O País – A verdade como notícia

O estilista italiano Valentino Garavani morreu hoje, aos 93 anos, em Roma. A informação foi confirmada pela Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, sócio e cofundador da maison. Segundo uma nota citada pela imprensa internacional, o criador morreu de forma tranquila, em sua residência, cercado por familiares e pessoas próximas.

A despedida pública será realizada em Roma. O funeral está marcado para sexta-feira, 23 de Janeiro, às 11h, na Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, na Piazza della Repubblica.

Nascido em Voghera, no norte da Itália, em 1932, Valentino construiu uma das trajectórias mais influentes da moda internacional. Ainda jovem, mudou-se para Paris, onde se formou nos ateliês de Jean Dessès e Guy Laroche.

De volta à Itália, abriu em 1958 seu primeiro ateliê em Roma, na Via Condotti. O reconhecimento veio em 1962, após um desfile no Palazzo Pitti, em Florença, que marcou sua consolidação no circuito da alta-costura.

Ao lado de Giancarlo Giammetti, Valentino transformou sua casa de moda em um império global, associado à elegância clássica, à alta-costura italiana e a uma clientela que incluiu estrelas de Hollywood e figuras da elite internacional. O logotipo em “V” e o estilo marcadamente feminino tornaram-se marcas registradas da grife.

Em 1998, Valentino e Giammetti venderam a marca ao grupo HdP, que posteriormente a repassou ao grupo Marzotto, em 2002. Mesmo após a venda, Valentino permaneceu como diretor artístico até 2007, quando se afastou definitivamente da criação.

A África do Sul declarou estado de calamidade pública devido às chuvas torrenciais e inundações que mataram pelo menos 30 pessoas no norte do país, danificaram milhares de casas e destruíram estradas e pontes.

A declaração foi feita pelo chefe do Centro Nacional de Gestão de Desastres e anunciada pelo governo. Ela permite que o governo nacional coordene a resposta ao desastre.

O impacto mais severo foi sentido nas províncias do norte de Limpopo e Mpumalanga, onde ocorreram as fatalidades. No entanto, o Ministério da Governança Cooperativa e Assuntos Tradicionais afirmou que pelo menos outras três províncias também foram afetadas pelo mau tempo.

Partes da África do Sul e dos países vizinhos, Moçambique e Zimbabwe, têm sofrido com fortes chuvas há semanas. Isso resultou em graves inundações no centro e sul de Moçambique e no norte da África do Sul. Mais de 100 pessoas morreram nesses três países desde o início das chuvas no final do ano passado.

As inundações no norte da África do Sul causaram o fechamento do Parque Nacional Kruger e a evacuação de centenas de turistas e funcionários de acampamentos alagados para outras partes do parque.

A primeira-ministra da província de Limpopo afirmou que o mau tempo causou cerca de 240 milhões de dólares em danos na sua província, com muitas casas e edifícios completamente destruídos.

O sul do Chile vive dias de tragédia com incêndios florestais de grandes proporções que já causaram, pelo menos, dezasseis mortos, deslocação de mais de 50 mil pessoas e  destruição de 250 infra-estruturas, entre sábado e domingo.

 A situação levou o governo chileno a decretar, este domingo, um estado de emergência nas zonas afectadas, uma medida que visa mobilizar todos os meios para responder à crise.

As chamas que estão a implantar dor, luto e lágrimas entre as vítimas, já mataram 16 pessoas, no fim-de-semana, obrigaram à fuga de mais de cinquenta mil pessoas nas regiões afectadas no sul do Chile. 

As autoridades apontam as temperaturas extremas, próximas dos 40 graus, e os ventos fortes como factores decisivos para a rápida propagação do fogo. 

O governo afirma que estas condições têm dificultado o trabalho dos bombeiros e equipas de protecção civil nas regiões em causa, com cerca de 8.500 hectares de floresta e áreas habitadas. 

Mais de 250  infra-estruturas foram consumidas pelas chamas e várias localidades continuam ameaçadas, o que levou as autoridades a emitir ordens de evacuação preventiva para proteger a população.

 O número de vítimas mortais pode ainda aumentar nas próximas horas, segundo as autoridades locais.

Nos últimos anos, o Chile tem sido atingido por incêndios florestais, sobretudo na região centro-sul, como a tragédia de Fevereiro de 2024, onde vários incêndios provocaram 138 mortos.

