As empresas exportadoras distinguidas na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) comprometem-se a aumentar a produção e reforçar as exportações, contribuindo para o equilíbrio da balança de pagamentos e para a redução da escassez de divisas no país.
Entre as empresas reconhecidas está a Sociedade Algodoeira do Niassa, do Grupo JTFS, que considera a distinção um estímulo para continuar a investir na produção e na qualidade dos seus produtos, bem como no aumento das exportações.
Os responsáveis da empresa destacam o contributo do grupo para o desenvolvimento económico do país, sobretudo numa altura em que Moçambique enfrenta uma crise de escassez de divisas.
“Este prémio vem reconhecer realmente o trabalho feito pelo Grupo JTFS, pela Sociedade Algodoeira do Niassa e o contributo que tem dado para o desenvolvimento do país e impulsionar as exportações, que são extremamente importantes nesta fase em que o país atravessa uma crise de escassez de divisas”, afirmou um dos responsáveis.
O reconhecimento foi igualmente recebido como um incentivo para melhorar a qualidade da produção e aprofundar a cooperação com o Governo, com a perspectiva de atrair mais investimento estrangeiro.
Uma das empresas indianas distinguidas anunciou, por sua vez, novos investimentos na cidade da Beira, avaliados entre 35 e 40 milhões de dólares. O projecto será implementado em duas fases.
Na primeira etapa, a empresa prevê produzir cerca de três mil toneladas por mês, correspondentes a 36 mil toneladas por ano. Numa segunda fase, a capacidade deverá aumentar para 100 mil toneladas anuais.
Para os investidores, o reconhecimento na FACIM poderá também contribuir para tornar Moçambique mais atractivo ao investimento indiano.
No sector energético, uma das empresas premiadas reafirmou o compromisso de continuar a trabalhar para consolidar Moçambique como um polo regional de produção e fornecimento de energia eléctrica, aproveitando o potencial e os recursos disponíveis no país.
A empresa reconheceu, contudo, que 2025 foi um ano particularmente difícil, marcado pela redução da produção, das receitas e dos resultados, devido aos baixos níveis de armazenamento de água.
A situação, segundo a empresa, começou a melhorar na segunda metade da época chuvosa deste ano, quando os níveis de armazenamento registaram uma recuperação substancial, atingindo um pico de 56%, correspondente a cerca de 316,5 metros.
Face à recuperação registada, a empresa considera que as perspectivas para este ano são positivas e reafirma a intenção de continuar a investir no aproveitamento do potencial energético nacional.
A 61.ª FACIM voltou, assim, a servir de plataforma para o reconhecimento de empresas que se destacam na produção e exportação, num contexto em que o país procura aumentar a entrada de divisas, dinamizar a produção nacional e reduzir a dependência das importações.