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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, apelou para o fim da exploração dos recursos naturais africanos, durante a 39ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

Nesta cimeira, o político portugues afirmou que já basta “de exploração e pilhagem”, e reafirmou que África será uma prioridade até ao minuto final do seu mandato como secretário-geral, de acordo com a Lusa.

António Guterres apelou ainda à garantia de que os países africanos sejam os principais beneficiários dos seus próprios recursos minerais, por meio de cadeias de valor e manufatura justas e sustentáveis, sublinhando as recomendações do painel da ONU sobre Minerais Críticos para a Transição Energética.

No seu discurso, Guterres também deu destaque à acção climática, realçando a urgente necessidade de sistemas resilientes de água e saneamento, tendo em conta o aquecimento global. 

O secretário geral da ONU destacou o potencial de África como potência de energia limpa, tendo em conta que possui 60% da energia solar disponível a nível mundial. Apesar disto, o continente só recebe 2% do investimento mundial em energias limpas.

Em seguimento, Guterres pediu aos países desenvolvidos para triplicar o investimento na adaptação africana às alterações climáticas, relembrando que África será uma das regiões mais afectadas pelas mesmas, citando o aquecimento acelerado, secas, cheias, e níveis de calor fatais como exemplos de consequências que irão afectar África, mesmo tendo tido um dos menores contributos para o problema.

Numa declaração final, Guterres afirmou que é necessário incluir África na discussão das de decisões para o seu futuro, e que a ausência de representação africana permanente no conselho de segurança da ONU e “indefensável”, acrescentando que “estamos em 2026, não em 1946”; e defendeu a reforma de instituições globais para o efeito de resolver este problema.

Depois das reuniões de alto nível na Conferência de Segurança de Munique, Volodymyr Zelensky sublinhou que o foco mantém-se na defesa aérea, para protecção contra os mísseis balísticos russos. O Presidente da Ucrânia espera receber novo apoio militar dos aliados.

“Houve muitas reuniões e, o mais importante ainda, haverá um novo pacote de apoio à Ucrânia. A prioridade são os mísseis para  a defesa aérea, sobretudo, para nos protegermos das ameaças balísticas”, disse Zelensky, sublinhando que essa foi umas das questões levantadas em Munique. 

O presidente ucraniano disse esperar acordos que funcionem, visto que a defesa aérea é uma necessidade diária.

O Governo de Kinshasa na RDC concorda com a proposta de cessar-fogo baseada  no princípio de congelamento estrito e imediato das posições no conflito no leste do país. A informação foi divulgada, esta sexta-feira, pelas autoridades congolesas, na sequência da mediação angolana que apela ao fim do conflito a 18 de Fevereiro. 

O posicionamento da RDC surge depois da proposta feita por Angola ao governo congolês e ao grupo armado M23 para que as partes respeitem um cessar-fogo a partir de 18 de fevereiro próximo. 

A proposta do governo angolano, segue-se ao anúncio feito pelas Nações Unidas  sobre o envio das forças de manutenção da paz para o leste da RDC para fazer cumprir qualquer cessar-fogo. 

Apesar do governo de Kinshasa ter aceite a proposta angolana, sem avançar quaisquer datas,  o grupo armado M23 ainda não respondeu oficialmente.  

A República Democrática do Congo tem sido alvo do M23 desde o ressurgimento do grupo anti-governamental em 2021. 

De lá a esta parte os ataques se intensificaram e o movimento armado M23 tomou a capital provincial de Kivu Norte, Goma, em janeiro do ano de 2025, como parte de uma ofensiva relâmpago pelo leste do país que deixou milhares de mortos.

Recorde-se que os esforços de paz liderados pelo Qatar e pelos Estados Unidos já levaram à assinatura de dois acordos de paz. 

A República de Angola passou oficialmente, neste sábado, a presidência rotativa da União Africana (UA) à República do Burundi, no âmbito da 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Addis Abeba, capital da Etiópia.

O presidente angolano, João Lourenço, que liderou a organização continental ao longo dos últimos 12 meses, encerra um mandato marcado por diplomacia ativa e diálogo sobre paz, segurança e integração regional. A sua presidência destacou iniciativas em áreas como infraestruturas e cooperação económica, alinhadas com as agendas africanas de desenvolvimento de longo prazo.

O novo presidente em exercício da União Africana é o chefe de Estado do Burundi, Évariste Ndayishimiye, que assume o cargo num momento em que a organização enfrenta desafios continentais significativos, incluindo conflitos regionais, segurança alimentar, mudanças climáticas e pressões por reformas institucionais.

