O País – A verdade como notícia

Pelo menos 200 pessoas morreram devido às fortes chuvas que desencadearam uma série de deslizamentos de terra catastróficos numa mina no leste da República Democrática do Congo.

A chuva que  caiu na semana passada na República Democrática do Congo causou um deslizamento da terra, que segundo populares citados pela Africa News arrastou várias pessoas, algumas delas foram engolidas pela água.

Em resultado deste fenómeno, pelo menos 200 pessoas perderam a vida. 

De acordo com um porta-voz do governador da província de Kivu do Norte, nomeado pelos rebeldes, entre as vítimas estão mineiros, crianças e mulheres que trabalham no mercado.

Ainda segundo a fonte, pelo menos 20 feridos estão a receber tratamento, alguns em unidades de saúde locais, enquanto outros serão transferidos para Goma, a cidade mais próxima, a cerca de 50 quilómetros de distância.

Com as operações de busca e resgate ainda em curso, as autoridades afirmam que o número de mortos poderá  aumentar.

O local está sob o controle do grupo rebelde M23 desde 2024.

Zelensky já tinha dado a entender que existia a possibilidade de que a instabilidade no Médio Oriente e as tensões em torno do Irão levassem os Estados Unidos a adiar a reunião.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou ontem que os próximos contactos trilaterais com a Rússia e com os EUA em Abu Dhabi terão lugar nos próximos dias 04 e 05 de Fevereiro e não ontem (domingo), como originalmente previsto.

“A Ucrânia está pronta para uma discussão substancial e estamos interessados em garantir que o resultado nos aproxima de um fim real e digno da guerra”, escreveu nas suas redes sociais.

“A nossa equipa de negociação acaba de informar. Foram estabelecidas as datas para os próximos encontros trilaterais: 04 e 05 de Fevereiro em Abu Dhabi”, disse Zelensky e agradeceu “a todos os que estão a ajudar”.

Até agora estava previsto que, após os primeiros contactos, o próximo encontro das delegações, que vão negociar, acontecesse este domingo na capital dos Emirados, embora nenhuma das partes o tivesse confirmado oficialmente.

No entanto, Zelenski já tinha dado a entender que existia a possibilidade de que a instabilidade no Médio Oriente e as tensões em torno do Irão levassem os Estados Unidos a adiar a reunião.

Os primeiros encontros, há uma semana, foram construtivos, segundo os envolvidos, e neles abordou-se, por exemplo, segundo o Presidente ucraniano, a trégua parcial contra os alvos do sistema energético que foi anunciada posteriormente na quinta-feira pelo líder norte-americano, Donald Trump, e que ambas as partes parecem ter cumprido até agora.

No entanto, um dos principais obstáculos que se mantêm é a questão territorial e na sexta-feira Zelenski insistiu que a Ucrânia não aceitará as exigências territoriais da Rússia, que quer ficar com todo o Donbass para pôr fim à guerra.

“Até ao momento não encontramos um compromisso na questão territorial, concretamente sobre a parte este da Ucrânia. Estamos a falar da região de Donetsk”, disse Zelenski, citado pela agência pública ucraniana Ukrinform, numa conferência de imprensa realizada em Kyiv.

O Presidente ucraniano voltou a mostrar-se aberto à possibilidade proposta pelos EUA de criar uma zona económica livre sem presença militar na área atualmente sob controlo de Kyiv, exigida por Moscovo, mas deixou claro que isso deve acontecer sem que este território deixe de ser ucraniano.

Desde o fim de semana passado, os contactos diplomáticos têm continuado, e o emissário da Casa Branca para o conflito, Steve Witkoff, reuniu-se este sábado na Florida com o enviado especial russo Kiril Dmitriev, num encontro que foi considerado “produtivo”.

Os Estados Unidos da América ordenaram, hoje, a saída imediata do Níger dos seus funcionários diplomáticos não essenciais e suas respectivas famílias.

O anuncio foi feito dois dias depois de um ataque reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, contra o aeroporto da capital, Niamey, na quinta-feira. 

Através de uma comunicado, o Departamento de Estado citou “riscos de segurança” para justificar a decisão. Embora não seja comum que haja ataques na capital do Níger.

O chefe da junta militar, no poder desde 2023, o general Abdourahamane Tiani, conduz uma política soberanista e expulsou os soldados franceses e norte-americanos envolvidos na luta anti-extremista no país.

O presidente da UNITA, partido da oposição em Angola, disse hoje que vai apresentar um pacto de transição a ser aplicado depois das eleições do próximo ano, para garantir que o período pós-eleitoral seja isento de conflito e violência.

Como em vários países africanos, Angola debate-se com questões de transparências durante os processos eleitorais.

Em entrevista à DW, o líder da UNITA defendeu que a presença internacional é crucial para evitar fraudes, apontando a necessidade de credibilidade no processo eleitoral e alertou para consequências na estabilidade de Angola caso a União Europeia não observe as eleições gerais.

