Filipe Nyusi diz que o Museu da Presidência da República deve ser um espaço de conhecimento, investigação e desenvolvimento de estudos. O Chefe de Estado falava, hoje, na inauguração da exposição “Moçambique em Retrospectiva”, do artista Justino Cardoso e que está aberta ao público.
Ao todo são 176 obras, iniciadas em 2015, e que fazem da exposição “Moçambique em Retrospectiva”, do artista Justino Cardoso.
Disponíveis no Museu da Presidência da República, as obras são uma perfeita definição da história. Contam o passado, apresentam o presente e perspectivam o futuro através de desenhos e textos.
Parco em palavras, o Artista Gráfico agradeceu a abertura da Presidência da República para acolher as obras que, como disse, “são das que não devem ficar guardadas em casa e encontraram um bom lugar para estar”.
Na mostra, Justino Cardoso ilustra vários heróis e momentos da história do país, dos mais conhecidos aos menos publicados.
Inaugurada um dia antes da data reservada a homenagem aos heróis nacionais, 03 de Fevereiro, Filipe Nyusi diz que a exposição é mais um contributo para a história.
“Esta inauguração é a demonstração de uma singular irreverência aos nossos heróis moçambicanos. Através deste trabalho entendemos o passado, traçamos o presente e preparamos um melhor futuro para as crianças”, declarou.
Aliás, o Chefe de Estado recomenda a criação de mais trabalhos idênticos para tornar o Museu da Presidência uma casa do conhecimento, “pois proporciona diferentes formas de comunicação e utilização do saber para a valorização da nossa cultura histórica e arte”, afirmou.
Enquanto outras contribuições não chegam, a de Justino Cardoso, que já está no Museu da Presidência está aberta ao público. As visitas deverão ser feitas por marcação e respeitando as medidas de prevenção da COVID-19.
O artista que desenhou e escreveu Moçambique desde a colonização até aos momentos de hoje, marcados pelo terrorismo e pandemia, tem 20 livros publicados e traduzidos em várias línguas e é Doutor Honoris Causa pela Universidade Rovuma.