A cimeira deste ano, realizada sob o lema de garantir recursos hídricos sustentáveis e sistemas de saneamento eficazes para alcançar os objetivos da Agenda 2063, reúne líderes africanos para debater prioridades políticas, económicas e sociais, bem como estratégias de cooperação para o futuro do continente.

Moçambique também marcou presença nas sessões da cimeira, aproveitando o encontro de chefes de Estado para procurar apoio internacional à reconstrução após as recentes inundações e desastres naturais, reforçando a importância da solidariedade continental.

A República Democrática do Congo (RDC) afirma que aceitou a proposta de cessar-fogo da parte de Angola, que tem sido um mediador-chave neste conflito entre o governo e o grupo rebelde 23 de Março (M23). 

Angola propôs que o cessar-fogo entrasse em efeito a partir do dia 18 de Fevereiro, sendo esta data dependente de uma declaração pública de aceitação vinda de ambas as partes deste conflito. 

O Presidente da RDC, Felix Tshisekedi, afirmou, num comunicado, que aceitou esta proposta com o objectivo de encontrar uma solução pacífica para o conflito, reiterando a sua fidelidade à estabilidade regional.

O grupo rebelde M23 afirma que ainda não foi informado acerca desta proposta e reitera que se mantém fiel à estrutura de monitorização de cessar-fogo da parte do Qatar, outro mediador do diálogo entre o governo da RDC e o M23. 

O grupo também afirmou que não foi convidado para a mesa de diálogo em Luanda e que não conhece os detalhes da proposta angolana. 

 

O Ciclone Gezane já fez pelo menos 35 vítimas mortais, centenas de feridos e seis desaparecidos em Madagascar e causou devastação na segunda maior cidade. Devido a gravidade do fenômeno, o presidente Michael Randrianirina pediu solidariedade internacional.

Subiu para 35 o número de  vítimas mortais devido ao ciclone Gezani que atravessou a costa do Madagascar nesta terça-feira devastando a cidade costeira de Toamasin, tendo  provocado igualmente 374 feridos e seis desaparecidos, de acordo com  o balanço apresentado pela autoridade de gestão de desastres da ilha do Oceano Índico. 

Ainda de acordo com os dados das autoridades, mais  de 8.800 pessoas foram deslocadas,  mais de 18 mil casas foram destruídas, e 50 mil estão inundadas.

Devido a gravidade do cenário, o presidente malgaxe Coronel Michael Randrianirina pediu solidariedade internacional.

Os serviços meteorológicos consideram que a chegada do ciclone Gezani à costa foi provavelmente uma das mais intensas já registradas na região, rivalizando com Geralda, em fevereiro de 1994, que causou pelo menos 200 mortos e afectou mais de meio milhão de pessoas.

Moçambique já está em alerta devido à previsão da passagem do ciclone Gezani entre esta  e sexta-feira  sábado

O Presidente francês pediu, esta quinta-feira, para a União Europeia tomar “decisões concretas” sobre a competitividade e o mercado único até Junho, considerando que deve avançar-se com parcerias entre grupos restritos de países, caso os 27 não cheguem a acordo.

Em declarações aos jornalistas à entrada para o retiro informal dos líderes da UE, aonde chegou acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, Emmanuel Macron defendeu que a “Europa deve agir muito claramente” para aumentar a competitividade da sua economia.

“O diagnóstico está feito – com os relatórios Draghi e Letta – e estamos a ser muito pressionados [para agir], com uma pressão muito forte da China, tarifas a serem-nos impostas pelos Estados Unidos e ameaças de medidas coercivas. Tudo isso requer uma reação”, sustentou, citado pelo Noticias ao Minuto, antes de entrar no castelo de Alden Biesen, onde decorre o retiro.

Para o chefe de Estado francês, a prioridade da UE deve ser tomar decisões “a muito curto prazo” nas matérias em que já há consenso, designadamente a nível de “simplificação [de burocracias], aprofundamento do mercado único, questões energéticas e de financiamento”.

Ao lado de Merz, Macron referiu ainda haver um “acordo franco-alemão muito forte sobre a união dos mercados de capital”.

Além destas questões de curto prazo, o Presidente francês considerou ainda que a UE deve ter como prioridade “continuar a diversificar” as suas parcerias a nível mundial, adotar medidas de preferência europeia em “alguns sectores críticos e ameaçados” e “continuar a financiar a inovação, com financiamento público e privado”.

