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O impacto das tensões e dos conflitos internacionais nas comunidades católicas vai dominar o segundo consistório extraordinário do pontificado de Leão XIV, que decorre sexta-feira e sábado.

As iniciativas que a Igreja Católica pode promover para favorecer a reconciliação, a convivência e a paz estarão igualmente em destaque no encontro de dois dias que reúne o Papa e cardeais de todo o mundo.

O consistório dá continuidade à intenção manifestada por Leão XIV de convocar um encontro extraordinário anual para aprofundar a colegialidade, a escuta mútua e a participação na tomada de decisões da Igreja.

Os trabalhos têm início na sexta-feira com uma missa na Basílica de São Pedro, presidida pelo Papa.

O principal bloco dedicado à situação internacional realiza-se durante a tarde, sob o tema “A cultura do poder e a civilização do amor”, com introdução do cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé.

Com base num capítulo da primeira encíclica de Leão XIV, Magnifica Humanitas, os cardeais irão analisar de que forma as tensões e os conflitos afectam as Igrejas e os povos, bem como as linguagens, atitudes e práticas que podem contribuir para a reconciliação e a paz.

No sábado, a reflexão social prossegue com a sessão “Construir o bem: as oficinas do nosso tempo”, apresentada pelo cardeal sul-africano Stephen Brislin.

Na última sessão do consistório será abordado o processo de implementação do Sínodo. Na ocasião, o cardeal maltês Mario Grech apresentará o documento preparatório das assembleias sinodais previstas para 2027 e 2028.

O consistório encerra no sábado à tarde, na Nova Sala do Sínodo, com um diálogo directo, à porta fechada, com Leão XIV, durante o qual os cardeais poderão intervir livremente por um período máximo de três minutos cada.

Como encerramento definitivo da agenda oficial, na segunda-feira, 29 de Junho, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa presidirá à tradicional missa na Basílica de São Pedro.

Leão XIV realizou o primeiro consistório ordinário do seu pontificado a 13 de Junho de 2025.

O encontro extraordinário de Janeiro foi o primeiro do género desde o convocado pelo então Papa Francisco, em Agosto de 2022, que se centrou na reforma da Cúria Romana e na nomeação de novos cardeais.

O vice-presidente dos Estados Unidos da América (EUA), JD Vance, afirmou, esta segunda-feira, que as negociações mantidas com responsáveis iranianos, na Suíça, estabeleceram uma base sólida para a concretização de um acordo de paz definitivo, apesar das tensões em torno do Estreito de Ormuz e da situação no Líbano.

Vance e outros responsáveis norte-americanos referiram que foram registados progressos em várias frentes, incluindo a criação de mecanismos destinados a garantir que o Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o transporte mundial de energia, permaneça aberto, bem como a travar os confrontos entre Israel e os militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irão, no sul do Líbano, onde o cessar-fogo aparentava manter-se.

O acordo provisório para pôr termo aos combates no Irão, assinado na semana passada pelos Presidentes dos EUA e do Irão, estabelece um prazo de 60 dias para a negociação de questões fundamentais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerão. Persistem receios de que o país pretenda utilizar o programa para fins militares, alegação que as autoridades iranianas rejeitam.

As partes chegaram igualmente a um entendimento sobre um mecanismo destinado a pôr fim aos confrontos no Líbano entre Israel, aliado dos EUA, e o Hezbollah. Foi ainda criada uma linha de comunicação para ajudar a garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento mundial de petróleo.

JD Vance procurou minimizar as tensões geradas pela ameaça feita, no domingo, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de retomar a guerra caso o Irão voltasse a encerrar o Estreito de Ormuz, alegando o fracasso de Washington em travar os combates no Líbano.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou esta segunda-feira a sua demissão do cargo e da liderança do Partido Trabalhista, pondo fim a um mandato de menos de dois anos à frente do Governo britânico. Starmer permanecerá em funções até à escolha de um sucessor, que deverá ocorrer antes do regresso do Parlamento, em Setembro.

Num discurso marcado pela emoção, proferido à porta da residência oficial em Downing Street, o chefe do Governo afirmou que todas as decisões tomadas durante o seu mandato tiveram como prioridade o interesse nacional.

“Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que amo em primeiro lugar. É por isso que me vou demitir da liderança do Partido Trabalhista”, declarou.

Starmer recordou o processo de recuperação do Partido Trabalhista, que, segundo afirmou, se encontrava numa situação de fragilidade política, financeira e moral quando assumiu a liderança. O governante destacou a vitória expressiva alcançada nas eleições gerais de 2024, mas reconheceu que o partido passou a questionar a sua capacidade para conduzi-lo ao próximo escrutínio eleitoral.

