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Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão vender até 50 milhões de barris de petróleo entregues pelas autoridades interinas da Venezuela. Segundo Trump, o produto é de “alta qualidade, sujeito a sanções”.

De acordo com o presidente dos EUA, a commodity será vendida “a preço de mercado”, e o dinheiro será controlado por ele “para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

Trump ainda disse que solicitou ao Secretário de Energia, Chris Wright, que execute este plano imediatamente.

“O petróleo será transportado por navios-tanque e levado diretamente aos portos de descarga nos Estados Unidos”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social, cita a BBC.

Nesta terça, os contratos futuros de petróleo fecharam em queda com o mercado prevendo uma oferta global abundante. Os investidores também demonstravam incerteza quanto aos desdobramentos dos ataques americanos à Venezuela.

O presidente norte-americano também disse em discurso, nesta terça-feira, que pretende conversar com petrolíferas dos EUA em breve sobre extrações na Venezuela. Um membro do governo Trump, o secretário do Interior Doug Burgum, citou que existem maneiras de impulsionar rapidamente o setor da commodity no país sul-americano.

Pelo menos 16 pessoas morreram e 25 ficaram feridas, entre esta segunda e terça-feira, na Indonésia, em resultado de inundações repentinas. 700 pessoas encontram-se desalojadas devido à destruição das suas residências. 

Pelo menos 16 pessoas morreram e três estão desaparecidas após inundações repentinas provocadas por chuvas torrenciais na Indonésia, segundo anunciaram as autoridades locais, nesta terça-feira 

De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes, as chuvas que caem, já há alguns dias, fizeram com que transbordassem as margens dos rios, no norte do país, deixando quatro povoados alagados. 

As equipas de emergência, responsáveis pelas operações de salvamento, encontram-se nas zonas afectadas para resgatar mais vítimas, entretanto, em alguns locais, o acesso foi dificultado por estradas danificadas e comunicações interrompidas. 

As inundações obrigaram cerca de 700 residentes a procurarem abrigos temporários em igrejas e edifícios públicos.

As autoridades da região declararam um período de resposta de emergência de 14 dias para acelerar a prestação de ajuda, evacuações e reparações de infraestruturas após as inundações que causaram, até então, 25 feridos.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, expressou profunda preocupação com a recente acção militar dos EUA na Venezuela, exigindo a libertação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa. Ramaphosa alertou que os acontecimentos representam uma séria ameaça à estabilidade regional e à paz internacional, e instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a intervir.

Ao abordar o assunto, Ramaphosa afirmou que a captura do presidente Maduro constitui uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Enfatizou ainda que o Conselho de Segurança é o único órgão internacional com mandato para tratar de questões de paz e segurança e pediu que este exerça sua sabedoria coletiva para resolver a crise.

O Presidente sul africano alertou que o incidente poderia criar um precedente perigoso, dando, na prática, “carta branca” para intervenções militares contra Estados soberanos. Ramaphosa afirmou que tais acções minam a ordem global baseada em regras e devem ser tratadas por meio de instituições multilaterais.

A reação internacional tem sido bastante dividida. China e Rússia lideraram a condenação da medida dos EUA, descrevendo-a como ilegal e desestabilizadora, enquanto outros países manifestaram apoio, aprofundando as divisões globais.

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas “ações valentes”, que levaram à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro.

Durante uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, citada por Lusa, María Corina Machado recordou que, em Outubro, dedicou a Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído.

Machado salientou que teve de deixar a Venezuela em segredo para viajar até Oslo para receber o galardão, embora tenha chegado demasiado tarde para assistir à cerimónia oficial.

A líder da oposição declarou que planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados Unidos.

Machado disse ainda que a oposição que lidera transformaria a Venezuela num centro energético para as Américas, restabeleceria o Estado de direito para garantir a segurança do investimento estrangeiro e facilitaria o regresso dos venezuelanos que, segundo diz, fugiram do país desde que Maduro chegou ao poder, em 2013.

A líder da oposição indicou que o movimento que representa alcançaria “mais de 90% dos votos” em eleições livres e justas.

Segundo Lusa, Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país.

