O País – A verdade como notícia

Os bloqueios de estradas no Benim por opositores do Presidente Patrice Talon estão a atrasar o transporte do material para as eleições presidenciais de domingo. A informação foi avançada ontem pela Comissão Eleitoral, citada pela Lusa.

Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Autónoma, Emmanuel Tiando, em declarações à agência de notícias AFP, “houve bloqueios de estradas nas principais estradas do norte e pode ser que haja assembleias de voto que não abram amanhã às 07:00 (hora local) devido à chegada tardia deste material eleitoral”.

Para Emmanuel Tiando “não há razão para que esta eleição não aconteça” e que o material continua a ser transportado para os diversos locais.

Até ao meio-dia de ontem no norte do país, segundo a fonte, o material eleitoral ainda não tinha chegado. Os manifestantes protestam contra o actual Presidente do Benim, recandidato ao cargo e acusado pela oposição de ter confiscado o voto e de a ter impedido de participar nas eleições, escreve o Notícias a Minuto que cita a Lusa.

Desde terça-feira que habitantes de várias cidades do centro e do norte do país bloquearam centenas de carros e transportes, erguendo barreiras nas estradas em direcção ao norte do país e ao Níger.

Na quinta-feira, o exército começou a intervir nas ruas, desmontou os bloqueios de estradas e limpou o caminho, inclusive com armas de fogo, registando-se a morte de pelo menos dois civis.

Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou para que todas as partes garantam que as eleições de domingo “se realizem de forma transparente, credível e pacífica”.

Este sábado, de acordo com fontes ouvidas pela AFP, um bloqueio de estrada foi erguido novamente na cidade de Tchaourou, local de nascimento do ex-presidente Thomas Boni Yayi e opositor de Patrice Talon.

Os camiões da Comissão Eleitoral devem, portanto, percorrer um caminho alternativo para chegar ao norte do país, atrasando a entrega do material eleitoral.

Cerca de 5,5 milhões de eleitores são esperados nas urnas do Benim no domingo.

 

O director-geral da Organização Mundial de Saúde desaconselha que países celebrem acordos bilaterais para a aquisição de vacinas contra a COVID-19 porque, além de desigualdade na distribuição e incentivo do nacionalismo das vacinas, os imunizantes podem ser usados para fins políticos.

Numa conferência de imprensa realizada ontem em Genebra, na Suíça, o director-geral da Organização Mundial de Saúde alertou que acordos bilaterais podem levar a uma maior injustiça na distribuição e na escassez de doses de vacinas.

Segundo Tedros Adhanom, acordos bilaterais para a aquisição de vacinas contra o novo Coronavírus aumentam o nacionalismo e o uso de vacinas para fins políticos.
O director-geral da OMS foi secundado pelo presidente executivo da Aliança das Vacinas, o epidemiologista Seth Berkley, também presente na conferência de imprensa online.

Para Seth Berkley, sempre que é feito um acordo bilateral para a compra de vacinas há menos doses distribuídas equitativamente, por isso, é preciso haver mais solidariedade.

As negociações bilaterais para a aquisição de vacinas contra a COVID-19 aumentam à medida que diferentes países procuram formas de imunizar as suas populações de forma mais célere, no meio de uma pandemia cujo fim é ainda uma incógnita.

Há meses, a União Europeia, por exemplo, denunciou atrasos nas entregas de remessas de vacinas.

Neste contexto, e pressionado pela impaciência e críticas da sua população, Berlim, capital da Alemanha disse que iria iniciar discussões bilaterais com Moscovo, capital da Rússia, para uma possível compra da vacina Sputnik V, se esta fosse aprovada pelo regulador europeu.

O Equador realiza este domingo a segunda volta das eleições presidenciais. Os mais 13 milhões de votantes inscritos deverão escolher entre o candidato socialista Andrés Galarza e o conservador Guillermo Lasso, num ambiente considerado incerto. A 07 de Fevereiro passado, 16 candidatos participaram na primeira volta das eleições presidenciais e os peruanos escolheram também 137 representantes para a Assembleia Nacional.

