, bem como iniciativas como a marca “Wamphula Noophiya”, expressão da alma turística de Nampula.

Neste contexto, o Governador lembrou que o sector privado é igualmente chamado a investir na formação e valorização dos seus trabalhadores, garantindo qualidade, profissionalismo e experiências memoráveis aos visitantes.

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) manifestou o seu profundo repúdio e condenação ao atentado armado contra o jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na noite de 04 de Fevereiro, no bairro Trangapasso, na cidade de Chimoio, província de Manica.

‎Em comunicado, a FDEM considera que o acto criminoso, que colocou em risco a vida do jornalista e do seu filho, representa uma grave ameaça à liberdade de imprensa, à segurança dos profissionais da comunicação social e ao direito dos cidadãos à informação, princípios essenciais para a estabilidade democrática e para um ambiente de negócios saudável e transparente.

‎A organização sublinha que o atentado ocorre num contexto em que o jornalista vinha abordando matérias de elevado interesse público, com destaque para os sectores da mineração e da segurança, considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do país.

‎A FDEM saudou a pronta reacção da Polícia da República de Moçambique na abertura de um processo-crime e apelou ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para a condução de uma investigação célere, imparcial e rigorosa, de modo a responsabilizar os autores materiais e morais do crime.

‎No documento, a federação reafirma que não pode haver desenvolvimento económico sustentável num ambiente marcado pela intimidação e violência, defendendo que a segurança dos jornalistas é também um pilar da confiança institucional e do investimento.

‎A FDEM expressou ainda solidariedade a Carlitos Cadangue, à sua família, à STV e à classe jornalística moçambicana, reiterando o seu compromisso com a promoção de um país onde o jornalismo e a actividade económica sejam exercidos com liberdade, segurança e responsabilidade.

Conselho Executivo Provincial condena atentado contra Carlitos Cadangue em Manica

O Conselho Executivo Provincial manifestou, esta quinta-feira-feira, profundo repúdio pelo atentado ocorrido na noite de 4 de fevereiro de 2026 contra o jornalista e correspondente da STV e do Grupo Soico em Manica, Carlitos Francisco Cadangue, e o seu filho, quando regressavam a casa.

Em comunicado, o órgão classificou o acto como uma grave violação da liberdade de expressão e do livre exercício do jornalismo, apelando às autoridades competentes para uma investigação célere, rigorosa e transparente, de modo a responsabilizar os autores do crime.

O Conselho expressou ainda solidariedade ao jornalista, à sua família, aos colegas de profissão, à STV e ao Grupo Soico.

Esteve cortada, desde a manhã desta quinta-feira, a ligação Sul e o resto do país através da  estrada Chissano-Chibuto, que cedeu ao fluxo de viaturas  de elevada tonelagem. A Administração Nacional de Estradas esteve a trabalhar todo dia desta quinta-feira e conseguiu fechar as zonas que obrigaram à interrupção e reabriu a transitabilidade ao princípio da noite de ontem. Ainda assim, a Administração Nacional de Estradas apela a todos os automobilistas a pautarem pela prudência na condução e respeitar toda sinalização colocada ao longo da via, dada  a transitabilidade condicionada devido aos trabalhos que continuam no terreno.

Cerca de á 24 horas depois do O País ter reportado a queda de dois camiões na via Chissano-Chibuto, na província de Gaza, um troço importante que garantia a ligação entre o Sul e as restantes regiões do país, devido a intransitabilidade da EN1 na baixa de Xai-Xai, e que está a sofrer grande pressão por estas alturas, na manhã desta quinta-feira a mesma acordou plenamente intransitável.

O facto derivou de um vazio por baixo da base que tinha sido criado, numa zona que se encontrava oca durante o galgamento pelas águas das inundações, e que obrigou a uma infra-escavação, já que os solos foram removidos pela acção da água.

A confirmação foi feita por Jeremias Mazoio, delegado da Administração Nacional de Estradas em Gaza, que disse que a descoberta só foi possível depois de uma inspecção feita na via.

“Os solos foram removidos pela acção da água e como o pavimento aparentemente está bom, a base está boa, o asfalto está bom, são situações que não se detetam de imediato”, disse.

Depois que se detectou a situação, e antes que haja uma situação de ruptura, que pode acontecer durante a passagem de uma viatura e criar um desastre, o delegado da ANE disse que houve necessidade de se interromper momentaneamente o tráfego para permitir que o empreiteiro fizesse uma reparação naquele ponto. 

“A reparação consiste em demolir a base naquele local para poder preencher o espaço vazio constatado e voltar-se a colocar tudo ao mesmo nível e abrir-se ao tráfego. Esta é uma acção que vai levar poucas horas, o empreiteiro está a mobilizar a máquina para o local onde precisa fazer essa intervenção e assim que essa intervenção já tiver sido concluída, abre-se normalmente a circulação do tráfego”, esclareceu Jeremias Mazoio.

