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Moradores de Matola Gare pedem celeridade das obras do hospital local

Moradores de Matola Gare, no Município da Matola, recebem cuidados de saúde em tendas por baixo de um edifício comercial em construção, enquanto decorrem obras de requalificação do hospital local, ciclicamente inundada pelas águas da chuva. Os moradores pedem celeridade das obras. 

Debaixo de tendas improvisadas, montadas à sombra de um edifício comercial ainda em construção, mães seguram crianças ao colo e, pacientam firmemente pela medicação a partir de uma farmácia itinerante. 

Esse é o cenário que os moradores de Matola Gare recebem cuidados de saúde, depois do hospital local ter sido sucessivamente engolido pelas águas das chuvas.

De acordo com os utentes, “o atendimento está a ser bom, mas há dificuldade porque somos atendidos fora, com crianças, e com essa temperatura não ajuda muito”, disse Laura Manjate, utente encontrada na fila para a farmácia.

“O que nós queremos é a reabilitação daquele nosso hospital, colocarem os tubos que podem facilitar o escoamento da água, porque a água é que estraga o nosso hospital”, conta uma outra utente no serviço de pediatria. 

Mas por trás do alívio momentâneo, os moradores exigem que no regresso ao hospital os profissionais de saúde deem atendimento humano e seja assegurada a disponibilidade “porque às vezes nos atendem mal e demoram”, anota Laura Tembe, lembrando ainda que “às vezes não tem medicação, luvas para atender feridas, isso tem que mudar.” 

Entre lonas que tremem com o vento e o hospital móvel, os profissionais de saúde adaptam suas condições oferecidas, mas recebem promessas de regressar aos gabinetes adequados no fim do mês.

Em entrevista ao “O País”, o director provincial da Saúde, Daniel Chemane, assegurou que até a próxima época chuvosa o hospital pode não registar encerramento da unidade sanitária devido a  casos de inundações, “com a  finalização de obras a nível do recinto do Centro de Saúde, para a elevação da da cota para encaminhar as águas das chuvas a zona de coleta”

As obras em curso consistem na elevação da cota do recinto da unidade sanitária, o que coloca o nível do edifício abaixo do reduto. Ainda não se sabe ao certo como será o futuro do hospital “nós podemos ter como teste efetivo é a chuva, mas estamos convictos e esperançosos que não vai realmente haver esse problema”, concluiu o director da Saúde. 

As obras estão orçadas em pouco mais de quatro milhões de meticais, três dos quais do orçamento do Estado. Além do Centro de Saúde de Matola Gare, o acesso ao Centro de Saúde da Matola Santos  é outro desafio. Mas para já, Chemana assegura que as inundações no recinto ficaram para o passado. 

 

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