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O País – A verdade como notícia

Edson Macuácua aponta a independência económica como a “nova epopeia” do partido

A capital da província de Manica acolhe, estes dias, um conclave que se afigura determinante para o futuro político da Frelimo e, por extensão, do próprio Estado moçambicano. Mais do que um exercício de reflexão interna, a 11.ª Conferência Nacional de Quadros é apresentada como o laboratório de ideias onde se forjará o novo pacto de compromisso entre o partido e a sociedade.

Em declarações aos jornalistas, Edson Macuácua foi decisivo ao definir a tónica do encontro. Para o dirigente, o país atravessa um contexto ímpar, em que o Presidente do partido, Daniel Chapo, lançou à actual geração o desafio histórico da independência económica. “Temos aqui uma oportunidade soberana para aprofundar este paradigma da agenda nacional”, afirmou Macuácua, perspectivando que a conferência funcione como um catalisador para a coesão interna.

O objectivo, segundo o responsável, é claro: sair de Chimoio com maior união e, sobretudo, com “mais clareza sobre os passos e os caminhos” que o partido deve prosseguir. Esta nova agenda é encarada por Macuácua como uma “nova epopeia” que deverá culminar na preparação do XIII Congresso da Frelimo. “Espero que o congresso que se avizinha seja um momento de coroação e consolidação da visão e da missão de conquistar a independência económica de Moçambique, sob a liderança do Presidente Daniel Francisco Chapo”, declarou.

Sobre a abrangência dos temas a debater, Edson Macuácua fez questão de afastar qualquer ideia de condicionamento. Sendo a conferência um órgão de carácter consultivo, o dirigente garantiu que o debate não terá limites temáticos. “É uma agenda aberta, que permite que todos os aspectos da vida política, económica, social e cultural possam ser objecto de debate sem restrição”, assegurou.

O processo de auscultação da agenda pública, que decorre em paralelo, servirá de suporte a esta reflexão. Macuácua lembrou que os participantes na conferência são, antes de tudo, cidadãos que integram o tecido social do país e que têm participado activamente no diálogo nacional. Assim, temas estruturantes como a economia, a consolidação da democracia e os desafios culturais e sociais, estarão, segundo o dirigente, no centro das preocupações dos quadros, reflectindo a preocupação do partido em sintonizar a sua actuação com as reais aspirações da população moçambicana. 

 

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