O líder trabalhista revelou ter informado o Rei Carlos III da sua decisão e anunciou que o processo de escolha do novo líder terá início a 9 de Julho. Caso haja disputa interna, o sucessor deverá ser conhecido antes do final do Verão parlamentar, garantindo uma transição ordeira no Governo.

Durante a intervenção, Starmer comprometeu-se a apoiar integralmente quem vier a sucedê-lo, defendendo que deixará um país mais preparado para enfrentar os desafios futuros do que aquele que encontrou quando assumiu o cargo.

Nos últimos meses, o primeiro-ministro enfrentava forte pressão interna devido à queda da popularidade do Governo, aos maus resultados obtidos pelo Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais e a várias controvérsias políticas que alimentaram o descontentamento dentro da formação governamental.

Segundo a tradição constitucional britânica, o novo líder do Partido Trabalhista será convidado a formar Governo, uma vez que o partido mantém a maioria parlamentar, não sendo necessária a realização de eleições legislativas antecipadas.

A Coreia do Sul anunciou hoje que dois navios operados por companhias de navegação sul-coreanas atravessaram o estreito de Ormuz, numa altura em que decorriam negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.

“Dois navios operados por companhias de navegação sul-coreanas, que aguardavam no interior do estreito de Ormuz, atravessaram a passagem e estão a navegar normalmente”, afirmou o Ministério dos Oceanos da Coreia do Sul, em comunicado.

O ministério não especificou a hora exacta da travessia, embora tenha advertido que os navios “ainda não atravessaram completamente a zona de perigo”, sem fornecer mais pormenores sobre o trânsito, as companhias de navegação ou os nomes das embarcações, alegando razões de segurança.

A mesma fonte esclareceu que não há tripulantes sul-coreanos a bordo dos navios e que o destino final das embarcações não é a Coreia do Sul.

Esta é a primeira travessia de navios sul-coreanos desde a assinatura do memorando de entendimento entre os EUA e o Irão, a 15 de Junho, com o objectivo de pôr termo à guerra iniciada por Israel e Washington a 28 de Fevereiro.

Antes da assinatura do acordo, dois navios sul-coreanos — um transportador de gás natural liquefeito e um petroleiro — já tinham atravessado o estreito.

O ministério confirmou ainda que 22 navios operados pela Coreia do Sul permanecem no estreito de Ormuz, juntamente com 135 tripulantes sul-coreanos, dos quais 102 se encontram em navios sul-coreanos e os restantes em embarcações estrangeiras.

O anúncio surge horas depois de Teerão e Washington terem acordado a criação de uma “linha de comunicação” para garantir a segurança da passagem de embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz, uma importante via marítima para o comércio mundial de petróleo.

“Foi estabelecida uma linha de comunicação entre as partes (…), a fim de evitar incidentes e falhas de comunicação, com o objectivo de garantir a passagem segura dos navios comerciais pelo estreito de Ormuz”, explicaram os mediadores paquistaneses e cataris.

Teerão e Washington iniciaram, no domingo, as primeiras conversações na Suíça, mediadas pelo Paquistão e pelo Qatar, desde a assinatura, na semana passada, de um memorando de entendimento destinado a assegurar um fim duradouro das hostilidades no Médio Oriente.

Uma delegação de chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau com o objectivo de se inteirar do processo de transição actualmente em curso na Guiné-Bissau, segundo informações de fontes oficiais.

De acordo com publicações divulgadas na página oficial das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), a missão chegou à capital guineense ao início da noite de sexta-feira e permanecerá no país durante cinco dias, período durante o qual manterá contactos com diversas entidades locais.

Recorde-se que os militares assumiram o poder na Guiné-Bissau em 26 de Novembro de 2025, tendo anunciado um período de transição com a duração de 12 meses. Na mesma ocasião, foram convocadas eleições gerais, presidenciais e legislativas, para o dia 6 de Dezembro.

Na sequência da alteração da ordem constitucional, a Guiné-Bissau foi suspensa de todas as organizações internacionais de que faz parte, incluindo a CEDEAO, organização que tem enviado sucessivas missões de bons ofícios ao país com vista à mediação da crise política.

Segundo as FARP, a visita da delegação dos Chefes do Estado-Maior-General das Forças Armadas da CEDEAO insere-se no propósito de acompanhar o período transitório em curso no país.

A mesma fonte refere ainda que, durante a estadia em Bissau, a missão, liderada pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Serra Leoa, Amara Idara Bangura, realizará sessões de trabalho com as entidades militares e paramilitares guineenses.

A delegação integra igualmente os chefes militares da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Senegal. Segundo relatos da imprensa local, além dos encontros previstos com o Alto Comando Militar responsável pelo golpe de Estado, a missão deverá reunir-se também com representantes diplomáticos dos países membros da CEDEAO acreditados em Bissau.

Esta deslocação dos chefes militares da CEDEAO estava inicialmente prevista para ocorrer um mês após o golpe de Estado, mas acabou por ser cancelada na altura, sem que fossem divulgadas explicações para essa decisão.

