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A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, defendeu, nesta segunda-feira, em Maputo, a convicção de que a cooperação parlamentar, entre Moçambique e Angola, pode viabilizar as acções dos governos visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas, contribuir para a estabilidade política e erradicar o terrorismo, factores que afectam as economias dos dois países, condicionando o desenvolvimento de África.

Falando à imprensa, momentos depois da assinatura de programa político de cooperação parlamentar entre os parlamentos de Moçambique e Angola, Talapa manifestou a total disponibilidade para colocar as relações entre os parlamentos de Moçambique e de Angola no mesmo estágio em que se encontram as relações entre os governos dos dois países.

“O Programa Político de Cooperação entre os nossos Parlamentos para o biénio 2026 -2027, preconiza, dentre varias acções, visita e troca de experiência entre as Comissões de Trabalho dos dois Parlamentos, nas áreas de interesse comum, tais como a experiência de refinaria de Petróleo; Segurança Alimentar, Coesão social, Gestão de Recursos Hídricos; Administração Parlamentar”, disse Talapa ajuntando que o programa preconiza, igualmente, a partilha de experiências na área de Imprensa e Comunicação Parlamentar.

No âmbito do programa, a Presidente do Parlamento moçambicano disse ser  vontade de Moçambique colher a experiência de Angola para a implantação de uma televisão parlamentar no parlamento moçambicano. 

“A Assembleia da República de Moçambique manifestou total apoio à candidatura de Angola para Vice-Presidente do Parlamento Pan Africano”, sublinhando que a posição de Moçambique fundamenta-se pela profundidade dos laços históricos que unem os dois países. Para Talapa importa, igualmente, assegurar a representatividade linguística na Mesa do Parlamento Pan-Africano.

Por sua vez, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, agradeceu o convite dirigido pela Presidente do parlamento moçambicano e sublinhou a relevância do encontro para elevar a relação entre os povos e os parlamentos a níveis mais elevados de excelência.

“Moçambique e Angola partilham uma história longa e comum, bem como desafios que atravessam o passado e o presente”, afirmou Almeida sublinhando que esta ligação histórica fortalece o compromisso de ambos os países em continuarem unidos na construção de soluções conjuntas para o futuro.

No domínio da diplomacia parlamentar, Adão Francisco Correia de Almeida destacou ainda a importância da concertação de posições em fóruns internacionais, como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e o Parlamento Pan-Africano. 

Segundo afirmou, a cooperação entre Angola e Moçambique nestes espaços é fundamental para a defesa de interesses comuns, enfatizando que “num contexto global marcado por desafios crescentes, a diplomacia parlamentar assume um papel essencial na promoção da democracia, do diálogo e da cooperação entre os povos”.

O Presidente da Assembleia Nacional de Angola reiterou o convite para que o Presidente da Assembleia da República de Moçambique realize uma visita oficial a Angola, reforçando o compromisso mútuo de continuidade do diálogo e da cooperação.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, efectua uma visita oficial à República Federal Democrática da Etiópia,  em resposta ao convite formulado pelo Chefe do Governo  daquele país. Trata-se da primeira visita do género que o Presidente  Daniel Chapo efectua à Etiópia, na qualidade de Chefe de  Estado. 

A visita do Presidente da República à Etiópia, visa avaliar  o estado da cooperação bilateral e abordar a situação política e  económica dos dois países, do continente africano e do mundo  em geral. 

Nesta deslocação, o Chefe do Estado far-se-á acompanhar  pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria  Manuela Lucas; da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume; da  Economia, Basílio Muhate; e da Agricultura, Ambiente e Pescas,  Roberto Mito Albino; bem como pelo Secretário de Estado dos  Transportes, Chinguane Sebastião Marcos Mabote; Embaixador  Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique  na Etiópia, Nuno Tomás; e por quadros da Presidência da  República e de outras instituições do Estado.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu a Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC). A realização insere-se no quadro do reforço do diálogo entre a FUNDEC e os órgãos de soberania do Estado. 

O encontro tem ainda como objectivo o em aprofundamento da cooperação da FUNDEC com entidades governamentais e legislativas, com vista a assegurar que as suas iniciativas técnicas, analíticas e estratégicas contribuam de forma efectiva para a formulação de políticas públicas e para o aperfeiçoamento do quadro legal e regulatório que rege a actividade económica nacional.

No âmbito do seu mandato institucional, a FUNDEC tem vindo a desenvolver iniciativas, com destaque para a produção de métricas económicas e empresariais concebidas para apoiar reformas e reforçar a tomada de decisão baseada em evidência.