O economista Andrés Galarza, de 36 anos, ficou em primeiro lugar, com cerca de 33 por cento dos votos, contra cerca de 20 por cento do ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, de 65 anos.

Na mesma votação, o líder indígena de esquerda Yaku Perez, de 51 anos, obteve 19,39 por cento de votos.

Andrés Galarza concorre pela coligação União pela Esperança, da esquerda, e é considerado afilhado político do ex-Presidente Rafael Correa, o qual detém ainda uma força política poderosa, apesar de a sua condenação à revelia a oito anos de prisão por corrupção.

Rafael Correa, que foi aliado próximo do ex-Presidente venezuelano Hugo Chávez, está actualmente exilado na Bélgica.

Andrés Galarza propôs fazer os ricos pagarem mais impostos e fortalecer os mecanismos de protecção ao consumidor, bancos públicos e organizações locais de crédito e poupança. O candidato disse que não cumprirá os acordos estabelecidos com o Fundo Monetário Internacional.

O banqueiro Guillermo Lasso, do movimento Criando Oportunidades, que abriga partidos de centro-direita, defende políticas de livre mercado e a aproximação do Equador às organizações internacionais.

Lasso prometeu criar mais empregos e atrair bancos internacionais, assim como impulsionar os setores do petróleo, mineração e energia com a participação de entidades privadas em substituição do financiamento estatal.

O equador tem 17,4 milhões de habitantes e vive uma desaceleração económica em grande parte impulsionada pela queda nos preços do petróleo em 2015 e a crise de saúde causada pela pandemia da COVID-19.

Mais de 25 milhões de eleitores vão às urnas, este domingo, para escolher o novo Presidente, 130 parlamentares e cinco representantes para o Parlamento Andino nas eleições gerais, no Peru.

Segundo a Lusa, a sondagem mais recente, realizada pelo instituto Ipsos para o jornal El Comercio sobre a eleição presidencial, mostra em primeiro lugar, o candidato de centro-esquerda Yonhy Lescano, do Partido Acção Popular, com 14,7% dos votos válidos.

Seguem-se o economista Hernando De Soto, do partido de direita neoliberal Avança País, com 13,9%; e a candidata do bloco esquerdista Juntos pelo Peru (JP), Verónika Mendoza, com 12,4%.

Em quarto lugar aparece com 11,9%, o ex-futebolista George Forsyth, candidato de centro-direita do partido Vitória Nacional; e em quinto lugar, com 11,2%, está Keiko Fujimori, filha do ex-Presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e líder do partido ‘fujimorista’ da direita populista Força Popular.
Entre os 18 candidatos presidenciais, ainda se destaca Rafael López Aliaga, do partido de extrema-direita Renovação Popular, que detém 8,2% dos votos, segundo o Ipsos.

Uma outra pesquisa de intenção de voto, realizada por telefone pelo Instituto de Estudos do Peru (IEP) para o jornal La República, mostra Keiko Fujimori e Hernando De Soto empatados nos dois primeiros lugares, ambos com 9,8%, escreve Notícias ao Minuto citando a Lusa.

O Peru teve quatro Presidentes entre 2016 e 2021.

Em 2018, o Presidente Pedro Pablo Kuczynski, eleito em 2016, renunciou após a revelação do seu envolvimento no escândalo da empresa brasileira Odebrecht e foi substituído pelo seu primeiro vice-Presidente, Martín Vizcarra.

No dia 09 de Novembro, Vizcarra foi deposto após um processo de impeachment por incapacidade moral que desencadeou uma grande onda de protestos em todo o país.

No dia 10 de Novembro, o presidente do Congresso, Manuel Merino, assumiu o poder, mas durou apenas uma semana, e renunciou ao cargo devido aos protestos no país. A Presidência ficou interinamente, a partir de 16 de Novembro de 2020, nas mãos de Francisco Sagasti que, em questão de horas, passou de líder do Legislativo a chefe de Estado.

AS eleições gerais do Peru terão observadores de dezassete organizações e organismos internacionais, segundo a comissão eleitoral peruana. A maior missão de observação eleitoral será da Organização dos Estados Americanos (OEA), com 26 observadores. No Peru já estão três especialistas eleitorais da União Europeia (UE), avança o Observador.

