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A cidade de Tete dispõe de cerca de 20 quilómetros de sarjetas obsoletas, uma situação que já provocou vários acidentes de viação e não só. Os munícipes de Tete pedem a intervenção da edilidade para a resolução do problema e o Serviço Municipal de Saneamento de Tete diz estar a equacionar uma intervenção nas sarjetas degradadas, visando a sua reabilitação ou substituição.

A cidade de Tete dispõe de cerca de 20 quilómetros de rede de sarjetas em estado obsoleto, uma situação que preocupa as autoridades e a população, devido aos riscos que representa para a circulação rodoviária e para a segurança pública.

E são vários os acidente que ocorreram devido a degradação dessas sarjetas, com o último deles provocado pela queda de um camião. É que o abatimento da sarjeta originou um buraco de grandes dimensões na faixa de rodagem, originando um acidente na noite de segunda-feira, quando um camião caiu no buraco provocado pelo colapso da sarjeta, causando constrangimentos à circulação automóvel.

Cidadãos contam que com este acidente fica difícil a circulação de pessoas e viaturas, dificultando a mobilidade, tal como disse Marcos Ricardo, que considera uma situação inusitada o acidente acontecido na segunda-feira.

Marcos Ricardo foi secundado por Celito, automobilista, que disse ser complicado usar a via devido ao corte da estrada provocado pelo camião tombado no burraco provocado pela sarjeta.

Passados três dias desde a ocorrência do acidente, a viatura envolvida ainda não foi removida do local. O mais grave, segundo alguns munícipes ouvidos no local, é a ausência de sinalização de perigo, situação que mantém elevados os riscos para automobilistas e peões que diariamente utilizam aquela artéria.

“Era importante que, pelo menos, colocassem alguma sinalização para evitar mais acidentes, uma vez que, de noite, pode vir outro automobilista e chocar com este camião tombado”, disse Marcos Ricardo.

Entretanto, o Serviço Municipal de Saneamento de Tete (SEMUSATE) reconhece que as sarjetas existentes já ultrapassaram o seu tempo útil de vida. Face a este cenário, o SEMUSATE refere que está a equacionar uma intervenção nas sarjetas degradadas, visando a sua reabilitação ou substituição.

“É uma situação complicada esta e precisamos encontrar soluções o mais rápido possível. Neste momento, como edilidade, estamos a ver qual seria a melhor opção, entre a substituição e a reabilitação, mas certamente a melhor opção será tomada, para evitar estes acidentes”, disse Patson Bernardo, do Serviço Municipal de Saneamento de Tete.

Para já, o Serviço Municipal de Saneamento de Tete continua empenhado em acções de manutenção e limpeza das valas de drenagem, como forma de manter as valas funcionais para o escoamento das águas residuais, nesta época chuvosa.

A edilidade continua focada na abertura de mais valas para que ao nível dos bairros não haja água estagnada, uma acção que visa prevenir doenças de origem hídrica.

Com a aproximação do ciclone Gezani, os munícipes já começaram a reforçar os seus tectos, colocando sacos que contém areia e outros garantem fazer o mesmo até a próxima segunda-feira, um dia antes da data prevista para o ciclone atingir Chiveve. 

Os tectos que tem a cobertura de chapa de zinco estão a ser reforçados pelos seus proprietários, na cidade da Beira, face à previsão da chegada do ciclone Gezani.

O “O País” esteve hoje em alguns bairros e testemunhou esforços colectivos e individuais dos munícipes colocando sacos contendo areia nos tectos. 

Na marginal por exemplo, onde o impacto da força dos ventos dos ciclones tem sido mais forte, os preparativos já estão mais avançados.

Eloi Semedo é proprietário de uma instância turística, localizada na praia da Miramar, e em contacto com “O País”, falando em torno da previsão da chegada do Gezani, lembrou os ciclones que já atingiram a cidade da Beira.

Esta foi a zona que mais sofreu aquando da passagem do ciclone IDAI e foram investidos aqui mais de um milhão e meio de euros pela edilidade para proteger a costa.

Refira-se que dados oficiais indicam que o ciclone já está no canal de Moçambique e que atingirá a costa do país nesta sexta-feira,  com ventos e chuvas, afectando as províncias de Sofala, Inhambane e Gaza.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta que “Gezani” já está no canal de Moçambique, e que a tempestade evoluiu para tempestade tropical severa. 

