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Podemos diz que é insuficiente subsidiar transportadores 

O partido Podemos afirma que o Governo tomou uma medida insuficiente ao  decidir pagar subsídios aos transportadores de passageiros, para responder aos custos dos combustíveis. O partido sugere compensações às gasolineiras e redução do IVA. O Porta-voz do Podemos começou por recordar que o agravamento do custo dos combustíveis não

Durante o balanço da sua participação na cerimónia de investidura do Presidente Yoweri Museveni, o Chefe do Estado sublinhou os laços construídos desde as lutas de libertação africanas, recordando que combatentes ugandeses, incluindo o homólogo Museveni, receberam formação militar em Moçambique, particularmente em Montepuez, na província de Cabo Delgado, defendendo o aprofundamento da cooperação política, histórica e económica entre os dois países.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou, nesta terça-feira, em Kampala, que Moçambique pretende reforçar as relações históricas de amizade e cooperação com o Uganda, sublinhando que a experiência ugandesa no combate ao terrorismo poderá contribuir para os esforços moçambicanos de estabilização da província de Cabo Delgado.

As declarações foram feitas durante a conferência de imprensa de balanço da participação do Chefe do Estado moçambicano na cerimónia de investidura do Presidente do Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, reeleito nas eleições de 15 de Janeiro de 2026.

Segundo o estadista, a deslocação a Kampala teve como principal objectivo reafirmar os laços históricos existentes entre Moçambique e Uganda, construídos desde os tempos das lutas de libertação africanas.

“A nossa relação com o Uganda é histórica. Como ouviram no discurso do Presidente Yoweri Museveni, os primeiros 80 combatentes da luta de libertação de Uganda foram treinados em Moçambique, incluindo o Presidente Yoweri Museveni”, declarou.

O Presidente da República destacou que o estadista ugandês possui um profundo conhecimento da província de Cabo Delgado, particularmente do distrito de Montepuez, onde recebeu formação militar durante a luta de libertação ugandesa.

“Ele conhece profundamente Montepuez, o centro onde treinou, e também conhece profundamente a província de Cabo Delgado. Até hoje tem muitas palavras em português, consegue conversar em português, dada a vida e o tempo que levou em Moçambique com os nossos combatentes da luta de libertação nacional, portanto, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO)”, afirmou.

O governante moçambicano considerou que este legado histórico justificou plenamente a presença moçambicana na cerimónia de tomada de posse em Kampala, depois das eleições presidenciais ugandesas.

“Dada essa relação histórica, achamos que era extremamente importante marcar a nossa presença na tomada de posse, depois das eleições”, disse.

O Chefe do Estado referiu-se ainda ao facto de, durante o discurso de investidura, Yoweri Museveni ter sublinhado a relevância das relações entre Uganda, Tanzânia e Moçambique, evocando o papel histórico desempenhado pelos países da região nos movimentos de libertação africanos.

“Fez referência que o Uganda praticamente nasceu na Tanzânia e, como vocês sabem muito bem, o berço da liberdade de Moçambique é a Tanzânia. A Frente de Libertação de Moçambique foi constituída a 25 de Junho de 1962, em Tanganica, na altura, hoje República Unida da Tanzânia, daí a presença da Presidente Samia [Suluhu Hassan] nesta cerimónia e também a presença do Chefe do Estado moçambicano”, declarou.

O Presidente moçambicano explicou que o reforço da cooperação bilateral visa consolidar as relações políticas e históricas, mas também criar condições para uma maior cooperação económica entre os dois países.

“O objectivo é realmente reforçarmos cada vez mais as relações de amizade e cooperação entre os dois países, sobretudo porque as nossas relações históricas devem ser cada vez mais consolidadas para que o desenvolvimento económico que nós pretendemos, para criar melhores condições de vida para o povo moçambicano, possa realmente consolidar-se cada vez mais com estas relações”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de Moçambique beneficiar da experiência ugandesa no combate ao terrorismo, o Presidente Daniel Chapo reconheceu que o Uganda possui um percurso relevante nesta matéria, particularmente no enfrentamento de grupos armados extremistas no continente africano.

