A Escola de Culinária Assma, uma das mais antigas instituições vocacionadas à formação em culinária e serviços de catering no país, pretende transformar-se em instituto e apela ao Governo para desburocratizar os processos de licenciamento.
Há 25 anos, começava uma história feita de sabores, técnicas e formação profissional. A Escola de Culinária Assma, assinala em Novembro, duas décadas e meia de existência.
“São 25 anos de muito trabalho, de muita insistência, de muita fé, persistência, e hoje estamos a fechar uma página para abrir outra”, referiu Tassnim Mussane, directora-geral da instituição, lembrando tragédias que a escola já passou, com ênfase para o incêndio nos primeiros anos.
“Tínhamos tudo para desistir”, disse, numa conferência de imprensa, para assinalar o lançamento das celebrações.
A direcção-geral recordou os desafios enfrentados desde a criação da instituição.
“Foi muito difícil conseguir o Alvará. Tive de passar por certas situações, mas graças a Deus consegui.”
Hoje, a Assma quer dar um novo passo, transformar o centro de formação profissional num instituto, e ampliar a formação para todo o País. Ao longo de 25 anos, passaram pela instituição alunos que encontraram na culinária uma profissão e uma oportunidade de construir o próprio futuro, e hoje dizem que Assma é mais do que uma escola. Teresa dos Santos e Lídia Camila vieram da Beira para se formar em
Maputo como chefes de cozinha. Dizem que Assma é mais do que uma escola.
“Na nossa cidade, o mercado de catering está razoavelmente bem, e há muita procura, mas com poucos chefes, por isso viemos para formação para melhor responder às exigências do mercado”, explicou Teresa dos Santos.
“Estou realmente a gostar do curso, tem muita coisa boa, diferente, que eu não sabia, e que agora já posso dizer que sou uma verdadeira chefe”, disse Lídia Camila.
Para marcar os 25 anos, estão previstas várias actividades, entre elas um passeio com trabalhadores e antigos estudantes e uma gala de celebração do que chamam transformação da gastronomia moçambicana.