Entre estas iniciativas, destacam-se instrumentos de inteligência económica orientados para a medição da competitividade empresarial, a avaliação do ambiente de negócios, a análise do emprego e da produtividade, bem como mecanismos de aferição da solidez e resiliência financeira das empresas.

Segundo o comunicado da FUNDEC, a audiência com a Presidente da Assembleia da República assume particular significado estratégico, tendo em conta o papel central deste órgão enquanto Casa Magna do Povo e instância legislativa suprema, determinante para o enquadramento jurídico das reformas económicas e institucionais necessárias ao fortalecimento do sector privado.

“A FUNDEC entende que o diálogo com o poder legislativo é essencial para que as iniciativas de inteligência económica e empresarial por si desenvolvidas possam contribuir para a construção de um quadro legal mais moderno, funcional e alinhado com as reais necessidades do sector empresarial moçambicano, promovendo maior previsibilidade, segurança jurídica, competitividade e atracção de investimento”, lê-se.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, diz que o progresso de Moçambique depende da valorização da mulher, e defende maior inclusão, investimento e reconhecimento do papel feminino no desenvolvimento do País.

Falando na segunda edição da Gala da Mulher, a Primeira-Dama de Moçambique destacou o simbolismo do evento como espaço de celebração das conquistas e das histórias de superação das mulheres moçambicanas.

“É com um encanto e um profundo sentimento de solidariedade que me junto a vós nesta segunda edição do Gala da Mulher. Hoje não celebramos apenas conquistas, celebramos histórias de vida. Celebramos as trajectórias marcadas por desafios, superação e, acima de tudo, por uma força transformadora: a força da mulher moçambicana”, afirmou.

Gueta Chapo sublinhou os múltiplos papéis desempenhados pelas mulheres no contexto nacional, desde o seio familiar até à participação activa na vida económica e social do País.

“Ser mulher, no nosso contexto, é muitas vezes carregar o peso de vários papéis. É ser o alicerce da família, o rosto da comunidade e a gente ativa no desenvolvimento do nosso País. E ainda assim, encontrar espaço para sonhar, escrever e abrir caminhos onde antes não existiam”, referiu.

A Primeira-Dama destacou ainda a coragem como elemento comum às trajetórias femininas, reforçando que a valorização da mulher é determinante para o progresso nacional.

“Cada mulher representa em si uma história única, uma história acompanhada de um valor comum, que é a coragem. A mulher moçambicana é corajosa. A mulher moçambicana é forte. É essa a força que hoje reconhecemos. É essa a força que hoje celebramos. A Gala da Mulher é mais do que um evento; é um símbolo, um espaço de afirmação onde se reconhece que o progresso de Moçambique passa necessariamente pela valorização da mulher”.

Na ocasião, defendeu que o investimento na mulher tem efeitos diretos no fortalecimento das famílias e das comunidades, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado.

“Quando investimos na mulher, investimos na família. Quando fortalecemos a mulher, fortalecemos a comunidade. E quando damos voz à mulher, estamos a construir um futuro mais justo e, acima de tudo, equilibrado para todos.”

A Primeira-Dama sublinhou igualmente os desafios associados à persistência e à manutenção do foco na concretização dos sonhos. “Sonhar não é difícil […]. Todos nós podemos sonhar. Temos que continuar firmes para podermos alcançar aquilo que nós desejamos”.

Por fim, apelou à continuidade da liderança feminina e ao reforço de iniciativas de valorização da mulher, destacando a importância da inclusão e da solidariedade na construção do futuro do País.

A Primeira-Dama apelou às mulheres para que continuem a liderar, a transformar o país e a superar barreiras, tendo igualmente dirigido uma palavra de apreço aos organizadores da gala pela criação de um espaço relevante de valorização e visibilidade da mulher moçambicana, manifestando o desejo de que a iniciativa cresça e alcance cada vez mais mulheres em todo o País.

“Queridas mulheres, queridas irmãs e amigas: o futuro de Moçambique constrói-se com inclusão, equidade e oportunidade para todos. E esse futuro exige que continuemos a acreditar, a apoiar e a investir na mulher moçambicana. Que esta noite nos inspire a fazer mais, a sermos mais solidários e, acima de tudo, a caminharmos juntas, porque juntas somos mais fortes”.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, recebe na próxima Segunda-feira, na sede do Parlamento moçambicano, em Maputo, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, no âmbito da visita oficial, que efetuará a Moçambique. 

A visita insere-se no quadro do reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os Parlamentos e os povos dos dois países.  

A chegada do Presidente da Assembleia Nacional de Angola está prevista para o dia 26 de Abril, ao Aeroporto Internacional de Maputo, onde será recebido pelo Primeiro Vice-Presidente da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo.