“Sim, como sabem, o Uganda tem uma experiência muito grande no combate ao terrorismo e também ouviram no discurso de tomada de posse do Presidente Yoweri Museveni, que ele conhece profundamente a província de Cabo Delgado, foi treinado em Cabo Delgado”, sublinhou.

A finalisar, Daniel Chapo disse que Moçambique considera o Uganda “um País que vale a pena contar com ele, ao nível do continente africano, para o combate ao terrorismo que estamos a enfrentar na província de Cabo Delgado”.

O Presidente a Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, disse estar convicto que a Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (AP-CPLP), sob a liderança de Moçambique, pode dar um contributo relevante para que esta comunidade promova uma mobilidade mais fácil, tornando-se assim um organismo capaz de promover mais trocas comerciais e desenvolvimento dos países membros.

Almeida, que falava nesta segunda-feira, em Sessão Solene na Sede do Parlamento moçambicano, por ocasião da sua visita oficial à Maputo, sublinhou que Luanda está pronta para acolher a XV Assembleia Plenária da AP- CPLP, sendo uma oportunidade para que os parlamentos dos estados membros reafirmem o pilar económico como determinante para o futuro da CPLP.

“É essencial que trabalhemos com celeridade para que a nossa instituição seja formalmente constituída em sede da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo condição essencial para a sua normalização” disse Almeida acrescentando que é importante que as agendas parlamentares priorizem temas que afligem o povo. 

O Presidente do Parlamento angolano destacou, ainda, a redução das desigualdades sociais, a construção de sociedades capazes de gerar oportunidades iguais para todos, a segurança alimentar, a redução da pobreza, o aumento do acesso e a melhoria da qualidade dos serviços de educação e de saúde, o aumento do acesso a água e a energia, a construção de mais infra-estruturas como questões essenciais para o desenvolvimento económico.

Num outro desenvolvimento do seu discurso, Almeida sublinhou que uma sociedade que discrimina as mulheres coloca de lado um dos principais activos para a promoção do desenvolvimento, por isso defende ser importante que se continue adoptando políticas com vista à promoção da mulher, como meio de corrigir desequilíbrios forjados pela história. 

“No Parlamento angolano existem 89 Deputadas representando cerca de 40 porcento de presença feminina”, disse, afirmando que a mulher é um pilar estruturante para estabilidade social e uma verdadeira guardiã da paz, jogando um papel extraordinário nas famílias e nas comunidades onde actua como motor de coesão social.

O deputado apelou, em seguida, aos parlamentos para que continuem a ser vozes activas e órgãos incentivadores da adopção de políticas e medidas para a geração de mais emprego, habitação, formação profissional e capazes de preparar os jovens para desafios do presente e futuro.

Para De Almeida, os legisladores devem acompanhar a revolução digital de modo a proteger a economia, a cultura e as nossas nações, para não correr o risco de os algoritmos definidos a milhares de distância determinem o curso do nosso destino. 

“Uma abertura ao mundo da informação global que não seja capaz de proteger o interesse nacional será uma abertura ao neocolonialismo”, disse De Almeida, acrescentando que os parlamentos devem ser guardiões da democracia representativa, defendendo ameaças de novos tempos que minam a credibilidade das instituições democráticas.

De Almeida destacou a importância de os parlamentos participarem na resolução pacífica de vários conflitos erguendo firme a sua voz no exercício da diplomacia parlamentar para que as armas cedam espaço ao diálogo e se compreenda que o mundo precisa mais de cooperação do que competição.

“Enquanto parlamentos juntemos energias nas diferentes plataformas parlamentares globais e regionais a favor de reformas profundas no sistema de governação global e África não pode continuar a assistir pela televisão, merece ser participante directo e relevante nos mais diferentes espaços de decisão estratégica global”, disse. 

A visita do Presidente da Assembleia Nacional de Angola termina na próxima quinta-feira, dia 30 de Abril.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, defendeu, nesta segunda-feira, em Maputo, a convicção de que a cooperação parlamentar, entre Moçambique e Angola, pode viabilizar as acções dos governos visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas, contribuir para a estabilidade política e erradicar o terrorismo, factores que afectam as economias dos dois países, condicionando o desenvolvimento de África.

