Quatro meses depois das inundações provocadas pelas chuvas intensas, 11 bairros incluindo 2 escolas na vila municipal de Mandlakazi, na província de Gaza, continua alagados. A presidente do município aponta a falta de recursos financeiros como principal entrave para as intervenções, incluindo o reassentamento das famílias afetadas. Para resolver o problema, são necessários mais de 200 milhões de meticais, verba que continua indisponível.
Quatro meses depois, os vestígios da enchentes continuam bem visíveis na vila Municipal de Mandlakazi, na província de Gaza. Entre paredes húmidas, quintais inundados e ruas transformadas em autênticos cursos de água, mais de mil famílias permanecem sem conseguir reconstruir as suas vidas.
“As águas invadiram as nossas residências, obrigando-nos a abandonar as nossas casas. Alguns de nós refugiaram-se em casas de familiares”, refere um munícipe.
Sendo que outras famílias continuam no único centro de acolhimento, onde o tempo parece ter parado e a rotina é marcada pela incerteza e pela esperança de regressar às suas comunidades.
A situação agrava-se no setor da educação. Duas escolas continuam cercadas pelas águas: a Escola Primária de Pinda, com cerca de 900 alunos, e o Instituto Técnico-Profissional e Familiar Rural, frequentado por aproximadamente 350 estudantes. No total, mais de mil alunos continuam a ser afetados pela persistência das inundações.
A presidente do Conselho Municipal de Mandlakazi, Francelina Nhantumbo, afirma que sete bairros continuam alagados, incluindo zonas que nunca tinham registado inundações desta dimensão.
“Temos sete bairros que continuam alagados, incluindo áreas que nunca tiveram histórico de inundações. Além das zonas residenciais, temos também duas escolas cercadas pelas águas, uma situação que afeta mais de mil alunos.”
Segundo a autarca, a Escola Primária de Pinda e o Instituto Técnico-Profissional e Familiar Rural estão implantados numa área que passou a ser considerada de risco.
“A Escola Técnico-Profissional e Familiar Rural e a Escola Primária de Pinda estão numa zona insegura. Mesmo que a situação fique controlada, já não dá para continuar a investir ali, porque percebemos que é uma zona de risco.”
O município da vila de Mandlakazi precisa de 200 milhões de meticais para avançar com intervenções estruturantes, incluindo obras nas vias e reassentamento de famílias em zonas de risco.