O País – A verdade como notícia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças do país darão apoio “no terreno” aos países do Médio Oriente, na defesa de ataques de drones iranianos. Atraves das suas redes sociais, Zelensky disse estar em contacto com países atacados pelo Irão, tendo falado na terça-feira com os líderes dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar e com os da Jordânia e do Bahrein, estando previstas conversações com o Kuwait.  

 “Todos eles enfrentam um sério desafio e falam abertamente sobre ele: os ‘drones’ de ataque iranianos são os mesmos Shaheds que têm vindo a atingir as nossas cidades, aldeias e as nossas infra-estruturas ucranianas ao longo desta guerra”, iniciada pela invasão russa de há quatro anos, afirmou Zelensky. 

O Presidente ucraniano disse ainda que “a Ucrânia pode contribuir para a proteção de vidas e para a estabilização da situação. Os nossos parceiros estão a procurar-nos. Incumbi o Ministro dos Negócios Estrangeiros, juntamente com as agências de informação, o Ministro da Defesa, o comando militar e o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional (CSDN), de apresentarem opções para auxiliar os países relevantes e prestar ajuda de forma a não enfraquecer a nossa própria defesa aqui na Ucrânia”, adiantou. 

Devido aos ataques russos, a Ucrânia tornou-se o país do mundo com mais experiência em lidar com ataques dos ‘drones’ iranianos Shahed, que Teerão forneceu à Rússia, além de apoiar a produção russa em grande escala dos modelos adaptados Geran, em troca de tecnologia militar de Moscovo.  

“As nossas forças armadas possuem as capacidades necessárias. Especialistas ucranianos vão atuar no terreno e as equipas já estão a coordenar esses esforços. Estamos prontos para ajudar a proteger vidas, defender civis e apoiar esforços concretos para estabilizar a situação e, em particular, restabelecer a segurança da navegação na região”, adiantou Zelensky. 

Refira-se que, desde sábado, o Irão lançou mais de 800 mísseis de diversos tipos e mais de 1400 ‘drones’ de ataque, contra Israel e alguns países vizinhos, além de ameaçar a livre navegação, destabilizando os preços globais do petróleo, dos produtos petrolíferos e do gás. 

Para Zelensky, o regime iraniano, “que luta para sobreviver a qualquer custo, representa uma clara ameaça para todos os Estados da região e para a estabilidade global”.  

“Nenhum país próximo do Irão se pode sentir seguro. A navegação pelo estreito de Ormuz está praticamente paralisada. Até à data, o regime iraniano não demonstrou qualquer intenção genuína de praticar uma diplomacia honesta ou de promover mudanças fundamentais”, adiantou o Presidente ucraniano. 

“Esperamos que a União Europeia, os países europeus e o G7 tomem medidas ativas tanto para desmantelar as capacidades terroristas do regime iraniano como para proteger vidas na região e a estabilidade global. Continuaremos a coordenar ações com os nossos parceiros”, frisou. 

Refira-se que Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de Fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária. 

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei. 

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, considera o Irão “um país gravemente derrotado”, pelo que desvaloriza a possibilidade de vir a recusar participar no Campeonato do Mundo, que será organizado, de forma conjunta, por EUA, Canadá e México. A FIFA diz estar a monitorizar a situação, e o Irão já disse que pode boicotar a sua participação.

Donald Trump quebrou o silêncio a propósito da possibilidade de o Irão vir a boicotar o Campeonato do Mundo, na sequência do ataque de que foi alvo, no passado fim-de-semana, pelos Estados Unidos da América (um dos países organizadores, juntamente com Canadá e México) e por Israel.

“Não quero mesmo saber. Eu penso que o Irão é um país gravemente derrotado. Estão a dar as últimas”, atirou o presidente norte-americano, em declarações prestadas ao portal Politico, depois de o Irão ter sido a única das selecções já apuradas para o Mundial 2026 que não participou numa reunião de planeamento levada a cabo pela FIFA, em Atlanta, nesta semana.

O escalar de tensão que se vai vivendo no Médio Oriente levantou questões quanto à possibilidade, por um lado, de o país vir a recusar participar na competição, em forma de protesto, e, por outro, de os próprios EUA virem a recusar a entrada dos seus representantes, em jeito de retaliação.

Em entrevista concedida à estação televisiva Varzesh3, após o despoletar da guerra, o próprio presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, assumiu que podem não estar reunidas as condições para que a selecção que tem Medhi Taremi, ex-FC Porto, como principal referência, disputar este torneio.