Mais de 11 milhões de portugueses votam este domingo para eleger o novo Presidente da República, após dez anos de mandato de Marcelo Rebelo de Sousa. A corrida presidencial deste ano conta com um número recorde de 11 candidatos.

O elevado número de concorrentes torna pouco provável que alguém alcance mais de 50% dos votos já na primeira volta. Os dois candidatos mais votados neste domingo avançarão para o segundo turno, marcado para 8 de fevereiro.

Entre os favoritos está André Ventura, líder do partido populista Chega. Nos últimos anos, o partido tornou-se a segunda maior força parlamentar, apenas seis anos após a sua fundação. Ventura tem colocado a chamada “imigração excessiva” no centro da sua campanha, afirmando que “Portugal é nosso”. Durante a campanha, o candidato espalhou outdoors pelo país com mensagens como “Isto não é Bangladesh” e “Os imigrantes não devem poder viver da assistência social”. Alguns desses cartazes foram posteriormente retirados por ordem de um tribunal, por conterem conteúdo discriminatório.

Apesar da visibilidade do tema da imigração, Portugal continua a depender de trabalhadores estrangeiros para suprir várias necessidades da economia, sobretudo na força de trabalho.

Outros candidatos de destaque incluem figuras dos dois principais partidos portugueses, que se alternam no poder há cerca de 50 anos: Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (centro-direita), e António José Seguro, do Partido Socialista (centro-esquerda), que só recebeu apoio formal do seu partido mais tarde na campanha.

O contra-almirante reformado Henrique Gouveia e Melo também se apresenta como independente, sendo valorizado pelo público por ter coordenado a rápida implementação da vacinação contra a COVID-19. Gouveia e Melo conta com o apoio de várias personalidades de diferentes setores políticos. Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, surge igualmente entre os candidatos fortes, segundo as sondagens.

Entre os 11 concorrentes, apenas uma mulher está na corrida: Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, que as sondagens indicam ter poucas hipóteses de chegar à segunda volta. Portugal ainda não elegeu uma mulher como chefe de Estado.

 

DESAFIOS PARA O PRÓXIMO PRESIDENTE

Portugal atravessou um período de instabilidade política significativa, com a realização de três eleições gerais em três anos, em maio de 2025. A estabilização do país será um dos principais desafios do próximo Presidente da República.

Embora Ventura tenha tentado transformar a imigração num tema central, os eleitores parecem mais preocupados com questões como a crise imobiliária, o futuro dos jovens e o elevado custo de vida.

Em Portugal, o presidente tem sobretudo um papel simbólico, sem funções executivas diretas. O chefe de Estado procura manter-se acima das disputas políticas, mediando conflitos e reduzindo tensões. Ainda assim, possui algumas ferramentas de influência, como o veto à legislação do parlamento — que pode ser revertido — e o chamado poder da “bomba atómica”, que lhe permite dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas.

 

Os líderes europeus prometem uma resposta unida depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado com novas tarifas até que a Dinamarca concorde em vender a Gronelândia, numa escalada sem precedentes que pode desencadear uma nova guerra comercial e quebrar a aliança transatlântica.

Desde Ursula von der Leyen até ao Presidente francês Emmanuel Macron e ao Chanceler alemão Friedrich Merz, os líderes da UE prometeram manter-se unidos, coordenados e empenhados em defender a soberania da Europa, depois da administração Trump ter afirmado que seriam aplicadas tarifas adicionais de 10% a oito países europeus a partir de 1 de Fevereiro.

Numa publicação nas redes sociais neste sábado, Trump disse que todos os produtos da Dinamarca, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido estariam sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, que poderia ser aumentada para 25% até Junho, a ser paga até que seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Gronelândia.

A UE e os EUA assinaram um acordo que triplicava os direitos sobre os produtos europeus para 15% e reduzia para zero os direitos sobre os produtos industriais americanos. 

Embora não tenha ficado claro como seriam acumuladas as tarifas anunciadas no sábado, a ameaça de direitos adicionais poderá desencadear uma nova guerra comercial entre os dois países.

