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O País – A verdade como notícia

Sánchez defende gestão da crise migratória em Ceuta

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defende a actuação do seu Governo perante a crise migratória em Ceuta, onde cerca de 80 mil migrantes terão tentado entrar no território espanhol no final de Julho.

Numa entrevista de uma hora à televisão estatal espanhola, Sánchez reconheceu a necessidade de reforçar a preparação do Estado para responder ao que classificou como “ataques híbridos”, tendo em conta a localização de Ceuta e Melilla, duas cidades autónomas espanholas situadas no Norte de África e que fazem fronteira com Marrocos.

O chefe do Governo espanhol considera que a localização das duas cidades lhes confere uma “singularidade muito importante”, defendendo, por isso, o reforço da capacidade de resposta às situações de emergência migratória.

A crise em Ceuta tem gerado crescente preocupação entre os moradores, perante a chegada de milhares de migrantes e a limitada capacidade da pequena comunidade para acolher um fluxo desta dimensão.

Sánchez admitiu a necessidade de aumentar as infra-estruturas de acolhimento, de modo a garantir melhores condições aos migrantes que chegam à cidade.

O primeiro-ministro espanhol defendeu igualmente a actuação dos serviços de inteligência na previsão dos fluxos migratórios, mas reconheceu que esta é uma das áreas que precisa de ser aperfeiçoada para permitir uma resposta mais eficaz às futuras crises.

Sánchez confirmou ainda que o Rei Felipe VI deverá visitar Ceuta, embora não tenha avançado a data da deslocação.

Enquanto isso, milhares de migrantes permanecem em condições precárias, alojados em tendas improvisadas instaladas numa praia da cidade. Segundo informações divulgadas, os migrantes recebem apenas uma refeição por dia, fornecida pela Cruz Vermelha.

O acampamento tem sido também palco de manifestações de grupos que, há várias semanas, pressionam pela retirada dos migrantes de Ceuta. Os manifestantes alegam que a situação resulta daquilo que consideram ser uma resposta insuficiente do Governo espanhol à crise humanitária.

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