O País – A verdade como notícia

O anúncio foi feito pelo Núncio Apostólico em Angola esta terça-feira, estando o programa e a data ainda a ser acertados com as autoridades angolanas.

Foi pela boca do Arcebispo Kryspin Dubiel que o anúncio foi feito, que adiantou ainda que o Papa tem intenção de visitar o continente africano numa deslocação que inclui Angola, tendo aceitado o convite do episcopado angolano e do Presidente angolano, João Lourenço.

“Neste momento estamos na fase de preparação do plano e do programa da visita do Papa Leão XIV a África (…) por agora não temos ainda os detalhes sobre a data exacta e o programa, mas serão comunicados logo que estejam definidos”, disse o Núncio Apostólico, convidando todos os cidadãos angolanos a prepararem-se para este acontecimento de grande importância.

“Espero que a visita do Santo Padre seja a ocasião para redescobrir os valores que modelaram o povo angolano e que esses valores possam ser partilhados com as diversas comunidades que vivem e trabalham no mundo”, acrescentou.

O arcebispo de Saurimo e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, José Manuel Ibamba, convidou também os angolanos a envolverem-se nas comissões que serão criadas “para que cada uma dessas comissões possa dar o melhor de si na preparação, na projecção e na concretização de tudo aquilo que for incumbido como tarefa e trabalho” e agradeceu ao Papa por ter aceitado o convite.

O arcebispo de Luanda, Filomeno Vieira Dias, ressaltou que este é um “momento de grande conforto humano e espiritual” que acontece num período particular da história do cristianismo e no ano em que se celebra “o grande jubileu desta Luanda, 450 anos por cidade, 450 anos celebrando a fé”.

O prelado salientou que a visita do Papa põe Angola no itinerário da evangelização e da universalidade, agradecendo também ao Governo de Angola que “abriu as portas” e pensou nesta visita com as entidades religiosas.

 

A Somália anunciou o cancelamento imediato de todos os acordos de cooperação com os Emirados Árabes Unidos, numa decisão que representa uma ruptura diplomática entre Mogadíscio e Abu Dhabi. 

O anúncio foi feito, esta segunda-feira, pelo Governo somali e abrange acordos militares, de segurança, económicos e portuários em todo o território nacional.

Segundo as autoridades da Somália, a medida aplica-se a todos os entendimentos assinados com instituições dos Emirados Árabes Unidos, suas entidades afiliadas e administrações regionais. 

O Conselho de Ministros justificou a decisão com alegadas evidências de acções que atentam contra a soberania, a unidade nacional e a integridade territorial da Somália.

A ruptura afecta infraestruturas estratégicas localizadas ao longo do Mar Vermelho e do Golfo de Aden, com destaque para os portos considerados essenciais para o comércio regional e a segurança marítima. 

O Governo somali confirmou ainda que forças e equipamentos militares dos Emirados Árabes Unidos estão a ser retirados de algumas bases.

A decisão surge num contexto de tensões crescentes entre a Somália e a Somalilândia, região separatista onde os Emirados mantêm presença militar e económica. 

 Até ao momento, Abu Dhabi não reagiu oficialmente ao anún

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental voltou a pressionar a junta militar que governa a Guiné-Bissau após golpe de Estado, exigindo uma transição rápida e liderada por um Governo inclusivo. 

O apelo foi feito, este domingo, pelo Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental , Julius Maada Bio, após contactos de alto nível realizados em Bissau.

Segundo Bio, as conversações com o alto comando militar foram consideradas construtivas, mas serviram para reiterar a posição firme da CEDEAO de que a transição deve refletir todo o espectro político e social do país.

 A organização não reconhece o programa de transição anunciado pelos militares, que prevê um Governo provisório por até um ano.

A posição da CEDEAO já tinha sido definida na 68.ª cimeira realizada em Abuja, na Nigéria, onde foi rejeitado o modelo proposto após o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025. 

Na ocasião, os líderes regionais exigiram ainda a libertação imediata de todos os detidos políticos e alertaram para a aplicação de sanções selectivas contra quem dificultar o regresso à ordem constitucional.

O principal ponto de discórdia nas reuniões prendeu-se com a exigência de um Governo civil inclusivo, com mandato limitado a cerca de quatro meses, e com a libertação do líder da oposição, Domingos Simões Pereira. 

 

O exército russo atacou, nas últimas 24 horas, infra-estruturas energéticas e depósitos de combustível em mais de 150 zonas na Ucrânia. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo usa constantes apagões como tática para desestabilizar o país.

Os ataques ocorridos na Ucrânia entre esta sexta-feira e sábado, que seguem a outros ataques russos, deixaram provisoriamente sem eletricidade milhões de pessoas nas últimas semanas na Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo está a aproveitar a onda de frio para atingir o máximo possível de instalações energéticas.

“A Rússia usa a temperatura, o frio, para atingir o máximo possível das nossas instalações energéticas. A principal táctica russa é tentar provocar um apagão total nas cidades”, disse Zelensky.

Segundo o Ministério da Defesa russo, dezenas de mísseis do seu país atingiram infra-estruturas civis e posições inimigas em 153 zonas da Ucrânia.

Segundo a imprensa internacional, Moscovo insiste que essas infra-estruturas garantem o funcionamento da indústria militar inimiga.

Segundo a agência portuguesa de notícias internacionais, os ataques ucranianos também deixaram sem eletricidade na sexta-feira mais de meio milhão de pessoas na região fronteiriça russa de Belgorod.

Os navios de guerra da China e do Irão estão na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde vão participar de um exercício naval conjunto do grupo BRICS, a partir desta sexta-feira.