O INAM alerta ainda que, de acordo com as projecções actuais, o sistema Tropical poderá evoluir para a categoria de Ciclone Tropical, com vento médio de 120 quilómetros por hora e rajada máxima até 200 quilómetros por hora, até amanhã.

“Esse sistema fará a aproximação através da província de Inhambane, e se espera que os distritos de Inhambane apresentem uma precipitação de 200 mm em 24 horas, com ventos fortes e trovoadas severas”, disse o meteorologista do INAM. 

Já para Gaza e Sofala espera-se uma precipitação de 50 a 100 mm, em 24 horas, acompanhada de trovoadas e ventos fortes. 

O INAM apela que as populações abandonem as zonas de risco. “O ciclone já fez muitos estragos em Madagáscar e poderá fazer o mesmo no nosso país”, disse o meteorologista.

A pedido do Ministério Público sul-africano, foi adiado para o próximo dia um de Abril o julgamento do caso que envolve o moçambicano Armindo Pacula, relacionado com o assassinato, no ano passado, do DJ Warras.

Segundo a Rádio Moçambique, a procuradoria diz precisar de mais tempo para concluir as diligências necessárias, que incluem o envio de imagens de vídeo para o laboratório, o relatório balístico e a análise da comunicação, por telefone, entre os suspeitos.

Os dois acusados, o moçambicano Armindo Pacula e o sul-africano Victor Majola, estiveram presentes, esta quarta-feira, perante o juiz do Tribunal de Magistrados de Joanesburgo.

Ambos são acusados de homicídio e conspiração para cometer homicídio.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, participa de 12 a 15 de Fevereiro de  2026, em Addis Abeba, República Federal e Democrática da  Etiópia, na 39ª Conferência Ordinária de Chefes de Estado e de  Governo da União Africana, que se realiza sob o lema “Garantir a  disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento  seguros para alcançar os objetivos da Agenda 2063”.

Ainda em Addis Abeba, o estadista moçambicano irá participar  na 35ª Conferência dos Chefes de Estado e de Governo dos  Países Membros do Mecanismo Africano de Revisão de Pares  (MARP), assim como na 2a Cimeira Itália-África. 

Nesta deslocação, o Chefe do Estado far-se-á acompanhar  pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria  Manuela Lucas; das Obras Públicas, Habitação e Recursos  Hídricos, Fernando Rafael; Secretário de Estado da Terra e  Ambiente, Gustavo Dgedge; Embaixador da República de  Moçambique na República Federativa da Etiópia, Nuno Tomás;  quadros da Presidência da República e de outras instituições do  Estado.

O número de filhos por mulheres em Nampula é cada vez mais preocupante. Em média, são seis filhos por mulher, e isso pode levar a uma superpopulação e problemas de saúde da mulher, segundo alerta um especialista.

Dados do Inquérito Demográfico e de Saúde 2022-23 apontam que a taxa global de fecundidade em Nampula é de cerca de 5,8 filhos por mulher. Em outras palavras, estima-se que, em média, cada mulher tem seis filhos ao longo da vida, muito acima da média mundialmente aceite, de dois filhos por mulher.

François Biombe, médico gineco-obstetra e especialista em fertilidade e reprodução assistida, diz que os números são elevados, para além de que  “o risco, do ponto de vista demográfico, é que vai ter mais jovens por meio, vai ter muitos jovens que não são protegidos”, e “mais população”, segundo Biombe, significa “mais pobreza”, o que poderá provocar “desnutrição”. 

Ou seja, segundo François Biombe, isso vai culminar com “uma superpopulação”.

Superpopulação, no caso, significa mais pressão para os serviços sociais básicos como saúde, educação e outros, para não falar do desemprego que se vai agravar, segundo disse. Só para se ter uma ideia, a cada mês nascem 20 mil bebés em Nampula.

“Deve haver coragem num certo momento. Porque, da maneira que estamos, já estamos no grupo dos países em desenvolvimento, dos países que somos pobres. Então, com aumento demográfico, a situação, a pobreza vai piorar. E, quando a educação está em baixo, não percebemos muitas coisas”, frisou, realçando que a essa pobreza vai propiciar “termos muitos ladrões, termos muitas coisas menos boas na sociedade”. 

Com todos os argumentos, o médico gineco-obstetra assume que, “como pesquisador, devemos sentar e tomar uma decisão corajosa”.

É uma decisão que pode passar por impor limite no número de filhos que uma mulher pode ter, como fazem os países com políticas de controlo da natalidade. É que a super-reprodução é, também, um problema de saúde.

