Durante a época chuvosa, as condições agravam-se devido às infiltrações provocadas pelo mau estado da laje do teto, criando constrangimentos ao normal funcionamento das aulas e colocando em causa a qualidade do ambiente de ensino e aprendizagem.
Os estudantes reconhecem que as aulas continuam a decorrer, mas defendem que a escola precisa de uma intervenção de fundo, capaz de recuperar as infraestruturas e devolver dignidade ao estabelecimento.
Michaela Monteiro é uma das estudantes e está a cursar Electricidade instaladora. Contou que a situação não é das melhores e que mexe com a comunidade estudantil. “Nenhum aluno fica seguro com estas condições. Nos dias de chuva gotas de água caem do tecto para os nossos cadernos. Quando chove em dias de avaliações, a situação é a mesma. A nossa escola clama por socorro e por isso pedimos a quem de direito para resolver” disse.
A diretora do Instituto Industrial e Comercial 1.º de Maio de Quelimane Otilia Tchembeze revela que, desde o ano passado, a instituição recebeu três equipas técnicas para avaliar o estado das infraestruturas, sendo duas provenientes do nível central e uma do nível provincial.
Apesar das avaliações realizadas, até ao momento nenhuma obra de reabilitação foi iniciada. A direção da escola mantém, contudo, a expectativa de que o Governo encontre uma solução para os problemas que afetam a instituição. “É difícil quantificar os orçamentos porque nem as equipas que vieram fazer levantamentos das necessidades, apesar de virem de nível central e provincial, não disseram nada. Mas quero acreditar que pelos níveis de degradação, valores muito acima de 20 milhões de meticais são necessários para devolver aquilo que foi o nosso instituto” disse a dirigente.
Segundo a direção, o estado das infraestruturas agravou-se significativamente após a passagem do ciclone Freddy, em 2023, que terá contribuído para o agravamento dos danos existentes. “ Antes do Ciclone já estávamos com infraestruturas a queixar, com a passagem do Freddy, a situação do veio a piorar”.
Mesmo perante as limitações, as atividades letivas continuam a decorrer normalmente, graças ao esforço de professores, alunos e funcionários.
A comunidade escolar espera agora por uma intervenção urgente, de modo a garantir condições adequadas, seguras e dignas para a formação dos estudantes.