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Bolsonaro sai dos cuidados intensivos

Jair Bolsonaro deixou a unidade de cuidados intensivos e foi transferido para outro quarto do mesmo hospital, em Brasília, onde permanece internado desde 13 de

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Os Estados Unidos enviaram drones para a Nigéria para assegurar treinos e vigilância, num momento em que o país africano enfrenta uma crise de segurança multifacetada.

A informação foi tornada pública por uma fonte oficial da defesa norte-americana, citada por Lusa.  Drones MQ-9, também conhecidos como ´Reapers´, foram enviados juntamente com 200 soldados norte-americanos, que chegaram à Nigéria no mês passado.

 Os drones, que podem voar a altitudes superiores a 12  mil metros e permanecer em voo mais de 30 horas, têm sido usados pelos militares norte-americanos e pela CIA no Médio Oriente, no Afeganistão, Iraque e agora sobre o Iémen, durante a campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos naquele país.  

A Nigéria, o país africano com mais população, debate-se com uma complexa crise de segurança, sobretudo no norte.

Entre os mais proeminentes grupos de militantes islâmicos ativos na Nigéria, encontra-se o Boko Haram e a fação dissidente filiada no grupo Estado Islâmico que é é conhecida como “Islamic State West Africa Province” ou ISWAP.

Há também o grupo Lakurawa, ligado ao Estado Islâmico, assim como outros grupos “de bandidos”, dedicados a sequestro para resgate e mineração ilegal.

Um porta-voz do AFRICOM, o comando norte-americano para África, disse à AP que as tropas norte-americanas estão a trabalhar em conjunto com as homólogas nigerianas para prestar apoio em serviços secretos, aconselhamento, e treino específico, em apoio às Forças Armadas nigerianas.

As tropas e os drones MQ-9 estão no Aeródromo de Bauchi, um novo aeroporto no nordeste do país, afirmou o porta-voz.

O número de drones fornecidos não foi divulgado.  

Os Estados Unidos e o Irão intensificaram este domingo a troca de ameaças, na sequência do bloqueio de facto do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu Teerão de que Washington poderá lançar ataques contra infraestruturas energéticas iranianas caso o estreito não seja reaberto no prazo de 48 horas.

“Se o Irão não abrir completamente, sem ameaças, o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas, os Estados Unidos atacarão e destruirão as suas usinas elétricas, começando pela maior”, escreveu Trump na rede Truth Social.

Em resposta, o comando militar iraniano avisou que qualquer ataque norte-americano será retaliado com ações contra infraestruturas estratégicas dos EUA no Médio Oriente, incluindo instalações de energia, tecnologia e dessalinização.

A escalada surge após um ataque contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, ao qual Teerão respondeu com o lançamento de mísseis contra o sul de Israel. Segundo autoridades israelitas, os projéteis atingiram as cidades de Dimona e Arad, provocando mais de uma centena de feridos.

Israel confirmou entretanto novos bombardeamentos sobre a capital iraniana, Teerão, em retaliação.

O foco da tensão permanece no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. O bloqueio da via marítima está a gerar forte instabilidade nos mercados internacionais.

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte ultrapassou os 105 dólares por barril, refletindo receios de disrupção prolongada no fornecimento global de energia.

No plano internacional, 22 países, entre os quais Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Coreia do Sul e Austrália, condenaram o que classificaram como “fechamento de facto” do estreito pelas forças iranianas.

Trump criticou ainda os aliados da NATO, acusando-os de inação e instando-os a contribuir para garantir a segurança da navegação na região.

Entretanto, o Comando Central dos EUA indicou que forças norte-americanas realizaram esta semana ataques com bombas antibunker contra uma instalação subterrânea iraniana, alegadamente reduzindo a capacidade de Teerão de ameaçar o tráfego marítimo naquela via estratégica.

A Nigéria e o Reino Unido assinaram, recentemente, um novo acordo com o objetivo de acelerar o retorno de nigerianos ilegais na Grã-Bretanha, incluindo requerentes de asilo com pedido negado, pessoas que ultrapassaram o período de visto e infratores condenados.

O acordo entre os dois países foi assinado, semana passada, durante a visita de estado do Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, ao Reino Unido.

Entre Retornos mais rápidos e menos atrasos, uma característica do acordo é a decisão da Nigéria de aceitar documentos de identificação alternativos, frequentemente chamados de “cartas do Reino Unido”, para indivíduos que não possuem passaportes válidos.

Com o acordo espera-se que sejam eliminados obstáculos administrativos que anteriormente atrasaram as deportações, permitindo que as autoridades do Reino Unido processem os retornos mais rapidamente.