Falando à imprensa, momentos depois da assinatura de programa político de cooperação parlamentar entre os parlamentos de Moçambique e Angola, Talapa manifestou a total disponibilidade para colocar as relações entre os parlamentos de Moçambique e de Angola no mesmo estágio em que se encontram as relações entre os governos dos dois países.

“O Programa Político de Cooperação entre os nossos Parlamentos para o biénio 2026 -2027, preconiza, dentre varias acções, visita e troca de experiência entre as Comissões de Trabalho dos dois Parlamentos, nas áreas de interesse comum, tais como a experiência de refinaria de Petróleo; Segurança Alimentar, Coesão social, Gestão de Recursos Hídricos; Administração Parlamentar”, disse Talapa ajuntando que o programa preconiza, igualmente, a partilha de experiências na área de Imprensa e Comunicação Parlamentar.

No âmbito do programa, a Presidente do Parlamento moçambicano disse ser  vontade de Moçambique colher a experiência de Angola para a implantação de uma televisão parlamentar no parlamento moçambicano. 

“A Assembleia da República de Moçambique manifestou total apoio à candidatura de Angola para Vice-Presidente do Parlamento Pan Africano”, sublinhando que a posição de Moçambique fundamenta-se pela profundidade dos laços históricos que unem os dois países. Para Talapa importa, igualmente, assegurar a representatividade linguística na Mesa do Parlamento Pan-Africano.

Por sua vez, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, agradeceu o convite dirigido pela Presidente do parlamento moçambicano e sublinhou a relevância do encontro para elevar a relação entre os povos e os parlamentos a níveis mais elevados de excelência.

“Moçambique e Angola partilham uma história longa e comum, bem como desafios que atravessam o passado e o presente”, afirmou Almeida sublinhando que esta ligação histórica fortalece o compromisso de ambos os países em continuarem unidos na construção de soluções conjuntas para o futuro.

No domínio da diplomacia parlamentar, Adão Francisco Correia de Almeida destacou ainda a importância da concertação de posições em fóruns internacionais, como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e o Parlamento Pan-Africano. 

Segundo afirmou, a cooperação entre Angola e Moçambique nestes espaços é fundamental para a defesa de interesses comuns, enfatizando que “num contexto global marcado por desafios crescentes, a diplomacia parlamentar assume um papel essencial na promoção da democracia, do diálogo e da cooperação entre os povos”.

O Presidente da Assembleia Nacional de Angola reiterou o convite para que o Presidente da Assembleia da República de Moçambique realize uma visita oficial a Angola, reforçando o compromisso mútuo de continuidade do diálogo e da cooperação.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, efectua uma visita oficial à República Federal Democrática da Etiópia,  em resposta ao convite formulado pelo Chefe do Governo  daquele país. Trata-se da primeira visita do género que o Presidente  Daniel Chapo efectua à Etiópia, na qualidade de Chefe de  Estado. 

A visita do Presidente da República à Etiópia, visa avaliar  o estado da cooperação bilateral e abordar a situação política e  económica dos dois países, do continente africano e do mundo  em geral. 

Nesta deslocação, o Chefe do Estado far-se-á acompanhar  pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria  Manuela Lucas; da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume; da  Economia, Basílio Muhate; e da Agricultura, Ambiente e Pescas,  Roberto Mito Albino; bem como pelo Secretário de Estado dos  Transportes, Chinguane Sebastião Marcos Mabote; Embaixador  Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique  na Etiópia, Nuno Tomás; e por quadros da Presidência da  República e de outras instituições do Estado.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu a Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC). A realização insere-se no quadro do reforço do diálogo entre a FUNDEC e os órgãos de soberania do Estado. 

O encontro tem ainda como objectivo o em aprofundamento da cooperação da FUNDEC com entidades governamentais e legislativas, com vista a assegurar que as suas iniciativas técnicas, analíticas e estratégicas contribuam de forma efectiva para a formulação de políticas públicas e para o aperfeiçoamento do quadro legal e regulatório que rege a actividade económica nacional.

