A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, apela às autoridades para que acelerem as investigações, com vista ao esclarecimento das causas do incêndio nos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo. Por sua vez, a Primeira-Dama apela à solidariedade dos moçambicanos, parceiros de cooperação e amigos de Moçambique, para apoiar a recuperação dos serviços afectados pelo sinistro.
Na sequência do incidente, a Primeira-Ministra encorajou as autoridades competentes a prosseguirem com as investigações para apurar as circunstâncias em que ocorreu o incêndio, defendendo, entretanto, que seja assegurado o acompanhamento dos doentes, apesar das dificuldades provocadas pela situação.
“Encorajamos a continuar a trabalhar para saber exactamente o que aconteceu, mas principalmente para que os doentes tenham o devido acompanhamento, apesar das circunstâncias”, afirmou.
Maria Benvinda Levi apelou igualmente à mobilização de toda a sociedade moçambicana, através de contribuições solidárias, com vista à reposição, no mais curto espaço de tempo possível, do funcionamento pleno dos serviços, garantindo a continuidade dos tratamentos aos pacientes que dependem daquela unidade hospitalar.
Por sua vez, a Primeira-Dama juntou-se ao apelo, defendendo a mobilização de apoios de parceiros, cidadãos nacionais e estrangeiros, bem como de todos os que tenham disponibilidade para contribuir para a recuperação dos serviços afectados.
A esposa do Presidente da República sublinhou que o Hospital Central de Maputo e o Ministério da Saúde necessitam, neste momento, do apoio colectivo, apelando a uma resposta solidária de todos os segmentos da sociedade, independentemente da dimensão das contribuições.
“Cada um possa doar o que puder para podermos ajudar”, apelou, defendendo a união dos moçambicanos perante a situação que afecta os doentes oncológicos.
O incêndio representa um revés para os serviços de tratamento do cancro no país, particularmente para a radioterapia do HCM, o primeiro e único serviço do género em Moçambique, inaugurado em Julho de 2019, com capacidade para atender até 60 pacientes por dia.
A recuperação das infra-estruturas e a retoma plena dos serviços são, por isso, consideradas fundamentais para garantir a continuidade da assistência aos doentes que dependem daquela unidade de referência nacional.