Adalberto Costa Júnior falou à DW no âmbito do lançamento, em Lisboa, do seu livro “Juntos Por Angola – Outro Passo para a Liberdade”, que retrata as eleições gerais de 2022 e apresenta a sua perspectiva sobre os desafios e cenários da ida às urnas em 2027.

Sobre o último ponto, o líder da UNITA disse à agência de notícias  Lusa que o seu partido vai apresentar um pacto de transição a ser aplicado depois das eleições do próximo, cujo objectivo é garantir que o período pós-eleitoral seja isento de conflito e violência.

Seis membros da polícia e da guarda costeira italianas foram  julgados pelo naufrágio de 2023, no qual pelo menos 94 migrantes morreram e outros foram dados como desaparecidos.

Trinta e cinco crianças estavam entre os mortos quando o barco se chocou contra as rochas na costa da cidade turística de Steccato di Cutro, em Fevereiro de 2023.

Os réus são acusados ​​de homicídio culposo por não terem iniciado operações de resgate que poderiam ter evitado o naufrágio, apesar de terem conhecimento da presença da embarcação durante horas.

O barco superlotado havia partido da Turquia transportando pessoas do Afeganistão, Síria, Irã e Paquistão. Dezenas de corpos e os destroços do barco foram posteriormente encontrados na praia, naquele que foi o pior desastre na costa da Calábria em uma década.

Cerca de 80 pessoas sobreviveram, mas as autoridades dizem que muitas mais podem ter morrido. O acidente desencadeou duras críticas à postura intransigente da primeira-ministra italiana de extrema-direita, Giorgia Meloni, em relação aos migrantes que chegam de barco. 

O naufrágio ocorreu poucos dias após a aprovação no Parlamento italiano de polémicas novas regras sobre o resgate de migrantes propostas pela coalizão de governo liderada pela extrema direita, que exige que os navios humanitários realizem apenas um resgate por viagem ao mar.

 

Depois da África do Sul expulsar o mais alto diplomata de Israel em Pretória, Israel respondeu, declarando, nesta sexta-feira, o embaixador sul-africano, Shaun Edward Byneveldt, como persona non grata.

Israel anunciou, ontem, a expulsão do encarregado de negócios da embaixada da África do Sul em Telavive, em resposta a idêntica medida relativa ao representante israelita em Pretória, pelas autoridades sul-africanas.

“Na sequência dos ataques mentirosos da África do Sul contra Israel na cena internacional e da iniciativa unilateral e infundada tomada contra o encarregado de negócios de Israel na África do Sul (…) o mais alto representante diplomático da África do Sul (…) Shaun Edward Byneveldt, é declarado ‘persona non grata’ e deve abandonar Israel no prazo de 72 horas”, lê-se no texto publicado na rede social X, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

Na nota da diplomacia israelita é adiantado que, oportunamente, serão consideradas “outras medidas adicionais”. 

Segundo a imprensa internacional, na manhã desta sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano anunciou ter ordenado a expulsão do encarregado de negócios da Embaixada de Israel na África do Sul, o mais alto diplomata em Pretória, também no prazo máximo de 72 horas.

O ministério “informou o Governo do Estado de Israel da sua decisão de declarar Ariel Seidman, encarregado de negócios da Embaixada de Israel, persona non grata”, segundo um comunicado citado por Lusa .

A decisão “surge na sequência de uma série de violações inaceitáveis das normas e costumes diplomáticos, que constituem uma violação directa da soberania da África do Sul”, prosseguiu o ministério.

“Estas violações incluem o uso reiterado das plataformas oficiais das redes sociais israelitas para lançar ataques insultuosos contra Sua Excelência o Presidente Cyril Ramaphosa, bem como a omissão deliberada de informar o ministério sobre alegadas visitas de altos responsáveis israelitas” ao país, acrescentou o comunicado da diplomacia sul-africana.

Nesse sentido, Seidman “é obrigado a abandonar a República no prazo de 72 horas”, indicou o ministério, que exortou ao Governo israelita a garantir, no futuro, que a sua diplomacia “dê provas do respeito devido à República” da África do Sul.

O líder da oposição na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, já saiu da prisão depois de ter sido mantido preso por 66 dias pelos militares que assumiram o poder desde o golpe de Estado ocorrido a 26 de Novembro de 2025. As eleições presidenciais no país foram marcadas para 06 de Dezembro. 

Ao fim de 66 dias de cativeiro, Domingos Simões Pereira deixa a prisão da segunda esquadra, adjacente ao Ministério do Interior da Guiné-Bissau, para uma prisão domiciliária.

O líder do PAIGC, antigo primeiro-ministro e presidente do Parlamento da guineense dissolvido inconstitucionalmente, foi detido em Novembro do ano passado, na sequência do golpe de estado liderado pela junta militar que assumiu o poder do país. 