O rapper norte-americano DMX morreu esta sexta-feira, aos 50 anos de idade, no hospital White Plains, em Nova Iorque, onde estava internado há uma semana, vítima de um ataque cardíaco

Earl Simmons, nome de registo, popularizou-se no mundo artístico como DMX. Nasceu no dia 18 de Dezembro de 1970, em Mount Vernon, norte da cidade de Nova Iorque, onde perdeu a vida.

A família é citada pela imprensa internacional a dizer: “estamos profundamente tristes em anunciar, hoje, que o nosso ente querido DMX, nome de nascimento Earl Simmons, morreu aos 50 anos no hospital White Plains, com a família ao seu lado, depois de ter passado os últimos dias ligado a um aparelho de suporte básico de vida”.

Filho de pais adolescentes, DMX viveu uma infância atribulada e esteve preso durante a adolescência. Depois de sair da prisão, assinou o seu primeiro contracto discográfico, em 1992, com a Ruff House, uma afiliada da Columbia, editora de, entre outros, Cypress Hill e The Fugees.

Em 1998, o rapper editou o álbum de estreia, “It’s Dark and Hell is Hot”, pela Def Jam.

No mesmo ano, DMX chegava “Flesh of My Flesh, Blood of my Blood” e um ano depois “…And Then There Was X’.

Os três albuns chegaram a número um na lista de discos mais vendidos nos Estados Unidos.

Morreu, hoje, aos 99 anos de idade o Príncipe Filipe, esposo da Rainha Elizabeth II, segundo informações do Palácio de Buckingham.

“É com profunda tristeza que Sua Majestade, a Rainha, anunciou a morte de seu amado marido, Sua Alteza Real, o Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo”, escreve o SIC Notícias.

De acordo com a fonte, o Palácio de Buckingham informou que o Duque de Edimburgofaleceu pacificamente esta manhã no Castelo de Windsor”.

O príncipe, que ia completar 100 anos em 10 de Junho, tinha saído recentemente do hospital, após uma intervenção cirúrgica a problemas cardíacos, e regressado ao Palácio de Windsor.

O Príncipe Filipe casou-se com a Rainha Elizabeth em 1947, desempenhando um papel fundamental na modernização da monarquia no segundo período pós-guerra mundial.

Foi sempre dentro das paredes do Palácio de Buckingham uma figura fundamental em quem a Rainha depositava confiança. “Ele tem, simplesmente, sido minha força todos esses anos”, disse a Rainha num raro tributo pessoal a Filipe num discurso que marcava o 50.º aniversário de casamento em 1997.

PRÍNCIPE DA GRÉCIA E DA DINAMARCA

Conhecido pelo seu sentido de humor particular, Filipe de Mountbatten, nascido com o título de príncipe da Grécia e da Dinamarca, é o consorte mais antigo da história da monarquia britânica.

De acordo com a RTP Notícias, após ter servido na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, casou-se a 20 de Novembro de 1947 com a então princesa Elizabeth, filha do Rei George VI, vindo a tornar-se no consorte mais antigo da Grã-Bretanha.

Filipe, que realizou mais de 22.000 compromissos públicos, descreveu-se de forma bem-humorada como “o inaugurador de placas mais experiente do mundo”.

Afastou-se das funções públicas em 2017, ano a partir do qual se tornaram cada vez mais raras as suas aparições públicas, à excepção dos grandes eventos familiares.

FUNERAL DISCRETO A PEDIDO DO PRÍNCIPE

A página oficial da Família Real, na qual foi anunciada a morte, encontra-se actualmente de luto, indicando que “novos anúncios serão feitos oportunamente”.

A morte do príncipe Filipe desencadeia a Operação “Forth Bridge”, nome de código para os preparativos do funeral, que merece honras de Estado.

De acordo com a tradição, o Reino Unido, que inclui Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, entrará num período nacional de luto que se prolongará até o funeral.