O programa da visita inclui, ainda, um encontro e conversações oficiais entre os Presidentes dos dois Parlamentos; a assinatura de um Programa de Cooperação entre os dois Parlamentos; declarações conjuntas à imprensa; e o discurso do Presidente da Assembleia Nacional de Angola no Plenário da Assembleia da República.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.

Falando durante um encontro com a comunidade moçambicana  residente na República Popular da China, no quadro da sua visita de  Estado, Daniel Chapo sublinhou que o contacto com a diáspora  constitui uma prática regular da governação. “Consta  permanentemente da nossa agenda encontros com a nossa  comunidade na diáspora sempre que efetuamos uma visita ao  estrangeiro”.

Na ocasião, expressou reconhecimento pelas mensagens de apoio  recebidas pelos representantes da comunidade moçambicana na  China. “Gostaríamos, assim, de expressar o nosso profundo  agradecimento pela vossa mensagem e palavras de encorajamento  para, como Governo Moçambicano, conseguirmos continuar a  trabalhar na promoção do bem-estar do povo e no desenvolvimento  rumo à nossa independência econômica”. 

O Presidente da República destacou que a sua deslocação à China  ocorre num contexto simbólico, marcado pela celebração dos 50  anos da independência nacional e das relações diplomáticas entre os  dois países. 

Segundo explicou, a visita visa consolidar a  cooperação bilateral em áreas estratégicas como agricultura,  energia, infra-estruturas, transporte, logística, mineração e  digitalização, sectores considerados fundamentais para impulsionar o  crescimento económico e gerar emprego, sobretudo para jovens e  mulheres. 

Ademais, assegurou que a situação interna do país é estável, com  instituições a funcionar normalmente, e destacou os avanços do  Diálogo Nacional Inclusivo, lançado em 2025, como instrumento para  o reforço da unidade, reconciliação e estabilidade política,  económica e social. 

No plano económico, apontou sinais de recuperação, com destaque  para a retoma de grandes projectos de gás natural na bacia do  Rovuma e a retirada de Moçambique da lista cinzenta do GAFI,  sublinhando, no entanto, os desafios impostos pelos fenómenos  climáticos severos e pela necessidade de combate contínuo ao  terrorismo em Cabo Delgado. 

A comunidade moçambicana na China, composta por mais de 400  cidadãos, maioritariamente estudantes de licenciatura, mestrado e  doutoramento, manifestou apoio às políticas governamentais,  enalteceu os esforços no combate ao terrorismo e na promoção do  diálogo nacional, e apelou ao reforço de parcerias com empresas  chinesas para facilitar a inserção profissional dos graduados.

Além disso, apresentou preocupações concretas, incluindo a redução  de bolsas de estudo, dificuldades de enquadramento laboral após a  formação, limitações no acesso a estágios pré-profissionais e  obstáculos na realização de operações bancárias na China com  cartões moçambicanos.  

Relativamente às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado assegurou que o Executivo tomou nota e irá tratá-las de forma  articulada. 

No encerramento, elogiou a postura disciplinada da comunidade e  incentivou à preservação da identidade nacional. “Reiteramos as  nossas saudações, a vós, caros compatriotas, pelo comportamento  ordeiro e disciplinar, que nos caracteriza como moçambicanos, por  toda a parte onde passamos, na China”, acrescentando que o  encontro em Pequim representa um momento de proximidade e  valorização dos moçambicanos no exterior.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Pequim, a centralidade do  desenvolvimento como pilar da estabilidade global, alertando para os riscos  que os actuais conflitos, as mudanças climáticas e as limitações de  financiamento representam para a Agenda 2030, e apelando a uma acção  internacional mais coordenada e orientada para resultados concretos. 

Falando na III Reunião de Alto Nível do Fórum sobre a Acção Global do  Desenvolvimento Compartilhado, o Chefe do Estado sublinhou a  importância da participação de Moçambique no Fórum, uma iniciativa  apresentada pelo Presidente da China, Xi Jinping, em 2021, no quadro da  Assembleia Geral das Nações Unidas. 

Segundo o estadista, a presença do país enquadra-se ainda nas iniciativas  promovidas ao longo dos anos pelo líder chinês, constituindo também um momento que evidencia a solidez dos laços de amizade e cooperação  entre os dois países e a vontade comum de os elevar a um novo patamar. 