O número de mortos nos protestos que decorrem no Irão há mais de duas semanas, pode ter atingido cerca de duas mil pessoas, denunciou esta quarta-feira, a organização não-governamental Iran Human Rights

As manifestações tiveram início a 28 de Dezembro, motivadas inicialmente pelo aumento do custo de vida num país afectado por sanções económicas.

O balanço anterior da organização não-governamental Iran Human Rights referiu que tinham sido mortos 648 manifestantes em 14 províncias, desde o início dos protestos.

Nas últimas semanas, os protestos evoluíram para uma contestação política mais ampla contra as autoridades iranianas, que resultaram em mais de 1800 mortos.

Segundo a organização, a maioria das vítimas mortais são manifestantes, embora também haja registo de mortes de pessoas ligadas ao Governo. Foram ainda relatadas vítimas entre crianças e civis que não estariam directamente envolvidos nas manifestações.

A verificação dos números continua a ser difícil devido às restrições impostas pelo Governo iraniano às comunicações, incluindo cortes no acesso à Internet e às redes telefónicas, aponta a Human Rights.

Os Estados Unidos anunciaram o congelamento dos processos de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre os quais 26 nações africanas. Moçambique não está na lista dos afectados pela medida.  

A decisão foi tornada pública na quarta-feira e faz parte do reforço da política migratória adoptada pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, desde o seu regresso ao poder.

A medida afecta exclusivamente os vistos de imigrantes, de 75 países, incluindo 23 africanos como Nigéria, Egipto, Etiópia,Cabo Verde, Camarões, República Democrática do Congo, República do Congo, Chade e Ruanda, destinados a estrangeiros que pretendem viver permanentemente nos Estados Unidos. Moçambique não está na lista dos países afectados. 

 Segundo o Departamento de Estado, o congelamento entra em vigor a 21 de Janeiro e não se aplica a vistos temporários, como os de turismo, negócios ou estudo.

As autoridades norte-americanas justificam a decisão com a necessidade de assegurar que os novos residentes não representem encargos para as finanças públicas e travar aquilo que consideram um uso abusivo do sistema migratório.

A medida surge acompanhada por uma intensificação das acções de fiscalização. Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, mais de 100 mil vistos terão sido revogados e mais de 605 mil pessoas deportadas, enquanto cerca de 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente, gerando forte preocupação nos países afectados, sobretudo em África.

Pelo menos 70 pessoas morreram no Zimbabwe nos primeiros nove dias de Janeiro devido a incidentes relacionados com as fortes chuvas. A notícia foi tornada pública hoje através da imprensa local.

As províncias mais afectadas foram Manicaland (oeste), com 510 casas afectadas e um saldo de 41 mortos e 31 feridos, e Mashonaland West (norte), que registou 19 mortos.

O Zimbabwe regista habitualmente o período de maior pluviosidade entre Dezembro e Fevereiro, sendo as regiões baixas e semiáridas particularmente propensas a inundações repentinas, rompimentos de barragens e transbordamentos de rios.

Ao longo dos anos, as inundações têm sido uma das principais causas de morte por fenómenos meteorológicos nas zonas rurais, muitas vezes agravadas por travessias inseguras de rios e assentamentos localizados perto de grandes barragens.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, nesta terça-feira , o corte de suas relações com três organizações internacionais, incluindo duas agências da ONU. A decisão surge após a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações globais na semana passada.

O corte de laços de Israel com três organizações internacionais foi anunciado através de uma nota publicada na rede social X, na qual a chancelaria israelita informou também que  o ministro Gideon Saar ordenou  igualmente a revisão da cooperação de Israel com um número não especificado de outras organizações.

“Sa’ar decidiu que Israel vai suspender imediatamente todos os contactos com as seguintes agências da ONU e organizações internacionais”, afirmou o ministro em comunicado.

A lista inclui a ONU Energia, a Aliança de Civilizações das Nações Unidas e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, embora este último não faça parte do sistema das Nações Unidas.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando determinando a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais por  já não servirem aos interesses americanos, segundo a Casa Branca.

A extensão da relação de Israel com as três organizações da ONU antes do anúncio não era clara.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou a Aliança das Civilizações da ONU de não ter convidado Israel a participar, afirmando que durante anos foi utilizada como plataforma para ataques contra Israel.

Também chamou desperdício à Energia da ONU e disse que o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento corrói a capacidade das nações soberanas de fazer cumprir as suas próprias leis de imigração.

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