Na ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, e posteriormente o ministro da Defesa daquele país, general Birame Diop, deslocaram-se a Bissau numa tentativa de facilitar a implementação das orientações definidas pelos chefes de Estado da CEDEAO na sequência do golpe militar.

As delegações dos Estados Unidos e do Irão chegaram à Suíça antes das conversações previstas sobre a implementação do acordo de paz provisório entre Washington e Teerão, informou este domingo o Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço. 

As delegações que já estão na Suíça pretendem iniciar as negociações para o fim da guerra no Irão. Representantes do Paquistão, que tem desempenhado um papel-chave de mediação entre as partes, também já chegaram ao país.

O vice-presidente dos EUA deverá participar nas conversações técnicas e, segundo o seu porta-voz, citado pela imprensa internacional, chegou por volta das 6h à base aérea de Emmen, da Força Aérea suíça.

Ao falar antes de partir para a Suíça, James Vance disse aos jornalistas que estava confiante em relação às conversações.

O encontro estava inicialmente marcado para sexta-feira, mas Vance adiou a viagem após o agravamento das tensões no Médio Oriente devido a confrontos entre Israel e o Líbano.

Israel e o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irão, tinham acordado na sexta-feira um novo cessar-fogo, mas Israel lançou uma nova vaga de ataques na manhã de sábado. Pelo que as forças armadas iranianas anunciaram que tinham encerrado o Estreito de Ormuz.

A agência de notícias Axios revela que o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, está a caminho da Suíça.

Jared Kushner também é esperado em Burgenstock, assim como o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão.

O processo negocial deverá ainda contar com a presença de altos responsáveis do Paquistão e do Catar.

O Governo iraniano diz que está pronto para retomar a diplomacia, mas precisa de garantias dos EUA de que Israel vai cumprir com os termos do acordo para pôr fim à guerra.

Quase 118 milhões de pessoas estão refugiadas ou deslocadas à força em todo o mundo. Os dados são da  Organização das Nações Unidas, que quer reduzir este número para metade, até 2035.

Entre 2024 e 2025, o número de pessoas obrigadas a fugir das suas casas ou países, reduziu de 123 milhões para 118 milhões, em 2025, no mundo. A maior parte fugiu de situações de guerra ou violência nos seus países.

Apesar da redução, que resultou de “retornos forçados”, seja por deportações ou por falta de oportunidade de integração e inclusão nos países de acolhimento,  o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados considera que os números continuam elevados. 

Em 2025, quase 15 milhões de pessoas regressaram aos seus países de origem, das quais, 4,4 milhões de refugiados e 10,3 milhões de deslocados internos.

Ainda assim, no ano passado, 5,4 milhões de pessoas, 70% das quais provindas Afeganistão, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Ucrânia e Venezuela foram obrigadas a fugir de guerras, violências e perseguições, e procurar proteção em outros países.

O Sudão continua a ser o país com a crise de refugiados mais grave do mundo, com 9,1 milhões de pessoas obrigadas a fugir das suas casas. O Médio Oriente tornou-se outra área de grande preocupação, com cerca de um milhão de refugiados do Líbano e 3,2 milhões de deslocados no Irão.

Devido à situação, o alto-comissário da ONU para os Refugiados disse, este sábado, querer reduzir, nos próximos 10 anos, para metade o número de refugiados que vivem em deslocações prolongadas e dependem de ajuda humanitária.

O Dia Mundial dos Refugiados é celebrado anualmente a 20 de junho, com o objetivo de realçar a coragem, os direitos, as necessidades e a resiliência dos refugiados. 

A epidemia de ébola já causou mais de 200 mortes na República Democrática do Congo (RDC), pouco mais de um mês após ter sido declarada, informou nesta quinta-feira a agência de saúde da União Africana.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África informou que 202 pessoas morreram em decorrência de ebola, de um total de 875 casos confirmados, resultando em uma taxa de mortalidade de 23%.

Devido aos desafios de segurança e à dificuldade de acesso a algumas áreas para as equipes de resposta do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África , da OMS e de diferentes parceiros, ainda constata-se que o rastreamento de contactos é baixo.

A Cruz Vermelha alertou esta semana que o surto na República Democrática do Congo, declarado em 15 de maio, ainda não atingiu o pico e pode levar um ano para ser contido.

Ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a cepa do vírus responsável pelo surto actual.

As três províncias afectadas no nordeste da RDC – Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul  estão há muito tempo mergulhadas em conflitos e deslocamentos em massa, o que complica a resposta.

O surto se espalhou para o país vizinho, Uganda, embora as medidas de contenção tenham sido eficazes por lá, com 19 casos confirmados, incluindo duas mortes, e a maioria dos casos são de viajantes congoleses.

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