No âmbito do seu mandato institucional, a FUNDEC tem vindo a desenvolver iniciativas, com destaque para a produção de métricas económicas e empresariais concebidas para apoiar reformas e reforçar a tomada de decisão baseada em evidência.

Entre estas iniciativas, destacam-se instrumentos de inteligência económica orientados para a medição da competitividade empresarial, a avaliação do ambiente de negócios, a análise do emprego e da produtividade, bem como mecanismos de aferição da solidez e resiliência financeira das empresas.

Segundo o comunicado da FUNDEC, a audiência com a Presidente da Assembleia da República assume particular significado estratégico, tendo em conta o papel central deste órgão enquanto Casa Magna do Povo e instância legislativa suprema, determinante para o enquadramento jurídico das reformas económicas e institucionais necessárias ao fortalecimento do sector privado.

“A FUNDEC entende que o diálogo com o poder legislativo é essencial para que as iniciativas de inteligência económica e empresarial por si desenvolvidas possam contribuir para a construção de um quadro legal mais moderno, funcional e alinhado com as reais necessidades do sector empresarial moçambicano, promovendo maior previsibilidade, segurança jurídica, competitividade e atracção de investimento”, lê-se.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, diz que o progresso de Moçambique depende da valorização da mulher, e defende maior inclusão, investimento e reconhecimento do papel feminino no desenvolvimento do País.

Falando na segunda edição da Gala da Mulher, a Primeira-Dama de Moçambique destacou o simbolismo do evento como espaço de celebração das conquistas e das histórias de superação das mulheres moçambicanas.

“É com um encanto e um profundo sentimento de solidariedade que me junto a vós nesta segunda edição do Gala da Mulher. Hoje não celebramos apenas conquistas, celebramos histórias de vida. Celebramos as trajectórias marcadas por desafios, superação e, acima de tudo, por uma força transformadora: a força da mulher moçambicana”, afirmou.

Gueta Chapo sublinhou os múltiplos papéis desempenhados pelas mulheres no contexto nacional, desde o seio familiar até à participação activa na vida económica e social do País.

“Ser mulher, no nosso contexto, é muitas vezes carregar o peso de vários papéis. É ser o alicerce da família, o rosto da comunidade e a gente ativa no desenvolvimento do nosso País. E ainda assim, encontrar espaço para sonhar, escrever e abrir caminhos onde antes não existiam”, referiu.

A Primeira-Dama destacou ainda a coragem como elemento comum às trajetórias femininas, reforçando que a valorização da mulher é determinante para o progresso nacional.

“Cada mulher representa em si uma história única, uma história acompanhada de um valor comum, que é a coragem. A mulher moçambicana é corajosa. A mulher moçambicana é forte. É essa a força que hoje reconhecemos. É essa a força que hoje celebramos. A Gala da Mulher é mais do que um evento; é um símbolo, um espaço de afirmação onde se reconhece que o progresso de Moçambique passa necessariamente pela valorização da mulher”.

Na ocasião, defendeu que o investimento na mulher tem efeitos diretos no fortalecimento das famílias e das comunidades, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado.

“Quando investimos na mulher, investimos na família. Quando fortalecemos a mulher, fortalecemos a comunidade. E quando damos voz à mulher, estamos a construir um futuro mais justo e, acima de tudo, equilibrado para todos.”

A Primeira-Dama sublinhou igualmente os desafios associados à persistência e à manutenção do foco na concretização dos sonhos. “Sonhar não é difícil […]. Todos nós podemos sonhar. Temos que continuar firmes para podermos alcançar aquilo que nós desejamos”.

Por fim, apelou à continuidade da liderança feminina e ao reforço de iniciativas de valorização da mulher, destacando a importância da inclusão e da solidariedade na construção do futuro do País.

A Primeira-Dama apelou às mulheres para que continuem a liderar, a transformar o país e a superar barreiras, tendo igualmente dirigido uma palavra de apreço aos organizadores da gala pela criação de um espaço relevante de valorização e visibilidade da mulher moçambicana, manifestando o desejo de que a iniciativa cresça e alcance cada vez mais mulheres em todo o País.