As bandeiras serão hasteadas a meio mastro, o bastão cerimonial que está na Câmara dos Comuns, actualmente suspensa para férias, será envolto em preto ou adornado com um laço preto e os deputados deverão usar braçadeiras ou gravatas pretas.

Enquanto príncipe consorte, o príncipe Filipe tem direito a um funeral de Estado, que envolve ficar em câmara aberta e ser sepultado no Castelo de Windsor, mas, segundo a imprensa britânica, o duque de Edimburgo deixou instruções para se fazer um funeral privado.

Quase sete anos depois de ter sido detido, José Sócrates fica hoje a saber se vai a julgamento.

O juiz Ivo Rosa vai dar a conhecer, esta sexta-feira, o futuro de um processo que tem 28 arguidos e, no total, 189 crimes, escreve a RTP.

No grupo dos 28 arguidos encontra-se o antigo Primeiro-ministro socialista, José Sócrates, que é acusado de 31 crimes; entre os quais, corrupção passiva de titular de cargo político, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documento.

Sócrates é suspeito de ter recebido 34 milhões de euros em comissões ilícitas, enquanto chefiava o Governo português, e de as ter depositado em nome do seu primo José Paulo Pinto de Sousa e do seu amigo e empresário da construção civil, Carlos Santos Silva, para afastar eventuais suspeitas de si, avança a imprensa portuguesa.

A leitura da decisão instrutória da Operação Marquês, segundo a RTP, está marcada para esta tarde, no Campus da Justiça, em Lisboa.
A declaração será transmitida em directo pelos órgãos de informação locais.

Segundo escreve a RTP, o despacho tem mais de seis mil páginas. Na sala de audiências, a ouvir a extensa súmula que Ivo Rosa vai ler, vão estar mais de 30 advogados, 15 jornalistas, e dois procuradores.

Um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil ordenou, esta quinta-feira, que o Senado instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis omissões do Governo de Jair Bolsonaro na gestão da COVID-19.

A proposta, feita em Fevereiro por um grupo de senadores, foi agora aceite, depois de o presidente da Câmara Alta e aliado de Bolsonaro, Rodrigo Pacheco, ter adiado a decisão, por considerar não ser o momento certo, escreve o Observador.

O ex-ministro brasileiro da Saúde, Eduardo Pazuello, está a ser investigado, desde Janeiro, pela Polícia Federal, por alegadas falhas na gestão da crise sanitária.

Segundo a Euronews, o Brasil está a enfrentar a pior fase da pandemia, ao atingir sucessivos recordes de infecções e óbitos devido à COVID-19.

Ontem, o país atingiu um novo máximo diário, com registo de 4.249 mortes por COVID-19, em apenas 24 horas.

A Índia registou, nas últimas 24 horas, um recorde de infeçcões e mortes pelo novo Coronavírus. Foram 126.789 casos e 685 óbitos, o número mais alto desde Novembro.

A Índia tem mais de 12 milhões e 800 mil pessoas com Coronavírus, das quais acima de 11 milhões recuperadas e mais de 166 mil mortos.

O estado ocidental de Maharashtra, o mais atingido no país, foi responsável por quase 47% das novas infecções.

A informação sobre a nova alta de infecções e óbitos, devido ao novo Coronavírus, foi avançada esta quinta-feira, dia em que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, recebeu a sua segunda dose de vacinação.

O governante instou os outros a seguirem o exemplo, afirmando que a vacinação está entre as poucas formas que a índia tem de derrotar o vírus.

Por conta do aumento de contaminações pela COVID-19, dezenas de cidades e vilas estão a impor o recolher obrigatório nocturno, à semelhança do que acontece em Moçambique e noutros países, para tentar conter o surto.

Contudo, o Governo federal recusou-se a impor um segundo confinamento a nível nacional por recear prejudicar a economia.

A Índia iniciou a campanha de vacinação em Janeiro deste ano, tendo imunizado, até agora, mais de 90 milhões de profissionais de saúde e pessoas com mais de 45 anos de idade, com a primeira dose.

Deste universo populacional, apenas 11 milhões receberam ambas as doses, enquanto a Índia tenta construir uma imunidade para proteger cerca de um bilião e quatrocentos milhões de habitantes.

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