“É por isso que nós chamamos de multiparidade. Uma mulher que já teve muitas crianças e continua a ter é uma mulher de alto risco obstétrico e tem mais risco de ter hemorragia, tem mais risco de ter tensão. Então, as mulheres devem, num certo momento, parar”, considera.

François Biombe é médico gineco-obstetra, com especialidade em fertilidade e reprodução assistida e é autor do livro “Nascidas para Viver: A Educação para a Saúde na Prevenção da Mortalidade Materna”, lançado no ano passado.

O Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo confirma haver diligência judicial visando gestores públicos envolvidos em corrupção para facilitar e falsificar vistos de contratação pública. O processo é movido pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção.

Depois da circulação de imagens e informações na redes sociais, dando conta de uma alegada rusga em curso no Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo (TACM), relacionada com denúncias de suposta cobrança de valores monetários por alguns magistrados e membros das suas equipas, para dar vistos a processos e acelerar determinados expedientes, em detrimento de outros, a instituição veio a público confirmar e esclarecer o sucedido.

“A diligência se enquadra no âmbito de um processo-crime que corre seus termos no Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), na sequência de uma participação apresentada pelo Tribunal Administrativo contra servidores públicos indeterminados, por suspeita de cobrança ilícita de valores e falsificação de vistos nos processos de contratação pública”, lê-se na nota do Tribunal Administrativo. 

Segundo o comunicado de imprensa enviado às redações, este procedimento insere-se nas medidas de combate à corrupção, promoção da integridade e ética profissional, e a instituição abre-se a colaborar nas investigações.

“O TACM continuará a colaborar com as instituições competentes, para o esclarecimento dos factos e a responsabilização dos infractores, sendo aplicável”, refere.

O esclarecimento é feito mais de 24 horas depois do caso ter vindo a público.

O Ciclone Tropical “Gezani” enfraqueceu para Depressão Tropical enquanto atravessa Madagáscar, mantendo o seu movimento progressivo em direcção ao Canal de Moçambique.

De acordo com as projecções actuais do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o sistema tem potencial para atingir a costa moçambicana na sexta-feira, podendo evoluir novamente para a categoria de Ciclone Tropical. Prevê-se que atinja o território nacional com vento médio de cerca de 120 quilómetros por hora, rajadas até 170 quilómetros por hora, bem como chuvas fortes acompanhadas de trovoadas severas.

Na província de Sofala, os distritos de Machanga e Búzi, bem como as cidades de Dondo e Beira, poderão ser afectados.

Na Província de Inhambane, os distritos de Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Massinga, Morrumbene, Homoíne, Jangamo, Inharrime e Zavala, incluindo as cidades de Maxixe e Inhambane, constam entre as áreas em risco.

Já na Província de Gaza, os distritos de Mandlakazi, Chongoene e Limpopo, além da cidade de Xai-Xai, poderão igualmente sofrer impactos associados à passagem do sistema.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação garante que os restos mortais de Helda Muianga, jovem que perdeu a vida em Portugal, serão brevemente transladados para Moçambique. Sem avançar datas, a entidade diz que estão neste momento a ser observadas formalidades relacionadas com a identificação do cadáver.

Helda Muianga perdeu a vida em Portugal, a 27 de Janeiro, vítima da depressão Kristin. De lá a esta parte, os seus restos mortais aguardam por translação para Moçambique, entretanto a família  não dispõe de valores para efectuar o processo. 

Esta quarta-feira, o governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, chamou a imprensa para informar que o problema está perto do fim.

“Gostaríamos de anunciar que a transladação do  corpo da malograda cidadã moçambicana ocorrerá brevemente, após o cumprimento  das formalidades relacionadas com a devida identificação do cadáver pela Embaixada da República de Moçambique na República Portuguesa e a emissão da respectiva certidão de óbito e do procedimento da autópsia pelo Instituto de Medicina Legal de Coimbra”, explicou  Armando Chissaque, director-Geral do INACE. 

Em comunicado enviado à nossa redacção, a Primeira-Dama, Gueta Chapo, manifestou pesar à família enlutada e anunciou que vai apoiar a família com o valor de 340 mil meticais necessários para a transladação, além das despesas fúnebres. 

“A Primeira-Dama manifestou a sua profunda consternação ao tomar conhecimento do falecimento de Helda Muianga…o caso já vinha sendo acompanhado pelas autoridades, que continuam a trabalhar para a transladação do corpo”. 

Helda Muianga morreu em consequência do desabamento da residência onde se encontrava em Portugal, 14 dias após a sua chegada. 

 

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