“Vamos avançar nesses aspectos e o importante é que andemos rápido e que tomemos decisões muito concretas até Junho. Em Junho, veremos onde é que estamos e, se em alguns aspectos não conseguirmos avançar a 27, então decidirmos avançar no âmbito de cooperações reforçadas”, afirmou.

As cooperações reforçadas são um mecanismo que permite que um conjunto de pelo menos nove Estados-membros decida avançar com parcerias em áreas específicas, caso não se alcance um acordo entre os 27 Estados-membros da UE.

Por sua vez, o chanceler alemão Friedrich Merz também defendeu que é preciso garantir que a UE tem uma “indústria competitiva na Europa” e disse haver um acordo entre a França e a Alemanha sobre estas matérias.

“Espero que hoje demos um passo em frente, sem tomarmos decisões, mas preparando as decisões que serão tomadas daqui a quatro semanas, quando nos reunirmos para a próxima cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas”, em Março, disse.

Também em declarações à entrada para este retiro, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, considerou que uma eventual adesão da Ucrânia à UE em 2027 não passa de “belos sonhos”.

Questionado sobre como é que acha que a UE deve aumentar a sua competitividade, Orbán defendeu que, “primeiro, é preciso acabar com a guerra, porque a guerra é má para os negócios”.

“Segundo, se precisas de dinheiro para competires, não o dês a outras pessoas. Por isso, não envies o teu dinheiro para a Ucrânia. Em vez disso, devias investi-lo na tua própria economia. Terceiro, reduzir o preço da energia. É assim tão simples, não é complicado”, disse citado pelo Noticias ao Minuto.

Os líderes da União Europeia (UE), sem o primeiro-ministro português, reuniram-se esta quinta-feira num retiro na Bélgica para discutir como aumentar a competitividade e o crescimento económico comunitário, quando se fala numa Europa a duas velocidades na cooperação financeira.

Os residentes de Joanesburgo protestam contra semanas sem água nas torneiras, um cenário que gera frustração nos manifestantes, que pedem que a crise seja declarada um desastre nacional.

Há quase um mês  residentes em Joanesburgo, uma das principais cidades da África do Sul, com mais de 6 milhões de habitantes, estão com torneiras secas. Este cenário gera indignação nos moradores pelo que, saíram às ruas, exigindo ação urgente das autoridades municipais.

Os manifestantes dizem que o abastecimento de água tem sido pouco fiável durante semanas, com algumas famílias a relatar cenário de pouca ou nenhuma água a jorrar nas torneiras desde dezembro de 2025.  Alguns Subúrbios têm sido muito afectados.

Em meio a crescente indignação, o presidente da Câmara de Joanesburgo, Dada Morero, afirmou que as autoridades estão a trabalhar com as comunidades para estabilizar o abastecimento e evitar cenários piores.  

Os manifestantes estão agora a pedir que a crise seja declarada um desastre nacional, uma medida que, segundo eles, desbloquearia financiamento de emergência, conhecimento técnico e recursos necessários para reparar a infraestrutura hídrica envelhecida e sobrecarregada da cidade.

Os Estados Unidos da América vão enviar cerca de 200 soldados à Nigéria, para ajudar no treino das forças militares do país, no combate a grupos militantes islâmicos.

Cerca de 200 soldados serão enviados para a Nigéria pelo governo dos  Estados Unidos de America.  A informação foi partilhada recentemente por um responsável norte-americano.

A decisão surge semanas depois de o presidente Donald Trump ter autorizado ataques aéreos contra o que ele descreveu como posições do Estado Islâmico na região.

Na semana passada, o exército norte americano confirmou a presença de uma pequena equipa na Nigéria, embora não tenha avançado números concretos. O anúncio representa o primeiro reconhecimento oficial de forças americanas no terreno após os ataques aéreos de Washington a aquele país no dia de Natal.

Os soldados adicionais terão a missão de apoiar um número limitado da equipe dos EUA já presente no país, que tem trabalhado com as forças nigerianas para reforçar as operações de contraterrorismo.

O ataque norte americano à Nigéria, alegou que as autoridades não conseguiram proteger as comunidades cristãs dos militantes islamitas no noroeste. Os responsáveis nigerianos rejeitam as acusações de estarem a visar grupos religiosos específicos, sublinhando que as operações militares se destinam a facções armadas que ameaçam tanto cristãos como muçulmanos. 

O país tem enfrentado uma ameaça persistente do Boko Haram e da Província do Estado Islâmico na África Ocidental cujos ataques a comboios militares e civis têm aumentado nos últimos meses. 

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