“Aquilo que é certo é que, depois deste ataque, não se pode esperar que nós estejamos a olhar para o Campeonato do Mundo com esperança”, afirmou. Isto, num momento em que aquela que é a maior competição de selecções do planeta tem vindo a ser preparada em estreita coordenação entre a Casa Branca e a FIFA.

Aliás, Andrew Giuliani, director deste grupo de trabalho, já aplaudiu a postura da administração norte-americana: “A acção decisiva do presidente Trump ao eliminar o ayatola [Ali Khamenei], o mais notório patrocinador estatal de terrorismo que vi na minha vida, remove uma grande ameaça desestabilizadora”.

“Isto vai ajudar a proteger as pessoas de todo o mundo, incluindo americanos, e os milhões que planeiam marcar presença no Campeonato do Mundo de 2026, nos Estados Unidos da América”, acrescentou.

O Irão, recorde-se, está inserido no Grupo G do Mundial, juntamente com Nova Zelândia, Bélgica e Egipto.

 

FIFA está atenta, mas o que pode fazer?

O regulamento preliminar da FIFA para o Campeonato do Mundo do presente ano civil de 2026 estabelece que “qualquer federação que se retire entre a submissão do formulário de entrada e o início da competição preliminar será sancionada com uma multa de, pelo menos, 20 000 francos suíços”, isto é, 1,6 milhões de meticais.

No entanto, as sanções podem não se ficar por aqui, uma vez que, pode ler-se, “dependendo das circunstâncias da retirada, o Comité Disciplinar da FIFA pode impor medidas disciplinares adicionais, incluindo a expulsão da federação membro participante em causa de subsequentes competições da FIFA”.

O organismo que rege o futebol planetário reserva-se, ainda, no direito de “substituir a federação membro participante retirada em questão por outra federação membro”, não especificando, no entanto, quais os critérios a utilizar, ainda que, neste caso, tudo aponta para que a opção recaísse sobre a selecção melhor classificada no ranking que falhou o apuramento.

No passado sábado, em declarações prestadas aos jornalistas à margem do encontro anual do Internacional Football Association Board (IFAB), que decorreu na cidade de Hensol, situada no País de Gales, o secretário geral da FIFA, Mattias Grafstrom, debruçou-se sobre esta decisão, mas recusou comprometer-se com qualquer tipo de cenário.

“Eu li as notícias, nesta manhã, da mesma maneira que vocês. Nós tivemos uma reunião hoje, e é prematuro comentar em detalhe, mas vamos monitorizar os desenvolvimentos sobre todos os assuntos em todo o mundo”, começou por afirmar, citado pela estação televisiva norte-americana ESPN.

“Nós tivemos o sorteio da fase final, em Washington, no qual todas as equipas participaram, e o nosso foco está num Mundial, com todas as equipas a participar. Vamos continuar a comunicar, como fazemos sempre, com os três governos, em qualquer caso. Todos estarão seguros”, acrescentou.

O Campeonato do Mundo da FIFA terá lugar de 11 de Junho a 19 de Julho nos Estados Unidos da América, México e Canadá.

Teerão  prometeu atacar países europeus que se juntarem à guerra contra o Irão. A decisão surge depois de vários países  terem afirmado que poderiam tomar medidas defensivas diante das capacidades de lançamento de mísseis do Irão.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ameaça atacar os países europeus, que se aliarem aos EUA e o Israel, por considerar o acto uma provocação directa. Alargar os ataques de retaliação para atingir cidades e países europeus, será a primeira medida.

O aviso surge no momento em que os países europeus procuram reforçar as suas defesas, uma vez que a guerra contra o Irão ameaça expandir-se para além do Médio Oriente e constituir uma ameaça para a segurança da Europa.

A Grécia, a Alemanha e a França comprometeram-se em ajudar Chipre a reforçar as suas defesas, com a Grécia e a França a enviarem fragatas da marinha e Atenas a contribuir com caças F-16.

Nesta quarta-feira contabilizam-se cinco dias após o início da guerra. Cerca de 800 pessoas foram mortas no Irão, incluindo algumas que o presidente dos EUA considerava possíveis futuros líderes do país. 

Israel alertou que o sucessor de khamenei será alvo a eliminar. O Irão continua os ataques de retaliação.

Os 12 países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) teriam decidido criar uma nova força para combater os jihadistas que actuam na região.

Fontes disseram à agência de notícias AFP que os chefes militares tomaram a decisão durante uma reunião em Freetown no fim de semana.

As discussões centraram-se na crescente ameaça terrorista, na expansão do crime organizado transnacional e nos desafios persistentes relacionados com a insegurança marítima.

O objectivo inicial é ter cerca de 2 mil soldados prontos para combater o “terrorismo e a insegurança” em toda a África Ocidental.