Na sua intervenção, o Presidente moçambicano destacou a profundidade  histórica das relações entre Moçambique e a China, sublinhando que os dois  países estão ligados por uma história profunda que remonta às antigas rotas  do Oceano Índico e que se consolidam nos momentos mais decisivos da  luta comum de libertação nacional e se projecta agora numa parceria  orientada para a transformação econômica, comercial e criação da  oportunidade de construção de um futuro de prosperidade partilhada.  Frisou ainda que esta relação sustenta a participação do país no debate  global sobre o desenvolvimento. 

“Importa reconhecer que esta conferência decorre num contexto  internacional particularmente desafiante e complexo”, disse, referindo-se  aos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como os efeitos das  mudanças climáticas, disrupções nas cadeias de abastecimento e  dificuldades de acesso ao financiamento, fatores que, segundo disse,  agravam as vulnerabilidades dos países em desenvolvimento. 

Neste quadro, sublinhou a necessidade de maior coordenação  internacional e responsabilidade colectiva, advertindo que o  desenvolvimento não pode ser relegado para segundo plano. 

“O  desenvolvimento é a base da sustentabilidade e estabilidade da soberania  e da dignidade dos nossos povos. Sem desenvolvimento não há paz  duradoura, não há inclusão e não há futuro sustentável”, afirmou,  destacando a relevância da Iniciativa para o Desenvolvimento Global. 

O estadista considerou que esta iniciativa contribui para mobilizar esforços  em áreas como erradicação da pobreza, segurança alimentar,  industrialização e inovação, recordando que as edições anteriores do fórum  consolidaram uma visão comum. Defendeu que o momento actual exige  transformar compromissos em acções concretas, com impacto directo na  vida das populações. 

Ao abordar o papel de África, o Chefe do Estado descreveu o continente  como estando numa fase decisiva, com forte potencial demográfico e  económico. Referiu a população jovem superior a 1,4 mil milhões de  pessoas, a criação da Área de Comércio Livre Continental Africana e os  vastos recursos naturais, sublinhando que o desafio actual é alcançar a  independência económica através da industrialização e criação de valor.

O Presidente da República destacou que Moçambique está alinhado com  essa visão, apostando numa agenda de transformação estrutural baseada  na industrialização, no desenvolvimento de infra-estruturas e na formação  do capital humano. Enumerou ainda prioridades globais como o reforço das  capacidades produtivas, o acesso ao financiamento, a digitalização, a  energia e o investimento na juventude. 

Na conclusão, defendeu uma cooperação internacional assente em  parcerias e resultados. 

“A cooperação internacional deve evoluir de um modelo centrado na  assistência para um modelo baseado em parceria, se quisermos um  desenvolvimento global.” Sublinhou que “o futuro desenvolvimento global  não será determinado pelas intenções que declaramos, mas pelas decisões  e acções que tornamos cada vez mais ágil para implementarmos”,  reiterando a disponibilidade de Moçambique para colaborar com parceiros  que partilhem esta visão e manifestando apoio às iniciativas do Presidente Xi  Jinping.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se nesta terça-feira com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Beijing, na capital da China. No evento, foram assinados instrumentos de cooperação para dinamizar as relações diplomáticas.

“Durante o encontro, o Presidente Xi Jinping manifestou o seu firme compromisso com a agenda de desenvolvimento de Moçambique, reforçando a confiança mútua e a determinação de consolidar parcerias estratégicas com impacto directo na vida dos compatriotas”, referiu Chapo numa rede social.

Na nota, o Chefe de Estado, Daniel Chapo, disse que o Governo que dirige vai continuar a envidar esforços rumo à independência económica do país, uma das principais ambições da sua governação que iniciou há cerca de um ano e meio.

Naquele país, o Presidente da República convida empresários chineses para construírem estradas com portagens em Moçambique. Daniel Chapo entende que as relações com China devem transitar de políticas para económicas.

O peso do investimento chinês em Moçambique é ainda bastante reduzido. Responsável por 1,5% do Investimento Directo Estrangeiro no país, a China ocupava o sexto lugar, numa lista liderada por Países Baixos, Itália e Maurícias. 

Os dados do Banco de Moçambique são referentes ao terceiro trimestre de 2025. É neste contexto que, esta segunda-feira, Daniel Chapo, convidou na província chinesa de Qinghai, empresas a construírem estradas em Moçambique.

“Podemos fazer isso num modelo de BOT (Construir-Operar-Transferir, na língua portuguesa) uma estrada que pode ser feita com investimento e depois colocamos portagens e a concessão fica para quem fez. Durante 20 a 30 anos, recupera o investimento e se achar que quer devolver a infra-estrutura 20 a 30 anos ao Estado moçambicano, devolve, caso achar que não, está muito bom e quer renovar por mais 20 a 30 anos pode renovar a vontade”, disse Chapo. 