As autoridades do Reino Unido dizem que o acordo pode ter um impacto imediato, numa altura em que dados do governo indicam que cerca de 961 nigerianos esgotaram os seus direitos de asilo.

Enquanto isso,  mais de 1.100 cidadãos ilegais nigerianos aguardam por deportação.

Além das deportações, o acordo amplia a cooperação entre ambos os países no combate ao crime organizado relacionado à imigração.

A Nigéria e o Reino Unido já haviam assinado uma parceria estratégica em novembro de 2024 para reforçar a cooperação económica, migratória e de segurança de ambos países. 

O actor norte-americano Chuck Norris, uma das figuras mais emblemáticas do cinema de ação e das artes marciais, morreu aos 86 anos. A informação foi confirmada pela família através das redes sociais.

“É com o coração pesado que a nossa família compartilha o falecimento repentino do nosso querido Chuck Norris”, pode ler-se na publicação. Segundo a mesma fonte, o ator morreu na quinta-feira, rodeado pela família e “em paz”, poucos dias depois de ter celebrado o seu 86.º aniversário, a 10 de março.

De acordo com a RTP, Norris encontrava-se hospitalizado na ilha de Kauai, no Havai, após uma emergência médica súbita. A causa da morte não foi divulgada, por opção da família, que preferiu manter as circunstâncias em privado.

Para o público, Chuck Norris ficou eternizado como um símbolo de força, disciplina e carisma, mas, para a família, era “um marido dedicado, pai e avô amoroso, e o coração da família”.

Nascido a 10 de março de 1940, em Ryan, Oklahoma, Carlos Ray Norris iniciou o seu percurso nas artes marciais durante o serviço na Força Aérea dos Estados Unidos, na Coreia do Sul. Tornou-se campeão mundial de karaté em peso médio durante seis anos consecutivos, entre 1968 e 1974, e viria a fundar o seu próprio sistema de combate, o Chun Kuk Do.

A transição para o cinema deu-se no início da década de 1970, com destaque para o filme “O Voo do Dragão” (1972), onde contracenou com Bruce Lee numa das cenas de luta mais icónicas da história do cinema. Ao longo das décadas seguintes, consolidou o estatuto de estrela em filmes como “Braddock: O Super Comando” e “The Delta Force”.

Na televisão, alcançou enorme popularidade com a série “Walker, Texas Ranger”, onde interpretou o ranger Cordell Walker, papel que marcou gerações e reforçou a sua projeção internacional.

Mesmo após se afastar dos grandes ecrãs, Norris manteve-se uma figura presente na cultura popular, nomeadamente através dos famosos “Chuck Norris Facts”, um fenómeno humorístico da internet que o retrata como uma figura quase invencível.

A morte de Chuck Norris marca o fim de uma era no cinema de ação, deixando um legado duradouro nas artes marciais, no entretenimento e na cultura popular mundial.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça explodir o  maior campo de gás do irão caso o país volte a atacar  as reservas de gás do Qatar. O aviso  surge depois de o Irão, em resposta a um ataque israelita, ter atacado a maior instalação do Qatar, provocando indignação a nível mundial.

O Irão alargou os seus ataques a importantes instalações energéticas no Médio Oriente, o que suscitou fortes avisos nesta quinta-feira por parte dos Estados árabes do Golfo, que consideraram tratar-se de uma escalada perigosa que ameaçava levá-los a um combate directo com Teerão.

Na quarta-feira, em resposta a um ataque contra o seu campo de gás de South Pars, Teerão lançou ataques de retaliação contra o maior campo de gás do vizinho Qatar, Ras Laffan, causando, segundo fontes citadas pela imprensa internacional, danos significativos e provocando uma ruptura diplomática entre os dois países.

Face ao sucedido, o presidente dos EUA, Donald Trump ameaçou explodir o maior campo de gás do Irão caso ataques do gênero voltem a se registar.

“Os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, vão fazer explodir a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e um poder que o Irão nunca viu ou testemunhou antes”, escreveu Trump nas redes sociais.

“Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que terá no futuro do Irão, mas se o GNL do Qatar for novamente atacado, não hesitarei em fazê-lo”, acrescentou o presidente norte americano. 

Os ataques agravam ainda mais a crise mundial dos preços do petróleo, uma vez que as exportações de energia continuam a ser bloqueadas, com Teerão a manter efetivamente fechado o Estreito de Ormuz, através do qual circula cerca de 20% da energia mundial.

O Presidente da República do Congo-Brazzaville, Denis Sassou NGuesso, foi reeleito para um quinto mandato consecutivo, de acordo com resultados provisórios anunciados nesta terça-feira pelas autoridades.