Apesar de não ter sido apresentada uma culpa formada, Simões Pereira foi mantido em prisão com uma limitação de contactos com o exterior, tendo sido, igualmente, detidos outros opositores políticos do então presidente do país, Umarro Sissoco Embaló.

Nos últimos dois meses no poder, liderados pelo presidente de transição, o general Horta Inta-a, os  militares alteraram a Constituição Guineense, atribuindo mais poderes à figura do Presidente da República, e marcaram novas eleições gerais para 06 de Dezembro.

Já Fernando Dias da Costa, que reclama ter sido o vencedor das eleições presidenciais de 23 de Novembro, regressou  à sua residência depois de ter recebido asilo político  na embaixada da Nigéria, segundo a imprensa internacional. 

A mediação do processo que culminou com a libertação de Domingos Simões Pereira foi mediada pelo Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye. 

Recorde-se que a  26 de Novembro de 2025, os militares tomaram o poder, depuseram o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, e o processo eleitoral foi interrompido sem a divulgação dos resultados oficiais.

O governo militar de Burkina Faso dissolveu todos os partidos políticos, esta quinta-feira, cujas actividades estavam suspensas desde que Ibrahim Traoré  assumiu o poder em 2022.

O capitão Ibrahim Traoré assumiu o poder em um golpe de Estado em Setembro de 2022, após derrubar outra junta militar, e desde então tem silenciado drasticamente as vozes dissidentes.

Anteriormente, os partidos estavam proibidos de realizar reuniões públicas, mas ainda tinham permissão para funcionar internamente.

Em um comunicado da presidência, citado pela African News, o Governo acredita que a proliferação de partidos políticos levou a abusos, alimentou divisões entre os cidadãos e enfraqueceu o tecido social.

Um projecto de lei que dissolve os partidos políticos será agora enviado à Assembleia Legislativa de Transição o mais breve possível, afirmou o ministro da Administração Territorial, Emile Zerbo.

Os bens dos partidos dissolvidos serão transferidos para o Estado, acrescentou. A decisão visa preservar a unidade nacional, fortalecer a coerência da acção governamental e abrir caminho para a reforma da governança política.

A decisão eliminou gradualmente 100 partidos políticos, 15 dos quais têm representantes no parlamento. O golpe de Estado de Traoré em 2022 depôs Paul-Henri Damiba, que havia assumido o poder apenas nove meses antes.

Após se exilar no Togo, Damiba foi regularmente acusado pelos governantes militares de Burkina Faso de planear golpes de Estado e tentativas de assassinato – a mais recente no início deste mês.

Pelo menos 11 pessoas perderam a vida, esta quinta-feira, na sequência de uma colisão entre um táxi do tipo minibus e um camião, na África do Sul, informaram fontes governamentais e os serviços de emergência.

O sinistro ocorreu nas proximidades da cidade de Durban, na província de KwaZulu-Natal, no leste do país. De acordo com um comunicado do Departamento Provincial dos Transportes, citado por Siboniso Duma, entre as vítimas mortais encontra-se uma criança, embora os dados ainda sejam considerados preliminares.

Segundo testemunhos recolhidos no local, o acidente terá sido provocado por uma manobra de inversão de marcha efetuada pelo condutor do camião, que resultou numa colisão frontal com o táxi minibus.

O porta-voz do serviço privado de emergência ALS Paramedics, Garrith Jamieson, citado pela Lusa, confirmou a existência de 11 óbitos e referiu que várias pessoas ficaram gravemente feridas. Entre elas encontra-se o motorista do táxi, que ficou encarcerado nos destroços do veículo.

Este acidente ocorre poucos dias depois de outro episódio trágico registado perto de Joanesburgo, no passado dia 19 de janeiro, que resultou na morte de 14 crianças, após a colisão entre um autocarro escolar e um camião. Na ocasião, o condutor do autocarro foi detido e acusado de 14 crimes de homicídio, depois de as autoridades terem concluído que conduzia de forma imprudente ao ultrapassar uma fila de viaturas antes do embate. Inicialmente acusado de homicídio por negligência, o jovem de 22 anos viu as acusações agravadas para homicídio, segundo o Ministério Público.

Os táxis minibus constituem o principal meio de transporte público na África do Sul, sendo utilizados por cerca de 70 por cento dos passageiros que se deslocam diariamente para o trabalho. Muitos pais recorrem igualmente a estes transportes privados para levar os filhos à escola.

Nos últimos meses, vários acidentes envolvendo transporte escolar têm sido registados no país. Em outubro, 18 crianças ficaram gravemente feridas num acidente no leste da África do Sul, enquanto em setembro pelo menos cinco alunos morreram e outros oito ficaram feridos num incidente semelhante.

Este é mais um episódio de uma série de acidentes rodoviários fatais num país que dispõe de uma rede viária moderna, mas onde a sinistralidade continua elevada, sobretudo devido ao excesso de velocidade, condução perigosa e más condições mecânicas dos veículos.

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