Fontes afirmaram que eles permanecerão em seus respectivos países, com Serra Leoa servindo como base logística para o grupo.

Segundo informações, as autoridades ainda estão a definir os detalhes de como financiar a força e a CEDEAO ainda não emitiu um comunicado oficial.

O Sahel, região que atravessa a África entre o Saara e a África subsaariana, há muito tempo sofre com insurgências jihadistas lideradas por grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.

Os três países formaram sua própria aliança, mas um chefe de gabinete da África Ocidental afirma que eles serão incentivados a cooperar com a nova força.

Os três países “estão numa parte do Sahel que é o epicentro da luta contra os jihadistas. Devem ser incluídos”, afirmou.

O preço do gás natural na Europa disparou, esta terça feira, 33,2% atingindo 57,596 euros, por megawatt hora, impulsionado por novos ataques contra o Irão.

De acordo com a Lusa, a subida é motivada pela ameaça da Guarda Revolucionária iraniana de atacar navios, no estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia.

A referência europeia, o contrato TTF negociado, nos Países Baixos, chegou a ser transaccionada a 59,165 euros, um aumento de 36,8% face ao fecho anterior.

Em paralelo, as bolsas europeias acentuaram perdas, com quedas entre 2,3% e 3,5%, destacando-se Milão e Frankfurt entre as mais afectadas. 

O petróleo subiu mais de 5%, enquanto o ouro recuou ligeiramente após ganhos iniciais.

Citada pela mesma fonte, a Administração de Informação Energética dos EUA disse que o estreito de Ormuz, por onde passa, cerca de 20% do petróleo mundial, voltou a ser apontado como factor de risco para a economia global.

Jato privado de Cristiano Ronaldo deixou a Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque do Irão à embaixada dos EUA, mas o internacional português permanece em Riade.

Cristiano Ronaldo mantém-se na Arábia Saudita, ainda que o seu jato privado tenha partido de Riade rumo à Arábia Saudita, esta terça-feira, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América (EUA), em Riade, cuja autoria foi, entretanto, reclamada pelo Irão.

De acordo com informações adiantadas pelo jornal espanhol As, o internacional português encontra-se, neste momento, “à espera de uma solução”, numa altura em que o ambiente que se vive no Médio Oriente vai ficando cada vez mais tenso, como resultado do ataque conjunto levado a cabo pelos EUA e pelo Israel ao Irão, no passado fim-de-semana.

O Al Nassr, recorde-se, tinha encontro marcado com o Al Wasl para as 18h15 (hora de Portugal Continental) de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, recinto situado no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a contar para a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões 2, mas acabou por ser adiado.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) entendeu não estarem reunidas as condições de segurança necessárias para a disputa de um total de oito partidas que estavam agendadas para os próximos dias, pelo que as adiou para data ainda a definir, mediante a evolução da situação que se vai verificando naquela região do planeta.

Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.

Resta, agora, perceber se o campeonato da Arábia Saudita irá continuar a decorrer com normalidade, sendo que o próximo jogo do Al Nassr, inserido no programa da 25.ª jornada, está previsto para as 17h30 de sábado, ante o Neom SC, no Al-Awwal Stadium, em Riade.

 

Jato de Cristiano Ronaldo deixa Riade após ataque a embaixada dos EUA

Jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu da Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, por parte do Irão.

O jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu, na madrugada de segunda para terça-feira, do aeroporto no qual estava estacionado, na Arábia Saudita, rumo à capital espanhola de Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, cuja autoria já foi reclamada pelo Irão.

A notícia é avançada pelo jornal britânico Daily Mail, com base em informações obtidas na plataforma Flightradar24, que mostram que o Bombardier Global Express do internacional português deixou Riade por volta das 20h00 e aterrou em solo espanhol às 01h00 (horas de Portugal Continental), depois de sobrevoar o Egito e o Mar Mediterrâneo.

Esta movimentação surge no âmbito da guerra espoletada pelo ataque conjunto levado a cabo, no passado fim de semana, por Estados Unidos da América e Israel ao Irão, país que retaliou bombardeando uma série de instalações norte-americanas em países do Médio Oriente, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait ou Bahrain.

Como resultado, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) decretou a suspensão de um total de oito jogos, entre eles, o da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões Asiática 2, que colocaria, frente a frente, o Al Nassr (de Cristiano Ronaldo, João Félix e Jorge Jesus) e o Al Wasl.

Este encontro tinha apito inicial agendado para as 18h15 de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi adiado para uma data que ficará por definir enquanto a tensão militar entre todos os países envolvidos não reduza de maneira drástica.

Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu, hoje, aos cidadãos norte-americanos para deixarem imediatamente 14 países e territórios do Médio Oriente, devido a “graves riscos” por motivos de segurança, na sequência da guerra contra o Irão.

Num comunicado, partilhado nas redes sociais, citado pela Lusa, o Departamento de Estado norte-americano recomenda “sair agora por meios comerciais, devido a graves riscos de segurança,” do Bahrein, Kuwait, Egipto, Líbano, Irão, Omã, Iraque, Qatar, Israel, Cisjordânia e Gaza, Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Iémen. 

O Irão está a responder à operação Fúria Épica com o lançamento de drones e mísseis contra instalações norte-americanas em diferentes países do Médio Oriente.  

Por sua vez, em países como o Iraque, têm ocorrido tentativas de grupos de pessoas de atacar a embaixada, o que obrigou a polícia a intervir.  

Algumas embaixadas dos Estados Unidos nos 14 países e territórios referidos já publicaram mensagens específicas recomendando aos seus cidadãos que se retirem o mais breve possível.  

A embaixada norte-americana no Líbano, por exemplo, insta os norte-americanos a abandonar o país “imediatamente, enquanto ainda existam opções de voos comerciais disponíveis” já que a situação de segurança “é instável e imprevisível”.

Israel e Estados Unidos lançaram, no sábado, um ataque militar contra o Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano” e o Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas, conclui a mesma fonte.

 

Dezenas de manifestantes reuniram-se em Manhattan, para protestar contra a guerra no Irão, acusando o Presidente norte-americano, Donald Trump, de lançar mais uma ofensiva contra uma nação estrangeira para distrair os eleitores do escândalo sexual de Jeffrey Epstein.

“Os iranianos não querem ser bombardeados, independentemente do que ouvirem dizer na Televisão. Trump só lançou este ataque porque quer criar uma distração do caso Epstein”, dizia, ao microfone, um dos oradores do protesto, identificando-se como de “origem árabe”, citado por Lusa. 

Em vários cartazes erguidos pelos manifestantes podiam encontrar-se referências ao Caso Epstein.

Vários democratas têm acusado os congressistas republicanos e o Departamento de Justiça de encobrirem o facto de o Presidente Donald Trump constar nos ficheiros relacionados com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

O protesto foi convocado pela coligação anti-guerra ‘Answer’, que acusa Donald Trump de ter prometido “trazer paz ao mundo durante a campanha eleitoral”, mas dizem que “não fez nada além de deixar um rasto de devastação em todo o mundo”.

Em Manhattan, o protesto durou cerca de uma hora e decorreu junto ao Columbus Circle, em frente ao Central Park e debaixo de temperaturas negativas.

“Isto nunca foi sobre democracia e direitos humanos, mas sim sobre poder”, acusou igualmente uma das manifestantes, que não se quis identificar. 

“Queremos mais educação. Não queremos mais guerras, nem mais ocupação”, entoava a multidão, composta maioritariamente por jovens. 

Muitos deles erguiam bandeiras do Irão e da Palestina

As forças norte-americanas sublinharam, contudo, que “as principais operações de combate continuam” e que o “esforço de resposta” permanece em curso.

Os militares israelitas lançaram novos ataques de madrugada em Teerão e Beirute, e emitem avisos de evacuação para partes do sul do Líbano. A Embaixada dos EUA em Riade foi atingida por drones.

Os EUA e Israel estão a atacar o Irão pelo quarto dia consecutivo e Teerão continua com ataques de retaliação contra aliados de Washington e bases dos EUA no Golfo. Donald Trump admitiu que os ataques provavelmente vão durar entre quatro a cinco semanas, com o secretário de Estado, Marco Rubio, a alertar que “os piores impactos ainda estão por vir”.

A embaixada dos EUA na capital saudita de Riade foi atingida por drones durante a noite, resultando num incêndio “controlado”. Em resposta, Trump ameaçou que o Irão “vai descobrir em breve” como os EUA vão retaliar.

O conflito expandiu-se, com os militares israelitas a atacarem alvos do Hezbollah apoiados pelo Irão no Líbano por um segundo dia. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu prometeu uma “acção rápida e decisiva”, insistindo que buscará a “paz através da força”.

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer defendeu a decisão do governo do Reino Unido de não se envolver na ofensiva dos EUA e de Israel, apesar das críticas de Trump, justificando aos parlamentares que não acredita “numa mudança de regime a partir do céu”.

O Irão diz ter encerrado o Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo, na noite passada, levantando preocupações sobre o aumento dos preços do petróleo e do gás. O país ameaça atacar navios que atravessem a rota petrolífera mais importante do mundo.

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