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Grupo Girassol leva Mar me quer ao Fim do Mundo

O Grupo Teatral Girassol vai participar no Festival de Artes do Fim do Mundo (FestFIM), no Brasil, às 20 horas deste sábado. Ao evento online, os artistas levam a peça Mar me quer, adaptada do texto de Mia Couto.

 

O Festival de Artes do Fim do Mundo arrancou dia 29 de Março e realiza-se até este domingo. Nesta edição, os organizadores tiveram que optar por um evento online, por causa dos constrangimentos impostos pela COVID-19.

Assim, o Grupo Girassol vai apresentar a sua peça Mar me quer às 20 horas deste sábado, o que, para os actores, é sempre uma boa notícia, um alento em dias difíceis. Para Albertina Guilaza (Luarmina), esta possibilidade será uma experiência nova, que não deixa de ser gratificante.

A primeira apresentação de Mar me quer no Brasil foi há três anos. Na altura, houve um público no Estado de Piauí. Agora, com efeito, o Grupo Girassol espera ter uma audiência mais alargada: “A nossa participação, desta vez, é ainda mais gratificante, porque a peça será vista em todo o território brasileiro e a nível mundial. Estamos satisfeitos por esta possibilidade de a peça poder ser vista por milhares de pessoas”, afirmou em Maputo o actor Rafael Vilanculos (Avô Celestiano).

Mar me quer é uma história de amor entre Zeca Perpétuo e Luarmina. Na percepção do Grupo Girassol, é mesmo uma história positiva de que o mundo está a precisar, pois, inclusive, vai quebrar a monotonia das pessoas em casa. Além disso, acrescentou Joaquim Matavel, o encenador da peça: “A ideia é também levar às pessoas esta esperança, neste momento em que as coisas estão difíceis para todos. Temos de lembrar às pessoas que ainda é possível que dialoguem e troquem afinidades”.

Mar me quer é uma peça adaptada por Joaquim Matavel, do texto original de Mia Couto. A peça é uma história de amor e conquista, de segredos, mistérios e confidências entre o pescador Zeca Perpétuo e a Gorda Luarmina, intermediados pelo Avô Celestiano.

Quanto ao FestFIM, refere-se que esse é um festival de artes integradas, não-competitivo e totalmente online, sendo uma realização da Cia Apocalíptica. Além dos grupos brasileiros, recebe colectivos e grupos de Argentina, Angola, Áustria, Bolívia, China e Portugal.

 

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