O convite surge numa altura em que a principal estrada do país, a EN1, que liga as três regiões do país, encontra-se bastante degradada.

Chapo quer mais investimento chinês em Moçambique como forma de inverter o modelo de cooperação actual com a potência mundial  que é mais diplomática.  

“Nossas relações políticas e diplomáticas são excelentes. Agora, queremos abrir uma nova página para a cooperação económica e comercial e queria aproveitar esta ocasião para agradecer o Presidente Xi Jinping que teve a iniciativa de isentar tarifas para 53 países africanos a entrar em vigor no dia 31 de Maio e desses países, Moçambique faz parte”, disse o Presidente da República.

Tal isenção de tarifas é aplicada a exportações feitas a partir de Moçambique para China. Nesta mesa redonda de negócios, o Governo espera sair com compromissos de investimentos concretos a serem realizados em Moçambique.

 

 

O Presidente da República destacou, em Xining, o potencial de  cooperação com empresas chinesas de infra-estruturas eléctricas e  energias renováveis, para responder aos desafios de controlo de  cheias, reabilitação de estradas e expansão da capacidade  energética em Moçambique, após visitas a centros e unidades  industriais na província de Qinghai. 

No decurso da agenda, o Chefe do Estado visitou o Qinghai Clean  Energy and Green Computing Power Dispatching Centre, a Indústria  de Construção de Infra-estruturas e a IBC, uma empresa de produção  de painéis solares, energia eólica e hídrica, a IBC, tendo se inteirado  dos modelos tecnológicos e de gestão adoptados no sector  energético.

Falando à margem das visitas, Daniel Chapo apontou o controlo das  águas como um dos principais desafios estruturais de Moçambique, sobretudo perante eventos climáticos extremos que afectam  infraestruturas estratégicas. 

“Em Moçambique também temos o desafio do controlo das águas.  Tivemos agora cheias e inundações, que destruíram estradas,  principalmente a nossa Estrada Nacional Número 1. E também temos  uma barragem que, a ser construída, seria muito bom para o controlo  das águas, que é a Barragem de Mapai, em Gaza”, disse, durante a  visita à Indústria de Construção de Infra-estruturas. 

Chapo sublinhou que as capacidades técnicas das  empresas visitadas podem contribuir para soluções eficazes e  sustentáveis no domínio hídrico. “E achamos que a empresa tem esta  capacidade de fazer um estudo do controlo das águas e construirmos  barragens nos locais certos”. 

No que respeita às infra-estruturas rodoviárias, o Chefe do Estado  voltou a alertar para a vulnerabilidade da Estrada Nacional Número Um (EN1),  principal eixo de ligação do país, particularmente durante a época  chuvosa. 

O governante destacou que, na área das estradas, a EN1, principal via do país, é fortemente afectada pelas chuvas,  sobretudo entre Janeiro e Março, período em que as precipitações  intensas, associadas à localização geográfica de Moçambique,  acabam por provocar a degradação da infraestrutura, mesmo após  intervenções de reabilitação.  

“Então, está é uma das nossas grandes preocupações, e achamos  que a empresa tem uma grande capacidade e pode realmente nos  ajudar a trabalhar e podermos fazer esta estrada como deve ser”. 

Durante as visitas, o Presidente da República disse estar  impressionado com o modelo integrado de desenvolvimento  energético, observado que combina sustentabilidade ambiental com  geração de riqueza.

“O que mais nos impressionou é o facto de juntar o ambiente e ao  mesmo tempo produzir energia. Portanto, ficámos bem impressionados  porque aquilo que nós podíamos achar que são dificuldades foi  transformado em riqueza”, disse, ao longo da visita à Qinghai Clean  Energy and Green Computing Power Dispatching Centre. 

Outrossim, destacou o impacto social do modelo, que permite a  participação directa das comunidades na economia energética. 

“O que nos impressionou em transformar em riqueza é o facto de que  as próprias populações são accionistas, compram acções, destas  pequenas centrais hídricas que existem, e essas pequenas centrais  vendem energia para as grandes empresas, e isto gera também renda  para a população”. 

Na ocasião, reafirmou a intenção de replicar experiências  semelhantes em Moçambique, com enfoque no reforço da produção  energética diversificada e sustentável. 

“Por isso estamos muito impressionados e vamos levar esta experiência  que nós temos aqui para Moçambique e continuarmos a trabalhar  para construirmos mais centrais eléctricas, mais centrais solares e mais  centrais eólicas. Colhemos aqui uma grande experiência para  desenvolver Moçambique, de um país irmão e um povo irmão”.

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