O delegado da ANE em Gaza destacou que as situações de interrupção poderão acontecer em outros locais que ainda não foram detectados, até que “é daí que se vai fazendo essa verificação ao longo dos dias para que caso as situações sejam verificadas, sejam rapidamente corrigidas”. 

Mazoio esclareceu que a previsão da execução dos trabalhos era de algumas horas, sendo que havia ainda previsão de reabertura do tráfego ainda ontem para que os carros fluem normalmente no trânsito.

Entretanto, sabe-se que há camiões de carga muito elevados que têm estado a circular na via, violando a recomendação da tonelagem estabelecida, ou seja, camiões com mais de 10 toneladas. 

Jeremias Mazoio esclarece que o excesso de peso é sempre uma preocupação para a Administração Nacional de Estradas e que a situação não aconteceu por causa do peso, mas sim devido a acção da água.

“Portanto é um vazio que não foi detectado de imediato, quase agora constatou-se que existe lá e tem de ser reparado. Então é uma situação que nós deveríamos verificar em outros pontos porque também pode estar a acontecer em outros locais. Aliás, esse é o exemplo do receio que temos vindo a dizer quanto à abertura da EN1 aqui neste ponto”, disse. 

Outrossim, Jeremias Mazoio destacou que há ainda troços da EN1 que estão submersas e com o sinal de estar a haver alguma infra-escavação, o que não permite abertura da via, uma vez que pode causar situações graves em caso de passagem de camiões, até porque a estrada ainda está submersa nas águas.

“Então é daí que continuamos a monitorar a EN1 até que a água desapareça por completo da estrada e havendo algum conforto quanto à integridade da estrada será anunciada a abertura ao tráfego”, disse Mazoio.

O delegado da ANE em Gaza disse que a intransitabilidade que se observa na N220, que liga Chissano a Chibuto, deve-se a questões técnicas que deverão ser intervencionadas. Em relação à EN1 na baixa da cidade de Xai-Xai, o trabalho continua a ser realizado e ainda não há data para a sua reabertura.

Há pessoas a aguardar pela carta de condução biométrica após renovação há já três anos. Os condutores dizem que o  INATRO está a faltar-lhes com a verdade e exigem que melhore a sua coordenação com polícia de trânsito para evitar multas.

No dia 27 de Janeiro, o Administrador do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários, Cláudio Zunguze, deu uma Conferência de Imprensa, na qual anunciou que a partir do sábado passado, 31 de Janeiro, a fábrica de produção das Cartas de Condução Biométricas passaria a funcionar seis dias por semana. A comunicação de  Zunguze, pode ter animado a muitos utentes do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários que há muito já aguardavam pelas respectivas cartas de condução. 

Desde o início da semana o número de condutores que buscam levantar as suas habilitações biométricas cresceu, mas todos que entram e saem do INATRO, delegação da Cidade de Maputo, saem desapontados. 

Sem acesso ao interior da instituição, O País encontrou nas imediações da delegação do INATRO, condutores que procuram cartas biométricas há três anos. 

“É constrangedor vir aqui todos os dias e sempre averbamento 90 dias”, desabafou Geronea Sambo, uma utente com carta provisória emitida a 20 de Março de 2023. “É melhor voltar a carta antiga, porque a biométrica não estão a conseguir” pediu outro utente, Narciso Sitoe, apelando a melhor coordenação entre entre a polícia de trânsito e INATRO.

“Se passar três dias após os aumentos improvisados que INATRO atribui de 90 em 90 dias, e a polícia de interpelar na estrada, são problemas. O INATRO deve dizer à polícia que não estão a conseguir ser céleres”

Para esta materiais, o INATRO não aceitou gravar entrevista. A divisão de comunicação institucional disse ter dado uma suficiente conferência de imprensa no último dia 27 de janeiro, e a instituição continua com esforços de duplicação da capacidade de produção, de 750 para 1500 cartas diárias.

A cidade da Matola celebrou, ontem, 54º aniversário de elevação a esta categoria, com olhos postos no combate à corrupção, inundações urbanas e ao desemprego.

Uma cidade em expansão, que cresce em extensão e população.  

Somando a cidade cimento e os bairros de expansão, a população da Matola chega a atingir 1.5 milhões de pessoas, sendo agora a mais populosa do País. 

Considerada cidade industrial, o seu crescimento é marcado por desafios antigos, alguns deles sobejamente conhecidos: desemprego, criminalidade urbana, transporte e gestão de resíduos sólidos…Mas não é de desafios que pretendemos falar. 

Em meio a desafios, Matola parou nesta quinta-feira, para celebrar os 54 anos de elevação à categoria de cidade.