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

O secretário-geral da ONU expressou “profunda preocupação” com a acção militar norte-americana na Venezuela e pediu respeito pelo Direito Internacional, que “proíbe o uso da força contra a integridade territorial dos Estados”.

Citado no Conselho de Segurança pela subsecretária para os Assuntos Políticos, Rosemary A. DiCarlo, António Guterres manifestou-se igualmente preocupado com a possível “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela e com o impacto que tal situação poderá ter na região, e apelou a todos os actores venezuelanos para participarem num “diálogo inclusivo e democrático que respeite os direitos humanos, o Estado de direito e a soberania nacional”, cita Lusa.

O líder da ONU recordou que, no momento do discurso ao Conselho de Segurança, Nicolás Maduro se encontra detido em Nova Iorque, juntamente com a mulher, Cilia Flores, acusado de crimes graves pelas autoridades norte-americanas.

Além disso, Guterres sublinhou a necessidade de “respeitar o Direito Internacional, consagrado na Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política dos Estados”.

O responsável máximo da ONU salientou também que a paz internacional depende do empenho de todos os países no cumprimento de tais normas.

DiCarlo disse que o secretário-geral especificou que a ofensiva norte-americana incidiu sobre Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, embora o número exacto de vítimas seja ainda desconhecido.

Analisou ainda a crise venezuelana dos últimos anos e recordou as eleições presidenciais de Julho de 2024, cuja transparência foi questionada, bem como as “graves violações de direitos humanos documentadas” pelo Gabinete do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Instou, por isso, todos os atores venezuelanos a participarem num “diálogo inclusivo e democrático” que respeite os direitos humanos, o Estado de direito e a soberania do povo.

Exortou também aos países vizinhos e a comunidade internacional a “agirem com solidariedade, promovendo a coexistência pacífica e apoiando iniciativas para encontrar uma solução não-violenta para a crise” venezuelana.

Através da representante, Guterres destacou que “o primado do direito deve prevalecer” e que “o Direito Internacional propõe instrumentos para lidar com problemas como o tráfico de droga, as disputas sobre recursos naturais e as violações de direitos humanos”.

A terminar, o líder das Nações Unidas sustentou que a única forma plausível de ultrapassar a actual crise é através do respeito das normas internacionais e da ordem jurídica mundial.

Refira-se que os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Vários países africanos reagiram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sequência de um ataque norte-americano à Venezuela. Enquanto África do Sul e Gana condenaram de forma explícita a ação dos Estados Unidos, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) optaram por posições mais cautelosas. Outros países do continente, entre eles Angola, enviaram mensagens de apoio a Caracas.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira (05.01), a CEDEAO reconheceu o direito dos Estados de combater o crime internacional, mas apelou simultaneamente ao respeito pela soberania e pela integridade territorial da Venezuela, princípios consagrados no direito internacional e na Carta das Nações Unidas.

A organização regional, que integra 12 países, manifestou ainda apoio à posição da União Africana, que defendeu a moderação e o diálogo inclusivo com o povo venezuelano.

Também a União Africana evitou uma condenação direta ao ataque dos Estados Unidos. Num comunicado divulgado na noite de sábado, a organização sublinhou que os problemas internos da Venezuela devem ser resolvidos por via do diálogo. A UA reafirmou o seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, nomeadamente o respeito pela soberania dos Estados, pela integridade territorial e pelo direito dos povos à autodeterminação. A organização pan-africana destacou igualmente a importância da resolução pacífica de litígios, do diálogo e do respeito pelos quadros constitucionais e institucionais, num contexto de cooperação e coexistência pacífica entre as nações.

Já a África do Sul assumiu uma posição mais firme, afirmando, em comunicado, que os acontecimentos “minam a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”.

O Governo do Gana também condenou o “uso unilateral da força” por parte dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando que as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, “evocam a época colonial e imperialista e estabelecem um precedente perigoso para a ordem mundial”. O executivo ganês apelou ainda à libertação do chefe de Estado venezuelano.

