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O País – A verdade como notícia

Gaza pode conhecer novo governador nos próximos 10 dias

Cinco dias após a renúncia, já há explicações para a saída de Margarida Mapandzene. A Assembleia Provincial confirmou que a governadora deixou o cargo por razões profissionais e pessoais, enquanto Gaza aguarda pelo novo rosto da liderança provincial, que poderá ser conhecido nos próximos 10 dias.

Há cinco dias que a cadeira de governador de Gaza está vazia. As explicações sobre a saída de Margarida Mapandzene chegaram esta segunda-feira, durante uma sessão extraordinária da Assembleia Provincial, que confirmou oficialmente a entrada do pedido de renúncia.

Segundo a porta-voz da Assembleia Provincial, Argentina Picuane, a decisão da governadora foi comunicada através de um documento entregue ao órgão legislativo provincial.

“Recebemos a comunicação da senhora governadora provincial, Margarida Mapandzene, manifestando a sua intenção de renunciar ao cargo por razões profissionais e pessoais”, esclareceu Argentina Picuane.

A porta-voz explicou ainda que o processo seguirá os procedimentos previstos, sendo necessária uma sessão para formalizar a cessação de funções da governadora cessante.

“Está prevista uma sessão para o dia 5 de Agosto, onde um dos pontos será a apreciação e formalização da renúncia apresentada pela governadora”, afirmou.

Sobre a sucessão, a Assembleia Provincial indica que o processo já está em preparação e que a escolha deverá obedecer aos mecanismos legais.

“Depois da formalização da renúncia, será desencadeado o processo para a indicação do novo governador da província de Gaza”, acrescentou Argentina Picuane.

Com este calendário, Gaza poderá conhecer o novo rosto da governação provincial nos próximos 10 dias. O sucessor de Mapandzene deverá sair de uma lista composta por 10 membros dos órgãos provinciais, de onde será escolhido o novo governador.

A mudança na liderança da província acontece num momento particularmente sensível para Gaza, marcado pelo processo relacionado com o alegado desvio de ajuda humanitária, que levou à detenção de pelo menos nove altos dirigentes provinciais.

A Assembleia Provincial garante que a transição seguirá os trâmites legais até à nomeação do novo responsável pela condução dos destinos da província.

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