“Queridas mulheres, queridas irmãs e amigas: o futuro de Moçambique constrói-se com inclusão, equidade e oportunidade para todos. E esse futuro exige que continuemos a acreditar, a apoiar e a investir na mulher moçambicana. Que esta noite nos inspire a fazer mais, a sermos mais solidários e, acima de tudo, a caminharmos juntas, porque juntas somos mais fortes”.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, recebe na próxima Segunda-feira, na sede do Parlamento moçambicano, em Maputo, o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, no âmbito da visita oficial, que efetuará a Moçambique. 

A visita insere-se no quadro do reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os Parlamentos e os povos dos dois países.  

A chegada do Presidente da Assembleia Nacional de Angola está prevista para o dia 26 de Abril, ao Aeroporto Internacional de Maputo, onde será recebido pelo Primeiro Vice-Presidente da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo.

O programa da visita inclui, ainda, um encontro e conversações oficiais entre os Presidentes dos dois Parlamentos; a assinatura de um Programa de Cooperação entre os dois Parlamentos; declarações conjuntas à imprensa; e o discurso do Presidente da Assembleia Nacional de Angola no Plenário da Assembleia da República.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.

Falando durante um encontro com a comunidade moçambicana  residente na República Popular da China, no quadro da sua visita de  Estado, Daniel Chapo sublinhou que o contacto com a diáspora  constitui uma prática regular da governação. “Consta  permanentemente da nossa agenda encontros com a nossa  comunidade na diáspora sempre que efetuamos uma visita ao  estrangeiro”.

Na ocasião, expressou reconhecimento pelas mensagens de apoio  recebidas pelos representantes da comunidade moçambicana na  China. “Gostaríamos, assim, de expressar o nosso profundo  agradecimento pela vossa mensagem e palavras de encorajamento  para, como Governo Moçambicano, conseguirmos continuar a  trabalhar na promoção do bem-estar do povo e no desenvolvimento  rumo à nossa independência econômica”. 

O Presidente da República destacou que a sua deslocação à China  ocorre num contexto simbólico, marcado pela celebração dos 50  anos da independência nacional e das relações diplomáticas entre os  dois países. 

Segundo explicou, a visita visa consolidar a  cooperação bilateral em áreas estratégicas como agricultura,  energia, infra-estruturas, transporte, logística, mineração e  digitalização, sectores considerados fundamentais para impulsionar o  crescimento económico e gerar emprego, sobretudo para jovens e  mulheres. 

Ademais, assegurou que a situação interna do país é estável, com  instituições a funcionar normalmente, e destacou os avanços do  Diálogo Nacional Inclusivo, lançado em 2025, como instrumento para  o reforço da unidade, reconciliação e estabilidade política,  económica e social. 

No plano económico, apontou sinais de recuperação, com destaque  para a retoma de grandes projectos de gás natural na bacia do  Rovuma e a retirada de Moçambique da lista cinzenta do GAFI,  sublinhando, no entanto, os desafios impostos pelos fenómenos  climáticos severos e pela necessidade de combate contínuo ao  terrorismo em Cabo Delgado. 

A comunidade moçambicana na China, composta por mais de 400  cidadãos, maioritariamente estudantes de licenciatura, mestrado e  doutoramento, manifestou apoio às políticas governamentais,  enalteceu os esforços no combate ao terrorismo e na promoção do  diálogo nacional, e apelou ao reforço de parcerias com empresas  chinesas para facilitar a inserção profissional dos graduados.

Além disso, apresentou preocupações concretas, incluindo a redução  de bolsas de estudo, dificuldades de enquadramento laboral após a  formação, limitações no acesso a estágios pré-profissionais e  obstáculos na realização de operações bancárias na China com  cartões moçambicanos.  

Relativamente às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado assegurou que o Executivo tomou nota e irá tratá-las de forma  articulada. 