“O Governo do Gana acompanha a situação na Venezuela com grande preocupação e sublinha que tais ataques ao direito internacional, as tentativas de ocupação de territórios estrangeiros e o aparente controlo externo dos recursos petrolíferos têm implicações extremamente adversas para a estabilidade internacional e a ordem mundial”, refere um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil Pinto, revelou nas redes sociais ter recebido mensagens de apoio de vários países africanos, entre os quais Angola, Namíbia, Burkina Faso, Libéria, Chade, Níger, Gâmbia e Burundi.

No sábado, forças militares norte-americanas realizaram um ataque contra a Venezuela, que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a congressista Cilia Flores. Ambos foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, e deverão comparecer hoje pela primeira vez em tribunal, onde enfrentarão várias acusações relacionadas com tráfico de droga e corrupção.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são esperados hoje no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York. Eles serão notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, vai comparecer, esta segunda-feira, perante um juiz de Nova Iorque, às 15 horas de Moçambique.

A comparência de Maduro foi confirmada pelo Tribunal Federal do Distrito Sul, em Manhattan, local onde o líder da Venezuela e sua esposa vão ser notificados formalmente das acusações pela Justiça dos EUA.

Maduro é acusado pela justiça norte-americana de “narcoterrorismo”, importação de cocaína para os Estados Unidos e posse de armas.

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar e julgar o líder venezuelano e a sua mulher, Cilia Flores.

Maduro passou a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque.

O julgamento sobre o caso pode demorar mais de um ano, segundo o jornal The New York Times. Não há informação sobre se Maduro e a esposa indicaram advogados ou se serão representados por um defensor cedido pelos EUA.

A presidente interina da Venezuela ofereceu-se, nesta segunda-feira, para colaborar com os Estados Unidos da América, numa agenda focada no “desenvolvimento partilhado”, adoptando um tom conciliatório pela primeira vez desde que as forças norte-americanas detiveram o presidente venezuelana, Nicolás Maduro.

Num comunicado publicado nas redes sociais, citado pela imprensa internacional,  a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o seu Governo está a dar prioridade à construção de relações de respeito com os EUA, depois de ter criticado a operação de sábado como uma apropriação ilegal dos recursos naturais do país.

“Convidamos o Governo dos EUA a colaborar connosco, numa agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento partilhado, dentro da estrutura do direito internacional, para fortalecer a convivência comunitária duradoura”, disse Rodríguez. “O Presidente Donald Trump, os nossos povos e a nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”.

Rodríguez, que também desempenha as funções de ministra do petróleo, é considerada há muito tempo o membro mais pragmático do círculo próximo de Maduro, e Trump tinha declarado que ela estava disposta a trabalhar com os EUA.

Publicamente, no entanto, a Presidente interina e outros funcionários classificaram as detenções de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, como um rapto e afirmaram que Maduro continua a ser o líder legítimo da nação.

Trump declarou aos jornalistas, no domingo, que poderia ordenar outro ataque caso a Venezuela não coopere com os esforços dos EUA para abrir a sua indústria petrolífera e combater o narcotráfico.

Trump ameaçou ainda com acções militares na Colômbia e no México e disse que o regime comunista de Cuba “parece estar prestes a cair” por si só. As embaixadas da Colômbia e do México em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O Ministério das Relações Exteriores da China exigiram que os Estados Unidos libertem imediatamente o líder venezuelano,  Nicolás Maduro, e sua esposa, e resolver a situação na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

O apelo à libertação imediata do líder venezuelano,  foi apresentado através de um comunicado no site do Ministério das Relações Exteriores chinês, na manhã deste domingo. 

A China exigiu ainda a garantia de segurança para Maduro e sua esposa, alegando que a deportação deles violou o direito e as normas internacionais.

Logo após o ataque em território venezuelano, o governo chinês já havia condenado a acção militar americana, e disse estar profundamente chocado  com o uso da força por Washington contra um Estado independente.

 Para o governo chinês, a operação representa uma afronta directa à soberania venezuelana e ao princípio de não intervenção.

Segundo Pequim, o episódio reflecte um comportamento hegemônico, que coloca em risco a paz e a segurança regional.

A China é uma das principais parceiras políticas e económicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que disputas internas no país devem ser resolvidas pelo povo venezuelano, sem interferência externa.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite deste sábado após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos.

De acordo com o jornal americano The New York Times, o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela deixou 40 mortos.

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