Sassou NGuesso obteve 94,82% dos votos, segundo anunciou na televisão estatal o Ministro do Interior do Congo-Brazzavile.

Os outros seis candidatos que desafiaram o líder de 82 anos, um dos  mais antigos da África, tendo governado por um total de 42 anos, ficaram para trás.

 A votação, que decorreu neste domingo, foi marcada por cortes da Internet em todo o país, como é habitual durante as eleições presidenciais neste país africano.. 

O ministro do interior anunciou uma participação de 84,65% e 2,6 milhões de votos contabilizados. Mas muitos locais de votação na capital, Brazzaville, registaram filas curtas ou inexistentes, pois os habitantes disseram não acreditar que a eleição resultaria numa mudança de liderança de Sassou NGuesso, que governa há muitos anos.

Sassou NGuesso, candidato pelo Partido Congolês do Trabalho, chegou ao poder pela primeira vez em 1979 e governou até 1992, quando organizou as primeiras eleições multipartidárias do país. Retornou ao poder como líder de uma milícia após uma guerra civil de quatro meses em 1997.

Outros dois grandes partidos boicotaram as eleições devido a alegações de práticas eleitorais injustas.

Um referendo constitucional em 2015 eliminou os limites de idade e de mandatos presidenciais, permitindo que ele se candidatasse novamente.

Um tribunal belga decidiu que Étienne Davignon, um ex-diplomata, de 93 anos, poderá ser julgado por cumplicidade no homicídio de Patrice Lumumba, ocorrido em 1961, no Congo. O político foi morto e o seu corpo desmembrado e dissolvido em ácido.

Segundo o Notícias ao Minuto, a decisão foi tomada, esta terça-feira, pelo tribunal belga.  O antigo diplomata, actualmente com 93 anos, poderá ser julgado por cumplicidade no homicídio, em 1961, de Patrice Lumumba, primeiro-ministro do Congo.

Étienne Davignon, que era um diplomata em formação na altura da morte do político, foi acusado de três crimes de guerra, de acordo com o tribunal de primeira instância de Bruxelas.

Em causa está a transferência ilegal de Lumumba e dos seus associados de Léopoldville (actual Kinshasa) para o Katanga, tratamento humilhante e degradante infligido aos três e a privação do direito a um julgamento justo.

Étienne Davignon, que chegou a ser vice-presidente da Comissão Europeia entre 1981 e 1985, é o único sobrevivente dos dez belgas acusados num processo criminal interposto pela família de Lumumba em 2011.

A decisão do tribunal de Bruxelas ainda é passível de recurso, mas se o julgamento avançar, Davignon será o primeiro oficial belga a ser levado à justiça pelo assassinato de Lumumba, ocorrido à 65 anos.

O Papa Leão XIV inicia, a partir de 13 de Abril, a sua primeira grande viagem ao continente africano, numa deslocação marcada por mensagens de paz, diálogo e justiça social. 

A agenda inclui visitas à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Na Argélia, Leão XIV vai protagonizar um momento histórico ao tornar-se o primeiro Papa a visitar o país. Estão previstos encontros com o presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, além de celebrações religiosas em Argel e Annaba, cidade ligada à memória de Santo Agostinho.

Nos Camarões, a visita ganha um tom mais sensível, com destaque para a crise na região anglófona. Em Bamenda, epicentro das tensões, o Papa deverá lançar um apelo à reconciliação, além de visitar instituições sociais, incluindo um orfanato.

Em Angola e na Guiné Equatorial, o foco recai sobre questões sociais e humanitárias, com encontros com líderes religiosos e homenagens às vítimas de tragédias recentes, reforçando o papel da Igreja na promoção da solidariedade.

O Irão descarta qualquer possibilidade de negociações com os Estados Unidos da América e garante que vai continuar a responder militarmente aos ataques. 

O posicionamento das autoridades iranianas surge após alegadamente os Estados Unidos da América terem interrompido as negociações anteriores com acções militares e insistem que, neste momento, a prioridade é a autodefesa. 

Como consequência, o Irão diz que não existem motivos para retomar o diálogo com Washington e nega que Teerão tenha pedido um cessar-fogo. 

Do lado israelita, o governo considera que o regime iraniano já está enfraquecido, mas avisa que a ofensiva está longe de terminar e admite que a guerra possa prolongar-se por várias semanas, para eliminar aquilo que descreve como ameaças existenciais vindas de Teerão.

O conflito está também a alastrar a outros países da região. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado dezenas de drones e mísseis nas últimas horas.

Israel rejeita a possibilidade de negociações com o Líbano para travar a violência na fronteira, e afirma que qualquer avanço rumo à paz depende de Beirute impedir novos ataques do Hezbollah contra território israelita.

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