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O País – A verdade como notícia

Sissoco Embaló anuncia candidatura às presidenciais na Guiné-Bissau

O antigo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou a sua intenção de concorrer às eleições presidenciais marcadas para 6 de Dezembro, afirmando que pretende contribuir para o restabelecimento do Governo civil no país.

Em declarações à agência de notícias AFP, Sissoco Embaló confirmou que será candidato às presidenciais, meses depois de ter sido afastado do poder na sequência de um golpe de Estado, ocorrido no final de Novembro do ano passado.

O Exército assumiu o controlo do poder poucos dias depois das eleições presidenciais, suspendendo o processo eleitoral e afastando Embaló da Presidência. Na altura, alguns observadores levantaram suspeitas de que o próprio Presidente poderia ter estado envolvido na interrupção do processo eleitoral, numa altura em que enfrentava dificuldades no escrutínio. Estas alegações, contudo, não foram comprovadas.

A junta militar, liderada por um aliado próximo de Embaló, marcou novas eleições presidenciais e legislativas para 6 de Dezembro, com o objectivo declarado de restabelecer a ordem constitucional e o Governo civil. Questionado sobre um eventual regresso de Umaro Sissoco Embaló ao país, o líder da junta afirmou que qualquer cidadão guineense é livre de regressar, desde que não tenha questões pendentes com a Justiça.

Activistas guineenses anunciaram, entretanto, nas redes sociais, que estão a preparar o regresso de Embaló ao país no domingo, 4 de Outubro. Para o analista político Malam Cissé, citado pela AFP, não existe, do ponto de vista legal, qualquer impedimento ao regresso do antigo Presidente. “Legalmente, nada impede o regresso de Umaro Sissoco Embaló à Guiné-Bissau. Foi deposto do poder por um golpe de Estado”, afirmou Cissé, acrescentando que o antigo chefe de Estado “não assinou qualquer documento a renunciar ao poder”.

 

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