A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas “ações valentes”, que levaram à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro.
Durante uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, citada por Lusa, María Corina Machado recordou que, em Outubro, dedicou a Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído.
Machado salientou que teve de deixar a Venezuela em segredo para viajar até Oslo para receber o galardão, embora tenha chegado demasiado tarde para assistir à cerimónia oficial.
A líder da oposição declarou que planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados Unidos.
Machado disse ainda que a oposição que lidera transformaria a Venezuela num centro energético para as Américas, restabeleceria o Estado de direito para garantir a segurança do investimento estrangeiro e facilitaria o regresso dos venezuelanos que, segundo diz, fugiram do país desde que Maduro chegou ao poder, em 2013.
A líder da oposição indicou que o movimento que representa alcançaria “mais de 90% dos votos” em eleições livres e justas.
Segundo Lusa, Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país.
Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Maduro e a mulher prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.