A operação liderada pela China, baptizada de “Vontade pela Paz 2026”, faz parte das iniciativas militares do grupo BRICS+ e será realizada entre os dias 9 e 16 de Janeiro, em águas sul-africanas.

A expectativa é de que embarcações da Rússia também cheguem ao país nos próximos dias, para se juntarem aos navios chineses e iranianos.

De acordo com o Departamento de Defesa da África do Sul, o exercício tem como foco a segurança das rotas marítimas, protecção do transporte internacional e o fortalecimento das actividades económicas ligadas ao mar.

Em comunicado de 30 de Dezembro, o governo sul-africano destacou que a iniciativa demonstra o compromisso dos países envolvidos com a protecção do comércio marítimo e com uma abordagem considerada pacífica para a segurança naval.

Ainda não há confirmação sobre a participação  directa de todos países do bloco nas manobras navais.

O exercício ocorre numa altura em que as tensões entre a África do Sul e os Estados Unidos vêm se intensificando, nos últimos meses.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, determinou a retirada do país de mais de seis dezenas de organizações internacionais, numa das decisões mais abrangentes da sua actual agenda de política externa. A medida foi formalizada nesta quarta-feira, após a assinatura de uma proclamação presidencial que confirma o afastamento de 35 instituições internacionais não ligadas às Nações Unidas e de 31 entidades pertencentes ao sistema da ONU.

Segundo um comunicado oficial divulgado pela Casa Branca, a decisão resulta de uma avaliação aprofundada da participação norte-americana em organismos multilaterais, convenções e tratados internacionais. A administração Trump concluiu que várias dessas organizações actuam de forma incompatível com os interesses estratégicos, económicos e políticos dos Estados Unidos.

Embora a lista completa das entidades afectadas não tenha sido tornada pública, o documento sustenta que muitas dessas instituições promovem políticas climáticas consideradas “radicais” e programas ideológicos que, na visão do Governo norte-americano, colocam em risco a soberania nacional e a autonomia decisória de Washington.

A Casa Branca sublinha ainda que o financiamento público destinado a esses organismos será progressivamente encerrado, abrindo espaço para uma realocação dos recursos do Estado. 

Desde o início do seu segundo mandato, há cerca de um ano, Donald Trump tem reforçado uma política de distanciamento do multilateralismo tradicional. Entre as medidas já tomadas destacam-se a suspensão do financiamento à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e a saída formal dos Estados Unidos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Ainda assim, a administração Trump mantém a posição de que os interesses nacionais devem prevalecer sobre compromissos multilaterais considerados desfavoráveis ao país.

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão vender até 50 milhões de barris de petróleo entregues pelas autoridades interinas da Venezuela. Segundo Trump, o produto é de “alta qualidade, sujeito a sanções”.

De acordo com o presidente dos EUA, a commodity será vendida “a preço de mercado”, e o dinheiro será controlado por ele “para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

Trump ainda disse que solicitou ao Secretário de Energia, Chris Wright, que execute este plano imediatamente.

“O petróleo será transportado por navios-tanque e levado diretamente aos portos de descarga nos Estados Unidos”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social, cita a BBC.

Nesta terça, os contratos futuros de petróleo fecharam em queda com o mercado prevendo uma oferta global abundante. Os investidores também demonstravam incerteza quanto aos desdobramentos dos ataques americanos à Venezuela.

O presidente norte-americano também disse em discurso, nesta terça-feira, que pretende conversar com petrolíferas dos EUA em breve sobre extrações na Venezuela. Um membro do governo Trump, o secretário do Interior Doug Burgum, citou que existem maneiras de impulsionar rapidamente o setor da commodity no país sul-americano.

Pelo menos 16 pessoas morreram e 25 ficaram feridas, entre esta segunda e terça-feira, na Indonésia, em resultado de inundações repentinas. 700 pessoas encontram-se desalojadas devido à destruição das suas residências. 

Pelo menos 16 pessoas morreram e três estão desaparecidas após inundações repentinas provocadas por chuvas torrenciais na Indonésia, segundo anunciaram as autoridades locais, nesta terça-feira 

De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes, as chuvas que caem, já há alguns dias, fizeram com que transbordassem as margens dos rios, no norte do país, deixando quatro povoados alagados. 

As equipas de emergência, responsáveis pelas operações de salvamento, encontram-se nas zonas afectadas para resgatar mais vítimas, entretanto, em alguns locais, o acesso foi dificultado por estradas danificadas e comunicações interrompidas. 

As inundações obrigaram cerca de 700 residentes a procurarem abrigos temporários em igrejas e edifícios públicos.

As autoridades da região declararam um período de resposta de emergência de 14 dias para acelerar a prestação de ajuda, evacuações e reparações de infraestruturas após as inundações que causaram, até então, 25 feridos.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, expressou profunda preocupação com a recente acção militar dos EUA na Venezuela, exigindo a libertação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa. Ramaphosa alertou que os acontecimentos representam uma séria ameaça à estabilidade regional e à paz internacional, e instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a intervir.

Ao abordar o assunto, Ramaphosa afirmou que a captura do presidente Maduro constitui uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Enfatizou ainda que o Conselho de Segurança é o único órgão internacional com mandato para tratar de questões de paz e segurança e pediu que este exerça sua sabedoria coletiva para resolver a crise.

O Presidente sul africano alertou que o incidente poderia criar um precedente perigoso, dando, na prática, “carta branca” para intervenções militares contra Estados soberanos. Ramaphosa afirmou que tais acções minam a ordem global baseada em regras e devem ser tratadas por meio de instituições multilaterais.

A reação internacional tem sido bastante dividida. China e Rússia lideraram a condenação da medida dos EUA, descrevendo-a como ilegal e desestabilizadora, enquanto outros países manifestaram apoio, aprofundando as divisões globais.

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