O Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25%, mas vai alterar o regime de reservas obrigatórias a partir do próximo período de constituição.
A decisão foi tomada pelo Comité de Política Monetária, que justifica a manutenção da taxa com a prevalência de riscos e incertezas associados aos choques climáticos e ao prolongamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e na Europa, com possíveis impactos nos preços internacionais dos combustíveis e alimentos.
O novo regime de reservas obrigatórias, com duração de 18 meses, permitirá aos bancos deduzir, na componente em moeda nacional, montantes correspondentes a novos financiamentos concedidos a empresas que contribuam para a substituição de importações e/ou aumento das exportações. A taxa de juro aplicada será a taxa MIMO, podendo acrescer uma margem de 150 pontos base, conforme a finalidade do financiamento.
O Banco de Moçambique prevê um aumento da inflação no curto prazo, mas uma redução para um dígito no médio prazo. Em Agosto, a inflação anual desacelerou para 6,5%, contra 7,5% em Julho.
Entretanto, a economia registou um crescimento de 1,7% no segundo trimestre de 2026, depois de 0,1% no primeiro trimestre, impulsionado sobretudo pela agricultura, indústria extractiva e serviços.
O CPMO reafirma o compromisso de assegurar a estabilidade de preços e diz que continuará a acompanhar a evolução da economia nacional e internacional. A próxima reunião ordinária está marcada para 25 de Novembro de 2026.