Após a deposição de flores na praça dos herois local, o Edil da Matola reiterou se tratar de uma efeméride celebrada com tristeza. 

“Celebramos esta efeméride num momento particularmente marcado pelos impactos das inundações severas que assolaram a nossa Cidade, afectando 62.580 pessoas, das quais 2.684 ficaram alojadas em 11 Centros de acomodação temporária, com registo de 4 óbitos. Os impactos estendem-se igualmente em danos a infraestruturas sociais e económicas com destaque para 4 unidades sanitárias, 6 escolas, 10 estradas profundamente danificadas, entre outros”, listou Júlio Parruque.

Prejuízos à parte, Júlio Parruque decidiu fazer uma autoavaliação dos dois anos de Governação municipal. Os municípios receberam elogios na contribuição tributária. 

“Recalcar a nossa gratidão e felicitação aos Matolenses e a todos que de forma mais dedicada contribuíram para o nosso bom desempenho em 2025 com um crescimento de 103.80% de receita global até o mês de Setembro quando comparado com o ano de 2024”, disse Parruque”, mas há muito que Parruque diz que já fez por Matola, nestes dias.

“Construímos ao longo desse tempo, mais de 35 km de estradas urbanas, a nossa rede viária cresceu em cerca de 18 por cento. Estamos a concluir a estrada Sidwava-Mwanatibjana (asfalto), zona-verde – dlhavela (pave), Muhalaze-mgodlhoza-Mukhatine (asfalto), são mais de 20 km de estradas em obras de conclusão”.

A gestão de resíduos sólidos, gestão de águas da chuva e o desemprego juvenil compõem a lista dos desafios reconhecidos pelo Edil. 

“Implementamos em 100 por cento a iniciativa Avante Jovem. São 7.5 milhões de meticais que entregamos à juventude, anualmente. Criamos mais 150 postos de emprego para a Polícia Municipal: mais do que emprego é o dever de servir ao município, mas queremos acabar com os ruídos de que há venda de vagas para acesso à PM, isso é crime. Queremos eliminar”, disse, ameaçando levar à barra do tribunal todos aqueles que se envolvem em esquemas.

Para reforçar a recolha do lixo, o Município da Matola entregou 11 viaturas de recolha de lixo e de inertes, três viaturas de fiscalização para a polícia municipal e duas motobombas, para reforçar a sucção de águas.  

Foi igualmente inaugurado um posto de abastecimento de combustível, com participação do Município da Matola. E o transporte público é o principal beneficiário.

O Governo provincial apela aos outros municípios da província a apostarem neste tipo de investimentos para a subsistência das autarquias.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, condena, em termos firmes e  veementes, o atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue,  correspondente da STV em Manica, ocorrido na noite de ontem, em Chimoio. 

O Presidente da República exige, das autoridades competentes,  esclarecimento deste atentado, devendo os seus perpetradores  serem levados à justiça.

“Somos um país onde a Liberdade de Imprensa deve prevalecer  e continuaremos a lutar firmemente contra o crime organizado,  que não tem como triunfar no nosso País. O medo e a  insegurança são inimigos da liberdade, da democracia e do  desenvolvimento”, afirmou o Chefe do Estado. 

O Presidente da República expressa a sua solidariedade ao  jornalista Carlitos Cadangue e à sua família, bem como à  comunidade jornalística, em geral, e ao Grupo SOICO,  proprietária da STV.

O Sindicato Nacional de Jornalistas, na província de Manica, ameaça não fazer cobertura jornalística  de alguns eventos governamentais, caso não haja esclarecimentos do atentado criminoso contra o jornalista Carlitos Cadangue. A organização exige uma investigação célere. 

“Nós, como Sindicato Nacional de Jornalistas, exigimos uma investigação célere e independente, uma investigação, acima de tudo transparente, porque não pode prevalecer o Estado de ditadura”, disse Nelson Benjamin do Sindicato de Jornalistas em Manica, reagindo ao atentado contra o jornalista da STV em Manica, Carlitos Cadangue. 

Benjamim disse ainda que é preciso que não haja interferência dos “poderosos” na investigação, para que o caso seja esclarecido. “É preciso compreender que o nosso colega sofre o atentado numa altura em que vem se evidenciando as reportagens sobre a mineração (…) Como sabem, a mineração envolve  muitas pessoas poderosas, que vão vendo os seus negócios fragilizados”, sublinhou. 

O Sindicato em Manica ameaça boicotar a cobertura de eventos governamentais, se o caso não for esclarecido. “Se não ocorrer uma investigação responsável e transparente, nós, como SNJ, em coordenação com os órgãos de comunicação social, ponderamos até a não cobertura de certos eventos do Governo, para que haja resposta clara e eficiente”. 

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