O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu este domingo, em Xining, na China, o compromisso de reforço da presença de empresas chinesas em Moçambique, com enfoque nos sectores da energia, infra-estruturas e recursos naturais, no quadro do aprofundamento da cooperação económica com a província de Qinghai, durante um encontro com o Secretário Provincial do Partido Comunista de Qinghai, Wu Xiaojun.
No encontro, o Chefe do Estado enalteceu o modelo de desenvolvimento observado na China, sublinhando o impacto da liderança política no combate à pobreza e na promoção do crescimento económico.
“Estamos muito bem impressionados com o que vimos, sobretudo o exemplo do engajamento do nosso Partido irmão, o Partido Comunista na China. A liderança firme e esclarecida do camarada Xi Jinping no combate à pobreza rumo ao desenvolvimento”.
O estadista moçambicano destacou ainda que a visita está a permitir identificar oportunidades concretas de cooperação, sobretudo no sector energético, incluindo produção, transmissão e integração regional de energia.
“Aprendemos muito desde a manhã. Aqui vimos que há conhecimento, há recursos e nós achamos, como dois povos irmãos, que podemos fazer projetos juntos na área de energia em Moçambique, em linhas de transmissão para países vizinhos e ganharmos dinheiro juntos”.
O Chefe do Estado defendeu igualmente investimentos conjuntos em diferentes fontes de energia, sublinhando o potencial de Moçambique nos sectores hidroeléctrico, solar e do gás natural, bem como a necessidade de infraestruturas modernas para sustentar o crescimento económico.
“Também aprendemos a questão relacionada com como produzir energia de forma combinada. E a nossa intenção é fazermos esses projectos juntos, investirmos juntos e gerarmos riquezas juntos”.
O Presidente Daniel Chapo sublinhou ainda o interesse em atrair mais investimento chinês para Moçambique, apelando à participação activa de empresas daquele país em sectores estratégicos como energia, minas, agricultura e infraestruturas.
“Estamos convidando as nossas empresas para poderem vir investir em Moçambique, saírem daqui para investir em Moçambique na área de energias. Há muito potencial e um mercado muito grande”.
O governante destacou também a longa trajectória das relações entre os dois países, que considerou históricas e estratégicas, desde a luta de libertação nacional até à actual fase de desenvolvimento económico e social.
“Também queremos destacar que as nossas relações duram mais de 50 anos. São relações históricas que começam desde a luta pela libertação nacional. Lutámos juntos para a independência. Alcançamos juntos as independências. Estamos a lutar juntos para sairmos da pobreza”.
O encontro foi marcado por uma convergência de visões quanto à expansão da cooperação bilateral, com o dirigente chinês a reiterar a abertura da província para mobilizar mais empresas dos sectores energético, mineiro e de infra-estruturas, com vista a investir em Moçambique e participar em projectos estruturantes de desenvolvimento.
Wu Xiaojun sublinhou ainda a aposta no reforço da cadeia de valor local, defendendo que mais empresas chinesas devem não apenas investir, mas também promover a transformação de recursos em território moçambicano, contribuindo para a industrialização do país e para a criação de emprego.
O dirigente chinês destacou igualmente a importância da cooperação no domínio da energia limpa e da troca de experiências no combate à pobreza, apontando a necessidade de aprofundar o intercâmbio institucional entre as duas partes e de consolidar projectos conjuntos de desenvolvimento sustentável.
Wu Xiaojun concluiu reafirmando a disponibilidade de Qinghai para aprofundar a cooperação com Moçambique, incluindo o envio de delegações empresariais, concessão de bolsas de estudo e reforço do intercâmbio institucional, apontando para uma nova fase de relações económicas mais intensas entre os dois lados.