No encerramento, elogiou a postura disciplinada da comunidade e  incentivou à preservação da identidade nacional. “Reiteramos as  nossas saudações, a vós, caros compatriotas, pelo comportamento  ordeiro e disciplinar, que nos caracteriza como moçambicanos, por  toda a parte onde passamos, na China”, acrescentando que o  encontro em Pequim representa um momento de proximidade e  valorização dos moçambicanos no exterior.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Pequim, a centralidade do  desenvolvimento como pilar da estabilidade global, alertando para os riscos  que os actuais conflitos, as mudanças climáticas e as limitações de  financiamento representam para a Agenda 2030, e apelando a uma acção  internacional mais coordenada e orientada para resultados concretos. 

Falando na III Reunião de Alto Nível do Fórum sobre a Acção Global do  Desenvolvimento Compartilhado, o Chefe do Estado sublinhou a  importância da participação de Moçambique no Fórum, uma iniciativa  apresentada pelo Presidente da China, Xi Jinping, em 2021, no quadro da  Assembleia Geral das Nações Unidas. 

Segundo o estadista, a presença do país enquadra-se ainda nas iniciativas  promovidas ao longo dos anos pelo líder chinês, constituindo também um momento que evidencia a solidez dos laços de amizade e cooperação  entre os dois países e a vontade comum de os elevar a um novo patamar. 

Na sua intervenção, o Presidente moçambicano destacou a profundidade  histórica das relações entre Moçambique e a China, sublinhando que os dois  países estão ligados por uma história profunda que remonta às antigas rotas  do Oceano Índico e que se consolidam nos momentos mais decisivos da  luta comum de libertação nacional e se projecta agora numa parceria  orientada para a transformação econômica, comercial e criação da  oportunidade de construção de um futuro de prosperidade partilhada.  Frisou ainda que esta relação sustenta a participação do país no debate  global sobre o desenvolvimento. 

“Importa reconhecer que esta conferência decorre num contexto  internacional particularmente desafiante e complexo”, disse, referindo-se  aos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como os efeitos das  mudanças climáticas, disrupções nas cadeias de abastecimento e  dificuldades de acesso ao financiamento, fatores que, segundo disse,  agravam as vulnerabilidades dos países em desenvolvimento. 

Neste quadro, sublinhou a necessidade de maior coordenação  internacional e responsabilidade colectiva, advertindo que o  desenvolvimento não pode ser relegado para segundo plano. 

“O  desenvolvimento é a base da sustentabilidade e estabilidade da soberania  e da dignidade dos nossos povos. Sem desenvolvimento não há paz  duradoura, não há inclusão e não há futuro sustentável”, afirmou,  destacando a relevância da Iniciativa para o Desenvolvimento Global. 

O estadista considerou que esta iniciativa contribui para mobilizar esforços  em áreas como erradicação da pobreza, segurança alimentar,  industrialização e inovação, recordando que as edições anteriores do fórum  consolidaram uma visão comum. Defendeu que o momento actual exige  transformar compromissos em acções concretas, com impacto directo na  vida das populações. 

Ao abordar o papel de África, o Chefe do Estado descreveu o continente  como estando numa fase decisiva, com forte potencial demográfico e  económico. Referiu a população jovem superior a 1,4 mil milhões de  pessoas, a criação da Área de Comércio Livre Continental Africana e os  vastos recursos naturais, sublinhando que o desafio actual é alcançar a  independência económica através da industrialização e criação de valor.

O Presidente da República destacou que Moçambique está alinhado com  essa visão, apostando numa agenda de transformação estrutural baseada  na industrialização, no desenvolvimento de infra-estruturas e na formação  do capital humano. Enumerou ainda prioridades globais como o reforço das  capacidades produtivas, o acesso ao financiamento, a digitalização, a  energia e o investimento na juventude. 

Na conclusão, defendeu uma cooperação internacional assente em  parcerias e resultados. 

“A cooperação internacional deve evoluir de um modelo centrado na  assistência para um modelo baseado em parceria, se quisermos um  desenvolvimento global.” Sublinhou que “o futuro desenvolvimento global  não será determinado pelas intenções que declaramos, mas pelas decisões  e acções que tornamos cada vez mais ágil para implementarmos”,  reiterando a disponibilidade de Moçambique para colaborar com parceiros  que partilhem esta visão e manifestando apoio às iniciativas do Presidente Xi  Jinping.

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